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Dor emocional. Aprendizado.
#1
Uma rápida apresentação: conheci a real por um podcast em que participou o @Sagitario. Tenho 33 anos, sou servidor federal (NS – Jud. e MP), faço musculação há 9 anos (shape mediano, mas, no ponto de partida, era um magrelo escroto), estudo muito para carreiras de estado, pai de uma menina. Há 1 ano e meio, tenho fascínio pelo tema “desenvolvimento pessoal”: busco conhecer a minha mente, estudar mais, aprimorar alimentação-exercícios etc.
 
O tema que quero trazer: quais foram as piores situações emocionais por que você passou e o que você aprendeu com elas?
 
Minha pior situação refere-se ao abandono de lar que minha ex-companheira promoveu, levando consigo minha filha de 2 anos (à época). Em síntese, a minha filha nasceu de um namoro falido e, única e exclusivamente por ela, aceitei que minha ex viesse morar comigo em meu apartamento. Assim como veio, ela se foi: abruptamente. A relação ruiu pela drástica diferença de personalidade e lifestyle:
  • EU – trabalhador (desde 18 anos), autossuficiente; ELA – estudante (eterna), nunca trabalhou.
  • EU – aventureiro, mountainbiker, trekker, mochileiro; ELA – medrosa, sedentária, pânico de avião.
 
Pois bem. Ao chegar no fatídico dia, em casa, e me deparar com a imensidão do vazio que significava a ausência da minha filha... Eu desmoronei! Já tive de lidar com morte de irmão, cuidados com uma mãe depressiva, mas aquele deserto ali concretizava, por certo, a maior dor emocional que pude sentir.
 
O que eu aprendi? Cara, você não pode inserir elementos (pessoas) externos como alicerces da sua estrutura emocional. Pessoas, sobretudo mulheres, têm uma aptidão incrível para cometer atos insanos. Logo, esteja sempre sólido no seu intelecto, na sua constituição emocional. Isso não significa uma apologia à solidão, ao status solteiro. Sozinho, casado ou namorando: esteja sólido consigo mesmo.
 
Saudações!
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#2
Bem vindo ao deserto da REAL, confrade.

Gostei da reflexão, é um tema já debatido a exaustão mas os exemplos que você citou da própria vida tornaram o relato interessante.

É uma lição que precisamos repassar sempre, precisamos criar esta estrutura emocional... mas o que alguns demoram pra entender é que isso não significa não se relacionar com mais ninguém e se esconder nas cavernas.

A vida é bem menos linear do que a maioria gostaria...
"Paulistarum Terra Matter..."
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#3
Tem vezes que a dor, o vazio existencial, fornecem lições.

E se apoiar em ''supostas companheiras'', é típico dos que ainda não foram lapidados nessas dores, é uma fase breve, por quê é questão de tempo, elas não demonstrarão gratidão, clemência nem piedade.

Mas também há vezes que esses momentos de ''baque'' não deixam uma lição, necessariamente, mas servirão de provação, que fortalecerá a alma e dará a esta um pouco de imunidade.
"Só os canalhas precisam de uma ideologia que os absolva e justifique." (Rodrigues, Nelsson)
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#4
Não vejo isso como dor emocional e sim como carência... se tá tão preocupado com tua filha, por que não pega a guarda dela?


(01-11-2019, 06:54 PM)Dr. Lecter Escreveu: sou servidor federal (NS – Jud. e MP),

ELA – estudante (eterna), nunca trabalhou.

Que motivação ela teria pra trabalhar? Tu trabalhava por ti e por ela... e agora parcialmente, pela pensão que ela deve tá pegando pra gastança dela...
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#5
Concordo confrade, o importante é estar bem consigo mesmo e estar sempre preparado para estar só. Esse foi um erro que cometi no último relacionamento, o medo de perder a pessoa só gera uma ansiedade e faz vc se tornar uma pessoa desinteressante. Relacionamentos hoje, seja com mulheres, amigos e etc são extremamente voláteis, superficiais, líquidos.. o caminho é se desenvolver e trabalhar a auto estima, porque no final vc sempre será a sua melhor companhia.



 
O que eu aprendi? Cara, você não pode inserir elementos (pessoas) externos como alicerces da sua estrutura emocional. Pessoas, sobretudo mulheres, têm uma aptidão incrível para cometer atos insanos. Logo, esteja sempre sólido no seu intelecto, na sua constituição emocional. Isso não significa uma apologia à solidão, ao status solteiro. Sozinho, casado ou namorando: esteja sólido consigo mesmo.
 


me parece, no entanto, que você procura justificar/teorizar um relacionamento fracassado, tentando se convencer disto, mas no fundo, parece que ficou com o ego ferido pelo fato de a sua mulher ter lhe deixado, ou no fundo estava apegado a ela, e não apenas a sua filha. Quanto a filha, existem formas de melhorar o convívio, com guarda compartilhada, passando bons momentos ao lado dela e etc. ..

No mais, é trabalhar o desenvolvimento pessoal..

Abç
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#6
(02-11-2019, 01:29 AM)Hombre de hielo Escreveu: Não vejo isso como dor emocional e sim como carência... se tá tão preocupado com tua filha, por que não pega a guarda dela?


(01-11-2019, 06:54 PM)Dr. Lecter Escreveu: sou servidor federal (NS – Jud. e MP),

ELA – estudante (eterna), nunca trabalhou.

Que motivação ela teria pra trabalhar? Tu trabalhava por ti e por ela... e agora parcialmente, pela pensão que ela deve tá pegando pra gastança dela...


Acredito que, sim, havia carência ali envolvida e, aliás, faz parte da lição que sobressai desse fato, forjando meu caráter. Carência, diga-se, é um fator que impulsiona dor emocional, segundo vejo.

"Por que não pega a guarda dela?" Na verdade, temos uma guarda compartilhada. E eu não pelejo por uma guarda unilateral, em razão de entender que, segundo o melhor interesse da minha filha, é bom que ela também conviva com a mãe.

Pensão: sim, embora compartilhemos a guarda, eu pago pensão Angry . Essa é outra lição! Eu confesso que sempre almejei ser pai, embora não o quisesse num cenário de separação. Daí o meu erro! Confiei num discurso de frágil fertilidade dela, e, sobretudo, não utilizei métodos anticoncepcionais num relacionamento fadado ao fracasso. Erro crasso! Espero que eu, e os que me leem, não repitam esse erro.
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#7
(02-11-2019, 01:28 PM)Faller Escreveu: Concordo confrade, o importante é estar bem consigo mesmo e estar sempre preparado para estar só. Esse foi um erro que cometi no último relacionamento, o medo de perder a pessoa só gera uma ansiedade e faz vc se tornar uma pessoa desinteressante. Relacionamentos hoje, seja com mulheres, amigos e etc são extremamente voláteis, superficiais, líquidos.. o caminho é se desenvolver e trabalhar a auto estima, porque no final vc sempre será a sua melhor companhia.

Perfeito, confrade! O apego carente e desmesurado a um relacionamento impõe uma força imobilizante no homem. A gente vira fantoche em mãos alheias. 

Um homem precisa ser o rei de si mesmo, possuindo as características da ordem, do modelo sensato e racional, da integração e integridade na psique masculina. Estabiliza a emoção caótica e os comportamentos descontrolados. Estabiliza e centraliza. Traz a calma. Defende o próprio sentido de ordem interior, a própria integridade e os propósitos, a própria tranquilidade central quanto ao que é, e a incontestabilidade e certeza essenciais da sua identidade masculina (MOORE; GILLETTE: 1993).
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#8
(02-11-2019, 04:16 PM)Dr. Lecter Escreveu:
(02-11-2019, 01:29 AM)Hombre de hielo Escreveu: Não vejo isso como dor emocional e sim como carência... se tá tão preocupado com tua filha, por que não pega a guarda dela?

Que motivação ela teria pra trabalhar? Tu trabalhava por ti e por ela... e agora parcialmente, pela pensão que ela deve tá pegando pra gastança dela...

Acredito que, sim, havia carência ali envolvida e, aliás, faz parte da lição que sobressai desse fato, forjando meu caráter. Carência, diga-se, é um fator que impulsiona dor emocional, segundo vejo.

"Por que não pega a guarda dela?" Na verdade, temos uma guarda compartilhada. E eu não pelejo por uma guarda unilateral, em razão de entender que, segundo o melhor interesse da minha filha, é bom que ela também conviva com a mãe.

Pensão: sim, embora compartilhemos a guarda, eu pago pensão Angry
. Essa é outra lição! Eu confesso que sempre almejei ser pai, embora não o quisesse num cenário de separação. Daí o meu erro! Confiei num discurso de frágil fertilidade dela, e, sobretudo, não utilizei métodos anticoncepcionais num relacionamento fadado ao fracasso. Erro crasso! Espero que eu, e os que me leem, não repitam esse erro.

Fazer questão que ela conviva com a mãe, será igual a mesma... será uma eterna estudante em busca de um funcionário público.

Isso não existe, ou tu paga pensão ou tem a guarda (total ou compartilhada), aposto que é um acordo de boca (sem processo judicial). Quer dizer que só encara o filho no combo (xana + filho), igual o telefone fixo (+ Internet / TV fechada).
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#9
(02-11-2019, 09:48 PM)Hombre de hielo Escreveu:
(02-11-2019, 04:16 PM)Dr. Lecter Escreveu: Acredito que, sim, havia carência ali envolvida e, aliás, faz parte da lição que sobressai desse fato, forjando meu caráter. Carência, diga-se, é um fator que impulsiona dor emocional, segundo vejo.

"Por que não pega a guarda dela?" Na verdade, temos uma guarda compartilhada. E eu não pelejo por uma guarda unilateral, em razão de entender que, segundo o melhor interesse da minha filha, é bom que ela também conviva com a mãe.

Pensão: sim, embora compartilhemos a guarda, eu pago pensão Angry
. Essa é outra lição! Eu confesso que sempre almejei ser pai, embora não o quisesse num cenário de separação. Daí o meu erro! Confiei num discurso de frágil fertilidade dela, e, sobretudo, não utilizei métodos anticoncepcionais num relacionamento fadado ao fracasso. Erro crasso! Espero que eu, e os que me leem, não repitam esse erro.

Fazer questão que ela conviva com a mãe, será igual a mesma... será uma eterna estudante em busca de um funcionário público.

Isso não existe, ou tu paga pensão ou tem a guarda (total ou compartilhada), aposto que é um acordo de boca (sem processo judicial). Quer dizer que só encara o filho no combo (xana + filho), igual o telefone fixo (+ Internet / TV fechada).


Está sugerindo que a menina não conviva com a mãe??
"Paulistarum Terra Matter..."
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#10
(02-11-2019, 09:48 PM)Hombre de hielo Escreveu:
(02-11-2019, 04:16 PM)Dr. Lecter Escreveu: Acredito que, sim, havia carência ali envolvida e, aliás, faz parte da lição que sobressai desse fato, forjando meu caráter. Carência, diga-se, é um fator que impulsiona dor emocional, segundo vejo.

"Por que não pega a guarda dela?" Na verdade, temos uma guarda compartilhada. E eu não pelejo por uma guarda unilateral, em razão de entender que, segundo o melhor interesse da minha filha, é bom que ela também conviva com a mãe.

Pensão: sim, embora compartilhemos a guarda, eu pago pensão Angry
. Essa é outra lição! Eu confesso que sempre almejei ser pai, embora não o quisesse num cenário de separação. Daí o meu erro! Confiei num discurso de frágil fertilidade dela, e, sobretudo, não utilizei métodos anticoncepcionais num relacionamento fadado ao fracasso. Erro crasso! Espero que eu, e os que me leem, não repitam esse erro.

Fazer questão que ela conviva com a mãe, será igual a mesma... será uma eterna estudante em busca de um funcionário público.

Isso não existe, ou tu paga pensão ou tem a guarda (total ou compartilhada), aposto que é um acordo de boca (sem processo judicial). Quer dizer que só encara o filho no combo (xana + filho), igual o telefone fixo (+ Internet / TV fechada).

HAHAHHA

Cara, eu discordo de você (e muito!). Uma mãe, por mais que não tenha dado certo (até então) na vida, tem o direito de conviver com seu filho, a não se que descumpra os deveres de cuidados próprios da relação maternal. 

De toda forma, essa discussão foge totalmente do objetivo do tópico. Eu queria compartilhar um de meus episódios críticos, acompanhado da lição dele extraída, e incentivar que outros compartilhassem também suas histórias e os ensinamentos delas advindos. Isso tem um enorme poder pedagógico. Aliás, 

O homem sábio aprende com o erro dos outros.  

Saudações!

[Image: search?q=hannibal+lecter+movie+quotes&sx...wV1HSnfdM:]
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#11
@Dr. Lecter

Apesar do personagem do avatar o confrade deve ser gente boa e com certeza fica chateado por não poder mais conviver com sua filha, quando os filhos chegam eles se tornam a razão de ser de nossas vidas, imagino o quanto ruim esta ruptura na convivência.

Sua filha não tem culpa, cumpra as obrigações legais, seja um pai presente dando toda assistência e suporte.

Lembre-se que errar faz parte do processo da vida, mas não são todos que assumem as broncas e tem uma coisa muito interessante no seu título do tópico: Pois o que podemos tirar das dores é justamente o aprendizado, isto nos torna mais fortes no processo de vida.

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#12
(04-11-2019, 01:20 PM)Fernando_R1 Escreveu: @Dr. Lecter

Apesar do personagem do avatar o confrade deve ser gente boa e com certeza fica chateado por não poder mais conviver com sua filha, quando os filhos chegam eles se tornam a razão de ser de nossas vidas, imagino o quanto ruim esta ruptura na convivência.

Sua filha não tem culpa, cumpra as obrigações legais, seja um pai presente dando toda assistência e suporte.

Lembre-se que errar faz parte do processo da vida, mas não são todos que assumem as broncas e tem uma coisa muito interessante no seu título do tópico: Pois o que podemos tirar das dores é justamente o aprendizado, isto nos torna mais fortes no processo de vida.

Agradeço pelas nobres palavras, confrade! Por mais que uma ruptura conjugal represente, não raro, o peso do mundo, nenhuma pluma pode repousar nos ombros de uma criança, fruto daquela relação.

E a minha gratidão ao movimento é grande. Muito conteúdo tem me lapidado a cada acesso, cada leitura!
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#13
HAHAHHA


Cara, eu discordo de você (e muito!). Uma mãe, por mais que não tenha dado certo (até então) na vida, tem o direito de conviver com seu filho, a não se que descumpra os deveres de cuidados próprios da relação maternal. 

De toda forma, essa discussão foge totalmente do objetivo do tópico. Eu queria compartilhar um de meus episódios críticos, acompanhado da lição dele extraída, e incentivar que outros compartilhassem também suas histórias e os ensinamentos delas advindos. Isso tem um enorme poder pedagógico. Aliás, 

O homem sábio aprende com o erro dos outros.  

Saudações!

https://globoplay.globo.com/v/5872391/

Aprende aí FUNÇA!!!
Discordo da declaração da Delegada de Mulher: ninguém tem bola de cristal, temos que ter boa fé Facepalm Ruge . No mundo feminista a seletividade feminina pode tudo e mais um pouco, as emoções e a promiscuidade superam a prudência protetiva ou prevenção, se alguém lembrar do dever de cuidado e responsabilidade feminina como concausa é execrado pelo sindicato ginocêntrico do estado e da midia.


Pai que não luta pela guarda da filha é frouxo, nem que seja para deixar na casa dos avós paternos.

[Image: 3d58fe5212a5ed8ee22b4095b6c5be04.png]

Spoiler Revelar
[Image: DXw-hZNW0AAO38q.jpg]
Anuncie aqui!!!!
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#14
@Bandeirante Paulista e @Dr. Lecter,

Não estou sugerindo que ela não tenha contato com a mãe, só estou prevendo o que pode acontecer...

Se tal filha for heterossexual, mais ou menos parecida fisicamente e tiver contato com a mãe, por que vocês acham que ela não usaria a mesma estratégia (não trabalhar, fazer filho com funcionário público e viver de pensão) que 'deu certo'?

De qualquer forma, só saberemos isso, daqui a 20 anos!
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#15
(05-11-2019, 05:54 PM)Hombre de hielo Escreveu: @Bandeirante Paulista e @Dr. Lecter,

Não estou sugerindo que ela não tenha contato com a mãe, só estou prevendo o que pode acontecer...

Se tal filha for heterossexual, mais ou menos parecida fisicamente e tiver contato com a mãe, por que vocês acham que ela não usaria a mesma estratégia (não trabalhar, fazer filho com funcionário público e viver de pensão) que 'deu certo'?

De qualquer forma, só saberemos isso, daqui a 20 anos!

@Dr. Lecter, só falta tu me dizer que dá mais de 15% do teu salário liquído de pensão...
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