28-12-2020, 04:41 PM
3. A atração sexual na mulher
Como opera a atração sexual feminina
A mulher também possui um centro sexual e sente atração sexual, embora sua tônica seja muito mais emocional e menos sexualizada e genitalizada do que a do homem. O impulso sexual feminino é desencadeado muito mais a partir da atuação do centro emocional do que da ação direta sobre o centro sexual. É por isso que, se um homem tocar o órgão sexual de uma mulher sem estar autorizado, será rechaçado violentamente, ao contrário de uma mulher que toque o órgão sexual de um homem sem estar autorizada.
Aquilo que para ele é uma agradável surpresa, para ela é uma grave ofensa. A atração de uma mulher por um homem é muito mais motivada por necessidades e impulsos do seu centro emocional do que pelo gosto do sexo em si. Em outras palavras, os machos gostam mais do sexo em si e por si do que as mulheres, as quais buscam o sexo por outras razões. As necessidades emocionais que as motivam a buscar o sexo são: segurança material, sentir-se protegida, elevação da auto-estima e vitória sobre as rivais.
O homem busca fundamentalmente o prazer sensorial do ato sexual em si. A mulher busca prioritariamente os sentimentos proporcionados pelo ato sexual. Ela prefere os sentimentos às sensações, ele prefere as sensações sexuais aos sentimentos. Portanto, a mulher se prende ao homem pela via do centro emocional. Quando suas necessidades emocionais estão excitadas mas não satisfeitas, ela o persegue e faz tudo o que pode para conseguir mantê-lo preso a si.
Quando o homem se deixa prender, essas necessidades emocionais se satisfazem e ela perde o interesse, de maneira análoga à do homem após estar satisfeito sexualmente no coito.
Inconscientemente elas desejam um pai
O modelo de homem que o inconsciente feminino solicita está vinculado à figura paterna. Nas lembranças da mulher, normalmente, o pai liderava, comandava, protegia, ordenava que fosse para a cama, que tomasse o remédio na hora certa, proibia que se associasse com más companhias e tomava muitas outras medidas para o bem dela.
A figura do pai era temível mas oferecia segurança. São estas mesmas sensações que ela procura inconscientemente, agora adulta, em um homem. Aqueles que, ao invés de assumirem o lugar simbólico do pai no imaginário da mulher, tentarem fazer o contrário, submetendo-se ao seu comando e se oferecendo prontamente para servi-la, como faziam os homens tontos na Idade Média, não proporcionarão as sensações intensas necessárias ao apaixonamento.
Se forem aceitos como companheiros, o serão exclusivamente para a função de escravo emocional. Sendo o pai o primeiro referencial masculino da mulher, ele modela diretamente seu critério seletivo para a escolha dos homens destinados a serem vistos como modelos ideais de machos fecundantes. Não era o pai o macho ideal de sua mãe, ao menos em teoria e segundo os padrões idealizados?
A mulher necessita sentir-se desejada e amada
Para além do critério seletivo, entretanto, há nelas uma imensa necessidade egoísta de sentirem fortemente desejadas e amadas pelo maior número possível de homens, para que possam rejeitá-los. Esta sensação funciona como um termômetro por meio do qual elas podem medir e regular a auto-estima, já que a auto-estima feminina depende da aprovação social e da vitória sobre as mulheres rivais. Quanto mais desejada for uma mulher, tanto melhor se sentirá e mais elevada será sua auto-estima.
Quanto mais puder rejeitar pretendentes, tanto mais feliz ficará. A recíproca também é verdadeira. Portanto, isso não significa que elas queiram realizar o ato sexual com todos os homens e nem tampouco que elas gostem de sexo, mas apenas que a sensação de serem desejadas e amadas as deixa infladas, por se sentirem as mais gostosas da Terra e melhores do que suas rivais. Não é, de modo algum, uma necessidade altruísta, visto que o impulso de corresponder automaticamente ao desejo e amor masculinos inexiste.
Na verdade, é o contrário: o impulso primeiro é o de rejeitar os perseguidores e contar isso para todo mundo, principalmente para as outras mulheres.
Esta hipótese explica porque as espertinhas fogem e nos rejeitam quando as perseguimos mas nos perseguem quando as rejeitamos de forma resoluta e decidida por considerá-las sem nenhum atrativo ou insuportáveis. A respeito deste pormenor, Eliphas Lévi escreveu:
"Dado tal conhecimento transcendental da mulher, existe uma seguinte manobra a se levar a cabo para atrair sua atenção: esta manobra consiste em não ocupar-se com ela ou fazê-lo de modo a humilhar seu amor próprio, tratando-a como uma menina e não deixando nem sequer entrever a idéia de cortejá-la.
Então os papéis serão trocados: ela tudo fará [para] te tentar, ela te iniciará nos segredos que as mulheres mantém reservados, ela se vestirá e se despirá diante de ti, dizendo coisas como estas: '[nós dois estamos] entre mulheres - [aqui estamos] entre velhos amigos - não vos temo - vós não sois um homem para mim' etc., etc.
Depois ela observará teus olhares e se os surpreender tranqüilos, indiferentes, se sentirá ultrajada, se aproximará de ti com um pretexto qualquer, te roçará com seus cabelos, deixará que seu peignoir se entreabra...Até mesmo constata-se em circunstâncias tais algumas se arriscarem a um assalto, não por ternura mas por curiosidade, por impaciência e porque se sentem excitadas." (LËVI, 2001/1855, p.338)
"Tratar como uma menina" significa: não fazer caso de suas opiniões caprichosas e nem levar em consideração suas reclamações, impertinências e juízos, além de liderá-la para o seu próprio bem e repreendê-la com seriedade por suas traquinagens.
Ao ser tratada como uma menina por um homem que não lhe dá muita atenção, ela é atingida na vaidade e no orgulho, pela ausência de interesse sexual masculino, e também é atingida no critério seletivo, desenvolvido desde a infância pela observação do pai, o qual passa a ser ativado.
Movida por múltiplos sentimentos simultâneos (desejo de vingança, curiosidade, necessidade de rejeitar, busca do macho fecundante, necessidade de segurança e de proteção etc.) a mulher então se insinua sem entender direito porque o faz. Quando cair em si, já estará se oferecendo.
Porque elas preferem os maus
Os maus são preferidos pelos seguintes motivos: 1) parecem ser, aos olhos femininos, mais fortes e mais masculinos do que os bons; 2) são mais inescrupulosos na arte de dissimular, mentir e enganá-las; 3) as impressionam exageradamente; 4) permitem que as mulheres exerçam a função sacrificial e sejam vistas como "mulheres que amam demais", apesar de serem maltratadas, e despertem piedade na sociedade. A predileção pelos temíveis se relaciona ao pressentimento de que os mesmos constituem bons protetores, uma vez que fazem as pessoas tremerem de medo (instinto feminino ancestral e pré-histórico). Recordemos, entretanto, que os temíveis possuem uma vida curta. Não recomendo que sejamos maus mas que extraiamos o que há de bom neles em nosso benefício e que ocupemos o lugar deles no coração das mulheres.
O desejo que independe do desejo
O desejo feminino independe do desejo masculino, ou seja, não é reflexo automático deste último como sempre supõem os ignorantes. Não depende, para o seu desencadeamento, de nenhuma manifestação de interesse ou de carinho por parte do homem, mas sim de um “choque” emocional específico, o qual ativará as emoções femininas. Nenhuma manifestação de interesse é necessária para ativar o desejo. A mera manifestação de interesse por parte do homem não lhes atinge os sentimentos ao ponto de desencadear a atração sexual. Tentar agradar ou “perseguir” não adianta nada.
Os raros casos de perseguição sexual por mulheres
É mais freqüente que um homem aborde uma mulher com intenções sexuais explícitas do que o contrário. As mulheres perseguem e abordam um homem com intenção sexual explícita somente quando estão extremamente feridas nos sentimentos, mas nesse caso a motivação é emocional, muitas vezes até vingativa, e não a vontade de manter relações sexuais.
Os casos em que as mulheres se lançam explicitamente sobre os homens, com intenções não dissimuladas de seduzi- los, são aqueles em que elas perdem o controle sobre si mesmas devido à invasão por emoções inferiores relacionadas às suas necessidades. Em geral, é porque estão se sentindo vencidas pelas fêmeas rivais e desprezadas ou simplesmente ignoradas pelo homem que todas desejam.
Esse fato as fere violentamente nos sentimentos. As mulheres que desmaiam em shows e arrancam as roupas dos artistas, bem como as desesperadas que querem arrancar a sunga dos dançarinos em "clubes de mulheres" para engolir o seu phalus erectus, apresentam uma motivação da mesma ordem. Esta hipótese explica porque elas fogem daqueles que as perseguem e perseguem aqueles que as rejeitam.
Explica também porque elas perseguem aqueles que as rejeitam mas fogem dos mesmos assim que eles mudam de conduta e passam a desejá-las. A solução para lidarmos com esta contradição do inferno é sermos ainda mais fingidos do que elas são conosco, simulando não querê-las muito mesmo quando elas, motivadas pela perturbação emocional, estão se aproximando.
Esta hipótese explica, ainda, porque a poligamia é mais freqüente do que poliandria enquanto instituição socialmente aceita (pois as mulheres preferem aqueles que possuem várias e, quando um homem tem várias mulheres, elas ficam presas a ele por rivalidade). E mais: explica porque elas se prendem àqueles que somente praticam sexo selvagem sem nenhum traço de sentimentalismo e abandonam ou traem os românticos carinhosos.
O homem que se mostrar interessado após a mulher iniciar sua perseguição, fará com que ela dê meia volta e tente fugir, na intenção de inverter os papéis. Por outro lado, o homem que se mostrar totalmente desinteressado, fará com que a espertinha também desista de persegui-lo. Motivada pelo orgulho, ela dirá: "não vou me rebaixar" ou "quem ele pensa que é?".
Entretanto, aquele que deixar transparecer certa aceitação tênue, manterá a perseguição até o momento em que demonstre afetividade. Se mantiver-se no estado de aceitação desinteressada até o ponto de praticar sexo com ela, poderá prendê-la a si por tempo indefinido. Portanto, um homem que queira despertar interesse em uma mulher deve "atacá-la" corretamente na parte emocional e não parte sexual como fazem os infelizes assediadores matrixianos desastrados.
Os raros casos em que os homens são assediados não são motivados pelo desejo do sexo em si e por si, e nem tampouco pelo amor, como todo mundo acredita, mas por outros motivos vários que se disfarçam e se imiscuem na conduta amorosa e sexual. Esses motivos, sempre com uma tônica emocional, correspondem a intenções secundárias ao sexo e ao amor.
Em outras palavras, as perseguições sexuais feitas pelas mulheres são motivadas por interesses ocultos cuja natureza é não- sexual, tais como o desejo de obter dinheiro, desfrutar da fama, do destaque e do poder; o desejo de provocar inveja nas rivais, de sentir-se atraente, de ser o centro das atenções, de dispor de um escravo emocional, de obter pensão alimentícia, de vingar-se por algum desprezo, de conseguir garantias para velhice, de ter o prazer de atrair e repudiar, de desfrutar da sensação de ser esperta ao enganar e muitos outros interesses excusos.
O amor não figura nesta lista ou, se figurar, encontra-se no último lugar.
Porque elas gostam de ser lideradas
As atitudes femininas desmentem a idéia corrente e a afirmação das mulheres de que não apreciam a liderança masculina, inclusive quando exercida sobre a relação amorosa. Eis um dos motivos para tal gosto: é muito mais cômodo, seguro e agradável ser liderado, e poder atormentar o líder com críticas quando ele erra, do que liderar. Visto que o verdadeiro líder sempre lidera para os outros e não para si mesmo, ele não pode dar-se ao luxo de ser egoísta e de conduzir a liderança exclusivamente para o próprio benefício.
O líder egoísta é rapidamente destronado e proscrito, pois não há liderança sem o apoio dos liderados. Há ainda outro motivo: para ser líder, o macho deve destruir as oposições dos outros machos rivais, que também almejam alcançar o posto de mais desejado pelas fêmeas. Ao fazê-lo, demonstra ser superior aos inimigos e portador dos melhores genes da espécie.
Um ser de intenções implícitas
A natural dissimulação inerente à mulher faz dela um ser que somente implicitamente exterioriza seu interesse sexual por um homem. Na esmagadora maioria das vezes, ela apenas enviará sinais implícitos que você deverá ser capaz de interpretar, sempre com o risco de se tratar apenas de uma armadilha para escarnecer de sua boa fé. Apenas muito raramente uma mulher demonstrará de forma explícita e inequívoca a atração sexual sentida. Não, meu amigo, ela nunca chegará até você para convidá-lo a dormir com ela.
A espertinha nunca dirá "quero que você me leve para a cama", senão em situações excepcionais e raras. Acreditar no contrário ou esperá-lo equivale a estar fora da realidade.
A falsa “auto-confiança”
Imbecis que se acham o máximo (narcisistas) são atraentes porque transmitem subliminarmente uma suposta autoconfiança que dá a entender que eles são os “bons”, “os melhores”. É uma auto-imagem equivocada, baseada em falsas idéias que eles possuem a respeito si mesmos, mas que os torna altamente atraentes às mulheres. É claro que a auto-confiança verdadeira, fundamentada no autêntico desenvolvimento interior (consciência exata das próprias capacidades e do próprio poder), é igualmente atraente e se assenta sobre bases muito mais sólidas.
A sinceridade impossível
Conseguir que elas digam com franqueza, olhando dentro de nossos olhos, que nada sentem por nós e que querem ser esquecidas para sempre é uma grande vitória. Após esta revelação libertadora, poderemos romper definitivamente o contato sem olhar para trás. Os problemas ficam resolvidos para nós quando há uma definição clara e explícita por parte da mulher.
Quando não restam dúvidas e elas assumem explicitamente o que almejam, verifica-se uma redução e um alívio em nosso estresse emocional cujo resultado é o desligamento. É claro que quase nenhuma mulher deseja este desligamento e agirá com tamanha sinceridade.
