19-12-2023, 11:57 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 20-12-2023, 12:18 AM por Penoso.)
Em meu trabalho lido as vezes com dezenas de pessoas por dia, maioria mulheres das mais variadas idades e classes que querem fazer do carro um divã e de poucos minutos a algumas horas sentem o impulso de despejar toda sua vida para um estranho, além disso me permite observar e até participar de dinâmicas sociais e contextos em múltiplos pontos de vista, do dia a dia até as madrugadas.
Ultimamente tenho percebido algumas coisas em relação a mulher moderna que provavelmente a maioria ignora, que por trás de toda carapaça de empoderamento, arrogância, desprezo, aparências e relacionamentos superficiais estão pessoas carentes, emocionalmente fracas, cheias de ansiedades e quase que desesperadas por atenção de alguém que ouça, mesmo que seja de um estranho, como se as pessoas que elas escolhem se relacionar ignorassem essa necessidade e como se o caminho que escolheram trilhar não fosse o que realmente queriam.
Talvez o ambiente de anonimato e aleatoriedade dê uma impulsionada nisso, mulheres frustradas com casamento, com namorado, com amigos, com família, com a vida fudida que leva, com planos frustrados de vida, emprego, estudos, incerteza de futuro mas mesmo assim continuam escondidas atrás dessa carapaça como se fossem obrigadas a viver essa vida superficial como se fosse a única coisa que conhecessem mas mesmo dizendo o quanto sofrem com isso, mesmo demonstrando querer outra coisa completamente diferente, descartam qualquer outra alternativa objetiva e saudável alinhada a seus desejos.
Provavelmente se estivessem na frente de outras pessoas jamais diriam essas coisas ou reconheceriam que disseram isso.
Em casos mais extremos como as mulheres de classes mais baixas que parecem que já abraçaram esse estilo de vida mesmo não sentindo nenhum prazer nisso e muitas vezes se fodendo cada vez mais, mesmo vivendo na mais completa precariedade para elas faz mais sentido a busca por atalhos de prazeres imediatos, aparências superficiais similares como ostentar um copão de whisky falsificado em porta de adega vestida igual puta em uma favela com um ou mais zé droga igualmente fudido mas disposto ali a gastar o pouco que tem em troca de status dentre outros fudidos, mesmo sabendo que no dia a dia elas terão que encarar as consequências, filhos de quem nem conhece, falta de grana pras coisas básicas, casa precária, dívidas, um ciclo de ostentação fajuta, miséria material e existencial e uma enorme ressaca moral de saber que é um lixo mas mesmo assim querer continuar sendo porque é a unica vida que conhecem e dela não consegue sair e permanecem nesse ciclo destrutivo.
Aleatório e perturbador conhecer esse outro lado das pessoas todos os dias e ver o quanto as pessoas se submetem a coisas e situações, abrem mão de suas vontades, expectativas, até mesmo de pensar em nome de aparência e para serem aceitas por outras pessoas e rumos de vida que as fazem sofrer e mesmo assim não conseguem reagir porque vale mais as aparências, o que é socialmente aceito em nosso tempo.
Testemunhar diariamente esse lado obscuro das pessoas é perturbador. Observar o quanto estão dispostas a se submeter a situações que as fazem sofrer, abrir mão de suas vontades e expectativas em prol da aceitação social e de um padrão de vida que, apesar de doloroso, é o único que conhecem, talvez explique os olhares vazios que muitas vezes encontro.
Ultimamente tenho percebido algumas coisas em relação a mulher moderna que provavelmente a maioria ignora, que por trás de toda carapaça de empoderamento, arrogância, desprezo, aparências e relacionamentos superficiais estão pessoas carentes, emocionalmente fracas, cheias de ansiedades e quase que desesperadas por atenção de alguém que ouça, mesmo que seja de um estranho, como se as pessoas que elas escolhem se relacionar ignorassem essa necessidade e como se o caminho que escolheram trilhar não fosse o que realmente queriam.
Talvez o ambiente de anonimato e aleatoriedade dê uma impulsionada nisso, mulheres frustradas com casamento, com namorado, com amigos, com família, com a vida fudida que leva, com planos frustrados de vida, emprego, estudos, incerteza de futuro mas mesmo assim continuam escondidas atrás dessa carapaça como se fossem obrigadas a viver essa vida superficial como se fosse a única coisa que conhecessem mas mesmo dizendo o quanto sofrem com isso, mesmo demonstrando querer outra coisa completamente diferente, descartam qualquer outra alternativa objetiva e saudável alinhada a seus desejos.
Provavelmente se estivessem na frente de outras pessoas jamais diriam essas coisas ou reconheceriam que disseram isso.
Em casos mais extremos como as mulheres de classes mais baixas que parecem que já abraçaram esse estilo de vida mesmo não sentindo nenhum prazer nisso e muitas vezes se fodendo cada vez mais, mesmo vivendo na mais completa precariedade para elas faz mais sentido a busca por atalhos de prazeres imediatos, aparências superficiais similares como ostentar um copão de whisky falsificado em porta de adega vestida igual puta em uma favela com um ou mais zé droga igualmente fudido mas disposto ali a gastar o pouco que tem em troca de status dentre outros fudidos, mesmo sabendo que no dia a dia elas terão que encarar as consequências, filhos de quem nem conhece, falta de grana pras coisas básicas, casa precária, dívidas, um ciclo de ostentação fajuta, miséria material e existencial e uma enorme ressaca moral de saber que é um lixo mas mesmo assim querer continuar sendo porque é a unica vida que conhecem e dela não consegue sair e permanecem nesse ciclo destrutivo.
Aleatório e perturbador conhecer esse outro lado das pessoas todos os dias e ver o quanto as pessoas se submetem a coisas e situações, abrem mão de suas vontades, expectativas, até mesmo de pensar em nome de aparência e para serem aceitas por outras pessoas e rumos de vida que as fazem sofrer e mesmo assim não conseguem reagir porque vale mais as aparências, o que é socialmente aceito em nosso tempo.
Testemunhar diariamente esse lado obscuro das pessoas é perturbador. Observar o quanto estão dispostas a se submeter a situações que as fazem sofrer, abrir mão de suas vontades e expectativas em prol da aceitação social e de um padrão de vida que, apesar de doloroso, é o único que conhecem, talvez explique os olhares vazios que muitas vezes encontro.
