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Não lembrava desse tópico.
Enfim eu acabei virando ateu, mas não fico querendo provar que Deus não existe, eu só mantenho uma neutralidade quanto a fé, não ligo pro assunto, mas também não fico rezando, lendo bíblia nada disso.
É apenas um assunto que ignoro e não ligo. Por isso respeito os que entendem, sei que os argumentos de vocês são infinitamente melhores que os meus. E os saúdo pela fé em Cristo, esse que busquei e no fim era só um hamster gitando na cabeça pra acreditar em algo que não está em mim.
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11-11-2025, 12:28 AM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 11-11-2025, 12:34 AM por Texugo Real.)
(31-10-2025, 04:25 PM)Spextro Escreveu: Não lembrava desse tópico.
Enfim eu acabei virando ateu, mas não fico querendo provar que Deus não existe, eu só mantenho uma neutralidade quanto a fé, não ligo pro assunto, mas também não fico rezando, lendo bíblia nada disso.
É apenas um assunto que ignoro e não ligo. Por isso respeito os que entendem, sei que os argumentos de vocês são infinitamente melhores que os meus. E os saúdo pela fé em Cristo, esse que busquei e no fim era só um hamster gitando na cabeça pra acreditar em algo que não está em mim.
Você nem perguntou nada, então nem vou falar "uuuii, tenha mais fé na vida". Só vou fazer uma análise histórica:
1- No Cristianismo, uma das funções do Espírito Santo é aumentar a fé das pessoas, mais intuição, mais misticismo etc. mas ao longo do tempo Ele foi perdendo destaque.
2- Na Idade Média, existiam guildas e escolas de ofício que ensinavam ciências tradicionais (alquimia, arquitetura etc) e depois foram perdendo espaço. Alguns grupos iniciáticos vão surgindo (Maçonaria, Rosa-Cruz etc) e eles ficam mais restritos.
3- Na Renascença, surge ideias que não ajudam muito na religião (humanismo, imagens de Deus super humanizadas etc).
4- Na Reforma Protestante, surge mais moralismo civil que não ajuda muito.
5- No Iluminismo, surge mais irreligiosidade, ciência materialista, Deísmo (crença de "Deus Relojoeiro") etc. e isso não ajuda nada.
6- No século XIX, o Positivismo ganha espaço, e diz que ciência moderna é uma coisa muito boa e ciências tradicionais antigas e misticismo são coisas ultrapassadas e sem tanto valor. Não está super errado, mas também não está certo. O Comunismo também ganha força nessa época, mas é lixo, então nem vou falar muito disso. O Positivismo é que tem uma influência mais sutil.
7- Entre 1500 e 1900, surgiram vários santos, mas mesmo assim a igreja foi perdendo poder na sociedade.
E depois disso tudo:
8- Na segunda metade do século XIX, surge o Mentalismo, Novo Pensamento, ideias naturalistas, ocultismo etc. e outras coisas que mais tarde iriam gerar as ideias da Nova Era.
9- Ao mesmo, no final do século XIX estava surgindo o Movimento Pentecostal nos meios protestantes, e depois nos anos 50~60 surgia a Renovação Carismática nos meios católicos. Eles focavam mais na pessoa do Espírito Santo. Isso não tem tanta repercussão em meios intelectuais e universitários, e se torna uma coisa mais popular mesmo.
Quando aparece religião na mídia, dificilmente fala de coisas sobrenaturais.
Hoje em dia, as ideias que tem mais destaque na mídia e meios intelectuais são:
- Ciência Materialista
- Espiritualidade e misticismo mais de Nova Era
- Ideologias derivadas do Comunismo (woke, putaria etc). Isso aqui já está virando adubo, mas as outras duas ainda tem mais influência.
- Religião só quando é pra falar moralismo, sentimentalismo etc. e quase nada de milagres, fenômenos sobrenaturais.
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Eu gosto muito de ciência, estudo tanto a filosofia da ciência quanto a ciência aplicada a medicina.
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(31-10-2025, 04:25 PM)Spextro Escreveu: Não lembrava desse tópico.
Enfim eu acabei virando ateu, mas não fico querendo provar que Deus não existe, eu só mantenho uma neutralidade quanto a fé, não ligo pro assunto, mas também não fico rezando, lendo bíblia nada disso.
É apenas um assunto que ignoro e não ligo. Por isso respeito os que entendem, sei que os argumentos de vocês são infinitamente melhores que os meus. E os saúdo pela fé em Cristo, esse que busquei e no fim era só um hamster gitando na cabeça pra acreditar em algo que não está em mim.
Você já era ateu, só não tinha formalizado.
Individualmente um indivíduo ou outro pode se tornar ateu, mas a sociedade em si não, porque uma sociedade crente dificilmente se tornará ateia do dia pra noite, é por isso que o estado apregoa tanto esse negócio de estado laico, e parece contraditório incentivar o ateísmo com variedades de religiões, porque ao transformar a relação do ser humano com o transcendente como uma mera escolha sentimental, você acaba por tornar a visão de quem está do lado de lá, procurando a verdade, que esse negócio que nossos pais tanto defendiam não é lá grandes coisas, afinal, existem por aí outras culturas que apresentam outras religiões com um código de conduta um tanto quanto diferentes...
No fim, falar de experiência religiosa se torna uma coisa tão pessoal, e tão íntima quanto o sexo, que se chega a achar de mal gosto falar disso em público.
Aí o sujeito desconfia até da mãe que levou ele na Igreja, odeia a coitada por tê-lo batizado criança, acha um absurdo terem levado o sujeito a catequese, ele vai lê um pouco sobre budismo, depois se encanta pelo zoroastrismo, pelo estoicismo, pela umbanda, até que cai no niilismo e numa indifernça.
E como nada é certo ou errado, só dependendo do ponto de vista cultural em que o meio te criou, o fim último das coisas, o certo ou errado, direito ou não, verdadeiro ou falso é o... Estado, que na prática é qualquer um que influencia com poder militar/econômico/social. Largaram a transcendência e a razão filosófica mais de 5 mil anos pra mamar bolas de burocrata.
Parabéns.
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Tá......
Mas e daí?
Mudou alguma coisa na vida de alguém?
Porque o ser humano é deprevado e podre na sua natureza.
Religião nunca mudou isso, pra mim poucas pessoas religiosas realmente seguem fé com sabedoria e verdade.
A maioria das pessoas que frequentam igrejas são mais esculhambados que muitos que não frequentam.
O estado como agente antireligioso talvez seria bom justamente para evitar que essa esculhambação se misture a politização.
Agora farra, putaria, pederastia existe desde a corte de caligula, ate a de luis XIV.
Só que agora somos 8 bilhões e cada um vive como quer.
Impossível a religião atingir 8 bilhões de individuos e tornar o mundo um lugar melhor.
Eu acho que moral e ética está intimamente ligada a condição socioeconômica.
Por exemplo minha BM e depois uma peeva que namorei eram de baixa classe social e eu sempre fui da alta.
Me casei com uma mulher de alta classe social e vivo muito bem cercado por pessoas também de alto nível moral e de indole muito boa.
Religião na minha opinião não muda nada e sim fatores socioeconômicos, que claro jamais também vão ser unicos nos 8 bilhões de seres humanos.
Mas aqui no fórum muitos tem chance de abrir o olho pra essa questão, se afastar de pessoas mediocres, subir de vida trabalhando/estudando/ se curando de males da mente, e melhorar de vida. Pra mim isso é muito impactante.
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(12-12-2025, 09:44 PM)Spextro Escreveu: Tá......
Mas e daí?
Mudou alguma coisa na vida de alguém?
Porque o ser humano é deprevado e podre na sua natureza.
Religião nunca mudou isso, pra mim poucas pessoas religiosas realmente seguem fé com sabedoria e verdade.
A maioria das pessoas que frequentam igrejas são mais esculhambados que muitos que não frequentam.
O estado como agente antireligioso talvez seria bom justamente para evitar que essa esculhambação se misture a politização.
Agora farra, putaria, pederastia existe desde a corte de caligula, ate a de luis XIV.
Só que agora somos 8 bilhões e cada um vive como quer.
Impossível a religião atingir 8 bilhões de individuos e tornar o mundo um lugar melhor.
Eu acho que moral e ética está intimamente ligada a condição socioeconômica.
Por exemplo minha BM e depois uma peeva que namorei eram de baixa classe social e eu sempre fui da alta.
Me casei com uma mulher de alta classe social e vivo muito bem cercado por pessoas também de alto nível moral e de indole muito boa.
Religião na minha opinião não muda nada e sim fatores socioeconômicos, que claro jamais também vão ser unicos nos 8 bilhões de seres humanos.
Mas aqui no fórum muitos tem chance de abrir o olho pra essa questão, se afastar de pessoas mediocres, subir de vida trabalhando/estudando/ se curando de males da mente, e melhorar de vida. Pra mim isso é muito impactante.
As afirmações que você fala precisam de premissas e conclusão, porque você afirma ao mesmo tempo que o ser humano é podre e depravado, e ao mesmo tempo diz que questão socioeconômica definem moral e ética.
Ora, se o homem é depravado e pervertido, não pode absorver moral e ética por natureza, ainda mais os valores éticos que são atemporais.
Quando você vai estudar, por exemplo, os princípios éticos do Libertarianismo, você aprende que esses princípios fazem parte de uma ética. Dado essa ética primária, todas as outras questões são negociáveis.
O problema lógico de assumir uma posição lógica atemporal é que você obrigatoriamente tem que assumir que algo existe eternamente, se não, a lógica não faz sentido, a ética vira uma construção social e a moral é baseada no quanto você pode.
O princípio básico de um niilista/materialista/utilitarista é negar a própria existência das coisas imateriais para o fim último de si mesmo.
Cabe ao confrade demonstrar qual lógica você tem de seguir algo que nem mesmo você concorda, sendo que no fim último, é totalmente desnecessário tendo em vista de que você, para atingir seus objetivos, absorve qualquer moral/ética para satisfazer seus desejos.
Pra você ver como eu não estou brincando: você afirma que o homem é depravado por natureza, e há homens depravados na Igreja também, logo a religião não muda a natureza de ninguém.
Concordo em partes, e é importante você prestar atenção.
Dizer que o homem é depravado por natureza é parte da teologia católica desde sempre, e realmente a natureza do homem continua, mas a CONDUTA muda.
E eu posso passar aqui até as 22h te listando quantos e quantos mudaram suas condutas até o ponto da santidade, até o ponto de morrer ao invés de pecar.
A tua condição socioeconômica não muda o fato de você ser moralmente superior ou eticamente superior, o dinheiro só muda o vício.
Basta você ver que no seu círculo "perfeito" tem muitos cucks, 171, pilantra do golpe do tigrinho, maluco que trai a esposa porque tem poder financeiro, malandro que dá golpe em empresa, maluco que flerta com o governo.
Sua condição socioeconômica é só uma ilusão e não é a toa que Cristo falou que é difícil um rico entrar no Reino.
Você acaba em um reino de achar que virtude moral está naquilo que você produz e sua segurança está no teu celeiro. O teu desenvolvimento é tua moral, a tua esposa de classe alta, teu carro de marca boa, teu diploma...
Isso é um erro comum, o problema, meu nobre e prezado confrade: Você não pode argumentar sobre sua suposta "superioridade moral" em relação a lideranças religiosas, etc.
Mas não é capaz de negar a atemporalidade.
Porque se a atemporalidade existe, e a existência da atemporalidade garantem Verdades que não mudam, ser santo é uma possibilidade inerente a qualquer homem depravado: Cabe ao homem adequar-se as realidades eternas.
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@ Spextro
Nos debates de ateísmo X religião o pessoal religioso geralmente tenta provar com argumentos de lógica. Não é errado, mas isso não é tudo.
Os argumentos de São Tomás de Aquino foram escritos na Idade Média e servem pra todas as épocas. Mas ele não era apenas um escritor com argumentação boa. Ele também tem relato de milagre (levitação, radiação de luz no corpo etc).
Debate com argumentação lógica sempre vai ter margem pra ideias do tipo: "Em um mundo assim, é impossível Deus existir".
E se for argumentação sentimentalista, pior ainda.
Nos dias atuais, alguns materiais eficazes para aprofundar na religião muitas vezes são:
- Relatos de milagres.
- Manuais de oração, manuais de curas miraculosas e livros sobre como facilitar acontecimentos miraculosos. No meio católico, a RCC tem um monte.
- Análises e relatos de magia, bruxaria, energia sutil, seres angelicais, demônios, seres sutis e exorcismos.
- Materiais críticos ao mundo moderno, e cultura moderna em geral (e evitar ficar impressionado, achando que eles estão certos em tudo).
Isso tudo tem em livraria especializada, livraria online, vídeo no youtube etc.
No youtube tem "sufi piercing body ritual" e mais outras coisas que vou colocar aqui embaixo em spoiler:
@ Awaken
Seus argumentos são bons, mas hoje em dia não é muito fácil convencer com argumentos lógicos.
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@ Awaken
Seus argumentos são bons, mas hoje em dia não é muito fácil convencer com argumentos lógicos.
@ Texugo Real como vocês ousam usar esse negócio de lógica com a gente? Não é mesmo? Não pode! (contém ironia)
Agora sério: A Verdade, o Bem e todas as outras coisas são indispensáveis e fazem parte do atemporal.
Um ateu pode concordar bem que 1+1=2, descobrindo a matemática como algo eterno, atemporal e imutável, mas falta à ele o salto de que 1 não se soma com 1 sozinho, entropias não se geram sem conceito de mecânica, assim como várias questões físicas não se geram a partir do nada (a lógica simples ainda perdura: Nada surge do Nada, algo existe, logo o Nada absoluto não existe.) todas as coisas que são, são por causa de um movimento, o primeiro movimento é ORDENADO justamente por causa do que? Isso mesmo, uma mente.
"Ah, mas não pode haver uma casualidade?"
Absolutamente não. Sem ordem, absolutamente nada seria nada e tudo ao mesmo tempo, coisas seriam por tempos e logo deixariam de ser, porque tudo careceria do mínimo sentido.
Crer em Deus não é o que o Estado apregoa como "espiritualidade", crer em Deus é crer que há um sentido e que todas as coisas seguem uma ORDEM e a prova física disso está no mundo material, o tempo, o espaço, a forma, a matéria, o ente, etc.
Isso é tão básico da vida que deveria ser dado na escola.
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@ Awaken
Aí é que tá. Na cultura atual é mais difícil de usar esse argumento, por mais certo que ele esteja.
No argumento da "causa primeira", o ateu pode simplesmente falar "eu discordo, pode existir SIM uma coisa que veio do nada, por uma série de coincidências".
E na democracia atual é mais fácil ainda dizer "eu discordo, porque sim".
E o ateu pode ainda alegar "argumentos morais", que não colam muito em todos, mas alguns vão nessa, ainda mais hoje em dia que tem um monte de escândalo de religioso nos jornais. Mais ou menos algo do tipo: "Os representantes da religião são piores do que os ateus"; "Eu tenho uma péssima impressão do meio religioso, e uma impressão positiva dos ateus, agnósticos e céticos".
Na minha opinião (aí é minha opinião), os argumentos bons pros dias de hoje são os relatos.
Os relatos de milagres e magia costumam fazer parte dos "argumentos de testemunho". Eles tem uma desvantagem de que precisa de um monte de relatos pra convencer a pessoa e às vezes alguns passam impressão de ser coisa subjetiva e mental, e não objetiva. Além disso, milagres não ocorrem toda hora, todo dia, quando a pessoa quer. Mas se procurar, acaba encontrando, ainda mais hoje com internet.
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A verdade não passa de metonímias e metáforas embelezadas e o bem e o mal são fruto de meras relações de poder.
O buraco é bem mais embaixo.
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Eu tenho profundo achismo e um pouco de arrogância confesso e gosto de chocar.
Mas pelo pouco que eu vivi a racionalidade é de Deus e as emoções do demônio. O equilibrio é que é o fundamento.
Então achei interessante que a lógica seja a forma de discutir esse assunto e porque não dizer outros?
A logica é divina, e obviamente não tenho propriedade para utiliza-la.
Pela lógica eu acredito mais na existência de Deus do que a emocionalidade filosófica de nietzche ou de sartre.
Mas pelos sentimentos que me assolam todos os dias não.
Sigamos então.
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(16-12-2025, 11:16 PM)Spextro Escreveu: Eu tenho profundo achismo e um pouco de arrogância confesso e gosto de chocar.
Mas pelo pouco que eu vivi a racionalidade é de Deus e as emoções do demônio. O equilibrio é que é o fundamento.
Então achei interessante que a lógica seja a forma de discutir esse assunto e porque não dizer outros?
A logica é divina, e obviamente não tenho propriedade para utiliza-la.
Pela lógica eu acredito mais na existência de Deus do que a emocionalidade filosófica de nietzche ou de sartre.
Mas pelos sentimentos que me assolam todos os dias não.
Sigamos então. Cara, voce definitivamente nao entendeu Nietzsche para afirmar que ele tinha uma filosofia emocional. Inclusive li esses dias um aforismo do livro Aurora que trata exatamente acerca disso:
35. Os sentimentos e sua derivação dos preconceitos. ― “Confie no seu sentimento!” ― Mas sentimentos não são nada de último, nada de original; por trás deles estão juízos e valorações, que nos são legados na forma de sentimentos (inclinações, aversões). A inspiração nascida de um sentimento é neta de um juízo ― frequentemente errado! ― e, de todo modo, não do teu próprio juízo! Confiar no sentimento ― isto significa obedecer mais ao avô e à avó, e aos avós deles do que aos deuses que se acham em nós: nossa razão e nossa experiência.
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(14-12-2025, 06:43 PM)Wesley de Mileto Escreveu: A verdade não passa de metonímias e metáforas embelezadas e o bem e o mal são fruto de meras relações de poder.
O buraco é bem mais embaixo. Vocês estão no buraco mais embaixo, do fundo do poço da sabedoria, nobres senhores.
Gostaria de levar o papo mais adiante, mas discutir com gente que não tem princípios é a mesma coisa que andar em círculos.
O malandro chega aqui e afirma:
A. A verdade não passa de metonímias.
B. Uma metonímia é uma figura de linguagem que expressa algo fora da realidade ou do sentido original.
C. Concluímos que ele quis dizer que verdade não existe.
Exceto, claro, pela afirmação que ele acabou de fazer, essa aí não é uma metonímia não... essa tá certinha.
Todo mundo tá taradão fazendo metáforas embelezadas e trabalhando nas relações de poder, menos você, você é o sábio místico que leu a arte de ligar o foda-se e está fora da caixinha.
Gostaria de dizer o quão você é foda, mas não achei a metáfora embelezada adequada pra narrar tal virtude.
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18-12-2025, 05:01 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 18-12-2025, 05:03 PM por Crispim Soares.)
Achei que vocês eram mais pós-verdade, ao ponto de nem ter mais saco pra esse tipo de discussão.
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Não conhecia esse termo pós-verdade, citado pelo @ Crispim Soares. Achei interessante esse neologismo para descrever verdades aparentes, opiniões e crenças admitidos como verdade. O mundo está cheio dessas pós-verdades.
O problema da verdade nasce na linguagem, pois é nesta que o ser humano cria seus conceitos e expressa a realidade que o rodeia, na linguagem crista:"No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e era Deus." O ser humano criou as palavras assim como criou seus deuses. E o que é a palavra? Uma representação sonora de uma excitação nervosa nos fonemas. A excitação é converte-se em imagem, primeira metáfora, a imagem em som, segunda metáfora. E de saltos em saltos formam-se metáforas mais sofisticadas.
Ademais, toda palavra torna-se um conceito encerrado em si mesmo, uma "verdade". Porém a criação de conceitos exige certas metonimias para representar a coisa, precisa-se ignorar certos atributos e características. Por exemplo, o conceito de "folha" exigiu que se criasse uma "essência" de folha para representar todas as folhas, independente milhares de folhas diferentes que existem.
Em resumo, o intelecto humano tem necessidade de enganar-se e criar "mentiras". O homem é o único animal capaz de inventar, de criar, e isso nos diferencia dos outros animais, e isso nos fez ir tão longe. O que é a verdade? Antropomorfismos, metáforas e metonimias que o homem esqueceu das origens falsas, que por um processo retórico e poético foram embelezadas, tornando-se mais persuasivas - nesse ponto os sofistas e os artistas seriam os mais próximos da "verdade". O homem como medida de todas as coisas, o homem que manifesta sua vontade de poder definindo, criando, nomeando, inventando. E de onde provém a vontade de verdade do homem? De uma necessidade de ter um baluarte, um porto seguro, algo de estável para se firmar e dar sentido à sua existência, para justifica-la, e até redimi-la - como os cristãos o fazem por meio de sua verdade, seu Deus sofredor que lhes confere esperança e redenção. A verdade como necessidade, deu-nos harmonia e coesão na sociedade, e ordem ao caos universal, foi levada a sério pelos seus efeitos, ignorando-se suas origens.
Se quiser aprofundar-se nessas questões epistemológicas recomendo o ensaio "Sobre a verdade e a mentira no sentido extra moral".
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(18-12-2025, 07:45 PM)Wesley de Mileto Escreveu: Não conhecia esse termo pós-verdade, citado pelo @Crispim Soares. Achei interessante esse neologismo para descrever verdades aparentes, opiniões e crenças admitidos como verdade. O mundo está cheio dessas pós-verdades.
O problema da verdade nasce na linguagem, pois é nesta que o ser humano cria seus conceitos e expressa a realidade que o rodeia, na linguagem crista:"No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e era Deus." O ser humano criou as palavras assim como criou seus deuses. E o que é a palavra? Uma representação sonora de uma excitação nervosa nos fonemas. A excitação é converte-se em imagem, primeira metáfora, a imagem em som, segunda metáfora. E de saltos em saltos formam-se metáforas mais sofisticadas.
Ademais, toda palavra torna-se um conceito encerrado em si mesmo, uma "verdade". Porém a criação de conceitos exige certas metonimias para representar a coisa, precisa-se ignorar certos atributos e características. Por exemplo, o conceito de "folha" exigiu que se criasse uma "essência" de folha para representar todas as folhas, independente milhares de folhas diferentes que existem.
Em resumo, o intelecto humano tem necessidade de enganar-se e criar "mentiras". O homem é o único animal capaz de inventar, de criar, e isso nos diferencia dos outros animais, e isso nos fez ir tão longe. O que é a verdade? Antropomorfismos, metáforas e metonimias que o homem esqueceu das origens falsas, que por um processo retórico e poético foram embelezadas, tornando-se mais persuasivas - nesse ponto os sofistas e os artistas seriam os mais próximos da "verdade". O homem como medida de todas as coisas, o homem que manifesta sua vontade de poder definindo, criando, nomeando, inventando. E de onde provém a vontade de verdade do homem? De uma necessidade de ter um baluarte, um porto seguro, algo de estável para se firmar e dar sentido à sua existência, para justifica-la, e até redimi-la - como os cristãos o fazem por meio de sua verdade, seu Deus sofredor que lhes confere esperança e redenção. A verdade como necessidade, deu-nos harmonia e coesão na sociedade, e ordem ao caos universal, foi levada a sério pelos seus efeitos, ignorando-se suas origens.
Se quiser aprofundar-se nessas questões epistemológicas recomendo o ensaio "Sobre a verdade e a mentira no sentido extra moral".
Gostaria de realmente perder meu tempo te explicando o que é um ser, explicar necessários e contingentes e te fazer entender que isso nada a ver tem com mitos ou relações culturais.
Mas como bom aluno que fui, antes mesmo de sair falando sobre algo eu vou pressupor que tudo o que você está me dizendo é a mais pura verdade.
Como você me prova que isso que você acabou de dizer é verdade?
Vou pegar aqui duas afirmações:
Afirmação A:
"o conceito de "folha" exigiu que se criasse uma "essência" de folha para representar todas as folhas"
Afirmação B:
"O que é a verdade? O que é a verdade? Antropomorfismos, metáforas e metonimias"
Antropomorfismo = Atribuir a algo não humano.
Metáfora = Figura de linguagem (dizer que algo é semelhante a)
Metomínia = Um exagero, uma irrealidade, uma comparação absurda.
Teu conceito da afirmação A é interpretada pela B com Antropomorfismo, Metáfora ou Metomínia?
E se é realmente uma das três, porque eu deveria levar o que você diz a sério?
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(18-12-2025, 07:45 PM)Wesley de Mileto Escreveu: Não conhecia esse termo pós-verdade, citado pelo @Crispim Soares. Achei interessante esse neologismo para descrever verdades aparentes, opiniões e crenças admitidos como verdade. O mundo está cheio dessas pós-verdades.
O problema da verdade nasce na linguagem, pois é nesta que o ser humano cria seus conceitos e expressa a realidade que o rodeia, na linguagem crista:"No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e era Deus." O ser humano criou as palavras assim como criou seus deuses. E o que é a palavra? Uma representação sonora de uma excitação nervosa nos fonemas. A excitação é converte-se em imagem, primeira metáfora, a imagem em som, segunda metáfora. E de saltos em saltos formam-se metáforas mais sofisticadas.
Ademais, toda palavra torna-se um conceito encerrado em si mesmo, uma "verdade". Porém a criação de conceitos exige certas metonimias para representar a coisa, precisa-se ignorar certos atributos e características. Por exemplo, o conceito de "folha" exigiu que se criasse uma "essência" de folha para representar todas as folhas, independente milhares de folhas diferentes que existem.
Em resumo, o intelecto humano tem necessidade de enganar-se e criar "mentiras". O homem é o único animal capaz de inventar, de criar, e isso nos diferencia dos outros animais, e isso nos fez ir tão longe. O que é a verdade? Antropomorfismos, metáforas e metonimias que o homem esqueceu das origens falsas, que por um processo retórico e poético foram embelezadas, tornando-se mais persuasivas - nesse ponto os sofistas e os artistas seriam os mais próximos da "verdade". O homem como medida de todas as coisas, o homem que manifesta sua vontade de poder definindo, criando, nomeando, inventando. E de onde provém a vontade de verdade do homem? De uma necessidade de ter um baluarte, um porto seguro, algo de estável para se firmar e dar sentido à sua existência, para justifica-la, e até redimi-la - como os cristãos o fazem por meio de sua verdade, seu Deus sofredor que lhes confere esperança e redenção. A verdade como necessidade, deu-nos harmonia e coesão na sociedade, e ordem ao caos universal, foi levada a sério pelos seus efeitos, ignorando-se suas origens.
Se quiser aprofundar-se nessas questões epistemológicas recomendo o ensaio "Sobre a verdade e a mentira no sentido extra moral".
Antes de falar de simbolos e linguistica Wesley, Wittgenstein, pelo amor de Deus.
" Por mínimo que seja o que um homem possua, sempre descobre que pode contentar-se ainda com menos."
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(17-12-2025, 01:49 PM)Wesley de Mileto Escreveu: (16-12-2025, 11:16 PM)Spextro Escreveu: Eu tenho profundo achismo e um pouco de arrogância confesso e gosto de chocar.
Mas pelo pouco que eu vivi a racionalidade é de Deus e as emoções do demônio. O equilibrio é que é o fundamento.
Então achei interessante que a lógica seja a forma de discutir esse assunto e porque não dizer outros?
A logica é divina, e obviamente não tenho propriedade para utiliza-la.
Pela lógica eu acredito mais na existência de Deus do que a emocionalidade filosófica de nietzche ou de sartre.
Mas pelos sentimentos que me assolam todos os dias não.
Sigamos então. Cara, voce definitivamente nao entendeu Nietzsche para afirmar que ele tinha uma filosofia emocional. Inclusive li esses dias um aforismo do livro Aurora que trata exatamente acerca disso:
35. Os sentimentos e sua derivação dos preconceitos. ― “Confie no seu sentimento!” ― Mas sentimentos não são nada de último, nada de original; por trás deles estão juízos e valorações, que nos são legados na forma de sentimentos (inclinações, aversões). A inspiração nascida de um sentimento é neta de um juízo ― frequentemente errado! ― e, de todo modo, não do teu próprio juízo! Confiar no sentimento ― isto significa obedecer mais ao avô e à avó, e aos avós deles do que aos deuses que se acham em nós: nossa razão e nossa experiência.
Se comparado a lógica que é divina, nietzche é pura emoção por cair em contradição. Não ha contradição na logica, nietzche não utiliza a lógica para escrever. Tanto que ele escreveu genealogia da moral.
Mas não quero debater esses assuntos não ja estoy mui cansado deles. Agora eu gosto de: ver series, ler mangas, praticar esporte, ficar com meus filhos, passear com a esposa.
Hoje meu mundo se divide em condado x mordor. E pra mim esses assuntos são puro Mordor.
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