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[RELATO] Loucuras do Libertador - Estados Unidos da América
#1
Big Grin 
No inicio deste ano, decidi viajar para morar nos Estados Unidos da América. 

Conforme já havia relatado nesse tópico:
https://legadorealista.net/forum/showthr...3#pid15093

Vou contar o que aconteceu: Muitos falaram que foi corajoso da minha parte fazer isto com pouco dinheiro, afinal eu fui com apenas 550 dólares, mas talvez tenha sido mais loucura do que coragem. E por isso o nome das minhas sagas serão: Loucuras do Libertador. Vamos começar então!


Loucuras do Libertador - Saga Estados Unidos da América


[Image: travelling-solo-1000x600.jpg]


Comprei uma passagem para os Estados Unidos em uma promoção, me custou 1800 reais a ida e a volta, e tive que fazer uma escala em São Paulo e outra na Cidade do México, e somente depois dessas escalas que eu finalmente cheguei na cidade de Orlando no estado da Flórida. Passei pelos fiscais da imigração, que aliás, são bem rígidos. Mas deu tudo certo e pisei em território americano e sai do aeroporto com as malas, pensando por onde eu começaria a minha Saga.

Quando cheguei na Florida, por não conhecer ninguém, e não possuir nenhum contato, pesquisei uma igreja adventista de brasileiros, que pudesse me fornecer alguma ajuda, fui em um culto de sábado e conversei com as pessoas que lá conheci. Expliquei que havia acabado de chegar, não conhecia ninguém, procurava um lugar para alugar e um emprego.

Conseguiram um quarto no apartamento de um ex-pastor de uma  igreja Assembleia de Deus que era brasileiro. O que eu achei bom, afinal, eu sabia falar bem pouco inglês. O cara queria o aluguel adiantado no valor de 550 dólares. Conversei que eu não tinha como fazer isso, até porque, eu não tinha mais todo o dinheiro, utilizei uma parte com transporte e comida. E ele acabou aceitando que no final dos 30 dias eu pagasse o mês passado e o mês seguinte adiantado com o dinheiro do emprego que eu arrumasse, totalizando 1100 dólares.

Para ir até a casa em que eu iria alugar, eu pesquiso na net o endereço, pego um ônibus com as malas e desço em uma parada que achei ser a certa, mas descubro que estou perdido. Não sabia como ia fazer para achar o lugar, o meu celular não tinha internet, afinal, o meu chip era do Brasil e não funciona 3g de operadora brasileira lá, eu não sabia nem onde eu estava e muito menos como ia conseguir pedir ajuda em inglês. Por sorte, olhando ao redor vejo uma bandeira do Brasil em um bar.

Fui pra lá com as malas e perguntei para um grupo sentado nas cadeiras se eram brasileiros e eles eram. Que bom! Expliquei a situação, o grupo foi muito solidário, um deles falou que se eu esperasse mais uns 15 minutos, ele me dava uma carona até o endereço, porque não era perto, ainda mais para ir com as malas. Fiquei lá, troquei uma ideia, até me pagaram uma bebida e me passaram um lista com os telefones de uns 20 empregadores de construção civil. E acabei pegando varias dicas de como viver por aqui. Descobri que alguns deles também saíram do Brasil sozinhos para tentar vida aqui no capitalismo opressor. Mas todos foram com uma quantidade de dinheiro decente, algo em média de 5 mil a 10 mil dólares. Eles foram muito solidários.

Cheguei na casa do ex-pastor, que estava preocupado com a minha demora, me instalei e na manhã seguinte bem cedo, pesquisei na internet do celular usando o wifi da casa e achei um outlet imenso que tem um movimento intenso de turistas, que ficava de 50 a 60 minutos a pé de onde eu morava, sai cedo e fui procurar um emprego lá nos kiosks, aquelas banquinhas no meio dos corredores que vendem de tudo, pois fiquei sabendo que lá eles só contratam ilegais e não pedem documento nenhum.

Cheguei lá e conversei com os vendedores brasileiros dos kiosks e os vendedores que falavam espanhol. Porque eu não conseguia entender nada em inglês, eles falavam rápido demais e difícil demais por meu nível de inglês. Mas a maioria dos vendedores falavam em português e espanhol. Fui em todos os kiosks que consegui e não obtive sucesso em nenhum.

Fiquei preocupado, pois se não conseguisse nada aqui, talvez teria que ir para a construção civil, lá a coisa era bem pesada, o rapaz me contou que na primeira semana o amigo dele arrebentou a mão e levou 50 pontos, e ainda pagou caro pela operação, visto que nessas horas os seus empregadores ilegais somem e eu só tinha 500 dólares neste momento, não podia desperdiçar nenhum centavo, pois poderia fazer falta em breve. Além do pessoal da igreja que também mostraram algumas cicatrizes e contaram que muitos caras grandes metidos a fortões não aguentavam nem duas semanas no Bricks, que é como eles chamam construção civil lá.

Como eu sou magro e desprovido de uma estrutura muscular para suportar muito peso, eu decidi, depois de ouvir essas histórias, que só iria para um lugar desses em último caso. Eu ainda não sabia, mas eu acabaria tendo que trabalhar na construção civil para não ser despejado da casa.

Até que em um dos últimos kiosks que eu fui, quando já estava pensando em ir embora, conversei com um brasileiro que disse que o chefe dele, que era um judeu, estava lá naquele instante, então ele me levou de volta em um dos kiosks que eu tinha ido antes, me apresentou para o dono e agiu como tradutor da minha primeira entrevista de emprego na América. O dono não estava disposto a contratar ninguém naquela hora, mas quando o cara explicou que eu era formado em uma área que entendia desse tipo de vendas no Brasil, ele se interessou mais, pois isso tinha relação com a linha de produtos que ele vendida, então ele aceitou fazer um teste rápido comigo.

O emprego era para trabalhar como vendedor, mas não era uma venda simples, era um tipo de venda bem agressiva, na qual você precisa parar o cliente que está caminhando e que não quer ser parado, apresentar um produto que ele não quer ver, gerar o interesse nele e ainda vender o produto antes que ele mude de ideia. Ninguém vai no Outlet para comprar coisas nas barraquinhas no meio do corredor, eles querem gastar nas lojas de marca e famosas que tem lá, então você tinha que empurrar coisas para os clientes e forçar eles a parar de algum jeito, era um trabalho bem invasivo.

Ele me deu um speech, um texto básico pré-definido sobre o que falar para parar os clientes, me disse para me preparar o tempo que precisasse, depois voltar e tentar vender, se ele gostasse do meu desempenho me contrataria. Rápido e prático o método de avaliação dele.

Sentei em um banco, li algumas vezes, orei pra Deus me ajudar e voltei uns 30 minutos depois, tentei ir logo fazer o teste antes que ele fosse embora, porque o vendedor brasileiro falou que era difícil ele aparecer pessoalmente por lá e ele não ficava muito tempo. E assim, sem mais, lá estava eu, tentando parar as pessoas que passavam pra empurrar produtos, até que consegui parar duas pessoas brasileiras e fiz de tudo para empurrar o produto para elas, não me explicaram nada sobre como o produto funcionava, inventei tudo na hora, ainda ficaram em duvida por um breve momento, mas escaparam assim que conseguiram, perdi a venda. Me esforcei bastante para dar certo, mas não compraram, pensei que tinha perdido a chance de emprego mas o judeu gostou de mim e me contratou.

Ele disse que o trabalho funcionava assim: 12 horas por dia, de 10 da manhã às 10 da noite, todos os dias. Só vou receber o que eu vender, era 25% de comissão até 400 dólares e 30% de comissão acima disso. Se eu não vendesse nada, não recebia nada, literalmente. Não existia ajuda de custo, nem piso salarial, nem nada, só comissão. Era uma proposta indecente, posteriormente aprendi que os Judeus não eram os únicos que agem assim. Ele disse que gostava de contratar brasileiros porque sempre tinham muitos turistas brasileiros.

Conversei com ele já na contratação que eu queira folgar um dia na semana, no dia de sábado, pois assim como eles, os judeus, eu também não trabalhava aos sábados, pois sigo os princípios bíblicos, incluindo os 10 mandamentos. Ele aceitou relutante. Porque metade dos meus futuros colegas de trabalho eram judeus, então tinha muita gente já folgando no sábado. Depois eu descobri que quase todos os kiosks do outlet eram de donos judeus e os melhores vendedores também eram judeus.

E começou a minha jornada no capitalismo opressor.

Nas próximas partes vou falar sobre o que aprendi nesse trabalho. Meu trabalho na construção civil. O negócio próprio que montei. Sobre as prisões e deportações que ocorreram a minha volta. Sobre o 1° EDR Capitalista Opressor da história da Real que fiz juntamente com o Volvo no mês de fevereiro (A gente até gravou um podcast, vou tentar resgatá-lo para postar junto).

Mas uma coisa é certa: As vezes, em uma loucura dessas, você aprende muito mais em 1 ano do que em 20 anos vivendo do mesmo jeito, no mesmo lugar. Vocês verão isso nos próximos capítulos desta saga. Big Grin

Continua em breve.
A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.
Responda-o
#2
Que coragem!
Aguardo a segunda parte!

Quero me surpreender com sua história!

Inspire-nos!
Responda-o
#3
(14-10-2016, 03:32 AM)Mandrake Escreveu: Que coragem!
Aguardo a segunda parte!

Quero me surpreender com sua história!

Inspire-nos!

2
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#4
Relato muito louco e muito foda
Esforça-te, pois, e sê homem. (1 Reis 2.2)

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#5
Como que as americanas tratam os caras na sua situação ?
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#6
Estava aguardando um relato, achei que não contaria. Acompanhando!
O amor supera tudo  Heart

Na vida real ou na internet?
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#7
Aguardando seus relatos, confrade vc foi mt corajoso em ter ido com apenas 500 obamas kkkkk.
Tenho parentes que moram nos EUA e pelo que eu sei não é tão complicado de um imigrante arrumar emprego, e esse papo de deportar ilegais ou sem vistos é papo furado(só te deportam se vc fizer uma merda muito grande)
Todos meus parentes ficaram ilegais por um tempo e com o tempo conseguiram se legalizar...
As mulheres fazem menos cu doce, mas vc precisa demonstrar barganha(é mt mais fácil ostentar em um país de primeiro mundo)
Confrades não acreditem  100% no que os youtubers que moram fora do país falam, muitas das vezes eles exageram ou inventam algo, muitos tentam colocar medo pros Brasileiros desistirem de ir morar no exterior...
Façam como o Confrade fez siga seu rumo e tirem suas próprias conclusões.
Obs:Tenho 2 primos que moram nos EUA e tudo que eu disse acima foi oq os próprios me relataram por telefone.
*É importante tem um inglês no nível básico, no caso dos meus parentes ambos eram nível avançado no inglês.
Chaotic Mind - Benji Chasin
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#8
- Libertador iniciou uma nova ala. Ala dos Mochileiros da Real.

[Image: mochileiro.jpg]

- No aguardo dos próximos capítulos...

- PS: Só não sei se existe esta ala.  Big Grin
Responda-o
#9
(14-10-2016, 06:19 PM)Diamante Escreveu: - Libertador iniciou uma nova ala. Ala dos Mochileiros da Real.

[Image: mochileiro.jpg]

- No aguardo dos próximos capítulos...

- PS: Só não sei se existe esta ala.  Big Grin
 (2) Aguardando tambem.
Se não existe esta ala, acho que ela acabou de ser criada Big Grin
Responda-o
#10
Caramba Libertador que perrengue. Mas muito bom saber que você conseguiu dar seus pulos e está firme e forte na luta. Eu lembro de outro post onde falavamos de sair do Brasil e você tinha citado que tinha chegado nos EUA há pouco. Isso foi no começo do ano.

Assim como os outros confrades, estou no aguardo da próxima parte da sua história ai.
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#11
Continuando!

Parte 2: O Outlet

[Image: Orlando-International-Premium-Outlets-3.jpg]
Eu trabalhei exatamente neste Outlet da foto acima!

Acordei cedo no dia seguinte e comecei o trabalho no horário combinado. Vou falar um pouco sobre esse trabalho pois aprendi muito com ele.
Eramos cerca de 30 funcionários em uns 6 kiosks espalhados, que "concorriam" entre si. O cliente achava que existia uma concorrência, mas eram quase todos do mesmo dono. Coisa de judeu. Ele foi comprando todos os concorrentes e na época faltava só um kiosk, que era de outro judeu e este se recusava a vender. Não vi nenhum judeu trabalhar em algo que não fosse vendas lá nos Estados Unidos.

Dos trinta funcionários, mais ou menos, uns quinze eram judeus, que vieram direto de Israel só para trabalhar nisso, uns seis eram brasileiros, uns cinco venezuelanos, uma da Republica Dominicana e uma das Filipinas. O pagamento era semanal e em dinheiro. Eles não pediram documento nenhum e só perguntaram o primeiro nome para colocar um nickname no sistema, eles nem queriam saber o seu nome real.

Segundo as informações que recebi por lá, Orlando recebe uma média de 55 milhões de turistas por ano. Essa quantidade absurda em uma cidade de porte médio. Para se ter uma ideia, o Brasil inteiro recebe uma média de 6 milhões de turistas por ano. Todo dia apareciam milhares de pessoas novas de varias partes do mundo, prontas para gastar o seu dinheiro lá no outlet. É uma mina de ouro e os judeus rapidamente aprendem a garimpar essa mina.

A taxa de desistência do trabalho era muito alta, muitos ficavam poucos dias e depois desistiam. Pois a parte mais difícil era ficar abordando os estranhos que passavam, puxar uma conversa com eles, forçar eles a parar pra ouvir sobre o seu produto e depois empurrar o produto. Iniciar uma conversa e tentar vender para estranhos é algo que muita gente tem dificuldade e eu também estava nesse grupo. Tive que superar essa barreira.

Apesar da alta desistência, todo dia aparecia um venezuelano pedindo emprego nos outlets e um brasileiro aparecia a cada dois dias, mais ou menos. E percebi como tive sorte de ter conseguido uma vaga lá. Pois quase nenhum deles estava na mesma hora que o dono, que raramente aparecia por lá. E com a crise na venezuela e o PT afundando o Brasil a cidade estava saturada de brasileiros e venezuelanos.

E tinha mais gente do que empregos ilegais disponíveis. Apesar disso, empregos legalizados tinham aos montes, em todo canto havia uma placa de contrata-se, mas era necessário green-card ou visto de trabalho para ser contratado nessas lojas. Então, os empregos ilegais estavam saturados, pagando cada vez menos, e cheio de pessoas tentando entrar e os empregadores legalizados se estapeando para conseguir segurar os trabalhadores, oferecendo benefícios excelentes e com mais vagas do que funcionários dispostos a preenche-las.

Voltando ao kiosk, no inicio foi muito difícil. Abordar estranhos pra forçar vendas é algo que requer muito esforço mental para quem não está acostumado com a rejeição constantes dos clientes. Por isso, a maioria desistia nos primeiros dias. Mas se você supera esta barreira inicial, você amadurece muito como pessoa, saber lidar com a rejeição social é algo muito importante para a vida.

Logo nos primeiros dias, eu também enfrentei o maior frio da minha vida, naqueles dias estava acontecendo a segunda pior nevasca registrada desde 1922, nos Estados Unidos. A nevasca Jonas, também foi apelidada pela imprensa da costa leste de Snowzilla, uma mistura de Snow(Neve) e Zilla de Godzilla, o monstro do cinema. Onze estados declararam estado de emergência, mais de 10500 voos cancelados, algumas mortes por conta do frio, foi também os dias que eu mais me esforcei para vender, eu não ficava parado por nada, era tentando vender sem parar pra ver se esquentava um pouco o corpo.

[Image: nevascanasa1.jpg]

A Flórida fica ali no sul desta foto acima, um pouco abaixo daquela pequena parte verde, foi um dos locais que não fez tanto frio quando no norte, com o Snowzilla. Não chegou a nevar aqui na Flórida, mas mesmo assim fez frio.

Essa foto abaixo é de como ficou a situação no norte do país:

[Image: neve-eua6.jpg]

O local que eu trabalhava ficava em um corredor aberto, que o sol não pegava, mas tinha uma ventilação natural muito forte, então, fazia bastante frio. Eu ia trabalhar no outlet com 2 calças, 3 meias em cada pé, 2 camisas, 3 blusas de frio, toca, e ainda sentia frio. Além de que todos os vendedores estavam se tremendo também.

E por incrível que pareça, em um desses dias passou uma família de canadenses andando de shorts, regata e chinelo, e sem sentir frio, caminhando como se tivessem na praia, todo mundo ficou impressionado com aquilo. Como isso era possível?!


Noticias da época para vocês terem ideia:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noti...ortos.html
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noti...spaco.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/0...stade.html

Nas primeiras semanas eu sofri bastante e pensei em desistir das vendas e procurar outra coisa para trabalhar, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo lá, e me veio vários pensamentos ruins sobre como estava difícil de vender, como era ruim ficar sozinho em um país estrangeiro e etc. Aí orei a Deus pedindo para Ele me ajudar a achar alguma solução e tive um pensamento curioso naquele momento, que era assim, se eu ficasse reclamando e vendo os pontos negativos do trabalho e das coisas que eu passo, eu só iria tornar as coisas mais difíceis, me veio o pensamento de que passar por isso ia ser importante para mim no futuro, e que quanto mais se reclama, mais difíceis as coisas vão se tornando, mas se eu procurasse sentir prazer de estar trabalhando ali, o aprendizado se tornaria muito mais fácil, e até minhas vendas aumentariam.

Eu não precisaria mudar o que acontecia a minha volta e sim a forma como eu interpretava o que acontecia a minha volta. Eu entendi o que eu devia fazer, gerenciar os meus pensamentos e aprender a me divertir no trabalho, aprender a gostar do que eu estava fazendo, eu não sabia como iria fazer isso, mas eu entendi que era isso que Deus queria que eu fizesse. Então, passei a fazer isso, e a ver as coisas ao longo de toda esta saga pelo lado positivo, aproveitar os momentos e aprendizados e também parei de ficar reclamando e dificultando mentalmente as coisas, e adivinhe, isso me ajudou muito.

Comecei a pensar em tudo que tinha de legal e positivo neste trabalho atual. E repetia isto mentalmente quando começava a ficar desanimado. Então vou mostrar a vocês as vantagens que eu comecei a perceber.

O que eu mais gostei desse trabalho de vendas foi a oportunidade de conversar e conhecer pessoas das culturas mais diversas do mundo. Nas primeiras semanas, eu só vendia em português e espanhol. E tentava falar em inglês com todo mundo que não falava esses dois idiomas, porém, depois de algum tempo, eu já conseguia conversar em inglês com certa dificuldade.

[Image: 8513456f0becc8f57bd33dcd8613060f.jpg]

Aprendi a falar em hebraico algumas palavras. E também aprendi bastante sobre a cultura, como por exemplo, que o serviço militar é obrigatório em Israel para homens (3 anos) e mulheres (2 anos), vi cicatrizes de esfaqueamentos feitos por islâmicos em um judeu que quase morreu quando tentaram degolar ele. Lá eles não acreditam que Jesus foi o Messias. Me ensinaram como funciona os Kibbutz, o único "socialismo" que funciona pois é totalmente privatizado, tive a oportunidade de comer diversas comidas típicas de Israel, quando ia na casa deles visitá-los, entre outras coisas.

Lá no trabalho existia uma quantidade grande de turistas chineses e eram muito difícil parar eles para tentar vender, não paravam por nada. Então, um dia, eu saí do kiosk "esbarrei" em um chinês qualquer, puxei assunto, fiz uma amizade rápida e pedi para ele me ensinar a falar: "Oi, tudo bem?" em chinês e também mais algumas palavras. Voltei pra loja e descobri que eles sempre respondiam quando eu falava em chinês. E comecei a conseguir segurar eles para oferecer os produtos.

Rapidamente aprendi a cumprimentar em russo, turco, japonês, árabe, francês e em italiano. O que melhorou em muito a minha abordagem. Cada coisa que alguém me ensinava do seu país, eu usava contra o próximo daquele mesmo país para tentar vender para ele.

Conheci gente de todas as partes do mundo: Singapura, Japão, China, Sri Lanka, Índia, Canadá, Chile, Noruega, Arábia Saudita e etc.
Vendi para pessoas de vários países, era como um trunfo para mim conseguir vender para alguém de um país que eu ainda não tinha vendido. Tirava foto com alguns pra guardar de recordação, estava começando a me divertir com o trabalho. Aprendi muita coisa interessante nesse contato com todas estas culturas diferentes.

Os judeus não contavam para nenhum cliente que eram judeus, e sempre fingiam ser de outro país quando eram questionados, pois os muçulmanos não compravam de judeus de jeito nenhum, e os outros judeus também não gostavam de comprar com judeus pois diziam que eles eram mentirosos, e eram mesmo, eles falavam qualquer coisa para vender. Alguns mentiam descaradamente.

[Image: salesman.jpg]

Teve um judeu em particular, chamado Yaron, tinha só 19 anos, mangina ao extremo, mas ele conseguia ganhar cerca de 400 a 700 dólares de comissão todo dia. E tinha dias que ele ganhava mais de 1000 dólares de comissão. Eu, como a grande maioria, mal conseguia tirar 300 dólares na semana. E teve semanas que recebi algo como 70 dólares. Mas, quando o Yaron chegou nos Estados Unidos, ele passou algo como 3 meses sem vender nada, pois ele mal falava o inglês também, e persistiu até começar a pegar o jeito e hoje domina a arte das vendas. Para poder aprender com calma, ele foi com uma reserva em dinheiro e se esforçou bastante, além do fato de que ele tinha prazer em vender, ele realmente gostava disso. Ou, com o tempo, aprendeu a gostar disso.

Uma coisa que eu reparei foi que todos os melhores vendedores dos kiosks, aqueles que vendiam bem mais que os outros, eles gostavam muito de vender, eles realmente sentiam prazer em estar lá fazendo isso. Eles se divertiam em estar fazendo aquele trabalho, brincavam com os clientes, pegavam os telefones das clientes gatas de outros países e saiam com elas depois do turno. Enquanto todos que vendiam mal, estavam sempre reclamando, sempre depressivos e chateados, parecem que estavam indo para uma sessão de tortura diária. Eles sofriam em estar lá e o que mais queriam era arrumar um jeito de sair daquelas vendas agressivas o mais rápido possível. Torciam para acabar logo o turno e, muitas vezes, ficavam sentados esperando dar o horário de ir embora. Mesmo sem ganhar por hora, só comissão das vendas. A maioria desistia entre uma a duas semanas.

Isso ficou martelando bastante na minha cabeça, desde aquela oração que fiz no inicio desse trabalho e que pedi ajuda divina, me veio o pensamento de que eu devia aprender a gostar do que eu estava fazendo. Fazia todo o sentido agora com essas observações. Continuei me esforçando para me divertir com as vendas, brincar mais com os clientes, mudar o meu padrão mental.

Tinham alguns que vendiam muito em uma semana, mas na semana seguinte não, e as vezes ficava diversos dias seguidos sem conseguir vender nada e desistiam. E isso era algo muito interessante desse trabalho: O emocional.

Muitos vendedores poucos dias ou horas antes de desistir repetiam exaustivamente esses chavões:
Eu não sei vender.
Eu não nasci para ser vendedor.
Tem gente que nasce sabendo vender, outros não, eu não nasci pra isso.
Estou perdendo o meu tempo aqui tentando ser alguém que eu não sou.
Vender é muito difícil.
Eu não quero ficar mentindo pros outros.
Não vou ficar nesse emprego humilhante, eu sou formado no meu país.
Não vou ficar me humilhando e implorando pra conseguir vender pros outros, eu tenho a minha dignidade.
Se algum conhecido do Brasil me ver trabalhando nisso, o que vão pensar de mim?


Enquanto os vendedores de alto nível falavam:
Vender é como tocar um instrumento, alguns aprendem rápido, outros demoram um pouco mais, mas qualquer um pode aprender a vender.
Ninguem nasce um bom vendedor, mas pode se aprender a ser um bom vendedor.
Não precisa ficar mentindo pros outros, você mente só se quiser vender mais.
Não precisa ficar se humilhando, se eles te desrespeitam, tire eles da sua frente ou chame o segurança.
A maioria dos grandes vendedores aqui chegaram sem conseguir vender quase nada no início mas persistiram até aprender.
Se você se esforçar pra valer, uma hora vai aprender a vender bem.


Nenhum vendedor experiente aceitava desrespeito dos clientes. E eu decidi que não iria mentir para vender, então eu sempre falava a verdade sobre os produtos para os meus clientes.

A questão é que os desistentes tinham que arrumar uma desculpa para justificar emocionalmente para eles mesmos o seu fracasso nas vendas, e quase todos colocavam a culpa em algo que eles não podiam mudar, eles queriam justificar para si mesmos que alguns nascem vendedores e outros nascem desprovidos desse dom, como se fosse uma qualidade inata, e não algo que pudesse ser desenvolvido com o tempo.

Já alguns dos melhores vendedores, começaram vendendo muito mal, mas persistiram até dominar a arte das vendas. Ou seja, eles desenvolveram a habilidade de vender. Eu procurei a me doutrinar mentalmente a pensar como os grandes vendedores e a rechaçar os meus pensamentos que eram parecidos com os pensamentos dos vendedores ruins.

O nosso emocional tinha influencia total sobre estas vendas agressivas. Se você acordava desanimado ou com algum problema, não vendia nada, se você estava motivado, vendia muito. A questão era que você levava algo como uns 10 a 20 nãos rudes para cada sim. E a cada não que recebia, isso te abalava bastante. E atrapalhava o seu emocional na próxima venda.

Nesse período, eu li um tópico sobre Inteligência Emocional (Clique aqui) do fórum, refleti bastante sobre o assunto, e então percebi que os bons vendedores tinham um controle muito alto sobre as emoções, por isso conseguiam estar sempre se auto-motivando em pensamento e sempre agindo como se tivessem felizes na hora de vender, mesmo passando 20 ou 30 tentativas seguidas só levando nãos, sem vender nada.

Isso mesmo, os melhores vendedores levavam diversos nãos também, mas administravam isso para permanecerem animados, pois sabiam que se agissem com desanimo, não vendiam. Aconteceu do Yaron terminar um namoro em que ele era muito apegado a garota, afinal, ele era muito mangina, e passou uns 2 dias sem conseguir vender nada. Mas depois ele finalmente conseguiu colocar os sentimentos de lado na hora das vendas e voltou a vender loucamente de novo.

Vou escrever aqui algumas observações que aprendi lá observando os melhores e praticando todo dia, que me ajudaram bastante. Acredito que são úteis para diversas outras áreas da nossa vida:
  • Nunca pergunte se pode mostrar o produto, eles sempre dizem não. Dê ordens de forma educada e elas farão o que você quer.
  • Crie conexão rapidamente
  • Não deixe eles pensarem demais. Eles compram por impulso.
  • A forma como você faz é mais importante do que o que você faz.
  • A forma como você fala é mais importante do que o que você fala.
  • Como você se sente é muito importante, se você se sente mal, vende pouco, se você se sente muito bem, vende muito bem. Gerencie os seus sentimentos.
  • Aja com energia e entusiasmo sempre, independente da quantidade de nãos que levou. Desanimados não conseguem vender.
  • Se você perceber que eles não te respeitam, deixe eles irem embora logo. Não perca seu tempo.
  • Olhe nos olhos, aja com confiança, quanto mais autoridade e confiança no falar, mais venderá.
  • Tudo depende de sua energia, de como você age e se sente.
  • É tudo sobre você.
[Image: mzfexXy.jpg]
Tradução: O homem não pode refazer-se sem sofrer, pois ele é, ao mesmo tempo, o mármore e o escultor.

Depois que passei a aplicar isso melhorei bastante. Mas, ainda não o suficiente para conseguir pagar o aluguel. Pois as vendas acabaram caindo muito no período em que eu estava, pois era a época de turismo do Brasil, mas vieram pouquíssimos turistas, por conta da alta do dólar e da crise que o PT gerou, isso afetou as vendas de todos os vendedores e em todas as lojas que dependiam de turismo. Mas os experientes estavam tranquilos, pois sabiam que dentro de 2 meses, iria começar o turismo em massa de outros países, então era só usar a reserva que eles tinham. Mas eu não tinha reserva nenhuma, eu estava no limite do meu dinheiro, tinha ido só com 500 dólares, e só o aluguel custava 550 dólares, fora que eu já estava usando o meu dinheiro para me alimentar durante o período, o meu dinheiro já estava diminuindo bastante.

Então eu tive uma ideia, resolvi vender os mesmos produtos no Ebay para os americanos. Eu comecei vendendo um que era vendido por 50 dólares no Kiosk, mas era vendido por 150 dólares no site oficial. Como eu ganhava 25% de comissão, então ele me saía por 37,50. Eu passei a tentar vender por 55 a 65 dólares na internet. Pesquisei como anunciar, criei uma conta no Paypal para receber o dinheiro, e então passei a anunciar o produto no Ebay. E começou a dar certo, comecei a vender aos poucos, mas cometi um erro nisso que me custaria caro.

Além disso, aconteceu que nesses dias uma americana se mudou para a mesma casa que eu morava. Ela foi para o quarto ao lado e tínhamos que dividir o banheiro. Quando eu conheci ela, vi que seu olhar era frio, ela agia com falsidade nas expressões, tentava se passar por uma mulher extremamente religiosa e se fazendo de vitima sempre que podia. Parecia uma psicopata. Na hora eu pensei: Tem alguma coisa muito errada com essa mulher. E o pior é que eu estava certo.

Continua em breve.

Visitante, a história continua na página 2, aqui: https://legadorealista.net/forum/showthr...367&page=2

E na página 3, aqui: https://legadorealista.net/forum/showthr...367&page=3
A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.
Responda-o
#12
Grande Libertador, fico feliz em ter te ajudado indiretamente com meus topicos de desenvolvimento pessoal. Pessoas corajosas e persistentes como vc, merecem muito ter sucesso na vida.

Vou postar aqui, algumas coisas sobre vendas, se vc achar util, farei um tópico próprio.





Citação:
5 Grandes segredos para vender qualquer coisa, inclusive você

Spoiler Revelar




Imagine que você trabalha em uma pequena empresa de marketing nos Estados Unidos. Fazem trabalho de acompanhamento de pontos-de-venda, distribuição de material publicitário, gerenciam a distribuição e ajudam a treinar promotores, esse tipo de serviço. Então, descobrem que a gigantesca Procter & Gamble está cadastrando instituições desse segmento para escolher seu novo parceiro. Um negócio de mais de 28 milhões de reais por ano. Há muitas companhias grandes e mais equipadas nesse setor que a sua, mas não custa nada se inscrever. Após algum tempo, a P&G contata vocês dizendo que os executivos deles passarão o mês avaliando os candidatos a parceiros, e marcam um dia para visitar sua organização. 


Não é preciso dizer que sua empresa fica em polvorosa. Tudo terá de estar perfeito para receber os importantes prospects. O avião chegará à sua cidade perto do meio-dia, então segue-se uma pequena discussão sobre onde levá-los para almoçar. O lugar deveria ser um restaurante exclusivo, chique e, de preferência, freqüentado pela nata da sociedade, porém não chegaram a uma conclusão. No entanto, alguém na sua equipe faz uma sugestão tímida: e se a gente perguntasse a eles? Assim, se quiserem frutos do mar, vamos a um restaurante; se preferirem comida francesa, vamos a outro. 


E, com o pé atrás, assim fizeram. Vai que o pessoal da P&G considera isso falta de planejamento. Mas perguntaram o que eles gostariam de almoçar. O chefe da delegação não hesitou: 


— Estive nessa cidade no ano passado, e comi o melhor sanduíche de carne e pimentão da minha vida. Não lembro do nome da lanchonete, mas o sanduíche vem num pão alto, redondo e com... 
— Ah, sei, é o sanduíche da Lincoln Del. Fica perto do nosso escritório. 
— Vamos lá? 


E lá foi a delegação da P&G e da sua empresa para a lanchonete, onde almoçaram e deram boas risadas. Depois de algum tempo, a P&G liga novamente. Sua companhia havia ganhado a conta. Entusiasmado, você ainda consegue perguntar o que tinham feito de tão diferente ou melhor do que seus concorrentes maiores, o que foi decisivo para conquistarem aquele cliente de 28 milhões. A resposta do executivo da P&G foi: “O sanduíche. Ninguém mais nos perguntou o que queríamos. Presumiram que ficaríamos impressionados com o restaurante mais elegante da cidade. Vimos dúzias desses lugares, mas apenas uma lanchonete”. 


Essa história resume bem o espírito do livro Venda-se – A arte de se vender de Harry Beckwith e Christine Clifford Beckwith. A venda está nos detalhes, no que você faz e, principalmente, no que escuta do cliente. 


Veja o que mais Christine e Harry, que esteve na ExpoVendaMais do ano passado, têm a ensinar. 



Antes de tudo, você se vende



Antes de adquirirem seu produto ou serviço, as pessoas precisam comprar você. O que você fala, como fala, de que maneira se apresenta e, principalmente, como as faz sentir. Para os autores, vender é fazer o cliente ou prospect se sentir importante, confiante e tranqüilo. 


Para isso, você precisa investir em si mesmo, em sua “embalagem” – a aparência conta muito no mundo das vendas, pois ela fará você começar a vender antes mesmo de abrir a boca. Ao falar com o prospect, o cuidado com a venda de sua imagem deve continuar.
 


Citação:
» Seja claro ao falar. Quanto mais simples, clara e segura for sua mensagem, mais você passará a imagem de um especialista. 


» Não fale para o cliente, e sim com ele. Comunique-se, dê espaço para o outro. 


» Conte histórias, mas coloque o cliente/prospect – e não você ou o que vende – no papel do herói. Lembre-se de que a idéia é fazê-lo se sentir bem.




Ouvir é uma arte



Não é por acaso que muitos anúncios publicitários trazem mensagens que podem ser resumidas em “nós ouvimos você”. Isto é algo que a maioria das pessoas procura, mesmo inconscientemente: alguém para nos ouvir e nos dar importância. Veja estas dicas.
 


Citação:
» Espere um segundo antes de falar – É pouco, mas indica para a pessoa com quem está falando que você prestou atenção no que ela disse. 


» Ouça as palavras, mas também use seus olhos – Perceba o que a linguagem corporal do individuo está dizendo – se ele está com uma postura relaxada e receptiva. 


» Olhe nos olhos constantemente – Você busca um relacionamento com seu cliente ou prospect. No entanto, não pode fazer isso se está lendo uma página, olhando para uma tela de computador, etc. É preciso fazer isso olhando nos olhos da pessoa.




Mas você também tem de falar


Os autores dão uma boa dica de como fazer uma ótima apresentação em 30 minutos: fale por 22 minutos. Para fazer um excelente discurso de 10 minutos, escreva sua apresentação para 20 minutos e corte a metade mais fraca. Há sempre muita coisa sobrando, que não é necessária, que seu cliente não quer nem precisa saber. Mencione os fatos. Coloque o cliente ou prospect no centro da apresentação. Não fale mais que o necessário. Outras dicas:
 


Citação:
» A única piada que funciona é aquela que você faz sobre si mesmo. Além de não ofender ninguém, ajuda a criar uma conexão com seu prospect ou cliente. 


» Cuidado com o PowerPoint. Tenha certeza de que os slides não brigam com sua apresentação de vendas. Se está contando uma história, usando a emoção ou imaginação do cliente, não projete ao mesmo tempo um slide racional com porcentagens e números.
 




Toda venda é emocional


Os autores lembram que, provavelmente, seu cliente já satisfez suas necessidades primárias de alimento, abrigo e roupas. E as substituiu por dois grandes desejos: o de se sentir apreciado e o de ser respeitado. Em outras palavras, sentir-se importante, essa é uma chave de vendas. Confira alguns exemplos:


Citação:
» O respeito começa no nome. Tenha todo cuidado com o nome de seu cliente. Escrevê-lo errado (ou, pior, chamá-lo por outro) mostra que você não presta nem dá importância a ele. E o nome de cada um de nós, quando bem usado, é uma das expressões mais úteis em vendas. Não a desperdice. 


» Vá ao âmago da questão. Ninguém compra a “qualidade” de seu produto ou serviço. As pessoas compram a certeza de que não se incomodarão com o que você vende e a garantia de que entregará algo e que faz o que promete. Em outras palavras, compram conforto. É isso que você deve vender. 


» Elogie os outros, seu cliente, e não a si próprio ou seu produto. O cliente pensa “e daí que o que você vende é bom? O que isso faz por mim?”. 


» Use as palavras mágicas do relacionamento: obrigado, bem-vindo, o nome da pessoa e o dos filhos dela.
 




Seja confiável



A Procter & Gamble tem uma regra simples de negócios que ensina a todos seus vendedores: se você não chega cinco minutos antes, está atrasado. A pontualidade, além de dizer para o cliente “você é importante para mim”, mostra que seus vendedores são confiáveis e previsíveis. Sempre estarão lá, cinco minutos antes. Essa aura de confiança reflete tanto nos produtos da P&G como nos seus vendedores, aumentando o valor percebido. Mais algumas dicas:
 


Citação:
» Seja estável em relação às horas, hábitos e comportamentos – As pessoas precisam saber com quem estão lidando. Evite ser “de lua”, procure ter um comportamento profissional médio, sem muitas flutuações de humor. Isso aumenta a sensação de conforto que o cliente tem ao lidar com você. 


» Ajude e peça auxílio ao pessoal da sua empresa – Vendedores são, por definição, independentes. Mas tenha como hábito se interessar pelo que as outras pessoas da empresa fazem, ajude-as no que for possível e envolva-as também em suas vendas. Isso reflete em um serviço mais sólido para o cliente (todos falarão a mesma língua) e você terá sempre para quem pedir ajuda em uma emergência, aumentando sua aura de confiabilidade.
 



Harry Beckwith e Christine Clifford Beckwith concordam que, para algumas pessoas, tomar as medidas necessárias para vender bem – a si próprio e a um produto/serviço – é desconfortável, mas é a única maneira de progredir na vida. “Você cresce nos negócios quando cresce na vida. O crescimento pessoal e profissional provêm da mesma fonte, e o sucesso duradouro provém do crescimento contínuo. 


Sim, há uma floresta à sua frente cheia de cobras, feras e demônios. É mais confortável ficar aqui fora. Mas você quer encontrar seus tesouros e aproveitar suas belas paisagens, não? Entre na floresta”, explicam.




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#13
Show. Acompanhando atento.

P.s. Volta pro grupo do Whats, man..., rs.
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#14
Aragons, mais importante do que saber como as mulheres tratam um estrangeiro (brasileiro) na America, é saber o desfecho da história do Libertador, algo muito mais importante do que mulheres: A sobrevivência em outro país.

Mulher nesse caso se torna um elemento terciário. Pois o Primario é a Sobrevivencia, o Secundário é Ganhar Dinheiro, o Terciário, se o Libertador, chegar lá, é mulheres.

Vamos por parte.
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#15
(15-10-2016, 01:28 AM)Mandrake Escreveu: Aragons, mais importante do que saber como as mulheres tratam um estrangeiro (brasileiro) na America, é saber o desfecho da história do Libertador, algo muito mais importante do que mulheres: A sobrevivência em outro país.

Mulher nesse caso se torna um elemento terciário. Pois o Primario é a Sobrevivencia, o Secundário é Ganhar Dinheiro, o Terciário, se o Libertador, chegar lá, é mulheres.

Vamos por parte.

Yes.

Fodam-se as gringas, rs.

Mulher é igual não importa o código postal.

São dos destacados que elas gostam.

Latinos pra se destacarem nos EUA só com esportes, artes ou dinheiro.

De resto, são como qualquer beta no Huebr, não importando de onde venham...
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#16
Muito bom!

No aguardo dos próximos capítulos.
"Há um amplo fosso de aleatoriedade e incerteza entre a criação de um grande romance – ou joia, ou cookies com pedaços de chocolate – e a presença de grandes pilhas desse romance – ou joia, ou sacos de biscoitos – nas vitrines de milhares de lojas. É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem." O andar do bêbado.
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#17
Acompanhado o relato.
Fumei 25 cigarros esta noite e você sabe da cerveja.

Buwkoski.

Buceta não machuca e não se faz sexo com a bunda.

Leg. Bean, fórum mundo realista.
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#18
Movido pra seçao relatos e reflexões. E acompanhando.
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#19
Lembrei de dois casos de um vizinho que foi morar na Itália como ilegal, se desgraçou e voltou para o Brasil, e outro que foi para os EUA e se arrumou muito bem com direito a Green Card. 

Ele trabalhava como concursado na Federal e largou tudo para ir morar lá, sem era e nem beira, levou a "esposa" formada em Enfermagem que era uma "espertinha" e rapidamente se virou por lá, abandonando-o a própria sorte. 

Quando ele chegou com uma mão atrás e outra na frente, não teve a mesma disposição que o confrade Libertador de se firmar em algo que lhe desse retorno, a mãe já se encontrava há décadas como ilegal por lá, e tinha um emprego em uma casa de família, já ele devido a falta de "traquejo social" logo criou desavenças com outros nacionais onde estava hospedado como ilegal, e fora expulso por não ter um emprego e não ajudar nas tarefas domésticas. 

A "esposinha" logo tratou de legalizar sua situação, arrumou um emprego na área de atuação que fora formada em Enfermagem, arrumou um mangina Italiano ou de outra nacionalidade, e abandonou o cara a própria sorte, na verdade isso era questão de tempo, pois os planos dos dois eram distintos, e aquele lance da "prostituição inconsciente" é claro nas mulheres, elas entram com a buceta, os manginas entram com as benfeitorias materiais, a troca é clara, implícita e o acordo silencioso.

Logo, o cara se viu em diversas dificuldades: sem emprego, sem dinheiro, em desavença com os próprios nacionais que poderiam de certa forma lhe dar um norte, teve que recorrer a mãe para voltar para o Brasil, e viver sob o medo permanente de ser preso e "devolvido" para o país de origem, não teve jeito, suas tentativas de arrumar e se estabelecer em um emprego foram infrutíferas, conforme o mesmo narrava para nós nacionais aqui no Brasil, o cara trabalhara em um restaurante como lavador de pratos, pilhas e mais pilhas para serem lavadas, o acordado inicialmente nunca era cumprido, e a resposta dos Italianos era sempre a mesma quando questionados acerca do tratado: "Reclame seus direitos com a imigração", sua última tentativa como arrancador de uvas fez lhe desistir de vez da vida no país da bota, a cada tentativa de arrancar as uvas, a mãos eram esfoladas devido a falta de prática, pois, as "mãos virgens" de um burocrata não acostumadas com o trabalho braçal era sua marca mais cara. 

Logo passado uma semana, saiu do campo, voltou para a cidade grande e passou a viver escondido com medo da imigração, pediu ajuda a mãe que gastou todas as economias para enviar-lhe de volta para o Brasil, enquanto isso a "ex-esposinha" estava trabalhando como Enfermeira em um Hospital, casada de papel passado com um mangina estrangeiro, e estava esperando um filho, enredo de novela no qual o mocinho não terminou bem, hoje ele trabalha como taxista, conseguiu se estabelecer, teve um filho e é casado, mas, a experiência foi dolorosa.

O outro caso envolveu um primo de um colega da vizinhança que teve a oportunidade  de ir jogar Basquete nos Estados Unidos da América, uma oportunidade de ouro muito bem aproveitada diga-se de passagem, chegando lá, o cara um "realista nato" e adepto ao "heterodelicismo" se firmou com uma coroa na casa dos 50 anos, casou com ela e arrumou o Green Card, passada a temporada de Basquete, provavelmente foi dispensado, mas, já tinha o Green Card garantido, deu um pé no cu da americana coroa, e depois arrumou uma mais nova. 

Esse cara saiu daqui com uma ideia certa na cabeça, se deu muito bem, provável que tenha conhecido essa coroa em um site de namoro, pois, é comum que mulheres nessa faixa de idade caiam em golpes muitos mais sofisticados e sejam extorquidas, o que não foi o caso do colega do meu primo, pois, ele se casou de papel passado, e sabemos que relacionamentos assim se desgastam, o tempo que ele esteve "casado", lhe serviu para aprimorar o Inglês com a "esposa" que lhe tomava lições diárias a fim de deixar-lhe afiado. 

Tanto que mesmo após o termino da relação, manteve-se uma amizade com a ex-esposa, sem traumas nenhum, tanto que ele ainda continua a frequentar a casa da ex-esposa junto com a esposa mais jovem, o cara é um craque mesmo, muito esperto.
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#20
Sociólogo gostei dos relatos, e esse lance do marido ir com a esposa tentar a sorte em outro país é furada, já vi vários casos no YouTube e na maioria dos relatos a mulher abandona o cara ...
Tem que ser esperto mesmo vou contar sobre meu Tio que morou na argentina:
O cara foi pra argentina com a cara e a coragem, começou a desenrolar e logo arrumou um trampo, ele falsificou alguns documentos e começou a trampar em uma empresa, ele me disse que foi a época que ele mais comeu mulher na vida dele, esse meu tio é caça-coroas e sempre que pode tira uma casquinha das velhas kkkk
Faz uns meses que ele voltou pro Brasil, mas eu acho que ele vai viajar pro exterior em breve...
(Não recomendo ninguém falsificar documentos só estou relatando oq aconteceu kkk)

O meu outro Primo que viajou pros EUA tirou casquinha de uma coroa por um longo tempo(a velha ajudou bastante ele no começo, ela queria até noivar com ele)

Não sei como, mas ele conseguiu se legalizar(ele fez amizade com um monte de crente e começou a frequentar as igrejas de lá, acho que alguém deu uma força pra ele)
Ele tá terminando de kitar o apartamento e vai fazer curso técnico.
Tem que ser esperto e agarrar as oportunidades, sei que vai ter confrade falando que é errado "sacanear" a mulherada pelo greencard, mas cada um se vira como pode kkk
Chaotic Mind - Benji Chasin
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