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06-12-2025, 08:56 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 06-12-2025, 08:57 PM por Crispim Soares.)
Saudações senhores!
Como é bom ter o fórum de volta.
Venho aqui trazer um tema que eu já venho refletindo há um tempo, que até pensei em postar antes, mas o fórum entrou em manutenção.
A questão é: vocês já repararam como a tecnologia e a globalização deixou as pessoas sem individualidade?
Sou geração Z, e talvez nem tenha tido uma vivência tão analógica, mas consigo me recordar que, alguns anos atrás, quando a tecnologia não estava tão integrada à sociedade, parecia que todo indivíduo tinha uma especificidade, uma particularidade, algo que só ele tinha, mesmo que não fosse alguma coisa tão valorizada no geral.
Era algo que eu sentia muito nas pessoas mais velhas; eu tinha a impressão de que elas tinham um conhecimento em alguma coisa, qualquer coisa que fosse. E hoje, conversando com pessoas de mais idade, vejo que muitas não tem NADA A AGREGAR, literalmente NADA, muitos sendo alienados, dando a impressão que sabem até MENOS COISA do que eu, modéstia a parte.
Eu fiquei mais experiente, mais calejado e informado, ou isso que eu vejo é REAL?
Só eu sinto isso?
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Do meu ponto de vista o digital trás benefícios mas transforma a maioria das pessoas em preguiçosas, e mesmo quem tenha nascido na geração analógica já se acostumou a essas facilidades. E agora com o advento das IAs, a coisa vai escalar para um nível maior de acomodação mental.
O brasileiro de modo geral não tem muita capacidade de percepção de padrões da realidade que o cercam e problemas em entender conceitos(analfabeto funcional), então acabam apenas repetindo ipses litteris tudo que ele estuda ou pesquisam na internet sem nenhum critério ou profundidade. Eu achava que era normal ao ler algum livro/artigo saber quem é o autor e quais outros livros ele escreveu, mas para minha surpresa, a maioria dos brasileiros lê (quando lê) por modismo, obrigação ou para parecer intelectual.
Um costume da minha vó ao ler um capítulo de um livro era de fazer um resumo mental(ou escrito) logo após a leitura, para ver o que foi entendido e depois discutir a respeito com colegas. Mas hoje achar pessoas assim é muito difícil, pois a maioria das pessoas apenas decora chavões e conceitos sem fazer nenhum tipo de análise a respeito.
"Eu fiquei mais experiente, mais calejado e informado, ou isso que eu vejo é REAL?"
Não acho que seja um grande mérito ser mais inteligente que a média no Brasil. Eu não ando com muita paciência em conversar com pessoas com muito burras ou que sejam histéricas no conceito de Olavo de Carvalho, até comecei a trabalhar essa minha dificuldade.
Citação:"O histérico não crê naquilo que vê, mas naquilo que diz e repete. Sua experiência direta da realidade é substituída por uma padronização compulsiva que enxerga sempre as coisas pelos mesmos ângulos e não consegue nem imaginar que possam ser vistas de outro modo: a mera tentação de fazê-lo, mesmo por instantes, é reprimida automaticamente ou repelida com horror."
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06-12-2025, 10:59 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 06-12-2025, 11:22 PM por Diamante.)
(06-12-2025, 08:56 PM)Crispim Soares Escreveu: Saudações senhores!
Como é bom ter o fórum de volta.
Venho aqui trazer um tema que eu já venho refletindo há um tempo, que até pensei em postar antes, mas o fórum entrou em manutenção.
A questão é: vocês já repararam como a tecnologia e a globalização deixou as pessoas sem individualidade?
Sou geração Z, e talvez nem tenha tido uma vivência tão analógica, mas consigo me recordar que, alguns anos atrás, quando a tecnologia não estava tão integrada à sociedade, parecia que todo indivíduo tinha uma especificidade, uma particularidade, algo que só ele tinha, mesmo que não fosse alguma coisa tão valorizada no geral.
Era algo que eu sentia muito nas pessoas mais velhas; eu tinha a impressão de que elas tinham um conhecimento em alguma coisa, qualquer coisa que fosse. E hoje, conversando com pessoas de mais idade, vejo que muitas não tem NADA A AGREGAR, literalmente NADA, muitos sendo alienados, dando a impressão que sabem até MENOS COISA do que eu, modéstia a parte.
Eu fiquei mais experiente, mais calejado e informado, ou isso que eu vejo é REAL?
Só eu sinto isso?
A parte negritada me chamou a atenção. É o que eu falo geralmente as pessoas mais próximas: "Idade não quer dizer necessariamente sinônimo de conhecimento e sabedoria".
- Você! Já pagou seu imposto hoje?
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Realmente, vivemos tempos sombrio.
Cara, eu acredito que esse fenômeno da perda das invidualidades seja bem mais multifacetado, estando ligado ao fortalecimento da globalização, o crescimento das redes sociais e o aumento da tecnologia e a urbanização no geral. Parece que tudo que é moderno é meio mórbido, vazio, simplório. Claro, somado ao fato que o governo nao quer pessoas autênticas, mas imbecis que só servem para trabalhar e manter a roda girando.
É complicado, porém sigamos intactos sem nos deixar corromper pelo rebanho.
A sorte favorece os audazes
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07-12-2025, 11:36 AM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 07-12-2025, 11:38 AM por eremita_urbano.)
Muito tempo na frente de telas, vendo coisas como instagram, you tube,etc. Menos tempo para fazer parte de atividades reais e estar em grupos funcionais.
As pessoas estão mais presas dentro de espaços fechados por causa da violência. Assim se aprende pouco da vida na prática, agora só na teoria.
Nego compra um queijo no mercado e não faz ideia de como é feito. Vai numa loja comprar um martelo e nunca nem viu alguém cortando lenha.
O resultado é isso aí.
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Estava no fórum do buffalo antigo que foi arquivado, e percebo que nos primórdios da real tinham pessoas com mais senso crítico, argumentavam de forma mais formalizada, até as ideias eram bem criativas, hoje vejo no geral que as pessoas estão mais objetivas, ou seja, procurando atalhos em tudo, parece que estamos vivendo o atalho do atalho do atalho, entrando em uma zona de conforto quase irreversível, até no mercado de trabalho é perceptível uma estagnação, não é atoa que não está sobrando nada para o cidadão médio, pessoas que tem vontade de fazer as coisas sendo taxadas como pessoas "otárias" ou algo do tipo...
you ain't alone in the streetz, cousin
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(07-12-2025, 11:47 AM)worthxsw\ Escreveu: Estava no fórum do buffalo antigo que foi arquivado, e percebo que nos primórdios da real tinham pessoas com mais senso crítico, argumentavam de forma mais formalizada, até as ideias eram bem criativas, hoje vejo no geral que as pessoas estão mais objetivas, ou seja, procurando atalhos em tudo, parece que estamos vivendo o atalho do atalho do atalho, entrando em uma zona de conforto quase irreversível, até no mercado de trabalho é perceptível uma estagnação, não é atoa que não está sobrando nada para o cidadão médio, pessoas que tem vontade de fazer as coisas sendo taxadas como pessoas "otárias" ou algo do tipo...
Inclusive você tomaria várias comidas de rabo por não saber escrever usando ponto e vírgula.
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(07-12-2025, 12:02 PM)Vincent Escreveu: (07-12-2025, 11:47 AM)worthxsw\ Escreveu: Estava no fórum do buffalo antigo que foi arquivado, e percebo que nos primórdios da real tinham pessoas com mais senso crítico, argumentavam de forma mais formalizada, até as ideias eram bem criativas, hoje vejo no geral que as pessoas estão mais objetivas, ou seja, procurando atalhos em tudo, parece que estamos vivendo o atalho do atalho do atalho, entrando em uma zona de conforto quase irreversível, até no mercado de trabalho é perceptível uma estagnação, não é atoa que não está sobrando nada para o cidadão médio, pessoas que tem vontade de fazer as coisas sendo taxadas como pessoas "otárias" ou algo do tipo...
Inclusive você tomaria várias comidas de rabo por não saber escrever usando ponto e vírgula.

you ain't alone in the streetz, cousin
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08-12-2025, 11:42 AM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 08-12-2025, 11:43 AM por Vincent.)
(06-12-2025, 08:56 PM)Crispim Soares Escreveu: Saudações senhores!
Eu fiquei mais experiente, mais calejado e informado, ou isso que eu vejo é REAL?
Só eu sinto isso?
O Coruja do Carvalho fez um vídeo respondendo essa sua dúvida de forma cirúrgica. A partir dos 3 minutos:
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A pior desgraça que você pode ouvir de alguém é: eu gosto de gente doida.
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(06-12-2025, 10:27 PM)Juquinha Escreveu: Do meu ponto de vista o digital trás benefícios mas transforma a maioria das pessoas em preguiçosas, e mesmo quem tenha nascido na geração analógica já se acostumou a essas facilidades. E agora com o advento das IAs, a coisa vai escalar para um nível maior de acomodação mental.
O brasileiro de modo geral não tem muita capacidade de percepção de padrões da realidade que o cercam e problemas em entender conceitos(analfabeto funcional), então acabam apenas repetindo ipses litteris tudo que ele estuda ou pesquisam na internet sem nenhum critério ou profundidade. Eu achava que era normal ao ler algum livro/artigo saber quem é o autor e quais outros livros ele escreveu, mas para minha surpresa, a maioria dos brasileiros lê (quando lê) por modismo, obrigação ou para parecer intelectual.
Um costume da minha vó ao ler um capítulo de um livro era de fazer um resumo mental(ou escrito) logo após a leitura, para ver o que foi entendido e depois discutir a respeito com colegas. Mas hoje achar pessoas assim é muito difícil, pois a maioria das pessoas apenas decora chavões e conceitos sem fazer nenhum tipo de análise a respeito.
"Eu fiquei mais experiente, mais calejado e informado, ou isso que eu vejo é REAL?"
Não acho que seja um grande mérito ser mais inteligente que a média no Brasil. Eu não ando com muita paciência em conversar com pessoas com muito burras ou que sejam histéricas no conceito de Olavo de Carvalho, até comecei a trabalhar essa minha dificuldade.
Citação:"O histérico não crê naquilo que vê, mas naquilo que diz e repete. Sua experiência direta da realidade é substituída por uma padronização compulsiva que enxerga sempre as coisas pelos mesmos ângulos e não consegue nem imaginar que possam ser vistas de outro modo: a mera tentação de fazê-lo, mesmo por instantes, é reprimida automaticamente ou repelida com horror."
Eu confesso que seria legal ter um amigo para poder ter essa experiência de leitura. Não precisa ser necessariamente um clube do livro, mas poder debater, trocar ideias sobre um capitulo de um livro ou um livro inteiro.
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(06-12-2025, 08:56 PM)Crispim Soares Escreveu: Saudações senhores!
Como é bom ter o fórum de volta.
Venho aqui trazer um tema que eu já venho refletindo há um tempo, que até pensei em postar antes, mas o fórum entrou em manutenção.
A questão é: vocês já repararam como a tecnologia e a globalização deixou as pessoas sem individualidade?
Sou geração Z, e talvez nem tenha tido uma vivência tão analógica, mas consigo me recordar que, alguns anos atrás, quando a tecnologia não estava tão integrada à sociedade, parecia que todo indivíduo tinha uma especificidade, uma particularidade, algo que só ele tinha, mesmo que não fosse alguma coisa tão valorizada no geral.
Era algo que eu sentia muito nas pessoas mais velhas; eu tinha a impressão de que elas tinham um conhecimento em alguma coisa, qualquer coisa que fosse. E hoje, conversando com pessoas de mais idade, vejo que muitas não tem NADA A AGREGAR, literalmente NADA, muitos sendo alienados, dando a impressão que sabem até MENOS COISA do que eu, modéstia a parte.
Eu fiquei mais experiente, mais calejado e informado, ou isso que eu vejo é REAL?
Só eu sinto isso?
Eu acho que as personalidades hoje em dia estão virando bolhas, por isso fica cada vez mais sentido você ver um mix disso.
A facilidade com que as pessoas tem de se agrupar em bandos de mesmo estilo e gosto hoje é bem maior do que em qualquer momento da história, por isso você tem essa visão de que antigamente era melhor.
Em alguns lugares sociais isso ainda perdura, a escola, por exemplo, é um centro de convivência social onde você tem crente, macumbeiro, ateu, rockeiro, funkeiro, kpoper, gente que gosta de redes sociais, gente que detesta, todo o tipo de coisa... agora, vejamos a realidade dos nossos antepassados que sentavam na frente da TV e o que passasse no Jornal Nacional era o que justamente a verdade "absoluta" porque foi feito por "profissionais".
Isso é personalidade? Não. É passividade. Hoje mesmo chegou uma senhora de 80 anos falando comigo que o Dudu Camargo ganhou a Fazenda, personalidade? Não, passividade.
Hoje com a tecnologia mais avançada é muito melhor você criar uma persona, porque você consome o conteúdo que te agrada e que te serve de maneira ondemand, quando antigamente você consumia por manipulação de massa.
Quer dizer que a manipulação de massa não existe hoje? Claro que existe, existe e muito. Mas é bem mais fácil ter esse ponto de virada no que se diz o sentido de: "a partir de hoje eu vou ser isso" do que antigamente quando a informação era mais centralizada e fechada.
The absence of virtue is claimed by despair
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