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Livros para ler antes de morrer.
#1
Exclamation 
Tópico destinado a postagem de recomendações de livros essências e que devem ser lida antes de morrer.

Para manter um padrão é bom por o nome do livro, autor, e uma pequena resenha sobre o mesmo ou uma sinopse.

Minha recomendação:

O homem que calculava - Malba Tahan (Júlio César Melo e Sousa).

O livro conta a historia de um calculista persa que com sua brilhante mente consegue subir na vida, resolvendo problemas cotidiano ele torna a matemática simples, tendo varias reflexões filosóficas, e demonstração de um homem focado e uma verdadeira vida simples porém nobre. Além de aprender a se apaixonar pela matemática, você irá conhecer um pouco mais sobre a cultura Árabe e muitas outras curiosidades.
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#2
Pai rico Pai pobre
"A critica não tem sobre a psicologia das massas o poder sugestivo que tem as crenças afirmativas, mesmo falsas." - Olavo de Carvalho

"Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência." - Arthur Schopenhauer
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#3
Tenho 158 livros na minha biblioteca particular (em papel e para Kindle), já li 93 desde 2012 (quando comecei a usar o Goodreads para organizar minha leitura). Os melhores livros que li até hoje são estes 4:

Crime e Castigo - Fiodor Dostoievski
O Estrangeiro - Albert Camus
Odisseia - Homero
Paraíso Perdido - John Milton
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#4
Seguindo o relato do @Ajax, terminei a um mês Os Irmãos Karamázovi, do Dostoiévski. Leitura puxada, mas extremamente prazerosa nos pontos em que se está desenvolvido. Escrever bem, aprende-se. Os grandes linguistas vão além e tiram um bom sumo das emoções humanas. Bastante coisa realista na tragédia e na mente dos personagens.
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#5
Literatura e afins:
Dom Quixote
Zorba, o Grego
Pastoral Americana
Vinhas da Ira
Rei Lear

Filosofia e afins (nível iniciante):
A Presença Total - Louis Lavelle
Confissões - Sto Agostinho
A Rebelião das Massas - Ortega y Gasset
A Invasão Vertical dos Bárbaros - Mario Ferreira dos Santos
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#6
A Bíblia
"Antes de mas nada, saiba que você morrera e sera esquecido. Portanto, Busque  a felicidade dentro de sua alma e não fora. Entregue-se ao seu espirito. Somente ele estará com você depois da morte." (Nessahan Alita)

Spoiler Revelar
"Desenvolver apenas algumas camadas, negligenciando outras, mais cedo ou mais tarde, a vida cobrara o preço da negligencia." (Mandrake)

"Como eu sempre digo, o homem que não conhece a Real sempre acaba se dando mal." (Conde de Monte Cristo)
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#7

O Ócio Criativo (2000)/ Domenico de Masi
Introdução


Esse é um Livro-entrevista em que o sociólogo italiano Domenico De Masi (nascido em 1938) responde a perguntas elaboradas por Maria Serena Palieri sobre trabalho, tempo livre e globalização. 



Já tinha ouvido falar e achei por acaso em um sebo. Um clássico sempre atual, principalmente para quem quer levar uma vida simples.


Conselhos Úteis



Se os nossos bisavós padeciam do tédio de dias sempre iguais nos padecemos de vertigem por instantes sempre diversos, dilatados, acelerados e excessivos, nos quais se orientam somente aqueles que, dotados de sabedoria, sabem viver com estilo, submetendo e sincronizando os ritmos frenéticos do mundo aos próprios biorritmos. É provável que esta tendência permaneça também no futuro próximo. 


A empresa é um sistema que, com freqüência, produz infelicidade e medo. E desperta raiva ver que hoje em dia a infelicidade e o medo poderiam ser eliminados e, em vez disso, continuam a existir sem motivos: não são úteis a produtividade, são nocivos. (…) Assim, quando quero fazer com que uma regra da sociedade industrial sobreviva numa sociedade como a nossa, devo impô-la. Ou com a alienação, ou com a força física, ou ainda com a chantagem psicológica. E para fazer isso é preciso ter um desprezo quase total pela vida pessoal, afetiva e familiar dos empregados.


Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o tempo livre (…) Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo.

O trabalho pode ser um prazer se, justamente, for predominantemente intelectual, inteligente e livre. Junto com o cansaço pode provocar euforia. O cansaço psíquico obedece a outras leis, diferentes das que se aplicam ao cansaço físico. Quando é físico, traz prostração, impondo que se pare. Quando é psíquico, mental, se for unido a uma grande motivação, pode até nem ser percebido: quem escreve poemas, compõe uma música ou pinta um quadro às vezes chega quase a cair em cataplexia. Um escultor pode esculpir durante horas sem se dar conta do tempo, um poeta pode poetar o dia inteiro, sem adormecer. No trabalho intelectual a motivação é tudo. A História é cheia de anedotas esclarecedoras a esse respeito: Edison, por exemplo, passou a noite de núpcias sozinho no laboratório onde trabalhava na invenção da lâmpada. Paolo Uccello, que estudava desenho, uma bela noite responde à mulher, quando ela o chamou para irem dormir: "Ah, como é doce a perspectiva..."


As condições ideais, na minha opinião, são ainda aquelas descritas por Platão em O Banquete: comodidade, um grupo de amigos criativos, paixão pela beleza e pela verdade, liderança carismática, tempo à disposição, sem as angústias de prazos ou vencimentos improrrogáveis. No final das contas, felicidade consiste também no fato de não ter prazos a cumprir.


Para cada um de nós, tempo livre significa viagem, cultura, erotismo, estética, repouso, esporte, ginástica, meditação e reflexão. Significa, antes de tudo, nos exercitarmos em descobrir quantas coisas podemos fazer, desde hoje, no nosso tempo disponível, sem gastar um tostão: passear sozinhos ou com amigos, ir à praia, fazer amor com a pessoa amada, adivinhar os pensamentos, os problemas e as paixões que estão por trás dos rostos dos transeuntes, admirar os quadros expostos em cada igreja, assistir a um festival na televisão, ler um livro, provocar uma discussão com um motorista de táxi, jogar conversa fora com os mendigos, admirar a sábia beleza de uma garrafa, de um ovo ou das carruagens antigas que ainda passam pelas ruas. Balançar numa rede, que, como já disse, me parece encarnar o símbolo por excelência do trabalho criativo, perfeita antítese da linha de montagem, a qual foi o símbolo do trabalho alienado. Em suma, dar sentido às coisas de todo o dia, em geral lindas, sempre iguais e sempre diversas, que infelizmente são depreciadas pelo uso cotidiano.


Educar para o ócio significa ensinar a escolher um filme, uma peça de teatro, um livro. Ensinar como pode estar bem sozinho, consigo mesmo, significa também levar a pessoa a habituar-se com as atividades domésticas e com a produção autônoma de muitas coisas que até o momento comprávamos prontas. Ensinar o gosto e a alegria das coisas belas. Inculcar a alegria. A pedagogia do ócio também tem a sua ética, sua estética, sua dinâmica e suas técnicas. E tudo isso deve ser ensinado. O ócio requer uma escolha atenta dos lugares justos: para se repousar, para se distrair e para se divertir. Portanto é preciso ensinar aos jovens não só como se virar nos meandros do trabalho, mas também pelos meandros dos vários possíveis lazeres
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