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		<title><![CDATA[Fórum da Real - Legado Realista - Livros]]></title>
		<link>https://legadorealista.net/forum/</link>
		<description><![CDATA[Fórum da Real - Legado Realista - https://legadorealista.net/forum]]></description>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2026 17:26:02 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title><![CDATA[Como melhorar sua escrita]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6836</link>
			<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 17:27:59 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6836</guid>
			<description><![CDATA[A escrita desse fórum nunca antes esteve tão primitiva. Apesar de alguns membros dominarem essa habilidade, ainda é comum ver novatos escrevendo pior do que moleques do primário. <br />
Por essa razão trago técnicas e hábitos que podem ajudar a desenvolver a escrita. Já aviso que boa parte do conteúdo desse tópico foi gerado por IA (a esse ponto você já deveria estar acostumados com isso). <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">1. Leia com frequência</span><br />
A leitura é essencial para melhorar a escrita. Ao ler livros, artigos, poemas e outros textos, você aprende diferentes estilos, estruturas de frases e vocabulário.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Varie os gêneros</span>: leia ficção, não-ficção, artigos científicos e jornalísticos.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Observe detalhes</span>: analise como os autores desenvolvem argumentos, constroem diálogos ou criam suspense.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Explore:</span> visite  áreas do fórum além dos tópicos mais vistos.<br />
</li></ul>
- Isso não deve ser tão complicado. Ponha horas e esforço na leitura. Se você não gosta de livros físicos então compre um Kindle. <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">2. Pratique a escrita regularmente</span><br />
Escrever diariamente ajuda a desenvolver fluência e confiança.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Crie uma rotina</span>: estabeleça um horário fixo para escrever.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Experimente gêneros</span>: escreva crônicas, contos, resenhas ou reflexões pessoais.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Mantenha um diário</span>: registrar pensamentos e eventos do dia é uma excelente forma de praticar.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Participe</span>: procure participar do fórum, adicionando seu ponto de vista nas respostas ou criando tópicos novos.<br />
</li></ul>
- Não tenha apenas esse espaço como um lugar onde você pode escrever. Se você procurar com certeza irá encontrar algum lugar no Discord ou até mesmo outro fórum de outro assunto onde você pode enviar seus textos para serem analisados ou resenhados.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">3. Aprenda as regras gramaticais e de estilo</span><br />
Dominar as bases da gramática e da pontuação evita erros e torna o texto mais claro.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estude gramática</span>: revise pontos como concordância verbal, regência e pontuação.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Use manuais de estilo</span>: como o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Manual de Redação e Estilo</span> ou guias de redação jornalística.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Aprimore o vocabulário</span>: descubra sinônimos e novos significados de palavras.<br />
<br />
</li></ul>
- Isso aqui é essencial. Quanto tempo faz que você não dedica um tempo pra estudar gramatica? Aposto que você vem aqui cheio de moral pronto pra descer a lenha nos novatos, mas nem se quer estudou o básico de gramatica. Fique ligado nos comentários desse tópico, provavelmente vou postar algumas fontes de lugares onde você pode ver os erros mais comuns cometidos na hora de escrever.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">4. Reescreva e revise</span><br />
A revisão é tão importante quanto a escrita inicial.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Revise com atenção</span>: procure por erros gramaticais, redundâncias ou frases confusas.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Reescreva partes problemáticas</span>: melhore a clareza e a fluidez do texto.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Peça feedback</span>: peça a outras pessoas para lerem seu texto e darem sugestões.<br />
</li></ul>
- Não escreva uma resposta ou abra um tópico sem antes revisar. Clique em 'Pré-Visualizar' e revise.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">5. Pratique a concisão</span><br />
Escrever de forma clara e objetiva é uma habilidade valiosa.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Evite floreios desnecessários</span>: vá direto ao ponto.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Quebre frases longas</span>: transforme frases complexas em sentenças mais simples.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Corte palavras redundantes</span>: elimine aquilo que não agrega valor ao texto.<br />
</li></ul>
- Como é difícil ver concisão nos tópicos desse fórum! Meu Deus! O sujeito parece que gosta de dar voltas sem sair do lugar. A esse ponto, você já deve ter aprendido que deve ter excelência no trabalho, certo? Que tal demonstrar tal característica na hora de escrever? <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">6. Desenvolva um estilo próprio</span><br />
Com o tempo, você pode criar um estilo de escrita que reflita sua personalidade.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Seja autêntico</span>: escreva com a sua voz, sem tentar imitar outros autores.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Use metáforas e analogias</span>: elas tornam o texto mais envolvente.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Teste tons diferentes</span>: experimente o humor, a ironia ou a formalidade, dependendo do contexto.<br />
</li></ul>
 - Eu considero isso um pouco mais avançado e realmente vem com o tempo. É o tipo de coisa que você deve almejar sabendo de sua dificuldade.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">7. Escreva com um propósito claro</span><br />
Antes de começar, reflita sobre o objetivo do texto e para quem ele é destinado.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Defina o público-alvo</span>: um texto acadêmico é diferente de um post em redes sociais.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estruture as ideias</span>: use uma introdução, desenvolvimento e conclusão.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Seja coerente</span>: mantenha um fluxo lógico entre os parágrafos.<br />
</li></ul>
- Sim!! Não crie uma resposta ou abra um tópico sem um propósito claro. Alguns membros desse fórum tem o único propósito de infernizar a vida alheia com sua própria revolta e falta de bom senso. Se você se enxerga nesse grupo dedique-se para sair dos extremos da vida e encontrar a temperança. Seu propósito deve ser claro e de preferência não egocêntrico ou perverso. <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">8. Inspire-se em grandes autores</span><br />
Leia escritores consagrados e aprenda com suas técnicas.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estude suas obras</span>: entenda como eles criam personagens, argumentos ou poesia.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Analise estilos</span>: perceba o uso de figuras de linguagem, estrutura narrativa e ritmo.<br />
</li></ul>
- Isso também vale pra esse fórum. Não perca seu tempo lendo tópicos do fulano ou ciclano. Veja o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Hall</span> <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">da Fama</span> e selecione os membros que se destacam. Procure ler o que eles escreveram.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">9. Use ferramentas de apoio</span><br />
Hoje existem várias ferramentas que ajudam a melhorar a escrita:<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Corretores ortográficos</span>: como o Grammarly ou o LanguageTool.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Aplicativos de notas</span>: como Evernote ou Notion, para organizar ideias.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Dicionários online</span>: use o Priberam ou o Michaelis para expandir vocabulário.<br />
</li></ul>
- Um bom corretor ortográfico é sempre bem-vindo. Porém use com sabedoria e preste atenção nos seus erros. Evite deixar a correção automática (mesmo no celular). <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">10. Tenha paciência e persistência</span><br />
A escrita melhora com o tempo e o esforço constante.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Não tema críticas</span>: veja-as como oportunidades de aprendizado.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Aceite erros</span>: eles são parte do processo de evolução.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Releia textos antigos</span>: perceba o quanto você já progrediu.<br />
</li></ul>
- Você não vai melhorar sua escrita do dia pra noite. É como musculação, é necessário dar tempo ao tempo sem esquecer de se dedicar aos exercícios.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Sem falsa modéstia ou superioridade disfarçada eu digo: minha escrita ainda tem que evoluir muito, mas valeu a pena cada hora que dediquei a escrita nos últimos anos. Eu sinto que posso me expressar melhorar numa conversa do cotidiano e meu raciocínio está mais aguçado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[A escrita desse fórum nunca antes esteve tão primitiva. Apesar de alguns membros dominarem essa habilidade, ainda é comum ver novatos escrevendo pior do que moleques do primário. <br />
Por essa razão trago técnicas e hábitos que podem ajudar a desenvolver a escrita. Já aviso que boa parte do conteúdo desse tópico foi gerado por IA (a esse ponto você já deveria estar acostumados com isso). <br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">1. Leia com frequência</span><br />
A leitura é essencial para melhorar a escrita. Ao ler livros, artigos, poemas e outros textos, você aprende diferentes estilos, estruturas de frases e vocabulário.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Varie os gêneros</span>: leia ficção, não-ficção, artigos científicos e jornalísticos.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Observe detalhes</span>: analise como os autores desenvolvem argumentos, constroem diálogos ou criam suspense.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Explore:</span> visite  áreas do fórum além dos tópicos mais vistos.<br />
</li></ul>
- Isso não deve ser tão complicado. Ponha horas e esforço na leitura. Se você não gosta de livros físicos então compre um Kindle. <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">2. Pratique a escrita regularmente</span><br />
Escrever diariamente ajuda a desenvolver fluência e confiança.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Crie uma rotina</span>: estabeleça um horário fixo para escrever.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Experimente gêneros</span>: escreva crônicas, contos, resenhas ou reflexões pessoais.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Mantenha um diário</span>: registrar pensamentos e eventos do dia é uma excelente forma de praticar.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Participe</span>: procure participar do fórum, adicionando seu ponto de vista nas respostas ou criando tópicos novos.<br />
</li></ul>
- Não tenha apenas esse espaço como um lugar onde você pode escrever. Se você procurar com certeza irá encontrar algum lugar no Discord ou até mesmo outro fórum de outro assunto onde você pode enviar seus textos para serem analisados ou resenhados.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">3. Aprenda as regras gramaticais e de estilo</span><br />
Dominar as bases da gramática e da pontuação evita erros e torna o texto mais claro.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estude gramática</span>: revise pontos como concordância verbal, regência e pontuação.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Use manuais de estilo</span>: como o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Manual de Redação e Estilo</span> ou guias de redação jornalística.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Aprimore o vocabulário</span>: descubra sinônimos e novos significados de palavras.<br />
<br />
</li></ul>
- Isso aqui é essencial. Quanto tempo faz que você não dedica um tempo pra estudar gramatica? Aposto que você vem aqui cheio de moral pronto pra descer a lenha nos novatos, mas nem se quer estudou o básico de gramatica. Fique ligado nos comentários desse tópico, provavelmente vou postar algumas fontes de lugares onde você pode ver os erros mais comuns cometidos na hora de escrever.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">4. Reescreva e revise</span><br />
A revisão é tão importante quanto a escrita inicial.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Revise com atenção</span>: procure por erros gramaticais, redundâncias ou frases confusas.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Reescreva partes problemáticas</span>: melhore a clareza e a fluidez do texto.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Peça feedback</span>: peça a outras pessoas para lerem seu texto e darem sugestões.<br />
</li></ul>
- Não escreva uma resposta ou abra um tópico sem antes revisar. Clique em 'Pré-Visualizar' e revise.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">5. Pratique a concisão</span><br />
Escrever de forma clara e objetiva é uma habilidade valiosa.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Evite floreios desnecessários</span>: vá direto ao ponto.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Quebre frases longas</span>: transforme frases complexas em sentenças mais simples.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Corte palavras redundantes</span>: elimine aquilo que não agrega valor ao texto.<br />
</li></ul>
- Como é difícil ver concisão nos tópicos desse fórum! Meu Deus! O sujeito parece que gosta de dar voltas sem sair do lugar. A esse ponto, você já deve ter aprendido que deve ter excelência no trabalho, certo? Que tal demonstrar tal característica na hora de escrever? <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">6. Desenvolva um estilo próprio</span><br />
Com o tempo, você pode criar um estilo de escrita que reflita sua personalidade.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Seja autêntico</span>: escreva com a sua voz, sem tentar imitar outros autores.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Use metáforas e analogias</span>: elas tornam o texto mais envolvente.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Teste tons diferentes</span>: experimente o humor, a ironia ou a formalidade, dependendo do contexto.<br />
</li></ul>
 - Eu considero isso um pouco mais avançado e realmente vem com o tempo. É o tipo de coisa que você deve almejar sabendo de sua dificuldade.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">7. Escreva com um propósito claro</span><br />
Antes de começar, reflita sobre o objetivo do texto e para quem ele é destinado.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Defina o público-alvo</span>: um texto acadêmico é diferente de um post em redes sociais.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estruture as ideias</span>: use uma introdução, desenvolvimento e conclusão.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Seja coerente</span>: mantenha um fluxo lógico entre os parágrafos.<br />
</li></ul>
- Sim!! Não crie uma resposta ou abra um tópico sem um propósito claro. Alguns membros desse fórum tem o único propósito de infernizar a vida alheia com sua própria revolta e falta de bom senso. Se você se enxerga nesse grupo dedique-se para sair dos extremos da vida e encontrar a temperança. Seu propósito deve ser claro e de preferência não egocêntrico ou perverso. <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">8. Inspire-se em grandes autores</span><br />
Leia escritores consagrados e aprenda com suas técnicas.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estude suas obras</span>: entenda como eles criam personagens, argumentos ou poesia.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Analise estilos</span>: perceba o uso de figuras de linguagem, estrutura narrativa e ritmo.<br />
</li></ul>
- Isso também vale pra esse fórum. Não perca seu tempo lendo tópicos do fulano ou ciclano. Veja o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Hall</span> <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">da Fama</span> e selecione os membros que se destacam. Procure ler o que eles escreveram.<br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">9. Use ferramentas de apoio</span><br />
Hoje existem várias ferramentas que ajudam a melhorar a escrita:<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Corretores ortográficos</span>: como o Grammarly ou o LanguageTool.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Aplicativos de notas</span>: como Evernote ou Notion, para organizar ideias.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Dicionários online</span>: use o Priberam ou o Michaelis para expandir vocabulário.<br />
</li></ul>
- Um bom corretor ortográfico é sempre bem-vindo. Porém use com sabedoria e preste atenção nos seus erros. Evite deixar a correção automática (mesmo no celular). <br />
<hr class="mycode_hr" />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">10. Tenha paciência e persistência</span><br />
A escrita melhora com o tempo e o esforço constante.<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Não tema críticas</span>: veja-as como oportunidades de aprendizado.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Aceite erros</span>: eles são parte do processo de evolução.<br />
</li>
<li><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Releia textos antigos</span>: perceba o quanto você já progrediu.<br />
</li></ul>
- Você não vai melhorar sua escrita do dia pra noite. É como musculação, é necessário dar tempo ao tempo sem esquecer de se dedicar aos exercícios.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Sem falsa modéstia ou superioridade disfarçada eu digo: minha escrita ainda tem que evoluir muito, mas valeu a pena cada hora que dediquei a escrita nos últimos anos. Eu sinto que posso me expressar melhorar numa conversa do cotidiano e meu raciocínio está mais aguçado.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Livros de Economia baseados na Doutrina Social da Igreja]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6605</link>
			<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 20:03:59 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6605</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">1) DISCURSO SOBRE A INTRODUÇÃO DAS ARTES NO REINO [1675] – DUARTE RIBEIRO DE MACEDO:</span><br />
<br />
O autor era jurista e diplomata. Suas idéias influenciaram a gestão do General Luís de Meneses, 3º Conde de Ericeira, Vedor da Fazenda (1675-1690), possivelmente o ministro mais realizador que a monarquia portuguesa teve nos anos posteriores à Restauração de 1640.<br />
<br />
<img src="https://ia804603.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/11/items/discurso-sobre-a-introducao-das-artes-no-reino-obras-ineditas-de-duarte-ribeiro-/Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%A3o%20das%20artes%20no%20Reino_jp2.zip&amp;file=Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%A3o%20das%20artes%20no%20Reino_jp2/Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%A3o%20das%20artes%20no%20Reino_0000.jp2&amp;id=discurso-sobre-a-introducao-das-artes-no-reino-obras-ineditas-de-duarte-ribeiro-&amp;scale=4&amp;rotate=0" alt="[Image: Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%...4&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/discurso-sobre-a-introducao-das-artes-no-reino-obras-ineditas-de-duarte-ribeiro-" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/discurso-sob...e-ribeiro-</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">2) REGLAS DE COMERCIO LICITO, LIBRE DEL CONTAGIO DE LA USURA [1735] – FRANCISCO MANUEL DE HERRERA:</span><br />
<br />
Trata-se de uma circular dirigida aos magistrados, comerciantes e confessores. Seu texto regulamenta os contratos clarificando os conceitos de lucro cessante, dano emergente, boa fé, princípio da proporcionalidade, etc., com base nas bulas de São Pio V e na jurisprudência assentada em caso específico.<br />
<br />
<img src="https://ia802307.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/12/items/reglas-de-comercio-licito-libre-del-contagio-de-la-usura-francisco-manuel-de-herrera-1735/Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20libre%20del%20contagio%20de%20la%20usura%20-%20Francisco%20Manuel%20de%20Herrera%2C%201735_jp2.zip&amp;file=Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20libre%20del%20contagio%20de%20la%20usura%20-%20Francisco%20Manuel%20de%20Herrera%2C%201735_jp2/Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20libre%20del%20contagio%20de%20la%20usura%20-%20Francisco%20Manuel%20de%20Herrera%2C%201735_0000.jp2&amp;id=reglas-de-comercio-licito-libre-del-contagio-de-la-usura-francisco-manuel-de-herrera-1735&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20lib...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/reglas-de-comercio-licito-libre-del-contagio-de-la-usura-francisco-manuel-de-herrera-1735" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/reglas-de-co...rrera-1735</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">3) TEORIA Y PRACTICA DE COMERCIO Y DE MARINA [1742] – JERÓNIMO DE UZTÁRIZ:</span><br />
<br />
Jerónimo de Uztáriz era almirante da Imperial Armada Espanhola. Distinguiu-se na Guerra dos Nove Anos (1688-1697), após a qual foi nomeado secretário do General Isidoro de la Cueva y Benavides, com quem trabalhou nos Flandres e na Sicília (1698-1707). Uma vez repatriado, serviu em sucessivas repartições, entre elas o Conselho das Índias e a Junta do Tabaco. Concluiu a carreira como Ministro da Junta de Comércio e Moeda do Reino.<br />
<br />
Seu livro oferece lições de quem ajudou seu país a alcançar a riqueza na paz e a vitória na guerra. Anos mais tarde, foi traduzido para o italiano pelo jesuíta Gonzalo Adorno Hinojosa. Miguelistas de peso, como Joaquim José Pedro Lopes, viram nas propostas de Uztáriz a receita para sanar as deficiências econômicas de Portugal:<br />
<br />
<img src="https://ia803404.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/6/items/teoria-y-practica-de-comercio-y-de-marina-alte.-jeronimo-de-uztariz-1742/Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20y%20de%20Marina%20-%20Alte.%20Jer%C3%B3nimo%20de%20Uzt%C3%A1riz%2C%201742_jp2.zip&amp;file=Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20y%20de%20Marina%20-%20Alte.%20Jer%C3%B3nimo%20de%20Uzt%C3%A1riz%2C%201742_jp2/Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20y%20de%20Marina%20-%20Alte.%20Jer%C3%B3nimo%20de%20Uzt%C3%A1riz%2C%201742_0000.jp2&amp;id=teoria-y-practica-de-comercio-y-de-marina-alte.-jeronimo-de-uztariz-1742&amp;scale=16&amp;rotate=0" alt="[Image: Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20...6&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/teoria-y-practica-de-comercio-y-de-marina-alte.-jeronimo-de-uztariz-1742" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/teoria-y-pra...tariz-1742</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">4) ELEMENTOS POLITICOS [1754] – PADRE FRANCISCO JOAQUÍN DE VILLARREAL Y ECENARRO:</span><br />
<br />
O autor fez carreira na Companhia de Jesus, evangelizando tribos em diferentes províncias da América Espanhola. Dirigiu ao Rei um relatório hoje reputado histórico, pela extensão e quantidade de dados, a fim de indicar a melhor maneira de pacificar os nativos do Império ['Informe hecho al Rey Nuestro Señor D. Fernando VI sobre contener y reducir a la debida obediencia a los indios del Reino de Chile'].<br />
O livro 'Elementos políticos', por sua vez, discute os métodos mais apropriados para promover o florescimento da indústria, da agricultura e das exportações em geral. Ensina aos reis e ministros como calibrar os instrumentos que o Estado tem ao seu dispor para otimizar os resultados obtidos:<br />
<br />
<img src="https://ia903404.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/8/items/elementos-politicos-pe.-francisco-joaquin-de-villarreal-y-ecenarro-companhia-de-jesus-1754/Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Francisco%20Joaqu%C3%ADn%20de%20Villarreal%20y%20Ecenarro%20%28Companhia%20de%20Jesus%29%2C%201754_jp2.zip&amp;file=Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Francisco%20Joaqu%C3%ADn%20de%20Villarreal%20y%20Ecenarro%20%28Companhia%20de%20Jesus%29%2C%201754_jp2/Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Francisco%20Joaqu%C3%ADn%20de%20Villarreal%20y%20Ecenarro%20%28Companhia%20de%20Jesus%29%2C%201754_0003.jp2&amp;id=elementos-politicos-pe.-francisco-joaquin-de-villarreal-y-ecenarro-companhia-de-jesus-1754&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Franci...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/elementos-politicos-pe.-francisco-joaquin-de-villarreal-y-ecenarro-companhia-de-jesus-1754/page/n3/mode/2up" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/elementos-po...3/mode/2up</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">5) REFLEXIONES ECONÓMICAS [1781] – PADRE FRANCISCO VIDAL Y CABASÉS:</span><br />
<br />
Trata-se de livro dividido em cinco partes. A primeira versa sobre a lavoura, ramo em que a Espanha, por suas desvantagens naturais, só poderia superar o atraso mediante construção de dutos e aplicação de fertilizantes (pp. 16 e 33). As partes seguintes tratam da indústria e do comércio, sugerindo "diferentes providências para aperfeiçoar nossas próprias fábricas e manufaturas" (p. VI). Nessa seara estariam medidas como o apoio à inovação tecnológica, a atração de RH qualificados, a substituição de importações e a engenharia reversa (pp. 45, 51, 60, 76 e 87-88).<br />
No final, para além da página 100, o autor anexa os decretos que Felipe II baixou nesse sentido. Mais uma prova de que o campeão de Lepanto foi um zeloso gestor da coisa pública, como demonstra o Pe. José Fernández Montaña:<br />
<br />
<img src="https://ia802305.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/16/items/reflexiones-economicas-pe.-francisco-vidal-y-cabases-1781_202111/Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Francisco%20Vidal%20y%20Cabas%C3%A9s%2C%201781_jp2.zip&amp;file=Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Francisco%20Vidal%20y%20Cabas%C3%A9s%2C%201781_jp2/Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Francisco%20Vidal%20y%20Cabas%C3%A9s%2C%201781_0002.jp2&amp;id=reflexiones-economicas-pe.-francisco-vidal-y-cabases-1781_202111&amp;scale=4&amp;rotate=0" alt="[Image: Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Fra...4&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/reflexiones-economicas-pe.-francisco-vidal-y-cabases-1781_202111/page/n1/mode/2up" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/reflexiones-...1/mode/2up</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">6) MEMÓRIA SOBRE OS JUROS RELATIVAMENTE À CULTURA DAS TERRAS [1791] – TOMÁS ANTÓNIO DE VILA NOVA PORTUGAL:</span><br />
<br />
Tomás António de Vila Nova Portugal foi um dos ministros mais competentes de D. João VI durante a estadia da Corte no Rio de Janeiro. Ocupou cargos hoje equivalentes aos de Ministro da Fazenda, Ministro da Defesa e Ministro das Relações Exteriores. É identificado como mentor do Alvará de 30 de março de 1818, que proibiu a maçonaria no Brasil. Após retornar a Portugal, apoiou a coroação de D. Miguel, ao tomar parte nas Cortes convocadas em 1828:<br />
<br />
<img src="https://ia904609.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/30/items/memoria-sobre-os-juros-relativamente-a-cultura-das-terras-dr.-tomas-antonio-de-v/Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20relativamente%20%C3%A0%20cultura%20das%20terras%20-%20Dr.%20Tom%C3%A1s%20Ant%C3%B3nio%20de%20Vila%20Nova%20Portugal%2C%201791_jp2.zip&amp;file=Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20relativamente%20%C3%A0%20cultura%20das%20terras%20-%20Dr.%20Tom%C3%A1s%20Ant%C3%B3nio%20de%20Vila%20Nova%20Portugal%2C%201791_jp2/Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20relativamente%20%C3%A0%20cultura%20das%20terras%20-%20Dr.%20Tom%C3%A1s%20Ant%C3%B3nio%20de%20Vila%20Nova%20Portugal%2C%201791_0000.jp2&amp;id=memoria-sobre-os-juros-relativamente-a-cultura-das-terras-dr.-tomas-antonio-de-v&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20rela...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/memoria-sobre-os-juros-relativamente-a-cultura-das-terras-dr.-tomas-antonio-de-v" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/memoria-sobr...tonio-de-v</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">7) ECONOMIA POLÍTICA [1795] – MANUEL JOAQUIM REBELO:</span><br />
<br />
O autor foi empresário e consultor da Junta de Comércio do Reino durante o reinado de D. Maria I. Era também familiar do Santo Ofício, função não-remunerada, mas de elevado prestígio. Seu nome consta na lista de correligionários que acompanharam D. Miguel na sua partida para o exílio.<br />
Manuel Joaquim Rebelo foi o mais criativo dos economistas lusos no século XVIII. Reconhecia a necessidade de corrigir idiossincrasias do sistema corporativo e depurá-lo das travas que dificultavam sua dinamização, mas com as cautelas necessárias à salvaguarda dos interesses nacionais, tendo em vista a situação de vulnerabilidade em que Portugal se encontrava:<br />
<br />
<img src="https://ia802302.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/9/items/economia-politica-manuel-joaquim-rebelo-1795/Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20Joaquim%20Rebelo%2C%201795_jp2.zip&amp;file=Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20Joaquim%20Rebelo%2C%201795_jp2/Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20Joaquim%20Rebelo%2C%201795_0000.jp2&amp;id=economia-politica-manuel-joaquim-rebelo-1795&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/economia-politica-manuel-joaquim-rebelo-1795" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/economia-pol...ebelo-1795</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">8) LA RIQUEZA DE LAS NACIONES NUEVAMENTE EXPLICADA [1817] – RAMÓN LÁZARO DE DOU Y DE BASSOLS:</span><br />
<br />
Ramón Lázaro de Dou y de Bassols era professor universitário. Tamanho era o apreço que o Papa Gregório XVI tinha por ele que, ao extinguir o cargo de chanceler nas universidades espanholas, abriu exceção para a Universidade de Cervera, onde Bassols era chanceler. Os dois volumes do seu livro buscam refutar as teses sustentadas por Adam Smith em <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">'A riqueza das nações'</span>:<br />
<br />
<img src="https://ia803409.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/26/items/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-i-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20I%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2.zip&amp;file=La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20I%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20I%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_0000.jp2&amp;id=la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-i-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817&amp;scale=2&amp;rotate=0" alt="[Image: La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nue...2&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-i-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/la-riqueza-d...ssols-1817</a><br />
<br />
<img src="https://ia801809.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/20/items/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-ii-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20II%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2.zip&amp;file=La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20II%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20II%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_0000.jp2&amp;id=la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-ii-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817&amp;scale=2&amp;rotate=0" alt="[Image: La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nue...2&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-ii-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/la-riqueza-d...ssols-1817</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">1) DISCURSO SOBRE A INTRODUÇÃO DAS ARTES NO REINO [1675] – DUARTE RIBEIRO DE MACEDO:</span><br />
<br />
O autor era jurista e diplomata. Suas idéias influenciaram a gestão do General Luís de Meneses, 3º Conde de Ericeira, Vedor da Fazenda (1675-1690), possivelmente o ministro mais realizador que a monarquia portuguesa teve nos anos posteriores à Restauração de 1640.<br />
<br />
<img src="https://ia804603.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/11/items/discurso-sobre-a-introducao-das-artes-no-reino-obras-ineditas-de-duarte-ribeiro-/Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%A3o%20das%20artes%20no%20Reino_jp2.zip&amp;file=Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%A3o%20das%20artes%20no%20Reino_jp2/Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%A3o%20das%20artes%20no%20Reino_0000.jp2&amp;id=discurso-sobre-a-introducao-das-artes-no-reino-obras-ineditas-de-duarte-ribeiro-&amp;scale=4&amp;rotate=0" alt="[Image: Discurso%20sobre%20a%20introdu%C3%A7%C3%...4&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/discurso-sobre-a-introducao-das-artes-no-reino-obras-ineditas-de-duarte-ribeiro-" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/discurso-sob...e-ribeiro-</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">2) REGLAS DE COMERCIO LICITO, LIBRE DEL CONTAGIO DE LA USURA [1735] – FRANCISCO MANUEL DE HERRERA:</span><br />
<br />
Trata-se de uma circular dirigida aos magistrados, comerciantes e confessores. Seu texto regulamenta os contratos clarificando os conceitos de lucro cessante, dano emergente, boa fé, princípio da proporcionalidade, etc., com base nas bulas de São Pio V e na jurisprudência assentada em caso específico.<br />
<br />
<img src="https://ia802307.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/12/items/reglas-de-comercio-licito-libre-del-contagio-de-la-usura-francisco-manuel-de-herrera-1735/Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20libre%20del%20contagio%20de%20la%20usura%20-%20Francisco%20Manuel%20de%20Herrera%2C%201735_jp2.zip&amp;file=Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20libre%20del%20contagio%20de%20la%20usura%20-%20Francisco%20Manuel%20de%20Herrera%2C%201735_jp2/Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20libre%20del%20contagio%20de%20la%20usura%20-%20Francisco%20Manuel%20de%20Herrera%2C%201735_0000.jp2&amp;id=reglas-de-comercio-licito-libre-del-contagio-de-la-usura-francisco-manuel-de-herrera-1735&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Reglas%20de%20comercio%20licito%2C%20lib...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/reglas-de-comercio-licito-libre-del-contagio-de-la-usura-francisco-manuel-de-herrera-1735" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/reglas-de-co...rrera-1735</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">3) TEORIA Y PRACTICA DE COMERCIO Y DE MARINA [1742] – JERÓNIMO DE UZTÁRIZ:</span><br />
<br />
Jerónimo de Uztáriz era almirante da Imperial Armada Espanhola. Distinguiu-se na Guerra dos Nove Anos (1688-1697), após a qual foi nomeado secretário do General Isidoro de la Cueva y Benavides, com quem trabalhou nos Flandres e na Sicília (1698-1707). Uma vez repatriado, serviu em sucessivas repartições, entre elas o Conselho das Índias e a Junta do Tabaco. Concluiu a carreira como Ministro da Junta de Comércio e Moeda do Reino.<br />
<br />
Seu livro oferece lições de quem ajudou seu país a alcançar a riqueza na paz e a vitória na guerra. Anos mais tarde, foi traduzido para o italiano pelo jesuíta Gonzalo Adorno Hinojosa. Miguelistas de peso, como Joaquim José Pedro Lopes, viram nas propostas de Uztáriz a receita para sanar as deficiências econômicas de Portugal:<br />
<br />
<img src="https://ia803404.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/6/items/teoria-y-practica-de-comercio-y-de-marina-alte.-jeronimo-de-uztariz-1742/Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20y%20de%20Marina%20-%20Alte.%20Jer%C3%B3nimo%20de%20Uzt%C3%A1riz%2C%201742_jp2.zip&amp;file=Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20y%20de%20Marina%20-%20Alte.%20Jer%C3%B3nimo%20de%20Uzt%C3%A1riz%2C%201742_jp2/Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20y%20de%20Marina%20-%20Alte.%20Jer%C3%B3nimo%20de%20Uzt%C3%A1riz%2C%201742_0000.jp2&amp;id=teoria-y-practica-de-comercio-y-de-marina-alte.-jeronimo-de-uztariz-1742&amp;scale=16&amp;rotate=0" alt="[Image: Teoria%20y%20practica%20de%20Comercio%20...6&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/teoria-y-practica-de-comercio-y-de-marina-alte.-jeronimo-de-uztariz-1742" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/teoria-y-pra...tariz-1742</a><br />
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">4) ELEMENTOS POLITICOS [1754] – PADRE FRANCISCO JOAQUÍN DE VILLARREAL Y ECENARRO:</span><br />
<br />
O autor fez carreira na Companhia de Jesus, evangelizando tribos em diferentes províncias da América Espanhola. Dirigiu ao Rei um relatório hoje reputado histórico, pela extensão e quantidade de dados, a fim de indicar a melhor maneira de pacificar os nativos do Império ['Informe hecho al Rey Nuestro Señor D. Fernando VI sobre contener y reducir a la debida obediencia a los indios del Reino de Chile'].<br />
O livro 'Elementos políticos', por sua vez, discute os métodos mais apropriados para promover o florescimento da indústria, da agricultura e das exportações em geral. Ensina aos reis e ministros como calibrar os instrumentos que o Estado tem ao seu dispor para otimizar os resultados obtidos:<br />
<br />
<img src="https://ia903404.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/8/items/elementos-politicos-pe.-francisco-joaquin-de-villarreal-y-ecenarro-companhia-de-jesus-1754/Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Francisco%20Joaqu%C3%ADn%20de%20Villarreal%20y%20Ecenarro%20%28Companhia%20de%20Jesus%29%2C%201754_jp2.zip&amp;file=Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Francisco%20Joaqu%C3%ADn%20de%20Villarreal%20y%20Ecenarro%20%28Companhia%20de%20Jesus%29%2C%201754_jp2/Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Francisco%20Joaqu%C3%ADn%20de%20Villarreal%20y%20Ecenarro%20%28Companhia%20de%20Jesus%29%2C%201754_0003.jp2&amp;id=elementos-politicos-pe.-francisco-joaquin-de-villarreal-y-ecenarro-companhia-de-jesus-1754&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Elementos%20politicos%20-%20Pe.%20Franci...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/elementos-politicos-pe.-francisco-joaquin-de-villarreal-y-ecenarro-companhia-de-jesus-1754/page/n3/mode/2up" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/elementos-po...3/mode/2up</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">5) REFLEXIONES ECONÓMICAS [1781] – PADRE FRANCISCO VIDAL Y CABASÉS:</span><br />
<br />
Trata-se de livro dividido em cinco partes. A primeira versa sobre a lavoura, ramo em que a Espanha, por suas desvantagens naturais, só poderia superar o atraso mediante construção de dutos e aplicação de fertilizantes (pp. 16 e 33). As partes seguintes tratam da indústria e do comércio, sugerindo "diferentes providências para aperfeiçoar nossas próprias fábricas e manufaturas" (p. VI). Nessa seara estariam medidas como o apoio à inovação tecnológica, a atração de RH qualificados, a substituição de importações e a engenharia reversa (pp. 45, 51, 60, 76 e 87-88).<br />
No final, para além da página 100, o autor anexa os decretos que Felipe II baixou nesse sentido. Mais uma prova de que o campeão de Lepanto foi um zeloso gestor da coisa pública, como demonstra o Pe. José Fernández Montaña:<br />
<br />
<img src="https://ia802305.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/16/items/reflexiones-economicas-pe.-francisco-vidal-y-cabases-1781_202111/Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Francisco%20Vidal%20y%20Cabas%C3%A9s%2C%201781_jp2.zip&amp;file=Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Francisco%20Vidal%20y%20Cabas%C3%A9s%2C%201781_jp2/Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Francisco%20Vidal%20y%20Cabas%C3%A9s%2C%201781_0002.jp2&amp;id=reflexiones-economicas-pe.-francisco-vidal-y-cabases-1781_202111&amp;scale=4&amp;rotate=0" alt="[Image: Reflexiones%20economicas%20-%20Pe.%20Fra...4&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/reflexiones-economicas-pe.-francisco-vidal-y-cabases-1781_202111/page/n1/mode/2up" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/reflexiones-...1/mode/2up</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">6) MEMÓRIA SOBRE OS JUROS RELATIVAMENTE À CULTURA DAS TERRAS [1791] – TOMÁS ANTÓNIO DE VILA NOVA PORTUGAL:</span><br />
<br />
Tomás António de Vila Nova Portugal foi um dos ministros mais competentes de D. João VI durante a estadia da Corte no Rio de Janeiro. Ocupou cargos hoje equivalentes aos de Ministro da Fazenda, Ministro da Defesa e Ministro das Relações Exteriores. É identificado como mentor do Alvará de 30 de março de 1818, que proibiu a maçonaria no Brasil. Após retornar a Portugal, apoiou a coroação de D. Miguel, ao tomar parte nas Cortes convocadas em 1828:<br />
<br />
<img src="https://ia904609.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/30/items/memoria-sobre-os-juros-relativamente-a-cultura-das-terras-dr.-tomas-antonio-de-v/Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20relativamente%20%C3%A0%20cultura%20das%20terras%20-%20Dr.%20Tom%C3%A1s%20Ant%C3%B3nio%20de%20Vila%20Nova%20Portugal%2C%201791_jp2.zip&amp;file=Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20relativamente%20%C3%A0%20cultura%20das%20terras%20-%20Dr.%20Tom%C3%A1s%20Ant%C3%B3nio%20de%20Vila%20Nova%20Portugal%2C%201791_jp2/Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20relativamente%20%C3%A0%20cultura%20das%20terras%20-%20Dr.%20Tom%C3%A1s%20Ant%C3%B3nio%20de%20Vila%20Nova%20Portugal%2C%201791_0000.jp2&amp;id=memoria-sobre-os-juros-relativamente-a-cultura-das-terras-dr.-tomas-antonio-de-v&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Mem%C3%B3ria%20sobre%20os%20juros%20rela...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/memoria-sobre-os-juros-relativamente-a-cultura-das-terras-dr.-tomas-antonio-de-v" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/memoria-sobr...tonio-de-v</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">7) ECONOMIA POLÍTICA [1795] – MANUEL JOAQUIM REBELO:</span><br />
<br />
O autor foi empresário e consultor da Junta de Comércio do Reino durante o reinado de D. Maria I. Era também familiar do Santo Ofício, função não-remunerada, mas de elevado prestígio. Seu nome consta na lista de correligionários que acompanharam D. Miguel na sua partida para o exílio.<br />
Manuel Joaquim Rebelo foi o mais criativo dos economistas lusos no século XVIII. Reconhecia a necessidade de corrigir idiossincrasias do sistema corporativo e depurá-lo das travas que dificultavam sua dinamização, mas com as cautelas necessárias à salvaguarda dos interesses nacionais, tendo em vista a situação de vulnerabilidade em que Portugal se encontrava:<br />
<br />
<img src="https://ia802302.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/9/items/economia-politica-manuel-joaquim-rebelo-1795/Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20Joaquim%20Rebelo%2C%201795_jp2.zip&amp;file=Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20Joaquim%20Rebelo%2C%201795_jp2/Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20Joaquim%20Rebelo%2C%201795_0000.jp2&amp;id=economia-politica-manuel-joaquim-rebelo-1795&amp;scale=8&amp;rotate=0" alt="[Image: Economia%20Pol%C3%ADtica%20-%20Manuel%20...8&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/economia-politica-manuel-joaquim-rebelo-1795" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/economia-pol...ebelo-1795</a><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">8) LA RIQUEZA DE LAS NACIONES NUEVAMENTE EXPLICADA [1817] – RAMÓN LÁZARO DE DOU Y DE BASSOLS:</span><br />
<br />
Ramón Lázaro de Dou y de Bassols era professor universitário. Tamanho era o apreço que o Papa Gregório XVI tinha por ele que, ao extinguir o cargo de chanceler nas universidades espanholas, abriu exceção para a Universidade de Cervera, onde Bassols era chanceler. Os dois volumes do seu livro buscam refutar as teses sustentadas por Adam Smith em <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">'A riqueza das nações'</span>:<br />
<br />
<img src="https://ia803409.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/26/items/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-i-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20I%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2.zip&amp;file=La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20I%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20I%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_0000.jp2&amp;id=la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-i-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817&amp;scale=2&amp;rotate=0" alt="[Image: La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nue...2&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-i-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/la-riqueza-d...ssols-1817</a><br />
<br />
<img src="https://ia801809.us.archive.org/BookReader/BookReaderImages.php?zip=/20/items/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-ii-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20II%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2.zip&amp;file=La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20II%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_jp2/La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nuevamente%20explicada%2C%20Vol.%20II%20-%20Prof.%20Ram%C3%B3n%20L%C3%A1zaro%20de%20Dou%20y%20de%20Bassols%2C%201817_0000.jp2&amp;id=la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-ii-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817&amp;scale=2&amp;rotate=0" alt="[Image: La%20riqueza%20de%20las%20naciones%20nue...2&amp;rotate=0]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<a href="https://archive.org/details/la-riqueza-de-las-naciones-nuevamente-explicada-vol.-ii-prof.-ramon-lazaro-de-dou-y-de-bassols-1817" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://archive.org/details/la-riqueza-d...ssols-1817</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[As Seis Lições, de Mises - Quais são?]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6604</link>
			<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 13:50:18 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6604</guid>
			<description><![CDATA[Salve.<br />
Recentemente, no UFC 300, um lutador brasileiro chamado Renato Moicano venceu a sua luta e, na entrevista pós luta ainda no octógono, mandou um "se você ama seu país, leia Mises e as seis lições da escola austríaca de economia".<br />
<br />
Se o camarada já leu ou só fez para se promover, não sei. Todavia, depois disso, o livro estourou de vendas físicas e só no Bostil foram mais de 10.000 downloads da versão grátis em PDF.<br />
<br />
Acredito que muitos camaradas já leram essa obra, um clássico de entrada no mundo do liberalismo econômico.<br />
<br />
Para tanto, o Mises Brasil postou uma série de artigos compilando quais são as seis lições.<br />
<br />
O livro foi feito com base em uma "turnê" de palestras que o Mises deu na Argentina em 1959.<br />
Então, aproveitando a onda do hype do livro e de todo o intervencionismo que vivemos hoje no Bostil, deixo aqui os artigos contendo as seis lições e link para download do livro grátis, também no site do Mises Brasil, para quem quiser ler o livro completo, caso não tenha lido.<br />
<br />
É uma obra simples e cumpre bem o seu papel de ser um introdutório nesse mundo de capitalismo, socialismo, intervencionismo e por aí vai.<br />
<br />
<a href="https://mises.org.br/livros/76/as-seis-licoes" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Link para baixar o PDF grátis.</a><br />
<br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Quais são as seis lições de Mises?</span></span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"><a href="https://mises.org.br/autores/415" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">Por Jonathan Newman</span></a></span></span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">22/04/2024</span></span></span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O livro “As Seis Lições” (publicado em inglês com o título Economic Policy: thoughts for today and tomorrow – Política Econômica: Pensamentos para Hoje e Amanhã), de Ludwig von Mises, tornou-se bastante <a href="https://x.com/ConnorMOKeeffe/status/1780350806320935037" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">popular</span></a> recentemente. A Mises Book Store esgotou suas cópias físicas, e o PDF, que está disponível online gratuitamente, teve mais de 50.000 downloads nos últimos dias. No Brasil, a versão física produzida pela Editora LVM esgotou, enquanto o livro em PDF, <a href="https://mises.org.br/livros/76/as-seis-licoes" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">disponível gratuitamente</span></a>, teve mais de 10.000 downloads na última semana.</span></span></span></div>
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Essa onda de interesse pelas ideias de Mises foi iniciada pelo lutador do UFC Renato Moicano, que <a href="https://twitter.com/Mises_Brasil/status/1779336844829675856" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">declarou</span></a> em um curto discurso de vitória pós-luta: "Eu amo a América, amo a Constituição... Quero carregar... armas. Eu amo a propriedade privada. Deixe-me dizer-lhe uma coisa. Se você se preocupa com o seu... país, leia Ludwig von Mises e As Seis Lições da Escola Austríaca de Economia".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Se você está interessado no que Mises tem a dizer neste livro, que é uma transcrição de palestras que ele deu na Argentina em 1959, aqui está uma breve prévia, que espero que o inspire a ler o pequeno livro na íntegra.</span></span></span><br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Primeira lição: Capitalismo</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises começa sua primeira palestra com uma visão geral do desenvolvimento do capitalismo a partir do feudalismo. As empresas começaram a "produção em massa para satisfazer as necessidades das massas" em vez de se concentrarem na produção de bens de luxo para a elite. Essas grandes empresas tiveram sucesso porque atenderam às necessidades de um grupo maior de pessoas, e seu sucesso dependeu inteiramente de sua capacidade de dar a essa massa de consumidores o que eles queriam.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Apesar dos aumentos surpreendentes e inegáveis nos padrões de vida, mesmo para uma população crescente, o capitalismo teve seus detratores, incluindo Karl Marx, que deu esse nome ao capitalismo. Mises diz que, embora Marx odiasse o capitalismo e que Marx o apelidou assim como um ataque ao sistema, o nome é bom, porque: </span></span></span><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">indica claramente a origem dos grandes progressos sociais ocasionados pelo capitalismo.  Esses progressos são fruto da acumulação do capital; baseiam-se no fato de que as pessoas, por via de regra, não consomem tudo o que produzem e no fato de que elas poupam -- e investem -- parte desse montante.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">A prosperidade é o resultado de prover para o futuro – mais precisamente é o resultado de deixar de lado o consumo hoje, poupando e investindo recursos na produção. Mises diz que esse princípio explica por que alguns países são mais prósperos do que outros. Quando se trata de crescimento econômico, "não há milagres". Há apenas "a aplicação dos princípios da economia de livre mercado, dos métodos do capitalismo".</span></span></span><br />
<br />
<br />
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Segunda lição: Socialismo</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Na segunda palestra, Mises examina mais de perto o sistema proposto por Marx: o socialismo. A liberdade econômica significa que as pessoas podem escolher suas próprias carreiras e usar seus recursos para realizar seus próprios fins. A liberdade econômica é a base de todas as outras liberdades. Por exemplo, quando o governo se apodera de indústrias inteiras, como a da imprensa, ele determina o que será publicado e o que não será publicado e a "liberdade de imprensa desaparece".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises reconhece que não existe "liberdade perfeita" em um sentido metafísico. Devemos obedecer às leis da natureza, especialmente se pretendemos usar e transformar a natureza de acordo com nossos fins. E mesmo a liberdade econômica significa que há uma interdependência fundamental entre os indivíduos: "A liberdade na sociedade significa que um homem depende tanto de outras pessoas quanto outras pessoas dependem dele". Isso vale também para as grandes empresas e para os empreendedores que as lideram. Os verdadeiros "patrões" na economia de mercado não são aqueles que gritam ordens aos trabalhadores, mas são os consumidores.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Os socialistas desprezam a ideia de soberania do consumidor porque isso significa permitir erros. Em sua opinião, o Estado deve desempenhar o papel paternalista de decidir o que é bom para todos. Assim, Mises não vê diferença entre socialismo e sistema de escravidão: "O escravo deve fazer o que seu superior lhe ordena, mas o cidadão livre – e é isso que a liberdade significa – está em posição de escolher seu próprio modo de vida". No capitalismo, essa liberdade possibilita que as pessoas nasçam na pobreza, mas depois obtenham grande sucesso ao prover para seus semelhantes. Esse tipo de mobilidade social é impossível sob sistemas como o feudalismo e o socialismo.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises termina esta palestra com uma breve explicação da crítica do cálculo econômico ao socialismo. Quando a propriedade privada dos meios de produção é proibida, o cálculo econômico é impossibilitado. Sem preços de mercado para fatores, não podemos economizar a produção e suprir as necessidades das massas, não importa quem supervisione o conselho de planejamento socialista. O resultado é a privação em massa e o caos.</span></span></span><br />
<br />
<br />
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Terceira lição: Intervencionismo</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O intervencionismo descreve uma situação em que o governo "quer interferir nos fenômenos de mercado". Cada intervenção envolve uma revogação da soberania do consumidor, como Mises havia explicado nas duas palestras anteriores.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O governo quer interferir com a finalidade de obrigar os homens de negócio a conduzir suas atividades de maneira diversa da que escolheriam caso tivessem de obedecer apenas aos consumidores.  Assim, todas as medidas de intervencionismo governamental têm por objetivo restringir a supremacia do consumidor.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises dá um exemplo de um teto de preço para o leite. Embora aqueles que decretam tal intervenção possam pretender tornar o leite mais acessível para as famílias mais pobres, há muitas consequências não intencionais: aumento da demanda, diminuição da oferta, racionamento sem preço na forma de longas filas nas lojas que vendem leite e, o que é importante, motivos para o governo intervir de novas maneiras agora que sua intervenção inicial não atingiu o objetivo pretendido. Assim, no exemplo de Mises, ele rastreia as novas intervenções, como racionamento do governo, controles de preços para alimentos para gado, controles de preços para bens de luxo e assim por diante, até que o governo tenha interferido em praticamente todas as partes da economia, ou seja, o socialismo.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Depois de fornecer alguns exemplos históricos desse processo, Mises dá o panorama geral. O intervencionismo, como uma "política do meio do caminho", é, na verdade, um caminho para o totalitarismo.</span></span></span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Quarta lição: Inflação</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Não há nenhuma maneira secreta para a solução dos problemas financeiros de um governo: se este precisa de dinheiro, tem de obtê-lo impondo tributos aos seus cidadãos (ou, em circunstâncias especiais, tomando-o emprestado de pessoas que têm dinheiro).  Mas muitos governos, podemos mesmo dizer a maioria deles, julga haver um outro método para obter o dinheiro necessário, qual seja, o de simplesmente imprimi-lo.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Se o governo tributa os cidadãos para construir um novo hospital, então os cidadãos são forçados a reduzir seus gastos e o governo "substitui" os gastos dos cidadãos pelos seus próprios. Se, no entanto, o governo usar dinheiro recém-impresso para financiar a construção do hospital, então não há reposição de gastos, mas um acréscimo, e "os preços tenderão a subir".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises, por norma, explode a ideia de um "nível de preços" que sobe e desce, como se todos os preços mudassem simultânea e proporcionalmente. Em vez disso, os preços sobem "passo a passo". Os primeiros receptores de dinheiro novo aumentam suas demandas por bens, o que proporciona nova renda para aqueles que vendem esses bens. Esses vendedores agora podem aumentar suas demandas por mercadorias. Isso explica o processo pelo qual alguns preços e a renda de algumas pessoas aumentam antes de outras. O resultado é uma "revolução dos preços", em que os preços e a renda sobem de forma gradual, a começar pela origem do novo dinheiro. Dessa forma, o dinheiro novo altera a distribuição de renda e a disposição dos recursos reais em toda a economia, criando "vencedores" e "perdedores".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O padrão-ouro oferece um controle rigoroso contra as tendências inflacionárias dos governos. Em tal sistema, o governo não pode criar novas unidades de dinheiro para financiar seus gastos, por isso deve recorrer à tributação, que é notavelmente impopular. A inflação fiduciária, no entanto, é sutil e seus efeitos são complexos e tardios, o que a torna especialmente atraente para os governos que podem exercê-la.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Nesta palestra, Mises também executa uma crítica minuciosa de Keynes e do keynesianismo, mas vou deixar isso para os leitores desfrutarem.</span></span></span><br />
<br />
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<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Quinta lição: Investimento Estrangeiro</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises retoma um princípio que introduziu na primeira palestra, de que o crescimento econômico decorre da acumulação de capital. As diferenças nos padrões de vida entre os países não são atribuíveis à tecnologia, às qualidades dos trabalhadores ou às habilidades dos empreendedores, mas à disponibilidade de capital.</span></span></span><br />
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<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Uma forma de acumular capital dentro de um país é por meio do investimento estrangeiro. Os britânicos, por exemplo, forneceram grande parte do capital necessário para desenvolver o sistema ferroviário nos Estados Unidos e na Europa. Isso proporcionou benefícios mútuos tanto para os britânicos quanto para os países beneficiários desse investimento. Os britânicos obtiveram lucros através de sua propriedade dos sistemas ferroviários, e os países receptores, mesmo com uma balança comercial temporária "desfavorável", obtiveram os benefícios do sistema ferroviário, incluindo a expansão da produtividade que, ao longo do tempo, lhes permitiu comprar ações das empresas ferroviárias dos britânicos.</span></span></span><br />
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<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O investimento estrangeiro permite que a acumulação de capital em um país acelere o desenvolvimento de outros países, tudo sem um sacrifício unilateral por parte do país que fornece o investimento. Guerras (especialmente guerras mundiais), protecionismo e tributação interna destroem esse processo mutuamente benéfico. Quando os países impõem tarifas ou expropriam o capital que pertence a investidores estrangeiros, eles "impedem ou retardam a acumulação de capital interno e colocam obstáculos no caminho do capital estrangeiro".</span></span></span><br />
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<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Sexta lição: Política e Ideias</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">As ideias liberais clássicas dos filósofos do século XVIII e início do XIX ajudaram a criar os governos restritos e a liberdade econômica que levaram à explosão do crescimento econômico que Mises discutiu na primeira palestra. Mas o surgimento de "grupos de pressão" minoritários, o que hoje chamaríamos de "grupos de interesse especial", afastou os políticos dos ideais liberais clássicos e direcionou os políticos para o intervencionismo. Os grupos que se beneficiariam de várias intervenções pressionam o governo para conceder-lhes favores, como privilégios de monopólio, impostos sobre a concorrência (incluindo tarifas) e subsídios. E, como vimos, essa espiral intervencionista tende ao socialismo e ao totalitarismo. O "ressurgimento do espírito bélico" no século XX provocou guerras mundiais e exacerbou as tendências totalitárias mesmo nas nações outrora exemplares.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O aumento concomitante dos gastos do governo tornou o dinheiro fiduciário e a inflação tentadores demais. As guerras e projetos especiais defendidos pelos grupos de pressão eram caros, e por isso as restrições orçamentárias foram descartadas em favor da inflação.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Isso, diz Mises, explica a queda da civilização. Ele cita o Império Romano como exemplo:</span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Que acontecera? Qual teria sido o problema? Qual poderia ter sido a causa de desintegração de um império que, sob todos os aspectos, construíra uma civilização sem outra que se lhe igualasse até o século XVIII? A verdade é que essa civilização foi destruída por algo semelhante, quase idêntico, aos perigos que rondam hoje a nossa civilização: por um lado houve intervencionismo; por outro, inflação.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises encontra esperança no fato de que os detratores da liberdade econômica, como Marx e Keynes, não representam as massas ou mesmo a maioria. Marx, por exemplo, "não era um homem do proletariado. Era filho de um advogado. (...) Ele foi apoiado por seu amigo Friedrich Engels, que – sendo um fabricante – era o pior tipo de 'burguês', de acordo com as ideias socialistas. Na linguagem do marxismo, ele era um explorador".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Isso implica que o destino da civilização depende de uma batalha de ideias, e Mises pensou que as boas ideias venceriam:</span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Já considero um ótimo sinal o simples fato de eu hoje estar aqui, nesta grande cidade que é Buenos Aires, a convite deste centro, falando sobre a livre economia. Há cinquenta anos, ninguém no mundo ousava dizer uma palavra sequer em favor de uma economia livre.  Hoje, em alguns dos países mais avançados do mundo, já temos instituições que são centros para a propagação destas ideias.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Que possamos continuar o projeto de Mises e cumprir sua esperança. O que o mundo precisa é de "Menos Marx, Mais Mises".</span></span></span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">*Este artigo foi originalmente publicado em <a href="https://mises.org/power-market/what-are-misess-six-lessons" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">Mises Institute</span></a>.</span></span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Salve.<br />
Recentemente, no UFC 300, um lutador brasileiro chamado Renato Moicano venceu a sua luta e, na entrevista pós luta ainda no octógono, mandou um "se você ama seu país, leia Mises e as seis lições da escola austríaca de economia".<br />
<br />
Se o camarada já leu ou só fez para se promover, não sei. Todavia, depois disso, o livro estourou de vendas físicas e só no Bostil foram mais de 10.000 downloads da versão grátis em PDF.<br />
<br />
Acredito que muitos camaradas já leram essa obra, um clássico de entrada no mundo do liberalismo econômico.<br />
<br />
Para tanto, o Mises Brasil postou uma série de artigos compilando quais são as seis lições.<br />
<br />
O livro foi feito com base em uma "turnê" de palestras que o Mises deu na Argentina em 1959.<br />
Então, aproveitando a onda do hype do livro e de todo o intervencionismo que vivemos hoje no Bostil, deixo aqui os artigos contendo as seis lições e link para download do livro grátis, também no site do Mises Brasil, para quem quiser ler o livro completo, caso não tenha lido.<br />
<br />
É uma obra simples e cumpre bem o seu papel de ser um introdutório nesse mundo de capitalismo, socialismo, intervencionismo e por aí vai.<br />
<br />
<a href="https://mises.org.br/livros/76/as-seis-licoes" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Link para baixar o PDF grátis.</a><br />
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Quais são as seis lições de Mises?</span></span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"><a href="https://mises.org.br/autores/415" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">Por Jonathan Newman</span></a></span></span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">22/04/2024</span></span></span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O livro “As Seis Lições” (publicado em inglês com o título Economic Policy: thoughts for today and tomorrow – Política Econômica: Pensamentos para Hoje e Amanhã), de Ludwig von Mises, tornou-se bastante <a href="https://x.com/ConnorMOKeeffe/status/1780350806320935037" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">popular</span></a> recentemente. A Mises Book Store esgotou suas cópias físicas, e o PDF, que está disponível online gratuitamente, teve mais de 50.000 downloads nos últimos dias. No Brasil, a versão física produzida pela Editora LVM esgotou, enquanto o livro em PDF, <a href="https://mises.org.br/livros/76/as-seis-licoes" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">disponível gratuitamente</span></a>, teve mais de 10.000 downloads na última semana.</span></span></span></div>
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Essa onda de interesse pelas ideias de Mises foi iniciada pelo lutador do UFC Renato Moicano, que <a href="https://twitter.com/Mises_Brasil/status/1779336844829675856" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">declarou</span></a> em um curto discurso de vitória pós-luta: "Eu amo a América, amo a Constituição... Quero carregar... armas. Eu amo a propriedade privada. Deixe-me dizer-lhe uma coisa. Se você se preocupa com o seu... país, leia Ludwig von Mises e As Seis Lições da Escola Austríaca de Economia".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Se você está interessado no que Mises tem a dizer neste livro, que é uma transcrição de palestras que ele deu na Argentina em 1959, aqui está uma breve prévia, que espero que o inspire a ler o pequeno livro na íntegra.</span></span></span><br />
<br />
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Primeira lição: Capitalismo</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises começa sua primeira palestra com uma visão geral do desenvolvimento do capitalismo a partir do feudalismo. As empresas começaram a "produção em massa para satisfazer as necessidades das massas" em vez de se concentrarem na produção de bens de luxo para a elite. Essas grandes empresas tiveram sucesso porque atenderam às necessidades de um grupo maior de pessoas, e seu sucesso dependeu inteiramente de sua capacidade de dar a essa massa de consumidores o que eles queriam.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Apesar dos aumentos surpreendentes e inegáveis nos padrões de vida, mesmo para uma população crescente, o capitalismo teve seus detratores, incluindo Karl Marx, que deu esse nome ao capitalismo. Mises diz que, embora Marx odiasse o capitalismo e que Marx o apelidou assim como um ataque ao sistema, o nome é bom, porque: </span></span></span><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">indica claramente a origem dos grandes progressos sociais ocasionados pelo capitalismo.  Esses progressos são fruto da acumulação do capital; baseiam-se no fato de que as pessoas, por via de regra, não consomem tudo o que produzem e no fato de que elas poupam -- e investem -- parte desse montante.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">A prosperidade é o resultado de prover para o futuro – mais precisamente é o resultado de deixar de lado o consumo hoje, poupando e investindo recursos na produção. Mises diz que esse princípio explica por que alguns países são mais prósperos do que outros. Quando se trata de crescimento econômico, "não há milagres". Há apenas "a aplicação dos princípios da economia de livre mercado, dos métodos do capitalismo".</span></span></span><br />
<br />
<br />
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Segunda lição: Socialismo</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Na segunda palestra, Mises examina mais de perto o sistema proposto por Marx: o socialismo. A liberdade econômica significa que as pessoas podem escolher suas próprias carreiras e usar seus recursos para realizar seus próprios fins. A liberdade econômica é a base de todas as outras liberdades. Por exemplo, quando o governo se apodera de indústrias inteiras, como a da imprensa, ele determina o que será publicado e o que não será publicado e a "liberdade de imprensa desaparece".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises reconhece que não existe "liberdade perfeita" em um sentido metafísico. Devemos obedecer às leis da natureza, especialmente se pretendemos usar e transformar a natureza de acordo com nossos fins. E mesmo a liberdade econômica significa que há uma interdependência fundamental entre os indivíduos: "A liberdade na sociedade significa que um homem depende tanto de outras pessoas quanto outras pessoas dependem dele". Isso vale também para as grandes empresas e para os empreendedores que as lideram. Os verdadeiros "patrões" na economia de mercado não são aqueles que gritam ordens aos trabalhadores, mas são os consumidores.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Os socialistas desprezam a ideia de soberania do consumidor porque isso significa permitir erros. Em sua opinião, o Estado deve desempenhar o papel paternalista de decidir o que é bom para todos. Assim, Mises não vê diferença entre socialismo e sistema de escravidão: "O escravo deve fazer o que seu superior lhe ordena, mas o cidadão livre – e é isso que a liberdade significa – está em posição de escolher seu próprio modo de vida". No capitalismo, essa liberdade possibilita que as pessoas nasçam na pobreza, mas depois obtenham grande sucesso ao prover para seus semelhantes. Esse tipo de mobilidade social é impossível sob sistemas como o feudalismo e o socialismo.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises termina esta palestra com uma breve explicação da crítica do cálculo econômico ao socialismo. Quando a propriedade privada dos meios de produção é proibida, o cálculo econômico é impossibilitado. Sem preços de mercado para fatores, não podemos economizar a produção e suprir as necessidades das massas, não importa quem supervisione o conselho de planejamento socialista. O resultado é a privação em massa e o caos.</span></span></span><br />
<br />
<br />
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Terceira lição: Intervencionismo</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O intervencionismo descreve uma situação em que o governo "quer interferir nos fenômenos de mercado". Cada intervenção envolve uma revogação da soberania do consumidor, como Mises havia explicado nas duas palestras anteriores.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O governo quer interferir com a finalidade de obrigar os homens de negócio a conduzir suas atividades de maneira diversa da que escolheriam caso tivessem de obedecer apenas aos consumidores.  Assim, todas as medidas de intervencionismo governamental têm por objetivo restringir a supremacia do consumidor.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises dá um exemplo de um teto de preço para o leite. Embora aqueles que decretam tal intervenção possam pretender tornar o leite mais acessível para as famílias mais pobres, há muitas consequências não intencionais: aumento da demanda, diminuição da oferta, racionamento sem preço na forma de longas filas nas lojas que vendem leite e, o que é importante, motivos para o governo intervir de novas maneiras agora que sua intervenção inicial não atingiu o objetivo pretendido. Assim, no exemplo de Mises, ele rastreia as novas intervenções, como racionamento do governo, controles de preços para alimentos para gado, controles de preços para bens de luxo e assim por diante, até que o governo tenha interferido em praticamente todas as partes da economia, ou seja, o socialismo.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Depois de fornecer alguns exemplos históricos desse processo, Mises dá o panorama geral. O intervencionismo, como uma "política do meio do caminho", é, na verdade, um caminho para o totalitarismo.</span></span></span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Quarta lição: Inflação</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Não há nenhuma maneira secreta para a solução dos problemas financeiros de um governo: se este precisa de dinheiro, tem de obtê-lo impondo tributos aos seus cidadãos (ou, em circunstâncias especiais, tomando-o emprestado de pessoas que têm dinheiro).  Mas muitos governos, podemos mesmo dizer a maioria deles, julga haver um outro método para obter o dinheiro necessário, qual seja, o de simplesmente imprimi-lo.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Se o governo tributa os cidadãos para construir um novo hospital, então os cidadãos são forçados a reduzir seus gastos e o governo "substitui" os gastos dos cidadãos pelos seus próprios. Se, no entanto, o governo usar dinheiro recém-impresso para financiar a construção do hospital, então não há reposição de gastos, mas um acréscimo, e "os preços tenderão a subir".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises, por norma, explode a ideia de um "nível de preços" que sobe e desce, como se todos os preços mudassem simultânea e proporcionalmente. Em vez disso, os preços sobem "passo a passo". Os primeiros receptores de dinheiro novo aumentam suas demandas por bens, o que proporciona nova renda para aqueles que vendem esses bens. Esses vendedores agora podem aumentar suas demandas por mercadorias. Isso explica o processo pelo qual alguns preços e a renda de algumas pessoas aumentam antes de outras. O resultado é uma "revolução dos preços", em que os preços e a renda sobem de forma gradual, a começar pela origem do novo dinheiro. Dessa forma, o dinheiro novo altera a distribuição de renda e a disposição dos recursos reais em toda a economia, criando "vencedores" e "perdedores".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O padrão-ouro oferece um controle rigoroso contra as tendências inflacionárias dos governos. Em tal sistema, o governo não pode criar novas unidades de dinheiro para financiar seus gastos, por isso deve recorrer à tributação, que é notavelmente impopular. A inflação fiduciária, no entanto, é sutil e seus efeitos são complexos e tardios, o que a torna especialmente atraente para os governos que podem exercê-la.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Nesta palestra, Mises também executa uma crítica minuciosa de Keynes e do keynesianismo, mas vou deixar isso para os leitores desfrutarem.</span></span></span><br />
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<br />
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Quinta lição: Investimento Estrangeiro</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises retoma um princípio que introduziu na primeira palestra, de que o crescimento econômico decorre da acumulação de capital. As diferenças nos padrões de vida entre os países não são atribuíveis à tecnologia, às qualidades dos trabalhadores ou às habilidades dos empreendedores, mas à disponibilidade de capital.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Uma forma de acumular capital dentro de um país é por meio do investimento estrangeiro. Os britânicos, por exemplo, forneceram grande parte do capital necessário para desenvolver o sistema ferroviário nos Estados Unidos e na Europa. Isso proporcionou benefícios mútuos tanto para os britânicos quanto para os países beneficiários desse investimento. Os britânicos obtiveram lucros através de sua propriedade dos sistemas ferroviários, e os países receptores, mesmo com uma balança comercial temporária "desfavorável", obtiveram os benefícios do sistema ferroviário, incluindo a expansão da produtividade que, ao longo do tempo, lhes permitiu comprar ações das empresas ferroviárias dos britânicos.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O investimento estrangeiro permite que a acumulação de capital em um país acelere o desenvolvimento de outros países, tudo sem um sacrifício unilateral por parte do país que fornece o investimento. Guerras (especialmente guerras mundiais), protecionismo e tributação interna destroem esse processo mutuamente benéfico. Quando os países impõem tarifas ou expropriam o capital que pertence a investidores estrangeiros, eles "impedem ou retardam a acumulação de capital interno e colocam obstáculos no caminho do capital estrangeiro".</span></span></span><br />
<br />
<br />
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Sexta lição: Política e Ideias</span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">As ideias liberais clássicas dos filósofos do século XVIII e início do XIX ajudaram a criar os governos restritos e a liberdade econômica que levaram à explosão do crescimento econômico que Mises discutiu na primeira palestra. Mas o surgimento de "grupos de pressão" minoritários, o que hoje chamaríamos de "grupos de interesse especial", afastou os políticos dos ideais liberais clássicos e direcionou os políticos para o intervencionismo. Os grupos que se beneficiariam de várias intervenções pressionam o governo para conceder-lhes favores, como privilégios de monopólio, impostos sobre a concorrência (incluindo tarifas) e subsídios. E, como vimos, essa espiral intervencionista tende ao socialismo e ao totalitarismo. O "ressurgimento do espírito bélico" no século XX provocou guerras mundiais e exacerbou as tendências totalitárias mesmo nas nações outrora exemplares.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">O aumento concomitante dos gastos do governo tornou o dinheiro fiduciário e a inflação tentadores demais. As guerras e projetos especiais defendidos pelos grupos de pressão eram caros, e por isso as restrições orçamentárias foram descartadas em favor da inflação.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Isso, diz Mises, explica a queda da civilização. Ele cita o Império Romano como exemplo:</span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Que acontecera? Qual teria sido o problema? Qual poderia ter sido a causa de desintegração de um império que, sob todos os aspectos, construíra uma civilização sem outra que se lhe igualasse até o século XVIII? A verdade é que essa civilização foi destruída por algo semelhante, quase idêntico, aos perigos que rondam hoje a nossa civilização: por um lado houve intervencionismo; por outro, inflação.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Mises encontra esperança no fato de que os detratores da liberdade econômica, como Marx e Keynes, não representam as massas ou mesmo a maioria. Marx, por exemplo, "não era um homem do proletariado. Era filho de um advogado. (...) Ele foi apoiado por seu amigo Friedrich Engels, que – sendo um fabricante – era o pior tipo de 'burguês', de acordo com as ideias socialistas. Na linguagem do marxismo, ele era um explorador".</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Isso implica que o destino da civilização depende de uma batalha de ideias, e Mises pensou que as boas ideias venceriam:</span></span></span><br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Já considero um ótimo sinal o simples fato de eu hoje estar aqui, nesta grande cidade que é Buenos Aires, a convite deste centro, falando sobre a livre economia. Há cinquenta anos, ninguém no mundo ousava dizer uma palavra sequer em favor de uma economia livre.  Hoje, em alguns dos países mais avançados do mundo, já temos instituições que são centros para a propagação destas ideias.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">Que possamos continuar o projeto de Mises e cumprir sua esperança. O que o mundo precisa é de "Menos Marx, Mais Mises".</span></span></span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font"> </span></span></span></div>
<span style="color: #111111;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Tahoma, sans-serif;" class="mycode_font">*Este artigo foi originalmente publicado em <a href="https://mises.org/power-market/what-are-misess-six-lessons" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #111111;" class="mycode_color">Mises Institute</span></a>.</span></span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Conhecendo o Autor #05 - Nelson Rodrigues]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6561</link>
			<pubDate>Sat, 30 Mar 2024 14:45:14 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6561</guid>
			<description><![CDATA[Salve.<br />
<br />
Depois de um tempão sem postar nada, vou tentar voltar com essa “série”.<br />
O último tópico que fiz foi sobre o Ernest Hemingway. Abaixo, a lista completa.<br />
<br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4736" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #01 - Charles Bukowski</a><br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4751" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #02 - Franz Kafka</a><br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4806" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #03 - Álvares de Azevedo</a><br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4871" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #04 - Ernest Hemingway</a><br />
<br />
Nesse tópico vou deixar algumas informações da vida e das obras do <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u">Nelson Rodrigues</span></span>, o terror da classe média carioca. Um grande realista dos tempos em que nós nem pensávamos em nascer <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.<br />
<br />
<img src="https://media.gazetadopovo.com.br/2012/06/9cee9a55a38c65c25c775edfa6cdc592-gpLarge.jpg" alt="[Image: 9cee9a55a38c65c25c775edfa6cdc592-gpLarge.jpg]" class="mycode_img" /><br />
<br />
Nasceu em Recife, em 23 de agosto de 1912. Era filho de um grande jornalista da época, Mário Rodrigues. Teve 13 irmãos. Faleceu em 21 de dezembro de 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pulm%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: windowtext;" class="mycode_color">respiratórias</span></a>.<br />
<br />
Foi escritor, jornalista, cronista, dramaturgo, fodido financeiramente, entre outras ocupações.<br />
Desde a infância, era um leitor compulsivo de livros românticos e um apaixonado por futebol.<br />
<br />
Começou sua carreira jornalística no jornal que seu pai era sócio, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">A Manhã</span>, na seção Polícia, com relatos de crimes passionais e pactos de morte.<br />
Detalhe, isso com 13 anos de idade (já havia lido várias obras de Dostoiévski). Criou seu próprio tabloide, a Alma Infantil.<br />
<br />
Mais tarde, também foi cronista esportiva e fez vários textos famosos sobre o Fluminense, clube o qual torcia. Muitos dizem que Nelson foi fundamental para que o Fla-Flu tivesse a relevância de Fla-Flu.<br />
<br />
Quando tinha 17 anos, viu seu irmão ser assassinado. O motivo foi adultério. uma mulher queria matar seu pai, mas como não o encontrou, matou o irmão (já que não tem tu, vai tu mesmo).<br />
Isso desencadeia uma série de problemas emocionais para a família.<br />
<br />
O pai de Nelson Rodrigues havia perdido o jornal A Manhã, tendo fundado, posteriormente, o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Crítica</span>.<br />
<br />
Durante a revolução de 30, o jornal acabou deixando de existir e a família Rodrigues, que vivia confortavelmente, passou a ter problemas financeiros, a ponto de terem que usar praticamente a mesma roupa todos os dias.<br />
<br />
Pouco depois, seu irmão começou a trabalhar na redação do jornal O Globo, que havia acabado de “cair nas mãos” de Roberto Marinho. Seu irmão arrumou uma vaga para ele no local. <br />
<br />
Depois disso (em 1934), descobriu que tinha tuberculose e passou 14 meses em um sanatório em Campos do Jordão (tratamento custeado pelo próprio Roberto Marinho, inclusive).<br />
<br />
Devido à situação financeira complicada, achou no teatro uma oportunidade de ganhar dinheiro.<br />
Sua primeira peça foi A Mulher Sem Pecado, em 1941. A peça ficou em cartaz por apenas duas semanas e não teve muitos adeptos.<br />
Após, ele escreve sua segunda peça, O Vestido de Noiva (1943), e aí sim começa o seu prestígio como dramaturgo.<br />
<br />
Intitulava-se reacionário e era católico.<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Reacionário é aquele que reage a tudo que não presta</span></blockquote>
<br />
As obras de Nelson Rodrigues são carregadas de realismo, erotismos e adultérios.<br />
Ele retratava a sociedade como ela era (e ainda é, por isso sua obra continua tão atual e, a meu ver, é atemporal).<br />
A hipocrisia das classes da sociedade e do indivíduo em si não passava desapercebida pelo Nelson Rodrigues.<br />
Ao que parece, praticamente todas as obras (e peças) dele contém canalhas, mentirosos, hipócritas e, principalmente, a figura da adúltera.<br />
<br />
Aos integrantes da ala que oram pela mulher exceção, preparem o psicológico se forem ler Nelson Rodrigues, pois vocês serão nocauteados com muita classe, elegância e inúmeras pitadas de humor e tragédia.<br />
Nelson Rodrigues deveria ser leitura obrigatória na Real, assim como Nessahan Alita <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.<br />
<br />
Se o Nelson escrevesse livros nos dias de hoje, com certeza iria ser cancelado pela turma da lacrolândia todo santo dia, o que no caso só corrobora com o teor de suas obras.<br />
Para tanto, ele dizia que suas obras eram sobre o amor e a morte.<br />
Devido ao seu modo peculiar e único de escrita, bem como o teor de suas obras, acabou recebendo a alcunha d’O Anjo Pornográfico, nome da biografia escrita por Ruy Castro.<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">COMENTÁRIOS SOBRE AS OBRAS DO NELSON RODRIGUES</span><br />
<br />
Ler Nelson Rodrigues é deveras prazeroso. <br />
Sempre há uma merda a mais para acontecer; quando está tudo de cabeça para baixo, algum acontecimento vem para piorar ainda mais a situação.<br />
Apesar disso, é impossível ler alguma obra dele sem dar boas gargalhadas. Humor áspero e trágico, atrelado ao realismo das obras. Mistura perfeita.<br />
 <br />
Das obras do Nelson, já li:<br />
<br />
<span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">A FALECIDA</span></span></span> – engraçado, cômico, absurdo. Zulmira está quase morrendo e, como viveu uma vida pobre, seu último pedido é um enterro luxuoso, até pelo fato dela querer se vingar de sua prima, com quem nutri um sentimento de ódio.<br />
Ela diz ao seu marido, Tuninho, que tem um certo nojo dela, procurar um certo homem rico que ele dará o dinheiro necessário para seu enterro chique.<br />
Muita merda acontece.<br />
 <br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u">VIUVA, PORÉM HONESTA</span></span></span> – essa obra é completamente atemporal e retrata a hipocrisia da sociedade de forma magistral.<br />
Todos tentando ser o que não são. Tudo começa quando Ivonete, a filha de um dono(diretor) de jornal, fica viúva e decide nunca mais se sentar, como forma de demonstrar sua fidelidade ao marido falecido. <br />
Dr. JB, o dono do jornal, convoca várias pessoas para analisarem o problema da filha: um médico, um otorrino, uma madame, um psicanalista e o próprio diabo em pessoa. Nelson Rodrigues tinha o dom da escrita, despejando toda sua crítica através de ironias e sátiras, tudo regado a um excelente humor ácido e muito deboche (o que me agrada demais, pois quase sempre as histórias não têm finais felizes).<br />
 <br />
<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA (<span style="text-decoration: line-through;" class="mycode_s">ESSE LIVRO É BOM DEMAIS, DE CAGAR DE RIR</span>)</span></span></span> – Herculano é um viúvo que está em depressão devido à morte de sua esposa. Patrício, seu irmão, faliu e ficou com raiva de Herculano, pois este nada fez para tentar ajudar.<br />
Patrício traça um plano para se vingar: dá ao viúvo um litro de pinga e a foto de Gina, uma prostituta, nua.<br />
Herculano se apaixona pela donzela e acorda, no dia seguinte, no bordel. Herculano tem um filho, Serginho, de 18 anos, criado pelas tias.<br />
Serginho é tão incapaz de se virar sozinho que suas tias o dão banho. É simplesmente genial essa obra.<br />
Falsos moralismos sendo expostos com extrema elegância e simplicidade por Nelson Rodrigues.<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ALGUMAS FRASES REALISTAS/LENDÁRIAS DE NELSON RODRIGUES</span><br />
 <br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Se todo mundo soubesse o que os vizinhos fazem no quarto, ninguém daria bom dia no elevador</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Os idiotas vão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Todas as qualidades que a mulher ama no amante, detestaria no marido</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro </span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">A juventude é um mal que o tempo corrige</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte</span></blockquote>
<br />
 <br />
Acho que é isso.<br />
<br />
Se alguém quiser acrescentar alguma coisa importante da vida ou da obra do Nelson Rodrigues, fique à vontade.<br />
Valeu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Salve.<br />
<br />
Depois de um tempão sem postar nada, vou tentar voltar com essa “série”.<br />
O último tópico que fiz foi sobre o Ernest Hemingway. Abaixo, a lista completa.<br />
<br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4736" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #01 - Charles Bukowski</a><br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4751" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #02 - Franz Kafka</a><br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4806" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #03 - Álvares de Azevedo</a><br />
<a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4871" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Conhecendo o Autor #04 - Ernest Hemingway</a><br />
<br />
Nesse tópico vou deixar algumas informações da vida e das obras do <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u">Nelson Rodrigues</span></span>, o terror da classe média carioca. Um grande realista dos tempos em que nós nem pensávamos em nascer <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.<br />
<br />
<img src="https://media.gazetadopovo.com.br/2012/06/9cee9a55a38c65c25c775edfa6cdc592-gpLarge.jpg" alt="[Image: 9cee9a55a38c65c25c775edfa6cdc592-gpLarge.jpg]" class="mycode_img" /><br />
<br />
Nasceu em Recife, em 23 de agosto de 1912. Era filho de um grande jornalista da época, Mário Rodrigues. Teve 13 irmãos. Faleceu em 21 de dezembro de 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pulm%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: windowtext;" class="mycode_color">respiratórias</span></a>.<br />
<br />
Foi escritor, jornalista, cronista, dramaturgo, fodido financeiramente, entre outras ocupações.<br />
Desde a infância, era um leitor compulsivo de livros românticos e um apaixonado por futebol.<br />
<br />
Começou sua carreira jornalística no jornal que seu pai era sócio, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">A Manhã</span>, na seção Polícia, com relatos de crimes passionais e pactos de morte.<br />
Detalhe, isso com 13 anos de idade (já havia lido várias obras de Dostoiévski). Criou seu próprio tabloide, a Alma Infantil.<br />
<br />
Mais tarde, também foi cronista esportiva e fez vários textos famosos sobre o Fluminense, clube o qual torcia. Muitos dizem que Nelson foi fundamental para que o Fla-Flu tivesse a relevância de Fla-Flu.<br />
<br />
Quando tinha 17 anos, viu seu irmão ser assassinado. O motivo foi adultério. uma mulher queria matar seu pai, mas como não o encontrou, matou o irmão (já que não tem tu, vai tu mesmo).<br />
Isso desencadeia uma série de problemas emocionais para a família.<br />
<br />
O pai de Nelson Rodrigues havia perdido o jornal A Manhã, tendo fundado, posteriormente, o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Crítica</span>.<br />
<br />
Durante a revolução de 30, o jornal acabou deixando de existir e a família Rodrigues, que vivia confortavelmente, passou a ter problemas financeiros, a ponto de terem que usar praticamente a mesma roupa todos os dias.<br />
<br />
Pouco depois, seu irmão começou a trabalhar na redação do jornal O Globo, que havia acabado de “cair nas mãos” de Roberto Marinho. Seu irmão arrumou uma vaga para ele no local. <br />
<br />
Depois disso (em 1934), descobriu que tinha tuberculose e passou 14 meses em um sanatório em Campos do Jordão (tratamento custeado pelo próprio Roberto Marinho, inclusive).<br />
<br />
Devido à situação financeira complicada, achou no teatro uma oportunidade de ganhar dinheiro.<br />
Sua primeira peça foi A Mulher Sem Pecado, em 1941. A peça ficou em cartaz por apenas duas semanas e não teve muitos adeptos.<br />
Após, ele escreve sua segunda peça, O Vestido de Noiva (1943), e aí sim começa o seu prestígio como dramaturgo.<br />
<br />
Intitulava-se reacionário e era católico.<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Reacionário é aquele que reage a tudo que não presta</span></blockquote>
<br />
As obras de Nelson Rodrigues são carregadas de realismo, erotismos e adultérios.<br />
Ele retratava a sociedade como ela era (e ainda é, por isso sua obra continua tão atual e, a meu ver, é atemporal).<br />
A hipocrisia das classes da sociedade e do indivíduo em si não passava desapercebida pelo Nelson Rodrigues.<br />
Ao que parece, praticamente todas as obras (e peças) dele contém canalhas, mentirosos, hipócritas e, principalmente, a figura da adúltera.<br />
<br />
Aos integrantes da ala que oram pela mulher exceção, preparem o psicológico se forem ler Nelson Rodrigues, pois vocês serão nocauteados com muita classe, elegância e inúmeras pitadas de humor e tragédia.<br />
Nelson Rodrigues deveria ser leitura obrigatória na Real, assim como Nessahan Alita <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.<br />
<br />
Se o Nelson escrevesse livros nos dias de hoje, com certeza iria ser cancelado pela turma da lacrolândia todo santo dia, o que no caso só corrobora com o teor de suas obras.<br />
Para tanto, ele dizia que suas obras eram sobre o amor e a morte.<br />
Devido ao seu modo peculiar e único de escrita, bem como o teor de suas obras, acabou recebendo a alcunha d’O Anjo Pornográfico, nome da biografia escrita por Ruy Castro.<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">COMENTÁRIOS SOBRE AS OBRAS DO NELSON RODRIGUES</span><br />
<br />
Ler Nelson Rodrigues é deveras prazeroso. <br />
Sempre há uma merda a mais para acontecer; quando está tudo de cabeça para baixo, algum acontecimento vem para piorar ainda mais a situação.<br />
Apesar disso, é impossível ler alguma obra dele sem dar boas gargalhadas. Humor áspero e trágico, atrelado ao realismo das obras. Mistura perfeita.<br />
 <br />
Das obras do Nelson, já li:<br />
<br />
<span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">A FALECIDA</span></span></span> – engraçado, cômico, absurdo. Zulmira está quase morrendo e, como viveu uma vida pobre, seu último pedido é um enterro luxuoso, até pelo fato dela querer se vingar de sua prima, com quem nutri um sentimento de ódio.<br />
Ela diz ao seu marido, Tuninho, que tem um certo nojo dela, procurar um certo homem rico que ele dará o dinheiro necessário para seu enterro chique.<br />
Muita merda acontece.<br />
 <br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u">VIUVA, PORÉM HONESTA</span></span></span> – essa obra é completamente atemporal e retrata a hipocrisia da sociedade de forma magistral.<br />
Todos tentando ser o que não são. Tudo começa quando Ivonete, a filha de um dono(diretor) de jornal, fica viúva e decide nunca mais se sentar, como forma de demonstrar sua fidelidade ao marido falecido. <br />
Dr. JB, o dono do jornal, convoca várias pessoas para analisarem o problema da filha: um médico, um otorrino, uma madame, um psicanalista e o próprio diabo em pessoa. Nelson Rodrigues tinha o dom da escrita, despejando toda sua crítica através de ironias e sátiras, tudo regado a um excelente humor ácido e muito deboche (o que me agrada demais, pois quase sempre as histórias não têm finais felizes).<br />
 <br />
<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA (<span style="text-decoration: line-through;" class="mycode_s">ESSE LIVRO É BOM DEMAIS, DE CAGAR DE RIR</span>)</span></span></span> – Herculano é um viúvo que está em depressão devido à morte de sua esposa. Patrício, seu irmão, faliu e ficou com raiva de Herculano, pois este nada fez para tentar ajudar.<br />
Patrício traça um plano para se vingar: dá ao viúvo um litro de pinga e a foto de Gina, uma prostituta, nua.<br />
Herculano se apaixona pela donzela e acorda, no dia seguinte, no bordel. Herculano tem um filho, Serginho, de 18 anos, criado pelas tias.<br />
Serginho é tão incapaz de se virar sozinho que suas tias o dão banho. É simplesmente genial essa obra.<br />
Falsos moralismos sendo expostos com extrema elegância e simplicidade por Nelson Rodrigues.<br />
<br />
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ALGUMAS FRASES REALISTAS/LENDÁRIAS DE NELSON RODRIGUES</span><br />
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Se todo mundo soubesse o que os vizinhos fazem no quarto, ninguém daria bom dia no elevador</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Os idiotas vão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Todas as qualidades que a mulher ama no amante, detestaria no marido</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro </span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">A juventude é um mal que o tempo corrige</span></blockquote>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte</span></blockquote>
<br />
 <br />
Acho que é isso.<br />
<br />
Se alguém quiser acrescentar alguma coisa importante da vida ou da obra do Nelson Rodrigues, fique à vontade.<br />
Valeu.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Sugestão Literária - Danti]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6480</link>
			<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 20:34:06 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6480</guid>
			<description><![CDATA[Para aqueles que tem interesse em clássicos da literatura, indico muito um site que adaptou em prosa os 3 livros da divina comédia, sabemos (para alguns que não sabem) que essa obra "a divina comédia" é um poema bastante complexo (difícil) o que esse cidadão (pelo que sei ele é um programador que estudava a lingua Italiana) fez foi reescrever a obra de Danti em uma versão que lembra muito uma narrativa quase que filmica deixando mais fácil o entendimento e dando mais uma opção para quem quiser conhecer, eu particularmente tenho lido o original (em livro físico) e também as versões que ele disponibiliza no site dele<br />
<br />
deixo então a indicação aos que se tem interesse nesse tipo de material segue o link abaixo <br />
<br />
<a href="https://www.stelle.com.br/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://www.stelle.com.br/</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Para aqueles que tem interesse em clássicos da literatura, indico muito um site que adaptou em prosa os 3 livros da divina comédia, sabemos (para alguns que não sabem) que essa obra "a divina comédia" é um poema bastante complexo (difícil) o que esse cidadão (pelo que sei ele é um programador que estudava a lingua Italiana) fez foi reescrever a obra de Danti em uma versão que lembra muito uma narrativa quase que filmica deixando mais fácil o entendimento e dando mais uma opção para quem quiser conhecer, eu particularmente tenho lido o original (em livro físico) e também as versões que ele disponibiliza no site dele<br />
<br />
deixo então a indicação aos que se tem interesse nesse tipo de material segue o link abaixo <br />
<br />
<a href="https://www.stelle.com.br/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://www.stelle.com.br/</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Indicações de livros]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6115</link>
			<pubDate>Thu, 08 Jun 2023 16:25:20 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6115</guid>
			<description><![CDATA[Olá amigos , gostaria de pedir a vocês indicações de literatura que sigam a mesma linha do livro "o homem domado" de Esther Villar, estou terminando essa leitura e gostaria de continuar seguindo leituras que não desvirtuem muito do tema recém lido<br />
<br />
Agradeço a quem puder ajudar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Olá amigos , gostaria de pedir a vocês indicações de literatura que sigam a mesma linha do livro "o homem domado" de Esther Villar, estou terminando essa leitura e gostaria de continuar seguindo leituras que não desvirtuem muito do tema recém lido<br />
<br />
Agradeço a quem puder ajudar]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Como começar a ler Nietzsche]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6023</link>
			<pubDate>Sun, 16 Apr 2023 15:09:07 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6023</guid>
			<description><![CDATA[Quando ingressei no ensino medio comecei a me interessar por filosofia. Já li Descartes, Marco Aurelio, Socrates, Platão, Maquiavel, Tomas de Aquino. Porem o nietzsche me chamou atencao por suas criticas a religiao e a moral. Queria saber como começar a le-lo, que livros começar e como entender sua escrita, visto que ele escreve por meio de aforismos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Quando ingressei no ensino medio comecei a me interessar por filosofia. Já li Descartes, Marco Aurelio, Socrates, Platão, Maquiavel, Tomas de Aquino. Porem o nietzsche me chamou atencao por suas criticas a religiao e a moral. Queria saber como começar a le-lo, que livros começar e como entender sua escrita, visto que ele escreve por meio de aforismos.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A importancia da solitude]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6022</link>
			<pubDate>Sat, 15 Apr 2023 19:25:50 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6022</guid>
			<description><![CDATA[<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"> Olá amigos do fórum, mais uma vez estou aqui para expor meus pensamentos acerca de mais uma obra de Machado de Assis. O último texto não ficou com um resultado satisfatório, porém neste irei me dedicar para fazer uma análise profunda e concisa com o contexto da época. Estou viciado em ler os contos do Machado, cada conto possui um tema diferente que me põe a refletir sobre o espirito humano. O tema de hoje é a solidão e a solitude. </span></span><br />
<br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">                                                                   <span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">******************</span></span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"> No conto ''só'', Machado nos introduz ao personagem Bonifácio, um homem que cansado de seus amigos, decide se isolar por um tempo em uma fazenda. Ele toma essa decisão influenciado pelo seu amigo Tobias, um filósofo tanto quanto esquisito. Entretanto o nosso protagonista enfrenta dificuldades de se adaptar à essa realidade solitária, pois se encontra tomado por lembranças de amigos e de amores antigos. O homem passa a ter alucinações e sentir uma extrema angústia. Após 2 dias ele retorna a cidade e vai conversar com seu amigo Tobias, lhe dizendo que seu conselho era mentiroso, e que a solidão não era prazerosa. O amigo lhe responde que Bonifácio esqueceu de colocar as ideias na bagagem. E assim termina o conto. </span></span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">                                                                    <span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">******************</span></span></span></span></span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"> Nesta curta história, podemos tirar uma valiosa lição sobre a solitude. Solitude é o período no qual uma pessoa reserva para passar sozinho. No conto em questão, o protagonista se deparou com dificuldades para ficar sozinho pois,  não fez nada de verdadeiramente proveitoso em seu período de isolamento. Diferente dele, Tobias se dedicava inteiramente às suas ideias em seus períodos de reclusão, assim, ele tirava boas reflexões. Que sejamos como Tobias, e  aproveitemos a solidão para dedicarmos a coisas construtivas, como a leitura de um livro, um estudo, uma reflexão, uma contemplação, um exercício físico. Diferentemente das outras pessoas, que usam seu tempo sozinhas para fazer coisas supérfluas, como ver televisão, jogar videogame ou usar redes sociais. Aproveite bem o seu tempo sozinho, faça-o um tempo de qualidade, que agregue em algo na sua vida e te torne uma pessoa mais sabia, mais feliz e mais virtuosa. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"> Olá amigos do fórum, mais uma vez estou aqui para expor meus pensamentos acerca de mais uma obra de Machado de Assis. O último texto não ficou com um resultado satisfatório, porém neste irei me dedicar para fazer uma análise profunda e concisa com o contexto da época. Estou viciado em ler os contos do Machado, cada conto possui um tema diferente que me põe a refletir sobre o espirito humano. O tema de hoje é a solidão e a solitude. </span></span><br />
<br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">                                                                   <span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">******************</span></span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"> No conto ''só'', Machado nos introduz ao personagem Bonifácio, um homem que cansado de seus amigos, decide se isolar por um tempo em uma fazenda. Ele toma essa decisão influenciado pelo seu amigo Tobias, um filósofo tanto quanto esquisito. Entretanto o nosso protagonista enfrenta dificuldades de se adaptar à essa realidade solitária, pois se encontra tomado por lembranças de amigos e de amores antigos. O homem passa a ter alucinações e sentir uma extrema angústia. Após 2 dias ele retorna a cidade e vai conversar com seu amigo Tobias, lhe dizendo que seu conselho era mentiroso, e que a solidão não era prazerosa. O amigo lhe responde que Bonifácio esqueceu de colocar as ideias na bagagem. E assim termina o conto. </span></span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">                                                                    <span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">******************</span></span></span></span></span></span></span></span></span><br />
<span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="color: #1f1f1f;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"> Nesta curta história, podemos tirar uma valiosa lição sobre a solitude. Solitude é o período no qual uma pessoa reserva para passar sozinho. No conto em questão, o protagonista se deparou com dificuldades para ficar sozinho pois,  não fez nada de verdadeiramente proveitoso em seu período de isolamento. Diferente dele, Tobias se dedicava inteiramente às suas ideias em seus períodos de reclusão, assim, ele tirava boas reflexões. Que sejamos como Tobias, e  aproveitemos a solidão para dedicarmos a coisas construtivas, como a leitura de um livro, um estudo, uma reflexão, uma contemplação, um exercício físico. Diferentemente das outras pessoas, que usam seu tempo sozinhas para fazer coisas supérfluas, como ver televisão, jogar videogame ou usar redes sociais. Aproveite bem o seu tempo sozinho, faça-o um tempo de qualidade, que agregue em algo na sua vida e te torne uma pessoa mais sabia, mais feliz e mais virtuosa. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Resenha do conto ''Antes que cases'', de Machado de Asis]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6021</link>
			<pubDate>Thu, 13 Apr 2023 17:44:12 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6021</guid>
			<description><![CDATA[Olá amigos de forum, hoje vou discorrer sobre um conto do grande Machado.<br />
 Machado de Asis se é sabido, foi o maior de todos os escritores brasileiros, fico pasmo de como esse homem era criativo, pois a quantidade de obras que ele produziu é muito grande (um dia lerei todas!). Cada historia tem uma finalidade diferente, algumas tem um refinado humor, outras possuem uma sutil ironia, e em sua maioria, ele desenvolve uma critica ou ensaio sobre uma questão filosófica.<br />
 No conto em questão, temos como protagonista um jovem sonhador, que almeja uma idealização de mulher ''perfeita'' na sua mente. Em um dos acasos da vida, ele encontra uma bela moça, na qual ele se apaixona,e, durante meses passa a adimira-la a distancia (pratica muito comum antigamente). Enfim, o homem compra uma casa ao lado da morada da mulher, e eles começam a conversar e transmitem juras de amor um para o outro. Porém, ao se casarem, a fantasia cai por terra, e a mulher se mostra uma pessoa vaidosa, que gosta de viver nas festas e comprar do bom e do melhor, o que não é compatível com as idealizações do moço.<br />
 A historia tem uma pitada de humor marchadiano, e faz referencia a famosa historia do Romeu e Julieta, porém, sem muito romantismo, mas a realidade nua e crua. Com esse singelo conto, Machado nós lembra que devemos sermos pés no chão, e tomar cuidado com as idealizações romanticas, pois o sentimento turva a razão, assim fazendo o homem cometer loucuras por um amor fútil. Machado como sempre nós trazendo uma visão realista e sóbria da sociedade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Olá amigos de forum, hoje vou discorrer sobre um conto do grande Machado.<br />
 Machado de Asis se é sabido, foi o maior de todos os escritores brasileiros, fico pasmo de como esse homem era criativo, pois a quantidade de obras que ele produziu é muito grande (um dia lerei todas!). Cada historia tem uma finalidade diferente, algumas tem um refinado humor, outras possuem uma sutil ironia, e em sua maioria, ele desenvolve uma critica ou ensaio sobre uma questão filosófica.<br />
 No conto em questão, temos como protagonista um jovem sonhador, que almeja uma idealização de mulher ''perfeita'' na sua mente. Em um dos acasos da vida, ele encontra uma bela moça, na qual ele se apaixona,e, durante meses passa a adimira-la a distancia (pratica muito comum antigamente). Enfim, o homem compra uma casa ao lado da morada da mulher, e eles começam a conversar e transmitem juras de amor um para o outro. Porém, ao se casarem, a fantasia cai por terra, e a mulher se mostra uma pessoa vaidosa, que gosta de viver nas festas e comprar do bom e do melhor, o que não é compatível com as idealizações do moço.<br />
 A historia tem uma pitada de humor marchadiano, e faz referencia a famosa historia do Romeu e Julieta, porém, sem muito romantismo, mas a realidade nua e crua. Com esse singelo conto, Machado nós lembra que devemos sermos pés no chão, e tomar cuidado com as idealizações romanticas, pois o sentimento turva a razão, assim fazendo o homem cometer loucuras por um amor fútil. Machado como sempre nós trazendo uma visão realista e sóbria da sociedade.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL DA LITERATURA!]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5869</link>
			<pubDate>Wed, 28 Dec 2022 17:33:58 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5869</guid>
			<description><![CDATA[Meus Caros, eu gostaria de levantar aqui o tema da importância extraordinária que a Literatura possui.<br />
<br />
Mas não sou capaz de fazê-lo com profundidade porque não tenho vocabulário e conhecimentos o suficientes para isso.<br />
<br />
Então terei que apelar para trechos de textos de alguém que pode isso fazer: o Olavo de Carvalho.<br />
<br />
Por favor leiam!<br />
<br />
[1] “O domínio da língua e da literatura é a condição prévia para TODOS os estudos superiores, inclusive os estudos da área cientifica. Se você não tem a sensibilidade literária suficientemente aguçada, dificilmente entenderá o que quer que seja.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[2] “Conselho urgente: Pare de ler livros em inglês por algum tempo e leia tudo o que puder da melhor literatura em português. Depois leia o que puder em línguas aparentadas ao português: francês, italiano, espanhol. Sem um agudo senso da linguagem literária, você nunca vai entender em profundidade nada do que lê, por mais que estude filosofia, ciências sociais, direito ou o que quer que seja. Nenhum filósofo jamais escreveu uma só linha que fosse para um público sem cultura literária ou treinado somente em academês vulgar. E ninguém jamais adquiriu sensibilidade literária lendo predominantemente livros escritos numa língua muito diferente da sua própria.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[3] “Quem não consegue interpretar uma obra de literatura corretamente não conseguirá jamais entender os fatos da história e da sociedade, ou mesmo os da sua própria vida. A cultura literária é a condição mais básica do entendimento. Mas estou com o saco cheio de ver pessoas que não sabem ler “Batatinha quando nasce” interpretando nada menos que a Bíblia.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[4] “Pessoas que escrevem mal percebem mal, retêm mal, e com a maior facilidade se enganam a si mesmas quanto às suas intenções simplesmente trocando os nomes dos sentimentos que as movem. A literatura e o conhecimento da alma humana sempre andaram juntos. Ninguém pode apreender nuances e sutilezas da vida emocional com uma linguagem tosca, mesmo que gramaticalmente correta.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[5] “A imaginação tem que ser treinada para ela se tornar um instrumento de compreensão da Realidade e não uma atividade ociosa que vai fazer você ficar especulando sobre coisas que não vão acontecer jamais, que não têm a menor possibilidade e que são somente um jogo. A Grande Literatura do mundo contém um material que, para o estudante de Filosofia, é absolutamente precioso. A Literatura é uma maneira de você amadurecer na sua visão da Realidade. Claro que, pelos processos atuais de ensino da Literatura nas universidades, a experiência imaginativa pode se tornar totalmente impossível. Impossível. Porque, vamos dizer, quando você lê Dostoievski, Tolstoi, Shakespeare, você está tendo acesso ao que essas grandes mentalidades conceberam sobre as possibilidades da vida humana. Agora, se você começa a encarar aquilo apenas como estrutura textual, começa a encarar aquilo sob o ponto de vista estruturalista ou desconstrucionista etc., o elemento de experiência sumiu. Então aquilo não é mais um espelho da vida.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[6] ”A literatura não é compreensão das ciências, nem da sociedade, nem de nenhuma coisa em particular, mas simplesmente experiência acumulada e narrada da vida. É assim porque em nossa individualidade não podemos viver todas as experiências. Noventa e nove por cento das nossas experiências são experiências acumuladas dos outros, que nós ouvimos falar, que nós lemos… E a literatura é o núcleo, é o que tem de melhor sobre a experiência humana. São aspectos altamente significativos da experiência humana condensados em símbolos e que você toma como se fossem pílulas. A literatura de ficção é isto: a aquisição de experiências humanas e dos meios de simbolizá-las, de narrá-las, pois ter a experiência apenas não basta. Nós precisamos narrar a experiência não apenas para os outros, mas também para que a experiência torne-se pensável para nós, com o objetivo de dominá-la intelectualmente. O indivíduo que leu dez, vinte, cem, mil narrativas ficcionais como romances, peças de teatro etc narrará as suas experiências para os outros e para ele mesmo de um modo muito mais claro e direto. Por outro lado, uma pessoa inculta não sabe narrar precisamente as suas experiências. A pessoa inculta toma a sua história e a reduz a uma história parecida e mais simples, mas nunca a toma com a devida precisão. É por isso que quanto mais inculta é a pessoa mais letais são para ela os problemas psicológicos. Dramas que um homem culto consideraria como ridículos levam um homem inculto ao suicídio. Por que os crimes passionais são em muito maior número nas classes incultas? Porque essas pessoas não sabem lidar com o problema, não possuem meios de elaborar intelectualmente o drama. Nem elas e nem o seu meio social. Então tudo vira tragédia”.<br />
<br />
____<br />
<br />
[7] “Cultura pessoal não é você ler um monte de livros, não é ser capaz de falar sobre arte, sobre filosofia, sobre história, etc., mas é você ter um conjunto de equipamentos que permita a você olhar a situação real, tanto a situação pessoal quanto a da comunidade imediata, quanto a de um país, quanto a do mundo inteiro com uma multiplicidade de perspectivas que validem a sua visão perante a consciência de outras épocas e de outras civilizações.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[8] “Cultura literária não é ler muitas obras de literatura. É absorver delas, e incorporar na nossa própria alma as inumeráveis superfícies refletoras com que, pela imaginação de muitas vidas possíveis, elas nos ajudam a perceber e compreender a alma alheia.<br />
<br />
Quem não quer fazer o esforço para adquirir essa capacidade não tem NENHUM interesse em compreender o seu próximo, e toda a sua presunção de “amá-lo” é pura pose.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[9] “A aquisição da alta cultura é o único meio que você tem para ter uma conduta moral que preste. Fora disso, você está no mundo da irresponsabilidade moral. Por exemplo, existe um escritor inglês Frank Raymond Leavis, que dedicou sua vida a mostrar para as pessoas que a literatura de ficção é uma meditação sobre as possibilidades da vida moral humana. Na medida em que concebe enredos e situações possíveis, você está pesando um nível de responsabilidade moral que está presente na infinidade das situações humanas mais particulares e até indescritíveis. Ora, São Tomás de Aquino dizia que o «grande problema da moral é que a regra é a mesma, mas as situações são infinitamente variadas». Então, você não sabe como entender a regra geral em relação a cada situação. Ao mesmo tempo, você não pode viver todas as situações humanas, mas pode imaginá-las. Você pode ampliar o seu imaginário até ser capaz de compreender as situações humanas, as mais diferentes possíveis, e as mais afastadas da sua experiência imediata. Como é que nós fazemos isso? Por imaginação e pela literatura de ficção. Sem isso você simplesmente não compreende as situações. Não compreende a delicadeza e a subtileza das situações. Se você não compreende a delicadeza e a subtileza das situações, você vai julgar os seres humanos mediante uma projeção ingênua da sua própria pessoa sobre eles, sem entender exatamente o que está se passando com eles.(…)<br />
<br />
Vivenciar imaginativamente as mais variadas possibilidades de vida humanas, de situações humanas, de dramas humanos, de conflitos humanos, é o aprimoramento da sua imaginação moral, e não há outro instrumento para isso. Portanto, a grande literatura tem uma função eminentemente educativa e, pior: só ela tem essa função educativa. O simples raciocínio lógico, moral, não serve para isso. Mesmo as obras de filosofia moral e de teologia moral mais sublimes que existem, não servem para isso; por exemplo, uma grande obra-prima como a “Teologia Moral” de Santo Afonso de Ligório, são oito volumes onde ele vai estudando as mais diferentes situações. Santo Afonso de Ligório era bastante detalhado, mas em comparação com a variedade real das situações humanas, aquilo é nada. Ou seja: o pensamento lógico jamais poderia abranger a totalidade da situações, é necessário uma imaginação poderosa, porque através da imaginação você se identifica com os outros.(…)<br />
<br />
Porém, o tempo que eu vejo as pessoas perdendo, fazendo julgamentos morais sobre coisas que não entendem, é um negócio terrível. Então, por que em vez de fazer julgamentos morais, se tem tanto interesse em moralidade, você não tenta ampliar a sua percepção moral através da leitura ds grandes obras de literatura? Não há uma grande narrativa, romance, conto, novela, peça de teatro que não seja baseada num conflito moral. Pelo número de romances, contos, novelas e peças de teatro existentes, você imagina o número de conflitos morais diferentes que podem existir.Você tem a solução de todos eles na cabeça? Não.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[10] “Cada personagem, cada situação ficcional, cada emoção, cada ambigüidade e cada paradoxo da narrativa tem de se impregnar na sua mente como possibilidade humana concreta, reconhecivel na vida real — na sua própria e na das pessoas que você conhece. Tem de se transformar num ÓRGÃO DE PERCEPÇÃO.<br />
Só assim a leitura literária vale a pena e tem verdadeiro poder educativo. Faça isso com obras da literatura dos dois últimos séculos durante alguns anos, e depois você lerá a Bíblia com olhos mais penetrantes.<br />
<br />
É preciso evitar, naquelas, todo tecnicismo acadêmico e, nesta, toda especulação teológica. Não ‘analise’ o texto, apenas guarde os conteúdos na memória até que eles próprios comecem a lhe mostrar o que desejam lhe mostrar.<br />
<br />
Análises técnicas e especulações teológicas, só muitos anos depois de ter assimilado muitos textos dessa maneira. Antes, não.<br />
Leia tudo como se fosse narrativa de acontecimentos reais, sentindo intensamente a presença das situações, personagens, conflitos, etc. Acredite em tudo como se estivesse vendo com os próprios olhos ou vivenciando você mesmo as situações.<br />
<br />
Com essa prática, aos poucos as histórias da Bíblia se tornarão tão transparentes para você como se fossem notícias de hoje em dia, sem que você precise “interpretá-las”.<br />
<br />
___<br />
<br />
[11] É preciso ler a Bíblia sem a carga de lições morais e teológicas que geralmente antecedem e deformam a sua leitura. É preciso lê-la como se você estivesse VENDO tudo se passar diante dos seus olhos ou mesmo sentindo na carne como se você fosse um dos personagens. Mas você não conseguirá fazer isso com a Bíblia se antes não fizer o mesmo com MUITAS histórias da literatura simplesmente humana.<br />
<br />
Tem muita gente que discute Bíblia o dia inteiro e até hoje não entendeu isso.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[12] “Por que o sujeito que estuda muita literatura é um homem culto e o homem que estuda muita física, muita matemática (ou quaisquer outras disciplinas especializadas) não é?<br />
<br />
Em primeiro lugar, todas as descobertas científicas se refletem na literatura de algum modo. Então, o sujeito que lê bastante literatura algo ele sabe da teoria da relatividade, da teoria quântica e da influência da física na sociedade. Contudo, nada da literatura universal está referido nos livros de física. Assim, lendo literatura ele saberá algo de física, mas lendo física ele não conhecerá a literatura. Essa é a primeira observação de ordem mais prática e imediata.<br />
<br />
Em segundo lugar, a literatura usa a linguagem corrente entre as pessoas. Ela procura repetir o estado da linguagem na sociedade (…) A linguagem que é utilizada pelo escritor é a linguagem da própria sociedade, ao passo que a linguagem da física não é a linguagem da sociedade, é somente a linguagem dos físicos. Isso quer dizer que o homem que absorveu cultura literária tem os instrumentos linguísticos para dialogar com a sociedade. A literatura lhe dá isso. Mas o estudo da física, da química, não vai lhe dar isso de maneira alguma.<br />
<br />
Em terceiro lugar, os assuntos abordados pela literatura são assuntos de interesse geral: a vida humana, o destino humano, os dramas humanos. Todo mundo tem vida, destino e dramas, incluindo os físicos. Ao passo que os problemas abordados pelos físicos, ainda que estejam presentes na sociedade, não fazem necessariamente parte da consciência das pessoas. O teu desconhecimento acerca das partículas subatômicas não afetará fundamentalmente as tuas decisões na vida. Mas problemas referentes ao amor, à morte, ao ódio, à tristeza, ao casamento, às relações humanas todo mundo tem. Então de cara o assunto do qual a literatura trata é a vida de todo mundo, e não a vida de um grupo especializado.<br />
<br />
Em quarto lugar, repare no seguinte: alguma forma de literatura narrativa é encontrada em todas as culturas, mesmo nas mais primitivas. Ao passo que outros departamentos do conhecimento, como, digamos, uma técnica matemática mais avançada, são encontrados somente em algumas. Mas a cultura narrativa é onipresente. E, sendo onipresente, nós podemos dizer que ela é a primeira e mais básica forma de cultura”.<br />
<br />
___<br />
<br />
[13] ”Na leitura de um romance ou de uma peça o negócio é você tentar primeiro estabelecer comunicação com o autor. O resto vem depois. Mas os convites para você desviar a atenção do essencial são inúmeros. Porque como você está lidando com uma história que é uma especulação sobre as possibilidades da vida humana, o autor dessa história, pensando bem, está falando de uma coisa muito grave e que diz respeito a você. É o famoso adágio latino ‘De te fabula narratur’, ou seja, a história contada é a sua. Para entender isso você precisa estar num estado de abertura do próprio coração, numa abertura de sinceridade. Acontece que essa atitude cria uma tensão, um nervosismo. E você pode tentar aliviar essa tensão baixando a qualidade da sua atenção para os aspectos lógicos ou verbais da narrativa para você sentir que saiu da história, que ela não é mais a seu respeito. Você corta o fio que te liga à situação real. Daí é evidente que você não está entendendo mais nada.<br />
<br />
A contradição e a tensão são as marcas do personagem real. E se são as marcas do personagem real, quer dizer que a atitude do leitor também precisa ser de tensão. Essa tensão será a marca da consciência. E o estudo literário ou é um treinamento da consciência, para que ela seja capaz de abarcar uma extensão cada vez maior e mais complexa de dados, ou é uma brincadeira universitária. Isto que eu estou dizendo está a tantas léguas da preocupação de qualquer ensino universitário no Brasil que eu nem sei se entenderiam do que eu estou falando. Isto que até os anos 60-70 seria facilmente compreendido em qualquer meio universitário, hoje não dá mais. Claro que os estudos que não implicam tensão de consciência mas apenas QI podem ser feitos por qualquer pessoa independentemente do seu grau de consciência e maturidade. Porque habilidades parciais são uma coisa e consistência da personalidade é outra. Mas a verdadeira educação visa ao indivíduo real enquanto sujeito de seus atos, moralmente responsável e eventualmente culpado. Então não há educação possível sem a ideia da responsabilidade e da culpa, e sem essa tensão de consciência da qual estou falando”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Meus Caros, eu gostaria de levantar aqui o tema da importância extraordinária que a Literatura possui.<br />
<br />
Mas não sou capaz de fazê-lo com profundidade porque não tenho vocabulário e conhecimentos o suficientes para isso.<br />
<br />
Então terei que apelar para trechos de textos de alguém que pode isso fazer: o Olavo de Carvalho.<br />
<br />
Por favor leiam!<br />
<br />
[1] “O domínio da língua e da literatura é a condição prévia para TODOS os estudos superiores, inclusive os estudos da área cientifica. Se você não tem a sensibilidade literária suficientemente aguçada, dificilmente entenderá o que quer que seja.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[2] “Conselho urgente: Pare de ler livros em inglês por algum tempo e leia tudo o que puder da melhor literatura em português. Depois leia o que puder em línguas aparentadas ao português: francês, italiano, espanhol. Sem um agudo senso da linguagem literária, você nunca vai entender em profundidade nada do que lê, por mais que estude filosofia, ciências sociais, direito ou o que quer que seja. Nenhum filósofo jamais escreveu uma só linha que fosse para um público sem cultura literária ou treinado somente em academês vulgar. E ninguém jamais adquiriu sensibilidade literária lendo predominantemente livros escritos numa língua muito diferente da sua própria.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[3] “Quem não consegue interpretar uma obra de literatura corretamente não conseguirá jamais entender os fatos da história e da sociedade, ou mesmo os da sua própria vida. A cultura literária é a condição mais básica do entendimento. Mas estou com o saco cheio de ver pessoas que não sabem ler “Batatinha quando nasce” interpretando nada menos que a Bíblia.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[4] “Pessoas que escrevem mal percebem mal, retêm mal, e com a maior facilidade se enganam a si mesmas quanto às suas intenções simplesmente trocando os nomes dos sentimentos que as movem. A literatura e o conhecimento da alma humana sempre andaram juntos. Ninguém pode apreender nuances e sutilezas da vida emocional com uma linguagem tosca, mesmo que gramaticalmente correta.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[5] “A imaginação tem que ser treinada para ela se tornar um instrumento de compreensão da Realidade e não uma atividade ociosa que vai fazer você ficar especulando sobre coisas que não vão acontecer jamais, que não têm a menor possibilidade e que são somente um jogo. A Grande Literatura do mundo contém um material que, para o estudante de Filosofia, é absolutamente precioso. A Literatura é uma maneira de você amadurecer na sua visão da Realidade. Claro que, pelos processos atuais de ensino da Literatura nas universidades, a experiência imaginativa pode se tornar totalmente impossível. Impossível. Porque, vamos dizer, quando você lê Dostoievski, Tolstoi, Shakespeare, você está tendo acesso ao que essas grandes mentalidades conceberam sobre as possibilidades da vida humana. Agora, se você começa a encarar aquilo apenas como estrutura textual, começa a encarar aquilo sob o ponto de vista estruturalista ou desconstrucionista etc., o elemento de experiência sumiu. Então aquilo não é mais um espelho da vida.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[6] ”A literatura não é compreensão das ciências, nem da sociedade, nem de nenhuma coisa em particular, mas simplesmente experiência acumulada e narrada da vida. É assim porque em nossa individualidade não podemos viver todas as experiências. Noventa e nove por cento das nossas experiências são experiências acumuladas dos outros, que nós ouvimos falar, que nós lemos… E a literatura é o núcleo, é o que tem de melhor sobre a experiência humana. São aspectos altamente significativos da experiência humana condensados em símbolos e que você toma como se fossem pílulas. A literatura de ficção é isto: a aquisição de experiências humanas e dos meios de simbolizá-las, de narrá-las, pois ter a experiência apenas não basta. Nós precisamos narrar a experiência não apenas para os outros, mas também para que a experiência torne-se pensável para nós, com o objetivo de dominá-la intelectualmente. O indivíduo que leu dez, vinte, cem, mil narrativas ficcionais como romances, peças de teatro etc narrará as suas experiências para os outros e para ele mesmo de um modo muito mais claro e direto. Por outro lado, uma pessoa inculta não sabe narrar precisamente as suas experiências. A pessoa inculta toma a sua história e a reduz a uma história parecida e mais simples, mas nunca a toma com a devida precisão. É por isso que quanto mais inculta é a pessoa mais letais são para ela os problemas psicológicos. Dramas que um homem culto consideraria como ridículos levam um homem inculto ao suicídio. Por que os crimes passionais são em muito maior número nas classes incultas? Porque essas pessoas não sabem lidar com o problema, não possuem meios de elaborar intelectualmente o drama. Nem elas e nem o seu meio social. Então tudo vira tragédia”.<br />
<br />
____<br />
<br />
[7] “Cultura pessoal não é você ler um monte de livros, não é ser capaz de falar sobre arte, sobre filosofia, sobre história, etc., mas é você ter um conjunto de equipamentos que permita a você olhar a situação real, tanto a situação pessoal quanto a da comunidade imediata, quanto a de um país, quanto a do mundo inteiro com uma multiplicidade de perspectivas que validem a sua visão perante a consciência de outras épocas e de outras civilizações.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[8] “Cultura literária não é ler muitas obras de literatura. É absorver delas, e incorporar na nossa própria alma as inumeráveis superfícies refletoras com que, pela imaginação de muitas vidas possíveis, elas nos ajudam a perceber e compreender a alma alheia.<br />
<br />
Quem não quer fazer o esforço para adquirir essa capacidade não tem NENHUM interesse em compreender o seu próximo, e toda a sua presunção de “amá-lo” é pura pose.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[9] “A aquisição da alta cultura é o único meio que você tem para ter uma conduta moral que preste. Fora disso, você está no mundo da irresponsabilidade moral. Por exemplo, existe um escritor inglês Frank Raymond Leavis, que dedicou sua vida a mostrar para as pessoas que a literatura de ficção é uma meditação sobre as possibilidades da vida moral humana. Na medida em que concebe enredos e situações possíveis, você está pesando um nível de responsabilidade moral que está presente na infinidade das situações humanas mais particulares e até indescritíveis. Ora, São Tomás de Aquino dizia que o «grande problema da moral é que a regra é a mesma, mas as situações são infinitamente variadas». Então, você não sabe como entender a regra geral em relação a cada situação. Ao mesmo tempo, você não pode viver todas as situações humanas, mas pode imaginá-las. Você pode ampliar o seu imaginário até ser capaz de compreender as situações humanas, as mais diferentes possíveis, e as mais afastadas da sua experiência imediata. Como é que nós fazemos isso? Por imaginação e pela literatura de ficção. Sem isso você simplesmente não compreende as situações. Não compreende a delicadeza e a subtileza das situações. Se você não compreende a delicadeza e a subtileza das situações, você vai julgar os seres humanos mediante uma projeção ingênua da sua própria pessoa sobre eles, sem entender exatamente o que está se passando com eles.(…)<br />
<br />
Vivenciar imaginativamente as mais variadas possibilidades de vida humanas, de situações humanas, de dramas humanos, de conflitos humanos, é o aprimoramento da sua imaginação moral, e não há outro instrumento para isso. Portanto, a grande literatura tem uma função eminentemente educativa e, pior: só ela tem essa função educativa. O simples raciocínio lógico, moral, não serve para isso. Mesmo as obras de filosofia moral e de teologia moral mais sublimes que existem, não servem para isso; por exemplo, uma grande obra-prima como a “Teologia Moral” de Santo Afonso de Ligório, são oito volumes onde ele vai estudando as mais diferentes situações. Santo Afonso de Ligório era bastante detalhado, mas em comparação com a variedade real das situações humanas, aquilo é nada. Ou seja: o pensamento lógico jamais poderia abranger a totalidade da situações, é necessário uma imaginação poderosa, porque através da imaginação você se identifica com os outros.(…)<br />
<br />
Porém, o tempo que eu vejo as pessoas perdendo, fazendo julgamentos morais sobre coisas que não entendem, é um negócio terrível. Então, por que em vez de fazer julgamentos morais, se tem tanto interesse em moralidade, você não tenta ampliar a sua percepção moral através da leitura ds grandes obras de literatura? Não há uma grande narrativa, romance, conto, novela, peça de teatro que não seja baseada num conflito moral. Pelo número de romances, contos, novelas e peças de teatro existentes, você imagina o número de conflitos morais diferentes que podem existir.Você tem a solução de todos eles na cabeça? Não.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[10] “Cada personagem, cada situação ficcional, cada emoção, cada ambigüidade e cada paradoxo da narrativa tem de se impregnar na sua mente como possibilidade humana concreta, reconhecivel na vida real — na sua própria e na das pessoas que você conhece. Tem de se transformar num ÓRGÃO DE PERCEPÇÃO.<br />
Só assim a leitura literária vale a pena e tem verdadeiro poder educativo. Faça isso com obras da literatura dos dois últimos séculos durante alguns anos, e depois você lerá a Bíblia com olhos mais penetrantes.<br />
<br />
É preciso evitar, naquelas, todo tecnicismo acadêmico e, nesta, toda especulação teológica. Não ‘analise’ o texto, apenas guarde os conteúdos na memória até que eles próprios comecem a lhe mostrar o que desejam lhe mostrar.<br />
<br />
Análises técnicas e especulações teológicas, só muitos anos depois de ter assimilado muitos textos dessa maneira. Antes, não.<br />
Leia tudo como se fosse narrativa de acontecimentos reais, sentindo intensamente a presença das situações, personagens, conflitos, etc. Acredite em tudo como se estivesse vendo com os próprios olhos ou vivenciando você mesmo as situações.<br />
<br />
Com essa prática, aos poucos as histórias da Bíblia se tornarão tão transparentes para você como se fossem notícias de hoje em dia, sem que você precise “interpretá-las”.<br />
<br />
___<br />
<br />
[11] É preciso ler a Bíblia sem a carga de lições morais e teológicas que geralmente antecedem e deformam a sua leitura. É preciso lê-la como se você estivesse VENDO tudo se passar diante dos seus olhos ou mesmo sentindo na carne como se você fosse um dos personagens. Mas você não conseguirá fazer isso com a Bíblia se antes não fizer o mesmo com MUITAS histórias da literatura simplesmente humana.<br />
<br />
Tem muita gente que discute Bíblia o dia inteiro e até hoje não entendeu isso.”<br />
<br />
___<br />
<br />
[12] “Por que o sujeito que estuda muita literatura é um homem culto e o homem que estuda muita física, muita matemática (ou quaisquer outras disciplinas especializadas) não é?<br />
<br />
Em primeiro lugar, todas as descobertas científicas se refletem na literatura de algum modo. Então, o sujeito que lê bastante literatura algo ele sabe da teoria da relatividade, da teoria quântica e da influência da física na sociedade. Contudo, nada da literatura universal está referido nos livros de física. Assim, lendo literatura ele saberá algo de física, mas lendo física ele não conhecerá a literatura. Essa é a primeira observação de ordem mais prática e imediata.<br />
<br />
Em segundo lugar, a literatura usa a linguagem corrente entre as pessoas. Ela procura repetir o estado da linguagem na sociedade (…) A linguagem que é utilizada pelo escritor é a linguagem da própria sociedade, ao passo que a linguagem da física não é a linguagem da sociedade, é somente a linguagem dos físicos. Isso quer dizer que o homem que absorveu cultura literária tem os instrumentos linguísticos para dialogar com a sociedade. A literatura lhe dá isso. Mas o estudo da física, da química, não vai lhe dar isso de maneira alguma.<br />
<br />
Em terceiro lugar, os assuntos abordados pela literatura são assuntos de interesse geral: a vida humana, o destino humano, os dramas humanos. Todo mundo tem vida, destino e dramas, incluindo os físicos. Ao passo que os problemas abordados pelos físicos, ainda que estejam presentes na sociedade, não fazem necessariamente parte da consciência das pessoas. O teu desconhecimento acerca das partículas subatômicas não afetará fundamentalmente as tuas decisões na vida. Mas problemas referentes ao amor, à morte, ao ódio, à tristeza, ao casamento, às relações humanas todo mundo tem. Então de cara o assunto do qual a literatura trata é a vida de todo mundo, e não a vida de um grupo especializado.<br />
<br />
Em quarto lugar, repare no seguinte: alguma forma de literatura narrativa é encontrada em todas as culturas, mesmo nas mais primitivas. Ao passo que outros departamentos do conhecimento, como, digamos, uma técnica matemática mais avançada, são encontrados somente em algumas. Mas a cultura narrativa é onipresente. E, sendo onipresente, nós podemos dizer que ela é a primeira e mais básica forma de cultura”.<br />
<br />
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<br />
[13] ”Na leitura de um romance ou de uma peça o negócio é você tentar primeiro estabelecer comunicação com o autor. O resto vem depois. Mas os convites para você desviar a atenção do essencial são inúmeros. Porque como você está lidando com uma história que é uma especulação sobre as possibilidades da vida humana, o autor dessa história, pensando bem, está falando de uma coisa muito grave e que diz respeito a você. É o famoso adágio latino ‘De te fabula narratur’, ou seja, a história contada é a sua. Para entender isso você precisa estar num estado de abertura do próprio coração, numa abertura de sinceridade. Acontece que essa atitude cria uma tensão, um nervosismo. E você pode tentar aliviar essa tensão baixando a qualidade da sua atenção para os aspectos lógicos ou verbais da narrativa para você sentir que saiu da história, que ela não é mais a seu respeito. Você corta o fio que te liga à situação real. Daí é evidente que você não está entendendo mais nada.<br />
<br />
A contradição e a tensão são as marcas do personagem real. E se são as marcas do personagem real, quer dizer que a atitude do leitor também precisa ser de tensão. Essa tensão será a marca da consciência. E o estudo literário ou é um treinamento da consciência, para que ela seja capaz de abarcar uma extensão cada vez maior e mais complexa de dados, ou é uma brincadeira universitária. Isto que eu estou dizendo está a tantas léguas da preocupação de qualquer ensino universitário no Brasil que eu nem sei se entenderiam do que eu estou falando. Isto que até os anos 60-70 seria facilmente compreendido em qualquer meio universitário, hoje não dá mais. Claro que os estudos que não implicam tensão de consciência mas apenas QI podem ser feitos por qualquer pessoa independentemente do seu grau de consciência e maturidade. Porque habilidades parciais são uma coisa e consistência da personalidade é outra. Mas a verdadeira educação visa ao indivíduo real enquanto sujeito de seus atos, moralmente responsável e eventualmente culpado. Então não há educação possível sem a ideia da responsabilidade e da culpa, e sem essa tensão de consciência da qual estou falando”.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Marcações de livros do acervo da real e outros livros]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5679</link>
			<pubDate>Thu, 18 Aug 2022 08:28:35 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5679</guid>
			<description><![CDATA[Confrades estou criando esse tópico para fazer marcações dos livros do acervo da Real, e também de outros livros para não lotar o outro tópico que é mais para indicações de livros.<br />
<br />
Esse tópico é exclusivamente para marcações de trechos, livros que o autor indica, ou qualquer coisa que vcs marcaram, isso até ajuda a incentivar a pessoa a ler um dos livros.<br />
<br />
Eu estou fazendo uma leitura do acervo da real e estou começando pelo "blogs realistas".<br />
<br />
"Não caiam na armadilha de fingirem que são durões. Melhor que <br />
fingir que somos durões, é sermos de fato! E se quisermos ser <br />
durões de verdade, temos que matar de verdade as fraquezas, que sã<br />
o as paixões. E isso não é questão de fazer esforços para sermos <br />
insensíveis ou sem sentimentos. É questão de assimilar tais <br />
sentimentos pela compreensão, o que requer que os deixemos fluir <br />
enquanto os observamos sem identificação"<br />
 <br />
(o homem e as emoções by: profeta do apocalipse maio 23/2011 )]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Confrades estou criando esse tópico para fazer marcações dos livros do acervo da Real, e também de outros livros para não lotar o outro tópico que é mais para indicações de livros.<br />
<br />
Esse tópico é exclusivamente para marcações de trechos, livros que o autor indica, ou qualquer coisa que vcs marcaram, isso até ajuda a incentivar a pessoa a ler um dos livros.<br />
<br />
Eu estou fazendo uma leitura do acervo da real e estou começando pelo "blogs realistas".<br />
<br />
"Não caiam na armadilha de fingirem que são durões. Melhor que <br />
fingir que somos durões, é sermos de fato! E se quisermos ser <br />
durões de verdade, temos que matar de verdade as fraquezas, que sã<br />
o as paixões. E isso não é questão de fazer esforços para sermos <br />
insensíveis ou sem sentimentos. É questão de assimilar tais <br />
sentimentos pela compreensão, o que requer que os deixemos fluir <br />
enquanto os observamos sem identificação"<br />
 <br />
(o homem e as emoções by: profeta do apocalipse maio 23/2011 )]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Eleva o seu espírito em 40 dias [DEVOCIONAL]]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5634</link>
			<pubDate>Sun, 17 Jul 2022 15:36:05 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5634</guid>
			<description><![CDATA[Salve!<br />
<br />
Quero compartilha com você um livro que me ajudou muito a quebrar muitas crenças limitantes na minha vida. Para quem não está antenado, postei uns 3 anos atrás sobre uma dificuldade para falar em público. Nessa jornada até aqui, descobri que não é somente um receio natural de uma possível ameaça (de exposição), mas de algo ao ponto de ser um transtorno. (Darei um pouco mais de detalhe futuramente.) <br />
<br />
Juntamente com um vício comportamental de pornografia (cobrem <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">como a pornografia destruiu o meu cérebro por 11 anos</span>) a minha mente, coração e espírito ficaram um caos. [...] Fiquei tão na merda que perdi o rumo da vida. Comecei a me questionar sobre o meu propósito de vida. Felizmente, eu cresci num ambiente aonde tive contato com a palavra, o que criou uma semente em mim. No entanto, muitas coisas sufocam as poucas mensagens que chegam até mim (Parábola do Semeador), me fazendo perder o foco com facilidade. [...]<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Introdução</span><br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>Em "<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Mateus, quando perguntado </span></span><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">«qual é o grande mandamento da Lei?»</span></span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"> (</span></span><a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Mateus/XXII#22:36" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #3366bb;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Mateus 22:36</span></span></a><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">), a resposta de Jesus foi: </span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. </span></span>[...]". </span></span></blockquote>
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><br />
Eu precisa de uma referência imutável e acredito que Deus seja esta. Não está sendo fácil me entregar por completo a Jesus. Como citei, há indícios de crenças + algo latente de que me "trava" de prosseguir; porém graças a benevolência de Deus, estas estão se revelando aos poucos.</span></span><br />
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">TUDO COMEÇA EM DEUS!</span><br />
<br />
<br />
 O livro <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Uma vida com propósito</span> de Rick Warren ajudou a revelar certos <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">vazios</span>, <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">carências</span>, <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">medos</span>, <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">crenças </span>que eu tenho e me trava, sem sequer eu imaginar. Ele me chamou ainda mais a atenção quando o nadador MICHAEL PHELPS, em uma entrevista, revelou o quanto este humilde livro o ajudou a lidar o momento mais dificil da sua vida: "Quando eu não queria mais estar vivo"<br />
<br />
<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">
<br />
Revelação:<br />
<br />
<!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/wEB_e-dVOok" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --><br />
<br />
Como o livrou o ajudou:<br />
<br />
<!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/lpr3vYyAV4Q" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --><br />
<br />
</div></div></div>
<br />
<br />
Meu sentimento foi parecido. O sentimento de está transgredindo algo importante (lúxuria) para Deus machucava e ainda machuca. Cheguei a pensar que se fosse para ficar corrompendo algo santo, era melhor não está aqui. Contudo, eu nunca iria tirar a minha vida (sem coragem?!), de me entregar e se dar como derrotado (o ego falou alto aqui). Até porque o meu espírito sempre foi de viver, de ser livre, vide o avatar. A luta para tirar esses espinhos da minha casa está sendo diária, vezes perco a força, mas ainda não perdi a esperança. <br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">DESPERTAR ESPIRITUAL EM 40 DIAS - UMA VIDA COM PROPÓSITO</span></span></span><br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><img src="https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/819vAxr3bVL.jpg" width="400" height="600" alt="[Image: 819vAxr3bVL.jpg]" class="mycode_img" /></span></span></span></div>
<br />
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Quando adquire</span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"> o livro, eu sabia que leria novamente pelo menos umas 3x.  Pois, trata-se de um devocional em 40 dias. Com muitas questões que vão se revelando a cada dia que passa. Se conectando com respostas de capítulos passados. <br />
<br />
Sendo assim, eu recomendo que leem a primeira vez como é proposto. Um capítulo por dia. Até porque, no final de cada dia, há umas questões para refletir. E até a leitura do próximo dia, dá tempo, ao menos de começa a pensar nessas questões. A versão expandida conta com um QR code com o link para um video no Youtube onde o autor, o Pastor Rick Warren, introduz os </span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">capítulos.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Observação: Esse livro utiliza 15 versões da Bíblia, sendo apenas 6 delas encontradas em correspondências em língua portuguesa.<br />
</span></span><br />
Sumário:<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>Afinal de contas, por que estou aqui?<br />
<br />
Dia 1 - Tudo começa com Deus - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=khc0tosCzO0" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Introdução</a><br />
Dia 2 - Você não é um acidente<br />
Dia 3 - o que dirige a sua vida?<br />
Dia 4 - Criando para ser eterno<br />
Dia 5 - Enxergando a vida do ponto de vista de Deus<br />
Dia 6 - A vida é uma atribuição temporária<br />
Dia 7 - A razão de tudo<br />
<br />
Propósito 1 - Você foi planejado para agradar a Deus<br />
<br />
Dia 8 - Planejado para agradar a Deus<br />
Dia 9 - o que faz Deus sorrir?<br />
Dia 10 - A essência da adoração<br />
Dia 11 - tornando-se amigo de Deus<br />
Dia 12 - Desenvolvendo uma amizade com Deus<br />
Dia 13 - A adoração que agrada Deus<br />
Dia 14 - Quando Deus parece distante<br />
<br />
Propósito 2 - Você foi formado para fazer parte da família de Deus<br />
<br />
Dia 15 - Formado para fazer parte da família de Deus<br />
Dia 16 - O que realmente importa<br />
Dia 17 - Um lugar ao qual pertencer<br />
Dia 18 - Tento uma vida em comum<br />
Dia 19 - Cultivando a comunidade<br />
Dia 20 - Restaurando a comunhão<br />
Dia 21 - Protegendo a sua igreja<br />
<br />
Propósito 3 - Você foi criado para se tornar semelhante a Cristo<br />
<br />
Dia 22 - Criado para se tornar semelhante a Cristo<br />
Dia 23 - Como crescemos<br />
Dia 24 - Transformado pela verdade<br />
Dia 25 - Transformado pela provação<br />
Dia 26 - Crescendo por meio da tentação<br />
Dia 27 - Derrotando a tentação<br />
Dia 28 - Isso leva tempo!<br />
<br />
Propósito 4 - Você foi moldado para servir a Deus<br />
<br />
Dia 29 - Aceitando a sua missão<br />
Dia 30 - Formado para servir a Deus<br />
Dia 31 - Entendendo a sua F.O.R.M.A.<br />
Dia 32 - Usando o que Deus deu a você<br />
Dia 33 - Como agem os verdadeiros servos<br />
Dia 34 - Pensando com servo<br />
Dia 35 - o poder de Deus na fraqueza<br />
<br />
Propósito 5 - Você foi feito para uma missão<br />
<br />
Dia 36 - Feito para uma missão<br />
Dia 37 - Partilhando sua mensagem de vida<br />
Dia 38 - Tornando-se um cristão com excelência<br />
Dia 39 - Equilibrando sua vida<br />
Dia 40 - Vivendo com propósitos<br />
<br />
[versão expandida]<br />
<br />
Bônus <br />
<br />
Dia 41 - A armadilha da inveja<br />
Dia 42 - A armadilha da aprovação<br />
<br />
Apêndice 1 - Questões para debate<br />
Apêndice 2 - Recursos para vida dirigida por propósito<br />
Apêndice 3 - Por que utilizar tantas traduções da Bíblia?<br />
<br />
Sobre o autor</blockquote>
<br />
<br />
Levei mais de 60 dias para completar essa jornada, pois perdi o foco/ânimo várias vezes devido ao vício em pornografia. Sobretudo, Lerei com muito mais entendimento e tempo para mediação.<br />
<br />
EU RECOMENDO FORTEMENTE ESTE LIVRO PARA TODOS, ATÉ MESMO OS ATEUS!<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">Boa Jornada!</span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Salve!<br />
<br />
Quero compartilha com você um livro que me ajudou muito a quebrar muitas crenças limitantes na minha vida. Para quem não está antenado, postei uns 3 anos atrás sobre uma dificuldade para falar em público. Nessa jornada até aqui, descobri que não é somente um receio natural de uma possível ameaça (de exposição), mas de algo ao ponto de ser um transtorno. (Darei um pouco mais de detalhe futuramente.) <br />
<br />
Juntamente com um vício comportamental de pornografia (cobrem <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">como a pornografia destruiu o meu cérebro por 11 anos</span>) a minha mente, coração e espírito ficaram um caos. [...] Fiquei tão na merda que perdi o rumo da vida. Comecei a me questionar sobre o meu propósito de vida. Felizmente, eu cresci num ambiente aonde tive contato com a palavra, o que criou uma semente em mim. No entanto, muitas coisas sufocam as poucas mensagens que chegam até mim (Parábola do Semeador), me fazendo perder o foco com facilidade. [...]<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Introdução</span><br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>Em "<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Mateus, quando perguntado </span></span><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">«qual é o grande mandamento da Lei?»</span></span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"> (</span></span><a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Mateus/XXII#22:36" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #3366bb;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Mateus 22:36</span></span></a><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">), a resposta de Jesus foi: </span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. </span></span>[...]". </span></span></blockquote>
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><br />
Eu precisa de uma referência imutável e acredito que Deus seja esta. Não está sendo fácil me entregar por completo a Jesus. Como citei, há indícios de crenças + algo latente de que me "trava" de prosseguir; porém graças a benevolência de Deus, estas estão se revelando aos poucos.</span></span><br />
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">TUDO COMEÇA EM DEUS!</span><br />
<br />
<br />
 O livro <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Uma vida com propósito</span> de Rick Warren ajudou a revelar certos <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">vazios</span>, <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">carências</span>, <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">medos</span>, <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">crenças </span>que eu tenho e me trava, sem sequer eu imaginar. Ele me chamou ainda mais a atenção quando o nadador MICHAEL PHELPS, em uma entrevista, revelou o quanto este humilde livro o ajudou a lidar o momento mais dificil da sua vida: "Quando eu não queria mais estar vivo"<br />
<br />
<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">
<br />
Revelação:<br />
<br />
<!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/wEB_e-dVOok" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --><br />
<br />
Como o livrou o ajudou:<br />
<br />
<!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/lpr3vYyAV4Q" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --><br />
<br />
</div></div></div>
<br />
<br />
Meu sentimento foi parecido. O sentimento de está transgredindo algo importante (lúxuria) para Deus machucava e ainda machuca. Cheguei a pensar que se fosse para ficar corrompendo algo santo, era melhor não está aqui. Contudo, eu nunca iria tirar a minha vida (sem coragem?!), de me entregar e se dar como derrotado (o ego falou alto aqui). Até porque o meu espírito sempre foi de viver, de ser livre, vide o avatar. A luta para tirar esses espinhos da minha casa está sendo diária, vezes perco a força, mas ainda não perdi a esperança. <br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">DESPERTAR ESPIRITUAL EM 40 DIAS - UMA VIDA COM PROPÓSITO</span></span></span><br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"><img src="https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/819vAxr3bVL.jpg" width="400" height="600" alt="[Image: 819vAxr3bVL.jpg]" class="mycode_img" /></span></span></span></div>
<br />
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Quando adquire</span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font"> o livro, eu sabia que leria novamente pelo menos umas 3x.  Pois, trata-se de um devocional em 40 dias. Com muitas questões que vão se revelando a cada dia que passa. Se conectando com respostas de capítulos passados. <br />
<br />
Sendo assim, eu recomendo que leem a primeira vez como é proposto. Um capítulo por dia. Até porque, no final de cada dia, há umas questões para refletir. E até a leitura do próximo dia, dá tempo, ao menos de começa a pensar nessas questões. A versão expandida conta com um QR code com o link para um video no Youtube onde o autor, o Pastor Rick Warren, introduz os </span></span><span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">capítulos.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #202122;" class="mycode_color"><span style="font-family: sans-serif;" class="mycode_font">Observação: Esse livro utiliza 15 versões da Bíblia, sendo apenas 6 delas encontradas em correspondências em língua portuguesa.<br />
</span></span><br />
Sumário:<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>Afinal de contas, por que estou aqui?<br />
<br />
Dia 1 - Tudo começa com Deus - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=khc0tosCzO0" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Introdução</a><br />
Dia 2 - Você não é um acidente<br />
Dia 3 - o que dirige a sua vida?<br />
Dia 4 - Criando para ser eterno<br />
Dia 5 - Enxergando a vida do ponto de vista de Deus<br />
Dia 6 - A vida é uma atribuição temporária<br />
Dia 7 - A razão de tudo<br />
<br />
Propósito 1 - Você foi planejado para agradar a Deus<br />
<br />
Dia 8 - Planejado para agradar a Deus<br />
Dia 9 - o que faz Deus sorrir?<br />
Dia 10 - A essência da adoração<br />
Dia 11 - tornando-se amigo de Deus<br />
Dia 12 - Desenvolvendo uma amizade com Deus<br />
Dia 13 - A adoração que agrada Deus<br />
Dia 14 - Quando Deus parece distante<br />
<br />
Propósito 2 - Você foi formado para fazer parte da família de Deus<br />
<br />
Dia 15 - Formado para fazer parte da família de Deus<br />
Dia 16 - O que realmente importa<br />
Dia 17 - Um lugar ao qual pertencer<br />
Dia 18 - Tento uma vida em comum<br />
Dia 19 - Cultivando a comunidade<br />
Dia 20 - Restaurando a comunhão<br />
Dia 21 - Protegendo a sua igreja<br />
<br />
Propósito 3 - Você foi criado para se tornar semelhante a Cristo<br />
<br />
Dia 22 - Criado para se tornar semelhante a Cristo<br />
Dia 23 - Como crescemos<br />
Dia 24 - Transformado pela verdade<br />
Dia 25 - Transformado pela provação<br />
Dia 26 - Crescendo por meio da tentação<br />
Dia 27 - Derrotando a tentação<br />
Dia 28 - Isso leva tempo!<br />
<br />
Propósito 4 - Você foi moldado para servir a Deus<br />
<br />
Dia 29 - Aceitando a sua missão<br />
Dia 30 - Formado para servir a Deus<br />
Dia 31 - Entendendo a sua F.O.R.M.A.<br />
Dia 32 - Usando o que Deus deu a você<br />
Dia 33 - Como agem os verdadeiros servos<br />
Dia 34 - Pensando com servo<br />
Dia 35 - o poder de Deus na fraqueza<br />
<br />
Propósito 5 - Você foi feito para uma missão<br />
<br />
Dia 36 - Feito para uma missão<br />
Dia 37 - Partilhando sua mensagem de vida<br />
Dia 38 - Tornando-se um cristão com excelência<br />
Dia 39 - Equilibrando sua vida<br />
Dia 40 - Vivendo com propósitos<br />
<br />
[versão expandida]<br />
<br />
Bônus <br />
<br />
Dia 41 - A armadilha da inveja<br />
Dia 42 - A armadilha da aprovação<br />
<br />
Apêndice 1 - Questões para debate<br />
Apêndice 2 - Recursos para vida dirigida por propósito<br />
Apêndice 3 - Por que utilizar tantas traduções da Bíblia?<br />
<br />
Sobre o autor</blockquote>
<br />
<br />
Levei mais de 60 dias para completar essa jornada, pois perdi o foco/ânimo várias vezes devido ao vício em pornografia. Sobretudo, Lerei com muito mais entendimento e tempo para mediação.<br />
<br />
EU RECOMENDO FORTEMENTE ESTE LIVRO PARA TODOS, ATÉ MESMO OS ATEUS!<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">Boa Jornada!</span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Sites para baixar e-books e sites com informações de livros, listas etc]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5507</link>
			<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 21:36:28 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5507</guid>
			<description><![CDATA[Então confrades, vou passar alguns link de sites que eu baixo meus livros digitais, talvez todos eles já deve ser conhecido de vocês, mas se souberem algum outro site que baixe livros, ou site com algum conteúdo útil para livros, por exemplo um site de dicas ou listas de livros compartilhe conosco. <br />
<br />
<br />
Todos são gratuitos:<br />
<br />
<br />
1) Docero: <a href="https://docero.com.br/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://docero.com.br/</a><br />
<br />
2) Elivros: <a href="https://m.elivros.love/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://m.elivros.love/</a><br />
<br />
3) Lelivros: <a href="https://lelivros.love/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://lelivros.love/</a><br />
<br />
4) Zlibrary: <a href="https://pt.book4you.org/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://pt.book4you.org/</a><br />
<br />
O Zlibrary é o meu favorito, nele você pode baixar 10 livros por dia, mas se você tiver uns 5 emails você baixa uns 50 por dia por exemplo.<br />
<br />
Todos eles tem como baixar em vários formatos, PDF, mobi. Eu baixo todos em mobi e leio pelo Kindle.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Então confrades, vou passar alguns link de sites que eu baixo meus livros digitais, talvez todos eles já deve ser conhecido de vocês, mas se souberem algum outro site que baixe livros, ou site com algum conteúdo útil para livros, por exemplo um site de dicas ou listas de livros compartilhe conosco. <br />
<br />
<br />
Todos são gratuitos:<br />
<br />
<br />
1) Docero: <a href="https://docero.com.br/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://docero.com.br/</a><br />
<br />
2) Elivros: <a href="https://m.elivros.love/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://m.elivros.love/</a><br />
<br />
3) Lelivros: <a href="https://lelivros.love/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://lelivros.love/</a><br />
<br />
4) Zlibrary: <a href="https://pt.book4you.org/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://pt.book4you.org/</a><br />
<br />
O Zlibrary é o meu favorito, nele você pode baixar 10 livros por dia, mas se você tiver uns 5 emails você baixa uns 50 por dia por exemplo.<br />
<br />
Todos eles tem como baixar em vários formatos, PDF, mobi. Eu baixo todos em mobi e leio pelo Kindle.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Mário Ferreira dos Santos]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5370</link>
			<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 17:50:00 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5370</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: xx-large;" class="mycode_size">Mário Ferreira dos Santos</span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align">Postado por ThothEnki no fórum Mundo Realista em 15/12/2012</div>
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">“Quando a obra de um único autor é mais rica e poderosa que a cultura inteira do seu país, das duas uma: ou o país consente em aprender com ele ou recusa o presente dos céus e inflige a si próprio o merecido castigo pelo pecado da soberba, condenando-se ao definhamento intelectual e a todo o cortejo de misérias morais que necessariamente o acompanham.”</span><br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><img src="https://i.postimg.cc/Dwj1Vy79/i215400.jpg" alt="[Image: i215400.jpg]" class="mycode_img" /></div>
<br />
Infelizmente quanto à obra de Mário Ferreira dos Santos foi a segunda opção que prevaleceu, sendo então sua história escondida, suas obras não divulgadas. Tudo, ao que consta, graças à derrota de Caio Prado Júnior, ‘intelectual’ do Partido Comunista Brasileiro, que sofreu um vexame histórico ao debater em público com Mário e ter seu discurso comunista corrigido e refutado arduamente. Contribuindo a isso tem-se o não interesse de publicação por parte de editoras e Mário vende seus livros então de porta em porta. Porém a leitura é difícil, revisões eram necessárias às obras e isso torna-se também fator limitante ao sucesso do autor.<br />
<br />
Dentre suas obras “Filosofia Concreta” traz uma sequência de afirmações auto-evidentes e conclusões bem fundadas nelas – uma ambiciosa e bem sucedida tentativa de descrever a realidade como deve-se concebê-la para que afirmações científicas façam sentido.<br />
<br />
Mário analisa o que foi investigado por filósofos ao longo de vinte e quatro séculos, encontrando o ponto de convergência, construindo e sintetizando os métodos de demonstração para fundamentá-los sob todos os ângulos concebíveis.<br />
<br />
Criador da filosofia concreta, define-a como um conhecimento circular que conexiona tudo o que pertença ao objeto estudado, desde sua definição geral até sua inserção em postos maiores e seu posto na ordem dos conhecimentos.<br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">“O que está em jogo não é o futuro de Mário Ferreira dos Santos: é o futuro de um país que a ele não deu nada, nem mesmo um reconhecimento da boca para fora, mas ao qual ele pode dar uma nova vida no espírito.”</span></div>
<br />
Fonte: <a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/0906dicta.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Olavo de Carvalho</a><br />
<br />
<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">Quando a obra de um único autor é mais rica e poderosa que a cultura inteira do seu país, das duas uma: ou o país consente em aprender com ele ou recusa o presente dos céus e inflige a si próprio o merecido castigo pelo pecado da soberba, condenando-se ao definhamento intelectual e a todo o cortejo de misérias morais que necessariamente o acompanham.<br />
<br />
Mário Ferreira ocupa no Brasil uma posição similar à de Giambattista Vico na cultura napolitana do século XVIII ou de Gottfried von Leibniz na Alemanha da mesma época: um gênio universal perdido num ambiente provinciano incapaz não só de compreendê-lo, mas de enxergá-lo. Leibniz ainda teve o recurso de escrever em francês e latim, abrindo assim algum diálogo com interlocutores estrangeiros. Mário está mais próximo de Vico no seu isolamento absoluto, que faz dele uma espécie de monstro. Quem, num ambiente intelectual prisioneiro do imediatismo mais mesquinho e do materialismo mais deprimente – materialismo compreendido nem mesmo como postura filosófica, mas como vício de só crer no que tem impacto corporal –, poderia suspeitar que, num escritório modesto da Vila Olimpia, na verdade uma passagem repleta de livros entre a cozinha e a sala de visitas, um desconhecido discutia em pé de igualdade com os grandes filósofos de todas as épocas, demolia com meticulosidade cruel as escolas de pensamento mais em moda e sobre seus escombros erigia um novo padrão de inteligibilidade universal?<br />
<br />
Os problemas que Mário enfrentou foram os mais altos e complexos da filosofia, mas, por isso mesmo, estão tão acima das cogitações banais da nossa intelectualidade, que esta não poderia defrontar-se com ele sem passar por uma metanóia, uma conversão do espírito, a descoberta de uma dimensão ignorada e infinita. Foi talvez a premonição inconsciente do terror e do espanto – do thambos aristotélico – que a impeliu a fugir dessa experiência, buscando abrigo nas suas miudezas usuais e definhando pouco a pouco, até chegar à nulidade completa; decerto o maior fenômeno de auto-aniquilação intelectual já transcorrido em tempo tão breve em qualquer época ou país. A desproporção entre o nosso filósofo e os seus contemporâneos – muito superiores, no entanto, à atual geração – mede-se por um episódio transcorrido num centro anarquista, em data que agora me escapa, quando se defrontaram, num debate, Mário e o então mais eminente intelectual oficial do Partido Comunista Brasileiro, Caio Prado Júnior. Caio falou primeiro, respondendo desde o ponto de vista marxista à questão proposta como Leitmotiv do debate. Quando ele terminou, Mário se ergueu e disse mais ou menos o seguinte:<br />
<br />
– Lamento informar, mas o ponto de vista marxista sobre os tópicos escolhidos não é o que você expôs. Vou portanto refazer a sua conferência antes de fazer a minha.<br />
<br />
E assim fez. Muito apreciado no grupo anarquista, não por ser integralmente um anarquista ele próprio, mas por defender as idéias econômicas de Pierre-Joseph Proudhon, Mário jamais foi perdoado pelos comunistas por esse vexame imposto a uma vaca sagrada do Partidão. O fato pode ter contribuído em algo para o muro de silêncio que cercou a obra do filósofo desde a sua morte. O Partido Comunista sempre se arrogou a autoridade de tirar de circulação os autores que o incomodavam, usando para isso a rede de seus agentes colocados em altos postos na mídia, no mundo editorial e no sistema de ensino. A lista dos condenados ao ostracismo é grande e notável. Mas, no caso de Mário, não creio que tenha sido esse o fator decisivo. O Brasil preferiu ignorar o filósofo simplesmente porque não sabia do que ele estava falando. Essa confissão coletiva de inépcia tem, decerto, o atenuante de que as obras do filósofo, publicadas por ele mesmo e vendidas de porta em porta com um sucesso que contrastava pateticamente com a ausência completa de menções a respeito na mídia cultural, vinham impressas com tantas omissões, frases truncadas e erros gerais de revisão, que sua leitura se tornava um verdadeiro suplício até para os estudiosos mais interessados – o que, decerto, explica mas não justifica. A desproporção evidenciada naquele episódio torna-se ainda mais eloqüente porque o marxismo era o centro dominante ou único dos interesses intelectuais de Caio Prado Júnior, ao passo que, no horizonte infinitamente mais vasto dos campos de estudo de Mário Ferreira, era apenas um detalhe ao qual ele não poderia ter dedicado senão alguns meses de atenção: nesses meses, aprendera mais do que o especialista que dedicara ao assunto uma vida inteira.<br />
<br />
A mente de Mário Ferreira era tão formidavelmente organizada que para ele era a coisa mais fácil localizar imediatamente no conjunto da ordem intelectual qualquer conhecimento novo que lhe chegasse desde área estranha e desconhecida. Numa outra conferência, interrogado por um mineralogista de profissão que desejava saber como aplicar ao seu campo especializado as técnicas lógicas que Mário desenvolvera, o filósofo respondeu que nada sabia de mineralogia mas que, por dedução desde os fundamentos gerais da ciência, os princípios da mineralogia só poderiam ser tais e quais – e enunciou quatorze. O profissional reconheceu que, desses, só conhecia oito.<br />
<br />
A biografia do filósofo é repleta dessas demonstrações de força, que assustavam a platéia, mas que para ele não significavam nada. Quem ouve as gravações das suas aulas, registradas já na voz cambaleante do homem afetado pela grave doença cardíaca que haveria de matá-lo aos 65 anos, não pode deixar de reparar na modéstia tocante com que o maior sábio já havido em terras lusófonas se dirigia, com educação e paciência mais que paternais, mesmo às platéias mais despreparadas e toscas. Nessas gravações, pouco se nota dos hiatos e incongruências gramaticais próprios da expressão oral, quase inevitáveis num país onde a distância entre a fala e a escrita se amplia dia após dia. As frases vêm completas, acabadas, numa seqüência hierárquica admirável, pronunciadas em recto tono, como num ditado.<br />
<br />
Quando me refiro à organização mental, não estou falando só de uma habilidade pessoal do filósofo, mas da marca mais característica de sua obra escrita. Se, num primeiro momento, essa obra dá a impressão de um caos inabarcável, de um desastre editorial completo, o exame mais demorado acaba revelando nela, como demonstrei na introdução à Sabedoria das Leis Eternas[1], um plano de excepcional clareza e integridade, realizado quase sem falhas ao longo dos 52 volumes da sua construção monumental, a Enciclopédia das Ciências Filosóficas.<br />
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Além dos maus cuidados editoriais – um pecado que o próprio autor reconhecia e que explicava, com justeza, pela falta de tempo –, outro fator que torna difícil ao leitor perceber a ordem por trás do caos aparente provém de uma causa biográfica. A obra escrita de Mário reflete três etapas distintas no seu desenvolvimento intelectual, das quais a primeira não deixa prever em nada as duas subseqüentes, e a terceira, comparada à segunda, é um salto tão formidável na escala dos graus de abstração que aí parecemos nos defrontar já não com um filósofo em luta com suas incertezas e sim com um profeta-legislador a enunciar leis reveladas ante as quais a capacidade humana de discutir tem de ceder à autoridade da evidência universal.<br />
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A biografia interior de Mário Ferreira é realmente um mistério, tão grandes foram os dois milagres intelectuais que a moldaram. O primeiro transformou um mero ensaísta e divulgador cultural em filósofo na acepção mais técnica e rigorosa do termo, um dominador completo das questões debatidas ao longo de dois milênios, especialmente nos campos da lógica e da dialética. O segundo fez dele o único – repito, o único – filósofo moderno que suporta uma comparação direta com Platão e Aristóteles. Este segundo milagre anuncia-se ao longo de toda a segunda fase da obra, numa seqüência de enigmas e tensões que exigiam, de certo modo, explodir numa tempestade de evidências e, escapando ao jogo dialético, convidar a inteligência a uma atitude de êxtase contemplativo. Mas o primeiro milagre, sobrevindo ao filósofo no seu quadragésimo-terceiro ano de idade, não tem nada, absolutamente nada, que o deixe prever na obra publicada até então. A família do filósofo foi testemunha do inesperado. Mário fazia uma conferência, no tom meio literário, meio filosófico dos seus escritos usuais, quando de repente pediu desculpas ao auditório e se retirou, alegando que “tivera uma idéia” e precisava anotá-la urgentemente. A idéia era nada mais, nada menos que as teses numeradas destinadas a constituir o núcleo da Filosofia Concreta, por sua vez coroamento dos dez volumes iniciais da Enciclopédia, que viriam a ser escritos uns ao mesmo tempo, outros em seguida, mas que ali já estavam embutidos de algum modo. A Filosofia Concreta é construída geometricamente como uma seqüência de afirmações auto-evidentes e de conclusões exaustivamente fundadas nelas – uma ambiciosa e bem sucedida tentativa de descrever a estrutura geral da realidade tal como tem de ser concebida necessariamente para que as afirmações da ciência façam sentido.<br />
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Mário denomina a sua filosofia “positiva”, mas não no sentido comteano. Positividade (do verbo “pôr”) significa aí apenas “afirmação”. O objetivo da filosofia positiva de Mário Ferreira é buscar aquilo que legitimamente se pode afirmar sobre o conjunto da realidade à luz do que foi investigado pelos filósofos ao longo de vinte e quatro séculos. Por baixo das diferenças entre escolas e correntes de pensamento, Mário discerne uma infinidade de pontos de convergência onde todos estiveram de acordo, mesmo sem declará-lo, e ao mesmo tempo vai construindo e sintetizando os métodos de demonstração necessários a fundamentá-los sob todos os ângulos concebíveis.<br />
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Daí que a filosofia positiva seja também “concreta”. Um conhecimento concreto, enfatiza ele, é um conhecimento circular, que conexiona tudo quanto pertence ao objeto estudado, desde a sua definição geral até os fatores que determinam a sua entrada e saída da existência, a sua inserção em totalidades maiores, o seu posto na ordem dos conhecimentos, etc. Por isso é que à seqüência de demonstrações geométricas se articula um conjunto de investigações dialéticas, de modo que aquilo que foi obtido na esfera da alta abstração seja reencontrado no âmbito da experiência mais singular e imediata. A subida e descida entre os dois planos opera-se por meio da decadialética, que enfoca o seu objeto sob dez aspectos:<br />
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1. Campo sujeito-objeto. Todo e qualquer ser, seja físico, espiritual, existente, inexistente, hipotético, individual, universal, etc. é simultaneamente objeto e sujeito, o que é o mesmo que dizer – em termos que não são os usados pelo autor – receptor e emissor de informações. Se tomarmos o objeto mais alto e universal – Deus –, Ele é evidentemente sujeito, e só sujeito, ontologicamente: gerando todos os processos, não é objeto de nenhum. No entanto, para nós, é objeto dos nossos pensamentos. Deus, que ontologicamente é puro sujeito, pode ser objeto do ponto de vista cognitivo. No outro extremo, um objeto inerte, como uma pedra, parece ser puro objeto, sem nada de sujeito. No entanto, é óbvio que ela está em algum lugar e emite aos objetos circundantes alguma informação sobre a sua presença, por exemplo, o peso com que ela repousa sobre outra pedra. Com uma imensa gradação de diferenciações, cada ente pode ser precisamente descrito nas suas respectivas funções de sujeito e objeto. Conhecer um ente é, em primeiro lugar, saber a diferenciação e a articulação dessas funções. Alguns exercícios para o leitor se aquecer antes de entrar no estudo da obra de Mário Ferreira: (1) Diferencie os aspectos e ocasiões em que um fantasma é sujeito e objeto. (2) E uma idéia abstrata, quando é sujeito, quando é objeto? (3) E um personagem de ficção, como Dom Quixote?<br />
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2. Campo da atualidade e virtualidade. Dado um ente qualquer, pode-se distinguir entre o que ele é efetivamente num certo momento e aquilo em que ele pode (ou não) se transformar no instante seguinte. Alguns entes abstratos, como por exemplo a liberdade ou a justiça, podem se transformar nos seus contrários. Mas um gato não pode se transformar num antigato.<br />
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3. Distinção entre as virtualidades (possibilidades reais) e as possibilidades não-reais, ou meramente hipotéticas. Toda possibilidade, uma vez logicamente enunciada, pode ser concebida como real ou irreal. Só podemos obter essa gradação pelo conhecimento dialético que temos das potências do objeto.<br />
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4. Intensidade e extensidade. Mário toma esses termos emprestados do físico alemão Wilhelm Ostwald (1853-1932), separando aquilo que só pode variar em diferença de estados, como por exemplo o sentimento de temor ou a plenitude de significados de uma palavra, e aquilo que se pode medir por meio de unidades homogêneas, como por exemplo linhas e volumes.<br />
<br />
5. Intensidade e extensidade nas atualizações. Quando os entes passam por mudanças, elas podem ser tanto de natureza intensiva quanto extensiva. A descrição precisa das mudanças exige a articulação dos dois pontos de vista.<br />
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6. Campo das oposições no sujeito: razão e intuição. O estudo de qualquer ente sob os cinco primeiros aspectos não pode ser feito só com base no que se sabe deles, mas tem de levar em conta a modalidade do seu conhecimento, especialmente a distinção entre os elementos racionais e intuitivos que entram em jogo.<br />
<br />
7. Campo das oposições da razão: conhecimento e desconhecimento. Se a razão fornece o conhecimento do geral e a intuição o do particular, em ambos os casos há uma seleção: conhecer é também desconhecer. Todos os dualismos da razão – concreto-abstrato, objetividade-subjetividade, finito-infinito, etc. – procedem da articulação entre conhecer e desconhecer. Não se conhece um objeto enquanto não se sabe o que tem de ser desconhecido para que ele se torne conhecido.<br />
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8. Campo das atualizações e virtualizações racionais. A razão opera sobre o trabalho da intuição, atualizando ou virtualizando, isto é, trazendo para o primeiro plano ou relegando para um plano de fundo os vários aspectos do objeto percebido. Toda análise crítica de conceitos abstratos supõe uma clara consciência do que aí foi atualizado e virtualizado.<br />
<br />
9. Campo das oposições da intuição. A mesma separação do atual e do virtual já acontece no nível da intuição, que é espontaneamente seletiva. Se, por exemplo, olhamos esta revista como uma singularidade, fazemos abstração dos demais exemplares da mesma tiragem. Tal como a razão, a intuição conhece e desconhece.<br />
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10. Campo do variante e do invariante. Não há fato absolutamente novo nem absolutamente idêntico a seus antecessores. Distinguir os vários graus de novidade e repetição é o décimo e último procedimento da decadialética.<br />
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Mário complementa o método com a pentadialética, uma distinção de cinco planos diferentes nos quais um ente ou fato pode ser examinado: como unidade, como parte de um todo do qual é elemento, como capítulo de uma série, como peça de um sistema (ou estrutura de tensões) e como parte do universo.<br />
<br />
Nos dez primeiros volumes da Enciclopédia, Mário aplica esses métodos à resolução de vários problemas filosóficos divididos segundo a distinção tradicional entre as disciplinas que compõem a filosofia – lógica, ontologia, teoria do conhecimento, etc. –, compondo assim a armadura geral com que, na segunda série, se aprofundará no estudo pormenorizado de determinados temas singulares.<br />
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Aconteceu que, na elaboração dessa segunda série, ele se deteve mais demoradamente no estudo dos números em Platão e Pitágoras, o que acabou por determinar o upgrade espetacular que marca a segunda metanóia do filósofo e os dez volumes finais da Enciclopédia, tal como expliquei na introdução à Sabedoria das Leis Eternas. O livro Pitágoras e o Tema do Número, um dos mais importantes do autor, dá testemunho da mutação. O que chamou a atenção de Mário foi que, na tradição pitagórico-platônica, os números não eram encarados como meras quantidades, no sentido em que são usados nas medições, mas sim como formas, isto é, articulações lógicas de relações possíveis. O que Pitágoras queria dizer com sua famosa afirmação de que “tudo são números” não é que todas as qualidades diferenciadoras podiam se reduzir a quantidades, mas que as quantidades mesmas eram por assim dizer qualitativas: cada uma delas expressava um certo tipo de articulação de tensões cujo conjunto formava um objeto. Mas, se de fato é assim, conclui Mário, a seqüência dos números inteiros não é apenas uma contagem, mas uma série ordenada de categorias lógicas. Contar é, mesmo inconscientemente, galgar os degraus de uma compreensão progressiva da estrutura do real. Vejamos, só para exemplificar, o que acontece no trânsito do número um ao número cinco. Todo e qualquer objeto é necessariamente uma unidade. Ens et unum convertuntur, “o ser e a unidade são a mesma coisa”, dirá Duns Scot. Ao mesmo tempo, porém, esse objeto conterá em si alguma dualidade essencial. Mesmo a unidade simples, ou Deus, não escapa ao dualismo gnoseológico do conhecido e do desconhecido, já que aquilo que Ele conhece de si mesmo é desconhecido por nós. Ao mesmo tempo, os dois aspectos da dualidade têm de estar ligados entre si, o que exige a presença de um terceiro elemento, a relação. Mas a relação, ao articular os dois aspectos anteriores, estabelece entre eles uma proporção, ou quaternidade. A quaternidade, considerada como forma diferenciada do ente cuja unidade abstrata captamos no princípio, é por sua vez uma quinta forma. E assim por diante.<br />
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A mera contagem exprime, sinteticamente, o conjunto das determinações internas e externas que compõem qualquer objeto material ou espiritual, atual ou possível, real ou irreal. Os números são portanto “leis” que expressam a estrutura da realidade. O próprio Mário confessa não saber se essa sua versão muito pessoal do pitagorismo coincide materialmente com a filosofia do Pitágoras histórico. Seja uma descoberta ou uma redescoberta, a filosofia de Mário descerra diante dos nossos olhos, de maneira diferenciada e meticulosamente acabada, um edifício doutrinal inteiro que, em Pitágoras – e mesmo em Platão – estava apenas embutido de maneira compacta e obscura. Ao mesmo tempo, em A Sabedoria dos Princípios e demais volumes finais da Enciclopédia, ele dá ao seu próprio projeto filosófico um alcance incomparavelmente maior do que se poderia prever até mesmo pela magistral Filosofia Concreta. A esta altura, aquilo que começara como conjunto de regras metodológicas se transmuta num sistema completo de metafísica, a mathesis megiste ou “ensinamento supremo”, ultrapassando de muito a ambição originária da Enciclopédia e elevando a obra de Mário Ferreira ao estatuto de uma das mais altas realizações do gênio filosófico de todos os tempos.<br />
<br />
Não tenho a menor dúvida de que, quando passar a atual fase de degradação intelectual e moral do país e for possível pensar numa reconstrução, essa obra, mais que qualquer outra, deve tornar-se o alicerce de uma nova cultura brasileira. A obra, em si, não precisa disso: ela sobreviverá muito bem quando a mera recordação da existência de algo chamado “Brasil” tiver desaparecido. O que está em jogo não é o futuro de Mário Ferreira dos Santos: é o futuro de um país que a ele não deu nada, nem mesmo um reconhecimento da boca para fora, mas ao qual ele pode dar uma nova vida no espírito.</div></div></div>
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Mais informações por Dartagnan da Silva Zanela em 04/01/2007:<br />
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<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">UM GIGANTE E SEU CENTENÁRIO<br />
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Em muitos momentos, sinceramente, envergonho-me de ser brasileiro, por ser portador de uma identidade vinculada a uma coletividade tão inócua que se ufana de seus festejos mundanos e de sua arte de empinar bolas com os pés com se isso fosse sinônimo de superioridade intelectual e moral. Alias, atualmente, nestas terras pindorâmicas, se auto-proclamar ignorante, tornou-se sinônimo de altivez e serenidade, tal o estado degradante que nossa sociedade chegou.<br />
<br />
Entretanto, a Graça Divina nos faz lembrar que o Brasil e os brasileiros não são apenas essa massa degradada, que estas terras tiveram a grata alegria de parir e cevar almas como a de Matias Aires, Joaquim Nabuco, Farias Brito, Rui Barbosa, Gustavo Corção, Alceu Amoroso Lima, Gilberto Freire, Raymundo Faoro, Miguel Reale e, incluímos aqui, os nomes de alguns ainda vivos que estão a abrilhantar a nossa identidade nacional como José Osvaldo de Meira Penna, Olavo de Carvalho, José Murilo de Carvalho, Artur Gianetti da Fonseca, em muitos outros.<br />
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Mas, neste dia 03 de janeiro de 2007, sentimo-nos obrigados a render nossas homenagens ao filósofo Mário Ferreira dos Santos que, se vivo fosse, estaria completando cem anos de idade. Quando afirmamos filósofo, não estamos aqui homenageando um senhor que detinha um diploma de graduação em filosofia, mas sim, um homem que dedicou toda a sua vida a investigação de questões deste caráter. Estamos nos referindo a um homem que foi autor de aproximadamente setenta obras que foram publicadas de maneira independente através de sua editora, a Logos, e que nos legou aproximadamente trinta outras manuscritas. Detalhe: algumas destas obras foram publicadas com o uso de um mimeógrafo devido a falta de recursos para uma edição mais apropriada, porém, a falta de recursos nunca foi um motivo para aborrecer e desanimar o seu amor constante pela Verdade e pela Sabedoria.<br />
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Ferreira dos Santos, nos idos da década de 50 e 60 além de ministrar fabulosas aulas em auditórios e salas reservadas, também o fazia através do correio, através de cursos por correspondência. Além das obras de sua pena, ele também traduziu, comentou e publicou inúmeras obras clássicas para língua pátria e, destacamos aqui, a tradução singular da obra ?ASSIM FALOU ZARATUSTRA? de Friedrich Nietzsche, que era acompanhada de fartas notas de roda-pé que apresentavam uma análise simbólica da obra do poeta-filósofo alemão.<br />
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Poucas de suas obras são nos dias atuais republicadas e poucos são os que se dedicam a meditação de seus ensinamentos e, destes poucos, a maioria se encontra apartada a seara acadêmica que muito mais se preocupa com seus soldos do que com o que era objeto central da vida de Mário Ferreira dos Santos, que seria o estudo e o amor ao saber.<br />
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Tal era a sua dedicação que, a mestra da vida, a História, nos conta que este homem em seus afazeres diários (que além de tudo era empresário e advogava), sempre carregava no bolso de sua camisa uma pequena caderneta para anotar todas as idéias e impressões que lhe ocorressem no dia para, mais tarde, quando estivesse no aconchego de seu lar, pudesse ele refletir sobre elas e assim ordená-las de um modo singular.<br />
<br />
Infelizmente, no centenário desta figura que elevou os estudos filosóficos em nossa nação, creio que pouco se dedicará ao estudo e reflexão de suas áureas laudas. Com certeza, muitos destes pusilânimes que se auto-proclamam intelectuais irão afirmar que se a sua obra está em ostracismo é porque ela nunca teve valor. Bem, de certo modo, sim, visto que o seu trabalho hercúleo frente ao que vemos hoje seria realmente pouco significante, do mesmo modo que é o primor do trabalho chama pouca a atenção um vagabundo desavergonhado.<br />
<br />
Cremos que seria uma legítima prática sanitária para o espírito hodierno de nossa sociedade a leitura de obras como A invasão vertical dos Bárbaros, Filosofia Concreta (em 3 tomos), Tratado de Simbólica, Filosofia da Crise, Filosofia Concreta dos Valores, Filosofia e História da Cultura (em 3 tomos), Lógica e Dialética, O homem perante o infinito e Noologia Geral.<br />
<br />
Podemos afirmar, sem medo de errar, que este senhor foi o grande educador filosófico de nossa Pátria e, como toda grande alma, foi pouco ouvido. Que não houve e que, demorará muito, infelizmente, para que haja outro homem que dedicasse a sua vida de tal forma ao magistério e a disseminação da cultura filosófica em nosso país, pois ele, Mário Ferreira dos Santos, fez tudo isso e muito mais, sem nunca pedir um tostão sequer aos cofres públicos. Bem ao contrário dos intelectuais da atualidade que nada seriam e nada fariam sem as gentilezas concedidas pelo Estadossauro.<br />
<br />
Por isso, neste ano, vamos render a este filósofo a merecida homenagem que um homem com uma alma desta envergadura merece. Vamos estudar as suas obras, vamos refletir sobre suas idéias, ponderar sobre as suas análises e assim, somente assim, gritemos com a alma repleta de felicidade: Viva Mário Ferreira dos Santos! Ele está morto, mas sua obra e suas idéias vivem!</div></div></div>
<br />
Mais informações por Carlos Vargas:<br />
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<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">O centenário de Mário Ferreira dos Santos: Um convite à filosofia, artigo de Carlos Vargas<br />
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O conjunto da sua obra é um grande convite para conhecer mais sobre o pensamento brasileiro<br />
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Carlos Vargas é mestrando em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, professor nas Faculdades Integradas Santa Cruz de Curitiba, mediador do Programa de Enriquecimento Instrumental (CDCP/ ICELP) e membro da Sociedade de Pesquisas &amp; Estudos Qualitativos (SE&amp;PQ<img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/wink.png" alt="Wink" title="Wink" class="smilie smilie_2" />. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:<br />
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"Estamos agora, depois de uma atomização especializadora constante, marchando para um novo período: o concrecionador” (Mário Ferreira dos Santos).<br />
<br />
Neste dia 3 de janeiro de 2007, o Brasil celebra o centenário de nascimento de um dos seus maiores pensadores, o filósofo Mário Ferreira dos Santos. O valor da sua obra já foi avaliado pela Enciclopédia Filosófica do Centro di Studi Filosofici Gallarate, que lhe dedicou um verbete de página inteira (1).<br />
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A sua maior obra, a “Enciclopédia de ciências filosóficas e sociais”, que inclui 48 volumes (2), realizou o plano de expressar a grandiosidade de um pensamento que buscou a estrutura permanente e universal pressuposta em qualquer filosofia possível (3).<br />
<br />
Nessa Enciclopédia, seus métodos filosóficos foram aplicados eficazmente em uma variedade de problemas que ainda interessam aos pesquisadores das mais diversas áreas, passando pela psicologia, sociologia, lógica, ética, retórica, ciências da natureza, estética, teoria do conhecimento, história, simbolismo, etc.<br />
<br />
Assim, buscou dialeticamente uma unidade metodológica capaz de abranger qualquer disciplina filosófica sem filiar-se a nenhum “ismo”, apesar de ter recebido as influências mais diversas, de Marx a Lao Tsé, de Pitágoras a Nietzsche, de São Tomás a Proudhon, de Jung a Husserl.<br />
<br />
Esta realidade ficou manifesto neste pensamento filosófico: “Não nos cabe mais filiarmo-nos a um ismo e, subordinarmo-nos a ele, mas realizar a concreção; ou seja, construir a visão concreta que reúna essas positividades, analogando-as com um nexo que justifique a sua realidade, não a sua exclusividade” (4).<br />
<br />
Seus mais de cem livros tiveram um total estimado de centenas de milhares de exemplares vendidos, sendo que alguns foram reeditados mais de dez vezes, e podem ser encontrados nas bibliotecas universitárias de todo o Brasil, mas também em Portugal e Espanha.<br />
<br />
O professor Stanilavs Ladusans coletou o depoimento dele no primeiro volume de “Rumos da filosofia atual no Brasil: em auto-retratos”. Sua obra aparece listada na “Bibliografia filosófica brasileira: período contemporâneo (1931-1977)” de Antonio Paim e foi comentada na Espanha (5) e reconhecida pelos estudiosos da filosofia pitagórica (6).<br />
<br />
Entre essas pesquisas, a que mais merece ser destacada, por ser mais completa e mais profunda, foi a descoberta, por Olavo de Carvalho, de sentidos lógicos, noéticos e ontológicos mais profundos no pensamento filosófico ferreiriano (7).<br />
<br />
Nas universidades brasileiras há um interesse crescente. Para 2007, estão sendo planejados alguns eventos e publicações em homenagem a este centenário, especialmente em setores da PUC-SP, Casper Líbero-SP, USC (Bauru), PUC-PR, Faculdades Interadas Santa Cruz de Curitiba, Unicampo-PR e UNILAGOS-PR (8).<br />
<br />
Algumas editoras (Edusc, Ibrasa, Cone Sul) republicaram algumas de suas obras, mas neste ano do centenário de nascimento, espera-se novas edições. Além da Martins Fontes e da Tríade, que estão analisando o relançamento de suas obras, a Paulus confirmou a reedição de “Lógica e Dialética”.<br />
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E algum destaque também será dado ao livro inédito, “Encontro com a filosofia concreta”, sobre a relação entre filosofia e ciência, que será lançado pela Érealizações, acompanhado de uma pesquisa, feita pelo autor deste artigo, comparando a filosofia concreta de Ferreira dos Santos e a abordagem fenomenológica que Husserl tomou a partir dos problemas sobre lógica pura como doutrina da ciência levantados nos prolegômenos das “Investigações Lógicas” (9).<br />
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Quem possui interesse pela cultura brasileira em um sentido amplo, prezando seus aspectos objetivos, permanentes e universais, sentirá a necessidade de assimilar também essas valiosas contribuições filosóficas.<br />
<br />
Nesse sentido, o conjunto da sua obra é um grande convite para conhecer mais sobre o pensamento brasileiro, especialmente para que se crie mais ainda, como ele mesmo recomendou, e para que o Brasil tenha uma cultura cada vez mais respeitada e valorizada, assumindo um papel relevante na história das nações: “Não somos um povo de incompetentes e incapazes... Também somos aptos a criar luminares. (...) Sem tomarmos consciência de nossas possibilidades, não poderemos fazer nada, e os que tomaram consciência de suas possibilidades, e empreenderam fazer alguma coisa, fizeram.” (10).<br />
<br />
Esta homenagem breve pretende ser um convite à filosofia (11), finalizando-se por meio das palavras animadoras do próprio Mário Ferreira: “Schiller disse que a beleza da viagem estava na viagem e não na chegada. Sejamos esses viajantes incansáveis, anelantes de certeza. Não façamos das nossas impossibilidades a nossa angústia. Saibamos viver a beleza dos caminhos que percorremos e não interrompamos a viagem porque não sabemos onde iremos chegar. Talvez nos espere nas dobras do caminho, o imprevisto...” (12).<br />
<br />
Notas:<br />
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(1) BERALDO, Carlo. Santos, Mário Ferreira dos: verbete da “Enciclopédia Filosófica”- Centro di Studi Filosofici di Gallarate. Firenze, G.C. Sansoni Editorem 1969.<br />
(2) GALVÃO, Nadiejda et SANTOS, Yolanda. Monografia sobre Mário Ferreira dos Santos. São Paulo: s. ed., 2001. Por dentro das Relações Exteriores<br />
(3) Esta observação se fundamenta em CARVALHO, Olavo de. Guia breve para o estudo da obra filosófica de Mário Ferreira dos Santos. In: SANTOS, Mário F. A sabedoria das leis eternas. São paulo: É Realizações, 2001b. 142p. Neste texto se encontra a análise filosófica mais completa sobre o conjunto da obra de Mário Ferreira dos Santos.<br />
(4) SANTOS, Mário Ferreira. Análise de Temas Sociais: vol. 1. São Paulo: Logos, 1962.<br />
(5) SOUZA, C. A. M., Mário Ferreira dos Santos y su filosofia concreta. Madrid: Revista Verbo, série XXX. Núm. 29-296, mayo-junio-julio 1991.<br />
(6) FERNANDES, Paulo C. Homenagem ao filósofo Mário Ferreira dos Santos. Curitiba: A Lâmpada (órgão do Instituto Neo-Pitagórico), jan.-dez. 2004.<br />
(7) CARVALHO, Olavo de. O futuro do pensamento brasileiro: estudos sobre o nosso lugar no mundo. 2a ed. Rio de Janeiro: Faculdade da Cidade, 1997. Pode-se estimar que a maioria dos atuais interessados na monumental obra ferreiriana descobriram-na pela divulgação do autor desse livro.<br />
(8) Há também algum material disponível pela internet nos seguintes sites: <a href="http://www.marioferreira.cjb.net/,http://www.marioferreira.com.br/,http://fisosofiaconcreta.blogspot.com/,http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Ferreira_dos_Santos" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://www.marioferreira.cjb.net/,http:/...dos_Santos</a> e <a href="http://www.academus.pro.br/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://www.academus.pro.br/</a> . Além de artigos interessantes citando Ferreira dos Santos em vários sites da internet, especialmente <a href="http://zanela.tk/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://zanela.tk/</a> e <a href="http://www.olavodecarvalho.org/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://www.olavodecarvalho.org/</a>.<br />
(9) O argumento fundamental de tal pesquisa foi extraído do próprio Mario Ferreira, que percebeu sua semelhança com Husserl,como ficou registrado em SANTOS, Mário Ferreira. Sobre psicologia. Transcrição de aula. São Paulo. 1967.<br />
(10) SANTOS, Mário Ferreira.Filosofia da história e da cultura: III volume. São Paulo: Logos, 1962.<br />
(11) SANTOS, Mário Ferreira.Convite à Filosofia. 6a ed. São Paulo: Logos, 1961.<br />
(12) SANTOS, Mário Ferreira. Sabedoria do ser e do nada: volume I. São Paulo: Matese, 1968.</div></div></div>
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Lista de Obras do Mário Ferreira dos Santos:</span><br />
<br />
<ol type="1" class="mycode_list">
</li>
<li>Filosofia e Cosmovisão;<br />
</li>
<li>Lógica e Dialética;<br />
</li>
<li>Psicologia;<br />
</li>
<li>Teoria do Conhecimento;<br />
</li>
<li>Tratado de Simbólica;<br />
</li>
<li>Filosofia da Crise;<br />
</li>
<li>O Homem Perante o Infinito;<br />
</li>
<li>Noologia Geral;<br />
</li>
<li>Filosofia Concreta<br />
Volume I,<br />
Volume II e<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>Métodos Lógicos e Dialéticos<br />
Volume I,<br />
Volume II, e<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>Filosofias da Afirmação e da Negação;<br />
</li>
<li>Tratado de Economia<br />
Volume I e<br />
Volume II;<br />
</li>
<li>Filosofia e História da Cultura<br />
Volume I<br />
Volume II e<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>Análise de Temas Sociais<br />
Volume I<br />
Volume II<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>O Problema Social;<br />
</li>
<li>A Sabedoria da Unidade;<br />
</li>
<li>A Sabedoria das Leis Eternas;<br />
</li>
<li>A Sabedoria dos Príncipios;<br />
</li>
<li>Aspectos dos Ciclos Culturais;<br />
</li>
<li>Curso de Integração Pessoal;<br />
</li>
<li>Curso de Oratória e Retórica<br />
Volume I eVolume II;<br />
</li>
<li>Técnica do Discurso Moderno;<br />
</li>
<li>Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais;<br />
</li>
<li>Erros na Filosofia da Natureza;<br />
</li>
<li>Análise Dialética do Marxismo.<br />
</li></ol>
<span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Esse tópico faz parte do projeto </span></span></span><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Segunda das Relíquias perdidas</span></span></span></a><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">.</span></span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: xx-large;" class="mycode_size">Mário Ferreira dos Santos</span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align">Postado por ThothEnki no fórum Mundo Realista em 15/12/2012</div>
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">“Quando a obra de um único autor é mais rica e poderosa que a cultura inteira do seu país, das duas uma: ou o país consente em aprender com ele ou recusa o presente dos céus e inflige a si próprio o merecido castigo pelo pecado da soberba, condenando-se ao definhamento intelectual e a todo o cortejo de misérias morais que necessariamente o acompanham.”</span><br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><img src="https://i.postimg.cc/Dwj1Vy79/i215400.jpg" alt="[Image: i215400.jpg]" class="mycode_img" /></div>
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Infelizmente quanto à obra de Mário Ferreira dos Santos foi a segunda opção que prevaleceu, sendo então sua história escondida, suas obras não divulgadas. Tudo, ao que consta, graças à derrota de Caio Prado Júnior, ‘intelectual’ do Partido Comunista Brasileiro, que sofreu um vexame histórico ao debater em público com Mário e ter seu discurso comunista corrigido e refutado arduamente. Contribuindo a isso tem-se o não interesse de publicação por parte de editoras e Mário vende seus livros então de porta em porta. Porém a leitura é difícil, revisões eram necessárias às obras e isso torna-se também fator limitante ao sucesso do autor.<br />
<br />
Dentre suas obras “Filosofia Concreta” traz uma sequência de afirmações auto-evidentes e conclusões bem fundadas nelas – uma ambiciosa e bem sucedida tentativa de descrever a realidade como deve-se concebê-la para que afirmações científicas façam sentido.<br />
<br />
Mário analisa o que foi investigado por filósofos ao longo de vinte e quatro séculos, encontrando o ponto de convergência, construindo e sintetizando os métodos de demonstração para fundamentá-los sob todos os ângulos concebíveis.<br />
<br />
Criador da filosofia concreta, define-a como um conhecimento circular que conexiona tudo o que pertença ao objeto estudado, desde sua definição geral até sua inserção em postos maiores e seu posto na ordem dos conhecimentos.<br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">“O que está em jogo não é o futuro de Mário Ferreira dos Santos: é o futuro de um país que a ele não deu nada, nem mesmo um reconhecimento da boca para fora, mas ao qual ele pode dar uma nova vida no espírito.”</span></div>
<br />
Fonte: <a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/0906dicta.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Olavo de Carvalho</a><br />
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<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">Quando a obra de um único autor é mais rica e poderosa que a cultura inteira do seu país, das duas uma: ou o país consente em aprender com ele ou recusa o presente dos céus e inflige a si próprio o merecido castigo pelo pecado da soberba, condenando-se ao definhamento intelectual e a todo o cortejo de misérias morais que necessariamente o acompanham.<br />
<br />
Mário Ferreira ocupa no Brasil uma posição similar à de Giambattista Vico na cultura napolitana do século XVIII ou de Gottfried von Leibniz na Alemanha da mesma época: um gênio universal perdido num ambiente provinciano incapaz não só de compreendê-lo, mas de enxergá-lo. Leibniz ainda teve o recurso de escrever em francês e latim, abrindo assim algum diálogo com interlocutores estrangeiros. Mário está mais próximo de Vico no seu isolamento absoluto, que faz dele uma espécie de monstro. Quem, num ambiente intelectual prisioneiro do imediatismo mais mesquinho e do materialismo mais deprimente – materialismo compreendido nem mesmo como postura filosófica, mas como vício de só crer no que tem impacto corporal –, poderia suspeitar que, num escritório modesto da Vila Olimpia, na verdade uma passagem repleta de livros entre a cozinha e a sala de visitas, um desconhecido discutia em pé de igualdade com os grandes filósofos de todas as épocas, demolia com meticulosidade cruel as escolas de pensamento mais em moda e sobre seus escombros erigia um novo padrão de inteligibilidade universal?<br />
<br />
Os problemas que Mário enfrentou foram os mais altos e complexos da filosofia, mas, por isso mesmo, estão tão acima das cogitações banais da nossa intelectualidade, que esta não poderia defrontar-se com ele sem passar por uma metanóia, uma conversão do espírito, a descoberta de uma dimensão ignorada e infinita. Foi talvez a premonição inconsciente do terror e do espanto – do thambos aristotélico – que a impeliu a fugir dessa experiência, buscando abrigo nas suas miudezas usuais e definhando pouco a pouco, até chegar à nulidade completa; decerto o maior fenômeno de auto-aniquilação intelectual já transcorrido em tempo tão breve em qualquer época ou país. A desproporção entre o nosso filósofo e os seus contemporâneos – muito superiores, no entanto, à atual geração – mede-se por um episódio transcorrido num centro anarquista, em data que agora me escapa, quando se defrontaram, num debate, Mário e o então mais eminente intelectual oficial do Partido Comunista Brasileiro, Caio Prado Júnior. Caio falou primeiro, respondendo desde o ponto de vista marxista à questão proposta como Leitmotiv do debate. Quando ele terminou, Mário se ergueu e disse mais ou menos o seguinte:<br />
<br />
– Lamento informar, mas o ponto de vista marxista sobre os tópicos escolhidos não é o que você expôs. Vou portanto refazer a sua conferência antes de fazer a minha.<br />
<br />
E assim fez. Muito apreciado no grupo anarquista, não por ser integralmente um anarquista ele próprio, mas por defender as idéias econômicas de Pierre-Joseph Proudhon, Mário jamais foi perdoado pelos comunistas por esse vexame imposto a uma vaca sagrada do Partidão. O fato pode ter contribuído em algo para o muro de silêncio que cercou a obra do filósofo desde a sua morte. O Partido Comunista sempre se arrogou a autoridade de tirar de circulação os autores que o incomodavam, usando para isso a rede de seus agentes colocados em altos postos na mídia, no mundo editorial e no sistema de ensino. A lista dos condenados ao ostracismo é grande e notável. Mas, no caso de Mário, não creio que tenha sido esse o fator decisivo. O Brasil preferiu ignorar o filósofo simplesmente porque não sabia do que ele estava falando. Essa confissão coletiva de inépcia tem, decerto, o atenuante de que as obras do filósofo, publicadas por ele mesmo e vendidas de porta em porta com um sucesso que contrastava pateticamente com a ausência completa de menções a respeito na mídia cultural, vinham impressas com tantas omissões, frases truncadas e erros gerais de revisão, que sua leitura se tornava um verdadeiro suplício até para os estudiosos mais interessados – o que, decerto, explica mas não justifica. A desproporção evidenciada naquele episódio torna-se ainda mais eloqüente porque o marxismo era o centro dominante ou único dos interesses intelectuais de Caio Prado Júnior, ao passo que, no horizonte infinitamente mais vasto dos campos de estudo de Mário Ferreira, era apenas um detalhe ao qual ele não poderia ter dedicado senão alguns meses de atenção: nesses meses, aprendera mais do que o especialista que dedicara ao assunto uma vida inteira.<br />
<br />
A mente de Mário Ferreira era tão formidavelmente organizada que para ele era a coisa mais fácil localizar imediatamente no conjunto da ordem intelectual qualquer conhecimento novo que lhe chegasse desde área estranha e desconhecida. Numa outra conferência, interrogado por um mineralogista de profissão que desejava saber como aplicar ao seu campo especializado as técnicas lógicas que Mário desenvolvera, o filósofo respondeu que nada sabia de mineralogia mas que, por dedução desde os fundamentos gerais da ciência, os princípios da mineralogia só poderiam ser tais e quais – e enunciou quatorze. O profissional reconheceu que, desses, só conhecia oito.<br />
<br />
A biografia do filósofo é repleta dessas demonstrações de força, que assustavam a platéia, mas que para ele não significavam nada. Quem ouve as gravações das suas aulas, registradas já na voz cambaleante do homem afetado pela grave doença cardíaca que haveria de matá-lo aos 65 anos, não pode deixar de reparar na modéstia tocante com que o maior sábio já havido em terras lusófonas se dirigia, com educação e paciência mais que paternais, mesmo às platéias mais despreparadas e toscas. Nessas gravações, pouco se nota dos hiatos e incongruências gramaticais próprios da expressão oral, quase inevitáveis num país onde a distância entre a fala e a escrita se amplia dia após dia. As frases vêm completas, acabadas, numa seqüência hierárquica admirável, pronunciadas em recto tono, como num ditado.<br />
<br />
Quando me refiro à organização mental, não estou falando só de uma habilidade pessoal do filósofo, mas da marca mais característica de sua obra escrita. Se, num primeiro momento, essa obra dá a impressão de um caos inabarcável, de um desastre editorial completo, o exame mais demorado acaba revelando nela, como demonstrei na introdução à Sabedoria das Leis Eternas[1], um plano de excepcional clareza e integridade, realizado quase sem falhas ao longo dos 52 volumes da sua construção monumental, a Enciclopédia das Ciências Filosóficas.<br />
<br />
Além dos maus cuidados editoriais – um pecado que o próprio autor reconhecia e que explicava, com justeza, pela falta de tempo –, outro fator que torna difícil ao leitor perceber a ordem por trás do caos aparente provém de uma causa biográfica. A obra escrita de Mário reflete três etapas distintas no seu desenvolvimento intelectual, das quais a primeira não deixa prever em nada as duas subseqüentes, e a terceira, comparada à segunda, é um salto tão formidável na escala dos graus de abstração que aí parecemos nos defrontar já não com um filósofo em luta com suas incertezas e sim com um profeta-legislador a enunciar leis reveladas ante as quais a capacidade humana de discutir tem de ceder à autoridade da evidência universal.<br />
<br />
A biografia interior de Mário Ferreira é realmente um mistério, tão grandes foram os dois milagres intelectuais que a moldaram. O primeiro transformou um mero ensaísta e divulgador cultural em filósofo na acepção mais técnica e rigorosa do termo, um dominador completo das questões debatidas ao longo de dois milênios, especialmente nos campos da lógica e da dialética. O segundo fez dele o único – repito, o único – filósofo moderno que suporta uma comparação direta com Platão e Aristóteles. Este segundo milagre anuncia-se ao longo de toda a segunda fase da obra, numa seqüência de enigmas e tensões que exigiam, de certo modo, explodir numa tempestade de evidências e, escapando ao jogo dialético, convidar a inteligência a uma atitude de êxtase contemplativo. Mas o primeiro milagre, sobrevindo ao filósofo no seu quadragésimo-terceiro ano de idade, não tem nada, absolutamente nada, que o deixe prever na obra publicada até então. A família do filósofo foi testemunha do inesperado. Mário fazia uma conferência, no tom meio literário, meio filosófico dos seus escritos usuais, quando de repente pediu desculpas ao auditório e se retirou, alegando que “tivera uma idéia” e precisava anotá-la urgentemente. A idéia era nada mais, nada menos que as teses numeradas destinadas a constituir o núcleo da Filosofia Concreta, por sua vez coroamento dos dez volumes iniciais da Enciclopédia, que viriam a ser escritos uns ao mesmo tempo, outros em seguida, mas que ali já estavam embutidos de algum modo. A Filosofia Concreta é construída geometricamente como uma seqüência de afirmações auto-evidentes e de conclusões exaustivamente fundadas nelas – uma ambiciosa e bem sucedida tentativa de descrever a estrutura geral da realidade tal como tem de ser concebida necessariamente para que as afirmações da ciência façam sentido.<br />
<br />
Mário denomina a sua filosofia “positiva”, mas não no sentido comteano. Positividade (do verbo “pôr”) significa aí apenas “afirmação”. O objetivo da filosofia positiva de Mário Ferreira é buscar aquilo que legitimamente se pode afirmar sobre o conjunto da realidade à luz do que foi investigado pelos filósofos ao longo de vinte e quatro séculos. Por baixo das diferenças entre escolas e correntes de pensamento, Mário discerne uma infinidade de pontos de convergência onde todos estiveram de acordo, mesmo sem declará-lo, e ao mesmo tempo vai construindo e sintetizando os métodos de demonstração necessários a fundamentá-los sob todos os ângulos concebíveis.<br />
<br />
Daí que a filosofia positiva seja também “concreta”. Um conhecimento concreto, enfatiza ele, é um conhecimento circular, que conexiona tudo quanto pertence ao objeto estudado, desde a sua definição geral até os fatores que determinam a sua entrada e saída da existência, a sua inserção em totalidades maiores, o seu posto na ordem dos conhecimentos, etc. Por isso é que à seqüência de demonstrações geométricas se articula um conjunto de investigações dialéticas, de modo que aquilo que foi obtido na esfera da alta abstração seja reencontrado no âmbito da experiência mais singular e imediata. A subida e descida entre os dois planos opera-se por meio da decadialética, que enfoca o seu objeto sob dez aspectos:<br />
<br />
1. Campo sujeito-objeto. Todo e qualquer ser, seja físico, espiritual, existente, inexistente, hipotético, individual, universal, etc. é simultaneamente objeto e sujeito, o que é o mesmo que dizer – em termos que não são os usados pelo autor – receptor e emissor de informações. Se tomarmos o objeto mais alto e universal – Deus –, Ele é evidentemente sujeito, e só sujeito, ontologicamente: gerando todos os processos, não é objeto de nenhum. No entanto, para nós, é objeto dos nossos pensamentos. Deus, que ontologicamente é puro sujeito, pode ser objeto do ponto de vista cognitivo. No outro extremo, um objeto inerte, como uma pedra, parece ser puro objeto, sem nada de sujeito. No entanto, é óbvio que ela está em algum lugar e emite aos objetos circundantes alguma informação sobre a sua presença, por exemplo, o peso com que ela repousa sobre outra pedra. Com uma imensa gradação de diferenciações, cada ente pode ser precisamente descrito nas suas respectivas funções de sujeito e objeto. Conhecer um ente é, em primeiro lugar, saber a diferenciação e a articulação dessas funções. Alguns exercícios para o leitor se aquecer antes de entrar no estudo da obra de Mário Ferreira: (1) Diferencie os aspectos e ocasiões em que um fantasma é sujeito e objeto. (2) E uma idéia abstrata, quando é sujeito, quando é objeto? (3) E um personagem de ficção, como Dom Quixote?<br />
<br />
2. Campo da atualidade e virtualidade. Dado um ente qualquer, pode-se distinguir entre o que ele é efetivamente num certo momento e aquilo em que ele pode (ou não) se transformar no instante seguinte. Alguns entes abstratos, como por exemplo a liberdade ou a justiça, podem se transformar nos seus contrários. Mas um gato não pode se transformar num antigato.<br />
<br />
3. Distinção entre as virtualidades (possibilidades reais) e as possibilidades não-reais, ou meramente hipotéticas. Toda possibilidade, uma vez logicamente enunciada, pode ser concebida como real ou irreal. Só podemos obter essa gradação pelo conhecimento dialético que temos das potências do objeto.<br />
<br />
4. Intensidade e extensidade. Mário toma esses termos emprestados do físico alemão Wilhelm Ostwald (1853-1932), separando aquilo que só pode variar em diferença de estados, como por exemplo o sentimento de temor ou a plenitude de significados de uma palavra, e aquilo que se pode medir por meio de unidades homogêneas, como por exemplo linhas e volumes.<br />
<br />
5. Intensidade e extensidade nas atualizações. Quando os entes passam por mudanças, elas podem ser tanto de natureza intensiva quanto extensiva. A descrição precisa das mudanças exige a articulação dos dois pontos de vista.<br />
<br />
6. Campo das oposições no sujeito: razão e intuição. O estudo de qualquer ente sob os cinco primeiros aspectos não pode ser feito só com base no que se sabe deles, mas tem de levar em conta a modalidade do seu conhecimento, especialmente a distinção entre os elementos racionais e intuitivos que entram em jogo.<br />
<br />
7. Campo das oposições da razão: conhecimento e desconhecimento. Se a razão fornece o conhecimento do geral e a intuição o do particular, em ambos os casos há uma seleção: conhecer é também desconhecer. Todos os dualismos da razão – concreto-abstrato, objetividade-subjetividade, finito-infinito, etc. – procedem da articulação entre conhecer e desconhecer. Não se conhece um objeto enquanto não se sabe o que tem de ser desconhecido para que ele se torne conhecido.<br />
<br />
8. Campo das atualizações e virtualizações racionais. A razão opera sobre o trabalho da intuição, atualizando ou virtualizando, isto é, trazendo para o primeiro plano ou relegando para um plano de fundo os vários aspectos do objeto percebido. Toda análise crítica de conceitos abstratos supõe uma clara consciência do que aí foi atualizado e virtualizado.<br />
<br />
9. Campo das oposições da intuição. A mesma separação do atual e do virtual já acontece no nível da intuição, que é espontaneamente seletiva. Se, por exemplo, olhamos esta revista como uma singularidade, fazemos abstração dos demais exemplares da mesma tiragem. Tal como a razão, a intuição conhece e desconhece.<br />
<br />
10. Campo do variante e do invariante. Não há fato absolutamente novo nem absolutamente idêntico a seus antecessores. Distinguir os vários graus de novidade e repetição é o décimo e último procedimento da decadialética.<br />
<br />
Mário complementa o método com a pentadialética, uma distinção de cinco planos diferentes nos quais um ente ou fato pode ser examinado: como unidade, como parte de um todo do qual é elemento, como capítulo de uma série, como peça de um sistema (ou estrutura de tensões) e como parte do universo.<br />
<br />
Nos dez primeiros volumes da Enciclopédia, Mário aplica esses métodos à resolução de vários problemas filosóficos divididos segundo a distinção tradicional entre as disciplinas que compõem a filosofia – lógica, ontologia, teoria do conhecimento, etc. –, compondo assim a armadura geral com que, na segunda série, se aprofundará no estudo pormenorizado de determinados temas singulares.<br />
<br />
Aconteceu que, na elaboração dessa segunda série, ele se deteve mais demoradamente no estudo dos números em Platão e Pitágoras, o que acabou por determinar o upgrade espetacular que marca a segunda metanóia do filósofo e os dez volumes finais da Enciclopédia, tal como expliquei na introdução à Sabedoria das Leis Eternas. O livro Pitágoras e o Tema do Número, um dos mais importantes do autor, dá testemunho da mutação. O que chamou a atenção de Mário foi que, na tradição pitagórico-platônica, os números não eram encarados como meras quantidades, no sentido em que são usados nas medições, mas sim como formas, isto é, articulações lógicas de relações possíveis. O que Pitágoras queria dizer com sua famosa afirmação de que “tudo são números” não é que todas as qualidades diferenciadoras podiam se reduzir a quantidades, mas que as quantidades mesmas eram por assim dizer qualitativas: cada uma delas expressava um certo tipo de articulação de tensões cujo conjunto formava um objeto. Mas, se de fato é assim, conclui Mário, a seqüência dos números inteiros não é apenas uma contagem, mas uma série ordenada de categorias lógicas. Contar é, mesmo inconscientemente, galgar os degraus de uma compreensão progressiva da estrutura do real. Vejamos, só para exemplificar, o que acontece no trânsito do número um ao número cinco. Todo e qualquer objeto é necessariamente uma unidade. Ens et unum convertuntur, “o ser e a unidade são a mesma coisa”, dirá Duns Scot. Ao mesmo tempo, porém, esse objeto conterá em si alguma dualidade essencial. Mesmo a unidade simples, ou Deus, não escapa ao dualismo gnoseológico do conhecido e do desconhecido, já que aquilo que Ele conhece de si mesmo é desconhecido por nós. Ao mesmo tempo, os dois aspectos da dualidade têm de estar ligados entre si, o que exige a presença de um terceiro elemento, a relação. Mas a relação, ao articular os dois aspectos anteriores, estabelece entre eles uma proporção, ou quaternidade. A quaternidade, considerada como forma diferenciada do ente cuja unidade abstrata captamos no princípio, é por sua vez uma quinta forma. E assim por diante.<br />
<br />
A mera contagem exprime, sinteticamente, o conjunto das determinações internas e externas que compõem qualquer objeto material ou espiritual, atual ou possível, real ou irreal. Os números são portanto “leis” que expressam a estrutura da realidade. O próprio Mário confessa não saber se essa sua versão muito pessoal do pitagorismo coincide materialmente com a filosofia do Pitágoras histórico. Seja uma descoberta ou uma redescoberta, a filosofia de Mário descerra diante dos nossos olhos, de maneira diferenciada e meticulosamente acabada, um edifício doutrinal inteiro que, em Pitágoras – e mesmo em Platão – estava apenas embutido de maneira compacta e obscura. Ao mesmo tempo, em A Sabedoria dos Princípios e demais volumes finais da Enciclopédia, ele dá ao seu próprio projeto filosófico um alcance incomparavelmente maior do que se poderia prever até mesmo pela magistral Filosofia Concreta. A esta altura, aquilo que começara como conjunto de regras metodológicas se transmuta num sistema completo de metafísica, a mathesis megiste ou “ensinamento supremo”, ultrapassando de muito a ambição originária da Enciclopédia e elevando a obra de Mário Ferreira ao estatuto de uma das mais altas realizações do gênio filosófico de todos os tempos.<br />
<br />
Não tenho a menor dúvida de que, quando passar a atual fase de degradação intelectual e moral do país e for possível pensar numa reconstrução, essa obra, mais que qualquer outra, deve tornar-se o alicerce de uma nova cultura brasileira. A obra, em si, não precisa disso: ela sobreviverá muito bem quando a mera recordação da existência de algo chamado “Brasil” tiver desaparecido. O que está em jogo não é o futuro de Mário Ferreira dos Santos: é o futuro de um país que a ele não deu nada, nem mesmo um reconhecimento da boca para fora, mas ao qual ele pode dar uma nova vida no espírito.</div></div></div>
<br />
Mais informações por Dartagnan da Silva Zanela em 04/01/2007:<br />
<br />
<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">UM GIGANTE E SEU CENTENÁRIO<br />
<br />
Em muitos momentos, sinceramente, envergonho-me de ser brasileiro, por ser portador de uma identidade vinculada a uma coletividade tão inócua que se ufana de seus festejos mundanos e de sua arte de empinar bolas com os pés com se isso fosse sinônimo de superioridade intelectual e moral. Alias, atualmente, nestas terras pindorâmicas, se auto-proclamar ignorante, tornou-se sinônimo de altivez e serenidade, tal o estado degradante que nossa sociedade chegou.<br />
<br />
Entretanto, a Graça Divina nos faz lembrar que o Brasil e os brasileiros não são apenas essa massa degradada, que estas terras tiveram a grata alegria de parir e cevar almas como a de Matias Aires, Joaquim Nabuco, Farias Brito, Rui Barbosa, Gustavo Corção, Alceu Amoroso Lima, Gilberto Freire, Raymundo Faoro, Miguel Reale e, incluímos aqui, os nomes de alguns ainda vivos que estão a abrilhantar a nossa identidade nacional como José Osvaldo de Meira Penna, Olavo de Carvalho, José Murilo de Carvalho, Artur Gianetti da Fonseca, em muitos outros.<br />
<br />
Mas, neste dia 03 de janeiro de 2007, sentimo-nos obrigados a render nossas homenagens ao filósofo Mário Ferreira dos Santos que, se vivo fosse, estaria completando cem anos de idade. Quando afirmamos filósofo, não estamos aqui homenageando um senhor que detinha um diploma de graduação em filosofia, mas sim, um homem que dedicou toda a sua vida a investigação de questões deste caráter. Estamos nos referindo a um homem que foi autor de aproximadamente setenta obras que foram publicadas de maneira independente através de sua editora, a Logos, e que nos legou aproximadamente trinta outras manuscritas. Detalhe: algumas destas obras foram publicadas com o uso de um mimeógrafo devido a falta de recursos para uma edição mais apropriada, porém, a falta de recursos nunca foi um motivo para aborrecer e desanimar o seu amor constante pela Verdade e pela Sabedoria.<br />
<br />
Ferreira dos Santos, nos idos da década de 50 e 60 além de ministrar fabulosas aulas em auditórios e salas reservadas, também o fazia através do correio, através de cursos por correspondência. Além das obras de sua pena, ele também traduziu, comentou e publicou inúmeras obras clássicas para língua pátria e, destacamos aqui, a tradução singular da obra ?ASSIM FALOU ZARATUSTRA? de Friedrich Nietzsche, que era acompanhada de fartas notas de roda-pé que apresentavam uma análise simbólica da obra do poeta-filósofo alemão.<br />
<br />
Poucas de suas obras são nos dias atuais republicadas e poucos são os que se dedicam a meditação de seus ensinamentos e, destes poucos, a maioria se encontra apartada a seara acadêmica que muito mais se preocupa com seus soldos do que com o que era objeto central da vida de Mário Ferreira dos Santos, que seria o estudo e o amor ao saber.<br />
<br />
Tal era a sua dedicação que, a mestra da vida, a História, nos conta que este homem em seus afazeres diários (que além de tudo era empresário e advogava), sempre carregava no bolso de sua camisa uma pequena caderneta para anotar todas as idéias e impressões que lhe ocorressem no dia para, mais tarde, quando estivesse no aconchego de seu lar, pudesse ele refletir sobre elas e assim ordená-las de um modo singular.<br />
<br />
Infelizmente, no centenário desta figura que elevou os estudos filosóficos em nossa nação, creio que pouco se dedicará ao estudo e reflexão de suas áureas laudas. Com certeza, muitos destes pusilânimes que se auto-proclamam intelectuais irão afirmar que se a sua obra está em ostracismo é porque ela nunca teve valor. Bem, de certo modo, sim, visto que o seu trabalho hercúleo frente ao que vemos hoje seria realmente pouco significante, do mesmo modo que é o primor do trabalho chama pouca a atenção um vagabundo desavergonhado.<br />
<br />
Cremos que seria uma legítima prática sanitária para o espírito hodierno de nossa sociedade a leitura de obras como A invasão vertical dos Bárbaros, Filosofia Concreta (em 3 tomos), Tratado de Simbólica, Filosofia da Crise, Filosofia Concreta dos Valores, Filosofia e História da Cultura (em 3 tomos), Lógica e Dialética, O homem perante o infinito e Noologia Geral.<br />
<br />
Podemos afirmar, sem medo de errar, que este senhor foi o grande educador filosófico de nossa Pátria e, como toda grande alma, foi pouco ouvido. Que não houve e que, demorará muito, infelizmente, para que haja outro homem que dedicasse a sua vida de tal forma ao magistério e a disseminação da cultura filosófica em nosso país, pois ele, Mário Ferreira dos Santos, fez tudo isso e muito mais, sem nunca pedir um tostão sequer aos cofres públicos. Bem ao contrário dos intelectuais da atualidade que nada seriam e nada fariam sem as gentilezas concedidas pelo Estadossauro.<br />
<br />
Por isso, neste ano, vamos render a este filósofo a merecida homenagem que um homem com uma alma desta envergadura merece. Vamos estudar as suas obras, vamos refletir sobre suas idéias, ponderar sobre as suas análises e assim, somente assim, gritemos com a alma repleta de felicidade: Viva Mário Ferreira dos Santos! Ele está morto, mas sua obra e suas idéias vivem!</div></div></div>
<br />
Mais informações por Carlos Vargas:<br />
<br />
<div style="padding: 3px; background-color: #f5f5f5; border: 1px solid #d8d8d8; font-size: 1em; width: 99,5%;" ><div style="text-transform: uppercase; border-bottom: 1px solid #F5F5F5; margin-bottom: 3px; font-size: 0.8em; font-weight: bold; display: balock;"><span onClick="if (this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display != '') { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = ''; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Ocultar</a>'; } else { this.parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].getElementsByTagName('div')[0].style.display = 'none'; this.innerHTML = '<b>Spoiler </b><a href=\'#\' onClick=\'return false;\'>Revelar</a>'; }" /><b>Spoiler </b><a href="#" onClick="return false;">Revelar</a></span></div><div class="quotecontent"><div style="display: none;">O centenário de Mário Ferreira dos Santos: Um convite à filosofia, artigo de Carlos Vargas<br />
<br />
O conjunto da sua obra é um grande convite para conhecer mais sobre o pensamento brasileiro<br />
<br />
<br />
Carlos Vargas é mestrando em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, professor nas Faculdades Integradas Santa Cruz de Curitiba, mediador do Programa de Enriquecimento Instrumental (CDCP/ ICELP) e membro da Sociedade de Pesquisas &amp; Estudos Qualitativos (SE&amp;PQ<img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/wink.png" alt="Wink" title="Wink" class="smilie smilie_2" />. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:<br />
<br />
"Estamos agora, depois de uma atomização especializadora constante, marchando para um novo período: o concrecionador” (Mário Ferreira dos Santos).<br />
<br />
Neste dia 3 de janeiro de 2007, o Brasil celebra o centenário de nascimento de um dos seus maiores pensadores, o filósofo Mário Ferreira dos Santos. O valor da sua obra já foi avaliado pela Enciclopédia Filosófica do Centro di Studi Filosofici Gallarate, que lhe dedicou um verbete de página inteira (1).<br />
<br />
A sua maior obra, a “Enciclopédia de ciências filosóficas e sociais”, que inclui 48 volumes (2), realizou o plano de expressar a grandiosidade de um pensamento que buscou a estrutura permanente e universal pressuposta em qualquer filosofia possível (3).<br />
<br />
Nessa Enciclopédia, seus métodos filosóficos foram aplicados eficazmente em uma variedade de problemas que ainda interessam aos pesquisadores das mais diversas áreas, passando pela psicologia, sociologia, lógica, ética, retórica, ciências da natureza, estética, teoria do conhecimento, história, simbolismo, etc.<br />
<br />
Assim, buscou dialeticamente uma unidade metodológica capaz de abranger qualquer disciplina filosófica sem filiar-se a nenhum “ismo”, apesar de ter recebido as influências mais diversas, de Marx a Lao Tsé, de Pitágoras a Nietzsche, de São Tomás a Proudhon, de Jung a Husserl.<br />
<br />
Esta realidade ficou manifesto neste pensamento filosófico: “Não nos cabe mais filiarmo-nos a um ismo e, subordinarmo-nos a ele, mas realizar a concreção; ou seja, construir a visão concreta que reúna essas positividades, analogando-as com um nexo que justifique a sua realidade, não a sua exclusividade” (4).<br />
<br />
Seus mais de cem livros tiveram um total estimado de centenas de milhares de exemplares vendidos, sendo que alguns foram reeditados mais de dez vezes, e podem ser encontrados nas bibliotecas universitárias de todo o Brasil, mas também em Portugal e Espanha.<br />
<br />
O professor Stanilavs Ladusans coletou o depoimento dele no primeiro volume de “Rumos da filosofia atual no Brasil: em auto-retratos”. Sua obra aparece listada na “Bibliografia filosófica brasileira: período contemporâneo (1931-1977)” de Antonio Paim e foi comentada na Espanha (5) e reconhecida pelos estudiosos da filosofia pitagórica (6).<br />
<br />
Entre essas pesquisas, a que mais merece ser destacada, por ser mais completa e mais profunda, foi a descoberta, por Olavo de Carvalho, de sentidos lógicos, noéticos e ontológicos mais profundos no pensamento filosófico ferreiriano (7).<br />
<br />
Nas universidades brasileiras há um interesse crescente. Para 2007, estão sendo planejados alguns eventos e publicações em homenagem a este centenário, especialmente em setores da PUC-SP, Casper Líbero-SP, USC (Bauru), PUC-PR, Faculdades Interadas Santa Cruz de Curitiba, Unicampo-PR e UNILAGOS-PR (8).<br />
<br />
Algumas editoras (Edusc, Ibrasa, Cone Sul) republicaram algumas de suas obras, mas neste ano do centenário de nascimento, espera-se novas edições. Além da Martins Fontes e da Tríade, que estão analisando o relançamento de suas obras, a Paulus confirmou a reedição de “Lógica e Dialética”.<br />
<br />
E algum destaque também será dado ao livro inédito, “Encontro com a filosofia concreta”, sobre a relação entre filosofia e ciência, que será lançado pela Érealizações, acompanhado de uma pesquisa, feita pelo autor deste artigo, comparando a filosofia concreta de Ferreira dos Santos e a abordagem fenomenológica que Husserl tomou a partir dos problemas sobre lógica pura como doutrina da ciência levantados nos prolegômenos das “Investigações Lógicas” (9).<br />
<br />
Quem possui interesse pela cultura brasileira em um sentido amplo, prezando seus aspectos objetivos, permanentes e universais, sentirá a necessidade de assimilar também essas valiosas contribuições filosóficas.<br />
<br />
Nesse sentido, o conjunto da sua obra é um grande convite para conhecer mais sobre o pensamento brasileiro, especialmente para que se crie mais ainda, como ele mesmo recomendou, e para que o Brasil tenha uma cultura cada vez mais respeitada e valorizada, assumindo um papel relevante na história das nações: “Não somos um povo de incompetentes e incapazes... Também somos aptos a criar luminares. (...) Sem tomarmos consciência de nossas possibilidades, não poderemos fazer nada, e os que tomaram consciência de suas possibilidades, e empreenderam fazer alguma coisa, fizeram.” (10).<br />
<br />
Esta homenagem breve pretende ser um convite à filosofia (11), finalizando-se por meio das palavras animadoras do próprio Mário Ferreira: “Schiller disse que a beleza da viagem estava na viagem e não na chegada. Sejamos esses viajantes incansáveis, anelantes de certeza. Não façamos das nossas impossibilidades a nossa angústia. Saibamos viver a beleza dos caminhos que percorremos e não interrompamos a viagem porque não sabemos onde iremos chegar. Talvez nos espere nas dobras do caminho, o imprevisto...” (12).<br />
<br />
Notas:<br />
<br />
(1) BERALDO, Carlo. Santos, Mário Ferreira dos: verbete da “Enciclopédia Filosófica”- Centro di Studi Filosofici di Gallarate. Firenze, G.C. Sansoni Editorem 1969.<br />
(2) GALVÃO, Nadiejda et SANTOS, Yolanda. Monografia sobre Mário Ferreira dos Santos. São Paulo: s. ed., 2001. Por dentro das Relações Exteriores<br />
(3) Esta observação se fundamenta em CARVALHO, Olavo de. Guia breve para o estudo da obra filosófica de Mário Ferreira dos Santos. In: SANTOS, Mário F. A sabedoria das leis eternas. São paulo: É Realizações, 2001b. 142p. Neste texto se encontra a análise filosófica mais completa sobre o conjunto da obra de Mário Ferreira dos Santos.<br />
(4) SANTOS, Mário Ferreira. Análise de Temas Sociais: vol. 1. São Paulo: Logos, 1962.<br />
(5) SOUZA, C. A. M., Mário Ferreira dos Santos y su filosofia concreta. Madrid: Revista Verbo, série XXX. Núm. 29-296, mayo-junio-julio 1991.<br />
(6) FERNANDES, Paulo C. Homenagem ao filósofo Mário Ferreira dos Santos. Curitiba: A Lâmpada (órgão do Instituto Neo-Pitagórico), jan.-dez. 2004.<br />
(7) CARVALHO, Olavo de. O futuro do pensamento brasileiro: estudos sobre o nosso lugar no mundo. 2a ed. Rio de Janeiro: Faculdade da Cidade, 1997. Pode-se estimar que a maioria dos atuais interessados na monumental obra ferreiriana descobriram-na pela divulgação do autor desse livro.<br />
(8) Há também algum material disponível pela internet nos seguintes sites: <a href="http://www.marioferreira.cjb.net/,http://www.marioferreira.com.br/,http://fisosofiaconcreta.blogspot.com/,http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Ferreira_dos_Santos" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://www.marioferreira.cjb.net/,http:/...dos_Santos</a> e <a href="http://www.academus.pro.br/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://www.academus.pro.br/</a> . Além de artigos interessantes citando Ferreira dos Santos em vários sites da internet, especialmente <a href="http://zanela.tk/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://zanela.tk/</a> e <a href="http://www.olavodecarvalho.org/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://www.olavodecarvalho.org/</a>.<br />
(9) O argumento fundamental de tal pesquisa foi extraído do próprio Mario Ferreira, que percebeu sua semelhança com Husserl,como ficou registrado em SANTOS, Mário Ferreira. Sobre psicologia. Transcrição de aula. São Paulo. 1967.<br />
(10) SANTOS, Mário Ferreira.Filosofia da história e da cultura: III volume. São Paulo: Logos, 1962.<br />
(11) SANTOS, Mário Ferreira.Convite à Filosofia. 6a ed. São Paulo: Logos, 1961.<br />
(12) SANTOS, Mário Ferreira. Sabedoria do ser e do nada: volume I. São Paulo: Matese, 1968.</div></div></div>
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Lista de Obras do Mário Ferreira dos Santos:</span><br />
<br />
<ol type="1" class="mycode_list">
</li>
<li>Filosofia e Cosmovisão;<br />
</li>
<li>Lógica e Dialética;<br />
</li>
<li>Psicologia;<br />
</li>
<li>Teoria do Conhecimento;<br />
</li>
<li>Tratado de Simbólica;<br />
</li>
<li>Filosofia da Crise;<br />
</li>
<li>O Homem Perante o Infinito;<br />
</li>
<li>Noologia Geral;<br />
</li>
<li>Filosofia Concreta<br />
Volume I,<br />
Volume II e<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>Métodos Lógicos e Dialéticos<br />
Volume I,<br />
Volume II, e<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>Filosofias da Afirmação e da Negação;<br />
</li>
<li>Tratado de Economia<br />
Volume I e<br />
Volume II;<br />
</li>
<li>Filosofia e História da Cultura<br />
Volume I<br />
Volume II e<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>Análise de Temas Sociais<br />
Volume I<br />
Volume II<br />
Volume III;<br />
</li>
<li>O Problema Social;<br />
</li>
<li>A Sabedoria da Unidade;<br />
</li>
<li>A Sabedoria das Leis Eternas;<br />
</li>
<li>A Sabedoria dos Príncipios;<br />
</li>
<li>Aspectos dos Ciclos Culturais;<br />
</li>
<li>Curso de Integração Pessoal;<br />
</li>
<li>Curso de Oratória e Retórica<br />
Volume I eVolume II;<br />
</li>
<li>Técnica do Discurso Moderno;<br />
</li>
<li>Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais;<br />
</li>
<li>Erros na Filosofia da Natureza;<br />
</li>
<li>Análise Dialética do Marxismo.<br />
</li></ol>
<span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Esse tópico faz parte do projeto </span></span></span><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Segunda das Relíquias perdidas</span></span></span></a><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">.</span></span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[O HERÓI DO NOSSO TEMPO!]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5346</link>
			<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 01:47:04 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=5346</guid>
			<description><![CDATA[Esses meses, eu tinha relido os demônios, de Dostoiévski, e eu fico fascinado com o personagem Stavróguin, pois ele tinha uma imponência natural perante os outros, era desejado pelas mulheres, e admirado e temido pelos homens, ele não fazia questão de fazer parte da organização, mas era uma espécie de lider natural do movimento revolucionário, mesmo não sendo o líder real.<br />
<br />
Uma cena que me marcou profundamente foi quando Piorth, lider oficial da cúpula revolucionária, corre desesperadamente atrás dele, pulando pelas ruas, pois a calçada era extreita, porem ele não se importava, pois ele precisava ir atrás de seu ídolo, seu so.<br />
<br />
Nesse livro, há 3 personagens chaves para entender Stavróguin, Chatov, Kirillov, e o próprio Piorth, todos esses personagens tinha seus próprios dramas e características, de fato, mas de alguma forma, todos eram uma espécie de discípulo de Stavróguin, e todos se sentia de certo modo, abandonado por ele, pois ele era um absurdista, um bon vivant, um degenerado, que tinha essas ideias para logo depois as abandonar, pois ele se via maior que essas ideias.<br />
<br />
O final de Nikolai(stavróguin) é trágico, e não é trágico só pelo seu arrependimento, pois não precisava ser trágico, mas por sua constante confusão sobre que caminho tomar, sua constante angustia por não ter, ou julgar não ter, nenhum caminho que se adeque a ele.<br />
<br />
Ele cedeu a seus impulsos mais baixos e foi consumido por eles por sua arrogância e confusão mental.<br />
<br />
O lado espiritual que ele relata no final do livro foi um dos ponta pés iniciais para eu considerar e levar o cristianismo mais a sério.<br />
<br />
Ele era um grande homem, mas não necessariamente um homem moral.<br />
<br />
Outro que eu me identifico muito, é miyamoto musashi, um espadachim que através do caminho solitário conseguiu desenvolver seu próprio estilo de luta e se tornou grandioso a sua maneira. Mas ao contrário de Nikolai, não cedeu a seus impulsos baixos e seguiu o caminho da disciplina.<br />
<br />
É interessante ver o paralelo do destino de musashi com o destino de seu amigo matahashi. Porém isso eu relato no outro tópico que eu subi agora, e é sobre esse assunto que eu abordo nesse podcast que fiz recentemente, e que tentarei abordar com mais profundidade daqui para frente.<br />
<br />
<!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/eyc4NLy7KOs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --><br />
Talvez eu tenha escrito alguns nomes em russo meio errado, pois faz um certo tempo que li o livro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Esses meses, eu tinha relido os demônios, de Dostoiévski, e eu fico fascinado com o personagem Stavróguin, pois ele tinha uma imponência natural perante os outros, era desejado pelas mulheres, e admirado e temido pelos homens, ele não fazia questão de fazer parte da organização, mas era uma espécie de lider natural do movimento revolucionário, mesmo não sendo o líder real.<br />
<br />
Uma cena que me marcou profundamente foi quando Piorth, lider oficial da cúpula revolucionária, corre desesperadamente atrás dele, pulando pelas ruas, pois a calçada era extreita, porem ele não se importava, pois ele precisava ir atrás de seu ídolo, seu so.<br />
<br />
Nesse livro, há 3 personagens chaves para entender Stavróguin, Chatov, Kirillov, e o próprio Piorth, todos esses personagens tinha seus próprios dramas e características, de fato, mas de alguma forma, todos eram uma espécie de discípulo de Stavróguin, e todos se sentia de certo modo, abandonado por ele, pois ele era um absurdista, um bon vivant, um degenerado, que tinha essas ideias para logo depois as abandonar, pois ele se via maior que essas ideias.<br />
<br />
O final de Nikolai(stavróguin) é trágico, e não é trágico só pelo seu arrependimento, pois não precisava ser trágico, mas por sua constante confusão sobre que caminho tomar, sua constante angustia por não ter, ou julgar não ter, nenhum caminho que se adeque a ele.<br />
<br />
Ele cedeu a seus impulsos mais baixos e foi consumido por eles por sua arrogância e confusão mental.<br />
<br />
O lado espiritual que ele relata no final do livro foi um dos ponta pés iniciais para eu considerar e levar o cristianismo mais a sério.<br />
<br />
Ele era um grande homem, mas não necessariamente um homem moral.<br />
<br />
Outro que eu me identifico muito, é miyamoto musashi, um espadachim que através do caminho solitário conseguiu desenvolver seu próprio estilo de luta e se tornou grandioso a sua maneira. Mas ao contrário de Nikolai, não cedeu a seus impulsos baixos e seguiu o caminho da disciplina.<br />
<br />
É interessante ver o paralelo do destino de musashi com o destino de seu amigo matahashi. Porém isso eu relato no outro tópico que eu subi agora, e é sobre esse assunto que eu abordo nesse podcast que fiz recentemente, e que tentarei abordar com mais profundidade daqui para frente.<br />
<br />
<!-- start: video_youtube_embed --><br />
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Talvez eu tenha escrito alguns nomes em russo meio errado, pois faz um certo tempo que li o livro.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Conhecendo o Autor #04 - Ernest Hemingway]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4871</link>
			<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 22:35:13 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4871</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ERNEST HEMINGWAY</span><br />
<br />
<img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTNJo2LYVAc5mym8uVZ5juYM7lDAIHJMqQT7g&amp;usqp=CAU" alt="[Image: images?q=tbn:ANd9GcTNJo2LYVAc5mym8uVZ5ju...g&amp;usqp=CAU]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>“Um homem inteligente é por vezes forçado a embebedar-se ou a isolar-se, para conseguir aguentar os idiotas com que se vai cruzando todos os dias”</blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Esse era o lema do autor de O Velho e o Mar, Ernest Hemingway, nascido em 21 de julho de 1899, no estado norte-americano de Illinois.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ernest era filho de pais respeitados na periferia onde nasceu, sendo seu pai médico e sua mãe professora de canto (ópera). O desejo de seu pai era que ele seguisse carreira na medicina, mas desde sempre se sentiu atraído pela literatura.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Interessante que diferente dos autores que já vimos, como Kafka e Bukowski, que tinham relações conturbadíssimas com os pais, era a mãe dele que tinha um gênio forte e difícil de se conviver.</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Hemingway, que sempre teve fascínio pela literatura, começou a trabalhar como jornalista em um jornal do Kansas antes mesmo de sair do colegial, tamanha sua desenvoltura e facilidade de escrita.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Chegou a se alistar no exército, mas foi dispensado devido a um problema de visão. Mas isso não o impediu de ir atrás do seu objetivo: participar de alguma forma da Primeira Grande Guerra, que viria mudar os rumos do mundo. Ele se voluntariou no exército italiano e foi chamado para ser motorista de ambulância. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ocorre que ele foi gravemente ferido durante o trabalho e passou um bom tempo em recuperação, ao passo que se apaixonou por sua enfermeira e, assim como os grandes escritores, transformou isso em livro, dando vida a obra Adeus às Armas (1929), onde ele relata suas recordações da guerra, ao passo que o jovem personagem do livro, um jornalista americano que defende a Itália na guerra, se apaixona por uma enfermeira e deserta.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois de recuperado, voltou para a sua cidade natal, mas não se adaptou muito bem. Ora, a vida era pacata demais para um veterano de guerra de nem 20 anos de idade <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Logo se casou – apaixonava fácil o cidadão – e foi morar em Paris (1921), que na época era o berço da cultura do mundo. Lá começou a trabalhar para uma revista e escreveu dezenas de histórias.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Em 1925 foi tirar férias na Áustria e conheceu, então, a mulher que viria a ser sua segunda esposa, ao passo que tiveram um filho (já era o segundo de Ernest) e foram morar em 1928 na Flórida, por indicação de um amigo (detalhe que ele conheceu essa mulher enquanto estava casado com a primeira. Antes de pedir o divórcio, a ex esposa descobriu a parada hehehe).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Nesse intervalo, ele escreveu o que viria a ser uma das suas obras mais esplendorosas, O Sol Também se Levanta. Na obra – que lhe deu fama, de fato – ele retrata a vida de um jornalista americano que, ferido na guerra, se torna impotente.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Foi mais ou menos nessa época que ficou sabendo que seu pai havia tirado a própria vida. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Sua mãe, gente finíssima, o encaminhou a arma que seu genitor usara no suicídio. Ele não conseguiu decifrar o significado de tal ato, tendo morrido sem saber.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>“São precisos dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar”</blockquote>
</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois desse acontecido, voltou a morar na França e por lá ficou um bom tempo, até que foi convidado a ser correspondente no exército republicano na Guerra Civil Espanhola, ao passo que Ernest acompanhou tudo o que ocorreu nesse período, já que havia se aliado às forças republicanas contra o fascismo (1936 a 1939).</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Diante de tudo que vira, publicou Por Quem os Sinos Dobram em 1940 (a Segunda Guerra já havia começado), livro que narra três dias na vida de um americano na Guerra Civil Espanhola. O relato é tão reconhecido que chegou a virar filme.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, como eu disse, Hemigway se apaixonava fácil (inclusive por mulheres casadas <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /> e casou-se mais uma cacetada de vezes, tendo outros filhos).</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois desse período, Ernest, que fazia pescarias todo ano em Havana, foi morar definitivamente em Cuba.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Em 1946 casou-se pela quarta e última vez.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quatro anos depois, já famoso por seus escritos e aclamado pela crítica, o New York Times chegou a colocá-lo como o melhor escritor do mundo após a morte de Shakespeare. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E é em 1952 que escreve a maior de suas obras primas: O Velho e o Mar.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Aos camaradas realistas, indico fortemente a leitura desse livro. É um senhor que passa dias e dias a fio sem pescar um peixe sequer, quando de repente, pesca uma baleia. Não vou dar spoiler, mas é uma das grandes obras da minha vida. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Não se trata de um velho, um peixe e/ou um mar. Trata-se de princípios, valores, paciência, respeito. Muito respeito.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Por conta dessa obra, ganhou um prêmio Pulitzer (hoje é dado só para mentes esquerdistas doentias) em 1953 e, no ano seguinte, premiado com um Nobel da Literatura, também por O Velho e o Mar.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Merecidíssimo, grande obra. Espetacular. Puta que o pariu.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>“A felicidade em pessoas em inteligentes é das coisas mais raras que conheço”</blockquote>
</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Em 1960 saiu de Cuba e voltou para sua terra natal, ainda com sua quarta esposa.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ernest começou a ter problemas com a depressão e, em 1961, pegou sua espingarda de caça favorita (fazia coleção de armas) e deu um tiro na sua própria cabeça. Assim como seu pai, Hemingway tirou a própria vida.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Sua esposa, tempos depois, reuniu seus manuscritos e publicou, sob título Paris é Uma Festa.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, uma curiosidade, só para encerrar, é que Ernest foi uma das inspirações literárias do cidadão que eu mais acho absurdo na literatura, Charles Bukowski. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Mais uma gama de obras que vão entrar aí na lista de leituras futuras.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Vou ter que viver 250 anos para ler tudo.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
Valeu camaradas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ERNEST HEMINGWAY</span><br />
<br />
<img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTNJo2LYVAc5mym8uVZ5juYM7lDAIHJMqQT7g&amp;usqp=CAU" alt="[Image: images?q=tbn:ANd9GcTNJo2LYVAc5mym8uVZ5ju...g&amp;usqp=CAU]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>“Um homem inteligente é por vezes forçado a embebedar-se ou a isolar-se, para conseguir aguentar os idiotas com que se vai cruzando todos os dias”</blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Esse era o lema do autor de O Velho e o Mar, Ernest Hemingway, nascido em 21 de julho de 1899, no estado norte-americano de Illinois.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ernest era filho de pais respeitados na periferia onde nasceu, sendo seu pai médico e sua mãe professora de canto (ópera). O desejo de seu pai era que ele seguisse carreira na medicina, mas desde sempre se sentiu atraído pela literatura.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Interessante que diferente dos autores que já vimos, como Kafka e Bukowski, que tinham relações conturbadíssimas com os pais, era a mãe dele que tinha um gênio forte e difícil de se conviver.</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Hemingway, que sempre teve fascínio pela literatura, começou a trabalhar como jornalista em um jornal do Kansas antes mesmo de sair do colegial, tamanha sua desenvoltura e facilidade de escrita.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Chegou a se alistar no exército, mas foi dispensado devido a um problema de visão. Mas isso não o impediu de ir atrás do seu objetivo: participar de alguma forma da Primeira Grande Guerra, que viria mudar os rumos do mundo. Ele se voluntariou no exército italiano e foi chamado para ser motorista de ambulância. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ocorre que ele foi gravemente ferido durante o trabalho e passou um bom tempo em recuperação, ao passo que se apaixonou por sua enfermeira e, assim como os grandes escritores, transformou isso em livro, dando vida a obra Adeus às Armas (1929), onde ele relata suas recordações da guerra, ao passo que o jovem personagem do livro, um jornalista americano que defende a Itália na guerra, se apaixona por uma enfermeira e deserta.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois de recuperado, voltou para a sua cidade natal, mas não se adaptou muito bem. Ora, a vida era pacata demais para um veterano de guerra de nem 20 anos de idade <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Logo se casou – apaixonava fácil o cidadão – e foi morar em Paris (1921), que na época era o berço da cultura do mundo. Lá começou a trabalhar para uma revista e escreveu dezenas de histórias.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Em 1925 foi tirar férias na Áustria e conheceu, então, a mulher que viria a ser sua segunda esposa, ao passo que tiveram um filho (já era o segundo de Ernest) e foram morar em 1928 na Flórida, por indicação de um amigo (detalhe que ele conheceu essa mulher enquanto estava casado com a primeira. Antes de pedir o divórcio, a ex esposa descobriu a parada hehehe).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Nesse intervalo, ele escreveu o que viria a ser uma das suas obras mais esplendorosas, O Sol Também se Levanta. Na obra – que lhe deu fama, de fato – ele retrata a vida de um jornalista americano que, ferido na guerra, se torna impotente.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Foi mais ou menos nessa época que ficou sabendo que seu pai havia tirado a própria vida. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Sua mãe, gente finíssima, o encaminhou a arma que seu genitor usara no suicídio. Ele não conseguiu decifrar o significado de tal ato, tendo morrido sem saber.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>“São precisos dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar”</blockquote>
</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois desse acontecido, voltou a morar na França e por lá ficou um bom tempo, até que foi convidado a ser correspondente no exército republicano na Guerra Civil Espanhola, ao passo que Ernest acompanhou tudo o que ocorreu nesse período, já que havia se aliado às forças republicanas contra o fascismo (1936 a 1939).</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Diante de tudo que vira, publicou Por Quem os Sinos Dobram em 1940 (a Segunda Guerra já havia começado), livro que narra três dias na vida de um americano na Guerra Civil Espanhola. O relato é tão reconhecido que chegou a virar filme.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, como eu disse, Hemigway se apaixonava fácil (inclusive por mulheres casadas <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /> e casou-se mais uma cacetada de vezes, tendo outros filhos).</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois desse período, Ernest, que fazia pescarias todo ano em Havana, foi morar definitivamente em Cuba.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Em 1946 casou-se pela quarta e última vez.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quatro anos depois, já famoso por seus escritos e aclamado pela crítica, o New York Times chegou a colocá-lo como o melhor escritor do mundo após a morte de Shakespeare. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E é em 1952 que escreve a maior de suas obras primas: O Velho e o Mar.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Aos camaradas realistas, indico fortemente a leitura desse livro. É um senhor que passa dias e dias a fio sem pescar um peixe sequer, quando de repente, pesca uma baleia. Não vou dar spoiler, mas é uma das grandes obras da minha vida. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Não se trata de um velho, um peixe e/ou um mar. Trata-se de princípios, valores, paciência, respeito. Muito respeito.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Por conta dessa obra, ganhou um prêmio Pulitzer (hoje é dado só para mentes esquerdistas doentias) em 1953 e, no ano seguinte, premiado com um Nobel da Literatura, também por O Velho e o Mar.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Merecidíssimo, grande obra. Espetacular. Puta que o pariu.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>“A felicidade em pessoas em inteligentes é das coisas mais raras que conheço”</blockquote>
</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Em 1960 saiu de Cuba e voltou para sua terra natal, ainda com sua quarta esposa.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ernest começou a ter problemas com a depressão e, em 1961, pegou sua espingarda de caça favorita (fazia coleção de armas) e deu um tiro na sua própria cabeça. Assim como seu pai, Hemingway tirou a própria vida.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Sua esposa, tempos depois, reuniu seus manuscritos e publicou, sob título Paris é Uma Festa.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, uma curiosidade, só para encerrar, é que Ernest foi uma das inspirações literárias do cidadão que eu mais acho absurdo na literatura, Charles Bukowski. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Mais uma gama de obras que vão entrar aí na lista de leituras futuras.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Vou ter que viver 250 anos para ler tudo.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
Valeu camaradas.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Livro] Nascido para Correr (2009)/ Christopher McDougall]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4811</link>
			<pubDate>Fri, 30 Oct 2020 12:52:34 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4811</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><a href="https://draft.blogger.com/blog/post/edit/6959654494199557640/1168487460768412605#" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://1.bp.blogspot.com/-0O5S7PDu3Wc/Xzc9OJoVXeI/AAAAAAAAKyk/ev_y4rkKr8Yn8PTKLPvDR0q2R3pKW4rfQCLcBGAsYHQ/s640/811U6x50BhL.jpg" width="436" height="640" alt="[Image: 811U6x50BhL.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></span><br />
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<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Introdução</span></span></span></div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Existe algo muito universal nessa sensação, no modo como o ato de correr combina dois de nossos impulsos primais: sentir medo e sentir prazer. Corremos quando estamos assustados, quando estamos em êxtase, quando queremos fugir dos problemas e para curtir momentos de felicidade.</span></span></span></div></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Conselhos úteis</span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Os tarahumaras</span></span></span></div>
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">‘Quando alguém corre sobre a terra e com a terra, pode correr para sempre’”.</span></span></span><br />
</li></ul>
</blockquote></blockquote></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Quando o assunto são distâncias enormes, ninguém consegue derrotar um corredor tarahumara – nem um guepardo, nem um cavalo de corrida, nem um maratonista olímpico. (...) Os tarahumaras festejam durante toda a noite, depois se animam para, na manhã seguinte, dar início a uma corrida que não percorre três quilômetros nem dura duas horas, e sim dois dias inteiros.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">As exceções, no caso, são os seres humanos que correm e não se machucam. Em cada dez corredores, pelo menos oito se ferem todos os anos. Não importa se você é magro ou gordo, veloz ou moderado, campeão de maratona ou corredor de final de semana, você está sujeito aos mesmos riscos de comprometer joelhos, canelas, tendões, quadris ou calcanhares. Na próxima vez em que se inscrever para uma Turkey Trot, tradicional corrida realizada nos eua perto do Dia de Ação de Graças, observe os corredores ao seu lado: pelas estatísticas, apenas um de vocês três irá chegar para a comemoração do final da prova.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"> Costumam beber sem medida todas as semanas, consumindo, em um ano, uma quantidade de cerveja de milho a ponto de gastar cada terceiro dia da vida adulta embriagados ou em recuperação. Ao contrário de Lance Armstrong, não recompõem o corpo com bebidas ricas em substâncias revigorantes, nem recorrem a barras energéticas. </span></span></div>
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<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Na verdade, os integrantes da tribo consomem pouca proteína: sua dieta é baseada no milho, cultivado por eles mesmos, acompanhado de um prato bastante apreciado – camundongo assado. Para as corridas, não treinam nem se preparam, não fazem alongamentos nem aquecimentos. Apenas caminham até o ponto de largada, rindo e fazendo brincadeiras... E correm como loucos por 48 horas seguidas.</span></span></div></blockquote>
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<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"> Alguns meses depois, vim a saber que o iskiate também é chamado de chia fresca. O preparo consiste em dissolver sementes de chia (Salvia hispanica) em água, com um pouco de açúcar e sumo de lima. No que se refere às propriedades nutricionais, uma colher de sopa de chia pode ser comparada a uma vitamina preparada com salmão, espinafre e hormônios humanos para o crescimento. Apesar de minúsculas, as sementes são ricas em ômega 3, ômega 6, proteínas, cálcio, ferro, zinco, fibras e antioxidantes. Se você tivesse de escolher apenas um alimento para levar a uma ilha deserta, a melhor opção seria a chia – pelo menos se a sua preocupação fosse fortalecer os músculos e reduzir o colesterol e os riscos de problemas cardíacos.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Esse era o verdadeiro segredo dos tarahumaras: eles nunca esqueciam como era gostar de correr. Tinham em mente o fato de que a corrida foi a primeira arte que o ser humano dominou, o nosso ato original de criação inspirada. Ao mesmo tempo que desenhávamos imagens em cavernas e tirávamos sons de troncos ocos, também aperfeiçoávamos a técnica de ajustar a respiração, a mente e os músculos, buscando uma ágil autopropulsão sobre superfícies íngremes. E, quando os nossos ancestrais finalmente fizeram os primeiros registros nas cavernas, o que eles retratavam? Um rápido raio, um ataque vigoroso – veja só, o Homem Corredor.</span></span></span></div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">A corrida à distância tinha valor porque era indispensável. Era o meio de sobreviver e manter a espécie no planeta. Era preciso correr para comer e para não virar comida; para encontrar uma parceira, impressioná-la e, ao lado dela, correr para formar uma nova vida juntos. Era preciso amar a corrida, ou não daria para sobreviver para amar outra coisa. E, como acontece com quase tudo o que amamos (tudo o que chamamos de “paixões” e “desejos”), trata-se de uma necessidade ancestral herdada.</span></span></span></div></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Desenvolvimento Pessoal</span></span></span></div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Talvez todos os nossos problemas – violência, obesidade, doença, depressão e tristeza que não conseguimos superar – tenham começado quando paramos de viver como o povo corredor. Ao negar nossa natureza, ela irrompeu de outra forma, e não tão bonita.</span></span></span><br />
</li></ul>
</blockquote>
</div></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Existem duas deusas em seus corações. A da sabedoria e a da riqueza. Todo mundo acha que, se conseguir a riqueza, a sabedoria virá depois, e acaba concentrando a atenção na busca de dinheiro. Mas isso tem um custo. Se você dedicar seu coração à deusa da sabedoria e entregar a ela todo o seu amor e a sua atenção, a deusa da riqueza sentirá ciúme e irá persegui-lo”. Não espere nada em troca de sua dedicação à corrida e ganhará mais do que jamais imaginou.</span></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Pratique a abundância compartilhando o que ganha”, “Invista nos relacionamentos pessoais” ou “Faça da integridade uma marca do seu conjunto de valores”.</span></span></span></div>
<br />
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<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Sempre que uma forma de arte perde sua força, quando se enfraquece pela elaboração intelectual e os princípios iniciais caem em tradições rançosas, uma onda radical pode surgir para reacendê-la e fazê-la ressurgir do nada. Os ultracorredores chamados de Young Guns podiam ser comparados aos escritores da geração perdida da década de 1920, aos poetas beats dos anos 1950 e aos criadores do rock da geração de 1960: eram pobres, sem sucesso e livres de qualquer expectativa. Eram artistas do corpo, criando com a paleta da resistência humana.</span></span></div>
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<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Eu sabia que exercícios aeróbicos tinham um forte poder antidepressivo, porém não havia percebido como poderiam ajudar a estabilizar o humor e (odeio usar a palavra) propiciar a meditação. Se você não chegar a uma resposta para os seus problemas depois de uma corrida de quatro horas, é porque o seu problema não tem solução.</span></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Poesia, música, mato, mar, isolamento – isso resultou numa enorme força espiritual. Ficou claro que o preparo espiritual, tanto quanto ou ainda mais que o preparo físico, precisa ser armazenado antes de uma corrida.” Herb Elliott, campeão olímpico e recordista mundial na milha, que treinava descalço, escrevia poesias e se aposentou invicto</span></span></span></div>
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Apenas quando uma alma morta consegue apagar todos os vestígios da passagem pela terra, ela está apta a partir para outra vida.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Correndo Melhor</span></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Não tente brigar com o terreno”, Caballo falou por cima do ombro. “Aceite o que lhe for dado. Se você pode escolher entre dar um passo ou dois entre as rochas, dê três.” De tanto tempo que havia passado em meio àquelas trilhas, Caballo já tinha até dado apelidos para as pedras do caminho: algumas eram as ayudantes, que ajudavam a dar impulso para frente; outras pareciam fazer o mesmo, mas não ofereciam firmeza e podiam se revelar “traidoras”, e outras ainda eram chamadas de chingoncitos, pequenas malditas que estavam ali só para atrapalhar.</span></span></span></div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“A lição número dois”, avisou Caballo, referindo-se ao modo de correr, “é pensar: fácil, leve, suave e rápido. Você começa com o ‘fácil’, porque só de conseguir isso já é alguma coisa. Depois se concentre na leveza. Faça tudo sem esforço, como se não ligasse para a altura da montanha ou a distância que tem pela frente. Quando souber fazer isso tão bem que nem perceber mais, lembre-se do quanto é suaaaaave. Não se preocupe com o último aspecto porque, quando dominar os três primeiros, você será rápido.”</span></span></span></div></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Além do cansaço e esgotamento extremos, podemos encontrar reservas de energia e conforto que jamais imaginamos possuir; fontes de força nunca invocadas porque nunca fomos ao limite”.</span></span></span></div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Em dia de corrida, você precisa de duzentas calorias por hora. O segredo está em saber como consumir isso aos poucos, e é preciso recorrer a um fluxo constante para não sobrecarregar o estômago. Vai ser um bom treino.”</span></span></span></div></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">"na próxima vez em que machucarem os pés, caminhem sobre pedras escorregadias de um riacho frio."</span></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Ninguém para de correr porque envelheceu”, afirmou Jack Kirk. “Apenas envelhece porque parou de correr.”</span></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">O modo de ativar o mecanismo de queima de gordura é mantendo o corpo abaixo de seu limite aeróbico (momento em que se torna difícil respirar) durante as corridas de resistência.</span></span></span></div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Eric me mandava correr por duas horas seguidas, com a única recomendação de me concentrar na forma, e manter o ritmo suave o bastante para respirar com a boca fechada. (Cinquenta anos antes, Arthur Lydiard também deu sua dica para controlar o ritmo cardíaco e de corrida: “Apenas corra na velocidade em que consegue conversar”.)</span></span></div></blockquote>
<br />
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<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">“Quanto mais rápido você correr com conforto, menos energia irá demandar. A velocidade significa menos tempo sobre os pés”.</span></span></div>
<br />
<br />
<br />
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<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Tênis de Corrida (!?)</span></span></span></span></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">O tênis bloqueia a dor, e não o impacto! A dor nos ensina a correr do jeito certo! A partir do momento em que você começar a correr descalço, irá mudar a sua forma de correr.</span></span></span></div>
<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Diversos machucados nos joelhos e nos pés que nos castigam são resultado do hábito de correr com calçados que enfraquecem os pés, exigem uma pronação excessiva e forçam os joelhos. Até 1972, quando a Nike inventou os tênis esportivos modernos, as pessoas corriam com calçados de solado fino, tinham pés fortes e apresentavam um índice bem menor de ferimentos nos joelhos.( Daniel Lieberman, professor de antropologia biológica de Harvard,)</span></span><br />
</li></ul>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Verdade dolorosa número 1: </span>Os melhores calçados são os piores. (...) o relatório de 1991 na Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise, que revelou que “quem usa tênis caros, anunciados por suas características adicionais capazes de proteger (por exemplo, maior amortecimento, ‘correção da pronação’), se fere com bem mais frequência do que os corredores que usam tênis baratos (que custam menos de quarenta dólares)”. Até parece piada: o dobro do preço, o dobro de problemas.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Não há provas de que os tênis de corrida de fato contribuam para evitar machucados. Em uma pesquisa realizada em 2008 para o British Journal of Sports Medicine, o doutor Craig Richards, pesquisador da Universidade de Newcastle, na Austrália, revelou que não existem estudos conclusivos (nem um sequer) que demonstre que os tênis de corrida reduzem as chances de ferimentos.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Verdade dolorosa número 2: </span>Tênis velhos são melhores do que tênis novos. (...) Mas como o controle dos pés e o uso de uma sola desgastada podem evitar problemas nas pernas? Por causa de um ingrediente mágico: o medo. (...) conforme os tênis de corrida se desgastavam e o sistema de amortecimento reduzia, os pés dos corredores se estabilizavam e ganhavam mais segurança.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"> É lógico que isso deveria ser óbvio: o impacto sobre as pernas decorrente da corrida pode corresponder a doze vezes o peso do corpo, por isso não faz sentido achar que alguns centímetros de borracha possam fazer algo contra, no meu caso, cerca de 1.200 quilos de carne, ossos e músculos. Você pode encapar um ovo com uma luva de borracha antes de dar uma martelada nele, porém ele jamais sairá ileso do golpe.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Verdade dolorosa final: </span>“os seres humanos foram criados para correr descalços”.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Para sustentar o arco do pé, existe uma rede muito bem afinada de 26 ossos, 33 articulações, doze tendões flexíveis e dezoito músculos, todos capazes de alongar e se adaptar como uma ponte suspensa projetada para resistir a um terremoto. “Colocar os pés dentro de sapatos é o mesmo que engessá-los”.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Conclusão </span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Leitura essencial.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Recomendo.</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Grande abraço! </span></span></div>
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><br />
____________________________________</span></span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><a href="https://draft.blogger.com/blog/post/edit/6959654494199557640/1168487460768412605#" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://1.bp.blogspot.com/-0O5S7PDu3Wc/Xzc9OJoVXeI/AAAAAAAAKyk/ev_y4rkKr8Yn8PTKLPvDR0q2R3pKW4rfQCLcBGAsYHQ/s640/811U6x50BhL.jpg" width="436" height="640" alt="[Image: 811U6x50BhL.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></span><br />
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Introdução</span></span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Existe algo muito universal nessa sensação, no modo como o ato de correr combina dois de nossos impulsos primais: sentir medo e sentir prazer. Corremos quando estamos assustados, quando estamos em êxtase, quando queremos fugir dos problemas e para curtir momentos de felicidade.</span></span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Conselhos úteis</span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Os tarahumaras</span></span></span></div>
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">‘Quando alguém corre sobre a terra e com a terra, pode correr para sempre’”.</span></span></span><br />
</li></ul>
</blockquote></blockquote></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Quando o assunto são distâncias enormes, ninguém consegue derrotar um corredor tarahumara – nem um guepardo, nem um cavalo de corrida, nem um maratonista olímpico. (...) Os tarahumaras festejam durante toda a noite, depois se animam para, na manhã seguinte, dar início a uma corrida que não percorre três quilômetros nem dura duas horas, e sim dois dias inteiros.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">As exceções, no caso, são os seres humanos que correm e não se machucam. Em cada dez corredores, pelo menos oito se ferem todos os anos. Não importa se você é magro ou gordo, veloz ou moderado, campeão de maratona ou corredor de final de semana, você está sujeito aos mesmos riscos de comprometer joelhos, canelas, tendões, quadris ou calcanhares. Na próxima vez em que se inscrever para uma Turkey Trot, tradicional corrida realizada nos eua perto do Dia de Ação de Graças, observe os corredores ao seu lado: pelas estatísticas, apenas um de vocês três irá chegar para a comemoração do final da prova.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"> Costumam beber sem medida todas as semanas, consumindo, em um ano, uma quantidade de cerveja de milho a ponto de gastar cada terceiro dia da vida adulta embriagados ou em recuperação. Ao contrário de Lance Armstrong, não recompõem o corpo com bebidas ricas em substâncias revigorantes, nem recorrem a barras energéticas. </span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Na verdade, os integrantes da tribo consomem pouca proteína: sua dieta é baseada no milho, cultivado por eles mesmos, acompanhado de um prato bastante apreciado – camundongo assado. Para as corridas, não treinam nem se preparam, não fazem alongamentos nem aquecimentos. Apenas caminham até o ponto de largada, rindo e fazendo brincadeiras... E correm como loucos por 48 horas seguidas.</span></span></div></blockquote>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"> Alguns meses depois, vim a saber que o iskiate também é chamado de chia fresca. O preparo consiste em dissolver sementes de chia (Salvia hispanica) em água, com um pouco de açúcar e sumo de lima. No que se refere às propriedades nutricionais, uma colher de sopa de chia pode ser comparada a uma vitamina preparada com salmão, espinafre e hormônios humanos para o crescimento. Apesar de minúsculas, as sementes são ricas em ômega 3, ômega 6, proteínas, cálcio, ferro, zinco, fibras e antioxidantes. Se você tivesse de escolher apenas um alimento para levar a uma ilha deserta, a melhor opção seria a chia – pelo menos se a sua preocupação fosse fortalecer os músculos e reduzir o colesterol e os riscos de problemas cardíacos.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Esse era o verdadeiro segredo dos tarahumaras: eles nunca esqueciam como era gostar de correr. Tinham em mente o fato de que a corrida foi a primeira arte que o ser humano dominou, o nosso ato original de criação inspirada. Ao mesmo tempo que desenhávamos imagens em cavernas e tirávamos sons de troncos ocos, também aperfeiçoávamos a técnica de ajustar a respiração, a mente e os músculos, buscando uma ágil autopropulsão sobre superfícies íngremes. E, quando os nossos ancestrais finalmente fizeram os primeiros registros nas cavernas, o que eles retratavam? Um rápido raio, um ataque vigoroso – veja só, o Homem Corredor.</span></span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">A corrida à distância tinha valor porque era indispensável. Era o meio de sobreviver e manter a espécie no planeta. Era preciso correr para comer e para não virar comida; para encontrar uma parceira, impressioná-la e, ao lado dela, correr para formar uma nova vida juntos. Era preciso amar a corrida, ou não daria para sobreviver para amar outra coisa. E, como acontece com quase tudo o que amamos (tudo o que chamamos de “paixões” e “desejos”), trata-se de uma necessidade ancestral herdada.</span></span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Desenvolvimento Pessoal</span></span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><ul class="mycode_list">
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<li><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Talvez todos os nossos problemas – violência, obesidade, doença, depressão e tristeza que não conseguimos superar – tenham começado quando paramos de viver como o povo corredor. Ao negar nossa natureza, ela irrompeu de outra forma, e não tão bonita.</span></span></span><br />
</li></ul>
</blockquote>
</div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Existem duas deusas em seus corações. A da sabedoria e a da riqueza. Todo mundo acha que, se conseguir a riqueza, a sabedoria virá depois, e acaba concentrando a atenção na busca de dinheiro. Mas isso tem um custo. Se você dedicar seu coração à deusa da sabedoria e entregar a ela todo o seu amor e a sua atenção, a deusa da riqueza sentirá ciúme e irá persegui-lo”. Não espere nada em troca de sua dedicação à corrida e ganhará mais do que jamais imaginou.</span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Pratique a abundância compartilhando o que ganha”, “Invista nos relacionamentos pessoais” ou “Faça da integridade uma marca do seu conjunto de valores”.</span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Sempre que uma forma de arte perde sua força, quando se enfraquece pela elaboração intelectual e os princípios iniciais caem em tradições rançosas, uma onda radical pode surgir para reacendê-la e fazê-la ressurgir do nada. Os ultracorredores chamados de Young Guns podiam ser comparados aos escritores da geração perdida da década de 1920, aos poetas beats dos anos 1950 e aos criadores do rock da geração de 1960: eram pobres, sem sucesso e livres de qualquer expectativa. Eram artistas do corpo, criando com a paleta da resistência humana.</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Eu sabia que exercícios aeróbicos tinham um forte poder antidepressivo, porém não havia percebido como poderiam ajudar a estabilizar o humor e (odeio usar a palavra) propiciar a meditação. Se você não chegar a uma resposta para os seus problemas depois de uma corrida de quatro horas, é porque o seu problema não tem solução.</span></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Poesia, música, mato, mar, isolamento – isso resultou numa enorme força espiritual. Ficou claro que o preparo espiritual, tanto quanto ou ainda mais que o preparo físico, precisa ser armazenado antes de uma corrida.” Herb Elliott, campeão olímpico e recordista mundial na milha, que treinava descalço, escrevia poesias e se aposentou invicto</span></span></span></div>
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Apenas quando uma alma morta consegue apagar todos os vestígios da passagem pela terra, ela está apta a partir para outra vida.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">Correndo Melhor</span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Não tente brigar com o terreno”, Caballo falou por cima do ombro. “Aceite o que lhe for dado. Se você pode escolher entre dar um passo ou dois entre as rochas, dê três.” De tanto tempo que havia passado em meio àquelas trilhas, Caballo já tinha até dado apelidos para as pedras do caminho: algumas eram as ayudantes, que ajudavam a dar impulso para frente; outras pareciam fazer o mesmo, mas não ofereciam firmeza e podiam se revelar “traidoras”, e outras ainda eram chamadas de chingoncitos, pequenas malditas que estavam ali só para atrapalhar.</span></span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“A lição número dois”, avisou Caballo, referindo-se ao modo de correr, “é pensar: fácil, leve, suave e rápido. Você começa com o ‘fácil’, porque só de conseguir isso já é alguma coisa. Depois se concentre na leveza. Faça tudo sem esforço, como se não ligasse para a altura da montanha ou a distância que tem pela frente. Quando souber fazer isso tão bem que nem perceber mais, lembre-se do quanto é suaaaaave. Não se preocupe com o último aspecto porque, quando dominar os três primeiros, você será rápido.”</span></span></span></div></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Além do cansaço e esgotamento extremos, podemos encontrar reservas de energia e conforto que jamais imaginamos possuir; fontes de força nunca invocadas porque nunca fomos ao limite”.</span></span></span></div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Em dia de corrida, você precisa de duzentas calorias por hora. O segredo está em saber como consumir isso aos poucos, e é preciso recorrer a um fluxo constante para não sobrecarregar o estômago. Vai ser um bom treino.”</span></span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">"na próxima vez em que machucarem os pés, caminhem sobre pedras escorregadias de um riacho frio."</span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">“Ninguém para de correr porque envelheceu”, afirmou Jack Kirk. “Apenas envelhece porque parou de correr.”</span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">O modo de ativar o mecanismo de queima de gordura é mantendo o corpo abaixo de seu limite aeróbico (momento em que se torna difícil respirar) durante as corridas de resistência.</span></span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Eric me mandava correr por duas horas seguidas, com a única recomendação de me concentrar na forma, e manter o ritmo suave o bastante para respirar com a boca fechada. (Cinquenta anos antes, Arthur Lydiard também deu sua dica para controlar o ritmo cardíaco e de corrida: “Apenas corra na velocidade em que consegue conversar”.)</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">“Quanto mais rápido você correr com conforto, menos energia irá demandar. A velocidade significa menos tempo sobre os pés”.</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Tênis de Corrida (!?)</span></span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color">O tênis bloqueia a dor, e não o impacto! A dor nos ensina a correr do jeito certo! A partir do momento em que você começar a correr descalço, irá mudar a sua forma de correr.</span></span></span></div>
<ul class="mycode_list">
</li>
<li><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Diversos machucados nos joelhos e nos pés que nos castigam são resultado do hábito de correr com calçados que enfraquecem os pés, exigem uma pronação excessiva e forçam os joelhos. Até 1972, quando a Nike inventou os tênis esportivos modernos, as pessoas corriam com calçados de solado fino, tinham pés fortes e apresentavam um índice bem menor de ferimentos nos joelhos.( Daniel Lieberman, professor de antropologia biológica de Harvard,)</span></span><br />
</li></ul>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Verdade dolorosa número 1: </span>Os melhores calçados são os piores. (...) o relatório de 1991 na Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise, que revelou que “quem usa tênis caros, anunciados por suas características adicionais capazes de proteger (por exemplo, maior amortecimento, ‘correção da pronação’), se fere com bem mais frequência do que os corredores que usam tênis baratos (que custam menos de quarenta dólares)”. Até parece piada: o dobro do preço, o dobro de problemas.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Não há provas de que os tênis de corrida de fato contribuam para evitar machucados. Em uma pesquisa realizada em 2008 para o British Journal of Sports Medicine, o doutor Craig Richards, pesquisador da Universidade de Newcastle, na Austrália, revelou que não existem estudos conclusivos (nem um sequer) que demonstre que os tênis de corrida reduzem as chances de ferimentos.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Verdade dolorosa número 2: </span>Tênis velhos são melhores do que tênis novos. (...) Mas como o controle dos pés e o uso de uma sola desgastada podem evitar problemas nas pernas? Por causa de um ingrediente mágico: o medo. (...) conforme os tênis de corrida se desgastavam e o sistema de amortecimento reduzia, os pés dos corredores se estabilizavam e ganhavam mais segurança.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"> É lógico que isso deveria ser óbvio: o impacto sobre as pernas decorrente da corrida pode corresponder a doze vezes o peso do corpo, por isso não faz sentido achar que alguns centímetros de borracha possam fazer algo contra, no meu caso, cerca de 1.200 quilos de carne, ossos e músculos. Você pode encapar um ovo com uma luva de borracha antes de dar uma martelada nele, porém ele jamais sairá ileso do golpe.</span></span></div></blockquote>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Verdade dolorosa final: </span>“os seres humanos foram criados para correr descalços”.</span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Para sustentar o arco do pé, existe uma rede muito bem afinada de 26 ossos, 33 articulações, doze tendões flexíveis e dezoito músculos, todos capazes de alongar e se adaptar como uma ponte suspensa projetada para resistir a um terremoto. “Colocar os pés dentro de sapatos é o mesmo que engessá-los”.</span></span></div></blockquote>
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<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Conclusão </span></span></div>
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<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Leitura essencial.</span></span></div></blockquote>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Recomendo.</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font">Grande abraço! </span></span></div>
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-family: Trebuchet MS;" class="mycode_font"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><br />
____________________________________</span></span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Conhecendo o Autor #3 - Álvares de Azevedo]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4806</link>
			<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 02:46:47 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4806</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ÁLVARES DE AZEVEDO</span><br />
<br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcSqHA86rEdlgt9U6Aewyu6jxD2REdpwj8n7tQ&amp;usqp=CAU" alt="[Image: images?q=tbn%3AANd9GcSqHA86rEdlgt9U6Aewy...Q&amp;usqp=CAU]" class="mycode_img" /></span><br />
<br />
<br />
NOITE NA TAVERNA, UM DOS LIVROS MAIS FODEROSOS QUE VOCÊ VAI LER, PUTA QUE O PARIU!<br />
 <br />
Acha canibalismo leve? Ok.<br />
E assassinato? Também? Ok.<br />
E necrofilia? Tá...<br />
E incesto?<br />
Pedofilia?<br />
QUE PANCADA NA FUÇA!<br />
 <br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Esses são alguns dos temas da obra absurda e espetacular intitulada Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em 12 de setembro de 1.831, na cidade de São Paulo. Aos dois anos de idade, mudou-se com a família com destino ao Rio de Janeiro.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Aos 15 anos viveu uma de suas crises internas: abominava seu pai, que apesar de bom nome e status, era ausente e violento. Por conta disso, Azevedo era deveras apegado com sua mãe e principalmente sua irmã mais nova.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Azevedo gostava de cavalgar na chuva e em uma dessas ocasiões, sua irmã pediu para ir com ele. Na volta, ela começou a ter febre e, depois de alguns dias, faleceu, fazendo com que Álvares se sentisse culpado, inclusive tentando tirar a própria vida.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Nesse momento, o pai percebeu o remorso do filho e começou a se aproximar mais dele. Perguntando ao jovem o que o deixaria mais feliz, Azevedo diz que seria a Faculdade de Direito, ao passo que iniciou os estudos no curso em 1.848, o que o fez voltar para São Paulo.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Na faculdade, teve contato com vários escritores românticos.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O pai de Azevedo, bem abonado, disponibilizou um ótimo casarão para ele viver enquanto cursava Direito, todavia, Álvares solicitou ao pai que queria morar em um porão escuro, sem luz e janelas. Devido ao passado turbulento dos dois, o pai, para evitar mais desgaste na relação pai e filho, aceitou e alugou o tal porão.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Álvares gostava da vida boêmia de São Paulo, juntamente com outros três amigos de sala.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O interessante – seria engraçado, se não fosse cômico – é que a cada ano na faculdade, um desses amigos morria KKKKKKKKKKK (estou rindo, mas não é de deboche, Deus sabe). Todos vítimas da tuberculose.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Isso o levou a fazer um poema para ele mesmo, a ser lido no dia de seu velório, pois se a premonição continuasse acontecendo, ele seria o próximo. Esse poema é famosíssimo e simplesmente espetacular. Chama-se Se Eu Morresse Amanhã e deixo, logo abaixo, seus dizeres:</div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">SE EU MORRESSE AMANHÃ</span><br />
<br />
Se eu morresse amanhã, viria ao menos<br />
Fechar meus olhos minha triste irmã;<br />
Minha mãe de saudades morreria<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
<br />
Quanta glória pressinto em meu futuro!<br />
Que aurora de porvir e que amanhã!<br />
Eu perdera chorando essas coroas<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
<br />
Que sol! que céu azul! que doce n'alva<br />
Acorda a natureza mais louçã!<br />
Não me batera tanto amor no peito<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
<br />
Mas essa dor da vida que devora<br />
A ânsia de glória, o doloroso afã...<br />
A dor no peito emudecera ao menos<br />
Se eu morresse amanhã!</blockquote>
 <br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E olha o que acontece: mês depois ele passa mal e seu pai o leva ao Rio de Janeiro, para se consultar com um especialista. Acabam descobrindo que a tuberculose havia o pegado, ao passo que também sofria com um tumor.  Os médicos tentaram operá-lo às pressas, mas sem sucesso. </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Manuel Antônio Álvares de Azevedo morreu em 25 de abril de 1.852, com apenas 20 anos de idade.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">CARALHO, CADA ANO MORREU UM.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">QUE GRUPO DE AMIGOS ELES ACHAVAM QUE ERA, PORRA? SE MORRESSEM JUNTOS EU OS CHAMARIA DE MAMONAS ASSASSINAS (É PIADA HEIN, BRINKS CONFRADES).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, esse foi um breve resumo da vida dele. Preferi deixar as curiosidades acerca de sua carreira para agora, acho que fica mais organizado. </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Vamos lá:</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Desde cedo, Azevedo sempre se destacou nos estudos. Um dos donos do colégio em que ele estudou chegou a declarar que ele fora o aluno mais brilhante de toda a América. Ele sempre foi o melhor aluno da sala. Sempre.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quando retornou a São Paulo, teve muito contato com um poeta chamado Bernardo Guimarães. Os dois fundaram uma sociedade secreta, que denominaram de Epicuréia. Eles aplicavam de maneira equivocada os preceitos filosóficos de Epicuro, que dizia que da vida nós devemos extrair o máximo de prazer. Os arrombados acharam que o camarada estava falando de putaria, orgia e bebedeira <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Enquanto estava na faculdade, fundou a revista Ensaio Filosófico Paulistano.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Outra curiosidade de Álvares é que ele era um baita tradutor, inclusive de algumas obras de Shakespeare, como o quinto ato de Otelo.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Agora, o que mais me chama atenção é que ele fez poemas e obras absurdas e várias traduções e morreu só com 21 anos. Mais do que isso, ele foi tão importante no século que, mesmo tendo morrido bem antes da fundação da ABL – Academia Brasileira de Letras, ele foi o escolhido para ser patrono da cadeira número 2.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Foi um grande representante do ultrarromantismo. Não tenho dúvidas de que se tivesse vivido mais, seria um dos principais escritores do país (mais do que já é e muito mais reconhecido).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Muito louco isso, um legado tão gigantesco em muito pouco tempo de carreira, pois ele só iniciou os escritos depois que estava na faculdade.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Outra obra conhecida dele é a Lira dos Vinte Anos. Ao que parece, é excelente, mas não conheço.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Dele, li o poema Se Eu Morresse Amanhã e a obra Noite na Taverna. É sensacional esse último, pesadíssimo, baita livro e é inimaginável pensar em alguém com 20 anos escrevendo essas porras. Se eu fosse fazer um top 5 de melhores livros que já li, esse aí está em segundo (atrás de A Metamorfose). Superou Misto Quente, do Véio Buk, e olha que o Chinaski é meu autor predileto.</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">NOITE NA TAVERNA</span> basicamente é uma reunião de cinco amigos em uma taverna (bar rústico, digamos assim) e cada um começa a contar suas barbaridades. São sete capítulos, onde o primeiro é a introdução da obra. Os próximos cinco são os nomes dos jovens: Solfieri (o capítulo desse cidadão é macabro demais), Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann. O último se chama Último Beijo de Amor.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">EU VOU CONTAR UM POUCO DO SEGUNDO CAPÍTULO, QUE É QUANDO SOLFIERI COMEÇA A CONTAR AS HISTÓRIAS, POIS NÃO SOU BAÚ PARA GUARDAR SEGREDO!</span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Solfieri estava passeando por Roma depois de uma noitada de orgia. Ele vê uma moça, que entra em um cemitério. Ele vai atrás, a moça some e ele dorme ali mesmo.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ok, vida que segue. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Até que em um outro dia dessa semana, ele acaba parando dentro de uma cripta, com um caixão aberto. Quem está dentro do caixão? A tal da moça.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Como ele achava essa moça linda, não podia fazer nada, a não ser sexo com ela (nas palavras dele, hein porra).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quando ele termina, a moça simplesmente acorda. ELA NÃO ESTAVA MORTA, ERA UM CASO DE CATALEPSIA, DIGAMOS ASSIM KKKKKKKKKKKKK.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ele pega a mulher e leva para sua residência. Ela adoece e morre (dessa vez de verdade).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Muito apaixonado, chama um artista para esculpir o corpo da donzela. Depois da escultura pronta, ele a enterra embaixo de sua cama KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Se vocês acham que o capítulo Solfieri é pesado, digo que ele foi o primeiro amigo a contar as pérolas. Falta quatro e o próximo, Bertram, quer muito contar a pior história da noite. </div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E EU SÓ DIGO O SEGUINTE: ELE CONSEGUE SUPERAR SOLFIERI, MAS AINDA NÃO É A PIOR HISTÓRIA DA NOITE.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">EU VOU TER QUE LER ISSO LIVRO DE NOVO, QUE FACADA NA BEIÇA PORRA. E O FINAL DO LIVRO É PORRETA!</span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Até os dias atuais se tem dúvida acerca dessa obra no que se refere a sua publicação. Ela só foi exposta após a morte do Azevedo. Será que ele queria que fosse publicada? </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ele tinha um pseudônimo, Job Stern. Se tivesse publicado em vida, seria como Álvares de Azevedo ou como Job Stern?</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">NA MINHA OPINIÃO, ele não iria publicar esse livro como Álvares de Azevedo nem a pau, e tenho dúvidas se teria coragem como Job Stern.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Queria deixar um pedido aos camaradas: leiam Noite na Taverna. LEIAM. Apenas 100 páginas e vale muito a pena. Se conhecerem livros e autores nessa pegada, façam as recomendações!</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">É isso aí, esse autor aí é brabo, o cara era foda, bicho!</div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ÁLVARES DE AZEVEDO</span><br />
<br />
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><img src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcSqHA86rEdlgt9U6Aewyu6jxD2REdpwj8n7tQ&amp;usqp=CAU" alt="[Image: images?q=tbn%3AANd9GcSqHA86rEdlgt9U6Aewy...Q&amp;usqp=CAU]" class="mycode_img" /></span><br />
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<br />
NOITE NA TAVERNA, UM DOS LIVROS MAIS FODEROSOS QUE VOCÊ VAI LER, PUTA QUE O PARIU!<br />
 <br />
Acha canibalismo leve? Ok.<br />
E assassinato? Também? Ok.<br />
E necrofilia? Tá...<br />
E incesto?<br />
Pedofilia?<br />
QUE PANCADA NA FUÇA!<br />
 <br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Esses são alguns dos temas da obra absurda e espetacular intitulada Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em 12 de setembro de 1.831, na cidade de São Paulo. Aos dois anos de idade, mudou-se com a família com destino ao Rio de Janeiro.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Aos 15 anos viveu uma de suas crises internas: abominava seu pai, que apesar de bom nome e status, era ausente e violento. Por conta disso, Azevedo era deveras apegado com sua mãe e principalmente sua irmã mais nova.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Azevedo gostava de cavalgar na chuva e em uma dessas ocasiões, sua irmã pediu para ir com ele. Na volta, ela começou a ter febre e, depois de alguns dias, faleceu, fazendo com que Álvares se sentisse culpado, inclusive tentando tirar a própria vida.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Nesse momento, o pai percebeu o remorso do filho e começou a se aproximar mais dele. Perguntando ao jovem o que o deixaria mais feliz, Azevedo diz que seria a Faculdade de Direito, ao passo que iniciou os estudos no curso em 1.848, o que o fez voltar para São Paulo.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Na faculdade, teve contato com vários escritores românticos.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O pai de Azevedo, bem abonado, disponibilizou um ótimo casarão para ele viver enquanto cursava Direito, todavia, Álvares solicitou ao pai que queria morar em um porão escuro, sem luz e janelas. Devido ao passado turbulento dos dois, o pai, para evitar mais desgaste na relação pai e filho, aceitou e alugou o tal porão.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Álvares gostava da vida boêmia de São Paulo, juntamente com outros três amigos de sala.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O interessante – seria engraçado, se não fosse cômico – é que a cada ano na faculdade, um desses amigos morria KKKKKKKKKKK (estou rindo, mas não é de deboche, Deus sabe). Todos vítimas da tuberculose.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Isso o levou a fazer um poema para ele mesmo, a ser lido no dia de seu velório, pois se a premonição continuasse acontecendo, ele seria o próximo. Esse poema é famosíssimo e simplesmente espetacular. Chama-se Se Eu Morresse Amanhã e deixo, logo abaixo, seus dizeres:</div>
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">SE EU MORRESSE AMANHÃ</span><br />
<br />
Se eu morresse amanhã, viria ao menos<br />
Fechar meus olhos minha triste irmã;<br />
Minha mãe de saudades morreria<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
<br />
Quanta glória pressinto em meu futuro!<br />
Que aurora de porvir e que amanhã!<br />
Eu perdera chorando essas coroas<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
<br />
Que sol! que céu azul! que doce n'alva<br />
Acorda a natureza mais louçã!<br />
Não me batera tanto amor no peito<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
<br />
Mas essa dor da vida que devora<br />
A ânsia de glória, o doloroso afã...<br />
A dor no peito emudecera ao menos<br />
Se eu morresse amanhã!</blockquote>
 <br />
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E olha o que acontece: mês depois ele passa mal e seu pai o leva ao Rio de Janeiro, para se consultar com um especialista. Acabam descobrindo que a tuberculose havia o pegado, ao passo que também sofria com um tumor.  Os médicos tentaram operá-lo às pressas, mas sem sucesso. </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Manuel Antônio Álvares de Azevedo morreu em 25 de abril de 1.852, com apenas 20 anos de idade.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">CARALHO, CADA ANO MORREU UM.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">QUE GRUPO DE AMIGOS ELES ACHAVAM QUE ERA, PORRA? SE MORRESSEM JUNTOS EU OS CHAMARIA DE MAMONAS ASSASSINAS (É PIADA HEIN, BRINKS CONFRADES).</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, esse foi um breve resumo da vida dele. Preferi deixar as curiosidades acerca de sua carreira para agora, acho que fica mais organizado. </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Vamos lá:</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Desde cedo, Azevedo sempre se destacou nos estudos. Um dos donos do colégio em que ele estudou chegou a declarar que ele fora o aluno mais brilhante de toda a América. Ele sempre foi o melhor aluno da sala. Sempre.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quando retornou a São Paulo, teve muito contato com um poeta chamado Bernardo Guimarães. Os dois fundaram uma sociedade secreta, que denominaram de Epicuréia. Eles aplicavam de maneira equivocada os preceitos filosóficos de Epicuro, que dizia que da vida nós devemos extrair o máximo de prazer. Os arrombados acharam que o camarada estava falando de putaria, orgia e bebedeira <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Enquanto estava na faculdade, fundou a revista Ensaio Filosófico Paulistano.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Outra curiosidade de Álvares é que ele era um baita tradutor, inclusive de algumas obras de Shakespeare, como o quinto ato de Otelo.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Agora, o que mais me chama atenção é que ele fez poemas e obras absurdas e várias traduções e morreu só com 21 anos. Mais do que isso, ele foi tão importante no século que, mesmo tendo morrido bem antes da fundação da ABL – Academia Brasileira de Letras, ele foi o escolhido para ser patrono da cadeira número 2.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Foi um grande representante do ultrarromantismo. Não tenho dúvidas de que se tivesse vivido mais, seria um dos principais escritores do país (mais do que já é e muito mais reconhecido).</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Muito louco isso, um legado tão gigantesco em muito pouco tempo de carreira, pois ele só iniciou os escritos depois que estava na faculdade.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Outra obra conhecida dele é a Lira dos Vinte Anos. Ao que parece, é excelente, mas não conheço.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Dele, li o poema Se Eu Morresse Amanhã e a obra Noite na Taverna. É sensacional esse último, pesadíssimo, baita livro e é inimaginável pensar em alguém com 20 anos escrevendo essas porras. Se eu fosse fazer um top 5 de melhores livros que já li, esse aí está em segundo (atrás de A Metamorfose). Superou Misto Quente, do Véio Buk, e olha que o Chinaski é meu autor predileto.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">NOITE NA TAVERNA</span> basicamente é uma reunião de cinco amigos em uma taverna (bar rústico, digamos assim) e cada um começa a contar suas barbaridades. São sete capítulos, onde o primeiro é a introdução da obra. Os próximos cinco são os nomes dos jovens: Solfieri (o capítulo desse cidadão é macabro demais), Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann. O último se chama Último Beijo de Amor.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">EU VOU CONTAR UM POUCO DO SEGUNDO CAPÍTULO, QUE É QUANDO SOLFIERI COMEÇA A CONTAR AS HISTÓRIAS, POIS NÃO SOU BAÚ PARA GUARDAR SEGREDO!</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Solfieri estava passeando por Roma depois de uma noitada de orgia. Ele vê uma moça, que entra em um cemitério. Ele vai atrás, a moça some e ele dorme ali mesmo.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ok, vida que segue. </div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Até que em um outro dia dessa semana, ele acaba parando dentro de uma cripta, com um caixão aberto. Quem está dentro do caixão? A tal da moça.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Como ele achava essa moça linda, não podia fazer nada, a não ser sexo com ela (nas palavras dele, hein porra).</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quando ele termina, a moça simplesmente acorda. ELA NÃO ESTAVA MORTA, ERA UM CASO DE CATALEPSIA, DIGAMOS ASSIM KKKKKKKKKKKKK.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ele pega a mulher e leva para sua residência. Ela adoece e morre (dessa vez de verdade).</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Muito apaixonado, chama um artista para esculpir o corpo da donzela. Depois da escultura pronta, ele a enterra embaixo de sua cama KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Se vocês acham que o capítulo Solfieri é pesado, digo que ele foi o primeiro amigo a contar as pérolas. Falta quatro e o próximo, Bertram, quer muito contar a pior história da noite. </div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E EU SÓ DIGO O SEGUINTE: ELE CONSEGUE SUPERAR SOLFIERI, MAS AINDA NÃO É A PIOR HISTÓRIA DA NOITE.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">EU VOU TER QUE LER ISSO LIVRO DE NOVO, QUE FACADA NA BEIÇA PORRA. E O FINAL DO LIVRO É PORRETA!</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Até os dias atuais se tem dúvida acerca dessa obra no que se refere a sua publicação. Ela só foi exposta após a morte do Azevedo. Será que ele queria que fosse publicada? </div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ele tinha um pseudônimo, Job Stern. Se tivesse publicado em vida, seria como Álvares de Azevedo ou como Job Stern?</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">NA MINHA OPINIÃO, ele não iria publicar esse livro como Álvares de Azevedo nem a pau, e tenho dúvidas se teria coragem como Job Stern.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Queria deixar um pedido aos camaradas: leiam Noite na Taverna. LEIAM. Apenas 100 páginas e vale muito a pena. Se conhecerem livros e autores nessa pegada, façam as recomendações!</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">É isso aí, esse autor aí é brabo, o cara era foda, bicho!</div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Conhecendo o Autor #02 - Franz Kafka]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4751</link>
			<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 00:47:53 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4751</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4c/Kafka1906_cropped.jpg/200px-Kafka1906_cropped.jpg" alt="[Image: 200px-Kafka1906_cropped.jpg]" class="mycode_img" /></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Gregor Samsa, ao acordar de sonhos intranquilos, encontra-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.</span></blockquote>
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">PUTA QUE O PARIU!</span></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Se você for pesquisar qualquer coisa relacionada ao Kafka e o texto não iniciar com essa citação de A Metamorfose, pode fechar o site e ir para outro, pois o sujeito não sabe absolutamente nada desse cidadão. Essa frase é, inclusive, a primeira do livro. Você abre a obra, e logo na primeira linha se depara com esses dizeres. Depois vou falar mais de A Metamorfose, mas já adianto que no final vou deixar outro começo absurdo de uma outra obra dele. PEDRADA NA FUÇA!</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Franz Kafka nasceu em 03 de julho de 1883, na cidade de Praga (na época, Império Austro-Húngaro, hoje, República Tcheca [ele só se tornou cidadão tcheco nos últimos cinco anos de sua vida, ou seja, foi a vida inteira um cidadão austríaco e escreveu em alemão, apesar de ser judeu]).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Teve uma infância e adolescência complicada, devido ao seu relacionamento com o pai, muito rígido e autoritário. Isso causou consequências permanentes no comportamento do Kafka, pois ele era extremamente magoado com isso, ressentido, ao passo que se tornou uma pessoa isolada emocionalmente e rebelde. Até na sua relação com mulheres isso teve influência. Ele frequentava bordéis, os famosos puteiros de hoje em dia, mas não conseguiu se firmar com nenhuma mulher seriamente. Ao que parece, também era um apreciador de pornografia. Tudo isso vai de encontro ao relacionamento agressivo de seu pai com ele. Pode ser que ele via no ato de pegar muitas mulheres uma chance de se achar mais homem, sei lá.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Franz cursou direito e foi na faculdade que conheceu seu fiel amigo de vida, Max Brod, que foi seu biógrafo. Aliás, devemos muito ao Brod, pois muita coisa só foi publicada por conta desse cidadão. O Kafka queria que seus escritos fossem destruídos (ele mesmo queimou uma parte imensa de seu acervo), mas Max não deu ouvidos (graças a Deus). Interessante que o  Kafka deixou os direitos de sua obra para seu amigo Brod. No pedido, Franz diz que os escritos deveriam ser queimados sem serem lidos, logo após sua morte.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Uma peguete dele também guardou uma cacetada de livros e cadernos quando ele morreu. Ao que parece, esses papéis foram confiscados pela Gestapo em 1933 (Gestapo era a polícia secreta da Alemanha Nazista).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois de se formar em Direito, arrumou um emprego numa corretora de seguros. Ele foi parar em outros trabalhos depois dessa corretora, mas reclamava bastante devido a sua carga horária de trabalho, que o deixava sem muito tempo para produzir suas genialidades.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">A expressão “kafkiano” é sempre lembrada por escritores e críticos literários, pois significa algo difícil, surreal, estranhamente estranho (hein?), algo nesse sentido.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Kafka morreu em 3 de junho de 1924, com apenas 40 anos. Sofria de tuberculose.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Imagina se tivesse vivido 60, 70 anos... poderia ter escrito mais uma porrada de livros, foi uma pena.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Falando um pouco sobre minha experiência com os livros dele, até o momento li A Metamorfose e Carta ao Pai, ao passo que estou no fim de O Processo.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Carta ao Pai é interessante, pois por mais que não seja um clássico como os outros, é um divisor de águas para entender a escrita do Kafka. Digo, pois em Carta ao Pai ele descreve toda a conturbada relação que tinha com seu pai. Inclusive, ele não entregou essa carta ao pai e foi seu amigo Brod que publicou.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">De cara você já consegue identificar essa relação difícil no livro A Metamorfose, onde Samsa causa repulsa em sua família. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Aproveitando o gancho, eu já li livros mais pesados que A Metamorfose. Li Fuga do Campo 14, Max (esse livro é excepcional, o final mais surpreendente que já tive contato), Noite na Taverna (pedofilia, necrofilia, assassinato, morte e por aí vai, é isso que você vai encontrar), enfim, entre outros, mas nenhum me fez ficar tão mal e refletir quanto A Metamorfose.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Fiquei dias e dias remoendo esse livro, entrei em colisão comigo mesmo e devo confessar: não me sinto à vontade quando lembro da história desse livro. Fico inquieto, incomodado, sem lugar. Samsa vai de chefe de família (mesmo ele sendo o filho, bancava as despesas) para um fardo de toneladas nas costas de sua família.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Livro extremamente claustrofóbico, se passa todo praticamente dentro do quarto de Gregor. Que descaso, que desumano, que barbaridade essa história. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Enfim, quem ainda não leu, <a href="https://lelivros.love/book/download-a-metamorfose-franz-kafka-epub-mobi-pdf/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">pode baixar aqui o PDF.</a></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E detalhe: eu li e tenho o livro físico, mas meu primeiro contato com ele foi através de um audiobook. Ele está disponível de graça no aplicativo da Saraiva. </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Sobre O Processo, quando terminar eu relato aqui, mas é essa obra que tem outra pedrada logo na primeira linha do livro. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">SEGURA QUE LÁ VEM:</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Alguém certamente havia caluniado Josef K., pois uma manhã ele foi detido sem ter feito mal algum.</span></blockquote>
</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Agora que terminei de escrever essa passagem, me veio aqui a palavra que melhor descreve os momentos de leitura kafkiana: AFLIÇÃO!</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, eu escrevi um pouco mais sobre minhas experiências e dei uma esplanada mais geral sobre a vida do Kafka. Mas tem um motivo. O professor Rodrigo Gurgel tem um vídeo que é uma obra prima, falando sobre a vida e o legado deixado pelo Kafka. Qualquer tentativa de igualar o vídeo que ele fez deve ser considerado um crime!</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">São 33 minutos de vídeo que valem e muito a pena serem assistidos. Coloca pra rodar quando tiver no banho, almoçando, cagando, sei lá, só não fique sem assistir, é valioso demais.</div>
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/cp3xYNoLyM8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Canal do Gurgel tem 91 mil inscritos. Do Felipe Feto, uns 30 milhões.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Essencial Kafka, vídeo acima, não tem 23 mil visualizações. Kéfera ensinando as moçoilas a peidarem no primeiro encontro, tem 10 milhões.</div>
<br />
Faz sentido o Brasil estar nessa situação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4c/Kafka1906_cropped.jpg/200px-Kafka1906_cropped.jpg" alt="[Image: 200px-Kafka1906_cropped.jpg]" class="mycode_img" /></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Gregor Samsa, ao acordar de sonhos intranquilos, encontra-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.</span></blockquote>
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">PUTA QUE O PARIU!</span></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Se você for pesquisar qualquer coisa relacionada ao Kafka e o texto não iniciar com essa citação de A Metamorfose, pode fechar o site e ir para outro, pois o sujeito não sabe absolutamente nada desse cidadão. Essa frase é, inclusive, a primeira do livro. Você abre a obra, e logo na primeira linha se depara com esses dizeres. Depois vou falar mais de A Metamorfose, mas já adianto que no final vou deixar outro começo absurdo de uma outra obra dele. PEDRADA NA FUÇA!</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Franz Kafka nasceu em 03 de julho de 1883, na cidade de Praga (na época, Império Austro-Húngaro, hoje, República Tcheca [ele só se tornou cidadão tcheco nos últimos cinco anos de sua vida, ou seja, foi a vida inteira um cidadão austríaco e escreveu em alemão, apesar de ser judeu]).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Teve uma infância e adolescência complicada, devido ao seu relacionamento com o pai, muito rígido e autoritário. Isso causou consequências permanentes no comportamento do Kafka, pois ele era extremamente magoado com isso, ressentido, ao passo que se tornou uma pessoa isolada emocionalmente e rebelde. Até na sua relação com mulheres isso teve influência. Ele frequentava bordéis, os famosos puteiros de hoje em dia, mas não conseguiu se firmar com nenhuma mulher seriamente. Ao que parece, também era um apreciador de pornografia. Tudo isso vai de encontro ao relacionamento agressivo de seu pai com ele. Pode ser que ele via no ato de pegar muitas mulheres uma chance de se achar mais homem, sei lá.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Franz cursou direito e foi na faculdade que conheceu seu fiel amigo de vida, Max Brod, que foi seu biógrafo. Aliás, devemos muito ao Brod, pois muita coisa só foi publicada por conta desse cidadão. O Kafka queria que seus escritos fossem destruídos (ele mesmo queimou uma parte imensa de seu acervo), mas Max não deu ouvidos (graças a Deus). Interessante que o  Kafka deixou os direitos de sua obra para seu amigo Brod. No pedido, Franz diz que os escritos deveriam ser queimados sem serem lidos, logo após sua morte.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Uma peguete dele também guardou uma cacetada de livros e cadernos quando ele morreu. Ao que parece, esses papéis foram confiscados pela Gestapo em 1933 (Gestapo era a polícia secreta da Alemanha Nazista).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Depois de se formar em Direito, arrumou um emprego numa corretora de seguros. Ele foi parar em outros trabalhos depois dessa corretora, mas reclamava bastante devido a sua carga horária de trabalho, que o deixava sem muito tempo para produzir suas genialidades.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">A expressão “kafkiano” é sempre lembrada por escritores e críticos literários, pois significa algo difícil, surreal, estranhamente estranho (hein?), algo nesse sentido.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Kafka morreu em 3 de junho de 1924, com apenas 40 anos. Sofria de tuberculose.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Imagina se tivesse vivido 60, 70 anos... poderia ter escrito mais uma porrada de livros, foi uma pena.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Falando um pouco sobre minha experiência com os livros dele, até o momento li A Metamorfose e Carta ao Pai, ao passo que estou no fim de O Processo.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Carta ao Pai é interessante, pois por mais que não seja um clássico como os outros, é um divisor de águas para entender a escrita do Kafka. Digo, pois em Carta ao Pai ele descreve toda a conturbada relação que tinha com seu pai. Inclusive, ele não entregou essa carta ao pai e foi seu amigo Brod que publicou.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">De cara você já consegue identificar essa relação difícil no livro A Metamorfose, onde Samsa causa repulsa em sua família. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Aproveitando o gancho, eu já li livros mais pesados que A Metamorfose. Li Fuga do Campo 14, Max (esse livro é excepcional, o final mais surpreendente que já tive contato), Noite na Taverna (pedofilia, necrofilia, assassinato, morte e por aí vai, é isso que você vai encontrar), enfim, entre outros, mas nenhum me fez ficar tão mal e refletir quanto A Metamorfose.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Fiquei dias e dias remoendo esse livro, entrei em colisão comigo mesmo e devo confessar: não me sinto à vontade quando lembro da história desse livro. Fico inquieto, incomodado, sem lugar. Samsa vai de chefe de família (mesmo ele sendo o filho, bancava as despesas) para um fardo de toneladas nas costas de sua família.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Livro extremamente claustrofóbico, se passa todo praticamente dentro do quarto de Gregor. Que descaso, que desumano, que barbaridade essa história. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Enfim, quem ainda não leu, <a href="https://lelivros.love/book/download-a-metamorfose-franz-kafka-epub-mobi-pdf/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">pode baixar aqui o PDF.</a></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">E detalhe: eu li e tenho o livro físico, mas meu primeiro contato com ele foi através de um audiobook. Ele está disponível de graça no aplicativo da Saraiva. </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Sobre O Processo, quando terminar eu relato aqui, mas é essa obra que tem outra pedrada logo na primeira linha do livro. </div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">SEGURA QUE LÁ VEM:</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Alguém certamente havia caluniado Josef K., pois uma manhã ele foi detido sem ter feito mal algum.</span></blockquote>
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<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Agora que terminei de escrever essa passagem, me veio aqui a palavra que melhor descreve os momentos de leitura kafkiana: AFLIÇÃO!</div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bom, eu escrevi um pouco mais sobre minhas experiências e dei uma esplanada mais geral sobre a vida do Kafka. Mas tem um motivo. O professor Rodrigo Gurgel tem um vídeo que é uma obra prima, falando sobre a vida e o legado deixado pelo Kafka. Qualquer tentativa de igualar o vídeo que ele fez deve ser considerado um crime!</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">São 33 minutos de vídeo que valem e muito a pena serem assistidos. Coloca pra rodar quando tiver no banho, almoçando, cagando, sei lá, só não fique sem assistir, é valioso demais.</div>
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><!-- start: video_youtube_embed --><br />
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<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Canal do Gurgel tem 91 mil inscritos. Do Felipe Feto, uns 30 milhões.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Essencial Kafka, vídeo acima, não tem 23 mil visualizações. Kéfera ensinando as moçoilas a peidarem no primeiro encontro, tem 10 milhões.</div>
<br />
Faz sentido o Brasil estar nessa situação.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Conhecendo o Autor #01 - Charles Bukowski]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4736</link>
			<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 21:50:22 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4736</guid>
			<description><![CDATA[Salve camaradas.<br />
<br />
Ultimamente essa seção do fórum tem sido bastante movimentada, muito em função da baita ideia da criação do Projeto <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4229" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Clube do Livro</a>, do camarada @<a id="mention_2549" href="member.php?action=profile&amp;uid=2549" class="mentionme_mention" title="Dark_Painter01's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Dark_Painter01</strong></span></a> e tocado principalmente pelo @<a id="mention_5" href="member.php?action=profile&amp;uid=5" class="mentionme_mention" title="Libertador's profile"><span style="color: #cc0000;"><strong>Libertador</strong></span></a> .<br />
<br />
Para tanto, o tópico <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=673" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Que livros estão lendo?</a> também é frequentemente atualizado, ao passo que o camarada @<a id="mention_1904" href="member.php?action=profile&amp;uid=1904" class="mentionme_mention" title="Geoman's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Geoman</strong></span></a> criou um tópico ABSURDO sobre <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4108" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Como digerir livros acima do seu nível e aumentar sua inteligência</a>. Tem tudo para ser um dos tópicos mais importantes do reduto.<br />
 <br />
Nesse embalo, pensei ser interessante trazermos também informações e curiosidades dos autores por trás das obras que lemos. <br />
<br />
Quando e onde nasceram, formação, hobbies, costumes, dificuldades, peculiaridades, morte, principais obras e por aí vai.<br />
 <br />
Para iniciar bem, escolhi um camarada que se eu tivesse que escolher as obras de apenas um autor durante a vida, com certeza escolheria as desse cara (polêmica): CHARLES BUKOWSKI!<br />
 <br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">CHARLES BUKOWSKI</span><br />
<br />
<br />
<img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/29/2019/08/08/o-escirtor-charles-bukowski-em-retrato-feito-na-franca-em-1978-1565278024523_v2_615x300.jpg" alt="[Image: o-escirtor-charles-bukowski-em-retrato-f...15x300.jpg]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Heinrich Karl Bukowski, ou Henry Charles Bukowski, ou Buk, ou Velho Safado, nasceu em 16 de agosto de 1.920 (esse ano de 2.020 foi seu centenário, inclusive), na cidade de Andernach, na Alemanha.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Seu pai era um soldado americano e sua mãe alemã. Quando tinha três anos de idade, o pai retornou aos EUA, tendo Bukowski passado a maior parte de sua vida na cidade de Los Angeles (50 anos de sua vida e é o motivo da cidade ser bem presente em suas obras).</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O interessante é que assim como acontecia com Franz Kafka, seu pai era extremamente autoritário e violento, ao passo que sua mãe era deveras submissa.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Charles tinha problemas na escola, pois praticamente não tinha amigos e sofreu com as espinhas, tendo que passar por procedimentos médicos no hospital da cidade, de tanta acne que tinha.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quando ganhou uma máquina de escrever de seu pai, começou a escrever poemas, mas seu pai não gostava nada dessa ideia por conta dos temas propostos e, por conta disso, o expulsou de casa, fazendo com que Bukowski conhecesse os três pilares de sua vida: o álcool, os livros e as mulheres <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Detalhe que em 1.936 iniciou a faculdade de jornalismo, mas obviamente não conclui hehe.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O Velho Safado, apelido que seus fãs utilizam carinhosamente, devido à vida desregrada e de mulherada que o sujeito viveu, ficou pulando de emprego e emprego nos EUA, mas nunca algo grandioso que o fazia ganhar dólares e dólares. O “menos pior” foi de carteiro, que o fez escrever o romance Cartas na Rua (livro sensacional, assim como todos os outros), mas estava muito longe de ser o emprego dos sonhos.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Buk começou a ganhar um pouco de notoriedade porque seus textos começaram a ser publicados em alguns jornais, mas a fama de escritor mesmo veio bem depois.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Apesar do alcoolismo e da mulherada, Charles chegou a se casar duas vezes e até teve uma filha, Marina Louise Bukowski. Mas, obviamente, todos os dois casamentos terminaram em divórcio.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">As maiores influências e motivações de Bukowski foram Dostoiévski, Ernest Hemingway (autor de O Velho e o Mar, livro absurdo de bom) e Henry Miller.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Esse último, inclusive, recusou um convite de Buk, que queria encontrá-lo. Miller rejeitou dizendo que o álcool era uma forma de matar a criatividade.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ei, Miller, vá tomar no seu cu!</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bukowski escreveu mais de 45 livros, sendo desses 06 romances: Misto Quente, Factótum, Cartas na Rua, Mulheres, Hollywod e Pulp (escrevi na ordem que se deve ler, e não em ordem cronológica). Com exceção do último, Pulp, em todos eles Charles utiliza seu alter ego, Henry Chinaski. Em Pulp, o personagem principal é o detetive Nick Belane, mas é só o nome que muda, pois Belane é tão alcoólatra e solitário quanto Chinaski. Independente disso, o Velho Safado nunca deixou seu estilo seco, suburbano, esgotosférico, solitário, violento e marginal em suas escritas. Puta que o pariu, que gosto ler as obras desse merda!</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Detalhe engraçado: Charles era um escritor compulsivo, mas só saia alguma coisa quando estava bêbado. Claro que isso não era problema, pois era difícil encontrar momentos em que estava sóbrio <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Uma curiosidade interessante é que ele está presente em músicas e álbuns de muitas bandas famosas, como Guns, U2 e Red Hot.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Outro fato engraçado é que Charles odiava filmes e, em especial Hollywood. Apesar disso, chegou a ser roteirista de um filme chamado Barfly. Tem no YouTube, mas é ruim demaaaais huahuahua. Alguns dizem que ele fez de sacanagem, mas não acredito nisso. Bukowski como roteirista de filme foi um épico escritor. O livro dele, Hollywood, fala dessa fase de sua vida. É o quinto romance a ser lido e fica claro a mudança de vida do velho, pois aqui ele já não estava pulando de galho em galho, até por conta da idade, então passa o livro todo apenas com Sarah.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Charles morreu em 09 de março de 1.994, na Califórnia, vítima de uma pneumonia, aos 73 anos de idade.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Seu último romance, Pulp, escrito pouco antes dele morrer. Curioso que ele fala muito da morte nessa obra, inclusive tem uma personagem chamada Dona Morte. Sensacional esse livro, excelente mesmo. Não queria termina-lo, pois sabia que não teriam mais romances dele para ler. Pulp marca o fim do legado de Bukowski.</div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Charles, vulgo Chinaski, fez da solidão sua inspiração. Fez a vida na sarjeta ser seu teatro dos sonhos.</div>
<br />
<br />
Você foi foda, Buk!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Salve camaradas.<br />
<br />
Ultimamente essa seção do fórum tem sido bastante movimentada, muito em função da baita ideia da criação do Projeto <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4229" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Clube do Livro</a>, do camarada @<a id="mention_2549" href="member.php?action=profile&amp;uid=2549" class="mentionme_mention" title="Dark_Painter01's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Dark_Painter01</strong></span></a> e tocado principalmente pelo @<a id="mention_5" href="member.php?action=profile&amp;uid=5" class="mentionme_mention" title="Libertador's profile"><span style="color: #cc0000;"><strong>Libertador</strong></span></a> .<br />
<br />
Para tanto, o tópico <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=673" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Que livros estão lendo?</a> também é frequentemente atualizado, ao passo que o camarada @<a id="mention_1904" href="member.php?action=profile&amp;uid=1904" class="mentionme_mention" title="Geoman's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Geoman</strong></span></a> criou um tópico ABSURDO sobre <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=4108" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Como digerir livros acima do seu nível e aumentar sua inteligência</a>. Tem tudo para ser um dos tópicos mais importantes do reduto.<br />
 <br />
Nesse embalo, pensei ser interessante trazermos também informações e curiosidades dos autores por trás das obras que lemos. <br />
<br />
Quando e onde nasceram, formação, hobbies, costumes, dificuldades, peculiaridades, morte, principais obras e por aí vai.<br />
 <br />
Para iniciar bem, escolhi um camarada que se eu tivesse que escolher as obras de apenas um autor durante a vida, com certeza escolheria as desse cara (polêmica): CHARLES BUKOWSKI!<br />
 <br />
<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">CHARLES BUKOWSKI</span><br />
<br />
<br />
<img src="https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/29/2019/08/08/o-escirtor-charles-bukowski-em-retrato-feito-na-franca-em-1978-1565278024523_v2_615x300.jpg" alt="[Image: o-escirtor-charles-bukowski-em-retrato-f...15x300.jpg]" class="mycode_img" /><br />
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Heinrich Karl Bukowski, ou Henry Charles Bukowski, ou Buk, ou Velho Safado, nasceu em 16 de agosto de 1.920 (esse ano de 2.020 foi seu centenário, inclusive), na cidade de Andernach, na Alemanha.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Seu pai era um soldado americano e sua mãe alemã. Quando tinha três anos de idade, o pai retornou aos EUA, tendo Bukowski passado a maior parte de sua vida na cidade de Los Angeles (50 anos de sua vida e é o motivo da cidade ser bem presente em suas obras).</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O interessante é que assim como acontecia com Franz Kafka, seu pai era extremamente autoritário e violento, ao passo que sua mãe era deveras submissa.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Charles tinha problemas na escola, pois praticamente não tinha amigos e sofreu com as espinhas, tendo que passar por procedimentos médicos no hospital da cidade, de tanta acne que tinha.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Quando ganhou uma máquina de escrever de seu pai, começou a escrever poemas, mas seu pai não gostava nada dessa ideia por conta dos temas propostos e, por conta disso, o expulsou de casa, fazendo com que Bukowski conhecesse os três pilares de sua vida: o álcool, os livros e as mulheres <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Detalhe que em 1.936 iniciou a faculdade de jornalismo, mas obviamente não conclui hehe.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">O Velho Safado, apelido que seus fãs utilizam carinhosamente, devido à vida desregrada e de mulherada que o sujeito viveu, ficou pulando de emprego e emprego nos EUA, mas nunca algo grandioso que o fazia ganhar dólares e dólares. O “menos pior” foi de carteiro, que o fez escrever o romance Cartas na Rua (livro sensacional, assim como todos os outros), mas estava muito longe de ser o emprego dos sonhos.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Buk começou a ganhar um pouco de notoriedade porque seus textos começaram a ser publicados em alguns jornais, mas a fama de escritor mesmo veio bem depois.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Apesar do alcoolismo e da mulherada, Charles chegou a se casar duas vezes e até teve uma filha, Marina Louise Bukowski. Mas, obviamente, todos os dois casamentos terminaram em divórcio.</div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">As maiores influências e motivações de Bukowski foram Dostoiévski, Ernest Hemingway (autor de O Velho e o Mar, livro absurdo de bom) e Henry Miller.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Esse último, inclusive, recusou um convite de Buk, que queria encontrá-lo. Miller rejeitou dizendo que o álcool era uma forma de matar a criatividade.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Ei, Miller, vá tomar no seu cu!</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Bukowski escreveu mais de 45 livros, sendo desses 06 romances: Misto Quente, Factótum, Cartas na Rua, Mulheres, Hollywod e Pulp (escrevi na ordem que se deve ler, e não em ordem cronológica). Com exceção do último, Pulp, em todos eles Charles utiliza seu alter ego, Henry Chinaski. Em Pulp, o personagem principal é o detetive Nick Belane, mas é só o nome que muda, pois Belane é tão alcoólatra e solitário quanto Chinaski. Independente disso, o Velho Safado nunca deixou seu estilo seco, suburbano, esgotosférico, solitário, violento e marginal em suas escritas. Puta que o pariu, que gosto ler as obras desse merda!</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Detalhe engraçado: Charles era um escritor compulsivo, mas só saia alguma coisa quando estava bêbado. Claro que isso não era problema, pois era difícil encontrar momentos em que estava sóbrio <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" />.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Uma curiosidade interessante é que ele está presente em músicas e álbuns de muitas bandas famosas, como Guns, U2 e Red Hot.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Outro fato engraçado é que Charles odiava filmes e, em especial Hollywood. Apesar disso, chegou a ser roteirista de um filme chamado Barfly. Tem no YouTube, mas é ruim demaaaais huahuahua. Alguns dizem que ele fez de sacanagem, mas não acredito nisso. Bukowski como roteirista de filme foi um épico escritor. O livro dele, Hollywood, fala dessa fase de sua vida. É o quinto romance a ser lido e fica claro a mudança de vida do velho, pois aqui ele já não estava pulando de galho em galho, até por conta da idade, então passa o livro todo apenas com Sarah.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Charles morreu em 09 de março de 1.994, na Califórnia, vítima de uma pneumonia, aos 73 anos de idade.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Seu último romance, Pulp, escrito pouco antes dele morrer. Curioso que ele fala muito da morte nessa obra, inclusive tem uma personagem chamada Dona Morte. Sensacional esse livro, excelente mesmo. Não queria termina-lo, pois sabia que não teriam mais romances dele para ler. Pulp marca o fim do legado de Bukowski.</div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align">Charles, vulgo Chinaski, fez da solidão sua inspiração. Fez a vida na sarjeta ser seu teatro dos sonhos.</div>
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Você foi foda, Buk!]]></content:encoded>
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