04-04-2024, 02:38 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 04-04-2024, 02:41 PM por Wild.)
Vejamos se chego no mesmo comprimento de onda que você. Cara, apesar de já ter lido várias vezes não vou conseguir precisar bem os termos.
Acredito que em boa parte dos livros Nessahan use os 2 termos analogamente. Pra ser mais específico... A morte do ego seria o final do processo, o resultado, enquanto a dissolução seria o processo em si.
Inclusive isso é uma leitura minha, ok, em nada no livro suporta necessariamente isso, mas acredito que a morte do ego é um ideal quase utópico. Um estado de mente que talvez só um asceta, um monge ou um santo alcançasse.
Isso por que nos nossos modelos de psicologia atuais o ego representa o centro de nossa personalidade, não tem exatamente como "morrermos em nós mesmos" como dizia Nessahan salvo a gente entrasse num exercício muito profundo de meditação e basicamente de lá nasceria "outra pessoa".
O apego também é algo natural, podemos arrumar meios de aceitar e superar isso, mas o apego é um mecanismo evolutivo instintivo, que visa proteger aqueles próximos de nós. Se afeiçoar sem criar nenhum tipo de apego creio até beirar o impossível.
O que acho que dá pra aproveitar das leituras dele é praticar a coisa como um ideal mas sem levar pro lado literal. Matar os (pedaços dos) egos relacionadas à paixão, ao apego, ao senso de pertencimento, etc, por que eles são potencialmente daninhos. O apego em si, a morte do ego em si, seria algo inviável, mas mesmo se viável, talvez fosse indesejável. Mas a dissolução dos egos e apego como prática de meditação/reflexão/oração ainda assim continuaria sendo um exercício de virtude válido.
Lembrando que do terceiro parágrafo adiante é apenas uma leitura minha, uma interpretação que não necessariamente tem algum suporte do livro ou intenção do autor.
Se for pra fazer essa distinção que sugeriu, pra poder conceitualizar melhor, acho válida. Até por que o que valida a morte do ego pode tanto ser uma causa majoritariamente interna como também é possível ser majoritariamente externa. Então a forma como você dilui esses investimentos do ego podem ser de fato tanto lentos e graduais, através de meditação, oração, etc, como também podem ser revelações bombásticas que nos pegue bruscamente.
Força e honra,
Acredito que em boa parte dos livros Nessahan use os 2 termos analogamente. Pra ser mais específico... A morte do ego seria o final do processo, o resultado, enquanto a dissolução seria o processo em si.
Inclusive isso é uma leitura minha, ok, em nada no livro suporta necessariamente isso, mas acredito que a morte do ego é um ideal quase utópico. Um estado de mente que talvez só um asceta, um monge ou um santo alcançasse.
Isso por que nos nossos modelos de psicologia atuais o ego representa o centro de nossa personalidade, não tem exatamente como "morrermos em nós mesmos" como dizia Nessahan salvo a gente entrasse num exercício muito profundo de meditação e basicamente de lá nasceria "outra pessoa".
O apego também é algo natural, podemos arrumar meios de aceitar e superar isso, mas o apego é um mecanismo evolutivo instintivo, que visa proteger aqueles próximos de nós. Se afeiçoar sem criar nenhum tipo de apego creio até beirar o impossível.
O que acho que dá pra aproveitar das leituras dele é praticar a coisa como um ideal mas sem levar pro lado literal. Matar os (pedaços dos) egos relacionadas à paixão, ao apego, ao senso de pertencimento, etc, por que eles são potencialmente daninhos. O apego em si, a morte do ego em si, seria algo inviável, mas mesmo se viável, talvez fosse indesejável. Mas a dissolução dos egos e apego como prática de meditação/reflexão/oração ainda assim continuaria sendo um exercício de virtude válido.
Lembrando que do terceiro parágrafo adiante é apenas uma leitura minha, uma interpretação que não necessariamente tem algum suporte do livro ou intenção do autor.
Se for pra fazer essa distinção que sugeriu, pra poder conceitualizar melhor, acho válida. Até por que o que valida a morte do ego pode tanto ser uma causa majoritariamente interna como também é possível ser majoritariamente externa. Então a forma como você dilui esses investimentos do ego podem ser de fato tanto lentos e graduais, através de meditação, oração, etc, como também podem ser revelações bombásticas que nos pegue bruscamente.
Força e honra,
Citação:“Fortuna Perdida? Nada se perdeu... Coragem perdida?
Muito se perdeu... Honra perdida? Tudo se perdeu...”
(Provérbio Irlandês)

