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[RELATO] Apenas um relato de um matrixiano médio
#1
Olá meus caros,

Irei usar esta postagem para relatar como cheguei até aqui, e como foi o meu despertar.

Eu não gosto muito de me autointitular como "desperto", "redpill", "blackpill", "purplepill", mgtow, volcel, já que, na minha percepção, passa um ar de superioridade, eu não acho que teve um momento específico que "tomei a pílula", isto é apenas um relato de como cheguei até aqui, até esse fórum, de como passei a ter uma visão mais apurada da realidade (salve Trunks, que foi um dos precursores para que eu chegasse até aqui). (Salve Coruja, Epifania, Raccoon, Don Sandro).

Minha intenção com este relato é mostrar como a falta de maturidade e consciência dos próprios atos podem acabar com a vida de um homem.

NOTA: Sou membro novo aqui mas já acompanho o fórum há um tempo, e sei que vocês detestam usuários de drogas. Infelizmente me meti a maconheiro/raveiro por um tempo, mas já larguei essas porcarias, como verão ao longo do relato.

(Apenas um relato de um matrixiano médio)

A história começa em 2017, quando eu tinha meus 17 anos. (não queria revelar minha idade mas vou revelar para que seja mais fácil a ambientação, e também para mostrar como o game mudou de lá pra cá, mesmo com esse lapso de somente 7 anos) (O Instagram estragou as mulheres - Trunks).

Estava terminando o ensino médio, ainda era virgem, e não tinha destaque algum nos meios em que frequentava. Era o típico matrixiano médio, que não fede nem cheira, eu não era bonito o suficiente para atrair atenção das gatinhas da escola mas também não era zuado ao ponto de apanhar, sofrer bullying ou algo do tipo (até porque o VSM do brasileiro é bem baixo).

No terceirão, consegui um jovem aprendiz, que pagava R$500,00. Era bem tranquilo, trampava só cinco horas, de tarde, depois da escola, e comecei a ter a minha graninha. Nos primeiros meses de trampo eu gastei muito pouco, juntei bastante, e fiquei com uma reserva cujo lembro o valor exato: R$2.000,00.

Hoje parece uma completa besteira, mas naquela época, entre os colegas de turma, havia uma pressão enorme na demonstração de virilidade. Os mais fodas da escola eram aqueles que fumavam maconha na saída, iam com o cabelo na régua, usavam kits da oakley/nike/mizuno e tratavam as garotas como vadias. Eu ficava pasmo com aquilo. As mais gatas da escola (que hoje entendo que não passavam de 5/10 ou no máximo 6/10, que simplesmente eram vulgares) não reclamavam quando esses caras metiam um tapa na bunda delas, faziam "fiu fiu" ou falavam alguma baixaria nos corredores da escola.

Me recordo de uma vez que uma garota de outra sala fez o famoso "atrair para depois repelir" comigo (sendo que eu não tinha a menor ideia do que era isso). Começou a falar para os outros que estava afim de ficar comigo, daí eu, cabação, depois de uns três dias, tomei coragem e fui falar com ela no intervalo. Ela meteu um: "Você demorou demais. Gosto de homem com atitude" e saiu fora, mas antes me deu um beijo na bochecha. Eu era tão cabaço que lembro de ter ficado com o p** duro nessa hora. Eu não tinha ideia de que isso era um joguinho de validação. Não percebi na época, mas simplesmente desisti porque vi ela de ideia com outro cara pouco tempo depois. (desisti, mas desisti pela associação errada, acho que no fundo, naquele momento, achei mesmo que era um cara sem atitude, e que ela tinha me repelido por causa disso)

Agora, prestem atenção!

Eu tinha feito uma reserva de dinheiro e estava pensando em entrar num consórcio ou dar entrada numa moto, já que meus 18 estavam próximos. Adivinhem o que o tonto fez?

A matrix entrou na minha mente, cantou alto meus caros. 

Ao invés de ser responsável, guardar o dinheiro, segurar a onda e dar entrada numa moto, simplesmente peguei o dinheiro e comecei a comprar roupas, tênis, perfume, boné e futilidades.

Eu me sentia o máximo. Agora eu tinha a roupa da moda. Percebi que com aquele meu dinheiro poderia cortar o cabelo toda semana, estar sempre na régua, me sentindo bonito.

A matrix notou o meu comportamento, e eu recebi as migalhas que eu tanto queria.

Não foi nada surreal. Mas estando mais arrumado, tomando banho antes de ir pra escola (kkkkkkk), perfumado, com uma roupa maneira, cabelo cortado, algumas medianas rabudas começaram a lançar olhares para mim.

É engraçado que a matrix toda te dá algumas migalhas quando você segue o padrão vigente. Me lembro de um dia que uma professora lançou um "tá gatão em", e eu me senti o máximo.

Antes, na hora da saída, eu tomava direto o caminho de casa. Mal me despedia dos amigos. Na verdade nem pareciam amigos, só colegas de turma. Agora as pessoas pareciam mais interessadas em mim, me incluíam, mexiam comigo (no bom sentido), trocavam ideia, e queriam que eu ficasse na resenha depois da saída.

Foi aí que eu cometi um dos maiores erros da minha juventude. 

Me meti a descoladão. 

Na saída, nas rodinhas dos descolados, vez ou outra aparecia um beck rolando. A fumava subia e as risadas começavam a ecoar, e os olhos ficavam vermelhos. Algumas meninas davam uns tapinhas e ficavam abertinhas, dando risadinha de tudo.

Resisti por um tempo, ficava com medo quando passavam viaturas, e o pessoal achava o máximo aquela adrenalina, de ter que esconder o barato quando elas passavam.

Até que... teve uma vez que insistiram pra eu dar um tapinha, que era da boa, o skunk, que tinham até colírio pra eu não ficar com o olho vermelho, e eu fui lá e fumei. É incrível como o ambiente de puxa, já que eram aqueles caras que eu sempre queria colar junto, e tinham umas meninas gatinhas também, que começam a te dar bola, a rir das suas piadas, você simplesmente vai lá e faz na hora.

Enfim, foi assim que esse vício entrou na minha vida. Fumava com o pessoal depois da aula, e quando eu me dei conta, já sabia onde vendia, já tinha meu próprio pack de sedas e dichavador, andava sempre com um colírio, chiclete, e aprendi a bolar sozinho. Por vezes, fumava sozinho também.

Essa "vidinha descolada" deslanchou muito rápido. Eu mudei muito em questão de uns 4 meses. Consigo perceber pelas fotos que tenho da época. Aqueles R$2.000,00 já tinham ido embora, mas eu ainda tinha o trampo, que rendia algumas saídas no fim de semana com meus novos amigos, regadas à maconha e cachaça.

Nessas comecei a flertar com uma garota da escola, e consegui ficar com ela. Uma mediana rabuda kkkk. Demos uns amassos depois da aula, fiquei roçando meu boneco nela, foi bem gostoso, mas não passou disso. Tentei ir adiante depois, mas a inexperiência atrapalhou. O papinho não colou e não ficamos mais.

Não sobrava nada de dinheiro no final do mês, até porque não era muito, mas poderia ter se tornado alguma coisa, já que eu não ajudava em nada em casa e meus pais me bancavam (tenho até vergonha de falar isso).

Mais confiante, tinha tirado umas fotos que eu considerava iradas (horrorosas vendo agora), e me meti a baixar o Tinder.

Lembro que eu gastava muito tempo no celular com essas futilidades. A vida, naquele momento, era Facebook, Tinder, Snapchat e Twitter (instagram era bem fraco, pelo menos no meio que eu colava). Chegava em casa do jovem aprendiz e era só isso.

Lembrando, eu ainda era virgem. 

Papo vai papo vem, começo a conversar com uma garota no Tinder, morena jambo, rabudinha, pequenas tatuagens espalhadas pelo corpo, nada muito escandaloso, ela era a verdadeira e genuína "mediana rabuda brasileira".

Pela conversa, ela demonstrava ser bem descolada, bebia, fumava, frequentava festas etc.

Mal eu sabia que seria um verdadeiro pesadelo no futuro.

Depois de alguns dias conversando, marcamos de sair no fim de semana. 

Acho incrível como nossa mente registra alguns momentos, pois não lembro de muita coisa que ocorreu ao decorrer do relacionamento, mas lembro desses primeiros momentos e primeiros dias como se fosse ontem.

Fui buscá-la em sua casa, pasmem, de bicicleta (tempos remotos meus caros, como eu disse) (hoje em dia, se bobear, nem de carro tu consegue dar uma volta com uma mediana) para irmos até a praia (moro em cidade litorânea).

Eu tinha noção que era zuado buscar ela de bike, mas como estava com a autoestima lá em cima, "descoladão", meti esse louco. E o pior é que ela aceitou numa boa (garotas sendo normais antes de serem estragadas pelo Instagram) (acho que se fosse hoje em dia, uma mediana teria dado risada e pulado fora na hora).

Meti a preta no cano da bicicleta e fomos para a praia.

Ela, ao contrário de mim, que estava interpretando um personagem, era doida da cabeça mesmo. Já veio com uma caixa de som JBL estrondosa, e fomos escutando um pancadão bem alto até chegarmos na praia (puta que pariu que cena ridícula kkkkkk)

Enfim chegamos à praia. Nos acomodamos, e começamos a conversar, beber e fumar maconha.

Uma cena inacreditável aconteceu naquele dia: do nada, apareceu um "amigo" dela, descoladão também, e ela conversou rapidamente de canto com ele (provavelmente disfarçando, porque já deveria até ter trepado com ele), e ainda teve a pachorra de mostrar a nova tatuagem que ela tinha feito,

ADIVINHEM AONDE??????????????????? 

NA BUNDA!!!! (eu queria estar inventando isso, juro por tudo que é mais sagrado que é verdade).

(Fruto da minha imaginação) ainda deve ter falado, de canto: "olha o que eu tenho pra você mais tarde hihihihihih, só deixa eu fumar a maconha desse trouxa aí"

Eu achei tudo isso zuado naquele momento, mas na posição que eu estava, eu não poderia fazer nada, aquela garota não era nada minha, nem tínhamos nos beijado ainda. Eu nem sabia que ela tinha uma tatuagem na bunda.

Depois de falar com ele, ela voltou pra onde estávamos sentados. Ela sabia o que tinha feito, fazendo a cena da "menina solta", e eu, me fazendo de descoladão, agi como se eu não me importasse. Ela veio e também me mostrou a tatuagem (modéstia à parte, a preta tinha uma cara meio bagunçada, mas era uma bunda gostosa demais, seloco)

Mesmo depois desse evento desagradável logo de cara, lembro que conversamos muito, demos muitas risadas, e nos beijamos. Ficamos a tarde inteira na praia, e quando nos demos conta já era noite. Levei ela pra casa do mesmo jeito que a trouxe, e nos despedimos com uns amassos e umas mãos bobas.

Eu percebi logo de cara que ela era safada e traiçoeira, mas, sinceramente, tudo que eu queria naquele momento era perder o cabaço. Podem me julgar, mas para aquele jovem de 17 anos era a coisa mais importante do mundo naquele momento.

Saímos novamente, logo no dia de seguinte, e a programação foi a mesma. Era verão e a praia rendia.

Ficamos por horas de papinho furado, trocando beijos, elogios, fumando e bebendo. 

Era uma sensação nova, eu me sentia foda. Dava uns tapinhas no beck, metia a mão no peitinho dela, depois na b*****, e ela rindo. Eu tava voando (na minha cabeça, é claro).

Essa garota foi a primeira mediana rabuda que me deu atenção de verdade na vida, e eu era apenas um mancebo querendo afogar o ganso. 

O fim de semana acabou, e a vida normal voltou. 

Chegando na escola, contei para os meus amigos o meu grande feito. "Aí sim hein", "Mostra a foto aí", "Ihhh lorota, cadê cadê", "Gata em"

Eu estava no meu auge. Estava me sentindo o maioral. Parecia cena de filme, andava com a cabeça erguida pelos corredores da escola achando que eu tinha virado o lobo de Wall Street.

A semana passou, e saímos novamente no outro fim de semana. Ficamos nessa por três semanas, quase se comendo pelos cantos da cidade, mão pra lá, mão pra cá, até tentei trepar com ela na rua mas ela não cedeu kkkkkkkk

Até que, finalmente, num dia qualquer, a mãe dela saiu e ela me chamou pro abate.

Eu não tinha ideia do que estava fazendo, e ela já tinha experiência (naquele momento, isso não me incomodava nem um pouco). 

Ela percebeu meu nervosismo e perguntou se eu era virgem, e eu, com receio, disse que sim, e ela respondeu: "Ainn que delícia, adoro tirar cabaço dos novinhos" (master blaster ultra red flag kkkkkkk) (ela é um ano mais velha que eu)

Eu tava amarradaço, caguei pra qualquer juízo de valor, já tava na mão do palhaço, rendido, e a preta entalando o boneco na garganta.

Quase g*zei na chupeta mesmo, até tive que dar uma pausa pra não estragar a brincadeira 

Fizemos o papai e mamãe e eu quase me emocionei e joguei dentro (sem camisinha, sem nada, erro de principiante)

Óbvio que foi do caralho, sexo é sexo né rapazeada...

Fizemos mais uma vez e depois ficamos de nheco nheco

(...)

E nisso o tempo foi passando... saíamos muito, pro cinema, praia, bar, e sempre fumando muita maconha. A essa altura já tinha virado maconheiro de carteirinha. Antes, eu só fumava com meus amigos da escola, e algumas vezes no fim de semana, agora fumávamos quase todos os dias, sendo que eu ia de bicicleta até a casa dela e a gente saía pela cidade, arrumava algum canto e ficava fumando e namorando.

Passamos o ano novo juntos, o jovem aprendiz e a escola tinham acabado, e agora eu tinha 18 anos.

Fiz a cagada de pedir ela em namoro alguns dias depois do ano novo  Facepalm , e apresentei ela aos meus pais (a mãe dela eu conheci antes).


Aquele mundinho de escola, de ensino médio, tinha acabado. Agora eu era um "jovem adulto", e ao invés de focar no meu desenvolvimento pessoal, tinha acabado de entrar em um relacionamento. E o pior, estava amarradaço.

Estava amarradaço porque estar com ela me dava uma sensação de independência, saíamos por aí e era eu e ela contra o mundo.

Corri atrás e consegui um CLT. Não vou dar detalhes, mas comecei meus 18 anos com um emprego pagando R$1.500,00. Este valor, para a minha realidade, era excelente, considerando que eu não pagava NENHUMA CONTA.

Nota ao leitor: se você é novo, e tiver essa oportunidade que eu tive, TOMA VERGONHA NA CARA, A VERGONHA QUE EU NÃO TIVE, E VAI EM BUSCA DO SEU DESENVOLVIMENTO PESSOAL, DE FORMA ALGUMA FAÇA ALGO PARECIDO COM O QUE EU FIZ.

Essa é a parte do relato que eu tenho vergonha.

Sabe qual foi o destino vergonhoso do meu primeiro salário "alto"? Um motel, whisky, ifood e maconha cara.


Eu estava totalmente inebriado. Acho que devemos ter gasto uns 500 conto naquela noite, e eu tinha acabado de receber. Óbvio que no momento, achamos o máximo.

O trabalho era escala 6x1, e entramos numa rotina de ifood, maconha e motel. Eu também gastava algum dinheiro com tênis e roupas.

Se você nunca namorou, ou não tem esses hábitos, não subestime o quanto alguns simples ifood e maconha podem comer todo o seu dinheiro.

Ela já tinha terminado a escola também, e nesse ano ingressou na faculdade. Não vou citar o curso, obviamente, mas era um curso bem mequetrefe. Eu achava incrível a habilidade dela de não fazer quase porra nenhuma, ela só tinha que acordar e ir pra faculdade, já que a mãe dela pagava a mensalidade, e depois me encontrar depois do serviço. Mesmo assim ela chegava atrasada na faculdade quase todos os dias, quase sempre perdendo boa parte ou toda a primeira aula, e ainda fumava maconha no intervalo com os colegas de faculdade (sim, de manhã, e ela me mandava fotos e vídeos).

Com o tempo, ganhamos intimidade com os respectivos pais e começamos a dormir um na casa do outro.

Foi aí que desandou tudo de vez.

A gente não fazia nada além do estritamente necessário. Eu tinha que levantar 12h pro trabalho e ela, teoricamente, 6h pra ir pra facul.

Eu saía do trabalho e nós já íamos pra algum lugar beber e fumar maconha, e depois dormir na casa um do outro. Geralmente era na minha, já que na casa dela era difícil de dar aquela bimbadinha.

Me lembro de vários dias que ela não acordou pra ir pra aula, obviamente, já que algumas vezes chegávamos de madrugada em casa. Eu, vergonhosamente, acordava sempre em cima da hora e me arrumava às pressas pra ir pro trabalho, e às vezes chegava atrasado, mesmo morando QUASE DO LADO do trabalho.

Ficamos alguns meses nessa, já tinha passado mais da metade do ano, e mesmo enchendo a cara e fumando maconha caímos meio que em uma rotina.

Dei um baita de um presente de aniversário pra ela, e de dia dos namorados também, como todo bom matrixiano.

Mesmo assim, ela começou a se demonstrar um pouco entediada, e isso, obviamente, se refletiu no sexo. Era sempre aquela mesma coisa, nas mesmas posições, sem fazer barulho (já que geralmente não era no motel), e ela começou a demonstrar sinais de insatisfação. Começamos a brigar por idiotices, ela me acusando de ficar de papinho com as meninas do meu trabalho, daí joguei que ela ficava de papinho com os caras da faculdade, e ficou por isso mesmo.

Daí, do nada, ela inventou de ir pra uma rave (tédio feminino). Não sei explicar o porque, mas eu nem resisti, eu tava numa época meio porra loka também, e só fomos, sendo que o trouxão aqui teve que bancar tudo.

Eu nunca tinha ido numa rave, e ainda tive uma discussão com meus pais (obviamente eles sabiam que esse tipo de festa é regado a drogas pesadas), mas acabei indo.

Edit: agora que estou escrevendo, vi que tem muita coisa pra contar kkkkk 

Se vocês quiserem a continuação, deixem um comentário aí. 

Podem descer o cacete, eu aguento.
Responda-o
#2
Como diz aquele velho ditado, "não há nada de novo debaixo do sol". Você foi apenas mais um bostileiro médio hedonista e com uma necessidade de aprovação social. Basicamente a maior parte da população vive nesse ciclo de trabalhar igual um condenado para nos finais de semana gastar o dinheiro todo com futilidades apenas para preencher o vazio interior.
Essa é a corrida dos ratos.
A sorte favorece os audazes
Responda-o
#3
Bom dia. Li o relato.

Na verdade, nada de assustador. Na verdade o maior problema aí é só o hábito de fumar maconha. 

Quanto à capivara, que se lasque. Até se tiver tomado um corno, não muda nada na sua vida. Não faz diferença. Na tua idade, mulher é a máxima "pegue e passe". É só não se apegar a ninguém nem namorar com modernete. O problema é só o apego movido a paixão. Mulher hoje em dia, serve só pra curtir um evento, abater e cada um que vá pro seu canto.

Tu tá novo cara. Se tu realmente tem consciência da Matrix e começar a correr atrás da sua independência financeira, emocional e social, você é um privilegiado que percebeu isso cedo.

Na sua idade, a libido tá muito alta.  Por isso mesmo a solução é diminuir ao essencial. Tente dar um podada e pensar o menos possível. Tipo, um abate no mês, sei lá.
Se puder ficar mais tempo sem pensar em mulher, melhor ainda, mas se diminuir ao máximo, já dá qualidade de vida.

Aprenda matemática financeira, estude um pouco de economia e contabilidade e comece a aprender a investimento. Vá com calma. Pegue um livro de cada vez e vai lendo.

Não seja 8/80. Aqui tem muito experiente que já tentou essa abordagem e realmente não resolve, só joga o cara de novo na Matrix, porque o cara dá uma alienada e acaba enfraquecendo.

Pegue essas dicas que vou colocar aqui abaixo apenas como inspirações para criar um estilo de vida saudável. Você é que sabe suas necessidades:

  1. No trabalho, faça o seu, chegue no horário e muito cuidado com chefe e colegas de trabalho. Não fale de sua vida pessoal e seja político.
  2. Pegue metade do seu salário gaste com contas e a outra metade guarde. Crie um fundo com valor X, algo como um ano de salário. Depois que conseguir, comece a investir.
  3. Lei um livro de economia e finanças de cada vez. Entre nos blogs de finanças. Comece com coisa leve, livro de linguagem fácil e curto. Torne isso um hábito.
  4. Crie um vale puta. Todo mês pegue um pouco do dinheiro dos gastos e coloque num envelope. Quando tiver uns 300 ou 400, chame uma menina pra sair e abate. Preservativo sempre.
  5. Crie um vale evento. Curtir uma viagem, um show sei lá.
  6. Comece com a regra 5x2. Cinco dias da semana, só trabalhe e estude. Dois dias da semana descanse e curta a vida. Quando tu acostumar, tente a regra 6x1.
  7. Trabalhe e curta a vida intensamente. Tudo na hora certa. Assim o tempo passa e não há arrependimento.
  8. Manere no álcool e evite drogas.
Responda-o
#4
Aguardando a continuação para poder comentar.



Citação:Podem descer o cacete, eu aguento.

[Image: noticia%25242y%252410%25242UXne1lHhv23tj...S5bnkm.jpg]
"Paulistarum Terra Matter..."
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#5
Seja bem vindo caiçara do narcofunk, uma pena a moça não ter engravidado  ou pensar que numa provavel barriga prenha o bebe poderia ser seu....

No Bostil é assim ou é Escola Militar ou Escola do NarcoFunk Woke.

Ela tomava anticoncepcional?














As M$ol do narcofunk gastam os auxilios governamentais com Iphone.... Éli  Verificado pelos atendentes da Caixa Economica Big Grin tomam bronca na fila qdo dá problema no recebimento, pode trocar idéia que todos falam isso: a pessoa com um puta de um Iphone brigando por causa do auxilio.... Gargalhada
Só Jesus salva, vá e não peques mais...
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#6
(09-06-2024, 03:32 AM)Indio Eremita Escreveu: Ela percebeu meu nervosismo e perguntou se eu era virgem, e eu, com receio, disse que sim, e ela respondeu: "Ainn que delícia, adoro tirar cabaço dos novinhos" (master blaster ultra red flag kkkkkkk) (ela é um ano mais velha que eu)

Impressionante, a primeira que fiquei também falou a mesma parada, era 3 anos mais velha.

No meu ponto de vista se não pegou nenhuma doença e nem engravidou, valeu bastante como experiência. Mas agora no meu caso não tomaria os mesmos riscos sem pensar duas vezes.
Responda-o
#7
Gozar dentro na primeira é obrigação, relaxa irmão, todos aqui fizeram o mesmo.
De resto nada de novo no front.
Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem.
Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.

1 Coríntios 11:8,9
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#8
O importante é ter acordado a tempo e se limpado. Espero que tenha feito esse último pra valer. Conheço cabra de 40 anos ainda perdido nesse estilo de vida que você descreveu e sem dar conta de que está jogando a vida fora.
Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força. Agir com sabedoria assegura o sucesso. - Salomão em Eclesiastes 10.10.
Muito cara legal foi parar debaixo de uma ponte por causa de uma mulher. - Bukowski.
As maiores redpills ouvimos da boca de mulheres.
Responda-o
#9
(09-06-2024, 05:50 PM)Luiz Escreveu: Gozar dentro na primeira é obrigação, relaxa irmão, todos aqui fizeram o mesmo.
De resto nada de novo no front.

Não entendi
"Paulistarum Terra Matter..."
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#10
(09-06-2024, 05:50 PM)Luiz Escreveu: Gozar dentro na primeira é obrigação, relaxa irmão, todos aqui fizeram o mesmo.
De resto nada de novo no front.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk sojou
A sorte favorece os audazes
Responda-o
#11
O teu destino seguindo essa vida medíocre seria trágico.

Comeu a rabuda no pelo e não fez boneco, tá muito no lucro. Vá doar sangue e veja se não pegou nenhuma DST.

No mais, já sabe o que precisa fazer, então faça. Muitos chegam aqui e ficam apenas no discurso. Fumar maconha quando ainda é novo pode destruir muito o cérebro, me parece também que já largou isso.

Continue o relato. Fazer umas merdas quando se é jovem é muito normal, desde que essas merdas não sejam pro resto da vida, como HIV, filho, tomar tiro e facada, etc.

Seu relato me lembrou de Peruíbe-SP, fui num verão pra lá e era isso: gurizada de bicicleta, fumando maconha e umas pardinhas rabudas.
Spoiler Revelar
"Use o sistema contra o sistema, parasite o parasita"
Responda-o
#12
Spoiler Revelar
(09-06-2024, 03:32 AM)Indio Eremita Escreveu: Olá meus caros,

Irei usar esta postagem para relatar como cheguei até aqui, e como foi o meu despertar.

Eu não gosto muito de me autointitular como "desperto", "redpill", "blackpill", "purplepill", mgtow, volcel, já que, na minha percepção, passa um ar de superioridade, eu não acho que teve um momento específico que "tomei a pílula", isto é apenas um relato de como cheguei até aqui, até esse fórum, de como passei a ter uma visão mais apurada da realidade (salve Trunks, que foi um dos precursores para que eu chegasse até aqui). (Salve Coruja, Epifania, Raccoon, Don Sandro).

Minha intenção com este relato é mostrar como a falta de maturidade e consciência dos próprios atos podem acabar com a vida de um homem.

NOTA: Sou membro novo aqui mas já acompanho o fórum há um tempo, e sei que vocês detestam usuários de drogas. Infelizmente me meti a maconheiro/raveiro por um tempo, mas já larguei essas porcarias, como verão ao longo do relato.

(Apenas um relato de um matrixiano médio)

A história começa em 2017, quando eu tinha meus 17 anos. (não queria revelar minha idade mas vou revelar para que seja mais fácil a ambientação, e também para mostrar como o game mudou de lá pra cá, mesmo com esse lapso de somente 7 anos) (O Instagram estragou as mulheres - Trunks).

Estava terminando o ensino médio, ainda era virgem, e não tinha destaque algum nos meios em que frequentava. Era o típico matrixiano médio, que não fede nem cheira, eu não era bonito o suficiente para atrair atenção das gatinhas da escola mas também não era zuado ao ponto de apanhar, sofrer bullying ou algo do tipo (até porque o VSM do brasileiro é bem baixo).

No terceirão, consegui um jovem aprendiz, que pagava R$500,00. Era bem tranquilo, trampava só cinco horas, de tarde, depois da escola, e comecei a ter a minha graninha. Nos primeiros meses de trampo eu gastei muito pouco, juntei bastante, e fiquei com uma reserva cujo lembro o valor exato: R$2.000,00.

Hoje parece uma completa besteira, mas naquela época, entre os colegas de turma, havia uma pressão enorme na demonstração de virilidade. Os mais fodas da escola eram aqueles que fumavam maconha na saída, iam com o cabelo na régua, usavam kits da oakley/nike/mizuno e tratavam as garotas como vadias. Eu ficava pasmo com aquilo. As mais gatas da escola (que hoje entendo que não passavam de 5/10 ou no máximo 6/10, que simplesmente eram vulgares) não reclamavam quando esses caras metiam um tapa na bunda delas, faziam "fiu fiu" ou falavam alguma baixaria nos corredores da escola.

Me recordo de uma vez que uma garota de outra sala fez o famoso "atrair para depois repelir" comigo (sendo que eu não tinha a menor ideia do que era isso). Começou a falar para os outros que estava afim de ficar comigo, daí eu, cabação, depois de uns três dias, tomei coragem e fui falar com ela no intervalo. Ela meteu um: "Você demorou demais. Gosto de homem com atitude" e saiu fora, mas antes me deu um beijo na bochecha. Eu era tão cabaço que lembro de ter ficado com o p** duro nessa hora. Eu não tinha ideia de que isso era um joguinho de validação. Não percebi na época, mas simplesmente desisti porque vi ela de ideia com outro cara pouco tempo depois. (desisti, mas desisti pela associação errada, acho que no fundo, naquele momento, achei mesmo que era um cara sem atitude, e que ela tinha me repelido por causa disso)

Agora, prestem atenção!

Eu tinha feito uma reserva de dinheiro e estava pensando em entrar num consórcio ou dar entrada numa moto, já que meus 18 estavam próximos. Adivinhem o que o tonto fez?

A matrix entrou na minha mente, cantou alto meus caros. 

Ao invés de ser responsável, guardar o dinheiro, segurar a onda e dar entrada numa moto, simplesmente peguei o dinheiro e comecei a comprar roupas, tênis, perfume, boné e futilidades.

Eu me sentia o máximo. Agora eu tinha a roupa da moda. Percebi que com aquele meu dinheiro poderia cortar o cabelo toda semana, estar sempre na régua, me sentindo bonito.

A matrix notou o meu comportamento, e eu recebi as migalhas que eu tanto queria.

Não foi nada surreal. Mas estando mais arrumado, tomando banho antes de ir pra escola (kkkkkkk), perfumado, com uma roupa maneira, cabelo cortado, algumas medianas rabudas começaram a lançar olhares para mim.

É engraçado que a matrix toda te dá algumas migalhas quando você segue o padrão vigente. Me lembro de um dia que uma professora lançou um "tá gatão em", e eu me senti o máximo.

Antes, na hora da saída, eu tomava direto o caminho de casa. Mal me despedia dos amigos. Na verdade nem pareciam amigos, só colegas de turma. Agora as pessoas pareciam mais interessadas em mim, me incluíam, mexiam comigo (no bom sentido), trocavam ideia, e queriam que eu ficasse na resenha depois da saída.

Foi aí que eu cometi um dos maiores erros da minha juventude. 

Me meti a descoladão. 

Na saída, nas rodinhas dos descolados, vez ou outra aparecia um beck rolando. A fumava subia e as risadas começavam a ecoar, e os olhos ficavam vermelhos. Algumas meninas davam uns tapinhas e ficavam abertinhas, dando risadinha de tudo.

Resisti por um tempo, ficava com medo quando passavam viaturas, e o pessoal achava o máximo aquela adrenalina, de ter que esconder o barato quando elas passavam.

Até que... teve uma vez que insistiram pra eu dar um tapinha, que era da boa, o skunk, que tinham até colírio pra eu não ficar com o olho vermelho, e eu fui lá e fumei. É incrível como o ambiente de puxa, já que eram aqueles caras que eu sempre queria colar junto, e tinham umas meninas gatinhas também, que começam a te dar bola, a rir das suas piadas, você simplesmente vai lá e faz na hora.

Enfim, foi assim que esse vício entrou na minha vida. Fumava com o pessoal depois da aula, e quando eu me dei conta, já sabia onde vendia, já tinha meu próprio pack de sedas e dichavador, andava sempre com um colírio, chiclete, e aprendi a bolar sozinho. Por vezes, fumava sozinho também.

Essa "vidinha descolada" deslanchou muito rápido. Eu mudei muito em questão de uns 4 meses. Consigo perceber pelas fotos que tenho da época. Aqueles R$2.000,00 já tinham ido embora, mas eu ainda tinha o trampo, que rendia algumas saídas no fim de semana com meus novos amigos, regadas à maconha e cachaça.

Nessas comecei a flertar com uma garota da escola, e consegui ficar com ela. Uma mediana rabuda kkkk. Demos uns amassos depois da aula, fiquei roçando meu boneco nela, foi bem gostoso, mas não passou disso. Tentei ir adiante depois, mas a inexperiência atrapalhou. O papinho não colou e não ficamos mais.

Não sobrava nada de dinheiro no final do mês, até porque não era muito, mas poderia ter se tornado alguma coisa, já que eu não ajudava em nada em casa e meus pais me bancavam (tenho até vergonha de falar isso).

Mais confiante, tinha tirado umas fotos que eu considerava iradas (horrorosas vendo agora), e me meti a baixar o Tinder.

Lembro que eu gastava muito tempo no celular com essas futilidades. A vida, naquele momento, era Facebook, Tinder, Snapchat e Twitter (instagram era bem fraco, pelo menos no meio que eu colava). Chegava em casa do jovem aprendiz e era só isso.

Lembrando, eu ainda era virgem. 

Papo vai papo vem, começo a conversar com uma garota no Tinder, morena jambo, rabudinha, pequenas tatuagens espalhadas pelo corpo, nada muito escandaloso, ela era a verdadeira e genuína "mediana rabuda brasileira".

Pela conversa, ela demonstrava ser bem descolada, bebia, fumava, frequentava festas etc.

Mal eu sabia que seria um verdadeiro pesadelo no futuro.

Depois de alguns dias conversando, marcamos de sair no fim de semana. 

Acho incrível como nossa mente registra alguns momentos, pois não lembro de muita coisa que ocorreu ao decorrer do relacionamento, mas lembro desses primeiros momentos e primeiros dias como se fosse ontem.

Fui buscá-la em sua casa, pasmem, de bicicleta (tempos remotos meus caros, como eu disse) (hoje em dia, se bobear, nem de carro tu consegue dar uma volta com uma mediana) para irmos até a praia (moro em cidade litorânea).

Eu tinha noção que era zuado buscar ela de bike, mas como estava com a autoestima lá em cima, "descoladão", meti esse louco. E o pior é que ela aceitou numa boa (garotas sendo normais antes de serem estragadas pelo Instagram) (acho que se fosse hoje em dia, uma mediana teria dado risada e pulado fora na hora).

Meti a preta no cano da bicicleta e fomos para a praia.

Ela, ao contrário de mim, que estava interpretando um personagem, era doida da cabeça mesmo. Já veio com uma caixa de som JBL estrondosa, e fomos escutando um pancadão bem alto até chegarmos na praia (puta que pariu que cena ridícula kkkkkk)

Enfim chegamos à praia. Nos acomodamos, e começamos a conversar, beber e fumar maconha.

Uma cena inacreditável aconteceu naquele dia: do nada, apareceu um "amigo" dela, descoladão também, e ela conversou rapidamente de canto com ele (provavelmente disfarçando, porque já deveria até ter trepado com ele), e ainda teve a pachorra de mostrar a nova tatuagem que ela tinha feito,

ADIVINHEM AONDE??????????????????? 

NA BUNDA!!!! (eu queria estar inventando isso, juro por tudo que é mais sagrado que é verdade).

(Fruto da minha imaginação) ainda deve ter falado, de canto: "olha o que eu tenho pra você mais tarde hihihihihih, só deixa eu fumar a maconha desse trouxa aí"

Eu achei tudo isso zuado naquele momento, mas na posição que eu estava, eu não poderia fazer nada, aquela garota não era nada minha, nem tínhamos nos beijado ainda. Eu nem sabia que ela tinha uma tatuagem na bunda.

Depois de falar com ele, ela voltou pra onde estávamos sentados. Ela sabia o que tinha feito, fazendo a cena da "menina solta", e eu, me fazendo de descoladão, agi como se eu não me importasse. Ela veio e também me mostrou a tatuagem (modéstia à parte, a preta tinha uma cara meio bagunçada, mas era uma bunda gostosa demais, seloco)

Mesmo depois desse evento desagradável logo de cara, lembro que conversamos muito, demos muitas risadas, e nos beijamos. Ficamos a tarde inteira na praia, e quando nos demos conta já era noite. Levei ela pra casa do mesmo jeito que a trouxe, e nos despedimos com uns amassos e umas mãos bobas.

Eu percebi logo de cara que ela era safada e traiçoeira, mas, sinceramente, tudo que eu queria naquele momento era perder o cabaço. Podem me julgar, mas para aquele jovem de 17 anos era a coisa mais importante do mundo naquele momento.

Saímos novamente, logo no dia de seguinte, e a programação foi a mesma. Era verão e a praia rendia.

Ficamos por horas de papinho furado, trocando beijos, elogios, fumando e bebendo. 

Era uma sensação nova, eu me sentia foda. Dava uns tapinhas no beck, metia a mão no peitinho dela, depois na b*****, e ela rindo. Eu tava voando (na minha cabeça, é claro).

Essa garota foi a primeira mediana rabuda que me deu atenção de verdade na vida, e eu era apenas um mancebo querendo afogar o ganso. 

O fim de semana acabou, e a vida normal voltou. 

Chegando na escola, contei para os meus amigos o meu grande feito. "Aí sim hein", "Mostra a foto aí", "Ihhh lorota, cadê cadê", "Gata em"

Eu estava no meu auge. Estava me sentindo o maioral. Parecia cena de filme, andava com a cabeça erguida pelos corredores da escola achando que eu tinha virado o lobo de Wall Street.

A semana passou, e saímos novamente no outro fim de semana. Ficamos nessa por três semanas, quase se comendo pelos cantos da cidade, mão pra lá, mão pra cá, até tentei trepar com ela na rua mas ela não cedeu kkkkkkkk

Até que, finalmente, num dia qualquer, a mãe dela saiu e ela me chamou pro abate.

Eu não tinha ideia do que estava fazendo, e ela já tinha experiência (naquele momento, isso não me incomodava nem um pouco). 

Ela percebeu meu nervosismo e perguntou se eu era virgem, e eu, com receio, disse que sim, e ela respondeu: "Ainn que delícia, adoro tirar cabaço dos novinhos" (master blaster ultra red flag kkkkkkk) (ela é um ano mais velha que eu)

Eu tava amarradaço, caguei pra qualquer juízo de valor, já tava na mão do palhaço, rendido, e a preta entalando o boneco na garganta.

Quase g*zei na chupeta mesmo, até tive que dar uma pausa pra não estragar a brincadeira 

Fizemos o papai e mamãe e eu quase me emocionei e joguei dentro (sem camisinha, sem nada, erro de principiante)

Óbvio que foi do caralho, sexo é sexo né rapazeada...

Fizemos mais uma vez e depois ficamos de nheco nheco

(...)

E nisso o tempo foi passando... saíamos muito, pro cinema, praia, bar, e sempre fumando muita maconha. A essa altura já tinha virado maconheiro de carteirinha. Antes, eu só fumava com meus amigos da escola, e algumas vezes no fim de semana, agora fumávamos quase todos os dias, sendo que eu ia de bicicleta até a casa dela e a gente saía pela cidade, arrumava algum canto e ficava fumando e namorando.

Passamos o ano novo juntos, o jovem aprendiz e a escola tinham acabado, e agora eu tinha 18 anos.

Fiz a cagada de pedir ela em namoro alguns dias depois do ano novo  Facepalm , e apresentei ela aos meus pais (a mãe dela eu conheci antes).


Aquele mundinho de escola, de ensino médio, tinha acabado. Agora eu era um "jovem adulto", e ao invés de focar no meu desenvolvimento pessoal, tinha acabado de entrar em um relacionamento. E o pior, estava amarradaço.

Estava amarradaço porque estar com ela me dava uma sensação de independência, saíamos por aí e era eu e ela contra o mundo.

Corri atrás e consegui um CLT. Não vou dar detalhes, mas comecei meus 18 anos com um emprego pagando R$1.500,00. Este valor, para a minha realidade, era excelente, considerando que eu não pagava NENHUMA CONTA.

Nota ao leitor: se você é novo, e tiver essa oportunidade que eu tive, TOMA VERGONHA NA CARA, A VERGONHA QUE EU NÃO TIVE, E VAI EM BUSCA DO SEU DESENVOLVIMENTO PESSOAL, DE FORMA ALGUMA FAÇA ALGO PARECIDO COM O QUE EU FIZ.

Essa é a parte do relato que eu tenho vergonha.

Sabe qual foi o destino vergonhoso do meu primeiro salário "alto"? Um motel, whisky, ifood e maconha cara.


Eu estava totalmente inebriado. Acho que devemos ter gasto uns 500 conto naquela noite, e eu tinha acabado de receber. Óbvio que no momento, achamos o máximo.

O trabalho era escala 6x1, e entramos numa rotina de ifood, maconha e motel. Eu também gastava algum dinheiro com tênis e roupas.

Se você nunca namorou, ou não tem esses hábitos, não subestime o quanto alguns simples ifood e maconha podem comer todo o seu dinheiro.

Ela já tinha terminado a escola também, e nesse ano ingressou na faculdade. Não vou citar o curso, obviamente, mas era um curso bem mequetrefe. Eu achava incrível a habilidade dela de não fazer quase porra nenhuma, ela só tinha que acordar e ir pra faculdade, já que a mãe dela pagava a mensalidade, e depois me encontrar depois do serviço. Mesmo assim ela chegava atrasada na faculdade quase todos os dias, quase sempre perdendo boa parte ou toda a primeira aula, e ainda fumava maconha no intervalo com os colegas de faculdade (sim, de manhã, e ela me mandava fotos e vídeos).

Com o tempo, ganhamos intimidade com os respectivos pais e começamos a dormir um na casa do outro.

Foi aí que desandou tudo de vez.

A gente não fazia nada além do estritamente necessário. Eu tinha que levantar 12h pro trabalho e ela, teoricamente, 6h pra ir pra facul.

Eu saía do trabalho e nós já íamos pra algum lugar beber e fumar maconha, e depois dormir na casa um do outro. Geralmente era na minha, já que na casa dela era difícil de dar aquela bimbadinha.

Me lembro de vários dias que ela não acordou pra ir pra aula, obviamente, já que algumas vezes chegávamos de madrugada em casa. Eu, vergonhosamente, acordava sempre em cima da hora e me arrumava às pressas pra ir pro trabalho, e às vezes chegava atrasado, mesmo morando QUASE DO LADO do trabalho.

Ficamos alguns meses nessa, já tinha passado mais da metade do ano, e mesmo enchendo a cara e fumando maconha caímos meio que em uma rotina.

Dei um baita de um presente de aniversário pra ela, e de dia dos namorados também, como todo bom matrixiano.

Mesmo assim, ela começou a se demonstrar um pouco entediada, e isso, obviamente, se refletiu no sexo. Era sempre aquela mesma coisa, nas mesmas posições, sem fazer barulho (já que geralmente não era no motel), e ela começou a demonstrar sinais de insatisfação. Começamos a brigar por idiotices, ela me acusando de ficar de papinho com as meninas do meu trabalho, daí joguei que ela ficava de papinho com os caras da faculdade, e ficou por isso mesmo.

Daí, do nada, ela inventou de ir pra uma rave (tédio feminino). Não sei explicar o porque, mas eu nem resisti, eu tava numa época meio porra loka também, e só fomos, sendo que o trouxão aqui teve que bancar tudo.

Eu nunca tinha ido numa rave, e ainda tive uma discussão com meus pais (obviamente eles sabiam que esse tipo de festa é regado a drogas pesadas), mas acabei indo.

Edit: agora que estou escrevendo, vi que tem muita coisa pra contar kkkkk 

Se vocês quiserem a continuação, deixem um comentário aí. 

Podem descer o cacete, eu aguento.

Campeão não tem nada de novo debaixo disso aí ... Com exceção de uso de drogas e meter a pica sem camisinha logo de cara eu já fiz essas outras porra toda aí ao quadrado.

Boa parte dos jovens passa por esta fase de ter ficar sujeito a certas condutas sociais, tais como:

- Perder a virgindade na adolescência, geralmente a molecada fica incomodada em chegar aos 18 sem ter comido alguma mulherzinha, e ser tachado de virjão;
- Buscar uma validação de grupo, seja como um malandrão ou detentor de carismas ou habilidades especiais.

Alguns desses dilemas nem sempre aparecem para gente da forma como nossos pais nos ensinam, desde lá no no início da década de 90 quando estudei as mocinhas já se interessavam pelos malandrões, em desfavor do estudioso ou bonzinho, isso não é uma criação da modernidade.

E quanto a mulherada, ninguém é safo de primeira o jovem sempre vai dar umas cabeçadas até pegar os macetes ...

O que é o problema aqui é ser jovem é ter seu vínculo de afeto com a maconha e as bebidinhas, eu não sou 100% saúde eu fumo um cigarro  de vez em quando, mas essas dependências quando começam de jovem demoram para ser quebradas por que você as associou os vícios vinculado aos "amigos" e as próximas mulheres vão ser associadas àquelas que habitualmente sempre dão um doizinho contigo.

Responda-o
#13
[Edit]

Esta é a continuação do relato que postei no sábado. Achei que dava pra editar o tópico e colocar a continuação depois. Perdoem minha falta de conhecimento.

Também subestimei a dificuldade que é contar uma história através de um relato escrito. É muita coisa que vem a cabeça quando você começa a escrever, eventos que eu nem lembrava.

Corrigi alguns pequenos erros de português da primeira postagem.

Obrigado pelos comentários e dicas no outro post. Li todos.

[continuação - relato completo]

Olá meus caros,

Irei usar esta postagem para relatar como cheguei até aqui, e como foi o meu despertar.

Eu não gosto muito de me autointitular como "desperto", "redpill", "blackpill", "purplepill", mgtow, volcel, já que, na minha percepção, passa um ar de superioridade, eu não acho que teve um momento específico que "tomei a pílula", isto é apenas um relato de como cheguei até aqui, até esse fórum, de como passei a ter uma visão mais apurada da realidade (salve Trunks, que foi um dos precursores para que eu chegasse até aqui). (Salve Coruja, Epifania, Raccoon, Don Sandro).

Minha intenção com este relato é mostrar como a falta de maturidade e consciência dos próprios atos podem acabar com a vida de um homem.

NOTA: Sou membro novo aqui mas já acompanho o fórum há um tempo, e sei que vocês detestam usuários de drogas. Infelizmente me meti a maconheiro/raveiro por um tempo, mas já larguei essas porcarias, como verão ao longo do relato.

(Apenas um relato de um matrixiano médio)

A história começa em 2017, quando eu tinha meus 17 anos. (não queria revelar minha idade mas vou revelar para que seja mais fácil a ambientação, e também para mostrar como o game mudou de lá pra cá, mesmo com esse lapso de somente 7 anos) (O Instagram estragou as mulheres - Trunks).

Estava terminando o ensino médio, ainda era virgem, e não tinha destaque algum nos meios em que frequentava. Era o típico matrixiano médio, que não fede nem cheira, eu não era bonito o suficiente para atrair atenção das gatinhas da escola mas também não era zuado ao ponto de apanhar, sofrer bullying ou algo do tipo (até porque o VSM do brasileiro é bem baixo).

No terceirão, consegui um jovem aprendiz, que pagava R$500,00. Era bem tranquilo, trampava só cinco horas, de tarde, depois da escola, e comecei a ter a minha graninha. Nos primeiros meses de trampo eu gastei muito pouco, juntei bastante, e fiquei com uma reserva cujo lembro o valor exato: R$2.000,00.

Hoje parece uma completa besteira, mas naquela época, entre os colegas de turma, havia uma pressão enorme na demonstração de virilidade. Os mais fodas da escola eram aqueles que fumavam maconha na saída, iam com o cabelo na régua, usavam kits da oakley/nike/mizuno e tratavam as garotas como vadias. Eu ficava pasmo com aquilo. As mais gatas da escola (que hoje entendo que não passavam de 5/10 ou no máximo 6/10, que simplesmente eram vulgares) não reclamavam quando esses caras metiam um tapa na bunda delas, faziam "fiu fiu" ou falavam alguma baixaria nos corredores da escola.

Me recordo de uma vez que uma garota de outra sala fez o famoso "atrair para depois repelir" comigo (sendo que eu não tinha a menor ideia do que era isso). Começou a falar para os outros que estava afim de ficar comigo, daí eu, cabação, depois de uns três dias, tomei coragem e fui falar com ela no intervalo. Ela meteu um: "Você demorou demais. Gosto de homem com atitude" e saiu fora, mas antes me deu um beijo na bochecha. Eu era tão cabaço que lembro de ter ficado com o p** duro nessa hora. Eu não tinha ideia de que isso era um joguinho de validação. Não percebi na época, mas simplesmente desisti porque vi ela de ideia com outro cara pouco tempo depois. (desisti, mas desisti pela associação errada, acho que no fundo, naquele momento, achei mesmo que era um cara sem atitude, e que ela tinha me repelido por causa disso)

Agora, prestem atenção!

Eu tinha feito uma reserva de dinheiro e estava pensando em entrar num consórcio ou dar entrada numa moto, já que meus 18 estavam próximos. Adivinhem o que o tonto fez?

A matrix entrou na minha mente, cantou alto meus caros. 

Ao invés de ser responsável, guardar o dinheiro, segurar a onda e dar entrada numa moto, simplesmente peguei o dinheiro e comecei a comprar roupas, tênis, perfume, boné e futilidades.

Eu me sentia o máximo. Agora eu tinha a roupa da moda. Percebi que com aquele meu dinheiro poderia cortar o cabelo toda semana, estar sempre na régua, me sentindo bonito.

A matrix notou o meu comportamento, e eu recebi as migalhas que eu tanto queria.

Não foi nada surreal. Mas estando mais arrumado, tomando banho antes de ir pra escola (kkkkkkk), perfumado, com uma roupa maneira, cabelo cortado, algumas medianas rabudas começaram a lançar olhares para mim.

É engraçado que a matrix toda te dá algumas migalhas quando você segue o padrão vigente. Me lembro de um dia que uma professora lançou um "tá gatão em", e eu me senti o máximo.

Antes, na hora da saída, eu tomava direto o caminho de casa. Mal me despedia dos amigos. Na verdade nem pareciam amigos, só colegas de turma. Agora as pessoas pareciam mais interessadas em mim, me incluíam, mexiam comigo (no bom sentido), trocavam ideia, e queriam que eu ficasse na resenha depois da saída.

Foi aí que eu cometi um dos maiores erros da minha juventude. 

Me meti a descoladão. 

Na saída, nas rodinhas dos descolados, vez ou outra aparecia um beck rolando. A fumaça subia e as risadas começavam a ecoar, e os olhos ficavam vermelhos. Algumas meninas davam uns tapinhas e ficavam abertinhas, dando risadinha de tudo.

Resisti por um tempo, ficava com medo quando passavam viaturas, e o pessoal achava o máximo aquela adrenalina, de ter que esconder o barato quando elas passavam.

Até que... teve uma vez que insistiram pra eu dar um tapinha, que era da boa, o skunk, que tinham até colírio pra eu não ficar com o olho vermelho, e eu fui lá e fumei. É incrível como o ambiente te puxa, já que eram aqueles caras que eu sempre queria colar junto, e tinham umas meninas gatinhas também, que começam a te dar bola, a rir das suas piadas, você simplesmente vai lá e faz na hora.

Enfim, foi assim que esse vício entrou na minha vida. Fumava com o pessoal depois da aula, e quando eu me dei conta, já sabia onde vendia, já tinha meu próprio pack de sedas e dichavador, andava sempre com um colírio, chiclete, e aprendi a bolar sozinho. Por vezes, fumava sozinho também.

Essa "vidinha descolada" deslanchou muito rápido. Eu mudei muito em questão de uns 4 meses. Consigo perceber pelas fotos que tenho da época. Aqueles R$2.000,00 já tinham ido embora, mas eu ainda tinha o trampo, que rendia algumas saídas no fim de semana com meus novos amigos, regadas à maconha e cachaça.

Nessas comecei a flertar com uma garota da escola, e consegui ficar com ela. Uma mediana rabuda kkkk. Demos uns amassos depois da aula, fiquei roçando meu boneco nela, foi bem gostoso, mas não passou disso. Tentei ir adiante depois, mas a inexperiência atrapalhou. O papinho não colou e não ficamos mais.

Não sobrava nada de dinheiro no final do mês, até porque não era muito, mas poderia ter se tornado alguma coisa, já que eu não ajudava em nada em casa e meus pais me bancavam (tenho até vergonha de falar isso).

Mais confiante, tinha tirado umas fotos que eu considerava iradas (horrorosas vendo agora), e me meti a baixar o Tinder.

Lembro que eu gastava muito tempo no celular com essas futilidades. A vida, naquele momento, era Facebook, Tinder, Snapchat e Twitter (instagram era bem fraco, pelo menos no meio que eu colava). Chegava em casa do jovem aprendiz e era só isso.

Lembrando, eu ainda era virgem. 

Papo vai papo vem, começo a conversar com uma garota no Tinder, morena jambo, rabudinha, pequenas tatuagens espalhadas pelo corpo, nada muito escandaloso, ela era a verdadeira e genuína "mediana rabuda brasileira".

Pela conversa, ela demonstrava ser bem descolada, bebia, fumava, frequentava festas etc.

Mal eu sabia que seria um verdadeiro pesadelo no futuro.

Depois de alguns dias conversando, marcamos de sair no fim de semana. 

Acho incrível como nossa mente registra alguns momentos, pois não lembro de muita coisa que ocorreu ao decorrer do relacionamento, mas lembro desses primeiros momentos e primeiros dias como se fosse ontem.

Fui buscá-la em sua casa, pasmem, de bicicleta (tempos remotos meus caros, como eu disse) (hoje em dia, se bobear, nem de carro tu consegue dar uma volta com uma mediana) para irmos até a praia (moro em cidade litorânea).

Eu tinha noção que era zuado buscar ela de bike, mas como estava com a autoestima lá em cima, "descoladão", meti esse louco. E o pior é que ela aceitou numa boa (garotas sendo normais antes de serem estragadas pelo Instagram) (acho que se fosse hoje em dia, uma mediana teria dado risada e pulado fora na hora).

Meti a preta no cano da bicicleta e fomos para a praia.

Ela, ao contrário de mim, que estava interpretando um personagem, era doida da cabeça mesmo. Já veio com uma caixa de som JBL estrondosa, e fomos escutando um pancadão bem alto até chegarmos na praia (puta que pariu que cena ridícula kkkkkk)

Enfim chegamos à praia. Nos acomodamos, e começamos a conversar, beber e fumar maconha.

Uma cena inacreditável aconteceu naquele dia: do nada, apareceu um "amigo" dela, descoladão também, e ela conversou rapidamente de canto com ele (provavelmente disfarçando, porque já deveria até ter trepado com ele), e ainda teve a pachorra de mostrar a nova tatuagem que ela tinha feito,

ADIVINHEM AONDE??????????????????? 

NA BUNDA!!!! (eu queria estar inventando isso, juro por tudo que é mais sagrado que é verdade).

(Fruto da minha imaginação) ainda deve ter falado, de canto: "olha o que eu tenho pra você mais tarde hihihihihih, só deixa eu fumar a maconha desse trouxa aí"

Eu achei tudo isso zuado naquele momento, mas na posição que eu estava, eu não poderia fazer nada, aquela garota não era nada minha, nem tínhamos nos beijado ainda. Eu nem sabia que ela tinha uma tatuagem na bunda.

Depois de falar com ele, ela voltou pra onde estávamos sentados. Ela sabia o que tinha feito, fazendo a cena da "menina solta", e eu, me fazendo de descoladão, agi como se eu não me importasse. Ela veio e também me mostrou a tatuagem (modéstia à parte, a preta tinha uma cara meio bagunçada, mas era uma bunda gostosa demais, seloco)

Mesmo depois desse evento desagradável logo de cara, lembro que conversamos muito, demos muitas risadas, e nos beijamos. Ficamos a tarde inteira na praia, e quando nos demos conta já era noite. Levei ela pra casa do mesmo jeito que a trouxe, e nos despedimos com uns amassos e umas mãos bobas.

Eu percebi logo de cara que ela era safada e traiçoeira, mas, sinceramente, tudo que eu queria naquele momento era perder o cabaço. Podem me julgar, mas para aquele jovem de 17 anos era a coisa mais importante do mundo naquele momento.

Saímos novamente, logo no dia de seguinte, e a programação foi a mesma. Era verão e a praia rendia.

Ficamos por horas de papinho furado, trocando beijos, elogios, fumando e bebendo. 

Era uma sensação nova, eu me sentia foda. Dava uns tapinhas no beck, metia a mão no peitinho dela, depois na b*****, e ela rindo. Eu tava voando (na minha cabeça, é claro).

Essa garota foi a primeira mediana rabuda que me deu atenção de verdade na vida, e eu era apenas um mancebo querendo afogar o ganso. 

O fim de semana acabou, e a vida normal voltou. 

Chegando na escola, contei para os meus amigos o meu grande feito. "Aí sim hein", "Mostra a foto aí", "Ihhh lorota, cadê cadê", "Gata em"

Eu estava no meu auge. Estava me sentindo o maioral. Parecia cena de filme, andava com a cabeça erguida pelos corredores da escola achando que eu tinha virado o lobo de Wall Street.

A semana passou, e saímos novamente no outro fim de semana. Ficamos nessa por três semanas, quase se comendo pelos cantos da cidade, mão pra lá, mão pra cá, até tentei trepar com ela na rua mas ela não cedeu kkkkkkkk

Até que, finalmente, num dia qualquer, a mãe dela saiu e ela me chamou pro abate.

Eu não tinha ideia do que estava fazendo, e ela já tinha experiência (naquele momento, isso não me incomodava nem um pouco). 

Ela percebeu meu nervosismo e perguntou se eu era virgem, e eu, com receio, disse que sim, e ela respondeu: "Ainn que delícia, adoro tirar cabaço dos novinhos" (master blaster ultra red flag kkkkkkk) (ela é um ano mais velha que eu)

Eu tava amarradaço, caguei pra qualquer juízo de valor, já tava na mão do palhaço, rendido, e a preta entalando o boneco na garganta.

Quase g*zei na chupeta mesmo, até tive que dar uma pausa pra não estragar a brincadeira 

Fizemos o papai e mamãe e eu quase me emocionei e joguei dentro (sem camisinha, sem nada, erro de principiante)

Óbvio que foi do caralho, sexo é sexo né rapazeada...

Fizemos mais uma vez e depois ficamos de nheco nheco

(...)

E nisso o tempo foi passando... saíamos muito, pro cinema, praia, bar, e sempre fumando muita maconha. A essa altura já tinha virado maconheiro de carteirinha. Antes, eu só fumava com meus amigos da escola, e algumas vezes no fim de semana, agora fumávamos quase todos os dias, sendo que eu ia de bicicleta até a casa dela e a gente saía pela cidade, arrumava algum canto e ficava fumando e namorando.

Passamos o ano novo juntos, o jovem aprendiz e a escola tinham acabado, e agora eu tinha 18 anos.

Fiz a cagada de pedir ela em namoro alguns dias depois do ano novo  [Image: facepalm.png] , e apresentei ela aos meus pais (a mãe dela eu conheci antes).


Aquele mundinho de escola, de ensino médio, tinha acabado. Agora eu era um "jovem adulto", e ao invés de focar no meu desenvolvimento pessoal, tinha acabado de entrar em um relacionamento. E o pior, estava amarradaço.

Estava amarradaço porque estar com ela me dava uma sensação de independência, saíamos por aí e era eu e ela contra o mundo.

Corri atrás e consegui um CLT. Não vou dar detalhes, mas comecei meus 18 anos com um emprego pagando R$1.500,00. Este valor, para a minha realidade, era excelente, considerando que eu não pagava NENHUMA CONTA.

Nota ao leitor: se você é novo, e tiver essa oportunidade que eu tive, TOMA VERGONHA NA CARA, A VERGONHA QUE EU NÃO TIVE, E VAI EM BUSCA DO SEU DESENVOLVIMENTO PESSOAL, DE FORMA ALGUMA FAÇA ALGO PARECIDO COM O QUE EU FIZ.

Essa é a parte do relato que eu tenho vergonha.

Sabe qual foi o destino vergonhoso do meu primeiro salário "alto"? Um motel, whisky, ifood e maconha cara.

Eu estava totalmente inebriado. Acho que devemos ter gasto uns 500 conto naquela noite, e eu tinha acabado de receber. Óbvio que no momento, achamos o máximo.

O trabalho era escala 6x1, e entramos numa rotina de ifood, maconha e motel. Eu também gastava algum dinheiro com tênis e roupas.

Se você nunca namorou, ou não tem esses hábitos, não subestime o quanto alguns simples ifood e maconha podem comer todo o seu dinheiro.

Ela já tinha terminado a escola também, e nesse ano ingressou na faculdade. Não vou citar o curso, obviamente, mas era um curso bem mequetrefe. Eu achava incrível a habilidade dela de não fazer quase porra nenhuma, ela só tinha que acordar e ir pra faculdade, já que a mãe dela pagava a mensalidade, e depois me encontrar depois do serviço. Mesmo assim ela chegava atrasada na faculdade quase todos os dias, quase sempre perdendo boa parte ou toda a primeira aula, e ainda fumava maconha no intervalo com os colegas de faculdade (sim, de manhã, e ela me mandava fotos e vídeos).

Com o tempo, ganhamos intimidade com os respectivos pais e começamos a dormir um na casa do outro.

Foi aí que desandou tudo de vez.

A gente não fazia nada além do estritamente necessário. Eu tinha que levantar 12h pro trabalho e ela, teoricamente, 6h pra ir pra facul.

Eu saía do trabalho e nós já íamos pra algum lugar beber e fumar maconha, e depois dormir na casa um do outro. Geralmente era na minha, já que na casa dela era difícil de dar aquela bimbadinha.

Me lembro de vários dias que ela não acordou pra ir pra aula, obviamente, já que algumas vezes chegávamos de madrugada em casa. Eu, vergonhosamente, acordava sempre em cima da hora e me arrumava às pressas pra ir pro trabalho, e às vezes chegava atrasado, mesmo morando QUASE DO LADO do trabalho.

Ficamos alguns meses nessa, já tinha passado mais da metade do ano, e mesmo enchendo a cara e fumando maconha caímos meio que em uma rotina.

Dei um baita de um presente de aniversário pra ela, e de dia dos namorados também, como todo bom matrixiano.

Mesmo assim, ela começou a se demonstrar um pouco entediada, e isso, obviamente, se refletiu no sexo. Era sempre aquela mesma coisa, nas mesmas posições, sem fazer barulho (já que geralmente não era no motel), e ela começou a demonstrar sinais de insatisfação. Começamos a brigar por idiotices, ela me acusando de ficar de papinho com as meninas do meu trabalho, daí joguei que ela ficava de papinho com os caras da faculdade, e ficou por isso mesmo.

Daí, do nada, ela inventou de ir pra uma rave (tédio feminino). Não sei explicar o porque, mas eu nem resisti, eu tava numa época meio porra loka também, e só fomos, sendo que o trouxão aqui teve que bancar tudo.

Eu nunca tinha ido numa rave, e ainda tive uma discussão com meus pais (obviamente eles sabiam que esse tipo de festa é regado a drogas pesadas), mas acabei indo.

Pagamos uma excursão que nos levaria até o local do evento. Chegando no local de embarque, a cena era: um monte de jovens noiados, sem perspectiva nenhuma de vida, esperando a van enquanto já iniciavam a sessão de uso de drogas.

Mesmo sendo um maconheiro sem vergonha, eu sentia que aquilo ali já era demais pra mim. Aquelas pessoas tinham zero perspectiva de vida, as conversas sempre eram sobre assuntos supérfluos e besteiras. Acabei indo na onda, já que se você falar de emprego, vida acadêmica ou qualquer coisa saudável, é capaz de ser expulso e te deixarem no meio do caminho.

Eu não conhecia ninguém dali, apenas a dita cuja. Mas acabamos conseguindo se enturmar com os drogados, já que eu sempre soube atuar muito bem e entrava no personagem.

Apesar de ter consciência de que aquilo tudo era muito insalubre, nós curtimos muito essa primeira rave que fomos. O ambiente é horrível, gente feia e fedida, e muita lama, mas acho que as drogas sintéticas fazem você aproveitar. Eu e ela ficamos muito loucos de maconha, bala e MD, e estávamos tão fora de si que trepamos numa barraca de um de nossos novos amigos noiados (os noias levam barracas para descansar nas raves, já que são festas de longa duração).

Essa garota era uma verdadeira piranha. Eu fingi que não notei, mas vi ela se insinuando, mais de uma vez, pra um noia aleatório que tínhamos conhecido. O cara tinha muitas tatuagens e era mais velho, e usava aqueles kits da oakley, com colete e tal (puta bagulho ridículo), e ela ama esse tipo, tanto que o atual dela é assim.

Eu estava conversando com outros noias e ela ficou meio que de canto trocando um papo com ele, e chegou a passar a mão nele umas duas vezes, no peito e no braço. Ela devia estar morrendo de vontade de dar pra ele, mas viu que não ia rolar. Tava muito louca de bala também essa vagabunda.

Era uma festa de dois dias, mas tínhamos a opção de pegar um uber (caríssimo, já que estávamos no meio do nada) e sair fora, ao invés de esperar a excursão que só sairia no dia seguinte.

Já tinha dado tudo que tinha pra dar, e eu fiquei com essa cena na cabeça, quis sair fora. Tínhamos a opção de alugar uma barraca e dormir lá, mas eu ia acabar dormindo e esse cara ia empurrar o saco nela, já que a cadela tava no cio.

Mesmo tendo sido esperto e pulado fora dessa, não pulei fora da maior furada que era esse relacionamento.

Pasmem, posteriormente ainda iríamos em várias outras raves juntos. Passou a ser nosso programa, passamos a frequentar esses eventos quase todo mês.

Sempre gastando muito dinheiro, com transporte, alimentação, maconha, outros drogas sintéticas, e compramos até uma barraca. Deixava uns R$300, R$400 por festa.

Essa era minha vida. Bebendo e fumando maconha quase todos os dias, chegando em cima da hora no trabalho, frequentando bares e baladas no fim de semana, e uma rave de vez em quando. 

Ao longo do relacionamento, em diversas situações, como na vez do noia tatuado, ela deu várias red flags. Notei que quando estávamos nesses ambientes noturnos, ela sempre olhava para os mais destacados, aqueles que chegavam de carro, moto, tatuados, roupas de grife etc. Nessa época, caí no cope da insegurança, de que eu me sentia mal porque na minha cabeça considerava eles melhores do que eu. Eu simplesmente deixava passar batido, e muitas vezes nem falava nada, só fingia que não vi.

Mais uma virada de ano juntos, regada a muitas drogas, obviamente. Era a única coisa que a gente sabia fazer.

Já estávamos chegando a dois anos de relacionamento, eu já estava trabalhando naquele emprego há mais de um ano, e eu não tinha tirado nem minha CNH e muito menos uma moto.

Minha mãe me alertou várias vezes, mas eu era muito cabeça dura e não ouvia seus conselhos. Por várias vezes acabei brigando com meus pais ao longo do relacionamento, já que provavelmente eles já sabiam o final daquilo. Naquele momento, eles tinham a visão lúcida da merda que eu estava fazendo: namorando a primeira bostileira baladeira média que apareceu na minha frente e que me deu a buceta.

Ela praticamente não ia mais à faculdade. Só aparecia nas aulas que tinham chamada e no dia da prova. Ficava o dia inteiro coçando, pra chegar de noite e ela sugar meus recursos de todas as maneiras possíveis.

Eu tive um curto lapso de lucidez e percebi que aquilo tudo estava uma merda. Saímos para conversar, eu e ela, e eu disse que estava me sentindo um inútil, um drogado de merda, e que tínhamos que tomar um rumo na vida. Ela concordou, num primeiro instante.

Começamos a acordar cedo e ela voltou a frequentar todas as aulas. Depois do meu serviço, nós reduzimos nossas saídas, passamos a só fumar maconha e ir direto pra casa descansar.

Estava indo tudo bem, e tínhamos conseguido encaixar uma rotina. Estava tudo perfeito, se não fosse um detalhe: paramos de transar.

Foi ali que eu conheci o profano feminino. 

Para ela, não bastava estar tudo bem. Ela sempre precisava de alguma emoção, estar bebendo e fumando, estar em um lugar badalado, fazendo alguma coisa divertida.

Demos uma segurada e passamos alguns fins de semana em casa, pedindo um ifood e assistindo filmes no netflix. Eu achava muito agradável, nós tínhamos sossego e conseguíamos interagir com meus pais, fazendo uma programação mais família.

Porém, sempre quando chegava umas 22h 23h, nas sextas e sábados, ela ficava me amolando pra sair. Via as amigas curtindo o fim de semana, nas redes sociais, e não conseguia parar quieta, tinha que estar fazendo alguma coisa. Obviamente acabei cedendo algumas vezes.

Ficamos nessa por um tempo, e o sexo ficou bem meia boca, mecânico, que eu acho que ela só liberava pra eu sossegar o facho.

Eu sempre costumava acordar um pouco mais tarde do que ela. A esse ponto, dormíamos todo dia na minha casa. Íamos na casa da mãe dela mais no fim de semana.

Porém, um dia acordei junto com ela, e fiquei reparando seus movimentos. Antes, ela botava qualquer roupa no corpo e saía pra faculdade, muitas vezes sem nem tomar banho, só lavava o rosto, e nesse dia ela tomou um banho caprichado, se perfumou, passou creme e estava até batendo secador no cabelo.

Fiquei quieto, mas comecei a reparar que ela estava fazendo isso todos os dias.

Ela sempre foi muito sorrateira, e se eu quisesse descobrir alguma coisa teria que agir na calada, sem alarde.

Eu estava doido pra conseguir mexer no celular dela, que ela ficava grudada o dia inteiro. Eu sabia a senha do celular dela, e ela do meu, mas ela nunca largava do dela e deixava longe.

Depois de uns três dias de suspeita, na saída do meu trabalho, entupi ela de maconha. Fiquei lombradão também mas sempre fui mais resistente que ela. Ficou tontinha, e até transamos quando chegamos na minha casa, e ela capotou. Mas eu estava com aquela pulga atrás da orelha, e mesmo na lombra da maconha tava acordadaço.

Consegui apanhar o celular dela, e comecei a vasculhar.

Olhei todas as conversas do whatsapp e não consegui achar nada demais. Mas eu sabia que ela era malandra. Eu teria que cavucar a porra toda se quisesse descobrir alguma coisa, afinal, ela sabia que eu tinha a senha do celular dela.

Olhei tudo, facebook, twitter, snapchat, instagram (ela já tinha uma conta bem movimentada na época e eu mal usava), e nada.

Estava quase me convencendo que eu estava enganado até que me deu na cabeça olhar os contatos dela.

Vasculhei, vasculhei, vasculhei e acabei por encontrar um tal de Renan (nome fictício obviamente)

Entrei na conversa do whatsapp, não tinha nada no chat, mas ele estava bloqueado.

Procurei por seu nome no insta, e achei seu perfil, aquele mesmo tipinho que ela adorava, maloqueiro. Descobri que ele era da mesma facul que a vagabunda, e estava suspeitando que era da mesma sala.

Dei mais uma vasculhada e reparei que tinham alguns contatos bloqueados com nome de mulher, mas a foto não correspondia, na verdade eram homens.

Foi nesse momento que eu tive certeza que ela estava me fazendo de trouxa. Pior, provavelmente há um bom tempo.

Era a única coisa que eu tinha. Nas redes sociais dela não tinha nada nos chats, não tinham fotos na galeria, nada. Como eu disse, ela era esperta.

Não consegui dormir e fiquei acordado até ela despertar. Fingi que estava dormindo, deixei o celular onde encontrei e fiquei ouvindo os passos dela. Mesma coisa, se empiriquitando toda pra ir pra faculdade.

Ela saiu, e eu levantei. Acordei, fiquei sentado na cama rebobinando tudo na minha mente. Tive outro lapso de lucidez. Comecei a pensar no que ela fazia enquanto eu estava no trabalho, quase o dia todo, sem mexer no celular (só dava pra mexer no intervalo), totalmente rendido, sem chance nenhuma de descobrir alguma coisa. As vezes, ela ia na casa de "amigas", umas faveladas que ela conhecia. Pegava até ônibus pra se enfiar numa merda de uma favela. Deviam até fazer suruba, vai saber.

Eu sinto até um pouco de vergonha de só ter percebido isso depois de um bom tempo. Eu não sei se era a maconha, que me deixava meio tonto (já que eu fumava todo dia, antes, no intervalo e depois do trabalho), a bebida, ou a inocência mesmo, já que era meu primeiro relacionamento.

Comecei a chorar, me tranquei no quarto, e não fui trabalhar esse dia. Liguei pro patrão e disse que eu estava doente e não ia trabalhar. Minha mãe veio perguntar porque eu não tinha ido no trabalho, e eu, destruído, me abri naquele momento e falei o que eu achava que tinha acontecido. Ela disse que sempre soube que ela não prestava.

A vagabunda chegou da faculdade, e naquele dia ela tinha voltado pra minha casa ao invés de ir para a casa dela. Ela chegou e eu estava com cara de choro, e veio me perguntar o que tinha acontecido.

Eu disse que sabia que ela tinha me traído. Ela inicialmente negou, mas ela mentiu tão mal que conseguiu disfarçar por pouco tempo. Ela viu que a casa tinha caído e que eu sabia.

Depois de ficar negando e falando que eu estava louco, viu que eu nem conseguia falar nada, que estava chorando e com a voz embargada, ela admitiu e falou: "eu não tenho o que dizer, desculpa, eu meti o louco, a gente caiu na rotina, eu tava meio chateada porque você não me dava mais atenção, e ficava o dia inteiro trabalhando..."

Pegou algumas coisas dela, o que viu pela frente, meteu na bolsa e saiu fora.

Eu simplesmente não consegui fazer nada. Fiquei o dia inteiro em casa chorando igual uma puta manca. Não comi nada, acho que nem água bebi. Só ficava rebobinando tudo aquilo na minha cabeça.

No dia seguinte, comi um pão de manhã só porque o organismo tava implorando por algum nutriente.

Avisei pra minha mãe que não ia pro trabalho, que ia tentar arrumar um atestado, e ela não falou nada. Queria me repreender mas viu a minha situação.

Eu tinha um pouco de maconha. Peguei minha bicicleta, uns trocados, e fiquei vagando pela cidade o dia inteiro. Parei em um bar, tomei umas cervejas, fumei, vaguei mais um pouco, e parei em outro bar. Enchi a cara. Não sei nem como voltei pra casa, só sei que conseguir voltar inteiro. Não lembro muito bem desse dia.

Ela me chamou no whatsapp, mas eu ignorei. Mandou várias mensagens ao longo do dia, pedindo desculpas, falando que se arrependeu, que nunca mais faria aquilo etc etc etc.

Capotei e acordei em cima da hora de ir pro trabalho. Tomei coragem e fui, sem atestado, sem porra nenhuma.

Conversei com meu chefe e expliquei a merda que tinha acontecido. Minha cidade não é tão grande assim, e ele me disse que tinham me visto andando de bicicleta pelas redondezas. Ele foi compreensivo, mas descontou as duas faltas. E todo mundo no trabalho ficou sabendo que eu era corno.

Consegui aguentar só dois dias, e vi que era questão de tempo até eu virar chacota (na verdade já estava sendo), então pedi as contas desse trabalho.

Chegava em casa fumado, as vezes chorava, e dormia. As vezes não tinha nem força pra sair pra fumar (já que eu não fumava em casa), e ficava por lá mesmo, na cama, mexendo no celular.

A empresa ainda pagou meus direitos (até porque não era muito), e eu, FINALMENTE, dei a entrada na minha CNH, depois de trabalhar mais de um ano só pra bancar bares, raves, drogas e ifood.

Vou resumir em poucas palavras o que foram os meses subsequentes: devo ter ficado cerca de 6 meses sem fazer nada da minha vida. Só fiz as aulas de carro e moto, e ainda tive que ter ajuda dos meus pais para terminar de pagar a carta, já que fui reprovado na primeira vez.

Perdi uns 20kg, não comia nada, não cortava o cabelo, acordava tarde e não tinha força nem pra lavar uma louça.

Por vezes, me pegava chorando no quarto sozinho e me perguntando o que eu tinha feito pra merecer aquilo. Ficava stalkeando a conta dela com fakes. Assim que terminamos, cerca de uns 2 meses depois, ela voltou com tudo pras redes sociais, postando fotos mostrando a bunda e as curtidas explodindo.

Fiquei mais de um ano sofrendo. Ela me chamava, e às vezes eu respondia, mas virou uma conversa humilhante, vibe cuck, ela me tratando tipo uma criança perguntando: "Você tá bem?", "me desculpa", "eu não queria te magoar", eram sempre palavras doces mas eu sentia que no fundo ela se sentia poderosa e gostava de me ver sofrendo. Ela tentou me chamar pra sair algumas vezes, mas eu nunca aceitei. Era só pensar nela que eu começava a chorar.

Depois desse período, que já haviam passado um ano e alguns meses, finalmente resolvi bloquear ela de todas as redes sociais e nunca mais ter nenhum tipo de contato com ela, nem stalkeando ou algo do tipo. Dei umas recaídas, e vi um tempo atrás que ela estava namorando, com um maloqueiro de oakley qualquer.

Hoje em dia consigo enxergar de uma forma mais clara e consigo até rir de como eu era e como me comportava, mas esse relacionamento me destruiu na época. Se eu tivesse tido um filho com esse depósito de esperma, não ia aguentar e ia me atirar de um penhasco.

Atualmente tenho minha moto, meu emprego, começando a fazer uma boa reserva e estou terminando uma faculdade. Estou liberto!

Forte abraço a todos.
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#14
(09-06-2024, 05:50 PM)Luiz Escreveu: Gozar dentro na primeira é obrigação, relaxa irmão, todos aqui fizeram o mesmo.
De resto nada de novo no front.

Observando Risada

É rapaz. A natureza atropela. Os genes de perpetuação da espécie nublando o entendimento. Nunca fiz isso mas já acreditei em namorada tomando anticoncepcional. No fim,não é igual mas é parecido.
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#15
Você foi fundo no submundo: drogas, bebidas e namorando vileira.

É o kit destruição completo, não sei como conseguiu manter o emprego desta maneira. "Mérito" seu não ter deixado ao menos essa peteca cair.
Pelo visto, tem estrutura familiar, isso pode ter te impedido de mergulhar no precipício completamente de forma irremediável. 

Veja, você se comunica bem, e é bastante aparente que tem absoluta clareza de tudo que fez de errado.

Porém, este último trecho, acho equivocado:

Citação:Atualmente tenho minha moto, meu emprego, começando a fazer uma boa reserva e estou terminando uma faculdade. Estou liberto!

Alguém que vai tão longe assim em comportamentos destrutivos, não sai disso num piscar de olhos.
Ainda disse que "um tempo atrás", deu uma Stalkeada na piranha pra dar uma conferida. Ou seja, ainda tem apego.

Tua situação ainda é extremamente frágil, tenha isso em mente e não perca isso de vista NEM POR UM INSTANTE! 
Vou colocar as coisas de uma forma mais prática:

- Parou com as drogas? 
- Maneirou nas bebidas?
- Ainda frequenta ambientes insalubres?
- Com que tipo de pessoas você mantém amizades?
- O relacionamento de confiança com sua família, foi reestabelecido?
- Realiza alguma atividade física?
- Talvez um psicólogo, para ajudar a entender algumas coisas. 

Para desconstruir tanta coisa ruim e DEFINITIVAMENTE, colocar-se em uma rota diferente substituindo cada hábito ruim que você cultivou (e foram muitos), é preciso realizar um esforço focado extraordinário, por tempo suficiente para que você realmente se limpe deste passado.

Suas bases ainda são frágeis, qualquer vacilo, um efeito dominó terrível pode acontecer na sua vida e desencadear o retorno de todos os demônios que você cultivou.
O alcoólatra, deve ficar longe da bebida, o dependente químico, das drogas. Tua lista do que "você deve se manter longe" é bastante extensa, qualquer escorregão, pode puxar as outras coisas.
E essa mistura, pode te transformar em um potencial suicida.

Meu conselho, de forma resumida, é que edifique seu mundo interno e externo novamente! 
Levando em conta todos os tópicos que mencionei acima. NEM POR UM INSTANTE, subestime o seu desafio.

Se você frequenta este fórum por tempo suficiente, já deu o primeiro passo sobre as informações para construir uma estrutura sólida. 
Basta por em prática, tópico a tópico, todos as frentes de batalha (física, mental e espiritual) relacionadas a vida do homem.

E mais uma vez, tome cuidado!
Obviamente, este é um relato escrito então certas coisas não podem ser captadas. Mas o que você viveu não é algo normal, flertou de MUITO PERTO com a destruição completa do seu físico e do seu psicológico! 
Agradeça pela chance que teve, pelos "momentos de lucidez", e se agarre com todas as forças a um processo de reconstrução completa e demorada!
E não se esqueça:

"Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” (Nietzsche)
"Paulistarum Terra Matter..."
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#16
(10-06-2024, 10:12 PM)Matuto Paulista Escreveu: - Parou com as drogas? 
- Maneirou nas bebidas?
- Ainda frequenta ambientes insalubres?
- Com que tipo de pessoas você mantém amizades?
- O relacionamento de confiança com sua família, foi reestabelecido?
- Realiza alguma atividade física?
- Talvez um psicólogo, para ajudar a entender algumas coisas. 

O alcoólatra, deve ficar longe da bebida, o dependente químico, das drogas. Tua lista do que "você deve se manter longe" é bastante extensa, qualquer escorregão, pode puxar as outras coisas.

E essa mistura, pode te transformar em um potencial suicida.

Questões muito bem colocadas.

- Parou com as drogas? Maneirou nas bebidas?

Não parei completamente, mas o que eu consumo hoje em dia está muito longe de ser o que era antes. Cá entre nós, eu gosto mesmo é de fumar maconha. Quando fumo, é no final de semana, e ultimamente estou sem muita paciência pra interagir com os matrixianos médios (eu era um e só tenho amigos assim), e acabo por fumar sozinho. Vez ou outra eu chamo algum amigo pra fazermos alguma coisa.

Mas em alguns períodos, passo uns 15 dias, até mais sem consumir nada. Já cheguei a ficar mais de um mês sem sentir essa necessidade.

- Ainda frequenta ambientes insalubres?

Como você disse, é muito difícil largar tudo de uma vez. Eu desisti de baladas, micaretas e raves, e quando quero ver gente acabo indo em bares com amigos. Porém, já faz um tempo que eu não vou. Um tempo atrás estava indo bastante, em vários finais de semana, mas dei uma entojada disso aí. Dei uma entojada do "game" no geral, e quando quero matar as vontades carnais acabo acionando GPs mesmo.

- Com que tipo de pessoas você mantém amizades?

Infelizmente, o meu ciclo social não mudou muito. Alguns personagens que estavam meio sumidos no período que eu estava namorando acabaram voltando. Uns caras da rua e da escola. Meus colegas de faculdade são bem caretas, e infelizmente eu só consigo me enturmar mais fácil com quem pelo menos fuma um. Você foi incisivo na sua análise, é díficil se livrar desses paradigmas.

Porém, ultimamente, tenho andado muito sozinho. Tenho procurado focar na faculdade e em juntar dinheiro.

- O relacionamento de confiança com sua família, foi reestabelecido?

Graças a Deus sim irmão. Mesmo com algumas discussões (algo completamente normal), minha família, no geral, confia bem mais em mim do que naquela época.

- Realiza alguma atividade física?

Estou querendo entrar na academia. Eu sempre andei muito de bicicleta, então meu shape sempre foi seco, mas pouco musculoso. Comecei a treinar calistenia, fazendo barras e paralelas na praça, já deve fazer pouco mais de um ano. Isso nunca foi problema pra mim, mas eu com certeza poderia desenvolver mais a carcaça.

- Talvez um psicólogo, para ajudar a entender algumas coisas.

Esse é o único ponto que eu discordo de você. Eu sempre detestei a ideia de psicólogo ou terapeuta, já que a maioria vai estar doutrinado pelo feminismo, progressismo e ideologias freudianas. Eu só faria sessões se fosse com terapeutas dentro do nosso meio, como o Plaiter Pontes. Mas não sinto essa necessidade agora. Talvez futuramente possa me interessar, se eu decidir largar todas as drogas de vez (mais a maconha) e ficar totalmente limpo.

Depressão, ansiedade e vontade de se churrascar

Mesmo passando por um período que eu mesmo considero de depressão profunda, nunca tive essa vontade de ir de arrasta pra cima.

Sempre gostei muito de viver, e acho que graças a minha família tive suporte pra enfrentar tudo isso.

Devo ter pensado uma duas ou três vezes em fazer merda, durante essa fase, mas passou rápido.
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#17
(10-06-2024, 10:12 PM)Matuto Paulista Escreveu: Alguém que vai tão longe assim em comportamentos destrutivos, não sai disso num piscar de olhos.
Ainda disse que "um tempo atrás", deu uma Stalkeada na piranha pra dar uma conferida. Ou seja, ainda tem apego.

Puta que pariu, é foda... kkkkkkkkkkkkkkk

O primeiro chá a gente nunca esquece.

Não tenho saudade dela, e sim daquela bunda preta gostosa. Isso sim, ainda estou superando até hoje.

Gostava de dar uns tapas bem onde ela tinha a tatuagem  Facepalm Yaoming

Que cachorra safada em...
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#18
(09-06-2024, 12:22 PM)eremita_urbano Escreveu: Pegue essas dicas que vou colocar aqui abaixo apenas como inspirações para criar um estilo de vida saudável. Você é que sabe suas necessidades:

  1. No trabalho, faça o seu, chegue no horário e muito cuidado com chefe e colegas de trabalho. Não fale de sua vida pessoal e seja político.
  2. Pegue metade do seu salário gaste com contas e a outra metade guarde. Crie um fundo com valor X, algo como um ano de salário. Depois que conseguir, comece a investir.
  3. Lei um livro de economia e finanças de cada vez. Entre nos blogs de finanças. Comece com coisa leve, livro de linguagem fácil e curto. Torne isso um hábito.
  4. Crie um vale puta. Todo mês pegue um pouco do dinheiro dos gastos e coloque num envelope. Quando tiver uns 300 ou 400, chame uma menina pra sair e abate. Preservativo sempre.
  5. Crie um vale evento. Curtir uma viagem, um show sei lá.
  6. Comece com a regra 5x2. Cinco dias da semana, só trabalhe e estude. Dois dias da semana descanse e curta a vida. Quando tu acostumar, tente a regra 6x1.
  7. Trabalhe e curta a vida intensamente. Tudo na hora certa. Assim o tempo passa e não há arrependimento.
  8. Manere no álcool e evite drogas.

Salve eremita_urbano, meu xará. Roubei o eremita do seu nick, espero que não se incomode. O crédito é seu.

Postei a continuação do relato em outro tópico, dá uma olhada lá.

Quanto aos item 1 e 2, até que estou conseguindo ir bem. Algo que me ajuda é ter a estabilidade de morar com os pais.

Depois de ter me queimado no trabalho e geral ficar sabendo que eu sou corno, estou muito mais ligeiro com isso. Não crio muita intimidade com ninguém, só interações estritamente necessárias.

Quanto ao item 3, qual obra me recomenda?

Item 4 - O vale puta é indispensável kkkkkkkkkkkkk

Item 5 - Eu estava saindo bastante há um tempo atrás, mas dei uma sossegada. Não consigo mais interagir com os matrixianos médios. Me incomoda, é tudo sempre muito repetitivo, ir pra algum lugar, botar um combo na mesa e tentar azarar algumas feinhas. Estou pensando mais em investir no shape agora, talvez até meter um ciclo, sei lá kkk

Item 6 - Estou até que seguindo essa lógica.

Item 7 e 8 - Ultimamente, quando quero ter algum momento pra aproveitar, acabo indo para a praia, sozinho mesmo, e fumando um baseado. As vezes acabo até fazendo umas barras e paralelas, chapado mesmo, ouvindo música. Até que tem sido uma brisa legal, mesmo não sendo a coisa mais saudável do mundo fumar e fazer exercício.
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#19
(09-06-2024, 04:14 PM)Minerim Escreveu: Seja bem vindo caiçara do narcofunk, uma pena a moça não ter engravidado  ou pensar que numa provavel barriga prenha o bebe poderia ser seu....

No Bostil é assim ou é Escola Militar ou Escola do NarcoFunk Woke.

Ela tomava anticoncepcional?

Gargalhada

Caiçara do narcofunk foi foda kkkkkkkkkkkk

Tomava nada mano, era só uma camisinha de vez em quando e olhe lá. Tive MUITA SORTE, considerando que ainda joguei dentro algumas vezes.

Mas eu acho que ela é estéril, pq já tinha abortado uma vez antes, e demorava pra menstruar, essas merdas...
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#20
Teu retorno confirma as impressões que levantei no comentário.

Você ainda está no meio termo entre um bom caminho com coisas construtivas, por outro lado, ainda flertando com coisas ruins.

Não vou me estender novamente, pois seria redundante.
Mas o que está claro pra mim, como falei, é que ainda está na corda bamba, não sei se você está completamente desperto para este fato.

Só não se esqueça que na vida, não é possível servir a dois senhores.

Em algum momento, algum dos lados vai sobressair, aquele que você alimentar mais.

Mas boa sorte ai.

Apenas um adendo aos leitores (principalmente aos visitantes anônimos):

Citação:- Talvez um psicólogo, para ajudar a entender algumas coisas.

Esse é o único ponto que eu discordo de você. Eu sempre detestei a ideia de psicólogo ou terapeuta, já que a maioria vai estar doutrinado pelo feminismo, progressismo e ideologias freudianas. Eu só faria sessões se fosse com terapeutas dentro do nosso meio, como o Plaiter Pontes. Mas não sinto essa necessidade agora. Talvez futuramente possa me interessar, se eu decidir largar todas as drogas de vez (mais a maconha) e ficar totalmente limpo.

Esse comentário foi apenas um pré-conceito do autor do tópico, existem sim, profissionais que podemos categorizar desta maneira.
Porém, existem outros excelentes, eu mesmo conheço um que tirou um amigo meu de uma depressão profunda! Apelidei ele de "psicólogo da Real", devido a sua metodologia. Então, se você está pensando/precisando realizar algum tratamento psicológico, não pense duas vezes. 
Apenas tenha paciência em eventualmente, encontrar um bom profissional!
"Paulistarum Terra Matter..."
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