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[REFLEXÃO] A ilusão mental
#1
A ilusão mental

Tenho certeza que a grande maioria das pessoas não se dão conta do quanto sonham durante o dia. Passamos 90% do dia fantasiando mentalmente, pensando no futuro ou no passado. Vivemos uma espécie de matrix mental. Enquanto escovamos os dentes pela manhã pensamos em qualquer coisa, menos no simples ato de escovar os dentes. Essa atitude mental continua ao longo do dia. Tomamos café pensando no trabalho, no transito, nos diversos problemas, sonhos e ilusões, mas em verdade estamos apenas tomando uma xícara de café.
Certo dia, dei-me conta da ilusão que vivemos. Na saída do trabalho corri para pegar o ônibus a caminho da faculdade, até então tudo normal. Passados dez minutos no ônibus, este treme como se tivesse passado por cima de um grande obstáculo. Mas não era nenhum simples obstáculo era um corpo humano. Uma mulher havia caída da moto em baixo do ônibus. Ver aquele corpo atirado no chão, nos seus últimos instantes de vida, me fez despertar instantaneamente do mundo ilusório e viver, ainda que por alguns minutos, a vida como ela é.

Esse foi apenas um exemplo de despertar instantâneo e momentâneo. Passamos por diversos ao longo de nossos dias. Situações tensas, de perigo, ou que requerem nossa atenção, nos trazem para o mundo real. Vivemos sem ao menos perceber os objetos a nossa volta.

Esse estado de ilusão, ao qual estamos tão acostumados, é um dos motivos, se não o maior deles, para o início e alimentação das paixões. Se estivéssemos atentos ao aqui e agora, aos nossos pensamentos e emoções sem perder de vista o ambiente real que nos encontramos, não estaríamos submetidos à paixão alguma.

A paixão alimenta-se de nossas fantasias e o homem comum produz fantasias o dia inteiro. Dando um foco nas paixões amorosas, diria que se o homem não controla seus pensamentos, a fim de evitar a criação de imagens mentais, e lida com mulheres, irá se apaixonar, mais cedo ou mais tarde. Não há como fugir. O simples conhecimento acerca dos prejuízos que a paixão amorosa nos trás não é capaz de impedir o apaixonamento.


Controlar nossos pensamentos, para que fixemo-los nas atividades as quais estamos realizando no aqui e agora, é o melhor antídoto contra as paixões. Pode ser usado tanto como método preventivo quanto remediativo, porém neste último há de se evitar todo tipo de contato possível com o objeto apaixonante. Estar atento ao aqui e agora, por consequência, nos faz mais presentes no momento em que estivermos com nossa companheira, mas APENAS no momento em que estivermos com nossa companheira.

Contudo, manter nossa atenção no aqui e agora trás diversos benefícios em diversas áreas do  desenvolvimento pessoal, principalmente no que envolve atenção: Estudos, tarefas do trabalho, na prática dos exercícios físicos e, sobretudo, na prática constante do domínio do desapego.

O conhecimento aqui trazido pode ser um tanto óbvio para alguns, mas saliento a importância da prática empírica.




Esteja além do bem e do mal. Extraia o bem que há no mal e toma para si mesmo. Retire o mal que está no bem e jogue-o fora. NA
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#2
De ilusão também se vive. 
A mente precisa de um pouco de distração senão a gente fica louco.
O que não pode é ficar no mundo da maionese por muito tempo.

Mas se continuar com essas ideias, sugiro virar um monge e ir morar lá nas montanhas.
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#3
(16-07-2015, 05:01 PM)Aragons Escreveu: De ilusão também se vive. 
A mente precisa de um pouco de distração senão a gente fica louco.
O que não pode é ficar no mundo da maionese por muito tempo.

Mas se continuar com essas ideias, sugiro virar um monge e ir morar lá nas montanhas.

Obrigado pelo retorno confrade.

Não vejo possibilidade de definir um mínimo necessário de ilusão. Sei que é praticamente impossível vivermos 100% do aqui e agora e com atenção à nossa mente. O objetivo é estar atento o máximo de tempo possível. Creio que seja necessário uma atitude ativa em relação às imagens mentais (ilusões).

Aceitar a ilusão como algo bom, parece-me contrário a ideia de combate-la ou reduzi-la.

Virar um monge e morar nas montanhas também não me parece algo útil. Pois a ideia não é fugir dos problemas, mas saber lidar com eles. Só na guerra aprenderemos a viver em paz. Meu objetivo não é o isolamento físico, mas o mental, na medida em for possível.

Espero não ter deixado um ar de radical no texto. A intenção é aumentar a concentração, evitando as imagens mentais do passado ou do futuro, o quanto possível apenas. Isso requer uma atitude mental ativa.
Esteja além do bem e do mal. Extraia o bem que há no mal e toma para si mesmo. Retire o mal que está no bem e jogue-o fora. NA
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#4
O fluir interior e o fluir exterior da vida formam um único movimento indivisível. Com a compreensão profunda do mundo exterior, daquilo que é, dos fatos, sem as interpretações e comparações que sempre o ego faz, inicia-se o movimento interior, mas agora não mais em oposição ou contradição entre si.

Cessado o conflito, o cérebro, ainda que altamente sensível e alerta, aquieta-se. Só assim, torna-se válido o movimento interior. Deste movimento, nascem uma sabedoria e uma compaixão que não resultam do raciocínio ou do auto-sacrifício intencional, mas daquela profunda compreensão.
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#5
Nós nos acostumamos com qualquer coisa, mesmo com o sofrimento e a infelicidade; se não nos acostumássemos tão facilmente, seriamos mais infelizes e perturbados. Julgamos ser melhor tornarmo-nos insensíveis e embotados do que termos de enfrentar novos e maiores problemas. Podemos até invocar razões econômicas, psicológicas ou religiosas, mas permanece o fato: todos preferem “ir levando”, trabalhar no escritório ou na fábrica mais de trinta anos e aceitar o tédio e a futilidade de uma vida inútil e vazia; e dizemos: “temos de viver, temos responsabilidades e, portanto, é mais seguro aceitar as coisas assim como são”.

Nós nos acostumamos com aquilo que chamamos amor, com o medo, com os abusos do governo, com leis que nos oprimem, com a aproximação da morte, com tudo. O hábito se transforma em (falsa) bondade, em (falsa) virtude; até mesmo as fugas e as religiões se transformam em hábito. Mas, a mente que vive no hábito é fútil, estúpida e imatura. O hábito é o velho, o conhecido.

http://obuscadordedeus.blogspot.com.br/2...murti.html
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#6
(17-07-2015, 07:32 PM)vindiesel Escreveu: O fluir interior e o fluir exterior da vida formam um único movimento indivisível. Com a compreensão profunda do mundo exterior, daquilo que é, dos fatos, sem as interpretações e comparações que sempre o ego faz, inicia-se o movimento interior, mas agora não mais em oposição ou contradição entre si.

Cessado o conflito, o cérebro, ainda que altamente sensível e alerta, aquieta-se. Só assim, torna-se válido o movimento interior. Deste movimento, nascem uma sabedoria e uma compaixão que não resultam do raciocínio ou do auto-sacrifício intencional, mas daquela profunda compreensão.

http://obuscadordedeus.blogspot.com.br/2...os-de.html

Da próxima vez use o gerador de lero lero
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#7
kkkkkk
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#8
Pior que o Krishnamurti escreveu vários livros pregando uma espécie de irracionalismo, na mesma linha do Osho (porém esse era mais místico)
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#9
concordo com alguma coisa dele, no sentido de teorizar (mentalizar) menos e realmente focar mais na experiência.
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#10
Como falaram, "de ilusão também se vive", já imaginou se vc nao "viajasse" ao longo do dia nada, fica-se o tempo inteirinho ligado em tudo a sua volta, no que está fazendo o tempo todo?você seria um sismado!Alguem tá querendo te matar pra querer ficar tão ligado assim?
Fora isso as pessoas em geral sonham pq se elas fossem parar para analisar friamente sobre a vida delas provavelmente elas entrariam em crise existencial(creio).
Claro, existem pessoas que são muito contemplativas(não sei se este é o melhor termo), essas pessoas normalmente tem dificuldade em exercer atividades como pilotar uma moto num transito caótico por exemplo(onde as motos passam ligeiro entre os corredores), ou até mesmo ser um bom motorista por exemplo, essas duas atividades que citei são simples exemplos, mas há muitas outras que podem ser prejudicadas.Mas ser contemplativo só traz coisas ruins?Não, pode haver atividades onde esse tipo de pessoa se der super bem...há vale lembrar quem alguem desatento pode treinar a atenção e alguem pouco "contemplativo" pode treinar essa caracteristica, creio que o primeiro caso seja mais fácil
Isso depende muito da pessoa, é genético até.
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#11
Ha alguns anos, essa matrix mental me dominava... hoje estou eliminando isso aos poucos, tu tem que estar pensando no que tu ta fazendo no momento.
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#12
(18-07-2015, 07:38 PM)HombredeHielo Escreveu: Ha alguns anos, essa matrix mental me dominava... hoje estou eliminando isso aos poucos, tu tem que estar pensando no que tu ta fazendo no momento.

Não me leve a mal, mas cuidado, nao exagere nesse pensar demais no que está fazendo, se estiver atravessando um precipício sobre um tronco e ficar pensando muito no que está fazendo naquele momento provavelmente vc irá cair, você acha que caso um dia você esteja fazendo um drift(ou outra "manobra" qualquer no carro) em uma situação de emergência você estará pensando exatamente como está executando a aquilo?é logico que Não!Alias simplesmente saia com um carro e fique pensando em cada pequeno  ato que faz nele(debrear, cambiar, frenar e etc...), com certeza voce dirjirá muito mal.
OBS: usei o ato de dirigir só como um exemplo, isso vale para quase tudo, mas sempre use o bom senso...
Se não entendeu o quiz dizer, leia o que escrevi um pouco acima.
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#13
Um bom texto, não tenho o que comentar, porém a reflexão foi atingida.
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#14
(18-07-2015, 11:00 PM)Kamo Escreveu:
(18-07-2015, 07:38 PM)HombredeHielo Escreveu: Ha alguns anos, essa matrix mental me dominava... hoje estou eliminando isso aos poucos, tu tem que estar pensando no que tu ta fazendo no momento.

Não me leve a mal, mas cuidado, nao exagere nesse pensar demais no que está fazendo, se estiver atravessando um precipício sobre um tronco e ficar pensando muito no que está fazendo naquele momento provavelmente vc irá cair, você acha que caso um dia você esteja fazendo um drift(ou outra "manobra" qualquer no carro) em uma situação de emergência você estará pensando exatamente como está executando a aquilo?é logico que Não!Alias simplesmente saia com um carro e fique pensando em cada pequeno  ato que faz nele(debrear, cambiar, frenar e etc...), com certeza voce dirjirá muito mal.
OBS: usei o ato de dirigir só como um exemplo, isso vale para quase tudo, mas sempre use o bom senso...
Se não entendeu o quiz dizer, leia o que escrevi um pouco acima.

Entendo o que tu quis dizer... o passado tem que esquecer (pois quem lembra dos tempos anteriores é porque o presente nao é tao bom quanto antes) e nao planejar o futuro, pois maioria das vezes nao sai como tu estava imaginando.
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#15
(18-07-2015, 11:00 PM)Kamo Escreveu:
(18-07-2015, 07:38 PM)HombredeHielo Escreveu: Ha alguns anos, essa matrix mental me dominava... hoje estou eliminando isso aos poucos, tu tem que estar pensando no que tu ta fazendo no momento.

Não me leve a mal, mas cuidado, nao exagere nesse pensar demais no que está fazendo, se estiver atravessando um precipício sobre um tronco e ficar pensando muito no que está fazendo naquele momento provavelmente vc irá cair, você acha que caso um dia você esteja fazendo um drift(ou outra "manobra" qualquer no carro) em uma situação de emergência você estará pensando exatamente como está executando a aquilo?é logico que Não!Alias simplesmente saia com um carro e fique pensando em cada pequeno  ato que faz nele(debrear, cambiar, frenar e etc...), com certeza voce dirjirá muito mal.
OBS: usei o ato de dirigir só como um exemplo, isso vale para quase tudo, mas sempre use o bom senso...
Se não entendeu o quiz dizer, leia o que escrevi um pouco acima.

KAMO, estar atento ao aqui e agora não é mesmo que suprimir o sistema motor, controlando cada movimento do corpo.  No seu exemplo de dirigir carro, é lógico que não vai ficar pensando em cada ato, mas deves estar consciente que está dirigindo em tal rua e não fantasiando mil coisas.

Como tu vem apontou, vale usar o bom senso e o não radicalismo, é uma prática que visa trazer resultados e não mais transtornos e paranoias. Mas como mencionado por algum dos confrades acima, devemos sair da zona de conforto da nossa mente fantasiosa do dia-a-dia.
Esteja além do bem e do mal. Extraia o bem que há no mal e toma para si mesmo. Retire o mal que está no bem e jogue-o fora. NA
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#16
(19-07-2015, 05:51 PM)kedy silva Escreveu:
(18-07-2015, 11:00 PM)Kamo Escreveu:
(18-07-2015, 07:38 PM)HombredeHielo Escreveu: Ha alguns anos, essa matrix mental me dominava... hoje estou eliminando isso aos poucos, tu tem que estar pensando no que tu ta fazendo no momento.

Não me leve a mal, mas cuidado, nao exagere nesse pensar demais no que está fazendo, se estiver atravessando um precipício sobre um tronco e ficar pensando muito no que está fazendo naquele momento provavelmente vc irá cair, você acha que caso um dia você esteja fazendo um drift(ou outra "manobra" qualquer no carro) em uma situação de emergência você estará pensando exatamente como está executando a aquilo?é logico que Não!Alias simplesmente saia com um carro e fique pensando em cada pequeno  ato que faz nele(debrear, cambiar, frenar e etc...), com certeza voce dirjirá muito mal.
OBS: usei o ato de dirigir só como um exemplo, isso vale para quase tudo, mas sempre use o bom senso...
Se não entendeu o quiz dizer, leia o que escrevi um pouco acima.

KAMO, estar atento ao aqui e agora não é mesmo que suprimir o sistema motor, controlando cada movimento do corpo.  No seu exemplo de dirigir carro, é lógico que não vai ficar pensando em cada ato, mas deves estar consciente que está dirigindo em tal rua e não fantasiando mil coisas.

Como tu vem apontou, vale usar o bom senso e o não radicalismo, é uma prática que visa trazer resultados e não mais transtornos e paranoias. Mas como mencionado por algum dos confrades acima, devemos sair da zona de conforto da nossa mente fantasiosa do dia-a-dia.
Sim!O bom senso sempre é importante, em poucas coisas da vida o radicalismo funciona bem(na minha opnião),
mas como eu disse tb acima se agente deixar de sonhar totalmente agente fica louco kkk.Mas esse negócio de pensar no que faz naquele exato momento também pode ser interessante, tem até um filme, não me lembro o nome agora, que fala exatamente sobre isso, artigos e livros sobre o assunto devem existir ctz...Outro fato interessante venho trazer aqui é que o ser humano não foi feito para passar muito tempo concentrado numa atividade só, por isso a dificuldade que é estudar longas horas, fazer um trabalho muito monotono e que exiga uma concentração muito especifica, porém o homem se adapta a tudo e o que nao se adapta fica pra traz....
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