03-09-2026, 08:37 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 03-09-2026, 09:05 PM por Belligerator BR.)
Você fala como falam ao seu redor, desde o nível "micro-social" (círculo de convivência cotidiana como familiar e amizades) ao nível "macro-social" (sotaque e coloquialismos exclusivos da sua região).
A sua forma de falar geralmente "denuncia" a região onde vive pelo sotaque, e o seu meio social, pelo vocabulário e linguajar. Nesse contexto há também camadas e nuances que distinguem e identificam até mesmo subculturas (nerds, funkeiros, habitantes de periferias ou do centro, religiosos etc), faixa etária, classes sociais e possível nível de erudição.
Nas últimas décadas, com a internet e mídia musical, surgiu o fenômeno da assimilação proposital dos mais jovens ao linguajar e estilo predominante no cenário musical brasileiro, no caso, o funk e rap como expressão cultura do maloqueiro paulista-carioca.
Muita gente (jovens) de outras regiões do Brasil tenta se assimilar e imitar a vestimenta e principalmente o sotaque e o linguajar do maloqueiro suburbano sudestino (paulista/carioca), sobretudo pela influência de artistas do funk no Youtube e conversas em plataformas de conversas online como Discord onde muitos jovens costumam conversar por horas em chamadas de voz no dia a dia.
Falando a partir de experiência própria, no Discord eu costumava conversar todas as noites em servidores com gente de todo o Brasil e percebia que muitas pessoas de outras regiões, principalmente do norte/nordeste, se esforçavam para falar igual paulista, tanto no sotaque como nas gírias e vocabulário. A meu ver isso, isso se dá pela influência midiática da música e TV vinda do sudeste, mas creio também ser fruto dum profundo sentimento de complexo vira-lata regional (sentimento de que a grama do vizinho é sempre mais verde, que tudo o que é de fora é melhor) e de baixa autoestima cultural.
O ponto principal que quero abordar depois dessa contextualização: além da vestimenta e linguagem corporal, as pessoas vão te avaliar pela sua forma de falar... Se você falar de modo mais formal e com um português mais correto, pode passar a impressão de alguém mais disciplinado, mais formal, mais educado e até com melhor condição financeira. Se falar com um linguajar de cantor de rap, cheio de gírias chulas e agressivas, muitos podem sentir um receio e até conferir os bolsos subconscientemente ao conversarem contigo, especialmente quem não costuma ouvir esse tipo de linguajar no seu cotidiano (considerando alguém daqui do sul onde a linguajar de maloqueiro não é falado pela maioria nem por ninguém dos mais velhos).
Não estou fazendo julgamento moral nem afirmando o que é certo ou errado, bonito ou feio ou que se deve falar assim ou assado. Percebo que as pessoas avaliam os outros com base na linguagem. É algo natural, automático, e não algo pensado.
A minha defesa aqui no âmbito do desenvolvimento pessoal é a importância da pessoa adotar o hábito de se portar e ter uma linguagem verbal mais formal e com português mais correto que equilibre um bom português com a linguagem informal e descontraída no contexto em que a pessoa está. A pessoa não precisa ser muito formal no dia a dia e fora do ambiente profissional, mas também não se pode criar um personagem que tenta emular um bom português se você não é habituado a falar de tal forma. Se você não se costuma a falar dum jeito, isso não soará natural quando você tenta falar dessa forma.
É extremamente cafona uma pessoa que fala de modo informal tentando imitar uma linguagem mais culta como também o caso inverso. Assim como pessoas de outras regiões tentam se assimilar ao linguajar periférico paulista em conversas cotidianas, você pode se habituar ao bom português se quiser falar com mais formalidade de modo natural.
Alguém pode então questionar: ao querer falar o português mais corretamente você também não está tentando se assimilar a uma outra forma de falar? De certo modo sim, mas aí estou me assimilando a um padrão de linguagem que traz mais respeito e autoridade, e não o oposto como acontece com linguajares do submundo. É uma escolha. Não estou dizendo que você deva adotar essa ou aquela maneira de se comunicar. O meu ponto de vista é que, no contexto social e do desenvolvimento pessoal, falar bem (mais corretamente) traz mais credibilidade de modo geral e até certo ponto muda como é visto. Principalmente se você pretende atuar na área comercial como vendedor ou, por exemplo, como professor de qualquer coisa.
Vale uma observação: assinalei o equilíbrio entre formalidade e linguagem cotidiana e também considerar o contexto porque me refiro ao falar o bom português como um hábito para melhorar a imagem pessoal e passar mais credibilidade no âmbito intelectual e profissional.
Porém tentar parecer certinho e perfeccionista também gera um efeito oposto. Ser certinho demais te faz parecer um esquisitão e perfeccionismo por via de regra costuma ser sintoma de insegurança, aí tentam compensar a insegurança em formalismo e perfeccionismo, cuidem para não cair dessa armadilha e não parecem esquisitões, por isso eu reforço: haja com equilíbrio de acordo com o contexto e tente fazer o bom português ser algo natural e não algo forçado e artificial.
Ao falar um bom português de modo natural e contextualizado, subentende-se que você é alguém mais dedicado, que costuma a ler e buscar aprender, que vive em um círculo social mais alto e que pode ser alguém com bom conhecimento em algo, mesmo que nada disso seja real.
Agora se quiser falar como falam os MCs do funk e nos presídios paulistas, como quem cresceu ouvindo rap com seus barbarismos e plebeísmos do "os cara foi, nóis faz..." ou "mano, tá ligado, tipo...", siga em frente... não reclame quando ninguém depositar confiança em você no quesito profissional. O mi-mi-mi woke tenta te empurrar goela abaixo que gíria de maloqueiro é lindo e "enriquece" a cultura. Isso só funciona nos devaneios wokes das teses acadêmicas escrito por militante feminista que ninguém nunca vai ler. O mundo não vai mudar para se encaixar nessa caixinha ideológica...
E uma segunda observação: de modo algum estou criticando ou desfazendo a linguagem regional e de culturas como a dos caipiras e sertanejos assim como de pessoas mais velhas e humildes que falam "errado". Na linguística moderna nem mesmo há a noção de certo ou errado na fala cotidiana. A gramática normativa é, na realidade, uma convenção formalista de padrão a ser seguido em documentos e escrita oficial. Quando questiono a forma de falar (como do linguajar maloqueiro), me refiro estritamente aos jovens que tiveram educação escolar, sabem a forma "correta" de falar e escrever, tem o seu próprio vocabulário regional, mas optam por falar igual malandro por vontade própria, influenciados pela modinha do momento.
A sua forma de falar geralmente "denuncia" a região onde vive pelo sotaque, e o seu meio social, pelo vocabulário e linguajar. Nesse contexto há também camadas e nuances que distinguem e identificam até mesmo subculturas (nerds, funkeiros, habitantes de periferias ou do centro, religiosos etc), faixa etária, classes sociais e possível nível de erudição.
Nas últimas décadas, com a internet e mídia musical, surgiu o fenômeno da assimilação proposital dos mais jovens ao linguajar e estilo predominante no cenário musical brasileiro, no caso, o funk e rap como expressão cultura do maloqueiro paulista-carioca.
Muita gente (jovens) de outras regiões do Brasil tenta se assimilar e imitar a vestimenta e principalmente o sotaque e o linguajar do maloqueiro suburbano sudestino (paulista/carioca), sobretudo pela influência de artistas do funk no Youtube e conversas em plataformas de conversas online como Discord onde muitos jovens costumam conversar por horas em chamadas de voz no dia a dia.
Falando a partir de experiência própria, no Discord eu costumava conversar todas as noites em servidores com gente de todo o Brasil e percebia que muitas pessoas de outras regiões, principalmente do norte/nordeste, se esforçavam para falar igual paulista, tanto no sotaque como nas gírias e vocabulário. A meu ver isso, isso se dá pela influência midiática da música e TV vinda do sudeste, mas creio também ser fruto dum profundo sentimento de complexo vira-lata regional (sentimento de que a grama do vizinho é sempre mais verde, que tudo o que é de fora é melhor) e de baixa autoestima cultural.
O ponto principal que quero abordar depois dessa contextualização: além da vestimenta e linguagem corporal, as pessoas vão te avaliar pela sua forma de falar... Se você falar de modo mais formal e com um português mais correto, pode passar a impressão de alguém mais disciplinado, mais formal, mais educado e até com melhor condição financeira. Se falar com um linguajar de cantor de rap, cheio de gírias chulas e agressivas, muitos podem sentir um receio e até conferir os bolsos subconscientemente ao conversarem contigo, especialmente quem não costuma ouvir esse tipo de linguajar no seu cotidiano (considerando alguém daqui do sul onde a linguajar de maloqueiro não é falado pela maioria nem por ninguém dos mais velhos).
Não estou fazendo julgamento moral nem afirmando o que é certo ou errado, bonito ou feio ou que se deve falar assim ou assado. Percebo que as pessoas avaliam os outros com base na linguagem. É algo natural, automático, e não algo pensado.
A minha defesa aqui no âmbito do desenvolvimento pessoal é a importância da pessoa adotar o hábito de se portar e ter uma linguagem verbal mais formal e com português mais correto que equilibre um bom português com a linguagem informal e descontraída no contexto em que a pessoa está. A pessoa não precisa ser muito formal no dia a dia e fora do ambiente profissional, mas também não se pode criar um personagem que tenta emular um bom português se você não é habituado a falar de tal forma. Se você não se costuma a falar dum jeito, isso não soará natural quando você tenta falar dessa forma.
É extremamente cafona uma pessoa que fala de modo informal tentando imitar uma linguagem mais culta como também o caso inverso. Assim como pessoas de outras regiões tentam se assimilar ao linguajar periférico paulista em conversas cotidianas, você pode se habituar ao bom português se quiser falar com mais formalidade de modo natural.
Alguém pode então questionar: ao querer falar o português mais corretamente você também não está tentando se assimilar a uma outra forma de falar? De certo modo sim, mas aí estou me assimilando a um padrão de linguagem que traz mais respeito e autoridade, e não o oposto como acontece com linguajares do submundo. É uma escolha. Não estou dizendo que você deva adotar essa ou aquela maneira de se comunicar. O meu ponto de vista é que, no contexto social e do desenvolvimento pessoal, falar bem (mais corretamente) traz mais credibilidade de modo geral e até certo ponto muda como é visto. Principalmente se você pretende atuar na área comercial como vendedor ou, por exemplo, como professor de qualquer coisa.
Vale uma observação: assinalei o equilíbrio entre formalidade e linguagem cotidiana e também considerar o contexto porque me refiro ao falar o bom português como um hábito para melhorar a imagem pessoal e passar mais credibilidade no âmbito intelectual e profissional.
Porém tentar parecer certinho e perfeccionista também gera um efeito oposto. Ser certinho demais te faz parecer um esquisitão e perfeccionismo por via de regra costuma ser sintoma de insegurança, aí tentam compensar a insegurança em formalismo e perfeccionismo, cuidem para não cair dessa armadilha e não parecem esquisitões, por isso eu reforço: haja com equilíbrio de acordo com o contexto e tente fazer o bom português ser algo natural e não algo forçado e artificial.
Ao falar um bom português de modo natural e contextualizado, subentende-se que você é alguém mais dedicado, que costuma a ler e buscar aprender, que vive em um círculo social mais alto e que pode ser alguém com bom conhecimento em algo, mesmo que nada disso seja real.
Agora se quiser falar como falam os MCs do funk e nos presídios paulistas, como quem cresceu ouvindo rap com seus barbarismos e plebeísmos do "os cara foi, nóis faz..." ou "mano, tá ligado, tipo...", siga em frente... não reclame quando ninguém depositar confiança em você no quesito profissional. O mi-mi-mi woke tenta te empurrar goela abaixo que gíria de maloqueiro é lindo e "enriquece" a cultura. Isso só funciona nos devaneios wokes das teses acadêmicas escrito por militante feminista que ninguém nunca vai ler. O mundo não vai mudar para se encaixar nessa caixinha ideológica...
E uma segunda observação: de modo algum estou criticando ou desfazendo a linguagem regional e de culturas como a dos caipiras e sertanejos assim como de pessoas mais velhas e humildes que falam "errado". Na linguística moderna nem mesmo há a noção de certo ou errado na fala cotidiana. A gramática normativa é, na realidade, uma convenção formalista de padrão a ser seguido em documentos e escrita oficial. Quando questiono a forma de falar (como do linguajar maloqueiro), me refiro estritamente aos jovens que tiveram educação escolar, sabem a forma "correta" de falar e escrever, tem o seu próprio vocabulário regional, mas optam por falar igual malandro por vontade própria, influenciados pela modinha do momento.


