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[REFLEXÃO] Ninguém tem pena de você, seu perdedor
#21
(03-12-2024, 08:28 PM)Crispim Soares Escreveu: Confrades, tenho que assumir que me surpreendi com as respostas ao tópico.

Eu não sabia muito bem o que estava fazendo quando comecei a escrevê-lo, e nem quando postei, mas com os comentários de vocês eu alcancei uma síntese interessante.

Tenho certeza que a comunidade está cheia de caras como eu. Caras que sofreram na infância/adolescência/início da vida adulta, que apanhando muito, tomando muita leitada na cara, sendo humilhado, aprenderam a ser firmes e ignorar a opinião de terceiros sobre como se deve viver.

"Sou filho da modernidade". Reclamamos das "modernetes", mas também somos filhos da modernidade.

Maconha, puxar ferros, whey protein, psicotrópicos, prostitutas, medianas rabudas, férias na praia, esses são meus copings, é assim que tanko minha vida.

Eu queria ter empatia, mas não consigo. No fundo, no fundo, no fundo, quero ver todo mundo sofrendo o que eu sofri. Trago sinceridade nas minhas palavras.

Vou tentar esmiuçar um pouco sobre o meu quebrantamento, pois foi ele que enfraqueceu essas modernidades, e me fez recorrer a subterfugios, semelhantes ao coping do Crispim.


De antemão, deixo uma pergunta retórica: em qual momento e/ou da onde vem esse meu otimismo/esperença de achar que, apesar de tudo que passei, ainda há algo bom além do horizonte?

Cresci num seio familiar típico, com certa liberdade para brincar enquanto criança. O que pega é o distanciamento emocional, além do físico das figuras paterna e materna. Junta com constantes brigas familiares, cresci absorvendo esse lixo como parte da minha personalidade emocinal. Felizmente, tive fulgas durante a infância, uma delas foi os jogos. Pude finalmente ter um pouco de alívio emocional ao jogar games... Os jogos, principalmente as músicas, eram as válvula para alivar as emoções, e preencher o vazio deixado pelo progenitores.

Em meio a esse "Yin e Yang", esta criança passara para adolecência, a onde o "caldo engrossou". Cresci com muita insegurança e medo do mundo, pois não tinha um vínculo forte para dar essa segurança interna de ser aceito e acolhido. Logo, nasceu e aumentou a carência. A merda fedeu quando o lado sexual começou a despertar e este aumentou ainda mais a necessidade de ser aceito e acolhido. Com essa busca por um seio, sempre projetava essa necessidade para as pessoas, especialmente para as mulheres. Foi numa dessas que depois de muita rejeição, achei que tinha achado a minha metade da laranja. Foi aí que tive a minha primeira e grande desilução, o que começou a dar 'solavancos' para eu acordar para a vida.

Foi uma porrada forte, pois tinha me esforçado muito para tentar dar certo... Mas não deu... O que gerou um efeito oposto por não ter o que queria... Cobrei a mina e fiz um cagada que fedeu muito. A partir daí, começou a abrir algumas janelas na minha vida, nesse caso, a escrita como 'tratamento terapêutico'. "A males que veem para bem".

Mais adiante na minha vida, após me formar na escola, tive que procurar uma forma de ingressar no mercado de trabalho. Fui fazer cursos. Até fiz, e até que consigo fazer uns bicos, mas ficou escancarado que eu não conseguia uma vaga de emprego por não ter capacidade individual de me cuidar. Mal sabia falar em público, já se tremia todo na base quando tinha que falar nessas dinâmicas em grupo. Era o primeiro a ser descartado...

Sem contar os constragimentos que alguns professores fizeram eu passar, dois deles me geraram o trauma de me retrair e não querer falar, e o outro uma crença de que não conseguiria aprender um novo idioma. Além de algunas brigas e implicâncias que essa "galeria do fundão" gostava de arrumar. Comecei a perder o brilho que tinha, e comecei a ser uma pessoa 'sem sal'. 

Minha personalidade não foi bem constituída. Pois, até então, eu apenas era o reflexo dos ambientes que cresci e passei, junto com experiência frustradas de contato social. Brigas familiares, e negligência na infância, me tornei uma pessoa com a mente divagante, pois só assim para aliviar todo esse lixo depositado em mim.

Se notarem, não herdei (em teoria) as virtudes boas dos meus pais, pois cresci distantes deles. Não herdei o seus ideais, o seu brio, a força que os movem, e não fez eles desistirem. Queria ter herdado mais os desejos, as crenças, mas, talvez, isso fazeram partede um plano. Pois, hoje, esses vazios foram preenchidos com muito conhecimento. No entanto, nem tudo foi ruim. Como estava próximo, e eles tinham influênciam em mim, eles deixaram a porta aberta para muitas coisas na minha vida, e algumas dessas portas eu adentrei. Então, pude absorver um pouco da essência deles. 

Em contrapartida, esse espaço entre a gente, com o tomar da consciência, e necessidades negligencidadas, faz com que muitos jovens se revoltem por não ter dito o que necessitavam quando mais novos. Eu não seguir a profissão deles, até porque eles deram condições que permitiram eu escolher a minha. Estar longe dos pais, é estar longe da sabedoria da vida, o que é um prato cheio para a sociedade moldar esses jovem, se é que me entende...

O ponto da personalidade bem constituída com desgraças alheia é esse.

- x -

Você é apenas o governo, a sociadade, a elite quer que você seja.

Assistam 'Blade Runner 2049' e analisem o drama vivido pelo K para saber quem ele é...

[Image: Screenshot_1.png]

Não atoa ele virou meme nessa geração, pois é assim que ela se sente....

Foi uma dádiva ter esse quebrantamento na minha vida. Quebrou essa mentalidade padrão que o brasileiro médio tem. Quebrou o romântico que esses filmes criou dentrou de mim. Quebrou até mesmo o meu coração, mostrando que meus mais não são meus inimigos, mas que se sacrificaram até hoje para dar o melhor para mim. 

Eu poderia ter me rebelado, consumido ideias radicias ou 'muito esotéricas', a ponto de praticar rituais, e sabe-se lá o que eu teria feito. Sobretudo, para cada queda que tive, teve uma benção para me ajudar a reeguer. 

Cai por desilusão amorosa, mas conheci a real.

Não consegui empregos, mas conheci o marketing digital.

Estorei 3 cartões, mas consegui "Pai Rico Pai pobre".

O fato é que estou retrabalhando essa psedo-personalidade que foi criada, a modos "corrida dos ratos" e outras alienações que governos ou elites queiram implementar. Podeira muito bem 'coringar' e deixar tudo para lá. Até porque já conheço o caminho para muitas portas. Contudo, quero ver até aonde essa jornada pode me levar. 

Acredito que será uma alma arrependia, redimida, transfomada para os Céus.

Estou em busca do meu verdadeiro EU, da minha essência. Redescobrindo as minhas crenças, o que me move, se permanecerei no caminho que meus pais me ensinaram. Em busca do meu propósito de vida nesse plano. 

Qual será o legado que deixarem, não somente para próxima geração, mas para a história da humanidade?!

Só saberemos no final dessa jornada chamada vida terrena...
"...os homens se corrompem, o sistema quebra, mas DEUS CONTINUA SENDO DEUS!"  
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Autor Desconhecido
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RE: Ninguém tem pena de você, seu perdedor - de Libre - 03-12-2024, 09:41 PM

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