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[DEBATE] Quando a ideologia entra em choque com a realidade
#1
No mundo atual, o direito à igualdade, associado ao direito à liberdade e à dignidade da pessoa humana, se tornou princípio básico a reger as sociedades, com maior força no ocidente, orientando a elaboração de leis e comportamentos sociais. Porém, algumas desigualdades são insuperáveis, como aquelas impostas pela natureza. A geração atual parece ignorar isso, e, na tentativa de nivelar todos a um ideal de igualdade, acaba criando algumas aberrações que vemos por aí, umas já concretizadas, outras na pretensão de se concretizar.

Tópico para podermos compartilhar e discutir exemplos em que a ideologia não se adequa à realidade.



Vou começar com o caso dos deficientes mentais. Antes da entrada em vigor da Lei º 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), os deficientes mentais eram absolutamente incapazes para os atos da vida civil, tendo em vista que em razão da sua deficiência não tem o discernimento necessário para gerenciar sua vida. Por isso, era necessário que eles fossem representados, geralmente pelos pais, que na prática fazem tudo em nome de seus filhos deficientes, sob pena de invalidade. Por exemplo, não era possível uma pessoa com deficiência mental comprar um carro se não estivesse representado.

Porém, com a entrada em vigor do Estatuto da Pessoa com Deficiência, sob o pretexto de inclusão das pessoas deficientes, afastando o tratamento discriminatório destes, os deficientes mentais passaram a ser considerados absolutamente capazes para os atos da vida civil. Isso significa dizer que eles podem fazer tudo que uma pessoa que não tem deficiência faz, sem estarem representados, como comprar, vender, casar, ter filhos e etc. Imaginem uma pessoa com síndrome de down, com idade mental de uma criança de 8 anos de idade indo sozinho ao banco celebrar um complexo contrato de financiamento! Apesar de absurdo, agora é juridicamente possível e válido. E se essa mesma pessoa portadora de síndrome de down quiser adotar uma criança? Em tese, também é possível. Tem como um negócio desse funcionar na prática? É dessas aberrações que estou falando.

A natureza quis que os deficientes mentais fossem diferentes e assim devem ser tratados. O discurso de igualdade é bonito, mas a realidade é implacável.
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#2
O que você recomendaria como solução?
Por mínimo que seja o que um homem possua, sempre descobre que pode contentar-se ainda com menos."
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#3
@Jagunço, confrade seu texto esta confuso, eu li e reli e tive dificuldade de entender o cerne do que esta falando, não sei se o que esta dizendo cabe a síndrome de down, depende de que tipo de doença e em que grau essa afeta o individuo para delimitar essa possibilidade de atuação na vida civil, entendo que a orientação do novo código civil resolveu um problema criando outro, anteriormente existia muita dificuldade de dar autonomia para pessoas com deficit intelectual, muitas eram usadas por parente inescrupulosos como fonte de pensão vitalicia, nesse novo código foi dada autonomia excessiva a essas pessoas talvez em um movimento de tentar desresponsabilizar o Estado no seu papel constitucional.

O que eu percebo é que os movimentos de renovação jurídica como no caso clássico das leis misândricas não é uma preocupação real com a mulher ou no caso do novo código civil com o ébrio habitual (alcoólatra), nesses movimentos o que eu percebo é fazer com que o estado passe sua responsabilidade para família, pais, parentes, tutores e etc, quando o Estado faz esse tipo de movimento pelos três poderes na realidade ele esta passando o boleto para o cidadão em uma seara que deveria ser de total responsabilidade dele, já escrevi aqui um artigo sobre algumas brechas no código civil que permitem mulheres pedirem pensão adoidado para ex-marido, para elas jogarem uma socioafetiva no cara  e brecha inclusive para uma criança receber duas pensões a do pai biológico e do sócio-afetivo. 

Devo fazer uma ressalva aqui, quando falo papel constitucional me baseio na nossa constituição que eu discordo em vários pontos, nossa constituição é de perfil social-democrata, com um estado interventor gigantesco, o problema e que a nossa constituição permite uma cobrança exorbitante de impostos para manter o tal bem-estar social e na prática devido a corrupção e o desfuncionalismo público nacional, junto com os políticos fazem com que aja a manutenção dessa lado cobrador de imposto e minguar o lado social tão pregado na constituinte, essas manobras mantém a mamata da elite do funcionalismo, sendo ela eleita ou concursada enquanto o papel social se torna letra morta e mera retórica política-jurídica.

Penso que deveria haver um novo poder constituinte originário formado apenas por pessoas gabaritadas, para que fosse garantida a criação de uma constituição aos moldes liberais e conservadores, junto com uma equipe de reordenação da legislação infra-constitucional e adaptação rigorosa da jurisprudência nacional, ou seja, defendo um reboot no sistema legal nacional, mas sei que isso é quase impossível, isso só ocorreria mediante uma intervenção militar muito bem dirigida ou de uma pressão popular intensa, e sabemos que é praticamente impossível isso ocorrer, o que nos restar é selecionar os melhores políticos para que a constituição seja alterada por emendas constitucionais e remodelada ao modelo conservador-liberal, assim como a modificação e encrudescimento da legislação infra-constitucional, ou seja, o caminho para essas distorções ocorrem é na porrada ou de forma lenta e gradual como a que esta inciando nesse momento com o governo do presidente Bolsonaro.
Assim, Davi prevaleceu contra o filisteu com uma funda e com uma pedra, e feriu o filisteu, e o matou sem que Davi tivesse uma espada na mão.
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#4
Entendi seu ponto de vista, porém a proteção dos deficientes tratando os como crianças, seria por si só uma ideologia anti natural. No existe direito natural, na natureza ninguém tem direito de porra nenhuma, a noção de direito foi criada pelo homem através da ideologia jurídica com intuito de organização social.

Tudo isso é ideologia: religião, filosofia, direitos jurídicos, organização jurídica, dinheiro, Estado, país, polícia, Administração pública. Tudo isso são fábulas criadas pelo ser humano, não existem em sua concretude, a capacidade que a nossa espécie tem de criar fábulas e acreditar nelas é o que nos define como espécie, como exemplificado anteriormente, assim até mesmo o movimento da real é uma ideologia. Ler o livro sapiens, para saber mais. 

Existem teorias q se aproximam da realidade empírica e outras que se aproximam da realidade dedutiva (teórica). O direito penal é uma teoria dedutiva, oi sejapseja, algo criado pela imaginação, não havendo nada de concreto nele, tanto entre os países. Embora, muitas espécies possuem códigos de comportamento implícitos.

Assim sendo, um retorno a natureza nua e crua, seria tratar os débeis mentais como pessoas capazes e eles seriam destruídos pela própria natureza selvagem da humanidade, do mesmo modo que acontece com tudo q é fraco. Ou seja, quando vc defende que os débeis mentais sejam protegidos(parcialmente), na verdade você está sendo antinatural baseando-se em uma ideologia que é o oposto da natureza nua a crua, contradizendo o seu próprio tópico.
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#5
Um aspecto da igualdade, na sua 3ª dimensão: reconhecimento, gerou as cotas raciais.

Eu era favorável, inicialmente, mas dps de ver alguns casos e refletir no assunto, hoje sou totalmente contra cotas raciais.

Eu tenho conhecido que estudou em colégios infinitamente melhores que eu, teve berço de ouro, e hoje é agente da PF graças às cotas. Eu poderia facilmente me autodeclarar pardo e acessar uma vaga. Mas quando ingressei no Judiciário Federal, não havia cotas e, nos concursos que faço, eu não me inscrevo como tal.

No BR, que tem forte miscigenação, é impossível trazer cotas e não ter resultados discutíveis.

Cota, se tiver, tem que ser social.

Ex.: no DF, vagas de universidades distritais são reservadas parcialmente para egressos do sistema público de ensino (mas isso acabou de ser julgado inconstitucional pelo STF, pois deveria ser franqueadas, as vagas, a todos os alunos de escola pública do BR, e não só do DF).
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#6
Primeiro quero esclarecer que empreguei o termo ideologia no sentido neutro, significando aquilo que seria ou é ideal. Não o sentido político, geralmente associado às ideias de esquerda. Talvez seja isso que causou confusão no @Ares. Assim, no caso do tópico, o ideal seria que os deficientes tivessem o mesmo tratamento das pessoas ditas normais, o que não é possível devido as suas próprias limitações, conforme exemplos que citei.

@Ares Os deficientes mentais tinham a autonomia limitada com razão, pois eles não têm capacidade de autodeterminação e precisam ser protegidos dos outros e de si próprio. Por isso devem ser representados. Agora eles estão totalmente desprotegidos. Na verdade, acredito que não vai mudar muita coisa na prática, pois vão continuar sendo representados pelos pais ou responsáveis.

Mas o que me incomoda mesmo, e que é a razão de eu ter criado este tópico, é essa fantasia de que todo mundo é igual,  de ir contra a natureza, tentando ignorar as condições da vida real.

(13-06-2020, 06:54 PM)Dark_Painter01 Escreveu: O que você recomendaria como solução?

Voltar ao sistema anterior, considerando os deficientes mentais absolutamente incapazes, devendo ser representados para os atos da vida civil, pelos motivos acima.

@Machado Annihilator aprofundou de mais na teoria, não precisa disso tudo, vamos nos limitar a discussão aos efeitos práticos...
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#7
@Dr. Lecter

A única forma de cota q faz sentido é a cota por renda. Existem pessoas ricas negras, trans, indígena, etc. Quem passa na cota de negro em medicina? Obviamente o negro rico, para o negro pobre ficam os cursos de história e sociologia p virar professor do ensino médio. Mas como o povo é burro. Nem nota q está sendo enganado.

Na realidade as cotas são só uma medida para garantir q os ricos ficarão com os melhores cargos e os pobres vão se foder, a única exceção é a cota por renda.
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#8
A história da redação legislativa diz muita coisa.



A redação legislativa  ATUAL progressista é distópica com o fito de criar uma ditadura, é o eufemismo para que os idiotizados obedeçam sem contestar, algo bem sofisticado.

Essas leis não são feitas no Brasil, são adaptadas em escritórios de advocacia dos partidos e enviadas para o Congresso Nacional esquentarem os textos. 

O que elas tem em comum:

1- Visam destruir a liberdade de expressão e pensamento do individuo. A lei em si e fatos correlatos não podem ser questionados!!! Os ministérios Publicos, lacrolandia politicamente correta, asssociações, midia estão prontos para atacar  o insurgente...

2- Assimetria sistemática e redação dúbia justamente para fortalecer o estatista aplicador e julgador em  detrimento da soberania e demais direitos constitucionais.

3- Politicas e cronogramas destinados ao confisco e desvio de verbas e instituição de tributos para ongs e tecnocracia para a implementação do comunismo progressista,  tudo em nome da utopia em nome do SUPREMO BEM UNIVERSAL. Trump  


Hoje você vive no COMUNISMO NÃO NOMINAL e ainda nem percebeu, a maquina comunista irá querer consumir o sangue do povo brasileiro, a progressão já começou onde isso ira parar?

Atos de legitima defesa CONSTITUCIONAL E DA SOBERANIA da pátria bem sucedidos  podem ser classificados como terroristas contra autoridades e podem a retardar o processo, é o que se vê ao longo da História, tomara que isso não aconteça no Brasil. Big Grin

Continuando... 

O problema exposto pelo confrade era facilmente resolvido pelo Código Civil de 1916...



O deficiente tinha um curador que o representava para os atos da vida civil....


Em 2002 ficou assim....

Art. 1.783-A.  A tomada de decisão apoiada é o processo pelo qual a pessoa com deficiência elege pelo menos 2 (duas) pessoas idôneas, com as quais mantenha vínculos e que gozem de sua confiança, para prestar-lhe apoio na tomada de decisão sobre atos da vida civil, fornecendo-lhes os elementos e informações necessários para que possa exercer sua capacidade.      (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015)   (Vigência)

§ 1 Para formular pedido de tomada de decisão apoiada, a pessoa com deficiência e os apoiadores devem apresentar termo em que constem os limites do apoio a ser oferecido e os compromissos dos apoiadores, inclusive o prazo de vigência do acordo e o respeito à vontade, aos direitos e aos interesses da pessoa que devem apoiar. 


Estatuto Deficiente

Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
§ 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará:       (Vigência)
I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo;
II - os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;
III - a limitação no desempenho de atividades; e
IV - a restrição de participação.
§ 2º O Poder Executivo criará instrumentos para avaliação da deficiência

Art. 4º Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação.

etc....

E depois fizeram a LEI que foi muito além da simplicidade necessária de outrora criando uma extensa gama e reserva de poderes para que o a agente estatal INTERVENHA  em toda a esfera do individuo colidindo até com direitos constitucionais pétreos e "sagrados", em nome do BEM, pura fraude totalitária e autoritária.

Parece que estamos adentrando num novo REGIME QUE IRÁ matar muita gente do povo, e obviamente culparão o povo por ser morto,na maior e mais cara de pau: acuse-os do que você e xingue do que você faz

--- um povo sem direito de reunião, trabalho, expressão, legitima defesa, propriedade, livre mercado etc... Gargalhada 

 E o Bolsonaro? Monte sua milicia e resistência porque as coisas irão piorar para os simples mortais cristãos e desarmados...
Só Jesus salva, vá e não peques mais...
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#9
(14-06-2020, 06:13 PM)Minerim Escreveu:
E depois fizeram a LEI que foi muito além da simplicidade necessária de outrora criando uma extensa gama e reserva de poderes para que o a agente estatal INTERVENHA  em toda a esfera do individuo colidindo até com direitos constitucionais pétreos e "sagrados", em nome do BEM, pura fraude totalitária e autoritária. Parece que estamos adentrando num novo REGIME QUE IRÁ matar muita gente do povo, e obviamente culparão o povo por ser morto,na maior e mais cara de pau: acuse-os do que você e xingue do que você faz --- um povo sem direito de reunião, trabalho, expressão, legitima defesa, propriedade, livre mercado etc...  E o Bolsonaro? Monte sua milicia e resistência porque as coisas irão piorar para os simples mortais cristãos e desarmados...

Nada mais tirânico que exigir o impossível, um sistema funcional se limita a garantir que as coisas fundamentais funcionem de forma adequada, um sistema disfuncional tenta abarcar todos os aspectos da necessidade social e por fim simplesmente falha miseravelmente, destaquei dois pontos da fala do confrade @Minerimporque concordo em gênero, número e grau com ele, já me dei o trabalho de ler trechos da constituição japonesa, texto claro, objetivo, com o que realmente é necessário, a constituição brasileira é uma colcha de retalho sem nenhuma direção e clareza textual, e isso significa na prática que ela é disfuncional o que acaba privilegiando a estruturação de um sistema social completamente decadente, corrupto e tirânico que é o que vivemos no Brasil atualmente.

Assim, Davi prevaleceu contra o filisteu com uma funda e com uma pedra, e feriu o filisteu, e o matou sem que Davi tivesse uma espada na mão.
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#10
E a questão das mulheres nas corporações militares? Falando especificamente da Polícia Militar, cada Estado tem autonomia para fixar o limite de vagas reservadas ao sexo feminino. Só para exemplificar, em Minas Gerais e no Distrito Federal o percentual é de 10% para cada quadro. Acontece que existem algumas vozes na sociedade que defendem o aumento do efetivo feminino nas forças policiais. Inclusive há Projeto de Lei tramitando na Câmara dos Deputados que pretende fixar 25% das vagas oferecidas nos concursos públicos na área de segurança pública para as mulheres, o que valeria para o Brasil inteiro. A justificativa é a igualdade entre homens e mulheres, combatendo a discriminação sofrida por elas.

Uma profissão que exige força física, coragem, frieza e, às vezes, agressividade, características tipicamente masculinas, e querem encher a polícia de mulheres... Li uma "especialista" que teve a coragem de dizer que a superioridade física do homem é uma construção social! Para mim, aumentar o efetivo feminino nas polícias só piora a situação da segurança pública, pois elas naturalmente não têm aptidão para a função.

Mais um caso em que o ideal de igualdade é incompatível com a realidade.
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#11
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(13-06-2020, 06:37 PM)Jagunço Escreveu:
No mundo atual, o direito à igualdade, associado ao direito à liberdade e à dignidade da pessoa humana, se tornou princípio básico a reger as sociedades, com maior força no ocidente, orientando a elaboração de leis e comportamentos sociais. Porém, algumas desigualdades são insuperáveis, como aquelas impostas pela natureza. A geração atual parece ignorar isso, e, na tentativa de nivelar todos a um ideal de igualdade, acaba criando algumas aberrações que vemos por aí, umas já concretizadas, outras na pretensão de se concretizar.

Tópico para podermos compartilhar e discutir exemplos em que a ideologia não se adequa à realidade.



Vou começar com o caso dos deficientes mentais. Antes da entrada em vigor da Lei º 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), os deficientes mentais eram absolutamente incapazes para os atos da vida civil, tendo em vista que em razão da sua deficiência não tem o discernimento necessário para gerenciar sua vida. Por isso, era necessário que eles fossem representados, geralmente pelos pais, que na prática fazem tudo em nome de seus filhos deficientes, sob pena de invalidade. Por exemplo, não era possível uma pessoa com deficiência mental comprar um carro se não estivesse representado.

Porém, com a entrada em vigor do Estatuto da Pessoa com Deficiência, sob o pretexto de inclusão das pessoas deficientes, afastando o tratamento discriminatório destes, os deficientes mentais passaram a ser considerados absolutamente capazes para os atos da vida civil. Isso significa dizer que eles podem fazer tudo que uma pessoa que não tem deficiência faz, sem estarem representados, como comprar, vender, casar, ter filhos e etc. Imaginem uma pessoa com síndrome de down, com idade mental de uma criança de 8 anos de idade indo sozinho ao banco celebrar um complexo contrato de financiamento! Apesar de absurdo, agora é juridicamente possível e válido. E se essa mesma pessoa portadora de síndrome de down quiser adotar uma criança? Em tese, também é possível. Tem como um negócio desse funcionar na prática? É dessas aberrações que estou falando.

A natureza quis que os deficientes mentais fossem diferentes e assim devem ser tratados. O discurso de igualdade é bonito, mas a realidade é implacável.

Assim como o autismo, o down tem diversos níveis.
Lembro-me de ter feito parte de um time de handebol durante minha adolescência, o ponta esquerda do time era excelente, ninguém considerava isso, mas ele tinha síndrome de down, ele tinha total consciência de si e dos outros, sabia direções e estudava junto com a galera.
Só que a condição do cara era dessa deficiência, que aliás, era um favorecimento, já que pessoas com esse tipo de condição acabam por serem naturalmente mais "rígidas" e mais fortes (eu já dei aula para autistas e não queira segurar um durante uma crise porque você não consegue segurar aquela força descomunal), no handebol, o rapaz conseguiu, após acertar a bola na trave durante um campeonato interescolar, dois grandes feitos.
Um é de nenhum goleiro querer se meter na frente da bola pra poder agarrar, o que tentou teve que ser substituído porque tomou na boca do estômago.
O segundo é que a bola que bateu na trave, além de criar um efeito vibratório, arremessou a bola no teto do centro de esportes da cidade onde repousa até os dias de hoje.

Em relação a igualdade nas forças policiais.
Primeiramente que há realmente um déficit enorme nas forças policiais de mulheres e é NECESSÁRIO que haja uma separação especial na força para elas, muitos traficantes estão usando dessa falta de mulheres no front para entocar drogas, furtos e outros ilícitos na xereca de quem não pode ser revistado sem ser por uma outra mulher.

Quanto a cotas, aqui no Rio de Janeiro vi com meus próprios olhos pessoas que passaram no sistema de cotas mesmo sendo brancos (aliás, uma delas eu tenho certeza que é branca da cabeça aos pés, se é que me entende), as faculdades aqui inserem tanto a cota para negros e indígenas, como também para pessoas que comprovam renda baixa.
Aliás, eu sou mais radical quanto a isso, as instituições públicas deveriam ser APENAS para esse tipo de pessoas, pessoas que tem comprovadamente renda baixa.
Então se estipularia um teto, onde tais pessoas comprovariam uma renda familiar sujeita à análise (assim como é feito agora para o auxílio governamental), e se você ganha por exemplo, 2k, 3k por família, isso seria dividido pelo número de pessoas médio em uma família e considerado se você pode ou não entrar em uma universidade pública.

Caso o contrário, o ensino particular seria sua única opção.

(Lembrem-se que eu sou contra o estado e suas artimanhas, porém se não podemos nos livrar dele, pelo menos podemos evitar que ele fique inchado)
No mais, liberdade pra que te quero...

O problema em si não é igualdade ou desigualdade, o problema é que há leis naturais básicas e elas você deveria saber de cor, o estado pressupõe que você tenha que decorar uma constituição, um código penal, um código civil, se militar um código militar, etc.
O que torna o Estado um monstro onde todos se aproveitam do excesso de leis para corromper uns aos outros.

Quando o apóstolo São Paulo em sua carta aos romanos se refere ao julgamento pela lei por quem vive dela, ele se refere a um período onde exatamente florescia essa questão:

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Todo aquele que pecar sem a lei, sem a lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a lei, pela lei será julgado.

O mundo judaico e o mundo romano cresciam em questões semelhantes, o senado romano em burocracia e leis para favorecer determinados grupos, os fariseus em leis para explicar leis (o que deu origem ao Talmude), e o que isso tem a ver?
A burocracia que isso gerava era tão grande que era praticamente impossível você cumprir toda a lei.

Vou utilizar a lei judaica que fica mais fácil de entender...
Vamos pegar a lei aqui e ver que não se pode cozer a carne de um bezerro no leite da sua "mãe". E essa é a lei mosaica expressa.
A partir disso o farisaísmo, ao tentar explicar a lei burocratiza, diz que se você tem uma panela para cozinhar leite não pode usar a mesma para cozinhar carne ou que não pode comprar leite onde você compra a carne, você seria que tipo obrigado a comprar carne em um lugar e leite no outro para evitar escorregar na lei de Moisés... blá blá blá.
Ou seja, em cima da lei, se cria uma outra lei que caso seja desobedecida, seria severamente punida.

Isso é um BELÍSSIMO exemplo de estado burocrático acontecendo nas próprias fuças de Jesus.

E qual é a solução para o fim do estado burocrático?

LIBERDADE.

Sim, as leis devem existir, mas elas devem ser mais abrangentes.

Veja como as coisas mudaram a respeito do Apóstolo Paulo:

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"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém"

Aqui vemos claramente qual é a intenção da construção da sociedade livre, não ter leis não significa necessariamente desordem, assim como haver milhões e milhões de leis não significa que você terá 100% de ordem.

As drogas, por exemplo: Existem leis que te proíbem expressamente de usar e de traficar.
Porém tem gente que usa porque acha que pra ser "descolado" você precisa quebrar leis, e tem gente que trafica porque acha que a lei não se aplica a eles porque são pobres ou porque há hipocrisia na aplicação da lei quanto aos mais poderosos.

Não estou falando aqui de legalizar as drogas, não, o ponto é mais profundo... porém se fossem infundidas na sociedade leis como por exemplo são os 10 mandamentos:

Os 10 mandamentos são leis básicas de interpretação ampla que além de te por pra raciocinar sobre o próximo, são extremamente fáceis de decorar e qualquer ignorante sabe de cor.
Então por exemplo: Eu não precisaria criar uma lei para evitar que alguém cometa uma fraude, já estaria expresso "não adulterarás" (o que muita gente confunde com o adultério, mas isso já é expresso no mandamento da cobiça), eu não precisaria de leis para proibir drogas ou LEGALIZAR drogas (o que é ridículo), se fosse infundido no consciente da criança que aprende o amor ao próximo como a ti mesmo, você não venderia porque pessoas iriam sofrer com isso, você pensaria antes de consumir se pessoas fossem sofrer com isso, etc.

Há um tópico neste fórum no qual eu estou com preguiça de pesquisar que diz que quanto mais burocrático é o estado, principalmente em questão de impostos, há mais corrupção e prostituição/promiscuidade.

Porque há isso? Porque há inúmeras leis para se cumprir e não há como você decorar as coisas básicas, você está sempre refém da mesma máquina, você está sempre sujeito a ser pego.

Porque eu não vou beber e dirigir? Porque tá escrito? Não! Porque eu tenho consciência de que se eu beber e dirigir eu posso além de me matar e me causar prejuízo, eu posso matar ou causar prejuízo ao alguém. Você não tem que obedecer e nem fazer as coisas porque está escrito em nenhum lugar.

Porra, tipo... se eu vejo uma mulher, o que me proíbe de estuprar uma? Uma lei? Não! É a minha consciência de que isso é um ato terrível!
E você não faz porque está escrito em algum lugar que não pode fazer, você não faz por uma coisa simples chamada de AMOR AO PRÓXIMO.

Se as pessoas soubessem desde criança o que é isso, nem mesmo a Real existiria, não haveria necessidade, porque com as leis básicas elevadas, consequentemente a moral da civilização seria elevada, resultando em uma rejeição AUTOMÁTICA de quem não segue isso.
The absence of virtue is claimed by despair






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#12
(20-06-2020, 10:38 AM)Awaken Escreveu: Em relação a igualdade nas forças policiais.
Primeiramente que há realmente um déficit enorme nas forças policiais de mulheres e é NECESSÁRIO que haja uma separação especial na força para elas, muitos traficantes estão usando dessa falta de mulheres no front para entocar drogas, furtos e outros ilícitos na xereca de quem não pode ser revistado sem ser por uma outra mulher.

A utilidade delas na polícia é essa, serviços administrativos e revistar mulheres Yaoming
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#13
(20-06-2020, 02:47 PM)Jagunço Escreveu:
(20-06-2020, 10:38 AM)Awaken Escreveu: Em relação a igualdade nas forças policiais.
Primeiramente que há realmente um déficit enorme nas forças policiais de mulheres e é NECESSÁRIO que haja uma separação especial na força para elas, muitos traficantes estão usando dessa falta de mulheres no front para entocar drogas, furtos e outros ilícitos na xereca de quem não pode ser revistado sem ser por uma outra mulher.

A utilidade delas na polícia é essa, serviços administrativos e revistar mulheres Yaoming

Que seja, ou não, lembre-se que Joana D'arc surgiu em meio a um bando de homens covardes, talvez tenha sido mais homem que você jamais foi, Jagunço...
The absence of virtue is claimed by despair






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#14
Joana D'arc pode ter sido uma mulher excepcional, o que não invalida o fato de que as atividades militares são essencialmente masculinas.
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#15
(20-06-2020, 07:36 PM)Awaken Escreveu:
(20-06-2020, 02:47 PM)Jagunço Escreveu: A utilidade delas na polícia é essa, serviços administrativos e revistar mulheres Yaoming

Que seja, ou não, lembre-se que Joana D'arc surgiu em meio a um bando de homens covardes, talvez tenha sido mais homem que você jamais foi, Jagunço...

25% em tropas militares Gargalhada 8% tá bom demais em atividades auxiliares e acessórias. Mulher não tem que estar na linha de frente da guerra civil urbana.



Ruge  Zoa não @Jagunço   tem cara que associa a lenda da Joana com a Princesa SHENA e Cuié Maravia. Em tempos atuais alguns a comparam com a ativista presa, talvez o Edir Macedo a beatifique quando sair um HABEAS PORCUS.

Jovi o Manginismo Medieval vem sendo perpetuado pela Igreja Catolica a séculos.






mUsica para as Guerreiras...



Só Jesus salva, vá e não peques mais...
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#16
Tópico bacana, marcado para reler de tempos em tempos.

A igualdade não é nada mais do que uma utopia barata para arrumar uma artimanha legal para ter transferência de bens e poder de gente poderosa (que pode ou não ter obtido aquilo de forma lícita e justa) para transferir para os menos abastados (que igualmente podem ser demandas justas ou não). Não vou entrar na questão do que é justiça... O que acho legal de reparar é que essa palavra bonita pode ser uma bomba na mão de gente que não deve.

Então aí que está, de fato igualdade não existe nas sociedades e não existe na natureza por diversos motivos. O que há é a desigualdade por padrão. Ela pode ser reduzida a nível aceitável mas nunca eliminada.

As próprias leis cada vez mais misândricas são a prova cabal de que as mulheres querem cada vez mais de tratamento diferenciado e desigual e aparato do papai estado pois não conseguem competir de frente na sociedade do trabalho e da lei, que é de fato uma estrutura mais masculinizada por ser altamente agressiva e competitiva.

Eu acho que só é possível alcançar algo próximo da igualdade reconhecendo em primeiro lugar as diferenças intrínsecas de cada um (contraditório?) , e que a lei se preocupe puramente com o âmbito, hmm, legal, das coisas, e não que interfira na esfera privada das pessoas.

Claro que há exceções como o caso de pessoas que não podem ser responsabilizadas legalmente por certas coisas ou então que merecem tratamento especial como deficientes, crianças, idosos, pessoas com problemas mentais de diversos graus. Mas exatamente por isso que temos que reconhecer suas limitações. Dar plenos poderes não farão com que essas pessoas passem menos dificuldades ou menos preconceito, vai é acontecer o contrário.

E nos casos onde já há plenos direitos, como o caso das mulheres, mais leis feminazistas não vão diminuir a diferença entre homens e mulheres, vão é aumentar cada vez mais. Tem alguém cometendo algo ilegal contra qualquer um desses grupos, puna as pessoas responsáveis. Daqui há pouco vão fazer cabo de guerra homens vs mulheres, mas homens só podem usar um braço e mulheres podem ter o dobro de gente do lado delas da corda. Isso que é a igualdade forçada que estão promovendo.

Enfim...

Dizendo com outras palavras, enquanto houver gente clamando por igualdade haverá gente se aproveitando das diferenças para ganho próprio ou fins políticos.
Citação:“Fortuna Perdida? Nada se perdeu... Coragem perdida?
Muito se perdeu... Honra perdida? Tudo se perdeu...”

(Provérbio Irlandês)
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#17
[quote pid='88109' dateline='1592804779']

Spoiler Revelar

[/quote]
(22-06-2020, 02:46 AM)Minerim Escreveu:
(20-06-2020, 07:36 PM)Awaken Escreveu: Que seja, ou não, lembre-se que Joana D'arc surgiu em meio a um bando de homens covardes, talvez tenha sido mais homem que você jamais foi, Jagunço...

25% em tropas militares Gargalhada 8% tá bom demais em atividades auxiliares e acessórias. Mulher não tem que estar na linha de frente da guerra civil urbana.



Ruge  Zoa não @Jagunço   tem cara que associa a lenda da Joana com a Princesa SHENA e Cuié Maravia. Em tempos atuais alguns a comparam com a ativista presa, talvez o Edir Macedo a beatifique quando sair um HABEAS PORCUS.

Jovi o Manginismo Medieval vem sendo perpetuado pela Igreja Catolica a séculos.






mUsica para as Guerreiras...





Tá serto.
The absence of virtue is claimed by despair






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#18
Sobre os padrões de beleza já tivemos oportunidade de discutir em outro tópico. Querem se convencer e nos convencer que uma pessoa que pesa 145 KG de puro tecido adiposo é algo bonito e aceitável.

[Image: gordofobia-LI.jpg]

Isso não é e nunca será bonito nem aceitável, porque é uma deformação, onde o delineamento do corpo foi alterado pelo excesso de gordura. E como uma deformação que é, é esteticamente feio!

Mas o pior de tudo são os danos causados à saúde da pessoa. Acham os padrões de beleza opressores? Opressores são a diabetes, ataque cardíaco, trombose e tantas outras doenças causadas pela obesidade.
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#19
Há muita forçação de barra também no futebol feminino. Reclamam do pouco espaço e da diferença salarial quando comparado com o futebol masculino. Atribuem essas desigualdades ao machismo prevalente no meio futebolístico. Mas a verdade é que o futebol feminino é de qualidade inferior (sem graça), a nível físico e técnico, despertando pouco interesse, que por sua vez gera pouca publicidade, e, consequentemente, menos espaço e salários menores. Apenas a lógica do mercado.

Tentando ignorar essa realidade, a CBF obriga que todos os times da série A mantenham um time de futebol feminino, a partir de 2019. O time que não atender à regra não pode participar das competições organizadas pela CBF. A Conmebol também tem regra parecida. Os clubes é que se virem com os prejuízos que o futebol feminino dá! https://www.espn.com.br/espnw/artigo/_/i...os-lotados

Talvez se fizessem adaptações para adequar os jogos à constituição física delas, como diminuir o tamanho do gol, do campo e reduzir o tempo da partida, até poderia ficar menos ruim. Mas nada que se compare à competitividade do futebol masculino.




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#20
Nos meus estudos acabei encontrando um artigo da Lei 13.655/2018 relacionado ao assunto do tópico:

“Art. 20 . Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas da decisão."

Por exemplo, o cidadão entra na Justiça pedindo para forçar o Estado a fornecer medicamento ou tratamento médico, alegando que não tem condições financeiras para arcar com os custos. O normal é o juiz conceder o pedido, ainda que o medicamento/tratamento não seja contemplado pelo SUS, com base no direito à saúde e dignidade da pessoa humana (valores jurídicos abstratos). Alguns remédios/tratamentos são caríssimos, mas o juiz pouco se importa de onde o Estado tirará o dinheiro e qual o impacto gerado no orçamento.

Os resultados de decisões inconsequentes desse tipo são rombos ficais bilionários e defasagem do serviço público prestado à coletividade, em benefício daquelas pessoas que procuram a Justiça.

Como essas situações afetam o orçamento público, os políticos se moveram para aprovar a Lei citada acima, tentando pôr um freio no Poder Judiciário.
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