24-02-2016, 11:04 PM
Esse texto é vitimista, sim, mas deve ser analisado e valorado sob a ótica de seu tempo e naquela época teve sua importância, sim.
Desmerecer o trabalho do cara agora, após anos de evolução do pensamento realístico é uma injustiça.
Foi uma fase já superada, mas necessária para chegar aonde estamos.
Mas mesmo analisando-o sob a perspectiva da época de sua produção, dá pra se fazer uma crítica justa, a partir dos seguintes pontos:
Se a invisibilidade do homem sem poder de barganha o causa depressão, ignora que também há mulheres invisíveis, aquelas que não nasceram prontas em termos de poder de barganha de atrativos no mercado sexual.
Condiciona a felicidade masculina a aprovação feminina, ou seja, é um manginismo flagrante. Não foi do meu tempo, mas isso deveria ter sido levantado à época e se não foi, é porque a real em si tava impregnada de manginismo (bem mais do que hoje, em que ainda há, porém menos).
A cura da depressão masculina jamais poderia ser o romantismo, mas sim, na atitude do sujeito em tomar as rédeas de sua vida e começar seu desenvolvimento pessoal, aqui ele continua associando a felicidade masculina à capacidade de atrair fêmeas.
A insensibilidade masculina em razão de decepções amorosas só pode ocasionar depressão aos que estão na matrix, pois como não conhecem as regras do jogo, acreditam que há algo errado com eles, quando não necessariamente deva haver, pois esse mesmo sujeito que reclama da invisibilidade perante as mulheres não percebe que repete esse comportamento com as mulheres com pouco poder de barganha, que também são invisíveis aos olhos deles.
Pra concluir, como a maioria dos textos que me lembro do The Truth, ele até faz umas análises relativamente coerentes da realidade (que algumas hoje parecem básicas, mas repito, tem seu valor para a época), porém, peca por não apontar soluções para os problemas masculinos (como investir em seu desenvolvimento pessoal, por exemplo).
Desmerecer o trabalho do cara agora, após anos de evolução do pensamento realístico é uma injustiça.
Foi uma fase já superada, mas necessária para chegar aonde estamos.
Mas mesmo analisando-o sob a perspectiva da época de sua produção, dá pra se fazer uma crítica justa, a partir dos seguintes pontos:
Se a invisibilidade do homem sem poder de barganha o causa depressão, ignora que também há mulheres invisíveis, aquelas que não nasceram prontas em termos de poder de barganha de atrativos no mercado sexual.
Condiciona a felicidade masculina a aprovação feminina, ou seja, é um manginismo flagrante. Não foi do meu tempo, mas isso deveria ter sido levantado à época e se não foi, é porque a real em si tava impregnada de manginismo (bem mais do que hoje, em que ainda há, porém menos).
A cura da depressão masculina jamais poderia ser o romantismo, mas sim, na atitude do sujeito em tomar as rédeas de sua vida e começar seu desenvolvimento pessoal, aqui ele continua associando a felicidade masculina à capacidade de atrair fêmeas.
A insensibilidade masculina em razão de decepções amorosas só pode ocasionar depressão aos que estão na matrix, pois como não conhecem as regras do jogo, acreditam que há algo errado com eles, quando não necessariamente deva haver, pois esse mesmo sujeito que reclama da invisibilidade perante as mulheres não percebe que repete esse comportamento com as mulheres com pouco poder de barganha, que também são invisíveis aos olhos deles.
Pra concluir, como a maioria dos textos que me lembro do The Truth, ele até faz umas análises relativamente coerentes da realidade (que algumas hoje parecem básicas, mas repito, tem seu valor para a época), porém, peca por não apontar soluções para os problemas masculinos (como investir em seu desenvolvimento pessoal, por exemplo).
