05-08-2025, 08:33 PM
(05-08-2025, 02:32 PM)Hamlet Prince Escreveu: "Salve, galera. Venho aqui com um desabafo
Tenho um filho de 8 anos. Pago pensão regularmente e, além disso, ainda mando um valor extra sempre que a mãe pede, dizendo que está faltando alguma coisa. O problema é que ela está sempre pedindo mais.
Detalhe: meu filho é o primeiro dela, e depois dele ela teve mais duas filhas com dois caras diferentes — nenhum dos dois assumiu as crianças ou ajuda em absolutamente nada. Um deles é literalmente um noia. Mesmo assim, fui o único que sempre estive presente, mesmo com todas as barreiras que ela já tentou impor entre mim e meu filho.
Pra vocês terem uma ideia, eu perdi quase os dois primeiros anos da vida do meu filho porque ela sumiu no mapa enquanto estava com esse noia. E, apesar de tudo isso, ela ainda dá valor pra esses caras. Recentemente, voltou com o “pai” da última filha, que tem só alguns meses, e colocou o cara pra morar dentro da casa da mãe dela.
Sinceramente? Ela não é uma red flag, é uma praia inteira pintada de vermelho. Só que, na época, eu não tinha noção das coisas, nem tive pai presente pra me aconselhar, então acabei entrando nessa furada.
Enfim, queria ouvir conselhos de quem já passou por algo parecido. Será que o melhor agora é resolver tudo na justiça?"
Alguns pontos importantes, principalmente que não foram mencionados:
1 - O valor da pensão que você fornece não foi falado.
Por acaso é proporcional aos gastos reais que você teria com seu filho se estivesse morando com você?
Esquece a conversa de que é 50% pai e 50% mãe. Como a guarda está com ela, juízes vão considerar o "serviço invisível da mulher" com parte da pensão. Oficialmente não existe uma porcentagem fixa da pensão...existe somente um "mito" popular que a pensão costuma ser por lei 30% de quanto o homem ganha. Porém, podem até falar que isso não é verdade, mas o advogado da mulher vai tentar chegar nesses 30% no mínimo, e tem boas chances de conseguir.
Se você paga bem abaixo disso, às vezes é melhor deixar como está, e atender a mulher quando ela pedir ou reclamar que algo está faltando.
2 - Você não mencionou se tentou ter a guarda dele ou guarda compartilhada com mais dias. Não estou falando de ser pai presente, e sim, de ter a guarda, que é outra história.
3 - Se seu filho tem 8 anos e a situação é controlada, é melhor manter assim por pelo menos 3 ou 4 anos. Uma criança de 8 anos ainda não compreende a complexidade do que é pensão alimentícia e guarda compartilhada. Em situações assim a alienação parental acontece com facilidade.
Com 11 ou 12 anos vai ser mais fácil você explicar para seu filho a situação. Essa é a fase do adolescente rebelde que começa a se achar independente e mais inteligente que os pais...
Coloquei esses pontos acima por que você perguntou se valeria a pena procurar a justiça... Com toda a informação em mãos, e sabendo como a justiça Brasileira vai generalizar à favor da mãe, apenas cuidado para não ter que pagar mais pensão, ver menos seu filho, e queimar a largada na hora de explicar toda a situação.