24-09-2020, 01:10 PM
Citação:"Lembre-se aliás de que em boa parte um livro vale o que você vale, e que é você mesmo que o faz valer. Leibniz utilizava tudo. São Tomás pegou dos heréticos e dos paganizantes de seu tempo uma multidão de pensamentos, e nenhum deles o prejudicou. Um homem inteligente encontra em tudo a inteligência, um tolo projeta por todos os lados a sombra de sua fronte estreita e inerte. Escolha o melhor que puder, e faça com que tudo seja bom, amplo, aberto à verdade, prudente e fecundo, porque você mesmo terá sido assim."
A. G. Sertillanges (A Vida Intelectual)
Há um bom tempo atrás eu peguei uma edição jurássica de Crime e Castigo em uma biblioteca, nem consegui chegar até a metade de tão enfadonha. Devolvi.
Há um bom tempo atrás eu peguei uma edição 'paleontológica' de Anna Kariênina, do Tolstói, levei para casa e fiquei com a edição por mais ou menos um mês. Parei na metade, a leitura se tornou insustentável. Devolvi.
O tempo acabou me mostrando se eu estava certo ou errado nos julgamentos. Eu trouxe a citação do Sertillanges não como uma forma de dizer que o @Libertador está certo ou errado, mas sim como uma forma de reafirmar que o questionamento é importante.
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Longe de querer polemizar mas Admirável Mundo Novo tá na lista dos melhores que já li, genial, exceto pelo final do livro, não sei o que deu na cabeça do Huxley, que tem livros tão fantásticos quanto esse, mas me pareceu ter concluído o livro às pressas principalmente quando se chega na última página. Fora isso, gosto ainda é gosto e creio que a 'conexão 'leitor-livro é importante nesse sentido. Fiquei agora curioso para saber os motivos dessa sua opinião @Libertador, tenho certeza que sairá algo relevante.