28-12-2020, 05:04 PM
4. Um pouco sobre abordagem e conquista - PARTE II
A masculinidade natural
A masculinidade natural e verdadeira sem exibicionismos, características dos machistas conscientes, não permite que se caia no ridículo simulacro da masculinidade forçada e artificial, típica dos machistas ignorantes que querem impressionar.
Como despertar o interesse
A primeira forma é comportar-se como se não lhe déssemos importância, não nos ocupando com ela e nem sequer notando sua existência, por um tempo. Isso chamará a atenção dela para você, que será notado por este diferencial. A segunda forma é comportar-se da forma mais masculina possível: sentar-se, andar, mover-se, vestir-se e falar como um macho de verdade, evitando toda efeminação nos modos.
Uma fala curta e direta, um olhar firme, uma voz grave, um semblante sério, quase temível, são imprescindíveis. Convém ser silencioso e não tagarela. Procedendo assim, o interesse inicial dela por você terá aumentado pelo menos um pouco. Considerando que você possui boas intenções, é melhor que ela se sinta atraída por você do que por algum vadio que seja imprestável e sem escrúpulos, não acha?
Então tome o lugar dele. Isso é legítimo e justo pois você não quer prejudicá-la, ao contrário do vadio. O inconsciente feminino, por desgraça, considera os maus superiores aos bons e as impele irresistivelmente na direção dos primeiros. Se você não conquistá-la antes, fatalmente algum cafajeste irá arrebatá-la cedo ou tarde. Portanto, ignorar a existência, não dar muita bola e mostrar-se masculino são os primeiros caminhos para despertar a atração na mulher.
Mas o trabalho não acabou aqui. Há ainda um longo caminho a percorrer até o nível da convivência.
Perdendo o medo do primeiro contato
Se a mulher é anormalmente desejável, o homem vacila, receoso com a possibilidade de rejeição. Não é a mulher o fator do medo, já que é desejável, mas sim a rejeição. Este receio impede o estabelecimento de um primeiro contato.
A simples adoção de posturas indiferentes (técnica do homem durão), gera um pouco de atração mas não basta. É necessário ir além, tomando a iniciativa correta de contato, em alerta para "quebrar-lhe as defesas" a qualquer momento. É importante lutar contra este medo do primeiro contato. Do contrário, todo o esforço anterior é inútil.
Elas preferem aqueles que não as temem
Quando um homem não aborda ousadamente, por medo da rejeição ou de uma traiçoeira acusação de assédio, uma mulher que lhe tenha enviado sinais favoráveis, esta supõe que a relutância se deva a um medo inspirado por ela, e não à prudência racional masculina contra conseqüências nefastas oriundas de atos de mau-caratismo feminino, tais como: atrair para rejeitar, atrair para acusar, atrair para ciladas, atrair para roubar e assassinar etc.
De fato, o poder que as mulheres possuem para prejudicar socialmente um homem não deve ser negligenciado, fato que justifica a prudência masculina. Ainda que a espertinha tenha enviado muitos sinais favoráveis ao interessado, poderá em seguida acusá-lo de assédio sexual ou simplesmente espalhar a notícia de que é perseguida. Poderá também manipular outros pretendentes contra ele estimulando a rivalidade.
São perigos como esse que impedem o homem bom de ser ousado na abordagem mesmo quando a mulher lhe interessa muito. No caso do interesse pela mulher ser realmente exagerado, haverá também o temor de dizer ou fazer algo errado que resulte em rejeição. É um temor que deixa a voz trêmula e paralisa as ações, como ocorre com lutadores que temem o inimigo ou com certas presas diante de animais caçadores. O medo paralisa e tolhe todas as liberdades de ação.
Em nenhum destes casos é a mulher em si o elemento temido mas sim circunstâncias a ela ligadas ou por ela provocadas. Entretanto, ainda que a mulher não tenha más intenções e seja uma boa pessoa, acreditará que o homem a temeu. Seu inconsciente reagirá então com desinteresse, considerando este homem fraco e medroso. Ou seja, se ousar, será visto como assediador. Se não ousar, será visto como um covarde. Teremos então um problema, duas saídas e um risco de fracasso em cada uma!
O homem se torna então vítima de uma contradição: se ousa abordar, se expõe a uma armadilha. Se não abordar, provoca o desinteresse. A solução parece ser tentar abordagens progressivamente ousadas a partir dos sinais favoráveis enviados, sempre pronto para reagir ao menor sinal de que se trate realmente de uma armadilha e sem permitir jamais que a mulher conclua que inspira medo.
As mulheres rejeitam imediatamente um homem se acreditarem que ele as teme. Daí a importância de afrontá-las resolutamente, olhando diretamente em seus olhos, e de se assenhorear da situação. É exatamente assim que agem os cafajestes e playboys, com a diferença de que não são motivados pela força interior mas sim pelo desprezo pela pessoa que querem seduzir.
Se a mulher for exageradamente importante para você e o veneno da paixão houver te contaminado, você estará sujeito a gaguejar, ficar mudo, dizer alguma besteira, ficar desconcertado ou apresentar uma fala trêmula, não por medo dela mas sim por medo de perdê-la. Entretanto, ela não será solidária nem um pouco com o seu sofrimento amoroso. Ao invés disso, acreditará que é temida e te verá como um fraco.
Portanto, seja ao telefone ou seja pessoalmente, temos que nos manter firmes, ainda que por dentro estejamos prestes a despedaçar, afundar e ruir. Procure vê-la e tratá-la como uma simples mortal e nada mais, um mero ser humano, e não como uma deusa que está acima de você e nem tampouco como um demônio terrível altamente perigoso. Seja prudente mas não tenha medo ou a perderá.
Ir além do macho-alpha
Ainda dentro desta fase inicial, sua masculinidade deve expressar-se de forma plena mas superior à dos machos-alpha brutos. Isso quer dizer que você deve ir muito além do machoalpha. O macho-alpha humano comum é agressivo, forte, liderante mas tem uma inteligência voltada para coisas inferiores e imbecis, o que faz com que a mesma seja limitada e condicionada.
O macho-alfa somente pensa em poder e fornicação (vontade de poder e impulso sexual). Você deve ser superior a eles em auto-domínio, compreensão, capacidade de encontrar soluções, calma, serenidade interior, altruísmo etc. Em suma, lutar para se elevar espiritualmente acima das bestas humanóides, sejam elas alpha ou beta. É o que Nietzsche ensina como sendo o “Além do Homem”. Isso somente é possível por meio do chicote. Temos que amansar o animal bruto que somos por meio do látego da vontade.
Mas não se esqueça: mulheres não sentem atração sexual por virtudes e muito menos por bondade. Também não sentem atração por intelecto. Oferecer carinho e mostrar interesse não adianta nada. “Perseguir” surte um efeito contra-producente. O que as atrai é o seu destaque social e sua posição na hierarquia dos machos. Se você for apagado, não despertará interesse. Se suas atitudes fizerem um diferencial, então o despertará.
Como abordar
Quando a mulher começar a se incomodar com sua presença ou ficar diferente ao vê-lo, isso significa que chegou o momento de travar o contato, de abordar. Este momento poderá chegar após alguns poucos instantes ou poderá demorar horas, dias ou semanas. Ela começará a arrumar as roupas e a mexer nos cabelos, preocupada com a aparência.
Gesticulará rápido e falará alto para ser notada. Fique calmo e não pule em cima! Controle-se e aja como se nada estivesse acontecendo. Então, mantendo a calma e a indiferença, trave o contato evidenciando um pretexto que não seja o desejo de aproximarse. Trave o contato como se não quisesse travar o contato. Uma pequena convivência terá então sido instalada. Dali em diante é só aumentar a atração mediante um perfil lideraste e protetor. Mas lembre-se: se você satisfizer os interesses emocionais dela, ela se desinteressará.
O interesse deve ser preservado enquanto a intimidade se estreita.
Quando e como revelar a intenção?
Há muita controvérsia. Meu parecer é o de que nossa intenção verdadeira somente deve ser revelada após atração houver se firmado na mulher e jamais antes disso. Caso contrário, ela sairá correndo sem dó feliz da vida e te deixará minguado.
Entendo também que a intenção explícita não deve ser revelada através de palavras mas sim de atitudes, como a de olhá-la fixamente e simplesmente se aproximar calmamente para beijá-la, sem negligenciar o estado de alerta para qualquer recusa. Nada de perguntar se ela concorda, se ela quer isso ou aquilo.
O melhor é aprender a “adivinhar” o que ela quer ou não quer, por meio das ações e reações que constituem um jogo de sinais entre ambos. Se ela tentar enganá-lo por meio de sinais comportamentais contraditórios, atraindo-o para a conhecida armadilha de rejeitar ao ser abordada, esteja atento e se antecipe, rejeitando-a primeiro, para roubar-lhe a sensação de triunfo.
É claro que, se ela tentou atraí-lo para uma armadilha, é uma vadia e não merece o amor de ninguém. Desmascare-a e procure outra menos insincera.
Encontros frustrantes
Ficarmos bravos com trapaceiras que “furam” em encontros marcados ou que os adiam indefinidamente, é comunicar-lhes que lhes damos muita importância e que, portanto, não temos mulheres melhores à nossa disposição.
Artimanhas ao telefone
Elas não tomam a iniciativa de nos telefonar porque a consideram humilhante (“Não vou correr atrás desse cara. Ele é que tem que correr atrás de mim.”). Portanto, é uma perda de tempo exigir, esperar ou desejar que elas o façam, sendo muito mais conveniente fazer exatamente o contrário: desobrigá-las desta “incômoda” tarefa solicitando-lhes que não a realizem. Então as desconcertamos.
É melhor que esta “humilhante” iniciativa nos seja reservada pois, assim, obteremos o controle da frequência dos contatos e seremos capazes de decidir quando atingi-las nos sentimentos por meio da fala. Nos tornamos desconcertantes quando as surpreendemos, quebrando a previsibilidade: telefonando quando tudo indicar que não o faremos e fazendo exatamente o contrário quando pressentirmos que elas acreditam que iremos telefonar.
O que importa é fazer aquilo que elas não esperam e despotenciar-lhes os desejos egoístas: dispensá-las de fazer o que se recusam a fazer, ao invés de pressioná-las para que o façam. Não entremos em “cabos de guerra” (jogos de resistência para ver quem aguenta ficar mais tempo sem telefonar para o outro). Desobrigue-a de telefonar para você dizendo-lhe: “Não me telefone. Deixe que eu te telefono, pois sei que você não irá ligar mesmo...”. Ela então se perguntará: “Por que ele não quer que eu o procure?”.
Assim a deixaremos confusa, devolvendo-lhe a irritação da dúvida que havia sido inicialmente destinada a nós. Quando uma mulher descobre que está insistindo em fazer exatamente aquilo que é desejado pelo homem que desejaria contrariar, se sente ridícula, desconcertada e tenta inverter as atitudes. Daí a importância de formalizarmos a desobrigação de que nos telefonem.
Então não perderemos tempo idiotamente, esperando os telefonemas que não virão e, se por sorte vierem, será um grande lucro!
Uma questão de justiça
Agir conforme a mulher age, retribuindo a sinceridade com sinceridade, a honestidade com honestidade, o carinho com carinho, a dedicação com dedicação, as mentiras com desmascaramentos e as trapaças com desarticulações, é agir com justiça.
Este conhecimento beneficia às mulheres
Espero aqui que as mulheres me agradeçam, ao invés de se enfurecerem, por estar lhes mostrando o ponto fraco por onde podem ser tomadas por sedutores mal intencionados. Ao conhecê-los, será muito mais fácil para elas se defenderem destas invasões do inconsciente. Um estado interno específico Há um estado interno específico que devemos buscar nos relacionamentos.
Caracteriza-se por uma mente calma, voz e olhar firmes, fala direta e rica, pouco carinho e nenhuma tagarelice. É um estado em que há ausência de ira, de temor, de receios, de fascínio, de adoração, de apegos, de ciúmes, de posses e de outras loucuras passionais.
Demonstração do absurdo
O caráter absurdo da paixão é facilmente demonstrado e comprovado pela facilidade com que qualquer homem se apaixona por várias mulheres ao mesmo tempo ou com que uma mulher trai um homem que afirma amar.
