Enquete: Homem Honrado de Outubro/2020
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Aníbal Barca
25.00%
3 25.00%
Louis Zamperini
16.67%
2 16.67%
Joseph Bates
50.00%
6 50.00%
Aron Lee Ralston
8.33%
1 8.33%
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Homem Honrado do mês de Outubro - 2020
#1
Homem Honrado do Mês de Outubro - 2020[Image: ?u=http%3A%2F%2Fmodaparahomens.com.br%2F...ch.jpg&f=1]

Citação:Essa seleção é importante por promover comportamentos masculinos honrados, exaltando a figura de homens de valor, que atualmente é esquecida de propósito pela mídia, que só pensa em exaltar a figura feminina e demonizar a masculina. Então iremos resgatar e exaltar a figura masculina como algo de valor e honrado! - Libertador


Essa é terceira edição anual das votações de Homem Honrado, cujas votações preliminares a partir desse ano serão bimestrais (como não houve votação em Julho, provavelmente em outubro haverá uma para compensar). Como sempre, os interessados em conduzir a votação podem mandar uma MP para o @Temujin (eu mesmo).

O vencedor de 2018 foram os Pracinhas da FEB.
O vencedor de 2019 foi Carlos Martel.

Os vencedores de Janeiro, Março, Maio, e Setembro de 2020 foram respectivamente Richard P. Feynman, Ayrton Senna, Luiz Carlos Molion e Richard Halsey Best. A eles se juntaram os dois próximos vencedores na votação anual do Homem Honrado do ano de 2020.

Esse mês teremos como tema Mente Sobre Matéria. Homens que com sua mente, inteligência, força de vontade e demais virtudes mentais superaram problemas ou inferioridades materiais, sejam de que tipo for. As indicações ficarão abertas até completarmos 4 candidatos, quando será iniciada a votação até o fim de Outubro/2020.

Começo indicando o lendário general cartaginês Aníbal Barca, por ter massacrado o poderoso e disciplinado exército romano na batalha de Canas, mesmo tendo metade das tropas e estando no país inimigo. Está batalha é até hoje estudada pelos militares. Também jurou a seu pai Amílcar Barca que destruiria Roma, e por toda sua vida perseguiu esse objetivo, mesmo que seu país não mais estivesse em condições de fazê-lo. Sim, podemos considerar que guerras são tragédias, que Aníbal no fim das contas enfraqueceu Cartago, que acabaria varrida do mapa na terceira guerra púnica, mas dentro do que ele se propôs a fazer, foi honradamente até o fim. 

[Image: anibal_y_el_paso_de_los_alpes_600x350.jpg]
Aníbal atravessa os Alpes com Elefantes de Guerra, feito sem precedentes até então.

Citação:Aníbal Barca, destreza e ousadia
https://experience.hsm.com.br/trails/ino...-e-ousadia
em iderança e Pesso

[/url]
Inimigo ferrenho do Império Romano, Aníbal Barca foi um dos maiores estrategistas militares da história, à altura de líderes como [url=https://experience.hsm.com.br/entity/247175]Alexandre Magno
 e Júlio César. Nasceu em 247 a.C., na antiga Cartago (próxima à atual Túnis, capital da Tunísia), então a grande potência com a qual Roma disputava a supremacia comercial na zona do Mediterrâneo. 

Filho do general Amílcar Barca, líder do exército cartaginês que, derrotado por Roma na Primeira Guerra Púnica, iniciou uma série de conflitos armados entre os povos, o menino Aníbal acompanhava o pai no campo de batalha. Como reza a lenda, o pai o teria feito jurar ódio eterno aos romanos diante dos deuses. Quando já era general, Aníbal dedicou-se a conquistas que demonstraram sua perícia no comando e saciaram a sede de ouro dos ambiciosos aristocratas púnicos. Percorreu todo o interior da Península Ibérica, onde Cartago se instalara para recuperar-se das perdas materiais sofridas na primeira guerra contra Roma, e, ao fim de dois anos, já com grande popularidade, estava pronto para enfrentar os romanos.

Em 219 a.C., iniciou a Segunda Guerra Púnica, durante a qual liderou uma das grandes façanhas da história militar, que manteve em xeque o Império Romano durante mais de uma década. Ele partira da Península Ibérica em 218 a.C., com um grande exército e quase meia centena de elefantes de guerra. Com eles, cruzou o rio Ródano e atravessou os Pireneus e os Alpes com a meta de conquistar Roma. Ninguém antes havia realizado algo semelhante –Napoleão Bonaparte o repetiria, mas só 20 séculos depois.

Após três vitórias espetaculares (a de Canas foi a maior), nas quais se distinguiu por sua capacidade de determinar as forças e fraquezas próprias e dos oponentes, conseguiu dominar o sul da Itália. No entanto, em razão da falta de alimentos e reforços e das muitas baixas, ficou imobilizado durante anos e não conseguiu cumprir seu objetivo de submeter a cidade inimiga.

Roma encontrou, então, a oportunidade de contra-atacar. Depois de expulsar os cartagineses da Península Ibérica, o cônsul e general romano, Cipião invadiu o norte da África, aplicando táticas que aprendera com Aníbal, e forçou-o a afastar-se de Roma para voltar a Cartago, onde foi vencido definitivamente na batalha de Zama, em 202 a.C. Com isso, Cartago se viu obrigada a firmar um acordo de paz humilhante, que pôs fim ao sonho de criar um grande império no Mediterrâneo.

De volta a sua cidade natal, Aníbal foi eleito juiz supremo do Senado, cargo em que mostrou seus dotes de estadista e tentou reconstruir o poderio militar cartaginês. Entre outras medidas, implementou reformas políticas e financeiras que permitiram a seu povo pagar a altíssima indenização de guerra imposta por Roma. Temerosos da nova prosperidade de Cartago, os romanos cercaram o chefe púnico, que partiu em segredo.

Refugiou-se na corte do rei Antíoco, da Síria, e convenceu-o a enfrentar Roma, ao mesmo tempo que negociava uma aliança com Felipe V, da Macedônia. Antíoco, porém, foi derrotado, e Aníbal precisou novamente buscar refúgio, dessa vez na corte de Betínia, onde obteve a última vitória militar de sua vida, diante de uma frota da cidade de Pérgamo (na atual Turquia).

Aníbal foi um dos personagens históricos mais admirados pelo “pai” da psicanálise, Sigmund Freud, que via paralelos entre a Roma combatida pelo líder cartaginês e sua Viena imperial. Várias de suas frases passaram para a história, como “Ou encontrarei um caminho ou farei um” e “Não vim derrotar os italianos, mas ajudá-los a derrotar os romanos”.

Em 183 a.C., ante a iminente captura pelos romanos, Aníbal Barca decidiu acabar com a própria vida, tomando o veneno que sempre levava em seu anel.
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#2
Eu indico o Louis Zamperini ele era um delinquente juvenil que invadia propriedades, brigava e fugia de casa. Adolescente, descobriu o atletismo, esporte que o levou para as Olimpíadas de Berlim em 1936, chamando a atenção, por sua velocidade, de ninguém menos do que Adolf Hitler. Com a II Guerra Mundial, Louis alistou-se no exército americano, tornando-se tenente e servindo como bombardeiro. Em maio de 1943, Louis partiu em uma missão de resgate. Em algum ponto do Pacífico, os motores de seu avião pararam de funcionar. A aeronave caiu no oceano, deixando Louis e dois outros homens confinados a um pequeno bote. Vagando por semanas e milhares de quilômetros, enfrentaram fome e sede desesperadores, tubarões pulando no bote, um ataque de um bombardeiro japonês e um tufão com ondas gigantes. Finalmente avistaram uma ilha, e, conforme remavam até ela, sem perceberem, um navio militar japonês se aproximava. A jornada de Louis tinha apenas começado. Depois ficou anos em um campo de concentração japonês passando por grandes obstáculos.

Invencível é o relato da ousadia, persistência e ingenuidade de um homem que se recusou a ser vencido, em uma biografia premiada e assinada por uma autora reconhecida por seu material de não-ficção. Com uma narrativa intensa, é um retrato da coragem humana e a resiliência de um indivíduo extraordinário.

Para quem ja viu o filme sabe como a historia é muito interessante



"A paixão é como o álcool. Entorpece a consciência, elimina a lucidez, impede o julgamento crítico e provoca alucinações, fazendo com que o ser amado seja visto como divino." Como lidar com Mulheres - Nessahan Alita
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#3
Vou indicar o Capitão Joseph Bates para ajudar a completar a lista. Terminei de ler agora o livro dele e o cara se enquadra no perfil.

Spoiler Revelar
[Image: As-aventuras-do-capitao-Jose-Bates-450x450.png]

Aproveito e já deixo o link do livro: https://editoradospioneiros.com.br/as-av...ose-bates/

Esse americano saiu de casa para ser marinheiro aos 14 anos. Em uma das viagens quando estava navegando para a Rússia foi feito prisioneiro de guerra pelas tropas de Napoleão Bonaparte na Dinamarca, depois que foi solto quando estava em outra viagem quando o EUA e a Inglaterra entraram em guerra ele foi feito prisioneiro de guerra pelo império britânico e por muitos anos obrigado a lutar contra Napoleão Bonaparte. Depois foi colocado em uma prisão e sobreviveu a um massacre que teve lá. Enfrentou um furacão em alto mar quase morrendo. Viajou diversas vezes para o Brasil contando muitas curiosidades que ocorriam aqui na época, como eram as procissões católicas, e a caça de baleias perto do porto de Florianópolis, também ajudou o Brasil em uma guerra contra Buenos Aires e ajudou a salvar o povo em uma seca muito grande que teve no nordeste levando comida do sul do país para lá de navio, e viajou para muitos países, descreve como era o Peru logo após a inquisição e os terremotos de lá, enfrentou piratas e tubarões e quase morreu congelado em outra ocasião que o barco naufragou. Presenciou a queda do império otomano. Também presenciou o grande evento da quedas de estrelas que teve em 1833 descrendo detalhes sobre o fato. Até mesmo lutou contra a escravidão 30 anos antes da guerra civil americana sendo ameaçado e perseguido por isso. Entre outros feitos.

Esse cara sozinho fez muito mais coisas em uma vida do que uma pessoa normal faria em 50 vidas.
“A honra, a integridade e a verdade precisam ser guardadas, custe o que custar ao próprio eu.” Obreiros Evangélicos, pág. 447
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#4
Photo 
Como último candidato do mês vou indicar: Aron Ralston, cuja história real foi base para o filme 127 Horas (2011).

[Image: ralston-no-prosthetic.jpg]

Da uiqui: Aron Lee Ralston (27 de outubro de 1975) é um alpinista, caminhante e engenheiro norte-americano. Ganhou atenção mundial midiática em abril de 2003,quando escalava um canyon em Wayne County, Utah. Ralston após ficar preso por uma pedra na fenda para onde caiu, foi obrigado a amputar o próprio braço direito com um canivete. Foi a única forma para viver e sair daquele afastado local. Poderia demorar semanas até ser encontrado e dificilmente sobreviveria à hemorragia. [1] O incidente está documentado na autobiografia Between a Rock and a Hard Place(Uma empolgante história de Sobrevivência), de 2004 e é o tema do filme 127 Hours. Foi também referenciado no episódio 2 da primeira temporada da série Man vs. Wild do Discovery Channel, e também num episódio de Sozinhos na Selva do Discovery Channel, e referenciado no filme DeadPool pelo personagem principal em uma das cenas.


Foto do canyon onde Aron Ralston ficou preso
Em agosto de 2009, Aron casou-se com Jessicca Trusty. O seu primeiro filho, Leo, nasceu em fevereiro de 2010.

Acidente
Em 26 de abril de 2003, Aron estava caminhando pelo Blue John Canyon, no Condado de Wayne, no Utah, a sul do Horseshoe Canyon, próximo do Parque Nacional Canyonlands. Enquanto Ralston descia o Blue John Canyon, uma rocha suspensa que ele escalava se soltou, esmagando seu braço direito e prendendo-o contra a parede do cânion. Ralston não avisou ninguém sobre sua viagem, assim ninguém procuraria por ele. Assumindo que morreria, ele passou cinco dias e sete horas bebendo o restante de sua água, aproximadamente 350ml e seus últimos pedaços de comida, dois burritos, enquanto tentava amputar seu braço. Seus esforços foram inúteis ao tentar remover seu braço debaixo da rocha de 500 quilos, após três dias tentando levantar e quebrar a pedra, o delirado e desidratado Aron se preparou para amputar seu braço preso em uma parte em cima de seu cotovelo, para escapar. Ele experimentou seus torniquetes e fez alguns exploráveis cortes em seu braço, nos primeiros dias. No quarto dia, Ralston notou que para se libertar, ele teria que cortar os ossos dentro de seu antebraço, mas as ferramentas que ele tinha não foram suficientes. Quando Ralston ficou sem água e comida no quinto dia, foi forçado a beber sua própria urina. Ele escreveu seu nome, data de nascimento e data de "morte" na parede do cânion, e grava seu último adeus para sua família. Aron não achou que ia sobreviver a essa noite. Após acordar no pôr-do-sol no dia seguinte, ele novamente ganha coragem para quebrar os ossos, ele então, executou a amputação, do qual levou uma hora com seu canivete multi-uso, do qual incluía uma faca dupla. Após se libertar, ele ainda teve que voltar para seu carro, ele escalou para fora do cânion onde ficou preso, desceu uma altura de 20 metros do chão com uma só mão, e depois caminhou no sol fervente. Ele estava a 8 km de seu veículo, e não tinha celular. Mesmo assim, enquanto caminhava, encontrou uma família dos Países Baixos em um dia de caminhada, Eric e Monique Meijer e o filho deles, Andy, que lhe deram comida e água e avisaram as autoridades. Ralston teve medo de sangrar até morrer, e perdeu 18 quilos, incluindo 25% de seu sangue. Felizmente, as autoridades alertadas pela família de Ralston que ele estava desaparecido, procuravam por ele de helicóptero. Ralston foi resgatado seis horas depois de amputar seu braço. Ralston disse que se ele tivesse amputado seu braço antes, ele teria sangrado até a morte e se ele não tivesse feito isso ele teria sido encontrado morto no cânion dias depois. Mais tarde, seu antebraço amputado foi recolhido por autoridades do parque. De acordo com o apresentador de TV Tom Brokaw, treze homens, um guincho e uma furadeira foram necessários para remover o braço de Aron. Seu braço então foi cremado e as cinzas foram-lhe dadas.
  • Sem a visão de um objetivo um homem não pode gerir a sua própria vida, e muito menos a vida dos outros.
Leia: Nuvem de Giz
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#5
Com 6 de 12 votos, o Capitão Joseph Bates é o vencedor da votação de Homem Honrado de Outubro de 2020! Ele se juntará a Richard P. Feynman, Ayrton Senna, Luiz Carlos Molion e Richard Halsey Best, e ao vencedor de Novembro na votação anual d0 Homem Honrado de 2020!

Obrigado a todos que votaram e indicaram os candidatos.
  • Sem a visão de um objetivo um homem não pode gerir a sua própria vida, e muito menos a vida dos outros.
Leia: Nuvem de Giz
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