16-08-2015, 09:38 AM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 30-12-2016, 01:00 AM por Mandrake.)
![[Image: indianoolho1.jpg]](http://s2.glbimg.com/vm6WMdG1NPRZ_e_6w0vxC5fCGR8=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2014/04/30/indianoolho1.jpg)
Bom domingo, confraria, arrumei um tempo para escrever esse texto e espero que vocês apreciem:
Ah, o olho, uma das partes mais críticas do ser humano, quem não se lembra da própria mãe recomendar diversas vezes enquanto você era criança "Cuidado com o olho, meu filho". Mesmo que inconscientemente nosso olho se torna uma das áreas mais expostas e uma das primeiras a serem protegidas em caso de agressão, nós amamos nosso olho.
Porque? Sem ele tudo fica mais difícil, não conseguir enxergar torna tudo o dobro de esforço ou completamente nulo o nosso trabalho.
Bom, chega de blablablá aqui, vamos direto ao ponto.
Alguém aqui arrancaria o próprio olho caso ele ameaçasse sua própria vida? Difícil não é? Mas é aí onde eu quero abordar...
Citação:Certa vez, durante as Cruzadas São Francisco de Assis se encontrou com o sultão Al-Kamil para que pudessem negociar um tratado de paz sobre as guerras que estavam acontecendo.
Al-Kamil foi preciso em utilizar-se da Bíblia para seu próprio favor, falando − “Vosso Senhor ensina no Evangelho que vós não deveis retribuir mal com mal, e não deveis recusar o manto que quem vos quer tirar a túnica, etc. Então, vós, cristãos não deveríeis invadir as nossas terras, etc.”. para justificar o erro das invasões cristãs mediante o erro das invasões mulçumanas.
São Francisco de Assis mandou na lata: “Me parece que vós não tendes lido todo o Evangelho. Em outra parte, de fato, está dito: Se teu olho te escandaliza, arranca-o e joga-o longe de ti"
Mas afinal, o que cada um quiz dizer e o que podemos aproveitar para nossas vidas?
1. Acima de tudo, nós realistas temos de ser pacíficos:
Sim, eu falo e repito quantas vezes for necessário, jamais devemos apelar para a agressividade ou violência, a não ser que isso nos custe a própria vida.
O que eu digo aqui não é para não aprendermos a lutar, mas para não vivermos para precisar de lutar.
2. Além de pacíficos, pacifistas:
Temos que andar dispostos a fazer as pazes com todos aqueles que nos feriram, desde que se arrependam do que fizeram e demonstrem mudança.
Citação:Na mesma conversa com São Francisco de Assis, o sultão sugeriu que em tempos de paz ele o iria convidar a morar em sua casa;
Francisco logo respondeu: "Se te tornares cristão..."
Lembre-se, parece absurdo um cristão "não aceitar um pecador", mas antes que falem algo, percebam a história de Zaqueu por exemplo, ele subiu na árvore porque estava interessado em mudança, por isso foi convidado por Jesus a jantar em sua própria casa. Francisco não queria conviver, ele queria ver sinal de mudança... Ele queria ver busca, não desculpas esfarrapadas para justificar erros.
Então jamais negue um pedido de perdão caso ele venha com interesse de mudança.
3. (O mais importante) Estarmos dispostos a SEPARAÇÃO A FORÇA:
Esse aqui é o que muitos autores realistas já disseram: Nós temos que estar dispostos a "perder".
Sim, a perder.
As vezes aquela coisa que te atrapalha na vida é justamente aquela que você mais ama, mais sente vontade de proteger, mas é a que menos soma na sua vida. Então você cai em um aprisionamento em que você prefere morrer com um tumor no olho a viver por mais tempo sem ele.
Nos casos de perda, nós temos que estar dispostos a nos separar, a provocar mudanças a força em nós mesmos e consequentemente nos outros. Não falo aqui de levantar guerra contra os outros porque a situação de São Francisco é diferente, mas nós devemos sempre agir com justiça.
Conclusão:
Seguindo os dois tópicos anteriores e concluindo com este último, você deve sim, amar ao seu próximo como se ele fosse seu próprio olho, mas assim como você deve estar disposto a amar, também deve estar disposto a arrancá-lo, de forma justa, caso este não esteja te fazendo bem.
De tudo ficarão traumas, mas de tudo ficarão lições e frutos.
The absence of virtue is claimed by despair
