23-07-2022, 01:27 AM
"Então a mãe de Patrícia começou a pressionar, não dava trégua, as vezes chegava na casa da minha mãe fazendo escândalo por que Patrícia estava lá comigo, ela tinha medo de que ela terminasse como a irmã, mãe solteira. Então eu Cabação assumi a bronca e chamei Patrícia para morar comigo, eu tinha 20 anos na época e ela 17. Eu tinha um fusquinha e uma mobilete daquelas moedor de cana, tinha uma mentalidade de Homem para correr atrás das minhas coisas, mas em contra partida tinha um pensamento fraco em relação a desenvolvimento pessoal, achava que era novo e precisava me divertir, aproveitar a juventude, era muito de farra e esses eventos nos finais de semana me abria oportunidade de pegar muita vagabunda, de curtir e conhecer gente nova, socializar, e eu não pensava nas consequências. Deixava Patrícia em casa e caía na bagaceira todo o final de semana, não à levava e nem permitia que ela fosse atrás de mim, chegava em casa e ela estava com a cara inchada de chorar (por incrível que pareça, isso não me comovia), sabe porquê? Porque ao mesmo tempo que ela descobria traições, levava perdido e parecia triste, SEMPRE no final da noite ela se entregava de forma inteira e apaixonada, mesmo com tudo isso, ela NUNCA cogitou a possibilidade de separação, estranho não? Pois é, eu me sentia como um adolecente infrator, que faz as cagadas e sabe que não vai ser punido, pelo contrário, eu era recompensado com sexo de ótima qualidade, casa limpa, comida pronta, meu barraco era pobre confrades, mas era limpo e organizado, minhas roupas eram lavadas e muito bem passadas. ela era uma esposa maravilhosa. Apesar de parecer triste pelas coisas que passava, em alguns momentos parecia sentir orgulho, fazendo comentários do tipo: "
"A segunda metade da vida de um homem é composta de hábitos acumulados durante a primeira metade" Fiodor Dostoiévski
"A segunda metade da vida de um homem é composta de hábitos acumulados durante a primeira metade" Fiodor Dostoiévski
