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[RELATO] Um ano de América
#1
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Saudações confrades, já faz bastante tempo que não acesso o fórum mas foi por ótimos motivos: começar uma vida nova em outro país.



Para os confrades que não chegaram a conhecer meu hobby, que alguns leitores chamavam de trabalho (nunca foi trabalho), eu era o autor do blog de desenvolvimento pessoal chamado Projeto Free Lifestyle.



Nesse blog eu escrevia um pouco sobre tudo, compartilhando minhas experiências de vida, tentando motivar as pessoas a ir em busca da realização de seus planos/sonhos e aprendendo também com o feedback que recebia dos leitores. Fechei o blog por falta de tempo, tesão e perseguição por parte de esquerdistas, vitimistas e feminazis (falar verdades atrai muitos inimigos com o cu ardido). Entretanto, o artigo de despedida do blog continua lá, caso você esteja interessado em saber mais.



Conheço a Real há pelo menos uns 10 anos. E percebo que o movimento mudou muito nesses anos todos, vejo que mudou nesse ano inteiro que estive sem acessar o conteúdo do forum. Antigamente tratava-se de "pegar mulé", "não se foder na mão de mulé" e debates que terminavam em brigas. Hoje os novatos chegam aqui porque se foderam na mão de alguma espertinha mas percebem que o grupo está mais focado em desenvolvimento pessoal. Aprender a lidar com mulheres e suas armadilhas é apenas uma das "matérias" dessa escola. E nem é a mais importante. Estamos agora focados em melhorar a nós mesmos.



E é por isso que mesmo retirando todos os meus artigos escritos no PFL, deixei alguns publicados aqui à disposição dos confrades, para que possa ajudá-los de alguma forma. Sou muito grato pelo que aprendi na Real todos esses anos, coisas que evitaram que eu fizesse cagadas enormes na vida e me impedissem de chegar onde cheguei hoje. E depois de um ano vivendo e empreendendo nos EUA, quero compartilhar com vocês algumas das experiências, para enriquecer o acervo de informação do fórum e motivá-los. Esse é o mínimo que posso fazer para "pagar" por tudo que aprendi no movimento.



Vocês estão lendo este relato na semana do Natal, portanto antes de tudo desejo um Feliz Natal à todos vocês e suas famílias. Lembrem-se do espírito do Natal, que não significa dar presentes e fazer jantares, mas sim se reunir com os entes queridos e nos reaproximar daqueles com quem tivemos discórdias. Estou escrevendo esse relato em vários dias durante Novembro e começo de Dezembro, mas vou apenas publicá-lo no fim do ano quando eu for passar alguns dias na casa dos pais no Brasil. Pois o tempo aqui é curto pra mim, como vocês vão descobrir mais abaixo. Sempre tiro uns 20 minutos pra escrever dia sim, dia não. Tanto é que este parágrafo que você acaba de ler foi a última parte editada do texto todo, adicionei por último antes de meter tudo num flash drive e levar pro Brasil na minha semana de folga.



Eu continuo com meu hobby de escrever, só que agora pra mim mesmo, não tenho onde publicar. Eu não diria que escrevo um diário. Não. Considero como lembretes, uma bússola para olhar quando fico meio perdido. Às vezes as coisas que escrevo são pequenos artigos sobre aprendizados e insights que tenho, às vezes são ideias de negócios, planos futuros. Até mesmo fiquei uns dois meses durante o verão aqui (meio do ano ai no Brasil) viciado em fazer sketches de uma futura propriedade que eu quero ter pra me aposentar. No caso eu quero comprar uma propriedade rural aqui no estado onde estou agora, ou em um dos estados vizinhos, com mais ou menos uns 15, 20 acres. Quero planejar uma casa grande e confortável, com espaço para alguns dos meus hobbies e "brinquedos" como: uma oficina/garagem grande para restaurar carros velhos, uma sala pra minhas guitarras e fazer um som, um bar com TV e bugigangas de Formula 1, depósito pra ferramentas diversas e minhas tralhas de camping e pesca, uma academia bem equipada, prateleiras pra envelhecer alguns vinhos e um cofre daqueles que dá pra entrar dentro pra guardar armas (sim você leu certo e vou falar mais a respeito abaixo) e outros pertences. Além disso quero ter um pequeno pomar, talvez plantar alguma coisa, e quero ter um ou dois cachorros, que não tenho como ter agora porque quase não fico em casa. Se possível quero construir uma propriedade auto-sustentável em água potável e energia elétrica.



Infelizmente não consigo mais desenvolver textos enormes em poucas "sentadas" na frente do PC como eu fazia no tempo do blog, perdi a prática, e nem tenho tempo pra isso, mas não perdi o ótimo hábito de escrever. Portanto o texto que vocês leem aqui agora me tomou umas três semanas para ser completado, revisto e corrigido, por isso é grande e escrito com antecedência. Configurar o teclado aqui pra PTBR foi um cu pra conferir e desde já peço desculpas pelos erros de gramática e acentuação que eu deixar passar na edição, pois fazia tempo que não escrevia tanto em português. Aproveito para deixar claro também que assim como eu fazia no blog, vou omitir algumas informações pessoais aqui para proteger meu anonimato. Vamos ao que interessa. O relato.



Um ano de América



Como vocês devem saber, eu era empresário no Brasil, no ramo industrial, e no segundo semestre de 2016 vendi minha empresa para um grupo do exterior. No mesmo mês em que fechei a venda, já dei entrada no processo do visto EB-5 para obter um green card dos EUA e só fiquei esperando o resultado das eleições para apertar o gatilho. Trump venceu e eu segui com o projeto. Desembolsei os US$ 500 mil exigidos e ainda gastei em torno de R$ 45 mil com burocracia. Tudo isso não foi um processo e decisão que aconteceram da noite pro dia. Eu diria que foi um planejamento muito bem estudado, com muitos altos e baixos, que durou quase 10 anos.



Trabalhei na minha empresa ajudando na transição e fusão até o fim de Fevereiro de 2017. Depois tive que esperar a aprovação do visto até quase o fim do ano. No total o processo demorou em torno de 14 meses. Fiquei meses apenas planejando minha mudança e mexendo com papelada (e coçando o saco em casa), já planejando minha nova empresa que vou falar sobre mais à frente no relato. Passei minhas últimas semanas no Brasil vivendo de novo na casa dos pais, pois vendi meu apartamento que ficava localizado em Pinheiros, São Paulo. Finalmente no começo de Dezembro de 2017 me mudei para cá.



O local onde vivo



Não vou dizer o nome do estado e nem da cidade mas vocês estão livres para especular com as informações que vou compartilhar. O estado onde decidi começar de novo é um dos chamados "Mountain States", os estados das montanhas, que são chamados assim porque as Rocky Mountains passam por eles. Eles consistem dos estados de: Colorado, Idaho, Utah, Montana, Nevada e Wyoming. Estou em um desses estados. A cidade, se contar população metropolitana, passa de um milhão de habitantes, mas tem feeling de interior pois é bem espalhada. Sem aquela multidão que se vê pra todo lugar que se olha em São Paulo. A região como vocês vão perceber nas fotos é de uma natureza exuberante. Tem montanhas, campinas, florestas, deserto, lagos, rios, etc. Faz muito frio no inverno e muito calor no verão.

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No dia em que desembarquei estava extremamente agradável, em torno de 10
°C e céu azul. Ótimo para início de Dezembro pensei. Burro eu. No dia seguinte fez -4°C e caiu um pouco de neve à noite. Um frio de trincar os pêlos do saco, pra quem tinha acabado de sair de meses a fio com 30°C em São Paulo. Essa era a minha primeira experiência com o clima maluco de começo de inverno por aqui, mas não a primeira experiência com neve e temperaturas negativas. O negócio sobe e desce de um dia pro outro, parece Bitcoin. Mas não estou reclamando, muito pelo contrário, é uma das coisas que mais gosto nesse lugar. Do clima e do ar puro. Eu sofria de rinite ai no Brasil, respirando o ar enfumaçado de São Paulo. Aqui o ar é mais limpo e meus problemas respiratórios desapareceram. Só no alto inverno que a qualidade do ar dá uma caída, mas nada igual à SP. Além disso existe uma diferença de altitude em relação à São Paulo, aqui tem quase o dobro, mas quase não dá pra sentir a diferença no corpo, talvez na primeira semana apenas.



Fiquei 5 dias em um hotel. Pois a primeira coisa que tive que fazer foi achar uma casa pra morar. Tinha muitas ofertas de condomínios mas o que eu queria era uma casa, sem vizinhos trepando do outro lado da parede e vadia andando de salto alto no andar de cima às três da madrugada. Achei a casa que queria e já fui no depósito buscar as coisas que enviei do Brasil. A casa que aluguei e ainda moro até agora é simples. Tem dois quartos, uma sala com cozinha sem divisórias, dois banheiros (um deles no quarto maior) e um porão que na verdade serve de segunda sala, com uma pequena despensa e lavanderia. Geladeira, forno, fogão, máquina de lavar louças e triturador na pia incluídos na cozinha, além da lavadora e secadora de roupas incluídos na lavanderia, não precisei comprar nada disso. Aqui não tem condição de estender varal com roupas fora de casa, é tudo na secadora. Precisei é claro comprar uma cama, um sofá, mesa e cadeiras, TV, uma estante e algumas outras coisas. A garagem coberta e com porta é para dois carros, se estacionar apertado. Em resumo, uma casa pequena, fácil de limpar e organizar para um cara que mora sozinho. O aluguel fica em US$ 1400 por mês. Razoável a julgar pelo bairro onde moro, não tão longe do centro da cidade. A única coisa ruim é a garagem que é um pouco pequena. Falo disso daqui a pouco.



Decidi alugar ao invés de comprar, pois uma casa no padrão em que estou vivendo, com cerca de 100 m² (em torno de 1100 ft²), incluindo a garagem, custa de US$ 200 à US$ 350 mil em média. E observando o mercado imobiliário local, analisando preços dos últimos anos e tal, vi que esse montante rende mais investido do que na apreciação da casa durante um número X de anos. Então decidi alugar.



Gasto em torno de outros US$ 1.500 por mês com todas as despesas básicas, ou seja, meu custo de vida mensal fica ao redor de US$ 3 mil, as vezes um pouco mais, as vezes um pouco menos. Vejam alguns dos meus gastos mensais básicos em dólares:


Aluguel: $1400
Água, eletricidade, aquecimento, gás, coleta de lixo: $140
Internet 50 MBPS: $60
Compras de mercado/alimentação: $500
Gasolina: $250
Academia: $20
Leasing do carro: $200
Health insurance (seguro saúde): $275



Percebam que eu gasto 500 paus em comida. Mas pra um cara sozinho pode ser menos, bem menos. Apesar de quase sempre cozinhar em casa, eu gosto de comer bem e saudável. Gosto de frutas e verduras frescas, isso é caro aqui. Outra coisa cara são queijos, carnes e peixes/frutos do mar, que eu também consumo com certa frequência. Mas se o cidadão quiser viver na base de miojo e suquinho de saquinho, ele passa o mês inteiro com menos de US$ 100 dólares e ainda sobra troco pra comprar chiclete.

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Falarei sobre os carros. Coloquei ali em cima valor do leasing que eu pago. No momento eu tenho dois carros na garagem. Eu pago US$ 200 mensais de leasing em um Ford Focus Sedan 2018. Esse é o meu everyday car, o carro que uso pra ir trabalhar, pra ir no mercado, etc. Basicamente pra andar dentro da cidade. Dei uma entrada de US$ 2400 (mais uns US$ 300 de impostos) e o leasing dura 36 meses. Alguns de vocês com certeza vão pegar uma calculadora, somar a entrada e multiplicar as prestações pra descobrir que o valor do leasing vai dar pouco mais da metade do valor total de compra do carro (uns US$ 18 mil). Mas eu tenho um limite anual de 13.500 milhas. Se eu passar disso, no fim do lease vou ter que pagar em torno de US$ 0.15 por milha adicional. É ai que os dealers ganham a grana deles.



Se eu quiser ficar com o carro no fim do acordo, terei que pagar o montante que for designado, de acordo com a depreciação e preço de tabela do carro, geralmente 55% a 70% do valor original, mas vale a pena pegar um carro novo em outro leasing ao invés de ficar com o usado, porque carro desvaloriza muito rápido aqui. Leasing vale a pena se você quiser ter um carro novo pra andar pouco dentro da cidade. Se eu quisesse financiar esse carro em 36 meses com aquela entrada que dei, ficaria em torno de US$ 500 por mês.



Entretanto, quem me conhece aqui, sabe que sou tarado por pegar estrada. Mas pra isso tenho o outro carro. Comprei um Chevrolet Equinox 2010 bem conservado que uso pras minhas saídas de fim de semana nas estradas e pro meio do mato aqui. Não é um carrão, nem gosto muito de carro da GM, mas tem boa mecânica, dá pra carregar bastante coisa e é razoável pra terra e asfalto, além disso me custou menos de US$ 9 mil. O Focus faz em torno de 12 km por litro na cidade e o Chevy é um pouco mais gastão por ser uma SUV, mas faz em geral 11 ou 12 na estrada que é onde mais ando com ele. A gasosa é bem mais barata que no Brasil, o galão (3.78 litros) aqui na área está em média de US$ 2,80. Gasto em torno de 200, 250 Trumps de gasosa por mês. Nada mal pra quem dirigiu um Fiestinha pau véio no Brasil por mais de 10 anos.



Voltando à falar da garagem. O Chevy e o Focus ficam muito apertados na garagem, então deixo o Focus na minha driveway, nem guardo, fica debaixo de sol e chuva, afinal é uma porra de leasing. Só quando tá muito frio ou há ameaça de neve que faço o esforço de apertá-lo na garaginha, porque é um cu ter que raspar os vidros do carro de manhã pra ir pro trabalho e não dá pra arriscar ter fluídos de motor/freio congelando, bateria descarregando e pneus perdendo pressão.



A nova empresa



Tentarei ser breve e objetivo aqui. No Brasil eu produzia o produto que eu vendia, tinha alguns funcionários altamente capacitados academicamente falando, no fim tinha quase 30 funcionários, folha salarial mensal de mais de R$ 100 mil. Eu não poderia parar se quisesse, pois tinha o leasing do galpão, tinha o acerto com os funcionários, se fosse demitir todos estaria fodido, alguns ficaram quase 10 anos comigo lá. Tinham as máquinas, algumas ainda não totalmente pagas, etc. Eu estava preso naquilo. Foi um presente de Deus ter aparecido um filho da puta lá dos cafundós querendo me pagar pra assumir aquela bomba.



Minha empresa aqui é diferente. Eu não produzo nada. Só adquiro produto manufaturado pronto e passo pra frente. Meu funcionário mais graduado tem apenas um diplominha de community college e ganha US$ 26 por hora. E pago isso pra ele porque ele é de confiança, responsável, trabalha muito, já tem certa idade (mais de 50) portanto preciso segurá-lo aqui, mantê-lo feliz. Os outros ganham menos. Se eu ficar de saco cheio, eu simplesmente vendo a mercadoria até o fim, mando meus 6 funcionários embora, pago dois meses a mais de aluguel do lugar onde opero (que é o valor de rescisão), dou baixa em alguns papéis no City Hall e acabou. Eu poderia escrever uma parede de texto aqui falando de legislação, como funciona abrir empresas, etc, mas sinceramente não estou com muito saco pra isso. O que vocês precisam saber é que é fácil e rápido. Sei que existe um limite de caracteres por post aqui, o que me limitaria a falar de outras coisas e 99% dos usuários do forum não estão aqui, então...



Mas quero falar algo interessante sobre o assunto: relação com funcionários, relações de trabalho e afins. Aqui não importa se você tem doutorado em economia numa universidade Ivy League ou só terminou o high school de cidadezinha de interior. Seu currículo é uma folha apenas com seus dados básicos e sua formação acadêmica. Os locais em que você trabalhou, caso tenha, vem com um telefone ou email para que você converse com o antigo empregador. Só. Nada mais.



Como meu negócio é minúsculo o RH sou eu mesmo. Primeiro anuncio a vaga em um dos jornais locais e depois respondo os interessados pelo telefone, perguntando qual o interesse que ele tem na minha empresa, se já trabalhou em algo semelhante, etc. Conversinha rápida de menos de cinco minutos. Então decido se vou chamar o Fulano pra conversar cara a cara ou não. Decido pelo jeito de falar do cara, se falar com gíria e tal, já corto. Se eu chamar, ai já analiso o cara desde o começo, se chega na hora da entrevista, como se veste, se tem a cara/orelhas cheias de piercings/alargadores, tatuagens muito extravagantes, etc. Não contrato hipsters porque geralmente são esquerdopatas vagabundos.



Surpreendentemente aqui, as pessoas são pontuais, coisa que nem todo mundo é no Brasil. Outra coisa que difere do brasileiro, é que o povo aqui não fica contando histórinhas. Se você pergunta algo como: "Fulano, você sabe fazer X?", vão te responder "Sim, eu sei fazer X, fazia isso no ultimo trabalho.", ou "Não sei.", ou "Não sei mas posso aprender.". No Brasil se Fulano não sabe fazer X, ele vai contar uma longa história dizendo que apesar de não saber fazer X sabe fazer Y e o primo do tio avô dele fazia X em 1900 e bolinha. Aqui nego é seco e direto, algo que gosto muito, porque economiza tempo e paciência.



Se o candidato agradar na entrevista, ele recebe uma proposta de contrato. Valor definido anualmente e não mensalmente. Como citei lá em cima, meu funcionário que mais ganha, faz em torno de US$ 55 mil por ano. Mas o pagamento é feito a cada 15 dias no caso da minha empresa. Tem empresas que pagam semanalmente ou até diariamente. Depende do arranjo. Algumas até pagam mensalmente como no Brasil.


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Aqui não existe 13º salário (famoso engana tonto). Dias de férias pagos anualmente eu pago sete dias úteis. Aqui existe o "paid sick/personal day" onde você pode faltar do serviço alegando doença ou outros motivos pessoais e receber mesmo assim. O estado em que vivo não obriga que as empresas tenham Paid leave, mas eu tenho na empresa. Todos meus funcionários tem três dias por ano pra faltar alegando doença ou qualquer outro motivo e serão pagos. E por último, contribuo com até 6% no 401K dos meus funcionários (o máximo permitido), que é uma espécie de fundo de garantia/aposentadoria atrelado a fundos de investimento e mercado de ações. Nesse caso o Fulano escolhe de 1 a 6%, nos quais ele recolhe e eu também. Se ele escolher recolher menos, eu posso pagar mais por hora, negociamos no contrato.



Se eu quiser demitir, simplesmente dou tchau pro cara. Pago no mesmo dia o que devo a ele ou na data de pagamento mais próxima, via depósito bancário ou pessoalmente. E fim. Lógicamente que as pessoas não são robôs por aqui e é preciso tato e respeito para lidar com esses assuntos, você pode acabar processado. Eu ainda não demiti ninguém, apenas tive funcionário que se demitiu, pois achou cargo que pagava mais. Não existe putaria de aviso prévio também. Se o funcionário quiser se demitir pra começar em outro lugar no dia seguinte, ele pode. A não ser que tenha alguma cláusula no contrato que o impeça, algo raro para cargos de baixa e média remuneração. E assim operamos por aqui. Nothing personal, just business.


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Se tem uma coisa que entendi sobre os americanos e começo a entender porque esse país virou o que virou, lidera o mundo em tudo quanto é campo de pesquisa e desenvolvimento, colocou o Homem na Lua, etc, é isso: esses filhos da puta trabalham pra caralho. Trabalham muito mais que o brasileiro e tem uma ética de trabalho forte. Mas claro que não é apenas isso que fez com que se tornasse um país desenvolvido, ética de trabalho é apenas um dos fatores importantes. E é lógico que existe vagabundo por aqui também, mas não quero entrar nesse assunto porque teria que citar coisas que são tabu discutir hoje em dia e podem prejudicar o forum.



Os impostos não faço sozinho, uso serviço de um contador e apenas agora em 2019 fecharei meu primeiro fiscal year. Meus seis funcionários são todos homens. Apesar de no meu estado o status quo ser conservador, tem algumas leis esquerdistas. Eu ganharia um pequeno abatimento se tivesse mulheres no quadro, mas sinceramente não vale a pena. Ainda mais agora com essa merda de #metoo, não dá pra arriscar, não dá pra confiar em mulher em ambiente de trabalho aqui. Mas talvez eu consiga um pequeno abatimento em diversity hire, pois dos seis caras quatro são brancos e dois são asiáticos, um dos caras brancos é latino. Vamos ver se consigo economizar com eles.



Os primeiros quatro meses foram muito difíceis e tive prejuizo, nos meses seguintes começou a melhorar e de Agosto pra cá já estou operando no azul. Acho que 2019 será um bom ano, agora que já estou estabelecido, começando a penetrar no mercado e tenho visibilidade local. Como eu disse ali em cima, se eu quiser fechar as portas dentro de um mês, eu posso. Afinal, eu poderia viver com os rendimentos do patrimônio que acumulei em 10 anos empreendendo no Brasil, contando com a venda da empresa. Mas eu ainda tenho 35 anos e sei que se eu ficar muito tempo coçando o saco vou ficar enjoado e vou perder o rumo.



Como eu disse lá em cima, quero me aposentar numa propriedade rural, onde vou ter uma casa construída do jeito e do tamanho que quero, com uma garagem grande (ou talvez um celeiro) onde terei minha oficina e os carros velhos que quero aprender a restaurar. Pretendo fazer um curso de mecânica de autos em algum community college por aqui. Não pra vender, mas pra mim mesmo, hobby. Além disso, quero ter espaço pras minhas bugigangas, como meus intrumentos musicais. Um bar com TV, mesa de sinuca, poltronas, e coisas de Formula 1 e automobilismo em geral. Uma academia. Um cofre para minhas armas e objetos valiosos, um depósito pra mantimentos, etc. Uma brincadeira dessas custaria em torno de US$ 1.5 à 2.5 milhões de dólares. E custaria uma grana pra manter anualmente, então é preciso trabalhar mais. Trabalhar mais uns 10 anos, investir mais, sem mexer no montante que já tenho. Deixar o bolo que já existe ficar ainda maior. Pode parecer um objetivo enorme, mas se comparado com o que já fiz, sair do nada pra chegar onde cheguei, dá pra conseguir. Só planejar bem, trabalhar e ter paciência. E não dá pra reclamar com a perspectiva de me aposentar com 45 anos. O coitado do meu pai trabalhou até os 59 e só se aposentou por problemas de saúde, se não nem isso. Não posso reclamar de nada, sou um felizardo.



A única coisa negativa de empreender aqui é o livre mercado. Calma, não virei comunista. Livre mercado de verdade, e não a piada que existe no Brasil, é uma coisa maravilhosa para o consumidor, mas significa que sua margem de lucro será menor. No Brasil, eu realizava meu trabalho e minhas relações comerciais da forma mais profissional possível. Sempre tentando adicionar valor aos clientes e fornecedores e sendo muito competente com qualidade e prazos. Isso me permitia enfiar a faca, e minha margem era alta. No Brasil tem tanto empresário e empresa que te enrola e que disponibiliza produtos e serviços mal feitos, que se você é competente e a concorrência deixar a desejar, você pode enfiar a faca no cliente e encher o cu de dinheiro. Nego vai pagar porque sabe que com você é garantido o serviço ou produto de qualidade.



Não é assim na América. Aqui pra todo tipo de negócio tem concorrência e concorrência competente. Então é uma batalha de preços. É preciso ser tão ou mais competente que seu concorrente e cobrar igual ou menos. Ser conhecido e ter boa reputação também é importante, mais que no Brasil. Mas mesmo sendo assim, é melhor que o Brasil, simplesmente porque os tributos aqui são baixos, o estado se mete pouco entre o empregado e o empregador, burocracia quase inexistente e você consegue respirar. No Brasil se você for competente, você faz muito dinheiro, mas tem o governo e as leis trabalhistas pra te estuprar por todos os orifícios do corpo. E sonegar impostos aqui é uma péssima ideia, coisa que muitos fazem no Brasil, até por motivo de sobrevivência do negócio. O IRS, a receita federal daqui, tem mais agentes que o FBI e a CIA pra vocês terem noção. Se você sonega aqui, mais cedo ou mais tarde eles descobrem. E geralmente dá cana pesada.



Vida pessoal



Assim como ocorria no Brasil, eu me mantenho extremamente ocupado, é por isso e outras que fiquei um ano inteiro sem postar aqui no forum. Aliás, não tenho mais rede social nenhuma, apenas uso whatsapp e Skype para conversar com meus pais, irmãos e alguns amigos de longa data que ficaram ai. Tanto é que todas as fofocas e memes das eleições eu acompanhei pelo que meus familiares e amigos mandaram, graças a Deus, todos Bolsonaro. Falarei de política depois.


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Eu acordo bem cedo, tomo meu banho, café da manhã reforçado, como se fosse um almoço leve, com salada e algum filé de carne vermelha ou peixe, ovos, as vezes até um arroz e feijão, frutas, café, etc. Dirijo uns 20 minutos e estou na empresa. Não existe transito caótico aqui. Apesar de que tem bastante gente dirigindo nas horas de rush. Abrimos às 8 da manhã, o almoço é apenas um sanduíche ou uma salada, um café, e fechamos às 5 da tarde. Aos sábados 8 da manhã e fechamos at noon (ao meio dia).



No começo foi bem foda deixar o nosso costume de ter a maior refeição diária ao meio dia/uma da tarde. Aqui não existe a mamata de 2 horas de almoço. Você sai uns 15 ou 20 minutos pra pegar algo pra comer ou esquentar algo no microondas que temos na pequena cozinha da empresa e é isso. De volta ao trabalho. Confesso que foi duro acostumar com isso. No início eu levava minha marmita, mas eu via os outros funcionários não comendo quase nada no almoço... acabei adquirindo o hábito também. Não percebi nenhuma melhora ou piora na minha saúde ou energia, só é preciso se alimentar bem pela manhã. Não importa a hora que você ingere as calorias diárias.

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Quando fecho a empresa as 5 da tarde já deixo o local vestido para ir treinar, assim como eu fazia no Brasil. Continuo com o crossfit e musculação. Tem dias que prefiro apenas nadar. A academia que frequento é completa, tem uma piscina enorme coberta, sauna, paredes pra quem curte escalar, etc. Eles oferecem armários com cadeados pra você deixar mudas de roupa e seus pertences (e ninguém mexe), coisa que aproveito, porque às vezes tomo banho por lá mesmo quando tenho algum compromisso que não me permite voltar pra casa a tempo de me arrumar. Tudo por uma mensalidade pequena que não acreditei na primeira vez que vi. Em São Paulo eu frequentava uma academia de bacana, e mesmo pagando menos (dono é conhecido meu) ainda pagava muito mais que aqui por uma infraestrutura muito menor e sem opções.



Nos últimos quatro meses tenho ido fazer um curso de chinês mandarin três vezes por semana à noite. Não citei acima, mas minha nova empresa tem relações comerciais com empresas brasileiras, da Argentina, Paraguai, Uruguai e do Chile. Estou querendo me meter com os chinas no futuro, mesmo com as barreiras economicas que o Trump tem levantado pra tentar manter produtos e serviços sendo feitos por aqui. Os chineses estão expandido comercialmente na Europa, no oeste do Canadá, na África e em vários países sulamericanos, incluindo o Brasil. Depois de muito ponderar, acho que da segunda metade desse século em diante eles vão dominar tudo. Então acho que será útil aprender pelo menos um básico do idioma. Entretanto confesso que estou sofrendo. É difícil pra caralho, repito, PRA CARALHO. O que quebra as pernas são os ideogramas. Caso eu continue tentando, vejo que vai demorar alguns anos pra ler textos e tentar dialogos mais complexos, mas... vamos que vamos.



Fiz algumas amizades, apesar de que estou aqui há pouquíssimo tempo, numa cultura onde as pessoas são mais fechadas. Nas duas primeiras semanas depois que me mudei, recebi visitas de boas vindas de cinco vizinhos (quero dizer, moradores de cinco casas diferentes). Ganhei garrafas de vinho, saladas de batatas, tortas, convites pra assistir futebol universitário, etc. Estou me dando bem com eles. Tem casais novos com crianças, casais já velhos, um viúvo já bem idoso e um cara solteiro mais ou menos da minha idade. Tudo gente simples de classe média, que trabalha ou já trabalhou pra cacete na vida. No 4 de Julho um dos vizinhos fez um belo churrasco no quintal e chamou quase todo mundo da rua. Provavelmente umas 25 ou 30 pessoas, além da criançada, no churrasco, eu o único "forasteiro". Mas fui muito bem tratado e incluído em tudo. Aprovaram a maionese que fiz e gostaram muito da farofa que levei, tanto é que um dos casais precisou me pedir a receita da farofa porque o menino deles viciou no negócio. No dia de Ação de Graças no fim de Novembro também fui convidado pra cear com uma das famílias aqui da rua. Já fiz feijoada e moqueca de peixe pros vizinhos aqui em casa. As pessoas aqui são difíceis de se aproximar, mas quando você entra no círculo deles e percebem que você é confiável, você terá conseguido bons amigos que vão fazer o que puder pra te ajudar. Essa é a melhor característica das pessoas daqui na minha opinião.



Apesar de muito esquerdismo nos EUA e muito esforço da esquerda pra separar as pessoas e causar tensões raciais (que são enormes aqui), o local onde vivo é mais tranquilo porque é um estado conservador, com população pequena e homogênea, onde a maioria está preocupada em trabalhar pra pagar as contas, ao invés de ficar com lacração. Levei tudo isso em consideração na hora de escolher o lugar. Trump venceu de lavada aqui em 2016.


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Quase todo fim de semana vou pro mato. Caminhar, pescar, acampar, fotografar, pegar estrada e ir visitar algum local mais distante. À cada quinze dias vou no estande atirar. Saio pros botecos, vou em shows bons quando tem. De vez em quando vou andar de kart, paixão antiga. Já fui esquiar algumas vezes e pretendo de novo agora em Janeiro. Já fui me aventurar num campo de golfe, esporte difícil, caro e complexo. Aqui é possível achar grupos de pessoas pra praticar tudo quando é esporte que se imagina. Tem futebol americano e o nosso (soccer), tem basquete, volei, baseball, hóquei no gelo, grupos de corredores, ski, snowboard, golfe, kart, tennis, etc. Esporte e diversão é o que não falta. Além disso existem cursos de escalada e alpinismo, sobrevivência na natureza ou bushcraft, que é nome que eles dão, caça e vários outros tipos de atividades ao ar livre. E tudo isso dá pra ir fazer sem medo de ser assaltado, sequestrado ou assassinado por causa de um par de tênis ou celular.



Infelizmente 2018 foi um ano que não consegui viajar, algo que quase todo ano faço pelo menos duas vezes nos ultimos 10 anos. E o motivo é bem simples, a empresa aqui que ainda estou desenvolvendo e precisa da minha total atenção. Fato é que esses dias que vou passar no Brasil no fim do ano, será a primeira vez que estou voltando para ver a família, será a primeira vez que vou sair daqui desde que cheguei. Um dos meus irmãos veio passar uma semana aqui comigo na metade do ano, mas não vejo meus pais pessoalmente desde o começo de Dezembro do ano passado, apesar de falar com eles quase que diariamente. Quem está lendo aqui pode pensar "Do que adianta trabalhar tanto e não aproveitar a vida?". Mas ai é que está o X da questão. Eu estou aproveitando, mas também estou cercado de responsabilidades, é um equilibrio necessário, trabalhar é algo que gostando ou não temos que fazer. É uma situação de Catch 22. Se você quiser aproveitar, não pode ter trabalho no caminho pra atrapalhar. Mas pra aproveitar é necessário recursos (tempo e dinheiro), e só o trabalho vai te proporcionar o dinheiro, que por sua vez vai proporcionar o tempo. A minha sorte é que no momento a empresa já pode funcionar com minha ausência por alguns dias. Como disse lá em cima, tenho um funcionário de confiança que pode dar conta de fazer a coisa acontecer, com meu controle de longe. E tenho um vizinho que trabalha não muito longe da empresa e passa por lá todos os dias, pode espiar para mim se as coisas estão fluindo.

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Se der tudo certo, vou passar uma semana no Japão no segundo semestre de 2019. Conheci vários países nas Américas, Caribe e Europa nos ultimos 10 anos, mas nunca estive na Ásia. Quero começar pelo Japão. E lá na frente, antes do plano de aposentadoria numa propriedade rural, talvez eu tire um ou dois anos pra viajar o mundo todo. Por enquanto vou aproveitando e conhecendo tudo à minha volta por aqui, como citei. Num fim de semana posso visitar tudo num raio de 500km e voltar pra casa pra trabalhar na segunda. Digo que não cheguei nem perto de conhecer a metade, no ano inteiro que estou aqui. O negócio é não ficar sentado dentro de casa sem fazer nada. Me dá coceira isso.



Mulheres



Ahh o único assunto que move as multidões da Real (infelizmente). Buceta. Pra quem curte branquela do olho claro, aqui é igual mato, é a maioria, já que a população é quase que inteiramente branca e a maioria dos latinos aqui são brancos também. Feminismo tem é claro, mas é um pouco menos do que em outros estados, mesmo assim todo cuidado ainda é pouco, só saber observar bem as pessoas e lugares que se frequenta.



Eu decidi há muito tempo que casamento pra mim não vai rolar, tenho muito mais à perder do que ganhar. E mesmo que quisesse me casar, com 35 anos nas costas, arranjar uma menininha de no máximo 20, 21 anos pra casar, que seria o ideal na minha opinião, fica meio fora de alcance pra mim. No fim de 2017 larguei da namorada de quatro anos no Brasil porque não ia dar pra ela um casamento e um green card de graça. Mesmo assim confesso que foi difícil. Você acostuma com contato íntimo da outra pessoa e faz falta. Foi duro nos primeiros meses aqui sozinho. Bateu uma carência violenta. Tanto pelo fato de estar solteiro de novo depois de muito tempo namorando, e por estar longe da família. Estar fisicamente longe da família foi o pior. Os anglo-saxões são mais frios quanto à ligações familiares. Acho que essa é uma das nossas melhores características como latinos, os laços familiares. Família é importante, apesar de que formar uma nova família na sociedade de hoje é uma missão quase impossível. Mesmo sendo uma pessoa centrada, racional e acostumado a estar sozinho, senti o baque. Eles aqui parecem levar mais na boa ficar separados da família por longos períodos, nós não somos assim.



No começo eu estava meio tímido em relação às mulheres e até receoso por causa do #MeToo. Conheci algumas mais ou menos em bares, conheci algumas balzacas amigas dos vizinhos, etc. Na academia tem algumas gostosas maravilhosas, mas que são de alta manutenção e não se abrem fácil, é claro. De começo comi umas balzacas de 30 e poucos anos, algumas já nos 40. Foi uma necessidade, porque a seca estava grande e puta aqui... puta aqui é a mesma coisa que pagar o preço de uma Hilux num FIAT 147. A coisa boa é que a mulherada se cuida muito por aqui, praticam muitas atividades ao ar livre e batem no muro por volta dos 35, ao invés dos 25, 30 do Brasil e de outros lugares aqui nos EUA. E por terem rosto bonito, terem o peso mais baixo em relação ao resto do país, algumas balzacas são bem encaráveis. Depois que estava mais estabelecido conheci umas mais novas, principalmente nos lugares ao ar livre onde vou caminhar, pescar, acampar, etc. E claro, bares, principalmente bares universitários. Todas desesperadas pra agradar, conseguir um casamento e um trouxa pra falir (ou acusar e depois falir).



No curso de chinês, por exemplo, tem uma recém saída da universidade que começou a me dar abertura. Infelizmente tive que cortar, porque depois de ouvir alguns papos dela, vi que se tratava de uma feminazi, pró-Antifa, pró-BLM, anti-Trump, anti tudo que é ordem e correto. Uma pena, porque a mina é linda. Cabelos lisos castanhos e olhos verdes, rosto bonito, corpinho de academia. Quando me perguntou sobre ir pra um clube beber, eu disse que ia ver com minha namorada e depois falava pra ela. A partir desse dia ela já baixou a bola e mal fala oi, apesar de ainda ficar de olhares. Um desperdício. Bonita mas com a mente podre. Melhor evitar, porque como dizem por aqui "dont stick your dick in crazy". Então sigam aquela regra de ouro do "apenas acene e sorria".


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Tem muita mulher aqui com 20, 21, 22 anos que já é casada e tem filhos (e tem várias M$OLs também). Quem tem disposição de perseguir a mulherada em idade universitária, pelo menos de rosto aqui elas são muito bonitas e muitas se cuidam como citei, mas sempre é necessário avaliar o custo-benefício, que quase sempre não vale a pena pra algo mais que uma trepada. No fim continuo solteiro e comendo uma aqui e ali, sempre que tenho chance, mas ficarei nisso, quero paz na minha vida. A hipergamia é um uma característica universal das mulheres e aqui não é diferente. Todas acham que merecem mundos e fundos sem trazer nada pra mesa. Rostinhos bonitos podem esconder isso e puxar o infeliz pra matrix como vocês bem sabem (ou deviam saber), é a triste verdade. Pelo que vi aqui, nessa região em particular dos EUA, pegar mulher bonita/muito bonita é mais difícil que no Brasil. E pegar feias e medianas aqui é muito mais fácil que no Brasil.



O alerta que deixo pros confrades que talvez pensem em vir para os EUA (não venha ilegalmente) é que se fizerem isso, venham apenas por vocês, porque as mulheres aqui estão perdidas, são um caso perdido devido ao feminismo, a situação aqui está ainda pior que no Brasil. E temos as leis, que aqui são aplicadas de maneira eficiente, que vão beneficiá-las quase sempre. É um jogo que não tem como ganhar, então não jogue.



Ah sim e não venham casados ou namorando, porque a chance de chifre é grande. O Rodrigo Hilbert por essas bandas em que vivo nada mais é que o Diguinho da cozinha, como já vi um humorista dizendo. Pra terem noção do naipe da aparência de muitos caras aqui. Mulheres dizem que aparência não conta, mas sabemos que isso é uma mentira deslavada.



Acho que isso que relatei vai colocar água no chopp de muitos confrades que fantasiavam em vir pra cá, arranjar uma esposinha loirinha do olho azul, fazer filhos nela, morar numa casinha com cercas brancas e ter uma F-150 envenenada na garagem. É impossível? Não, mas quem quiser isso, está uns 50 anos atrasado. Vai ter muitas dificuldades pra conseguir e mais dificuldades ainda pra manter. Tenho certeza que a maioria aqui prefere realidade à fantasia. Ouvir a verdade é sempre melhor.


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Armas



Aqui no estado todo cidadão ou residente permanente não precisa de licensa para a posse de uma arma. Você pode ter na sua casa um arsenal se quiser, isso inclui pistolas, revolveres, rifles de caça e de assalto, sub-metralhadoras, etc. Também não existe limite para tamanho de estoque de munição. Mas é preciso uma checagem de antecedentes criminais. Se tiver alguma coisa lá, você não compra uma arma/munição de nenhum revendedor autorizado. Já para o porte de arma é necessário ter uma licensa, o chamado concealed carry. Agora em Julho eu recebi minha licensa. Eles exigem os seus documentos e antecedentes criminais limpos, um certificado de treinamento em estande de tiro, digitais e foto feitas em um orgão de segurança do governo aqui, foto e cópia de carteira de motorista. Com menos de US$ 100 dólares eu fiz tudo e recebi o documento em menos de uma semana. Também me tornei membro da NRA, que por apenas US$ 70 dólares anuais me confere vários benefícios, que vai de descontos na compra de armas, munição, aluguel de carros, hotéis, passagens aéreas, etc. A NRA luta pelo direito do cidadão de manter a segunda emenda da constituição.



A poucos metros de onde estou sentado agora, possuo uma Sig Sauer P226 modelo MK25, 9mm, que me custou nova na caixa US$ 1200. Minha primeira arma de fogo, modelo escolhido pelo fato de ter sido o primeiro que usei no estande. Eu poderia dizer que é para defesa, mas a verdade é que o local aqui é tão seguro e a polícia chega tão rápido na minha porta se eu discar 911, que tenho que admitir que é hobby. Vejam um review dessa pistola.







Não tão longe de casa tem um estande de tiro, onde frequento umas duas vezes por mês e aprendi a atirar. Nunca tinha atirado na minha vida. O cara que é dono lá é "um dos nossos" eu poderia dizer. Fiz amizade com o cidadão, um cara legal na casa dos 50 anos, que foi traido, se divorciou e foi estuprado financeiramente pela ex, paga pensão. Ele se identifica com o movimento MGTOW, que assim como a Real, foca em desenvolvimento pessoal e ficar esperto com mulheres (no caso deles ficar longe delas mesmo). Aprendi muito sobre armas e munição com esse cara. Além disso ele virou amigo de cerveja, camping e pescaria. Viciei em pescar e acampar. Aliás, o único lugar que costumo ir que carrego a P226, além do estande, é quando vou andar no mato por aqui. Além da arma levo um transponder pessoal e aviso meu vizinho da porta ao lado onde estou indo e quando pretendo voltar. Não só a vida selvagem aqui poder ser perigosa (como ursos e leões da montanha) mas muita gente some sem deixar vestígios nos parques nacionais dos EUA. Quem quiser saber mais sobre o assunto, leiam os livros Missing 411 do autor David Paulides. E se forem ler... mantenham a mente aberta.



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O gosto por dar uns tiros me fez acabar pegando uma outra arma com esse amigo dono do estande de tiro. Por US$ 500 ele me vendeu um Ruger Redhawk .357 magnum com cano de 4.20 polegadas, semi novo, que usa munição .357 e .38 special. Um belo revolver com um poder de fogo grande. Mas mais uma vez digo, não é pra me defender, é hobby de atirar mesmo. Aliás, a P226 é uma arma mais indicada pra defesa. Agora no fim do ano estive testando uns rifles de caça e aprendendo a usar mira telescópica. Quero comprar um em 2019. Estou entre um Remington Model 783, Ruger American Rifle e o Mossberg Patriot. Todos na faixa de 400 a 700 paus. Mas ainda vou testar mais e aprender sobre munição de caça antes de tomar uma decisão. Não pretendo caçar. Não sou vegetariano/vegano mas tenho coração mole com animais e seria incapaz de atirar num coyote ou num veado, só faria se estivesse passando fome. Mas é claro, se um dia houver necessidade, não vou hesitar meio segundo em atirar num invasor dentro da minha casa.



Política



Vou terminar meu relato falando da política. Tenho orgulho e bato no peito pra dizer que consegui votar no primeiro e no segundo turno em Jair Bolsonaro. Infelizmente por aqui não podemos votar para os outros cargos como senador, deputado federal, estadual, etc. Gostaria muito de ter dado meu voto de deputado federal para o Luiz Phillippe de Orleans e Bragança e o de deputado estadual para o Coronel Telhada, mas fico extremamente feliz em saber que ambos também foram eleitos com o Capitão. E estou satisfeito em ver as nomeações para os ministérios até agora. Estou curioso pra ver como as pessoas estão no Brasil em relação à 2019 e o futuro. Meu irmão disse que na semana seguinte à eleição tinha muita gente sorrindo na rua, coisa que não se via antes. Os EUA tem seus problemas e está longe de ser um país perfeito (e nunca será), mas não dá pra comparar com o Brasil. Os problemas aqui são um peido na ventania se comparados com os do Brasil. Mas mesmo com todos os problemas espero de coração que o Brasil melhore e cresça. O povo ai faz muitas escolhas erradas, mas já se fodeu muito por muito tempo. Precisam de um período de vacas gordas que nunca tiveram. Estamos aprendendo. O povo brasileiro começou a levar política a sério. Primeiro governo de direita da história do Brasil.


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Forjem estas palavras na suas mentes, tudo o que resta à vocês é o desenvolvimento pessoal. Se eu, vindo de família de classe média baixa, sem privilégio nenhum consegui chegar longe num espaço de apenas 15 anos, vocês também podem. Basta muito planejamento, paciência, determinação e esperteza na hora de escolher as suas lutas. É preciso ter um objetivo na vida. Ter uma meta é tudo na vida, nunca se esqueçam disso. Vejam aqui como esse cara chegou onde chegou, começou do nada também e não foi da noite pro dia. Tenham paciência e nunca parem de melhorar a si mesmos. Isso não é papo furado de auto-ajuda. Isso é real.








Pra finalizar, estou feliz como nunca me senti na vida. Acordo todos os dias motivado pra trabalhar, vou a todo programa que me convidam (salvo exceções, como a gostosa esquerdopata), não tem um único dia aqui que fico uma hora dentro de casa sem nada pra fazer. Estou sempre em movimento. A única coisa que me falta aqui é minha família, que estou trabalhando e planejando incansavelmente pra trazer pra cá. Posso dizer sem sombra de dúvidas que dos meus 35 anos nesse planetinha azul no meio da escuridão celestial, o último foi o melhor. Espero que 2019 seja melhor ainda. E espero que seja para vocês e pro Brasilzão véio de guerra. Um grande abraço a todos e muito sucesso.


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P.S. Gostaria de ter escrito sobre mais assuntos e ter sido mais detalhado, mas procurei manter o texto em torno de 45 mil caracteres, pois esqueci qual é o limite do fórum. Peço encarecidamente aos moderas que não alterem o tamanho e formato das fotos, já diminuí o tamanho de todas pra 720p para deixá-las leves o suficiente.
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#2
Eu cheguei no sábado de manhã e ainda não consegui dormir direito pessoal, fuso de menos 5 horas de onde vivo quebrou minhas pernas. E ainda tem amigo convidando pra churrasco pra isso e aquilo, parente vindo me ver, etc. To morrendo aqui.


Mas ficarei até o fim do ano na casa dos pais e voltarei aqui no forum durante esses dias pra postar mais um artigo da época do blog, tentar responder as MPs e responder as duvidas que os confrades tiverem sobre esse relato aqui.


Ah sim, infelizmente não deu pra colocar legenda nas fotos. Tirando os memes, todas são de minha autoria, especialmente a ultima.


Por enquanto é isso. Um Feliz Natal pra vocês e suas famílias. Grande abraço.
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#3
Excelente relato mr Rover. O estado que você vive é Montana? Pretende continuar postando no forum quando voltar pros EUA?
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#4
Relato fodástico padrão Mr. Rover de qualidade, nada melhor que uma injeção de motivação e ânimo na véspera do Natal e perto do novo ano que se inicia

A poucos metros de onde estou sentado agora, possuo uma Sig Sauer P226 modelo MK25, 9mm, que me custou nova na caixa US$ 1200.
Uma P226 é um sonho de consumo inatingível para minha minha pessoa e pensar que uma pistola de ponta custa 1.200 trumps, pqp que inveja! .... mesmo quando era "agente da lei" minha arma de porte era uma pistola Norinco .380 horrorosa

Mais detalhado que isso, impossível!
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#5
Parabéns cara.

Você é uma referência de desenvolvimento pessoal para todos os realistas.

EDIT para colocar umas perguntas:

1. Como foi o começo disso tudo aí, há uns 15 anos, quando pensou em abrir uma empresa (aqui no Brasil) e o que fez antes disso (graduação, concurso, trabalho na iniciativa privada, etc.)? Enfim, como foi o seu preparo antes de dar o primeiro passo.

2. Você considera que o alto lucro que você mencionou que tinha aqui no Brasil deve-se mais a falta de concorrentes qualificados ou ao fato de você ter uma empresa em um mercado pouco explorado?
Viajante, vá dizer aos espartanos que aqui, pela lei de Esparta, nós repousamos.

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#6
Que fera Rover. Isso faz parte do sumo da Real. Valeu a pena a leitura, assim como dos artigos anteriores. Parabéns cara!! O desenvolvimento pessoal te levou longe e levará ainda mais. Espero que isso que a Real nos entrega ajude cada vez mais você e cada confrade a avançar em seus cotidianos.

Um abraço e boas festas.
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#7
Parabéns {2} caro Rover, relato inspirador mesmo, agrega bastante a esse fórum.

Duas coisas que devem ser difíceis de implementar à rotina devem ser o inglês, lógico, e também o sistema de unidades, que só os US no mundo, utilizam praticamente.

Com relação ao pragmatismo saxão, que infelizmente é rotulado como frieza no Br, não surpreende, na verdade é uma qualidade que aliada a uma economia liberal, desestatizada, só poderia fazer o país enriquecer.
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#8
Parabéns pelo sucesso e obrigado pelo incentivo e modelo!

Quanto à possibilidade que você abriu para questioná-lo, vou te perguntar: já tem uma noção de como é, mais na prática, o setor da segurança privada aí no seu estado (seria muito abrangente perguntar sobre os US inteiro)? Já que cada cidadão pode se defender, como é este nicho de mercado? Tem demanda por um serviço especializado?

Pergunto isso, pois, em que pese as limitações e dificuldades aqui do Brasil, tenho muito tesão por empreender nessa área (venho estudando há pelo menos dois anos sobre isso e logo, logo quero abrir um tópico específico aqui para discutir isso com os confrades). Desde já, agradeço!
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#9
Raríssimas serão as oportunidades que teremos de ter um relato desses à nossa disposição.
Nos resta apenas dar-lhe os parabéns, impressionante a qualidade do relato e as experiências vividas.
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#10
Muito bom, muito bom mesmo, Rover.

Parabéns pela coragem e pelo sucesso que já está alcançando.

Que seu relato inspire muitos de nós a seguirem seus passos.
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#11
Parabéns e obrigado, @Mr. Rover, pelo brilhante relato. Aliás, não é apenas um relato. É um manual de empenho, perseverança e boa conduta a nós todos.

Feliz Natal e que tudo corra pelo melhor contigo e com a empresa em 2019!
"A maior maldição que pode se abater sobre uma criança é mãe piranha e pai covarde. Daí advém todo o declínio do Ocidente."
Palhaço, Canal Brasileirinhos.
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#12
Dá até gosto de ler um relato que não seja "mais do mesmo". Parabéns Rover! Sucesso nessa jornada aí. Continue postando lá dos USA.

PS: Tu pode pescar, dar tiros, caçar, esquiar, pra que diabos quer saber saber de mulher? Deixa isso para nós, os pobres.
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#13
Esse texto e como estar dormindo e ter um sonho ótimo que não da vontade de acordar.
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#14
O lugar que você escolheu é muito bonito. E aproveite esse gelo e frio daí para fazer o Win Hof MethodGargalhada

Muito bom o sistema de como funciona as empresas aí, fácil de abrir, fácil de fechar, fácil de demitir, o país tem tudo para se desenvolver mesmo. O engraçado é que ter dívidas aí dá cadeia, imagina se fosse assim no Brasil. kkkkkkkk

(24-12-2018, 10:44 AM)Mr. Rover Escreveu: Decidi alugar ao invés de comprar

A sacada de não comprar uma casa e viver de aluguel é excelente. Fazendo uns cálculos aqui, acho que compensa eu vender minha casa e aplicar o dinheiro e morar de aluguel e ainda sobra um dinheiro, mas como eu ainda sou juvena em investimentos, prefiro continuar com a casa até eu dominar melhor o assunto, para não acontecer de eu perder o dinheiro de algo que demorei muito para conseguir. 

(24-12-2018, 10:44 AM)Mr. Rover Escreveu: vi que esse montante rende mais investido do que na apreciação da casa durante um número X de anos

Você manteve o seu dinheiro investido em coisas conservadoras aí nos EUA mesmo? E quando foi transferir sua fortuna aí para a América teve que pagar muito de taxa?

Você investiu 500 mil dólares para conseguir o visto, não tinha um jeito mais barato de conseguir o green card?

(24-12-2018, 10:44 AM)Mr. Rover Escreveu: A única coisa negativa de empreender aqui é o livre mercado.

Eu achei muito interessante quando fui aí e vi que produtos de muita qualidade (comparados com o preço do Brasil) eram vendidos a preço bem baratos. Enquanto aqui se o produto tem qualidade ele tem que ser caro.

(24-12-2018, 10:44 AM)Mr. Rover Escreveu: No começo eu estava meio tímido em relação às mulheres e até receoso por causa do #MeToo.

Como as pessoas aí da região estão reagindo a esse #MeToo? 

(24-12-2018, 10:44 AM)Mr. Rover Escreveu: Um grande abraço a todos e muito sucesso.

Excelente relato Mr Rover e parabéns pelas conquistas.

É muito bom ler o relato de alguém que já alcançou o desenvolvimento pessoal e a independência financeira, serve de inspiração para nós do que nos aguarda no futuro se continuarmos disciplinados e focados nas metas.

Sucesso aí no seu negócio neste ano de 2019 e feliz natal!
A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.
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#15
Ler um relato desses é inspirador. Em poucos lugares (pra não dizer nenhum) encontramos a honestidade e hombridade que essa comunidade tem. Absorver e praticar, sempre.

Obrigado, @Mr. Rover
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#16
@Arthas


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Valeu pelas palavras Arthas.

Montana tem 16.66% de chance de ser o estado em que vivo. Big Grin Big Grin


Não vou prometer nada, pq assim como acontecia aqui no Brasil, eu quase não paro em casa por lá. Fico fora das 7 da manhã as 8 da noite durante todos os dias da semana, tenho curso pra ir fazer, academia, chego em casa tem que cozinhar, limpar, organizar conta, correio, pepino do serviço pro dia seguinte, etc. Ai vou falar com familia na internet ou vou tocar uma guitarrinha, ler um livro, ver um filme, ou as vezes saio atrás de rabo de saia. E deu 22:30 eu to na cama. Fim de semana quase sempre eu sumo pro meio do mato. Entre outras coisas mais. Então quase não me sobra tempo. Vamos ver...


Abraço e Feliz Natal.



@Fernando_R1


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Valeu pelas palavras Fernando.

Tem até Sig P226 novas mais baratas do que paguei na minha, os modelos mais caros chegam a custar quase 2 mil trumps, ou mais se tiver algum tipo de personalização. Cheguei até a atirar com a cópia da Glock que a Taurus faz, a PT 25. Coitados dos policiais BR que carregam essa merda, pistolinha de merda. Mas mesmo sendo ruim, vende por aqui. No fim eu fiquei entre a MK25 (modelo que foi usada pelos SEALs por vinte anos), a Glock 19 e uma Colt 1911.


Acabei escolhendo a Sig. A 1911 é uma pistola famosa, bonita, esteve presente acho que em todas as guerras do século XX, mas não curti a pegada dela, muito pesada, dependendo do calibre de munição tem um pente com numero baixo de balas, etc. É uma arma legal pra ter como colecionador, já que 1911 é igual Gol bolinha, é muito fácil você comprar ela peça por peça e montar em casa, personalizar, etc. É arma pra ter em mostruário e levar pro estande dar uns pipocos nos alvos, até pretendo comprar um frame no futuro e montar do jeito que disse, mas é isso.


A Glock é uma excelente pistola também, mas não me agradou por alguns motivos. O design dela não é muito legal na minha opinião, a empunhadura (ou cabo, não sei como chama em português) não se ajustou legal no tamanho da minha mão, o guarda-mato dela é muito apertado, etc. E pelo frame dela ser todo de policarbonato, achei muito leve, o recuo dela é maior do que da Sig que tem frame de aço carbono e pesa umas 150 gramas a mais. No fim levei isso em consideração e o fato de que meu aproveitamento no alvo estava melhor com a Sig, especialmente nos segundos disparos em double tap, e em grupos de 5 e 10 disparos seguidos.


E o Ruger... aquela porra é um canhão. Não tem precisão pra nada além de 15, 20 metros, mas o que ele atinge, ele regaça. E pesa igual feminista. Gargalhada


O que sei é que peguei gosto pela coisa. Veja só o tamanho do meu comentário, quase comecei a escrever um artigo da porra toda. Yaoming

Abraço e Feliz Natal.



@Monarca


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Valeu pelas palavras Monarca.


Eu fiz um curso de engenharia numa federal em SP e depois de formado trabalhei em torno de dois anos na área. Foi ai que juntei a grana pra começar. O meu conhecimento acadêmico ajudou bastante no que eu comecei a produzir industrialmente. Comecei bem pequeno, em local pequeno, com pouca gente e equipamento usado e ultrapassado. Depois fui crescendo, criando o network, usei BNDES pra alavancar a produção com equipamentos novos, etc. Mas eu fiquei planejando a coisa por dois anos antes de começar. E foram horas intermináveis pesquisando, lendo material acadêmico sobre, visitas ao SEBRAE (que no meu caso específico não ajudou muito), etc. Empreender é a maneira mais rápida de chegar lá, financeiramente falando. No ultimo artigo que deixei no blog explico mais ou menos com mais profundidade.

O lucro alto é uma combinação dessas duas coisas que você citou, mais o fato de estar em SP e mais o fato de eu ter conseguido conquistar bons clientes através dos anos, que tinham dinheiro e consumiam bastante. Note que o que eu produzia não chegava na mão do consumidor final. Ou seja, eu vendia pra outras empresas. Concorrentes eu tinha, mas não eram muito e alguns eram enrolões. Eu me beneficiei com isso. E a empresa começou realmente a me dar retorno pessoal só depois de uns 2 anos. Foi um estresse do caralho.


O que eu disse no artigo sobre ganhar em cima da incompetência dos concorrentes não é só uma lição pra quem está na área industrial e pra quem vende pãozinho francês ou cachorro quente na entrada do metrô. Serve pra qualquer negócio. Seja melhor que seu concorrente de alguma forma. Se você promete A, entregue A e vai ver a grana entrar.

Abraço e Feliz Natal.



@Ducati

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Valeu pelas palavras Ducati. Abraço e Feliz Natal.


@Baralho



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Valeu pelas palavras Baralho.

Olha o inglês não teve problemas porque eu já falava, mas é claro que morando lá melhorou enormemente. O sistema imperial complica um pouco a cabeça no início, mas depois você acostuma e aprende uns macetes pra converter rápido de cabeça.

Milhas você não se preocupa porque você olha numa placa escrito "55 mph" e o velocimetro do carro mostra a velocidade em mph também, então não precisa converter. Consumo de combustível eu só faço conta quando vou pegar estrada pra longe, pra calcular quanto vou gastar, mas o Focus, eu sempre deixo chegar na reserva e vou no posto e encho o tanque. Sei que o carro é econômico, isso que importa no fim das contas. Metros quadrados pra pé quadrado é fácil, são 10.7 pés quadrados pra 1 metro quadrado, então arredonda pra 11. Se você ve uma casa que tem 3300 square feet, por exemplo, divide por 11 e pronto, tem o resultado aproximado de 300 metros quadrados.

Temperatura também é fácil. É só subtrair 30 e dividir por 2. Por exemplo, você ve lá a temperatura 70ºF. Tira 30, ficam 40, divide por 2 e terá o resultado de 20ºC. Não é exato, mas é bem aproximado. Depois de um tempo você acostuma também e deixa de converter. Qualquer coisa entre 55ºF e 75ºF é agradável, passou disso ai, pra cima ou pra baixo e já fica desconfortável. A única coisa que não me entrou na cabeça até agora são onças (oz) ao invés de MLs em líquidos. Sorte que não é preciso pensar muito nessa medida.


Já com relação aos anglo-saxões, frieza não seria talvez a palavra certa para muitas situações, apesar de que usamos muito ela para descrever (eu mesmo usei no relato). Acho que a palavra praticidade encaixa melhor. Eles são práticos. A não ser é claro, quando é um doente mental, tipo esquerdista fanático ou transgender cu fluido helicoptero de ataque apache. Esses fdps não são práticos, conseguem complicar 2+2. ahauhauahua

Abraço e Feliz Natal.


@Per Onore


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Valeu pelas palavras Per Onore.

Cara, o mercado de segurança privada lá nos EUA, incluindo o estado que vivo, é um setor bilionário da economia. Eu não sei os números ao certo, pq não pesquisei, mas é um setor muito grande, enorme.


A demanda é enorme e tem várias facetas. Geralmente quem trabalha nesse setor é nego que é ex-military, ou que era de segurança publica, como polícia e FBI e até mesmo gente da comunidade de inteligência. Tem empresas de segurança pessoal, segurança de propriedades (residencial, industrial e comercial), segurança de eventos, etc. Tem empresas que apenas mexem com equipamento de segurança de tudo quando é tipo que se imagina. E tem até empresas de segurança privada trabalhando pro governo. Veja por exemplo o caso da Área 51, famosa por histórias de OVNIS e de aviões de espionagem. Na Area 51, que é uma base aérea da USAF, a segurança do perímetro externo da base, no deserto, não é feita por militares, é feita por contractors, ou seja, segurança privada contratada. A razão disso eu não sei, mas é o que ocorre. O próprio Trump continua usando parte da segurança privada dele junto ao Serviço Secreto.


No Brasil é um mercado que pode ser muito interessante, porque mesmo que o Bolsonaro consiga arrumar a casa no âmbito econômico e fazer uma bela reforma no ministério de justiça publica, a violência vai continuar sendo um problema. Se melhorar a economia, mais pessoas vão prosperar e precisar de segurança privada, que a policia não esta equipada pra proporcionar. E mesmo reduzindo o numero de homicídios e endurecendo as leis, o Brasil vai continuar sendo um país perigoso, pois uma grande fatia da população tem predisposição à violência. Pesquisa no google as estatísticas de crimes e veja quem mais comete crimes nos EUA e compare com os numeros daqui e você vai entender o que estou dizendo. Se lá, com leis duras, perpétua, pena de morte, policia liberada pra atirar antes e perguntar depois, tem crime, imagina aqui então, que a fatia da população mais propensa à violência é maior...

Respondendo à sua pergunta, sim, este é um setor que tem demanda enorme lá nos EUA e aqui também. É algo a se estudar com bastante atenção, pois pode render negócios bem lucrativos. Infelizmente não posso falar mais pq não conheço nada do setor, isso que citei ai é o que consegui observar.


Abraço e Feliz Natal.



@TheGodFather


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Valeu pelas palavras Olavão. Abraço e Feliz Natal.


@Loki

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Valeu pelas palavras Loki. Abraço e Feliz Natal.


@VOLVO


Spoiler Revelar
Valeu pelas palavras Volvo. Nem é um guia pra nada, é apenas um relato e sem muitos detalhes do que ando fazendo. Agora a história do Marcos Pontes é foda, não sei se você viu o vídeo. Cara teve que aprender russo em menos de 6 meses, aprender tudo sobre a Soyuz e com filho sofrendo com câncer. Foda. Esse sim é exemplo de superar dificuldades.

Abraço e Feliz Natal.



@Reddington


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Valeu pelas palavras Reddington. Ahh uma bucetinha molhadinha e escorregadia, que não esteja cheirando peixe podre ou defunto, é bom demais de comer rapaz. Difícil abrir mão. Pena que tem que tomar cuidado com as criaturas que crescem em volta delas. auhauhauhauh

O esquema é não casar e ficar esperto. Mas bem conversadinho dá pra aproveitar as carne mijada sim. Sinto falta das GPs de luxo de SP. Puta no Brasil é igual carro nos EUA: boas, bonitas e baratas. Megusta


Abraço e Feliz Natal.



@die01



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Valeu pelas palavras die. Rapaz, não me fala em dormir. Corpo ainda não acostumou no fuso e a diferença de temperatura também não tá me ajudando. Parece que corri 3 São Silvestre nos ultimos 3 dias, tá foda.

Abraço e Feliz Natal.



@Libertador



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Valeu pelas palavras Liberta. (PS to no Brasil no momento)

O método do Win Hof eu tava fazendo em 2017 antes de ir pra lá, até falei bastante disso na página do PFL que eu tinha no Foicebook, se tem alguém aqui que acompanhava vai lembrar. Fiquei quase 6 meses só tomando banho frio e fazendo o exercício da hiperventilação. Realmente faz diferença, principalmente na perda de gordura localizada e no sistema imunológico. Mas confesso que parei de fazer assim que cheguei lá e foi por medo de pegar uma gripe fodida ou pneumonia. A temperatura assusta rapaz, não vou mentir não. No inverno no começo desse ano, lá por final de Janeiro e começo de Fevereiro, tinha manhã que eu saia de casa que pqp, abria a porta da garagem e tomava uma bofetada na cara, doía o rosto todo de tão frio. Cheguei a pegar sensação térmica de -25°C. Não era só o beiço que rachava, a pele do rosto secava e começava a escamar. Outra coisa ruim é que a claridade da neve queima a pele pior do que se você ficar o dia todo na praia e te cega, causa dores de cabeça fdps. Fui obrigado a usar batonzinho de cacau e hidratante na cara, no homo.  Yaoming auhauhahua


Tem uma foto de uma pista de esqui no relato. A melhor hora pra esquiar é de noite, pra você ter ideia. Se a pista tiver iluminação, é claro.

Vou ver se crio coragem agora em 2019 de pular só de cueca na neve. Já estou mais acostumado com temperaturas mais baixas.


Sobre os impostos queria ver neguinho aqui falando "imposto é roubo" pro IRS lá. GargalhadaGargalhada


Agora vamos aos pedaços de texto e seus comentários. Vou respondê-los na sequencia.


Comprar imóvel pode ou não ser um bom investimento. É preciso comparar quanto vai apreciar em relação à um investimento, ver se o imóvel esta num local onde é fácil de vender, etc. Tem que considerar os impostos do imóvel e do retorno do investimento, inflação, etc. Vamos supor que você tenha 500 mil em reais ou dólares pra comprar uma casa/apartamento ou investir. Se o investimento render, digamos uns 6% ao ano, daria em torno de 30 mil em dividendos que daria pra pagar um aluguel de até 2 mil mensais e pagar o imposto de renda com os 500 restantes mensais. Talvez até sobrasse umas migalhinhas pra reinvestir no montante do investimento se o valor do aluguel for menor. Acho que uma mescla de LCI e CDB consegue um ganho desses, mas é preciso calcular inflação também. Agora e se o imóvel está numa área onde a tendência é apreciar? Meu apartamento mesmo, comprei por um valor em torno de R$ 550 mil e quase sete anos depois, vendi por mais de R$ 1 milhão. Ou seja, uma apreciação de quase 15% ao ano. Tem que calcular muito bem antes de fazer. E tem que considerar também que comprando um imóvel você fica meio preso ao lugar, ainda mais se depender de vender rapidamente pra poder girar suas finanças.


Nem todo meu dinheiro foi parar na jurisdição do Tio Sam, eu aportei uma fatia considerável do meu patrimônio em outro país. Uma medida de segurança e uma maneira de aliviar um pouco nos impostos dos EUA. Mas esse é um assunto que prefiro não entrar em muitos detalhes. Quanto a pagar impostos para tirar daqui do Brasil, o valor que recebi pela empresa em si, a fatia maior do bolo, nunca entrou no Brasil, apesar de que paguei imposto de renda na venda. Mas nesse caso não perdi dinheiro na transferência. Agora os investimentos que fui aportando aqui por 10 anos e o valor do apartamento, sim, pesou no IOF porque eu quis fazer de maneira legal e segura via transferência bancária. Foi meio dor de cabeça, por causa da papelada, apresentação de histórico de imposto de renda por causa dos valores envolvidos, etc, etc. Os caras querem saber de onde vem a grana, é claro. No caso, fiz com o UBS e recomendo. No momento como não sou cidadão americano, sou apenas green card holder ou residente permanente, não preciso declarar o que está fora de lá, mas quando chegar a hora de virar cidadão terei que começar a declarar tudo... então terei que sentar com meu manager e ver quais são as melhores opções pra dar uma fugida do IRS, encontrar os loopholes na lei.


Pra green card tem outras opções mais baratas, por exemplo, pra quem tem dupla cidadania europeia (não é meu caso, apesar de ser descendente de espanhol e italiano), tem o visto E2 e ai com uns $100 mil ou até menos você abre uma empresa por lá e pode ir renovando o visto. O problema dessa modalidade é que você sempre vai ter que ter a empresa pra ter o visto. E agora não me lembro se existe um tempo limite.


E casando. Só que ai, pode acabar custando mais caro que as 500 mil pratas. Deus me dibre. ehehe


O investimento do Eb-5 é caro mas pode (ou não) retornar pro seu bolso dentro de alguns anos, depende se o investimento que foi feito onde você aplicou está dando resultados. É possível dar merda e ter retorno parcial da grana ou nenhum. Depende de escolher bem o local. Creio que o meu vai retornar e vai reforçar meu portfolio que mantenho dentro dos EUA. Talvez eu deixe num fundo já pensando na futura propriedade que citei.


Sim, lá tem muito produto de qualidade e baratos. As vezes produtos de qualidade mas que ainda não tem uma penetração boa de marketing ou não tem uma alta reputação, acabam indo pro mercado com um preço menor pra serem competitivos. Coisa que nem fodendo ocorre no Brasil. Só ver os smartphones da Apple e da Samsung por exemplo, que me desculpe quem é fanboy da Épou, mas o Galaxy é muito superior ao iPhone e este ultimo custa quase $100 trumps à mais. Simplesmente pq é modinha. Agora quando comparado ao Brasil, o que nos fode no Brasil são os impostos no consumo. Pra vc ter ideia, no estado que vivo, o sales tax lá tá entre 5% e 9% (não vou falar o valor exato pra não entregar o local). Você já ficou metade de um ano na Florida e sabe como é. No Brasil tudo que vamos comprar pagamos no mínimo 25% de imposto. Tem coisas que chegam a quase 90%. Simplesmente não tem condição cara. Seja o produto porcaria ou não, não vale o que custa. No Brasil quem consegue comprar ou produzir com uma margem boa pra depois vender enfiando a faca, fica rico. Aquilo que o Flavio Augusto diz, que o Brasil é ótimo pra empreender, é verdade, ainda mais pra ele, que vende um produto/serviço que não existe fisicamente, que são aulas de inglês e aula de empreendedorismo com aquela Geração de Valor. Ele praticamente vende algo que não teve nenhum custo pra ele.


MeToo tá perigoso cara. Macharal anda com medo de chegar em mulher aqui e ser acusado de estupro, estão com medo nas repartições publicas e na iniciativa privada. A famosa "Mike Pence rule" anda sendo praticada por muitos caras no meio corporativo. Lá qualquer puta de esquina pode processar alegando algum tipo de abuso. No Brasil esse tipo de processo ainda só vai pra frente com "pseudocelebridades" tipo aquela Patricia Lelis. Minha empresa é pequena então não sou obrigado a contratar mulher ou "minorias", mas a situação ta foda. Quando eu pego telefone de mulher por aqui nos butecos, faço questão de perguntar o nome e sobrenome pra se for desenrolar depois, dar uma fuçada em redes sociais antes pra ver qualé que é. Tenho até um fake de facebook que criei primeiramente pra investigar o pessoal que contratei e uso pra isso tbm. Se tiver algum esquerdismo em timeline, já taco bomba ninja. Não tenho rede social pra mim, como citei no relato, mas é bom ter um fake pra investigar. E quando a trepada já é no mesmo dia do encontro, que não da pra investigar, tento sempre ir pra casa delas ao invés de levar pra minha. Só as balzacas que conheci através dos vizinhos que não dá pra escapar, elas vão automaticamente saber onde moro. Mas essas estão desesperadas pra agradar e tentar casar ao invés de ficar com putaria de #metoo.


Mais uma vez obrigado e obrigado por manter esse forum. Você não tem noção como isso aqui ajuda e já ajudou vários homens, eu incluído. Pra alguns isso aqui funciona como um pai que nunca tiveram. Sucesso.

Abraço e Feliz Natal.



Pqp, escrevi uma parede de texto mas acho que respondi todo mundo. Quem tiver mais duvidas ou curiosidades, fiquem a vontade e vou responder o que for possível.

@VulgarisMagistralis


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Obrigado pelas palavras. Realmente, como eu disse pro Liberta ali, esse fórum aqui (e os outros da Real também) servem pra muitos como o pai que nunca tiveram. Salva vidas, literalmente falando.

Abraço e Feliz Natal
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#17
Rover, tu é foda. Não te acompanhei na época do blog, mas dei uma lida no seu último post.
Estou nos meus 20 agora, e sua história é uma das que mais me motiva e me dá esperança de que a vida ainda vale alguma coisa. Te desejo boa sorte nesse novo ano e um feliz natal!
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Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.

-Martin Luther King
Nosso Mundo Ciclico
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#18
Confrade,parabéns. Pela tua escrita nota-se a tua vivência e o realismo no teu relato.
Já viajei para países da América do Sul,fui para Europa ( a trabalho) feminismo e hipergamia a rodo, estou quase 40 longe de casamento e para quem decide casar balzaco é realmente complicado uma jovem 18-26 aninhos e ainda aturar.Solteiro é o que há e casa quem quer.

Feliz Natal e um 2019 com novas conquistas aí nessa empreitada.
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#19
Como já disseram é inspirador o teu relato,Rover.
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#20
Eu tenho vários amigos indo embora nos últimos anos para destino diversos: canadá, EUA, asutrália, etc, e não nego que tenho vontade de tentar.

Mas sou concursado com uma renda bem acima da média, e, apesar de meu trabalho não ser as mil maravilhas quando se trata de ausência de stress, as vantagens de receber todo mês em dia, independente de você adoecer ou não, de tirar férias ou não, afora outros incentivos que não vem ao caso por aqui, deixam o sujeito numa zona de conforto proporcional às vantagens acima citadas.

Óbvio que não dá pra vc responder pra mim "Loki, aqui você não tem isso, mas tem A, B, C e D, o que compensa a troca".

Mas sem mais firulas, e vc? Se fosse concursado com uma estabilidade financeira e profissional, além de rendimentos bem acima da média da população em geral, vc permaneceria no Huebr ou mesmo assim trabalharia pra juntar essa grana que você adquiriu e iria embora empreender nos EUA?

Sei que a resposta não é simples, então fique a vontade para fazer um exercício especulativo. Abs e feliz natal.
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