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[RELATO] A História do Conde
#1
(Parte 1) - O Início por Conde de M. Cristo em 01 Nov 2011, 12:37
 
Caros, ilustres e honrados confrades da Real.
 
Irei lhes começar a relatar aqui como foi o meu relacionamento de quase 6 anos, no qual estava totalmente submerso na Matrix e pude sentir na própria pele todos os seus efeitos nefastos e maléficos que causam a ruína financeira/pessoal/psicológica/física na vida de um homem.
 
Bom, em 2001 eu era um típico matrixiano, romântico, em busca da “mulher ideal”, sonhava em ter um “amor pra vida toda“. E também era muito baladeiro, priorizava praticamente com exclusividade festas, viagens, amigos em detrimento aos estudos/trabalho, para desespero de meu honrado pai que vivia me dando conselhos, broncas sobre esse meu comportamento débil e fútil e eu nem lhe dava ouvidos, lhe dizia que eu “tinha que curtir a vida, pois eu era novo ainda”.

Seguia tendências, como todo matrixiano que se “preze”, tudo com o objetivo final de sempre pegar mulher. Para vocês terem uma ideia, naquela época o Forró Universitário era a grande febre do momento. Aqui em São Paulo, inclusive, no bairro de Pinheiros, era o grande reduto desse estilo musical, mais precisamente e em maior concentração na avenida Cardel Arcoverde. E eu, para me sair bem nessas baladas e pegar mulher, comecei a fazer, pasmem, aulas de forró universitário.
 
Ao final desse ano, estava mais uma vez, como em todos os anos anteriores, programado com meu primo a nossa costumeira viagem de fim de ano que sempre fazíamos para o interior de MG.
 
Era um sábado, mais precisamente dia 1° de Dezembro, voltava eu da minha aula de forró e passei na casa de um amigo meu, Vicente (nome fictício). Chegando lá, ele estava no portão junto com uma garota. O cumprimentei e ele me apresentou-a, se chamava Lívia (nome fictício), era sua nova namorada. Eu havia passado lá na intenção de marcamos alguma balada, mas vi que ele já estava “amarrado”.
 
Mesmo assim eu toquei no assunto e ele me falou que poderíamos ir sim, ele a levaria junto com ele. Lívia se manifestou e disse que chamaria uma amiga dela para ir junto, uma “tal” de Aline (nome fictício),para irem assim dois casais e eu não ficar segurando vela. Ela iria ligar para ela e chamar. Ok, achei interessante, combinamos às 21:00 hrs, já com a Aline confirmando presença para a Lívia.
 
Assim feito, conforme combinamos, voltei lá no horário combinado, a Aline já havia chegado e fomos apresentados um ao outro. Ela é loira, branca, beleza mediana, e uns 1.55m de altura, tinha 22 anos na época, fomos para o barzinho, nós quatro, em seguida. Lá chegamos, conversamos bastante, bebemos, bem animados. E, conversa vai, conversa vem, acabei ficando com a Aline.
 
Em seguida, fui deixar o Vicente e a Lívia na casa dele e em seguida iria rumar para deixar a Aline na casa dela. Mas, como eram ainda um pouco mais de meia noite a convidei para irmos para alguma balada, esticar a noite. Ela topou e fomos para um forró. Ficamos lá até as 5 da manhã e embora tivéssemos ido em uma balada dançante, ficamos a noite toda sentados, bebendo e nos beijando o tempo inteiro, nos conhecendo melhor. A esta altura estava completamente apaixonado por ela, amor a primeira vista, nossos gostos, ideias e pensamentos eram muito parecidos, batia tudo.
 
Dia seguinte, Domingo, nos ligamos e ficamos com todo aquele papo meloso, cheio de declarações um para o outro por vários minutos, mas não saímos. No dia seguinte nos falamos e combinei de buscá-la no serviço para ficarmos juntos. E assim se seguiu, durante a semana, sempre eu indo todos os dias vê- Ia.
 
No Sábado fez uma semana que no conhecíamos e eu não pensei duas vezes em oficializar nosso namoro e comprei um par de alianças prateadas de compromisso. A noite, fomos a um barzinho e lá me declarei para ela, disse que a amava e ela retribuiu. Em seguida, a pedi em namoro e coloquei a aliança no seu dedo, posteriormente ela colocando no meu.
 
Domingo, marcamos de ir ao forró e ela me pediu para que uma amiga dela, a Karina (nome fictício), fosse conosco. Fomos nós três, chegamos lá eu parei o carro e rumamos para o role.
 
Lá fora, em frente a balada, paramos em um boteco para fazer um esquenta quando surgem dois caras que abordam a Karina. Ela se afasta, começa a conversar com eles e em seguida a Karina chama a Aline lá. Ela me pede licença e vai.
 
Eu fiquei observando e pela reação deles dois e delas já ganhei qual que era a parada ali. Eram esquemas antigos em comum toda vez que elas iam para lá e eu ali estava quebrando provavelmente o da Aline. Dito e feito. Quando ela voltou, lhe coloquei na parede, ela negou de início mas depois confirmou o que eu já tinha forte suspeita, mas dizendo que não rolava mais nada e eu acabei acreditando. Enquanto isso, a Karina ficou com o outro cara.
 
Discutimos, mas em seguida ficamos de boa e entramos na balada. Dançamos um pouco e voltamos para a mesa, no qual ficamos só de amasso e beijo. Nisso rolou um clima e lhe sugeri sairmos dali para um Motel. Ela foi conversar com a Karina que não se opôs, pois iria voltar com o seu paquera.
 
Saímos do recinto e rumamos ao Motel. Iríamos ter a nossa primeira transa. No dia seguinte, Domingo, eu como bom matrixiano romanticú, lhe enviei um buquê de rosas por conta da noite que tivemos. E à noite nos vimos de novo e fomos novamente para o Motel.

Ou seja, ela começava ali o seu chá de buceta.
 
E assim se seguiu, todos os dias nos víamos, nos ligávamos, era amassos e sexo o tempo inteiro. Estávamos um grude total. Nem precisa dizer que a essa altura já tinha cancelado a viagem que faria para MG com meu primo e amigos, pois agora eu era um “homem comprometido”.
 
No final de ano, um antigo amigo do meu pai o convidou para passar as festas de fim de ano no apartamento dele no Guarujá, pois ele iria para o interior de São Paulo e lá ficaria
vazio.
 
Meu pai não quis e como eu o conhecia também, perguntei se não poderia ir com a minha namorada. Ele disse que sim na mesma hora e então combinamos todos os detalhes posteriormente. Mais tarde quando fui buscar a Aline no serviço dela, lhe contei a novidade. Ela adorou, dizendo que a empresa dela iria parar dia 23/12 e só voltaria a trabalhar novamente dia 02/01.Quer dizer, caiu como uma luva para nós dois. Combinamos todos os detalhes para irmos dia 24/12 bem cedo.
 
Mas antes disso, houve uma confraternização da empresa dela num local perto aqui de casa, que tem uma quadra de futebol, churrasqueira etc. Ela me informou que iria na festa e aquele dia ela me disse que assim que acabasse ela me ligaria para eu busca-La. Eu, bobão, perguntei a ela se eu não poderia ir para acompanha-la, mas ela não quis de jeito nenhum, disse que só podia ir quem era da empresa e isso confesso que já me deixou com a pulga atrás da orelha. Um tempo depois eu descobri que era mentira, que podia ir qualquer um e que muitos lá levaram seus pares. Ou seja, havia algum interesse ali dela, em algum cara e eu iria atrapalhar isso.
 
Mas, enfim, ela me ligou mais tarde, por volta de umas 22:00 hrs e fui busca-La. Nesse dia apenas ficamos juntos um pouco e a levei para a casa dela. No dia seguinte fomos viajar para a praia e fui buscar ela para irmos. Chegando lá, ela me pediu para descer do carro porque a mãe dela queria me conhecer. Fomos apresentados, a mãe dela se chama Luíza (nome fictício) e aí a Aline perguntou para ela se agora, depois de me conhecer, ela a deixaria viajar comigo. A mãe ficou meio pensativa, mas acabou concordando.
 
Passamos no mercado, fizemos uma boa compra e fomos para a praia passar 10 dias juntos, estávamos encarando essa viagem como uma Lua de mel. Chegamos lá, por volta de umas 11 horas da manhã e peguei a chave na portaria. Subimos, guardamos as coisas e fomos logo transar.
 
Naquele momento, pela primeira vez na minha vida, transei sem camisinha. É uma sensação indescritível, aquele contato no pêlo, uma delícia. No auge da minha empolgação, ao final da transa, abraçadinhos, declarei mais uma vez a ela, falando do meu amor e tirei a sua aliança que estava na sua mão direita e pus na sua mão esquerda, fazendo ela o mesmo comigo, nos colocando um para o outro como “marido e mulher”.
 
Durante esses 10 dias que ficamos no Guarujá, ficamos mais dentro do apartamento trepando do que na praia. Se fomos umas 3 vezes foi muito. Ou seja, tome chá de buceta concentrado. Uns dias depois ela começou a ter sintomas de gravidez.
 
Eu, cabação que era, fiquei desesperado, comecei a fazer todas as vontades dela e compramos o teste de gravidez. Obviamente que não deu nada, mas ali eu já vi as primeiras faces dela: teatralidade e dissimulação.
 
Chegou o ano novo, fomos na praia ver a virada e a queima de fogos. Ao nosso lado havia uma casal de velhinhos abraçados e ela os viu e me disse que queria que fôssemos iguais a eles, ficássemos juntos para sempre. Fizemos esse pacto ali então, com todas as juras de amor.
 
Voltamos de viagem, já era 2002 e continuamos na mesma, todos os dias nos vendo, ainda mais que eram férias da minha faculdade. No mês seguinte, se não me engano, ela foi mandada embora da empresa que trabalhava como recepcionista.
 
Ela me disse que era corte, mas desconfio que ela se envolveu em uma das inúmeras fofocas e leva e trás que ela me contava que acontecia por lá.

Numa de nossas rotineiras saídas, perguntei sobre seu pai. Ela me disse que tava brigada com ele a muitos anos, não se falavam. E eu nuca cheguei a vê-lo no tempo todo que eu estive com ela. Por outro lado fui percebendo que ela era muito ignorante, tinha mania de perseguição, achava que o mundo estava contra ela, vivia se fazendo de vítima, nunca aceitava seus erros.

Por conta disso, nesse tempo todo que estivemos juntos, era comum ela estar brigada com a mãe, irmão, avó, tios. Ou seja, por ai já podia-se prever que ela não era flor que se cheire. Mas não na cabeça de um matrixiano apaixonado.
 
Minha faculdade voltou e como estávamos acostumados a nos ver todos os dias, ela ia comigo até a facul, ficávamos juntos um pouco antes de eu entrar e depois ela pegava o ônibus e ia pra casa dela. Tudo muito lindo e maravilhoso, um conto de fadas.

Depois de um certo tempo, ela conseguiu um emprego, iria trabalhar num consultório com uma médica, seria a secretária dela. Por conta disso, não podíamos mais nos ver todos os dias e passou a ser só aos fins de semana. Mas todos os dias nos falávamos várias vezes ao dia, sempre em tom meloso e apaixonado.
 
Durante aquele ano, minha prima Valéria (nome fictício) me chamou para irmos para casa do namorado dela para comermos uma pizza, assistir uns filmes, conversar todo mundo. Eu já conhecia o namorado da minha prima, o Tomas (nome fictício),sempre conversávamos sobre futebol e ele era um cara gente fina e de bastante vivência.
 
Me contou certa vez que já foi casado e que foi traído e que após isso sua visão sobre as mulheres nunca mais foi a mesma, que namorava a minha prima mas sem aquele apego de antigamente, não criava expectativas. Pois bem, estávamos lá na sala e o celular da Aline começou a tocar.
 
Percebi que ela ficou um pouco constrangida mas atendeu, falou rápido e desligou em seguida. Dias depois, o Tomas, em uma de nossas conversas, me citou esse fato e me disse que o comportamento dela naquele momento do celular foi bastante estranho. Me disse pra eu ficar esperto com ela, porque ele via nela uma espertinha vadiazinha baladeira.
 
Eu disse a ele que não, ela era gente boa e tal. Ele me respondeu que eu tava apaixonado e não iria enxergar isso. Me desejou boa sorte. Esqueci de mencionar para vocês um detalhe. Ela morava numa periferia barra pesada aqui de São Paulo, e a casa dela era um semi-muquifo. Ou seja, eu por ser de classe média, bom padrão de vida, podia ser interesse dela em fazer com que eu a tirasse daquele lugar. Acho que esse foi o raciocínio do Tomas e mal sabia ele que anos depois se confirmariam suas suspeitas.

A essa altura ela já frequentava minha casa, dormia comigo lá todos fins de semana . Ela vivia reclamando da minha mãe, sendo que ela não fazia nada que justificasse suas reclamações. Era a mania de perseguição dela. Ela era completamente retardada ou se fazia, porque não era possível as interpretações que ela fazia do que as pessoas falavam com ela. Às vezes reclamavam de alguma coisa pessoal, nada a ver com a Aline e ela achava que era com ela. Em suma, uma louca histérica demente.
 
Teve um dia, numa Sexta-Feira que ela me pediu para deixar ela na casa da amiga, a Karina, a mesma que tinha ido no forró conosco aquela vez. Me disse que ia dormir por lá para “colocar as fofocas em dia”. A deixei lá e fui pra casa. Mais tarde e liguei para ela e ela não atendia. Depois percebi que ela tinha desligado o celular. Fiquei puto e fui lá na casa da amiga em que ela estava. Cheguei lá toquei a campainha milhares de vezes e vi que não tinha ninguém. Ou seja, ela havia mentido e tinha saído não sei pra onde com a amiga.
Responda-o
#2
Voltei para a minha casa, e no dia seguinte, assim que acordei para trabalhar eu passei por lá antes. Chegando, eu comecei a discutir com ela, que ela havia mentido para mim e tal. Nós saímos e começamos a conversar dentro do carro. Ela bateu o pé que estava sim na casa da amiga na noite passada. Só que quando eu disse que eu tinha ido lá a noite e vi que não tinha ninguém ela mudou o semblante, começou a chorar, falando que eu não acreditava nela. Eu insisti, bati o pé mesmo assim e ela me disse que tinha ido com a amiga e mãe dela ao Bingo. Não acreditei muito mas acabei relevando isso e fomos em frente.
 
No dia dos namorados daquele ano, quis fazer uma surpresa a ela e paguei uma diária em um motel caríssimo aqui em São Paulo. Ela gostou da ideia, fomos para lá, levamos uns lanches para comermos. Chegando lá, começamos o sexo, tava bom e tal. De repente, de forma estranha, ela pede pra parar pois, segundo ela, tava sentindo dores, não tava passando bem. Daí em diante ela ficou deitada, dormimos um pouco, comemos depois mas não rolou mais nada. Ainda tentei depois, mas ela não quis. Ou seja, foi uma frustração esse dia.
 
E assim foi indo ano adentro, fins de semana em casa, sexo garantido. De vez em quando um passeio básico. Mas ficávamos mais tempo no meu quarto, em casa.
 
Virada de ano ficamos em São Paulo mesmo, meus pais fizeram um churrasco e foi bem legal.
 
Chegamos a 2003 e continuava na mesma o nosso namoro. Percebi que todas as amigas delas eram ou foram vadia baladeiras ou estava envolvidas com cafas/marginais. E, é aquela história, me diga com quem tu andas que direi quem você é.
 
No transcorrer desse ano, não me lembro de nada relevante que possa lembrar. Ela continuava no seu emprego, eu estava no meu terceiro ano de faculdade. O que era sempre constante eram as brigas dela com a mãe e/ou avó. Sempre rolava essas brigas e ela me ligava, se vitimizando, lógico, me contando tudo. No final daquele ano fomos para um hotel fazenda no interior de São Paulo. Ficamos lá por uma semana, mais ou menos, e foi muito bacana, não posso negar, cheio de amor e sexo totoso.
 
Em 2004, era meu último ano de faculdade. Naquela altura, estávamos com três anos de namoro. Ela ganhou um cachorro da minha mãe e deu o nome dele de Benny (nome fictício). Ela sempre foi apaixonada por cães e por conta disso tratava o Benny como um filho, uma criança. Gastava parte de seu salário com rações, brinquedos e demais futilidades com ele. Me fazia ir em pet shops com ela para isso.
 
A esta altura eu havia engordado bastante. No começo do namoro, eu estava com 92 kg. Três anos depois tinha engordado mais de 20 kg. Uma vergonha, comodismo e relaxo imensos. Bom, comecei a fazer dieta e academia. Perdi uns 15 kgs, fiquei magrinho de novo. Ela vivia me dizendo que sempre gostou de caras gordinhos, não ligava pra isso. Mas, pelo que pude ver de seus namorados anteriores, nenhum deles era gordo, pelo contrário. Acho que ela me dizia isso para eu engordar, ficar feio e não chamar a tenção de nenhuma outra garota. Outra face descoberta dela, o egoísmo e a falsidade.
 
Bom comecei a fazer estágio em uma escola particular. Tinha uma estagiaria, a Gisele, junto comigo e começamos a criar afinidades. Logo, fiquei afim dela e passei a ter um comportamento mais frio com a Aline. Ela percebeu isso, me pôs na parede um dia dizendo que desde que eu comecei a fazer o estágio tinha mudado o comportamento e eu lhe disse que se ela quisesse podíamos terminar o namoro ali, se eu não estava a agradando. Ela começou a chorar copiosamente e eu fiquei com dó e não quis terminar. Mas com relação a Gisele, não rolou nada.
 
Ao fim daquele ano eu estava bem mais apaixonado pela Aline e comecei a pensar seriamente em nos casarmos. Então, para levar isso adiante eu precisava de um emprego que me desse uma segurança legal.
 
Foi então que eu resolvi montar uma loja com algumas economias que eu tinha, mais uma força que meu pai me deu também. Antes, fomos passar o final de ano novamente no hotel fazenda do ano anterior, só que dessa vez com uma novidade insólita: ela bateu o pé e levou o Benny junto.
 
Nem preciso dizer que foi uma merda, pois atrapalhou muitas vezes eu de transar com ela, tive que dividir a atenção dela com ele, fora que ela me pedia para passear com ele de manhã e o monte de pêlos que ele soltava, discutimos algumas vezes. Uma bosta! Mas mesmo assim estava empolgado com o ano de 2005 que viria, a frente de meu próprio negócio, vislumbrando com isso me casar com o “grande amor” da minha vida. Mal sabia que seria o começo do grande inferno e ruína que se tornaria a minha vida a partir daquele ano.
Responda-o
#3
(Parte 2) -A Decadência por Conde de M. Cristo em 03 Nov 2011, 13:17

Início de 2005, começo em meu novo negócio. Contratei dois funcionários, uma moça para ficar no caixa e um cara que seria atendente. Foram duas pessoas que já conhecia de longa data e me passavam muita confiança. Mais tarde, iria ter uma grande decepção e dor de cabeça com um deles.

Pois bem, trabalhava em ritmo forte, exaustivo, todos os dias, por volta de 12-14 horas. Não vou negar que nesse início eu tinha um bom retorno financeiro mas estava sendo muito cansativo e estressante.

A Aline novamente estava desempregada, tinha saído do consultório. Sendo assim, eu a estava ajudando em algumas despesas dela pessoais. Ela começou a mostrar outra face dela, o comodismo e a preguiça. A vagabunda ao invés de, um dia após ter sido demitida já correr atrás de emprego, ficava na casa dela sem fazer porra nenhuma, esperando cair um emprego do céu no seu colo.

Mas, pior que, do nada, após um contato de uma amiga dela, ela conseguiu um emprego em uma cooperativa, ela seria recepcionista. Ela era uma gastadora compulsiva, pois além de gastar com suas futilidades, tinha também os gastos inúteis do cachorro (o Benny).Torrava toda o salário e mais a grana do vale transporte/vale refeição. E o pior é que ela não ajudava em nada dentro da casa dela, pelo contrário, vivia reclamando da mãe/avó dela, claramente sem motivo, e isso porque elas a ajudavam.

Nem precisa lhes dizer para quem sobrou dar o dinheiro da passagem e alimentação para ela, não é? Isso, EU mesmo. Inclusive teve uns dias em que ela iria sair tarde para almoçar e perto do serviço dela os restaurantes a essa hora não estavam mais servindo almoço. E ela, sem a menor cerimônia, me pediu e eu saía do meu comércio e ia levar marmitex até lá para ela por vários dias, isso mesmo. Saía aqui da Zona Sul de SP para levar rango para ela lá na Liberdade. Eu estava completamente cego e ela cada vez mais colocando as manguinhas de fora e me fazendo comer em sua mão.

Continuávamos na mesma rotina, só que agora, devido ao meu ritmo na loja, praticamente não saíamos mais, eram raros esses momentos, passando os fins de semana em casa vendo filmes e transando apenas. Já havia engordado tudo de novo o que havia perdido no ano anterior e mais um pouco, por conta do meu trabalho e acomodação/relaxo de minha parte. Tava bem gordo mesmo. E assim se seguiu até Junho daquele ano. No dia dos namorados, fomos a um barzinho, o mesmo em que a tinha pedido em namoro e dado a aliança de compromisso. Estava passando um jogo no telão, Corinthians x River Plate pela Libertadores e o local estava cheio. Nisso, na mesa ao lado da nossa tinha uma turma com umas garotas histéricas, que gritavam e berravam o tempo todo. Aquilo estava me deixando nervoso e logo a Aline percebeu, mas ao jeito dela. Me perguntou se eu estava olhando para as garotas. Eu lhe disse que elas estavam me incomodando com todo aquela gritaria desnecessária. Mas, mesmo assim, ainda discutimos de leve um pouco, ficamos mais um pouco ali e fomos embora. Chegando em casa ela me fez uma surpresinha, vestida com uma lingerie diferente, transamos rapidamente, e eu por estar muito cansado, dormi em seguida.

No dia seguinte nós acordamos e ela estava diferente. Se arrumou rapidamente e eu fui levar ela ao seu serviço, como sempre fazia às Segundas-Feiras. Ela estava muito mal humorada, reclamando que meus pais não gostavam dela, que ela não estava gostando muito desse negócio de todo o final de semana ficar na minha casa. Eu lhe disse que não tinha nada a ver, meu pais gostavam dela sim (em partes, pois eles me diziam que não gostava muito do jeito dela, para eu ter cuidado e ficar esperto) e que eu iria me esforçar para podermos sair mais. Na verdade eu tinha muito medo de perde-la, maquiava situações, fazia vistas grossas para outras. O meu apego a ela cada dia mais era maior, por isso que eu fazia todas as suas vontades, a mimava desse jeito, movido por esse sentimento débil que eu tinha. A deixei no seu trabalho e fui para o meu em seguida.

Mas ela durou muito pouco nesse emprego, acho que uns três meses apenas, por ela estar insatisfeita com o mesmo e de certa forma com razão. Só que, antes dela pedir as contas, começou a ver outro serviço. Acabou encontrando um de operadora de telemarketing. Com o novo emprego garantido, ela pediu demissão na cooperativa e seguiu rumo a sua nova ocupação.

Fiquei muito feliz por ela ter conseguido, ainda mais que ganharia melhor, teria uma série de benefícios e carga horária menor. Mal sabia eu que seria o começo de minha ruína financeira e psicológica e a faria mudar completamente de comportamento.

O prédio em que ela começou a trabalhar como operadora de telemarketing se localizava próximo do antigo emprego, também na Liberdade. Ela, antes, fez o treinamento que durou, se não me engano, uma semana. Eu ia levar e buscar ela todos esses dias. Depois ela começou a trabalhar. Um dos benefícios que ela tinha disponível era fazer uma faculdade dentro do próprio prédio em que trabalhava, graças a uma parceria da empresa com uma faculdade bem conhecida. E assim ela fez, começou a fazer a faculdade que seria após ela sair do seu expediente, se não me engano, das 19:00 até as 22:00. Como eu só a buscava lá nas sextas-feiras e de vez em quando durante a semana, era comum ela chegar em casa quase meia noite.

Ela estava bem feliz e satisfeita com o novo emprego, embora o ritmo dela estivesse bem puxado. Me falava das novas amizades que havia feito, em especial uma garota, de nome Andréia (nome fictício) que era outra vadia baladeira pinguça e que vivia sofrendo por conta de um Cafa.
*Observação: Lembrando que telemarketing é o maior antro de concentração de vadias, pederastas e cafas por m². Se alguém aqui estiver namorando ou for namorar uma garota que trabalha nesse meio, fiquem bem alertas com ela, com os dois pés atrás. Ou simplesmente comam e caiam fora, não assumam compromisso com vadias desse meio, pois a chance de chifres é de praticamente 100%.

Com o tempo ela começou a de vez em quando, durante a semana, entre segunda e quinta(quando não eram os dias de estarmos juntos), a freqüentar alguns happy hours da empresa e da faculdade. Eu não me opunha, pois sempre fazia o mesmo com meus amigos durante a semana, sempre depois do meu expediente saía para algum boteco para tomar umas com eles. Só que depois, teve algumas sextas em que ela ficava bebendo com as amigas ou com a Andréia e iria por conta própria para minha casa ou me ligava para busca-La. Teve um dia que ela saiu mais cedo, foi tomar umas com a Andréia e chegou na minha loja antes de eu fechar. Ela estava um pouco bêbada, fiquei puto com ela por causa disso, a empurrei para fora da loja e a mandei embora pra casa dela. Ela saiu chorando e foi para o ponto de ônibus. Fiquei angustiado e arrependido por ter feito isso. Fechei a loja e a vi no ponto ainda. Fui lá e pedi desculpas a ela por a ter tratado mal. Ela me falou um monte, me chamou de insensível, grosso, mal educado. Aceitei tudo, ela me desculpou e fomos para a minha casa, e, obviamente, não teve sexo.

Com o tempo eu comecei a perceber que ela estava mais fria e distante comigo. O sexo já não era mais o mesmo, tanto na quantidade como na qualidade. Se antes transávamos na sexta, sábado e domingo, agora eram dois ou apenas um desses dias. Ela inventava motivos diversos como problemas no útero, dor de cabeça, intestino preso, cansaço para não transarmos.

Eu já estava ficando preocupado com isso. Pensei em o que eu deveria fazer para melhorar aquela situação. Comecei a ser mais romântico com ela. Lhe mandei tele-mensagens, mandava buquês de rosas gigantes e caríssimos. Lhe dava bombons e bichos de pelúcia. Comecei a fazer visitas surpresas a ela no serviço, na intenção de agradar, mostrar que queria vê-la, estar ao lado dela. Percebi que quando fazia isso, a visita surpresa, ela não gostava muito mas disfarçava. Teve um dia que ela não disfarçou sua raiva, me disse que quando eu fosse lá que a avisasse pois ela poderia ter marcado alguma coisa com as amigas e eu iria acabar voltando sozinho. E foi o que acabou acontecendo. Teve um dia em que ela me ligou pela manhã, conversamos normal, o de praxe. No meio da conversa ela me disse que estava com muita vontade de comer um bolo de chocolate bem recheado/cobertura.

Aí, nesse momento, acendeu a lâmpada na minha cabeça. Tive a “brilhante” ideia de comprar um bolo assim, mas não em padaria e sim naquelas docerias caríssimas em que um brigadeiro pequeno custa R$ 10,00. Acho que paguei no bolo inteiro uns R$ 50,00 e fui lá, novamente de surpresa levar a ela o bolo. Quando ela saiu, estava junta com a Andréia que eu já havia conhecido. As cumprimentei e percebi a cara de bunda das duas. A Aline me chamou de canto e me perguntou o que que eu estava fazendo ali sem avisá-la, sendo que ela havia me avisado sobre isso, ela estava indo na casa da Andréia e não poderia sair comigo. Eu, bem sem graça, chateado e murcho lhe disse que fui levar o bolo para ela, no qual ela havia me dito que estava com vontade de comer. Ela ficou sem graça e acho que com pena de mim, me deu um beijo e falou que não precisava se incomodar e aquela coisa toda. A amiga dela já estava a apressando, ela pegou o bolo, me deu um beijo, se despediu de mim e foi com a Andréia.

Naquele dia voltei para casa muito chateado, triste, quase chorando dirigindo, semelhante aquela cena final daquele filme “O último americano virgem” por conta dela me tratar assim feito um lixo, sendo que eu estava fazendo de tudo por ela, sendo bom, prestativo, carinhoso, fiel e romântico. Não estava entendendo mais nada, minha cabeça estava completamente confusa com tudo aquilo que ela estava fazendo, essa mudança brusca de comportamento. Não sabia mais o que fazer.
 
Bom, seguindo o relato, dias depois ela me disse que a Andréia iria fazer uma tatuagem e que ela iria aproveitar e fazer uma também. Eu fiquei meio contrariado, mas não demonstrei isso a ela com medo de sua reação e lhe apoiei a fazer. O problema é que era longe pra cacete o local do estúdio, se não me engano era em Pirituba e no dia seguinte, cedinho, umas 7:00 hrs, eu fui as levar lá. Demorei a achar o local, naquela época não existia GPS e tive que me virar com o guia mesmo. Mas, enfim, encontrei o local e as deixei lá.

Ela me disse que assim que estivesse pronta a tattoo, me ligaria para buscá-La. Fui dali imediatamente para a minha loja. Passou o dia inteiro e nada dela ligar. Um pouco antes de eu fechar a loja, por volta de umas 21:00 hrs, eu resolvi ligar para ela. Me disse que a tattoo da amiga dela estava feita e que estava acabando a dela agora, mas que eu poderia já ir pra lá. E assim eu fiz, do trabalho fui de novo até aquele fim de mundo. Saí da loja umas 21:00 e cheguei lá pouco mais das 22:00.

Quando entrei no estúdio estava ainda sendo feito a sua, no ombro, um desenho não muito grande. Como estava cansado, lhe disse que iria esperar no carro. Acabei dormindo e acordei, pouco depois, com ela batendo no vidro para irmos. Nisso já eram mais de meia noite e,primeiramente, fui deixar a amiga dela na Zona Leste. Em seguida ela me pediu para passarmos em uma farmácia para comprar aquelas pomadas que passam na Tattoo. Fui, comprei e rumamos para a minha casa. Chegamos em casa eu ainda tentei, mesmo cansadão, fazer sexo com ela, mas ela prontamente se negou com a desculpa que a Tattoo estava doendo e ela estava indisposta.
 
Nisso já era fim de ano. Estava muito apertado na minha loja, algumas contas estava pagando com atraso. Fiz muitas besteiras por conta de querer agradar ela, como trocar de carro apenas para ter um melhor mesmo sem ter condições para isso, gastava com presentes e demais mimos com ela. Mas também porque o meu funcionário que era atendente estava me sacaneando desviando mercadorias. E não foi pouco. Só fui descobri todo o esquema dele bem depois, quando ele já tinha me pedido as contas e ido embora de São Paulo. Me rendeu um prejuízo aproximado de uns R$ 15 mil. O pior que eu não tinha como provar, embora eu tivesse certeza quando fui fazer o balanço das mercadorias e muitas quantidades não batiam, sempre faltava. Estava para entregar o ponto e comecei a ver outras coisas.
 
Mas o pior para mim nem seria isso. A Aline estava ultimamente com o comportamento cada vez mais estranho. Evitava a todo custo fazer sexo comigo e quando o fazia era de forma rápida e de má vontade. Os nossos fim de semanas juntos foram drasticamente reduzidos. Se antes ficávamos de Sexta até Segunda de manhã juntos, ultimamente estava sendo Sábado a noite até Domingo a noite. E ela começou a sair com as amigas praticamente toda quinta e sexta, para desespero meu que ligava em seu celular e estava sempre desligado. Ligava para a casa da mãe dela que ficava chateada com a situação e não sabia onde ela estava. Sempre estava chegando por volta de 1:30 da manhã nesses dias.
 
E eu achando que estava tudo bem, que ela tinha que sair com as amigas e eu sair com meu amigos. Achava que essa fase ruim nossa era passageira, que o amor que a gente sentia um pelo outro era grande e iria superar essa crise. Ledo engano, quão bobo, trouxa, otário e ingênuo eu era.
 
Um dia a situação se tornou insustentável e, num sábado que ela não quis vir para casa eu liguei para ela tirando satisfações, perguntando o que estava acontecendo. Ela, então me disse que não dava mais, que ela queria ficar um tempo sozinha, que eu estava sufocando ela. Entrei em desespero, quase chorando, pedi a ela para que não terminássemos, que eu iria melhorar, não iria ser tão grudento, que iria respeitar mais a vida pessoal dela, que iria fazer de tudo para que em breve fôssemos morar juntos, que ela me desse mais uma chance. De tanto eu insistir ela acabou voltando atrás e não terminamos. Muito tempo depois eu iria me arrepender amargamente de não ter terminado tudo ali e recomeçado minha vida, que ali o destino estava me dando uma grande chance oportunidade de sair daquela merda toda mas não consegui enxergar isso naquele dia. Teria me poupado muito tempo, dinheiro e sofrimento.
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#4
Nisso, empurrando com a barriga, passamos o fim de ano juntos, na minha casa, com meus pais. Diferente de outros anos, meus pais já não tinham a mesma empolgação com a Aline, acho que já percebendo a forma que ela me tratava e eu não enxergava. Minha mãe fez um jantar, comemos. Subimos para o meu quarto e deitamos na cama e em seguida transamos, mas, mesmo assim ela estava se comportando de uma forma muito diferente.

Ela estava triste, distante, fria. Em seguida, mais tarde, depois da meia noite e virada de ano, apareceram lá em casa o Vicente e a Lívia. Ficamos nós quatro lá fora conversando e de repente as duas se afastaram de nós, eu e o Vicente, para, segundo ela, “falar de assuntos de mulheres”. Não engoli essa e embora não estivesse ouvido o teor da conversa, percebi que nesse angu tinha caroço.

Chegamos a 2006 e eu tinha passado o meu ponto comercial para frente. Dias depois apareceu uma ótima chance que um amigo de meu pai estava propondo. Um ponto em um local excelente, uma área nobre de SP por um aluguel bem baixo. Isso ele fez por conta de que os anteriores ele cobrou um valor alto e sempre acabava tomando calote e falindo o ponto. Ele só o fez pra mim pela amizade de muitos anos com meu pai, pela confiança.

E assim eu iniciava na outra loja, com um funcionário apenas que contratei, um rapaz novo, de uns 19 anos, sem experiência anterior, mas muito esforçado, correto, com interesse em aprender e que me ajudou muito por lá. E assim se seguiu.  Consegui em alguns meses sanar o prejuízo que tive na loja anterior e comecei a levantar bem o ponto, deixando bem repleto de mercadorias, sem deixar faltar nada, o tornando, em pouco tempo, um dos melhores da região.

Voltando ao meu relacionamento, a Aline continuava com o seu comportamento. Um dia, ela foi até a minha loja esperar eu fechar porque iríamos sair junto com o Vicente e a Lívia para um barzinho. De repente, lá na loja o celular dela toca. Era a Andréia, a sua amiga do serviço. No meio da conversa eu escuto ela dizer para a Andréia: “Ah, tá indo, né amiga, você sabe como que é isso. Eu olho assim, não tem nada a ver. Mas não sei te explicar, mas é forte, do balacobaco!”

Ali eu fiquei alerta e percebi que tinha outro na jogada, foi nítido que ela estava se referindo a algum cara que ela estava saindo. Tirei satisfação com ela, ela disse que não era nada demais, que eu era muito desconfiado e ciumento, não tinha nada a ver.

Eu estava puto da vida com aquilo, por mais que ela explicasse e jogasse a culpa em mim, eu não tirei da cabeça que ela estava com outro. Fechei a loja, fomos buscar o Vicente mais a Lívia e chegamos ao barzinho. Eu mudei meu comportamento com ela, estava agressivo, fumava um cigarro atrás do outro, bebi pra cacete, tomei todas. Além de palavras agressivas, comecei a jogar indiretas nela. Teve uma hora que ela foi ao banheiro com a Lívia e o Vicente me perguntou porque eu estava assim tão diferente e revoltado.

Eu disse a ele que o meu problema era com a Aline apenas, que ele e a Lívia não tinham nada a ver com aquilo, pedi até desculpas a ele por conta disso. Na hora de voltar para casa, voltei dirigindo que nem um imbecil retardado, em alta velocidade e dando freadas bruscas, tudo isso para expressar a ela minha revolta com tudo aquilo que ela estava fazendo. Ela já estava chorando muito a essa altura, não esboçava nenhuma reação. Meu amigo no banco de trás me pedia para ir mais devagar enquanto a Lívia tentava acalmar a Aline. Quando chegamos na casa do Vicente, onde ele iria ficar com a Lívia, a Aline desceu do carro, tirou a aliança do seu dedo e jogou no chão, dizendo que eu era um louco, que ela não gostou nada de eu ter feito aquilo e que estava tudo terminado entre nós, de forma definitiva. Fui pra casa chorando, arrependido do que tinha feito e fui dormir.

No dia seguinte, tentei entrar em contato com ela mas não consegui. Liguei então para o Vicente perguntando sobre ela. Ele me disse que não ficaram ali, que ela foi dormir na casa da Lívia e que estava lá. Liguei para a Lívia e ela me disse que a Aline não estava mais lá, tinha ido para a casa dela e que não queria falar comigo. Entrei em desespero, liguei na casa dela e a avó disse que ela não estava. Desisti e a noite, quando fechei a loja, passei na casa do Vicente. Lhe disse tudo o que estava acontecendo entre eu e a Aline, que não estava entendo tudo aquilo, que a minha reação na noite anterior foi meio que uma revolta com tudo isso.

Ele então me abriu o jogo. Me disse que a Lívia tinha lhe dito que a Aline estava ficando com um cara da empresa dela já fazia alguns meses já. E que ela estava totalmente apaixonada pelo cara, que estava chateada por ele não largar a noiva que ele tinha para ficar com ela. Ela era apenas um caso dele, um rolo, uma amante. Mas ela estava disposta a fazer tudo para que ele ficasse com ela. Até para simpatias/magias de amor ela estava apelando. E ele me disse que ela estava ainda comigo por conta de, caso não dar certo o lance dela com o amante ela me ter como carta na manga. Ela me via como uma espécie de "porto seguro".

Aquilo tudo caiu como uma bomba na minha cabeça. Agora eu pude entender tudo o que estava acontecendo, todas as minhas dúvidas anteriores estava sanada com essa revelação que o Vicente me fez. Por isso ela estava fria e distante comigo, me dando migalhas de sexo e atenção e com muita má vontade ainda. Por isso ela chegava tarde de seus “happy hours”, desligava o celular durante a semana, se irritava a toa comigo. Era sobre ele que ela se referiu ao telefone naquele dia, na minha loja, com a Andréia. Enfim, a partir daquele momento, tudo começou a fazer sentido, as peças do quebra-cabeça se encaixaram todas na minha cabeça.

No dia seguinte tentei ligar para ela e não em atendeu.  Liguei para a mãe dela, e ela me disse que ela tinha ido para o trabalho e que de lá iria para a casa da Lívia dormir por lá. A noite quando fechei a loja, fui na casa da Lívia e a Aline estava lá. Chamei ela e fomos conversar dentro do carro. Lhe tirei satisfações, lhe disse que já sabia de tudo. Ela começou a chorar e disse que a culpa era minha, que o nosso namoro havia caído na rotina, que não aguentava mais ir para casa de meus pais, que eu estava trabalhando demais e vivia cansado, que eu não lhe dava mais atenção. E que definitivamente estava tudo acabado, que ela iria viver a vida dela.

Eu,  resignado e triste com tudo aquilo, fui embora para casa, sem rumo e perdido na minha vida com toda aquela desilusão. Me perguntava onde eu havia errado, me julguei um merda por achar que não tinha sido homem suficiente com ela e que por isso ela se interessou por outro. Ou seja, estava assumindo uma culpa que não era e nunca foi minha. Estava totalmente submerso na Matrix, com uma bigorna amarrada em cada perna.
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#5
(Parte 3)-Cavando no Fundo do Poço
por Conde de M. Cristo em 08 Nov 2011, 00:59

Bom, ainda no começo de 2006,depois de ter descoberto tudo que a Aline me fez, lhe tirado satisfações e ela acabar assumindo que o fez e invertendo a culpa de tudo para cima de mim, eu,  paspalhão matrixiano ao quadrado assumi essa culpa e estava me achando um bosta, fracassado, que não fui homem suficiente com ela, não lhe dei a devida atenção. Enfim, estava arrasado e amargurado.
Os primeiros dias após isso se seguiram de forma arrastada. Não tinha ânimo para trabalhar, ia a pulso/a força por que tinha que ir mesmo. Não dormia esses dias mais no meu quarto pois nele tinha a cama de casal em que passávamos juntos os fins de semana e me remetia a lembranças dela, estava dormindo no quarto do meu irmão.

A essa altura, obviamente meus pais já sabiam de tudo, mesmo porque nem se quisesse não conseguiria disfarçar.
Dias depois, uns três dias eu acho, eis que ela me liga, de manhã na minha loja. Era um Domingo. Me perguntou como eu estava e aquela coisa toda. Lhe disse que estava indo, me recuperando, mas que ia ficar bem. Ela me disse que estava muito chateada com toda aquela situação, que não esperava que tomasse esse rumo. Que estava com saudades, que viu que ainda gostava muito de mim, que me amava. Nisso eu lhe fui recíproco, disse que estava com muita saudade, a amava muito também. Que tinha refletido sobre tudo o que tinha acontecido e que concluí que não estava sendo um bom namorado ultimamente com ela, não a estava valorizando como deveria, deixei a relação cair na rotina. Ela me disse para nos encontrarmos à noite naquele dia para conversarmos. Ela me disse que estava na casa de uma amiga, que quando ela voltasse iria descer em uma estação de Metrô e lá nos encontraríamos.

Bom, se passou o Domingo, fechei a loja, passei em casa e tomei um banho, me arrumei e fui lá buscá-la. Cheguei na estação e lá estava ela me esperando. Ela entrou no carro e nos abraçamos e nos beijamos, falando da saudade que estávamos um do outro. Parti para irmos a algum barzinho. Ela me pediu para passarmos no shopping pois ela queria ir numa loja trocar um cartão presente que tinha ganho no serviço. Nesse meio tempo, no caminho conversamos algumas coisas. Eu, bestão, na esperança de voltarmos novamente
lhe perguntei sobre o outro cara, se ela ainda estava com ele. Ela me disse que tinha saído com ele uns dias atrás, mas era uma relação sem futuro, ele tinha a noiva e ele deixou bem claro a ela que não largaria dela.

Chegamos fomos numa livraria e lá ela ficou o tempo todo na parte de livros esotéricos. Teve um que ela se interessou,  se não me engano se chamava “Encantamentos de Amor” ou algo assim. Só para frisar, ela acredita muito em coisas esotéricas, feitiços, simpatias, macumbas e toda essas merdas inúteis.

Ela decidiu levar esse livro. Pensei comigo: “Caralho, se ela está levando esse livro é porque ela pensa em fazer algum tipo de magia para tentar separar o cara da noiva, na esperança dela ficar com ele. ”

Saímos dali, fomos a um boteco e tomamos umas cervejas. Ficamos ali mais ou menos 1 hora.
Nesse tempo lhe perguntei o porque do livro. Ela disfarçou e me disse que era para ter mais sorte no amor e tal. Demos uns beijos, uns amassos. Ela me disse que não queria dormir aquela noite na casa dela pois tinha discutido com a mãe e não queria vê-la naquele momento. Lhe sugeri irmos a um Motel. Ela me disse que tudo bem, mas que não iria rolar nada, que ela estava cansada e chateada/sem clima com tudo o que havia acontecido. Eu disse que tudo bem e fomos. Na verdade eu,  otário, concordei mesmo ela falando isso na esperança de ao chegar lá e ficarmos a sós acabasse rolando alguma coisa. Errado!

Chegamos lá, tiramos as roupas, ela ficou só de calcinha e sutiã e eu só de cueca e camiseta. Deitamos na cama e liguei a TV. Comecei a querer beijá-la e tal e ela se levantou disfarçadamente e foi ao banheiro. Voltou,  pegou o livro da bolsa e começou a ler. Eu a chamei para deitarmos juntos, ela pediu para eu a esperar que ela estava dando uma olhada no livro, que já ia. Nisso, fiquei assistindo a TV e como estava cansado acabei pegando no sono e dormi. Acordamos no dia seguinte, estava chateado e constrangido com aquela situação. Ir para o motel, ficar seminus os dois e não rolar nada foi demais, me senti sem bolas e pinto naquele momento. Fui deixá-la em sua casa e fui para a minha loja.

A semana se seguiu, nos falávamos todos os dias pelo telefone. Óbvio que era eu quem mais ligava. Eu pus na minha cabeça naquele momento que eu deveria lutar por ela, reconquistá-la a qualquer custo, acreditava que o amor seria maior que qualquer problema e superaria tudo. Queria vê-la no fim de semana. Combinamos de sair no Sábado. Chegado o dia, fechei a loja e fui buscá-la. Saímos, fomos a uma balada de rock em pinheiros. Na volta, fomos ao motel. Diferente da vez anterior, ela estava toda fogosa comigo desta vez.

Chegamos lá, entre beijos e amassos, ela viu na cabeceira da cama aquelas fantasias que os motéis costumam colocar para que o freguês possa comprar. Tinha uma de enfermeira, ela me pediu para comprar para ela, pois me faria uma surpresa naquele momento. Falei para ela abrir então e vesti-la. Ela pegou,  foi ao banheiro, tomou um banho e pôs a roupinha de enfermeira. Detalhe é que ela passou um perfume daqueles que vendem em Sex-Shop, que promete deixar o parceiro " fortemente atraído". Saiu de lá pronta e começou a fazer a brincadeira em cima da personagem da roupinha. Enfim, ela se portou de uma maneira comigo naquele dia que jamais ela se portou.  Ela estava tal qual uma puta, me deu sexo selvagem gostoso a noite toda, fizemos coisas aquele dia que não tínhamos feito em mais de 3 anos de namoro. Realmente ela estava muito diferente. Acordamos, ela levou a roupinha para ela, a deixei na sua casa e eu fui para a minha loja, todo feliz pela noite que eu tinha tido.

Durante a semana, teve um dia, acho que era uma quarta-feira, que ela me ligou e pediu para buscá-la no trabalho quando eu fechasse a loja para a gente tomar umas. Topei e à noite eu fechei a loja e fui me encontrar com ela. Estávamos no barzinho, conversando, quando ela me perguntou o que eu havia achado dela no dia que fomos no Motel. Eu lhe disse que foi ótimo, muito bom, ela fez tudo o que um homem gosta que uma mulher faça para ele. Ela me perguntou se eu não achei que ela tinha se portado como uma vagabunda, se não passaria a impressão que ela era uma puta se eu não a conhecesse. Eu disse que não, nada a ver. Mas perguntei a ela o porque dela estar falando sobre aquilo, fazendo essas perguntas. Ela me disse que havia comentado com umas amigas no seu trabalho a respeito e uma delas lhe disse que isso que ela havia feito comigo no motel passa uma imagem de uma mulher vulgar, vadia. Por isso ela estava me perguntando.

Mudamos de assunto, ficamos mais um pouco e fomos embora. Mas aquilo acabou ficando na minha cabeça, o fato dela fazer aquelas perguntas. Combinamos de sairmos na sexta ou no sábado do fim de semana que viria.

Chegou sexta feira e tentei ligar no seu celular. Estava desligado. Tentei várias vezes e fiquei desesperado. Liguei na casa dela e a mãe me disse que ela havia viajado com umas amigas, iria passar o fim de semana fora. Quer dizer, ali eu me senti um lixo, pois ela nem deu bola pelo fato de ter termos combinado de sair no fim de semana e simplesmente sumiu sem dar satisfação. Fiquei o fim de semana todo tentando ligar para ela mas sempre dava caixa postal. Fiquei muito angustiado com tudo aquilo, estava totalmente perdido, cego, afogado nos meus sentimentos.

Na segunda-feira ela me ligou.  Estava com um tom mais agressivo, reclamando comigo que fiquei ligando o fim de semana todo atrás dela sendo que não tínhamos mais nada. Disse que só queria vê-la apenas e lhe perguntei onde ela tinha ido viajar. Ela disse que na verdade não tinha ido viajar, mentiu para a mãe dela. Na verdade ela passou o fim de semana com o outro cara que ela havia se envolvido, na casa dele, que ele tinha brigado com a noiva e ela foi lá ficar com ele.

Fiquei abismado em ela me dizer tudo aquilo com aquela naturalidade, mas fiquei firme e não deixei transparecer isso a ela. Conduzi a ligação normalmente, desliguei. Depois eu juntei as peças do quebra-cabeça e me lembrei da transa que ela teve comigo no motel de forma incomum, me fez comprar a roupinha de enfermeira caríssima e depois me veio com aquelas perguntas quando saímos durante a semana no barzinho. Ela me usou como uma espécie de cobaia, fui um simples treino para ela ver a melhor forma de dar para o outro cara, sendo que ainda ela usou essa roupinha que EU paguei para dar para outro, vadia, filha da puta! Fiquei muito chateado com aquilo, fiquei imaginando que ela ficou o fim de semana todo dando pro Cafa, nem lembrando que eu existisse enquanto eu ficava ligando para ela que nem um otário.

Pus na minha cabeça naquele momento que não iria mais procurá-la, que ia tentar esquecer ela. Tive uma ideia, então. Faltava uma semana para o carnaval e resolvi fazer uma viagem para tentar dar uma limpada na cabeça, uma espairecida em tudo aquilo. Resolvi ir para uma cidade do interior da Bahia passar uns dias por lá.
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#6
Fui para lá, fiquei por uma semana. Nesse período eu caí em tentação e liguei para a Aline algumas vezes. E foi lá que, por curiosidade em ver o Orkut da Aline, que criei a minha conta. Acabei vendo a foto do cara que ela estava ficando. Era um sujeito extremamente magrelo, japonês e com cara de Mano Vida Loka. Ao ver a foto daquele cara me senti mais lixo ainda. Ser trocado por um imbecil daquele, puta que pariu.  Minhas bolas quase caíram naquele momento.

Voltei de viagem e em seguida procurei a Aline. Liguei para ela e percebi que estava chateada. Lhe perguntei o que houve e ela me disse que tinha pedido as contas lá no seu trabalho, no telemarketing. Segundo ela, houve um desentendimento com uma supervisora de lá e ela não queria mais se submeter as ordens dela. Pediu pra sair, então.

Com isso, minhas esperanças se renovaram. Seria mais um ingrediente para continuar a alimentar as minhas esperanças de reconquistá-la. Segundo a minha lógica na época, ela estando longe das amigas vadias que fizeram a cabeça dela e do cara que ela estava envolvida, ela voltaria a ser comigo como era antes e posteriormente voltaria para mim.

Chamei ela para sairmos, nos rever após eu voltar de viagem. Ela topou.  Passei na casa dela a noite, a peguei e fomos para um barzinho tomar umas. Ela estava muito chateada por ter saído da empresa, pois além de ter ficado desempregada, perderia a faculdade que estava fazendo. A consolei, disse que logo ela arrumaria outro, que eu a ajudaria nisso. Nesse momento lhe pedi para voltarmos, colocar uma pedra em tudo que aconteceu e começarmos uma vida nova juntos. Ela disse que iria pensar no assunto, para irmos saindo, vendo como iria ficar. Fiquei chateado pela resposta dela, mas como ela não disse não eu criei com isso uma ponta de esperança de que pudéssemos voltar a ficar juntos como antes.

Ela entrou em um processo meio que de depressão. O cafa que ela estava saindo provavelmente deu um chute nela. E somado a ter saído do emprego, faculdade, perdido contato com as amigas vadias, ela estava bem pra baixo, mal saía de casa. Foi então que eu arrumei um serviço para ela. Minha tia trabalha de forma autônoma prestando serviços à prefeitura. Não vou entrar em maiores detalhes, mas quanto mais contratos você fechasse, quanto mais você corria atrás, mais você ganhava dinheiro através de comissões. Ou seja, para a Aline seria uma boa, já que ela estava parada e seria uma forma de ela ganhar uma boa grana até ela arrumar algo melhor. Ela aceitou, pegou o material com a minha tia e começou a trabalhar nisso. Tinha que fazer visitas a lugares que fosse da prefeitura. Lhe dei dinheiro para pagar passagem. Tinha que fazer ligações aos clientes também. E como na sua casa ela vivia em pé de guerra com a mãe e a avó, ela não queria usar o telefone de lá e deixei que ela usasse a linha da minha loja.

Mas ela não começou bem, não tinha conseguido muita coisa, estava desanimada. Foi então que eu lhe dei forças, palavras de incentivo e fui com ela durante uma semana fazer as visitas, fomos de carro. Por conta disso, acabei deixando o rapaz que trabalhava comigo sozinho na loja. Enfim, nessa semana que eu fui com ela, acabou que fechamos alguns bons contratos e ela ficou muito feliz e animada, me agradeceu muito. Num dia, voltamos para a loja e fomos almoçar. Durante esse almoço ela me disse que queria voltar a namorar comigo. Mas que era para eu ter paciência com ela, ela tava muito pra baixo e estava com alguns problemas ginecológicos também. E me prometeu que tão logo estivesse bem me daria muito sexo gostoso, que era só eu esperar passar esse mal momento dela. Fiquei muito feliz com isso. Voltamos ao normal, como éramos antes.

Bom, por conta de eu estar saindo com ela de manhã para ajudá-la em seu serviço, como comentei eu deixava o rapaz sozinho na loja. E eis que o pior aconteceu naquele dia. Ele acabou sendo assaltado e tive um prejuízo de uns R$ 5.000,00 aproximadamente. Naquele momento até então eu não estava já em boa situação financeira. E isso veio a me prejudicar mais ainda. Parei então de ir com ela e dei dinheiro para a Aline pagar suas passagens quando fosse sozinha. Ela ainda foi algumas semanas, fechou um ou outro contrato, mas depois desanimou e saía só de vez em quando. Ainda sim sempre tirava uma graninha.

Um dia ela me ligou logo pela manhã. Me disse que tinha tido uma briga feia com a mãe e que não ficaria mais lá. Ela estava indo ficar uns dias na casa da tia dela. Quando foi a noite, fui até lá onde ela estava agora, na sua tia e conversamos. Ela me disse que iria arrumar um local para morar sozinha, pois segundo ela, o que ela ganhava de comissão nesse trabalho que ela estava com minha tia daria para ela manter. Eu me dispus a ajudá-la a procurar a casa, iria lhe ajudar no que fosse necessário. E, após muito procurar, achamos uma casa simples, R$ 500,00 de aluguel.

Só que teria que dar 3 meses de depósitos adiantado, ou seja, R$ 1.500,00. Eu dei essa grana mesmo eu não podendo, acabei tirando dinheiro da loja que não devia. E isso me deixou bem apertado naquele momento. Mas fiz pensando com aquilo em morarmos juntos. E foi o que acabou acontecendo. Eu fui lá dormir com ela 1,2,3 dias seguidos e ela me disse para morar lá com ela de vez. Só sei que com isso, em menos de dez dias eu comprei toda a mobília/eletrodomésticos necessários.

Gastei mais dinheiro ainda do que podia. Isso porque antes, umas semanas antes eu já tinha pago uns R$ 800,00 num loja de departamentos no shopping para pagar uma dívida antiga dela e limpar os eu nome. E o meu continuava sujo, cheio de dívidas que eu já estava ficando.
Por conta desses gastos, a minha situação na loja já estava ficando crítica. Tive que dispensar meu funcionário e vender meu carro para corte de despesas. Minha jornada na loja, sem meu funcionário, era integral. Ou seja, trabalhava das 7:00 da manhã até as 21:00 de segunda a sábado e domingo das 8:00 às 13:00. Ou seja, virei um escravo por conta disso.

O trabalho que ela tava com minha tia ela abandonou de vez e ficava o dia todo sem fazer nada. Alternava entre ficar na nossa casa ou ficar na casa da mãe/vó dela (é isso mesmo, depois ficaram de bem de novo).Pedi para que ela me ajudasse na loja. Ela disse que iria começar a ir na parte da tarde. Mas ia muito tarde (quando ia), chegava por volta das 17:00.

O sexo era praticamente zero. Além de eu chegar em casa morto de cansado todos os dias, já tomava banho, comia alguma coisa e apagava na cama. Nas vezes que eu tentava, na maioria das vezes ela recusava, alegava que ainda tava com dores no útero, vivia falando que ia no ginecologista mais só enrolava. Nas raras vezes que começava a rolar ela "sentia" as dores que falava e parava ali mesmo. Ou seja, éramos quase dois irmãos praticamente.

Com o tempo ela não fazia mais porra nenhuma dentro de casa. Como ficava o dia inteiro lá, podia pelo menos cumprir as obrigações mínimas de uma dona de casa, que seria fazer uma comida, lavar a minha roupa, limpar a casa. Comida ela nunca fez. Eu tinha que levar quase todos os dias algum congelado ou pedir pizza, esfiha, fazer miojo. A minha roupa ela jogava na máquina e do jeito que lavava, bem ou mal, ela tirava e não passava. Se eu quisesse roupa passada tinha que eu mesmo fazê-lo. A casa ela até limpava, mas só de domingo e com isso aquele maldito cachorro (o Benny, isso mesmo, ela levou ele também) enchia a casa e a minhas roupas de pêlo.

Por conta disso tudo, estava bastante gordo e andava já parecendo um mendigo por conta das roupas velhas, surradas, amarrotadas que vestia. Bom, nisso já estávamos na metade do ano. Estava chegando o dia dos namorados. Eu resolvi fazer uma surpresa para ela, na verdade para nós dois curtirmos. Mesmo muito apertado, fui em uma agência de viagens perto da minha loja e fechei um pacote romântico no valor de R$ 1.500,00. O pacote era um passeio de 1/2 hora por São Paulo. Desceríamos em seguida em um hotel de luxo no qual teríamos um jantar a luz de velas e uma noite numa suíte bem bacana.

Na verdade, queria também que rolasse uma noite perfeita e com muito sexo. Chegou o dia eu avisei a ela que tinha uma surpresa, que era para ela se arrumar. Nos arrumamos e fomos para o local em que estava o helicóptero. Chegando lá ela ficou muito feliz com a surpresa, ela sempre quis fazer um passeio desse. Voamos por meia hora, realmente é um passeio muito legal de se fazer, ainda mais a noite, São Paulo vista de cima é muito bonita. Pousamos no hotel, realmente era um puta hotel mesmo, de luxo. Descemos, fomos para o restaurante. Chegando lá, eu informei a ela que teríamos o jantar e a pernoite. Ela não quis jantar, disse que eu agi errado em não avisá-la, pois ela não estava devidamente trajada. Eu disse que tudo bem e fomos para o quarto.

Pensei comigo: "hoje rola um sexo gostoso". Errado!! Chegamos no quarto, ela ficou deslumbrada com tudo o que tinha lá. Tiramos a roupa, mas ela quis ficar na banheira. Ficamos, mas ao tentar algo a mais ela evitava. Saímos de lá, nos enxugamos e fomos para a cama. Ela voltou para o banheiro em seguida e ficou secando o cabelo. Estava já frustrado e liguei a TV, comecei a ver uns programas sobre a Copa 2006 (era época da Copa) e acabei dormindo.

No dia seguinte, acordamos, eu estava puto de não ter rolado nada e a deixei em casa. Fui trabalhar bem chateado por ter gasto uma puta grana para nada.

Bom, nos meses seguintes ela começou a ter mais contato com a prima dela, a Bruna (nome fictício). Ela começou a ir na casa dela, ela vinha na nossa. Nisso, já estávamos na época de Natal. Eu estava praticamente em processo falimentar na minha loja. Estava com boletos atrasados, estava com baixo estoque de mercadorias. Estava tirando coelho da cartola para manter a loja de pé e ainda manter a casa. Mesmo assim resolvi fazer a Ceia de natal em casa, chamamos a família dela e meus pais. Ela ganhou da avó dela um computador, coisa que era um sonho para a Aline e estava se realizando naquele momento.

Nisso estamos agora já no começo de 2007. Por conta do computador, se ela sem ele já não fazia porra nenhuma e mal me ajudava na loja, com ele ela praticamente largou mão de tudo de vez.
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#7
Seu contato com a sua prima Bruna era cada vez maior. Marcaram de ir sábado em uma balada. "Me convidei" para ir, mas ela me disse que era um rolê só de mulheres, que eu devia fazer o mesmo, sair com meus amigos. Nisso ela foi, dormiu na casa da Bruna e no domingo foi para a casa da mãe dela. Eu fechei a loja e passei em seguida para buscá-la por lá.

Por conta do computador em que ela ficava direto, ela localizou todos os contatos dela da época do telemarketing, através do Orkut. E paralelo a isso, seus rolês com a Bruna se tornaram constantes. Muitas vezes eu ia para o apartamento de um primo meu ou ia para a casa da minha mãe.

Teve um fim de semana que foi foda. Ela marcou um churrasco em casa com algumas amigas dela da época de telemarketing e fez eu comprar tudo, carne/bebidas. O fiz e chegou no domingo, pela manhã, antes de eu ir para a loja, ela veio conversar comigo. Me disse que não era para eu aparecer por lá enquanto tivesse rolando o churras, pois além de ter só mulher lá ela havia mentido para as amigas que morava sozinha, que estava trabalhando e ganhando bem. Típica coisa de mulher que quer fazer inveja para as amigas, não ficar por baixo. Eu fiquei chateado mas aceitei. Fui trabalhar e quando deu a hora de fechar a loja, fui para a casa de meus pais em seguida.

Almocei e dormi, iria esperar ela me ligar. Quando ligou, já eram quase 20:00 hrs e fui para lá. Quando cheguei e fui trocar de roupa, tomei um susto. Abri o guarda roupa e a minha parte estava vazia. Lhe perguntei e ela me disse que tinha colocado tudo num saco e escondido num quartinho que tinha fora de casa, para as amigas delas não perceberem que ela não morava só. Achei muito humilhante aquilo, minhas roupas todas num saco e lixo por conta de um capricho débil e imbecil dela.

Nisso já estávamos chegando a o meio do ano. Nessa época ela inventou de fazer a tal de escova progressiva, daquelas que usam formol. Por coincidência, um dia antes dela fazer saiu uma notícia de uma mulher que havia morrido por conta do excesso de formol na escova que tinha feito. A Aline fez e horas depois começou a sentir mal, mais por causa da reportagem do que sentir algo mesmo. Só sei que eu fiquei várias noites dormindo pouco, tudo graças a ela me torrando o saco querendo ir ao pronto-socorro/casa da mãe dela, vivia achando que estava passando mal.

Bom, mas mesmo assim ela estava bem afinada em sua a amizade com a Bruna. A Aline andava muito estranha ultimamente. Apesar desse problema que mencionei, ela andava muito cheia de alegria, vivia na internet com a prima, viviam marcando rolês. Uma semana eu decidi com ela, numa quinta, que iríamos sair no sábado a noite, pois fazia muito tempo que não saíamos. Ela aceitou meio a contra gosto, mas topou.  Chegou o sábado, eu tinha pedido para um primo meu ir para a minha loja ficar lá para eu poder descansar e sair numa boa a noite com a Aline. Fui para casa, isso eram umas 10 hrs da manhã. Cheguei, ela estava na internet, como sempre. Tomei um banho e avisei para ela que iria dormir, descansar para a gente sair a noite e eu não estar cansado. Fui deita, quando percebi que ela estava ao telefone com a prima. Só que ela conversava cochichando, para eu não ouvir a conversa dela na sala estando no quarto. Resolvi averiguar. Quando entrei na sala ela rapidamente disfarçou e começou a falar normal. Achei aquilo estranho e de repente me bateu um raro momento de racionalidade.

Ela estava falando com a prima, mas de outro cara que ela supostamente estava se envolvendo, saindo e eu não tinha me ligado até então. Me levantei, me arrumei e saí de casa que nem um foguete, sem me despedir dela. Fui para a loja, eram umas 14:00 hrs, iria fechar. Cheguei e dispensei meu primo. Comecei a analisar tudo o que estava me acontecendo, passou um filme de tudo o que tinha acontecido desde o primeiro dia que conheci a Aline.

Vi que estava sofrendo muito dentro daquela relação, que entre sofrer dentro ou fora, tinha que optar pela segunda opção, pois pelo menos tinha a chance de esquecer e ter vida nova. E assim decidi.

Liguei para a minha mãe informando que estava saindo fora da Aline, que a partir daquele dia iria voltar para a casa de meus pais. Fechei a loja e fui para casa.

Chegando lá, a Aline estava na cozinha e disse a ela que precisávamos ter uma conversa muito séria. Sentamos e lhe disse que não dava mas, que eu iria arrumar minhas coisas e iria embora para a casa de meus pais. Ela começou a querer fazer chantagem emocional, joguinho, mas quando viu que eu estava irredutível ela entrou em desespero. Começou a chorar, a dizer o que seria dela sem mim. E eu continuei batendo o pé, estava realmente decidido a terminar com aquilo. Aí, ela começou a apelar. Se ajoelhou aos meus pés, abraçou minhas pernas, implorou para que não fizesse isso.

Não recuei, lhe disse que não queria mais aquela situação para mim. Lhe disse que nem sexo a gente não tinha fazia tempo. Ela me disse em seguida: "Tá bom, então, nós vamos transar, eu prometo. Vamos lá no quarto agora, Conde, vou te dar sexo bem gostoso!". Só olhei para a cara dela, me afastei, arrumei as minhas coisas e fui embora. Lhe disse que no dia seguinte passava lá para pegar mais algumas coisas. Cheguei na casa de meus pais e lhe contei a novidade. Eles se mostraram solidários a mim e felizes. Minha mãe me disse que rezava todo dia para que eu largasse a Aline e voltasse para casa.
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#8
(Parte Final)
Por Conde de M. Cristo em 09 Nov 2011, 12:17

Bom, no dia seguinte, Domingo, eu acordei e fui para a minha loja. Aliás, sobre a loja, eu já tinha pensado bem e resolvi entregar o ponto para o dono. Estava tão atolado em dívidas, não tinha mais de onde tirar, não tinha mais condições de manter o negócio em pé, além de estar desanimado em continuar a frente por conta disso. Já lhe devia 2 meses de aluguel e durante a semana seguinte me reuni com ele para definir esses detalhes. Já falo sobre isso mais adiante.

Fechei a loja e liguei para a Aline dizendo que iria passar lá para pegar meu DVD,TV e aparelho de som. Seriam as únicas coisas que eu queria de volta, o resto (móveis e eletrodomésticos)ficariam com ela. Cheguei lá ela estava naquele clima de velório. Recolhi minhas coisas, coloquei no carro (do meu pai, que me emprestou) e ainda conversamos um pouco. Ela me disse que na noite passada tinha saído, estava chateada com o que tinha acontecido, foi com umas amigas em uma balada. Eu nem dei muita atenção a isso e queria ver com ela sobre a casa, pois teria que devolver a chave na imobiliária. Tratamos disso, combinamos de durante a semana resolver essa situação. O que eu deixei lá na casa acabou indo para a casa da mãe dela. Enfim, de certa forma estava resolvido essa questão.

Semana que segue. Era metade de setembro e na conversa que tive com o dono do ponto, chegamos ao acordo de lhe entregar no último dia do mês.

Fiquei lá por mais uns 20 dias se não me engano.

Na segunda-feira fui a lan house para olhar o orkut da Aline, ver o que ela estava fazendo ultimamente. Como fazia tempo que não via, me despertou a curiosidade. Foi então que eu descobri que ela estava saindo com um cara, pelos papos que eu vi por lá. Deduzi então que ela já estava saindo a um bom tempo com ele e provavelmente era a respeito dele que ela cochichava com a prima no sábado quando eu me dei conta do que estava acontecendo.
Naquele mesmo dia ela me ligou.  Aquela mesma babaquice, querendo saber como eu tava e tal. Nisso eu lhe falei sobre esse cara que vi no orkut dela. Ela me disse que o conheceu no sábado em que terminamos, na balada que ela me disse que foi. E que eles estavam no processo de se conhecer e tal. Não disse mais nada, me despedi e desliguei. A cara de pau/cinismo dela eram impressionantes.

Nos dias seguintes eu continuei olhando o orkut dela. Na época eu mesmo me perguntava o porque de ficar me torturando fazendo isso, mas a minha curiosidade era maior. Ela mudou o nick para "namorando"" e ele fez o mesmo. Ela começou a colocar fotos deles dois juntos, o chamava de amor, de lindo etc. Claramente ela estava fazendo isso para me atingir.

Dias depois ela apareceu na loja. Me disse que passou para dar um oi, ver como eu estava, que apesar de tudo o que aconteceu queria que fôssemos amigos pois ela me "considerava muito". Conversamos um pouco e ela me mostrou a nova tattoo que ela tinha feito. Um enorme dragão nas costas, de ponta a ponta. Fiquei pasmo com o tamanho da demência dela. Fez isso pois o cara que ela estava namorando curtia tattoos, rock e ela queria com isso fazer uma média com ele. Ela era uma pessoa totalmente sem personalidade, extremamente volúvel. Só um detalhe. Tinha uma loja do lado da minha em que o dono era um cara super gente boa, éramos amigos e a filha dele também era super gente boa. A Aline nas vezes que ia na época por lá acabou fazendo amizade com ela.

Dias depois a Aline foi lá de novo. Conversamos rapidamente e em seguida, como ela tinha visto que a filha do dono da outra loja, a Silvia(nome fictício), estava lá ficaram um bom tempo conversando. Depois ela ainda veio na minha loja e começou a me dizer que me amava de verdade, estava com aquele cara por carência, pediu para sairmos aquele dia, que ia ser tudo diferente. Obviamente me neguei a todas as tentativas dela, por mais que a Matrix me empurrasse na sua direção, fui forte e bati o pé. Pedi para ela não me procurar mais, seguir a vida dela que eu seguiria a minha. Ela então me pediu um último favor, pediu que a deixasse em um lugar, na casa de uma amiga. Eu disse que não, que iria fechar a loja e iria para casa pois estava muito cansado. Mas ela insistiu,  falou que era perto dali e tal. Enfim, ela me encheu tanto o saco que acabei a levando ao local . Deu o horário, fechei aloja e fomos. Em primeiro lugar ela mentiu que era perto, era um pouco longe. Em segundo lugar não era casa de amiga dela porra nenhuma. Chegando lá ela me apontou a casa que ela iria ficar. Pediu para que eu parasse um pouco antes. Parei, ela se despediu de mim e desceu.  Eu ainda fiquei lá parado observado ela. Ligou para alguém e em seguida ela foi em direção a casa. Quando abriram o portão para ela eu sai com o carro e passei em frente. Vi que ela na verdade tinha feito eu levar ela na casa do cara, ela estava na garagem abraçando e beijando ele. Eu fiquei muito puto, sai cantando pneu e fui dali até em casa xingando ela pra caralho. Porra, eu era entregador de buceta agora, era um "Foda Delivery"? Vai tomar no cú! A vadia filha da puta tinha prazer sádico em me sujeitar a essas humilhações.

Mas, mal eu sabia o que ela queria, de fato, vindo esses dias atrás de mim e nesse último tentar de toda forma dar para mim. A Silvia, assim como o pai dela, era minha amiga também, devido a amizade que eu tinha com seu pai e pela proximidade das lojas. Ela veio na minha loja e disse que precisava conversar comigo. Já era quase final de expediente e pudemos conversar numa boa. Ela me pediu,  antes, que eu não comentasse nada com a Aline sobre o que ela iria me falar. Aceitei e então ela me falou.

Me disse que a Aline contou a ela que estava namorando um cara, mas que ele meio que maltratava, cagava e andava para ela, só a queria para sexo e nada mais. Ela já estava receosa sobre o futuro dessa relação, visto que o cara era baladeiro e mulherengo. Então a Aline disse para a Silvia que nas últimas transas com ele ela não usou camisinha e estava com forte suspeita de ter engravidado dele.

Ela pensou então em transar comigo e se confirmasse a gravidez, eu assumir, sendo que era do cara e eu nem iria desconfiar. Ela disse a Silvia que me achava mais responsável para ser o pai de um filho dela do que o outro. Isso deixou a Silvia muito revoltada, pela cara de pau,  cinismo dela dizer isso. A Silvia me disse que se segurou bem para não dizer umas boas a Aline e que estava me contando aquilo para eu ficar esperto com ela. Disse a Silvia, então, que a Aline tinha me chamado para sair, mais graças a Deus usei a cabeça e não aceitei. Com isso, somado mais tudo o que ela havia me feito, definitivamente resolvi riscá-la da minha vida e seguir em frente, priorizando resolver meus problemas, dívidas, arrumar algo para fazer depois que eu entregasse o ponto. Ela tentou me ligar diversas vezes, mas eu decidi não mais atendê-la, cortar de vez qualquer contato.

Bom, a loja já estava falida. Somando tudo, todas as dívidas que eu tinha, deu quase R$ 30.000,00 !!!

Fiquei meio perdido, num mato sem cachorro. Não quis recorrer ao meu pai, pois ele já tinha me ajudado muito anteriormente e não queria envolvê-lo nisso, quis resolver sozinho. Afinal de contas, se eu me enfiei naquele buraco era eu mesmo que teria que sair. E, como meu próprio pai me ensinou,  eu iria assumir todas as responsabilidades pelos meus atos. Foi quando me lembrei da minha tia, aquela mesma que trabalhava como autônoma para a prefeitura e resolvi que iria trabalhar nisso até conseguir pagar tudo que eu devia e pôr minha vida em ordem.
Fui a noite a casa dela, lhe expliquei a minha situação. Ela já estava a par de tudo o que a Aline havia me feito. Ela me adiantou para pagar as dívidas mais urgentes R$ 4.000,00. E ela descontaria aos poucos conforme fosse pagando minhas comissões das minha produções, sem juros, apenas para me ajudar. Nunca me esqueci e jamais vou me esquecer a força que essa minha tia me deu. Tenho uma dívida de gratidão eterna com ela.

Chegou o fim do mês. Entreguei o ponto ao dono. Conversamos bastante, lhe agradeci, paguei um aluguel que estava atrasado e lhe prometi que no fim do próximo mês lhe daria o outro. Ele aceitou,  lamentou muito que não tivesse dado certo e me desejou sorte na minha nova empreitada.

Segunda-feira, dia 1°de outubro de 2007, começava no meu novo serviço com a minha tia. Levantei cedo, tomei café e antes de sair minha mãe me desejou sorte, dizendo que eu iria sair daquela situação. Lhe agradeci, abracei-a e saí. Entrei no carro (do meu pai que me emprestaria para trabalhar) e antes de ligá-lo e sair, fiz uma oração e comecei a pensar em tudo aquilo que me aconteceu.  Me passou todo o filme, todas as humilhações a que me submeti, todas as minhas irresponsabilidades comigo mesmo. E que agora estava liberto, o pesadelo estava chegando ao fim. Eu prometi naquele momento a mim mesmo que não pouparia esforços e suor para pagar todas as minha dívidas e reconstruir a minha vida a partir de então. Provaria a mim mesmo que do mesmo jeito que me afundei naquela merda toda eu iria sair, dar a volta por cima. Não iria me abater com tudo aquilo, não iria me entregar daquele jeito.
Fiquei de outubro a dezembro trabalhando o dia inteiro, entrei de cabeça nesse trabalho, me dediquei muito. Fazia visitas a clientes até nos fins de semana, chegava tarde em casa. Nesse período consegui pagar metade das minhas dívidas, com muito suor, trabalho e esforço.

Nesse meio tempo, fiquei acompanhando ela pelo orkut. Ela acabou ficando com o cara, namorando sério. Ela tinha feito mais uma tattoo, desta vez com o nome do cara, no braço. Postava fotos e mais fotos deles dois juntos em baladas, shows, dia a dia. E, para a minha surpresa, fiquei sabendo depois que em dezembro daquele ano ela se CASOU com ele, de papel passado e tudo. E foram morar juntos na casa dos pais dele.

Chegou o ano novo. Embora estivesse trabalhando bem, pagando minha dívidas, estava muito gordo, pra baixo, deprimido. No dia 31, à noite, meu irmão tinha viajado para a praia e então tinha ficado em casa só eu e meus pais. Eles se arrumavam para ir na casa da minha avó passar a virada por lá com os restante da família. Eu resolvi não ir, quis passar sozinho aquela virada, embora eles insistissem para que eu fosse. Mas pedi que eles respeitassem a minha decisão e eles assim o fizeram e foram. Eu tinha comprado umas caixas de skol lata, pus na geladeira e fiquei lá fora, no quintal sozinho, bebendo, refletindo, relembrando todas as merdas, humilhações que havia passado. Quis ficar só naquele momento, passar aquela virada daquela forma melancólica, sozinho para eu sentir/ver o quanto tudo aquilo era ruim, dolorido, triste, vergonhoso, para nunca mais me sujeitar a passar por nada daquilo novamente. Na minha cabeça, 2008 era ano de vida nova!

E assim se seguiu.  A partir de janeiro comecei a fazer uma dieta e a fazer caminhadas pela manhã. Estava com 130 kg e me dispus a mudar aquela situação. Continuei meu serviço, estava cada dia melhor, fechando bons contratos, fazendo uma ótima carteira de clientes. Eu acho que em Abril, se não me engano, eu consegui finalmente pagar todas as dívidas provenientes da loja. Faltava só limpar meu nome, o que naquela altura do campeonato era de menos, visto que as dívidas da loja envolviam nomes de terceiros e não o meu.  Por isso que priorizei pagar isso primeiro, obviamente.

Chegamos a junho de 2008. Naquela altura já estava de nome limpo, livre de dívidas e já havia pago a minha tia o dinheiro que ela me emprestou,  assim como paguei uma grana que um grande amigo meu me emprestou posteriormente. Já tinha perdido uns 20 kg graças a minha força de vontade e determinação. Já tinha uma vida normal, tinha esquecido bem da Aline, embora sempre estava acompanhando os passos dela pelo orkut.

A essa altura já tinha computador em casa. Nesse período todo pós-Aline, conheci e cheguei a me relacionar com algumas garotas. Começava bem mas sempre acabava me dando mal. Seguia sempre o mesmo roteiro, as tratava bem, era romântico, mandava rosas, bombons, era gentil, atencioso, ligava sempre, me preocupava, fazia favores na intenção de agradar. Mas sempre elas me largavam ou me tiravam para miguxo, sendo que depois eu via que estas mesmas acabavam ficando com caras nada a ver, que cagavam e andavam para elas.

Apesar da minha vida ter melhorado muito no aspecto financeiro, físico e psicológico, isso ainda me incomodava e me confundia muito. Afinal, como lidar com as mulheres? O que elas querem de fato? Onde eu estava errando? Eu era romântico, atencioso, cavalheiro, amigo, sensível, prestativo mas mesmo assim não conseguia me dar bem com elas? Não foi assim que eu cresci sendo ensinado pela professora na escola, pela minha mãe, pela mídia, sociedade, amigos, demais mulheres?
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#9
Foi então que eu comecei a fuçar na internet sobre o assunto. Conheci os blogs e as técnicas PUAS. Pareciam ser a solução dos meus problemas. Comprei alguns e-books e comecei a colocar em prática tudo o que vi naquele material. Voltei a frequentar baladas/barzinhos e xavecava várias mulheres, usando "openers","peackokings","negs" e todas aquelas merdas que eles ensinam. Não tive muitos resultados, pois quase sempre não pegava ninguém e quando pegava, além de ser medianas, acabava caindo nas velhas armadilhas e truques da Matrix.

Teria que ser uma pessoa que não era, robotizado, sempre teria que agir daquela forma imbecil, colocando a mulher em uma condição acima da minha, vivendo um personagem que não tinha nada a ver comigo. E, como todos sabem, mais cedo ou mais tarde as máscaras sempre caem.

Mesmo assim eu continuei fuçando pela internet. Coloquei no Google na procura: "Como lidar com as mulheres?" E apareceu várias opções. Mas a que me chamou a atenção foi um link de um tal de Nessahan Alita. Vi e pensei: "Que porra é essa?" Abri o link e vi que tinha que baixar o livro, que não teria que pagar nada. Então, baixei.

Comecei a ler o livro. No começo eu dei risada, achava esse tal Nessahan um louco varrido que não gostava de mulher, um frustrado, revoltado. Mas, conforme fui lendo o livro comecei a me identificar com todas as situações que ele expunha ali e fui mudando minha opinião a respeito dele gradativamente. E ele tinha argumentos irrefutáveis, não dava para discordar do que ele dizia ali. Nunca na minha vida tinha visto algo tão verdadeiro, que mostrava de fato como as mulheres são.

Devorei o livro em pouco tempo. Me interessei mais pelo autor, estava admirado pelo que ele escreveu ali, aquilo tudo que ele dizia era verdade mesmo, foi um soco no meio da minha cara, um choque de realidade. Baixei todos os outros livros dele e fiquei fã de Nessahan. Ele me abriu os olhos para algo que eu jamais conseguia enxergar.

Ali já estava entendendo tudo o que eu passei até então com a Aline e as demais mulheres que já havia me relacionado. Percebi que elas tem um lado obscuro, são utilitaristas, ególatras, que se relacionam com os homens pelo que eles tem a oferecer a elas e não pelo que ele é em si. Que não adiantava nada ser bonzinho, pois elas sempre acabam premiando com o melhor delas os Canalhas/Marginais. Que nós homens somos induzidos ao erro desde que nascemos pela sociedade e mídia feminista/sexista que faz com que acreditemos que as mulheres são deusas acima do bem e do mal, que são seres puros, inocentes, frágeis, angelicais. Enfim, estava saindo do estado de coma da Matrix e despertando para a Real.

Comecei a fuçar mais ainda sobre ele, desta vez no orkut. Descobri a comunidade "Nessahan Alita" e na esteira fui conhecendo as demais, OLODM, MGHB e a Perdedor mais foda do mundo. Essa última aliás foi a que mais me chamou a atenção e descobri o blog do Silvio. Comecei a ler as Reais fudidas que o "Búfalo Viril Reprodutor, com a maior libido da América Latina" metia em cada postagem sua, a verdade cada vez mais clara esfregada na minha cara. Fiquei um bom tempo acompanhando seu blog, conheci depois o blog do Doutrina e entrei nas comunidades, mas fiquei um bom tempo só acompanhando, lendo os tópicos apenas, absorvendo o que a turma da Real escrevia, aprendendo. E também porque acessava pouco a internet naquele tempo, pois trabalhava o dia inteiro.

Fiquei assim, apenas acompanhando as comunidades/blogs, até o início de 2010, com meu perfil real. Naquele ano eu já estava com a minha loja que tenho atualmente e passei a dispor de mais tempo. Então, resolvi criar uma outra conta no orkut, um fake, para participar/postar mais ativamente. O meu primeiro que criei foi do Batman, devido a eu ser fã deste também. Posteriormente, troquei por esse atual do Conde de Monte Cristo, pois achava que me identificava mais com esse personagem, tinha mais a ver com a minha história de vida recente.

Comecei a postar com frequência, a participar mais. Por me identificar com tudo aquilo, por achar o quão grande foi ter descoberto tudo aquilo, eu me senti em dívida com a Real, não achava justo guardar para mim apenas um conhecimento tão precioso, sendo que existem milhões de homens mundo afora que passam infernos semelhantes e até piores do que eu passei e não tem esse conhecimento. Comecei, então, a disseminar, semear a Real pela internet afora, postar o link para baixar livros de Nessahan Alita, blogs, fóruns, comunidades da Real.

Ali se iniciavam as "Peregrinações do Conde".

Bom, voltando a 2008, estava indo muito bem no serviço com a minha tia, mas a minha veia empreendedora, de comerciante falou mais alto. Resolvi, com algumas economias que eu já dispunha naquele momento mais uma força que meu pai me deu,  voltar a ter uma loja novamente. Comecei a pesquisar pontos e acabei achando esse que estou hoje, muito bem localizado e boa clientela. O início e transição foi um pouco duro, mas já esperado. Trabalhei bastante, reformei o ponto, melhorei o atendimento e deixei com uma gama grande de serviços e mercadorias. Hoje em dia estou muito bem, posso dizer que estou no caminho certo para me garantir um futuro melhor, mais tranquilo para mim.

Sobre a Aline, estava a uns 2 anos sem ter contato algum com ela. No começo do ano passado a mãe dela me ligou,  conversamos e ela me pediu um favor. Queria que eu fosse com ela resolver uma pendência que tínhamos em comum e só eu poderia resolver por conhecer a pessoa referente a pendência e por estar meu nome atrelado a isso. Só uma observação aqui. A mãe da Aline era uma pessoa muito bacana, correta, honesta. Sempre me tratou muito bem, nas horas de aperto que tive por conta da filha dela ela chegou a me dar uma força em algumas ocasiões. Não tive qualquer problema com ela nesse tempo todo. Bom, marquei de me encontrar com a minha ex-sogra no dia seguinte.

Eu já estava bem, tinha comprado já uma carro zero, estava magro, enfim, era um outro homem naquele momento. Chegando lá, para a minha surpresa, adivinhem quem estava lá junto? Isso mesmo, a Aline. Quando eu a vi não criei caso, a cumprimentei normalmente, conversamos um pouco. E, sinceramente, olhando para ela ali, me perguntei como que eu fiquei tanto tempo me humilhando por um lixo daquele. Ela estava aparentemente mais gorda, cabelo mal cuidado sem chapinha, tava com o semblante bem mais acabado do que eu tinha visto da última vez. Lhe perguntei como estava o casamento e ela me disse que tinha se separado pois a convivência junto com ele e os seus familiares ficou insuportável. Mesmo assim ela aguentou para não terminar o seu casamento por conta disso apenas.

Mas ela descobriu depois que o seu marido a traía com outras, sempre a deixava sozinha em casa alegando sair com os amigos para beber e na verdade saia com outras mulheres. Ela me disse que ao descobrir decidiu terminar e voltou (de novo) para a maloca que ela sempre viveu mas nunca gostou de morar lá, sempre querendo arrumar algum otário provedor que a tirasse dali.

Estava desempregada, percebi nela um ar meio depressivo. E ela me elogiava o tempo inteiro, do tipo "Nossa, mas como você está diferente, está magrinho, lindo!"/"Puxa, que carro bonito você comprou,  parabéns!"/"Está namorando? se estiver, ela é a mulher mais sortuda desse mundo". Não procurei em nenhum momento isso, confrades, mas me senti plenamente vingado naquele momento.

Resolvi a pendência com a mãe dela, deixei tudo em ordem. Elas me pediram uma carona, estava chovendo, mas lhes disse que não poderia pois tinha que resolver algo urgente naquele momento, não iria dar. Elas se foram, eu entrei no meu carro. Estava com uma sensação estranha, parece que tinha tirado da minhas costas um peso enorme. Sem querer eu tinha me vingado dela. Ela estava totalmente por baixo naquele momento e eu ali estava vitorioso. Como diz uma postagem do blog do Doutrina, "Sucesso, a verdadeira vingança do homem honrado".

Me lembrei, naquele momento, da frase que Edmond Dantes escreveu na parede da sua prisão, no momento de seu maior sofrimento:

"Deus me fará justiça!"

Fim!
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#10
Thank, man.

Relato fuderoso, leiam juvenas.
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#11
- Boa! 

- Este relato é leitura obrigatória.
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#12
"E eu, para me sair bem nessas baladas e pegar mulher, comecei a fazer, pasmem, aulas de forró universitário."

Essa é uma das matrix mais fudida que existe nas baladas... aprender a dançar pra pegar mulher, sendo que quando da as musicas de 'duplas dançantes', a maioria dos casais, sao casais apenas pra dançar, depois de terminada a musica cada um vai pro seu canto (descobri isso apenas nas ultimas baladas que fui).

"surgem dois caras que abordam a Karina. Ela se afasta, começa a conversar com eles e em seguida a Karina chama a Aline lá. Ela me pede licença e vai.
 
Eu fiquei observando e pela reação deles dois e delas já ganhei qual que era a parada ali. Eram esquemas antigos em comum toda vez que elas iam para lá e eu ali estava quebrando provavelmente o da Aline. Dito e feito. Quando ela voltou, lhe coloquei na parede, ela negou de início mas depois confirmou o que eu já tinha forte suspeita, mas dizendo que não rolava mais nada e eu acabei acreditando."

Qualquer realista consciente nao namora... pois relaçao casual = maioria do tempo o que o homem quer; namoro = o que a mulher quer.

"Ela me disse que tava brigada com ele a muitos anos, não se falavam."

Aposto que o pai dela tentou impedir dela ser vadia.

"Ela morava numa periferia barra pesada aqui de São Paulo, e a casa dela era um semi-muquifo. Ou seja, eu por ser de classe média, bom padrão de vida, podia ser interesse dela em fazer com que eu a tirasse daquele lugar."

O que tem de mulher querendo trocar de bairro... principalmente as caixas de supermercado.

"Ela vivia me dizendo que sempre gostou de caras gordinhos, não ligava pra isso. Mas, pelo que pude ver de seus namorados anteriores, nenhum deles era gordo, pelo contrário. Acho que ela me dizia isso para eu engordar, ficar feio e não chamar a tenção de nenhuma outra garota. Outra face descoberta dela, o egoísmo e a falsidade."

A psicologia evolucionista explica isso... as mulheres desejam que os namorados / maridos decaiam no nivel de atratividade, pra diminuir as chances de traiçao.

"Ela, então me disse que não dava mais, que ela queria ficar um tempo sozinha, que eu estava sufocando ela."

Quando a mulher te da um fora, te pede um tempo ou termina contigo, tu nunca mais deve olhar na cara dela, se ela faz isso, pois sabe que tem mais opçoes do que tu.

"Me disse que não era para eu aparecer por lá enquanto tivesse rolando o churras, pois além de ter só mulher lá ela havia mentido para as amigas que morava sozinha, que estava trabalhando e ganhando bem."

Cumulo da trouxice, meu pai uma vez venho passar alguns dias comigo, porque alguns parentes chatos da esposa dele, foram se hospedar na casa que meu pai banca tudo, se tivesse conhecido a real naquela epoca, nao deixaria ele posar aqui e faria ele mandar aqueles parentes da mulher dele pro espaço.

"Percebi que elas tem um lado obscuro, são utilitaristas, ególatras, que se relacionam com os homens pelo que eles tem a oferecer a elas e não pelo que ele é em si."

É verdade, mas as mulheres nao obrigam nenhum homem a ser util a elas, homens vao por livre e espontanea vontade. Isso é fato... o amor da mulher esta pela utlidade do homem. Elas sao egolatras, assim como, nos homens, somos libidinosos... é a natureza de cada genero.

Que estoria... eu cheguei na real por ter namorado 'apenas' 1 vez na adolescencia e depois so ter conseguido relaçoes curtas, pesquisei 'questionando' ia completar com 'as mulheres', o google deu sugestoes entre elas 'questionando o feminino' como era algo parecido com que procurava, acabei achando o blog do 'the truth', e por consequencia o livro 'o homem domado' da esther vilar e depois a real em geral nos blogs parceiros que ele tinha.
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#13
Não é nem um relato e sim lição de vida que deveria virar filme...

Leitura mais que recomendada...
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#14
Alguém ainda tem contato com o Conde? Não só a história dele, mas a participação dele como um todo agregava bastante, li muita coisa escrita por ele.
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#15
- Conde era fod...! Li muitos artigos dele também. Até a fala dele dando inicio ao tópico: Apresentação de Novatos no antigo MR era fod...! O tópico na época foi um dos meus primeiros tapas de realidade.
Responda-o
#16
(08-10-2015, 07:59 PM)Loki Escreveu: Thank, man.

Relato fuderoso, leiam juvenas.

Quando ingressei na real a 2 anos e meio atrás queria ter lido.

Eu aconselharia a colocar como Guia obrigatório pra novos recrutas . Certamente todos nós passamos por pelo menos uma situação desse relato .
"A solução está não desejar nada, não exigir nada, não esperar nada!" - (N.A)
Responda-o
#17
Citação:Conde era fod...! Li muitos artigos dele também. Até a fala dele dando inicio ao tópico: Apresentação de Novatos no antigo MR era fod...! O tópico na época foi um dos meus primeiros tapas de realidade.

Poderia se possível postar nesse tópico ou abrir um novo com ele?

Os posts do Conde eram ótimos e esse é um dos poucos que não tenho.
Responda-o
#18
Bom, eu agradeço aos confrades pela postagem da história do Conde.

Eu me lembrei de um outro relato que é do membro Sagitário. Esse deve ser mais fácil de encontrar. Eu procurarei mas se alguem tiver o back up eu peço que poste também.
Responda-o
#19
(09-10-2015, 03:45 PM)Axiom Escreveu:
Citação:Conde era fod...! Li muitos artigos dele também. Até a fala dele dando inicio ao tópico: Apresentação de Novatos no antigo MR era fod...! O tópico na época foi um dos meus primeiros tapas de realidade.

Poderia se possível postar nesse tópico ou abrir um novo com ele?

Os posts do Conde eram ótimos e esse é um dos poucos que não tenho.

- Infelizmente não tenho mais. Perdi todas as informações pessoais que tinha. 

- Se não me engano, deve ter no BKP do antigo fórum, por hora, o mesmo está fora do ar por alguma razão. Creio que a administração esteja resolvendo a questão.
Responda-o
#20
Eu já conhecia este relato do face... Qual seria o destino dele se ele continuasse com a Aline?

-Gordo
-Pobre e endividado(provavelmente ele perderia a loja)
-Cuidando do EAA que ela fizer com os cafas.
---Provavelmente tomaria uma sócio afetiva.
-Sendo corneado praticamente diariamente
-Sem sexo afinal ela gastaria seu corpo com o amante e daria o mínimo pra mante-lo apegado
-Trabalhando feito um condenado, pra manter uma família com a Aline
-Provavelmente pegaria uma DST da Aline, do jeito que ela trai sem camisinha.
(...)


é como dizem. A real salva vidas.
.
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