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Nessahan Alita - Reflexões Masculinas
#6
5. Um grave erro que cometemos

Os infernos emocionais em que o ego da mulher nos envolve são possíveis por uma única razão: nosso fortíssimo desejo de que elas sejam como gostaríamos que fossem e nossa incapacidade de aceitar a realidade. Gostaríamos que elas fossem diferentes do que são e este é o nosso erro capital. 

Gostaríamos que as mulheres fossem espontaneamente fiéis, sinceras, que valorizassem a virtude, que retribuíssem o amor com amor, que sentissem aversão pelos maus, que não se sacrificassem pelos cafajestes, que não se entregassem aos imprestáveis, que se sentissem plenas na companhia dos homens de bom caráter.

Gostaríamos que elas recusassem sua virgindade aos playboys e que as oferecessem aqueles que as amam verdadeiramente. Gostaríamos ardentemente que elas fossem sinceras nos sentimentos, que nos compreendessem, que não fugissem de nós ao perceberem que estamos apaixonados, que não nos atraíssem com a simples intenção de nos rejeitar, que não brincassem com os nossos sentimentos, que dessem mais valor a nós do que aos parentes e amigos do seu círculo social estúpido, que se dedicassem a nós como nos dedicamos a elas, e muito, muito mais!

É justamente esse o nosso erro e ele às vezes é fatal. As expectativas que criamos geram o inferno na medida em que conflitam com a realidade. Como possuem o ego bem vivo, as mulheres são completamente distintas desse modelo ideal. A mulher idealizada dos nossos sonhos não existe, é uma farsa, uma mentira. Aquele que não aceita esta realidade enlouquece cedo ou tarde.

Cedo ou tarde será chocado pelos fatos, e seus sonhos matrixianos absurdos serão despedaçados pela realidade que será violentamente lançada em seu rosto. Aqueles que não saem da ilusão antecipadamente e por vontade própria, por meio da dissolução do eu, normalmente não suportam o choque da realidade.

É quando podem sofrer os surtos nervosos tais como a “battered man syndrome”. Somente aqueles que dissolveram todas as expectativas pueris e idílicas, que se tornaram capazes de aceitar a crua realidade da perversidade do ego feminino (e também do masculino, mas aqui estamos tratando do ego das mulheres), sem se debaterem contra o inevitável, é que são capazes de conviver com as mulheres sem enlouquecer e sem se autodestruírem.

A morte do nosso ego é a morte das expectativas, dos desejos e também dos sonhos e ilusões. A dor emocional provém da oposição entre realidade e desejo. Quando aceitamos conscientemente o inevitável, e não desperdiçamos esforços esmurrando facas, deixamos de sofrer porque passamos a viver em sintonia com a realidade, e não com mentiras.

Os matrixianos, em sua desesperada tentativa de se evadirem da realidade, em geral optam por dois caminhos:

1) insistem repetidamente na insana tentativa de serem felizes na paixão, repetindo os mesmos erros com cada mulher pela qual se apaixonam, vivendo assim de fracasso em fracasso;

2) entregam-se à promiscuidade e à fornicação, para tentar afogar a consciência e anestesiar o coração dolorido.

Quando um matrixiano é arrancado bruscamente da ilusão por um fato definitivo, como, por exemplo, um flagrante adultério, o choque destrói todas as suas defesas psicológicas. É a partir desse momento que eles cometem suicídio, assassinam a espos ou se entregam ao álcool ou às drogas.

Em suma: enlouquecem. A ilusão matrixiana nos é inculcada desde que nascemos. Todos ao redor, manipulados pelos meios de comunicação em massa, nos enfiaram na cabeça e goela abaixo idéias absurdas sobre paixão e romantismo. Crescemos embriagados com essa droga e nosso discernimento no campo dos relacionamentos afetivos se torna nulo.

Entre os povos orientais e indígenas, esta doença mental não é tão freqüente, os casamentos obedecem a outros princípios e eles são mais saudáveis. Portanto, se alguma espertinha está te fazendo sofrer, este sofrimento se deve a uma oposição entre os seus desejos mais intensos e ardentes e a realidade do psiquismo de sua parceira.

Quanto mais você tentar forçá-la a se enquadrar nos moldes de sua expectativa, tanto pior ficará o inferno emocional. Você estará energizando os egos da parceira e fortificando a situação. Se você aceitar tudo, chegará o momento em que a relação estará prestes a ir para o buraco. As coisas chegarão à beira do precipício. É nesta hora que você descobrirá quem realmente é a pessoa que você tem ao lado e saberá se ela tem limites ou não. Descobrirá qual é o termômetro da espertinha e até onde ela suporta a bagunça que provocou.

Não estou recomendando a ninguém que contribua para o fim da relação mas sim que não se debata contra o fim da relação. Não perca o tempo apontando uma arma para a parceira, tentando obrigá-la a ser diferente. Vá com ela, use a técnica do jiu-jitsu psicológico: não force contra. Isso não significa que você deva arcar com as más conseqüências das pilantragens amorosas.

A aceitação permite a devolução das conseqüências. Aquele que não sabe aceitar segura o rojão e a bomba explode em sua mão. As trapaças amorosas, se aceitas e levadas ao extremo, possuem más conseqüências para a própria pessoa que tomou a iniciativa de executá-las, as quais podem ser sintetizadas como sendo o desprezo, a perda da estima e da admiração por parte da pessoa que está consciente de ter sofrido a trapaça, bem como de todo e qualquer compromisso e fidelidade.

A pessoa que trapaceia o parceiro, está assinando um atestado de imprestabilidade e autorizando-o a fazer tudo o que quiser. Está dizendo: “Veja, não sirvo para nada, sou uma pessoa imprestável, e você não deve me respeitar de forma alguma.” O trapaceiro se oferece para ser desrespeitado. Esta é a má conseqüência de sua desonestidade, a qual pode lhe ser devolvida caso a outra pessoa simplesmente aceite suas trapaças e lhe informe que está consciente delas e que, a partir daquele momento, a desonestidade passou a ser a regra da relação.

Se, por exemplo, uma mulher deixa de cuidar do esposo para sair com “amigas” (e sabemos que as amigas costumam acobertar e facilitar o adultério), ele está moralmente autorizado a encontrar outra mulher para preencher aquele tempo. É claro que não recomendo o adultério e sim a separação definitiva. Mas isso não necessita, no caso do esposo trocado pelas amigas, ser feito logo na primeira vez, pois pode dar-se o caso da mulher corrigirse após receber uma boa lição.

Quando me refiro à aceitação total, estou me referindo à aceitação do que a parceira queira fazer com sua própria vida, mas não com a nossa, obviamente. Há um limite para a tolerância. Devemos deixá-la livre para fazer o que quiser com sua vida, mas não com a nossa vida. Todas as artimanhas, trapaças, mentiras, provocações, atraiçoamentos, torturas mentais, ludibriações, manipulações e outras formas de agressão emocional ficam neutralizadas quando as aceitamos conscientemente.

Os efeitos colaterais dessas atitudes retornam à própria espertinha sem que façamos quase nada. A aceitação deve ser real e não simulada. Não simule para si mesmo e nem se auto-engane. A verdadeira aceitação resulta da compreensão, não é um comportamento forçado. Esta é a única forma de desarticular os infernos: aceitando-os. Mas para isso, temos que dissolver todas as expectativas.

Portanto, a convivência com a parceira é um ginásio psicológico, do qual podemos sair felizes, livres e vitoriosos ou derrotados. Nesse último caso, seremos levados ao hospício, ao cemitério ou à prisão.

5. A agressão emocional da mulher contra o homem

Porque elas provocam sentimentos duplos
As mulheres provocam em nós felicidade e tristeza alternadamente porque sentem simultaneamente amor e ódio pelo homem. Trata-se de uma duplicidade de sentimentos na personalidade, semelhante à esquizofrenia. Conhecendo os nossos mecanismos sentimentais, elas proporcionam bem estar, felicidade e prazer em alguns momentos, mas também fúria, ira, rancor e tristeza em outros, nos despedaçando interiormente. Aqueles que não suportam, surtam.

O poder feminino de agredir os sentimentos
Segundo o senso comum, as mulheres seriam seres frágeis e indefesos, enquanto os homens seriam fortes e potencialmente perigosos. Haveria, assim, a necessidade de se controlar estes últimos por meio de diversos mecanismos legais para conter sua "natural agressividade". Esta idéia foi inculcada nas massas pelos meios de comunicação.

A mídia noticia constantemente casos de agressão doméstica, dando a entender que os homens agridem as mulheres sem motivação alguma e que estas últimas são suas "vítimas naturais". Todo o histórico anterior de violência emocional cometida pela mulher agredida, nos casos em que tal violência aconteceu, é cuidadosamente evitado e escondido. O paradigma da mulher indefesa e inofensiva, aliado à idéia do macho perigoso e cruel, orienta estatísticas, artigos científicos e jornalísticos, filmes, novelas e até políticas públicas.

Duvidar do mesmo e questioná-lo é uma heresia. Aquele que ousa escrutiná-lo corre o risco de ser mandado à fogueira. Realmente, o número de mulheres que são fisicamente agredidas pelos homens com quem vivem é alto e medidas para conter tais agressões são necessárias e urgentes. Mas o número de homens agredidos emocionalmente por suas esposas, namoradas e noivas é igualmente alto e sobre isso ninguém gosta de falar.

Tratar das agressões emocionais das mulheres no amor é um tabu, causa grande mal estar, mas tratar das agressões dos homens no lar é uma festa e todo mundo sempre está pronto a atirar mais uma pedra. Se é certo que homens que agridem mulheres fisica ou psicologicamente devem ser punidos pela lei, não é menos certo que mulheres que agridem homens da mesma maneira também devem sê-lo e com igual rigor.

E aqui chegamos ao ponto de nosso interesse: por que ninguém cogita punição das mulheres por agressões psicológicas no amor? Enquanto a maioria dos homens agridem as mulheres fisicamente, as mulheres costumam agredi-los emocionalmente. Embora existam muitos casos de agressão masculina totalmente desmotivadas e que não se justificam sob hipótese alguma, há também muitos outros casos em que esta agressão é conseqüência de um longo processo de tortura e infernização emocional perpetrado pela própria mulher.

A dor emocional é real e pode atingir níveis insuportáveis, até o ponto de se perder totalmente a sanidade. É sentida no coração mas seu teor qualitativo é de difícil apreensão e definição, já que vivemos em um mundo materialista que negligencia totalmente o aspecto psíquico da vida. A agressão emocional é perigosa porque pode destruir o sistema nervoso e ocasionar surtos como os da "battered man syndrome".

As mulheres são especialistas em realizá-las porque possuem muito mais inteligência emocional do que os homens, os quais, em estado de surto, não visualizam outro caminho que não seja o mais primitivo de todos: agredir fisicamente e destruir tudo. O poder de agressão emocional costuma ser negligenciado, apesar de seus efeitos se fazerem sentir constantemente. Não há homem que não o tenha experimentado.

Entre as formas de agressão emocional perpetrada por mulheres contra homens, podemos citar: casar-se e recusar-se a cumprir as obrigações de esposa, mentir, comportar-se de forma a deixar a fidelidade em dúvida, sair e não dar satisfações, dedicar-se mais as amigas e ao trabalho do que ao lar e ao esposo, depreciar o marido na frente dos outros, não permitir que o ex-marido veja os filhos, cometer adultério, viajar sem o marido freqüentemente, prometer e recusar sexo, exigir fidelidade sexual do homem mas recusar-se a satisfazê-lo sexualmente, trocar o companheiro por outras pessoas, simular tentativas de suicídio, paquerar outros homens e negá-lo a despeito das evidências, encher a cabeça do esposo de dúvidas, gastar todo o seu dinheiro com inutilidades, fazer exatamente aquilo que ele não quer para exasperá-lo, repudiá-lo ao ser abraçada, rejeitá-lo como "pegajoso" após ter exigido ou permitido que ele se apaixonasse, induzi-lo a se apaixonar para transformá-lo em um escravo, ser fria e distante, comportar-se de forma dissimulada para confundi-lo, romper com a relação mas comportar-se de forma a dar esperanças de retorno etc.

Embora tudo isso pareça às mulheres pouca coisa, não é visto assim sob a ótica masculina. Sob a ótica masculina, esse conjunto de infernizações constitui algo grave e realmente origina crises nervosas violentas. Independentemente de gostarmos ou não ou de acharmos que os homens são infantilizados ou não por darem importância a estes aspectos da vida amorosa, o fato é que aquilo que é importante para o homem parece bobagem para a mulher e vice-versa. Ainda assim, ela consegue feri-lo certeiramente nos sentimentos.

A gama de atos que constituem violência emocional na relação amorosa é tão grande, que teríamos que preencher todo um livro para descrevê-los minuciosamente em sua totalidade. A grosso modo, porém, podemos sintetizá-lo em três categorias e dizer que aquilo que mais fere e enfurece o homem na relação amorosa são: as indefinições, as dissimulações e as contradições do comportamento feminino.

O ser humano necessita de certezas para manter-se emocionalmente saudável, principalmente no campo amoroso. Os comportamentos indefinidos, dissimulados e contraditórios roubam a certeza e ocasionam um estresse emocional e mental com resultados altamente prejudiciais ao casal, mas principalmente ao homem, uma vez que não existem leis que o protejam contra a agressão psicológica de suas companheiras.

As certezas de que o homem necessita para manter-se saudável são, principalmente, a certeza de fidelidade da parceira e de ser correspondido por esta, no campo amoroso e sexual. As dúvidas que o atormentam são a suspeita de estar sendo enganado e trapaceado neste campo. Para o homem, o sexo e o amor, embora estejam separados, são extremamente importantes e ele não suporta atraiçoamento em nenhum dos dois campos.

A simples idéia de poder estar sendo trocado já constitui um inferno astral. A razão disso é que o macho humano contemporâneo é tão territorialista quanto no tempo das cavernas e nunca deixará de sê-lo, pois não se pode suprimir ou negar os instintos. A mulher também possui instintos trogloditas, mas ninguém quer de admiti-lo para não perturbar o mito da deusa inofensiva e indefesa.

Entre as várias formas de agressão emocional que podem ser cometidas contra os homem por suas mulheres, as mais destrutivas são as que se inserem no âmbito da fidelidade conjugal e isso deveria ser levado muito mais a sério pelos psiquiatras e psicólogos. Geralmente, o fim do casamento e a separação atingem o homem violentamente no coração, inclusive porque quase sempre é ele quem sai de casa e não fica com a família. A separação, o fim da família e a união da ex-esposa com o amante, por muitos anos ocultado, são o barril de pólvora. O desdém da adúltera é o estopim.

O resultado é um surto psicótico. O psicopata que seqüestra os próprios filhos e a esposa, os assassina e depois comete suicídio não nasce do dia para noite. Se gesta ao longo de vários anos de exposição a muitas formas de violência no nível dos sentimentos. Se fosse um simples caso de "mau-caratismo" ou pilantragem cruel, ele jamais se suicidaria, simplesmente fugiria para bem longe. O suicídio indica que o infeliz enlouqueceu e quer ficar com os seus familiares para sempre, no outro mundo.

Está correto punir os maridos que agridem fisicamente suas esposas. Mas não está correto deixar impunes as esposas que agridem emocionalmente os seus maridos. Se queremos acabar com a violência doméstica entre casais, não podemos deixar que subsista nenhuma das suas causas e a agressão emocional perpetrada pela mulher é uma dessas causas.

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Nota do Guardião: a numeração dos tópicos está repetida pois é assim que consta no livro do Nessahan Alita.
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RE: Nessahan Alita - Reflexões Masculinas - de Guardião - 28-12-2020, 05:15 PM

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