03-07-2018, 07:26 PM
Um dado importante sobre o que é relatado nesse tópico, em especial, relacionado ao Brasil.
Segundo pesquisas em vários paises, QI no Brasil pode estar caindo.
Os pesquisadores reuniram diferentes pesquisas de QI realizadas nesses países por entre 1909 e 2013. Os dados do Brasil foram compilados com base em dois estudos. Um deles foi conduzido pela professora Denise Ruschel Bandeira, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que encontrou uma queda de 0.04 pontos de QI por ano entre 1987 e 2005 em crianças de Porto Alegre.
Ela diz que o resultado contrariou expectativas: dois métodos diferente foram usados, e ambos apontaram na mesma direção. “Percebemos que não houve avanço. Inclusive houve essa pequena queda no QI, que não chega a ser significativa, mas que chama atenção”, diz.
A conclusão é assustadora porque o chamado Efeito Flynn, consenso na área, prevê uma tendência de evolução nos índices de QI com a natural melhoria em fatores como nutrição e na renda.
O Brasil ficou mais rico e a nutrição melhorou no período analisado. Ou seja: para que tenha havido uma queda, é preciso que as escolas não só não tenham melhorado, mas piorado de qualidade.
“No meu entendimento vai muito nessa linha da qualidade da escola, porque notamos isso em outros estudos de desenvolvimento infantil”, diz Denise.
A psicóloga Maria Clementina Menghini, que foi responsável técnica pelo Centro Psicologia Aplicada da UFPR, concorda. Para ela, a escola atual não consegue nem mesmo assegurar uma estrutura segura para o ensino: “Os alunos estão preocupados porque colegas estão sendo baleados em sala de aula. Falta segurança, respeito, estrutura pedagógica e acadêmica”.
Divergência
A outra pesquisa citada por Jakob Pietschnig e Martin Voracek comparou dados de 1930 com 2004, entre crianças de Belo Horizonte. Apesar de os números compilados pelos pesquisadores estrangeiros apontarem uma queda de 0.12 pontos de QI por ano no período, a professora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Carmen Flores-Mendoza, que participou do estudo, tem uma interpretação diferente: ela diz que não é possível falar em piora do QI com base em seus dados.
Segundo pesquisas em vários paises, QI no Brasil pode estar caindo.
Os pesquisadores reuniram diferentes pesquisas de QI realizadas nesses países por entre 1909 e 2013. Os dados do Brasil foram compilados com base em dois estudos. Um deles foi conduzido pela professora Denise Ruschel Bandeira, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que encontrou uma queda de 0.04 pontos de QI por ano entre 1987 e 2005 em crianças de Porto Alegre.
Ela diz que o resultado contrariou expectativas: dois métodos diferente foram usados, e ambos apontaram na mesma direção. “Percebemos que não houve avanço. Inclusive houve essa pequena queda no QI, que não chega a ser significativa, mas que chama atenção”, diz.
A conclusão é assustadora porque o chamado Efeito Flynn, consenso na área, prevê uma tendência de evolução nos índices de QI com a natural melhoria em fatores como nutrição e na renda.
O Brasil ficou mais rico e a nutrição melhorou no período analisado. Ou seja: para que tenha havido uma queda, é preciso que as escolas não só não tenham melhorado, mas piorado de qualidade.
“No meu entendimento vai muito nessa linha da qualidade da escola, porque notamos isso em outros estudos de desenvolvimento infantil”, diz Denise.
A psicóloga Maria Clementina Menghini, que foi responsável técnica pelo Centro Psicologia Aplicada da UFPR, concorda. Para ela, a escola atual não consegue nem mesmo assegurar uma estrutura segura para o ensino: “Os alunos estão preocupados porque colegas estão sendo baleados em sala de aula. Falta segurança, respeito, estrutura pedagógica e acadêmica”.
Divergência
A outra pesquisa citada por Jakob Pietschnig e Martin Voracek comparou dados de 1930 com 2004, entre crianças de Belo Horizonte. Apesar de os números compilados pelos pesquisadores estrangeiros apontarem uma queda de 0.12 pontos de QI por ano no período, a professora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Carmen Flores-Mendoza, que participou do estudo, tem uma interpretação diferente: ela diz que não é possível falar em piora do QI com base em seus dados.
