07-11-2017, 02:28 PM
4. O inferno psicológico principal
Podemos definir este inferno psicológico como uma situação de sofrimento emocional intenso proveniente da dúvida e da confusão com relação aos sentimentos e à fidelidade da pessoa que amamos. O sofrimento emocional é algo verdadeiro, existe objetivamente e pode ser comprovado por qualquer um.
O que mais nos atormenta no amor não é a possibilidade de sermos trocados, considerados inferiores a outros machos etc. mas sim o inferno da dúvida oriunda de comportamentos ambíguos. O que torna a convivência insuportável não são os desejos "imorais" da(o) parceiro(a) mas sim a falta de honestidade. O direito feminino de decidir o que fazer com a própria vida, com os próprios sentimentos e com o próprio corpo é intocável e deve sempre ser respeitado. O que é desonesto é a tentativa de exercer esses direitos sem arcar com consequências inevitáveis.
Para se esquivarem das consequências naturais de uma sexualidade livre, as fêmeas espertinhas se especializaram na arte de mentir, dissimular e enganar para desfrutar certos benefícios sem abrir mão de outros. O resultado desta especialização foi que se transformaram em mentiras ambulantes, em pessoas que não conseguem mais viver sem estarem escondendo algo do pai, do namorado, do noivo ou do esposo.
A única fase da vida em que mulheres assim são transparentes e não dissimulam é a infância. Assim que adolescência se inicia, começam as primeiras ocultações de comportamentos do pai, muitas vezes até com a conivência da mãe. As primeiras ocultações preparam a adolescente para posteriormente enganar os demais homens que entrarão em sua vida. Marcam uma fase preparatória na qual a mãe cumpre o papel de iniciadora.
É extremamente doloroso descobrir que a mulher amada é uma espertinha insincera que tenta nos passar para trás apenas com o intuito de se sentir melhor, mais esperta e mais gostosa do que suas rivais. O ato de sentir prazer em ludibriar, manipular e enganar uma pessoa que ama com sinceridade é extremamente horrível por abusar do mais nobre dos sentimentos: o amor.
A estratégia feminina principal nessas guerras da paixão é a ambiguidade comportamental. Dizem e agem de forma contraditória para nos confundir e impedir que saibamos o que realmente sentem por nós e o que querem (por ex. costumam dizer que querem casamento e compromisso de nossa parte mas ao mesmo tempo querem liberdade ou então, ao contrário, dizem que querem uma relação aberta mas cobram amor, carinho e sentimentos). Fazem isso de propósito para nos desconcertar.
A solução para vencer estas batalhas é criar situações decisivas que as obriguem a revelar por meio de ações o que verdadeiramente sentem, pensam e querem. Não espere confissões ou sinceridade nas palavras.
No amor, não vale o que é dito mas sim o que se revela por meio de atitudes e ações concretas. Aprenda a enxergar o que se passa sem precisar perguntar, sem necessitar de confissão. Em casos de indefinição insuperável, temos que ser realistas e optar pela conclusão mais provável: a de que o ser humano tende mais facilmente para o egoísmo e para usar o próximo obtendo o máximo de benefício.
Ela, a espertinha, jamais irá admitir que paquerou, sentiu-se atraída ou transou com outro. Portanto, dispense a confissão e tome suas decisões a partir dos primeiros indícios. Se ela realmente te amar, correrá atrás do prejuízo e tentará provar sua inocência (!). Se não se mobilizar, então você não terá perdido nada já que ela não prestava mesmo. Uma mulher que não ama não vale um tostão e delas existem aos montões por toda parte. As trapaceiras jamais merecem que se chore por elas e não chegam nem aos pés das mulheres sinceras, esta sim valorosas e preciosas.
Se sua parceira estiver irrevogavelmente estranha, diferente, distante, arrogante ou fria, tratando-o mal, considere a relação perdida e tire o máximo de proveito enquanto for possível. Não perca tempo interrrogando, querendo saber o que acontece. Simplesmente desfrute o que ainda restar de bom, até que acabe.
Quando ela não quiser te dar mais nada, simplesmente a abandone sem dar nenhuma explicação, como esse tipo de mulher gosta de fazer conosco. Acima de tudo, não discuta, não polemize, não brigue, não se vingue, não tente provar que está certo, não insista em suas razões e não explique seus motivos porque isso somente irá piorar a situação.
Considerando que a dissimulação é a ferramenta principal das espertinhas, a experiência vem nos mostrando que a linha mestra que deve guiar os homens bons, sinceros e honestos na lida com essas mulheres é a capacidade de descobrir o que se oculta por trás dos comportamentos confusos, de duplo sentido. Toda a estratégia parece se resumir na capacidade de criar situações decisivas, que não permitam evasivas e dissimulações. A dúvida é o nosso maior inimigo e devemos criar situações para eliminá-las, o que exige muita determinação.
Os joguinhos infernais envolvendo a dúvida visam nos forçar a demonstrar que sofremos terríveis dores de paixão, crises de ausência ou de ciúmes e jamais são reconhecidos por aquelas que os praticam. Se processam na penumbra, na obscuridade, enquanto a mulher espertinha age como se nada estivesse acontecendo ou nega terminantemente tudo quando interrogada, com a maior cara de pau. O confronto é evitado por ser esclarecedor.
Quando tentamos desencadeá-lo, o diálogo é desviado para discussões subjetivas, polêmicas ou teimosias caprichosas que preservam as dúvidas, confusões e indefinições. Ela jamais dirá a verdade a respeito do que sente, pensa e faz. A despeito de quaisquer consequências, nunca admitirá o óbvio, motivo pelo qual é absolutamente inútil dialogar ou tentar acordos abertos, explícitos, sinceros e honestos. É igualmente uma perda de tempo exigir esclarecimentos, condutas transparentes, definidas, coerentes etc. O melhor é simplesmente observá-las e tomar as decisões por nossa conta.
É muito comum que, após vários dias de tratamento estável e sem conflitos, ela suprima repentinamente algumas manifestações de carinho às quais sua "vítima" estava acostumada. Ao mesmo tempo, preservará outros atos carinhosos para criar uma indefinição que confunda o parceiro. Isso é feito quando não estamos esperando, nos momentos em que as coisas vão bem, para que sejamos pegos de surpresa. A intenção desta ação manipulatória é forçar o homem a demonstrar que sofre e ainda está apaixonado. Trata-se de um teste periódico que
visa medir o grau de dependência e avaliar a submissão passional.
Se você se perturbar, demonstrará seu sofrimento por meio da linguagem corporal e a deixará feliz da vida. A melhor solução para destroçar este joguinho infernal é simplesmente afastar-se em silêncio ou interromper o contato imediatamente após detectar o menor indício de comportamento estranho. Então aguarde, aguarde e aguarde. Se você for procurado, desmascare e exclua definitivamente da relação aqueles mesmos gestos carinhosos que antes lhe foram negados. Se você não for procurado, fique contente pois isso significa que ao seu lado havia apenas uma criatura que não prestava para nada além de mentir.
Justamente por se processarem na obscuridade, os infernais joguinhos de sentimento são difíceis de detectar, prever e combater. A dificuldade é agravada pelo fato de nossa credulidade (voto de confiança) em palavras não ser reconhecida como uma virtude a ser retribuída com sinceridade. Ao contrário, a credulidade é vista e aproveitada como uma oportunidade para que neguem tudo o que está acontecendo e deste modo nos ludibriem e nos mantenham confusos.
Há casos em que o homem se irrita com a parceira espertinha por sua superficialidade, suas insistências em tomar seu tempo precioso oferecendo carinho "espiritual", conversando inutilmente sobre assuntos banais ao invés de praticar sexo intenso, ardente e selvagem, etc. Algumas vezes, dá-se até mesmo o caso do homem se impacientar com a forma carinhosa como esse tipo de parceira o observa.
Estas impaciências se devem ao desapaixonamento e são sentidas como rejeição. O curioso é que, quase sempre, ela insiste em oferecer seu amor e se mantém apaixonada enquanto lhe for oferecido algum vislumbre de esperança no sentido de reverter a situação. Engana-se quem supõe que esta insistência em quebrar a rejeição com oferta de carinho seja prova da superioridade altruísta do seu amor feminino. O que na verdade se passa é que a fêmea manipuladora não suporta perder as guerras da paixão e tenta quebrar a resistência do macho para, em seguida, se vingar pois o que busca é simplesmente ficar por cima, se assenhorear da situação. Para mantê-la sob controle, basta rejeitá-la e, ao mesmo tempo, oferecer tênue esperança.
Os jogos na guerra da paixão se resumem em dissimular as verdadeiras intenções e ao mesmo tempo descobrir as reais intenções do outro. Aquele que for mais misterioso confundirá e, ao ser mais realista e observador, vencerá.
Além do inferno psicológico principal há também outros infernos psicológicos no amor. Um deles é a conhecidíssima situação em que o apaixonado é deixado de lado pela pessoa que ama, enquanto esta se diverte, feliz da vida, com outras companhias e ignora seu sofrimento totalmente. Somente uma revolução completa contra a maldição da paixão pode subverter as posições nesses casos. A pobre vítima do feitiço sente que as forças lhe escapam, lhe faltam e não sente o menor ânimo de lutar contra sua decadência. Sofre terrivelmente e há casos em que até se entrega às drogas, ao álcool ou comete suicídio.
Porém, se consegue reunir forças e lutar até realmente se desapaixonar, com a ajuda de Deus (me perdoem os leitores ateus), volta a enxergar a realidade, compreende a monstruosidade da qual foi vítima e desmascara a pessoa que oprimiu seu coração, devolvendo-lhe o próprio inferno que criou. Porém, desta vez, geralmente o faz de forma definitiva por ter a seu lado a razão apoiada em fatos.
Todos esses infernos emocionais e mentais apenas são possíveis porque cometemos o erro de levar as manipuladoras a sério ao invés de vê-las como meras crianças travessas. Um minuto de distração é suficiente para começarmos a nos deixar levar pelas conversas, sendo atraídos para múltiplos estados negativos. Se você levar a sério as bobagens deste mundo feminino que estamos tratando, dialogando sobre futilidades como se fossem coisas sérias e muito importantes, estará perdido. Logo será arrastado para estados de confusão, ira, fúria, tristeza, dúvida etc.
