23-07-2025, 02:58 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 23-07-2025, 02:58 PM por OneShot.)
Mini relato de abordagem pra você que é tímido
Quando morava em Maceió - AL, frequentava uma igreja dessas neopentecostais, no estilo "church", só que menos exagerada como é hoje.
Um certo dia, antes de entrar de férias da facul e viajar para meu estado de origem, decidi ir lá, mais arrumado que o normal. Com camisa social preta manga longa e calça sarja, mais ou menos assim:
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![[Image: D_NQ_NP_2X_715171-MLB87574619191_072025-...stano.webp]](https://http2.mlstatic.com/D_NQ_NP_2X_715171-MLB87574619191_072025-F-camisa-social-masculina-manga-longa-luxo-slim-fit-elastano.webp)
Nesse dia por algum motivo cheguei atrasado ao culto.
Por se tratar uma igreja relativamente "grande", (+500 assentos), a gente espera em pé o pastor terminar a oração para que possamos procurar lugares disponíveis para nos acomodarmos.
Nisso estava eu e mais umas 8 pessoas de pé lá na entrada. Eu com as mãos sobreposta à minha frente, parecendo um segurança.
Quando notei uma moça na minha diagonal, a uns 2 metros de distância, ela me olhou de cima a baixo, se aproximou, parou do meu lado e perguntou:
*irei chamá-la de J
J: "Oi moço, você é membro desta igreja aqui?"
"Sou sim. Sou batizado aqui." - respondi de maneira séria. Continuei olhando para frente. (Observando se ela puxaria outro assunto.)
Passaram-se uns 20 segundos...
J: "Será que você consegue encontrar alguma cadeira disponível pra mim?"
"Você está sozinha?" (Verificando se possivelmente era solteira.)
J: "Estou, vim sozinha visitar aqui."
(Neste momento senti a necessidade de tomar uma atitude mais ousada)
Coloquei minha mão em volta da cintura dela e falei e "Pode deixar. Vou encontrar dois lugares para nós."
(Proatividade. Mulher que ser liderada. Eu poderia simplesmente responder "deve ter, procura aí.")
Nisso encontrei dois lugares e sentamos. Durante o culto não fiquei puxando muito assunto. Perguntei apenas o nome e a idade.
(J, 23 anos. Branca e cabelo cacheado)
Ela tinha uma imagem parecida com essa moça:
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![[Image: 1c163661322b1006298a2692200b78e6.jpg]](https://i.pinimg.com/736x/1c/16/36/1c163661322b1006298a2692200b78e6.jpg)
Fonte: (Pinterest/google)
Quando o culto terminou e estávamos saindo, novamente coloquei a mão na cintura dela de maneira sutil, como se a estivesse conduzindo para fora. (Quebra de gelo, toque na mulher "sem querer" e sem parecer estranho.)
Ela me fez umas 3 perguntas básicas... (profissão, o que estava cursando, idade.)
Já do lado de fora da igreja, ficou aquele silêncio padrão de despedida.
Ela sacou o celular do bolso e iria chamar o uber.
(Pensei: "Tenho que chamá-la pra fazer alguma coisa.")
Eu disse: "J, ao invés de você ir embora agora, podemos tomar um açaí aqui perto."
Ela deu um leve sorriso e respondeu: "Pode ser."
********
Lá na sorveteria/açaiteria conversamos vários assuntos aleatórios e de maneira bem humorada, falava das viagens que ela fez, eu contava das minhas, nada de sexual/amoroso... (Até porque é cristã...)
Do nada ela me solta: "Essa foi a primeira vez que um homem me chamou para sair assim."
"Assim como?" - perguntei.
J: "Na cara e na coragem. As poucas vezes que saí foi marcando por instagram."
Confrades, isso já era por volta das 23hs e já estávamos falando de ir embora. De rachar um uber com duas paradas, já que ela morava bem mais longe que eu.
Pensei: "Tenho pouco tempo agora... preciso criar alguma tensão aqui para pelo menos dar um beijos nessa mulher." Ela respondia algumas coisas de maneira muito seca, de modo tímido e isso dificultava a interação por alguns momentos. Era eu quem ditava os rumos da conversa.
Perguntei: "O que gosta de fazer?"
J: Isso e aquilo, blá blá blá. (Não me interessava a resposta, era só pra eu fazer a próxima pergunta.)
Peguei na mão dela, com firmeza, olhando nos olhos e perguntei: "E de sentir?"
Ela ficou sem jeito. Olhou pra cima e falou "Gosto de sentir várias coisas." 

Estava plantada a semente. Agora ela estava ciente do meu interesse e eu do dela.
O Uber já estava a caminho.
J: "O nome do motorista é "fulano", pra você não ficar chamando ele de "motor".)
Eu: "Na verdade nem vou ter tempo de conversar com o motorista, já que vou estar ocupado beijando você."
Arrisquei tudo ou nada nessa hora. Falo essas coisas na maior cara de pau, não tenho medo de "perder" a mulher.
Ela apenas riu.
Ao entrar no carro, sentou no meu colo e me beijava loucamente, mordia meus lábios, parecia que estava há meses sem fazer isso.
Minutos depois, desci em casa e ela prosseguiu no uber. Já era tarde da noite, eu dividia a casa com mais gente e ela morava com o irmão. Não tínhamos como fazer nada. No outro dia eu iria viajar.
Ela me mandou mensagem: "tem certeza que vai viajar amanhã?"
"Tenho. A passagem já está comprada."
J: "Poxa, que pena. Queria replay."
"Quando eu voltar a gente marca algo."
No outro dia cedo viajei e passei mais de 30 dias longe de Alagoas.
Ela ainda me mandou mensagem outras vezes, dias depois, comentava minhas fotos na praia perguntando quando eu iria buscá-la para estar comigo, insinuava algumas coisas de namoro...
Entretanto, no decorrer daquele mês cometi dois erros que fizeram ela perder o interesse e me ensinaram duas lições:
1 - Não seja muito disponível. Eu não era mais um desafio pra ela. Sempre que puxava assunto, cometia umas cabacices de ficar mandando mensagem sem objetivo. Longas conversas. Respondendo rápido.
2 - Fiquei mostrando pra ela uma imagem de mulherengo, postava foto com outras, dizia que estava saindo com 2/3 ao mesmo tempo, pedindo "conselhos" e isso foi me queimando. Soava como insegurança.
Ela se afastou em definitivo. Tentei marcar de vê-la quando voltei pra Alagoas mas ela não quis. Se não fosse esse dois erros de quando eu estava longe, talvez até ele quisesse algo.
Não estou aqui dizendo que ela era santa, nem nada do tipo. Mas era uma moça sem filhos, de família, mais nova, engataria fácil um relacionamento.
Apesar de tudo isso...
Fiquei admirando minha própria coragem e confiança por um bom tempo. Depois dessa moça vi que eu não tinha que temer mais rejeição nenhuma.