28-12-2020, 05:23 PM
6. Algumas artimanhas femininas infernizantes
A artimanha de desaparecer subitamente
Você está feliz da vida com sua namorada. Tudo anda bem e ela está se comportando maravilhosamente. Então você baixa sua guarda, confiante de que ela está sendo absolutamente sincera e de que não irá atraiçoá-lo. Subitamente, sem o menor aviso, ela desaparece, não te procura mais e/ou não atende mais às suas ligações e nem telefona.
Você caiu em uma armadilha: ela estava apenas esperando o momento certo de se afastar para que você sofresse. Por dias ela te observou e se comportou para instalar confiança. Você foi cevado como um peixe e agora o anzol foi puxado. A espertinha está te testando, quer ter certeza de que o peixe está bem fisgado. Se você correr atrás, cairá ainda mais fundo na servidão passional. Se não correr atrás, sente que a perderá. Qual foi o seu erro? Ter-se deixado embriagar pelos momentos bons. O que fazer agora? Vejo duas possibilidades.
A primeira é afrontar interiormente a angústia e o tormento que estão te corroendo vivo. A dor emocional que te oprime provém da paixão e a paixão é totalmente interior. Aquele que vence a paixão dentro de si e desenvolve a vontade, consegue vencer esses “cabos de guerra” simplesmente desaparecendo. A segunda é alcançá-la por algum meio e encurralá-la através de um ultimatum.
Ambas são dolorosas e nenhuma pode garantir o retorno de sua amada. De modo algum sugiro que se humilhe perseguindo-a desesperadamente porque isso irá piorar tudo. Se você houvesse se comportado corretamente, ela não teria te sabotado traiçoeiramente desta forma. Ela te pilantrou porque percebeu que você começou a se entregar. Se não houvesse se entregado, a espertinha estaria até agora tentando te convencer a fazê-lo e estaria ao seu lado, já que é somente isso o que as prende a nós: a tentativa de nos induzir à entrega do coração.
A artimanha de sabotar e fingir que nada está acontecendo
De repente sua namorada fica esquisita, fria, distante e te trata de forma diferente. Você fica grilado e sua mente dispara pensando mil coisas. A espertinha nega que haja algo estranho, se faz de desentendida e age como se nada estivesse acontecendo. Você a interroga e quer arrancar uma explicação à força. Quanto mais discutem, mais quente fica o inferno.
Observe-se: você está comunicando, com este comportamento, que ela te fisgou pelos sentimentos. Sem perceber, está dizendo: “Veja, estou desesperado de paixão, preciso do seu carinho e de sua atenção mais do que tudo nesta Terra. Você é a mais gostosa do mundo.” Acontece que é justamente isso o que ela está querendo ouvir para se afastar mais ainda. A espertinha quer te testar, mais uma vez.
Quer ver se você se perturba, se sente falta do carinho e da atenção. O que fazer? Eu, no seu lugar, simplesmente trataria a espertinha da mesma forma como ela estivesse me tratando. Haveria apenas uma diferença em meu tratamento: eu seria um pouco pior do que ela. Ficaria ainda mais esquisito, distante, frio, indiferente e negaria tudo, devolvendo-lhe o inferno.
Recusaria o inferno emocional que foi oferecido. Mas isso exige desapaixonamento e uma vontade poderosa.
A artimanha de interromper as ligações repentinamente
Está tudo bem entre vocês e, repentinamente, ela, do nada, para de te telefonar. Está querendo testar sua paixão, quer ver se você fica ligando insistentemente feito um desesperado. Primeira solução: fazer o mesmo com ela, porém por muito mais tempo. Segunda solução: dar-lhe um ultimatum. Terceira solução: ignorá-la para sempre e arrumar outra mulher melhor.
Seu erro: não ter antes estabelecido um prazo máximo de dias para que ela te ligasse, além do qual ficaria definido que ELA resolveu terminar o relacionamento.
A artimanha de terminar a relação mal resolvida
Por serem ilógicas e contraditórias, a irritação da dúvida não as afeta tanto quanto a nós. Na verdade, parece mesmo é que as situações mal resolvidas e confusas as agradam. Sem dar nenhuma satisfação ou esclarecimento, e sem que nada de errado tenha acontecido, ela simplesmente se desinteressa e te deixa. Não há lógica alguma neste comportamento, aparentemente...
Mas há uma lógica oculta, inconsciente: você ficará preso a ela justamente por não entender o que aconteceu. A interrogação permanecerá em sua cabeça. Isso fará com que você fique pensando na espertinha por muitos meses ou até anos, se perguntando e especulando a respeito...Intuitivamente, seu sofrimento é pressentido à distância, de uma forma que beira a paranormalidade. Não vejo outra solução para este inferno senão a presciência desta fatal e inevitável tendência.
O homem deve se antecipar e permanecer continuamente esperando esta forma de traição emocional, que costuma vir cedo ou tarde. O único caso em que a mesma parece não se verificar é quando o homem já pressupõe tal abandono e o espera, ou então quando o homem está realmente querendo que a mulher vá embora para sempre...
Mais uma vez, seu erro foi a paixão, o medo de perdêla, o desejo forte de tê-la para si e perto de si. Se esta desgraça já houver te acometido, uma primeira alternativa, para os mais corajosos, é alcançá-la e dar-lhe um ultimatum: “Ou você volta até amanhã ou não me procure nunca mais!”. Então a verdade a respeito dos sentimentos da espertinha ficará revelada e não restarão dúvidas.
Mas não faça isso se não estiver preparado para o pior. Arrumar outra namorada ainda mais bonita costuma funcionar também, pois a espertinha concluirá que te avaliou mal e dispensou um cara interessante. Então poderá vir atrás de você de novo. Se houver possibilidade de que ela o veja com certa freqüência, como no caso em que ambos trabalham ou estudam juntos, também será uma ótima oportunidade de mudar a conduta, mostrando-se diferente e interessante. Se você não quiser dar o ultimatum, então deverá agir como se nada houvesse acontecido, para devolver-lhe o inferno.
Mas isso também é muito difícil de suportar. Em hipótese alguma se torne um assediador e nem a persiga tentando arrancar respostas para as suas indagações. A perseguição polariza ainda mais a situação em favor da espertinha e contra você. Lembre-se: no amor elas são absurdas, então não busque coerência. Aceite o absurdo e se adapte. Nem elas mesmas sabem se explicar sem confundir ainda mais a situação. Se não houver paixão, não haverá sofrimento. Quando ela desaparecer traiçoeiramente, você simplesmente virará as costas e partirá para outra.
Penso que nenhum ser que atraiçoa os sentimentos sinceros de outro merece qualquer forma de consideração ou importância, a menos que se arrependa e mude de conduta. Aquele que atraiçoa os sentimentos sinceros do próximo está simplesmente confessando que é uma pessoa sem valor.
A artimanha de provocar amor e ódio
Ela te trata como uma bola de pingue-pongue. Te agrada e te enfurece alternadamente ou até simultaneamente. Faz aquilo que você odeia e também aquilo que você adora. As intenções são conhecer seus limites e medir até que ponto você pode ser manipulado. A espertinha quer saber quais são os limites de sua fúria, quer “medir sua febre” e também testar formas de te acalmar.
Como ensinou Karen Salmanshon, ela está adestrando o cão, amansando a fera. A solução: colocar-se “além do bem e do mal”, como disse Nietzsche, não se deixando manipular emocionalmente nem para a esquerda e nem para a direita, ser dono de si mesmo, não amar e nem odiar, transcender. Isso irá frustrá-la pois ela não conseguirá te conhecer.
A artimanha de contrariar os nossos desejos
Ela se comporta bem enquanto te observa. Quando comprova que você está gostando muito dela e descobre o que te agrada e o que te desagrada, ela começa a fazer exatamente o que você não quer. A solução: aceitar e incentivá-la a prosseguir fazendo exatamente isso até que ela entre em conflito consigo mesma.
A artimanha de mentir
Ela diz coisas maravilhosas e você pressente alguma incoerência. O que ela está dizendo é bom demais para ser verdade. A solução: fingir acreditar na mentira e incentivá-la a mentir ainda mais, até o extremo.
A artimanha de oferecer sexo e não dar
Ela enche você de esperanças, prometendo aquilo que você mais gosta: o sexo intenso. Se insinua e se comporta como se realmente fosse uma fêmea fatal mas o faz somente nos momentos em que é impossível realizar de fato o desejo que acendeu em você. Quando finalmente aparece uma chance, a espertinha inventa uma desculpa e te deixa frustrado.
A solução: não se empolgar com as insinuações e oferecimentos, ignorá-los, e desmascarar a farsa antes que aconteça. Também ajuda nunca mais abordá-la sexualmente, apenas aceitá-la quando ela vier até você, para que suspeite fortemente que foi dispensada da função sexual.
A artimanha de provocar agressão física
Esta é uma das piores de todas. É tipo descrito por Shakespeare em "A Megera Domada". A mulher provoca o homem de várias maneiras, fazendo tudo o que ele detesta, com a intenção de irritá-lo mais e mais, para induzi-lo a perder o controle e agredi-la.
As motivações podem ser várias: querer chamar a atenção das pessoas, testar a força física ou o autocontrole do homem, sentir a emoção de vê-lo perder a cabeça, dar uma de coitadinha perante vizinhos e familiares, ter motivos para exigir o fim do relacionamento, sentir-se protegida por outros homens induzidos a defendê-la devido ao escândalo, curtir a adrenalina alta etc. Jamais caia nesta armadilha.
Fique bem longe deste tipo de mulher. Se topar com uma bruxa dessas, simplesmente se isole e a abandone silenciosamente, sem discutir. Tais casos são irrecuperáveis. JAMAIS TENTE BANCAR O PETRUCCIO!
Labirintos e armadilhas amorosas
Na busca por caminhos que lhes permitam sair do labirinto dos jogos da paixão, os homens caem em estados internos de confusão que lhes ocasionam um congelamento da ação. O desespero do desejo intenso e impaciente os leva a cometer ações erradas, norteadas pelas crenças do senso comum. A desorientação oriunda do estresse emocional leva a resultados desastrosos.
As espertinhas conseguem criar habilmente situações que nos encurralam e nos impelem a “correr atrás”, ao mesmo tempo em que se colocam fora do alcance de toda acusação e imputação de responsabilidade. Lisas como peixes, esquivam-se de quaisquer culpas com suma facilidade, fazendo com que nos sintamos responsáveis pelas armadilhas em que caímos.
