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Aprofundando em Nahassen Alita
#9
Por que ele utiliza a expressão "fêmea animal"?

Simplesmente porque ele entende que os seres humanos são animais mamíferos. Para Nessahan Alita, não somos humanos no sentido completo da palavra mas sim animais humanóides já que aquilo que temos de animal dentro de nós é mais forte do que aquilo que temos de humano. Em seus livros, os homens são considerados machos humanóides e as mulheres fêmeas humanóides (e nem ele mesmo se exclui desta qualificação).

Como o autor não tem preconceito algum contra os pobres dos animais, ele não vê problema em utilizar tais expressões, já que há muitos autores, principalmente da biologia e da antropologia, que qualificam o ser humano como uma espécie animal. Apenas aqueles humanóides que venceram sua parte instintiva (Budha, Jesus etc.) é que são considerados homens e mulheres autênticos.

A frase de Nietzsche é uma frase misógina?

Não. Esta frase também foi alvo de críticas e ataques infundados. Vejamos: "Quando fores ao encontro da mulher, não se esqueça de levar o chicote." Em nenhum momento esta frase afirma que o chicote deverá ser utilizado contra a mulher. Aqueles que conhecem a filosofia de Nietzsche sabem muito bem que ele apregoava o domínio do homem sobre si mesmo. O filósofo entendia que o homem deve dominar o animal interior, deve submeter o macaco. É nesse sentido que devemos entender a frase.

Não há forma de dominar o macaco interior, a besta selvagem que todos trazemos dentro, se não for por meio do chicote, isto é, do fogo e da espada. Portanto, devemos levar o chicote para utilizá-lo contra nós mesmos e não contra a mulher como imaginaram alguns detratores ignorantes e com pouca capacidade de interpretação. O chicote é o símbolo da vontade e devemos usá-lo contra nós mesmos, enquanto nos relacionamos com as mulheres, para que o animal interior não nos domine e não façamos toda sorte de bobagens.

O homem que não chicoteia a si mesmo enquanto se relaciona, se transforma em porco, em cão, em rato, em besta de carga, em mico de circo etc. São esses os que perdem a cabeça e fazem toda sorte de bobagens, chegando até a cometer homicídio e suicídio.

Qual a opinião de Nessahan Alita sobre o machismo?

O machismo, em si, é somente a afirmação dos valores masculinos. Querer criminalizar o machismo é querer criminalizar a afirmação, por parte dos machos, de sua própria condição. Isso também se chama "heterofobia". A palavra machismo provém da palavra macho e não se pode criminalizar um macho apenas por afirmar e reafirmar sua condição ou orgulhar-se dela. Esta palavra precisa ser colocada em seu devido lugar e seu sentido etimológico original necessita ser resgatado. Nem o machismo e nem o feminismo são intrinsecamente preconceituosos, mas apenas afirmações de valores de gênero. O que se passa é que há pessoas loucas que distorcem tudo e utilizam rótulos de acordo com suas conveniências.

Os esclarecidos não podem ser responsabilizados pelas loucuras de pessoas misóginas, ginófobas, heterofóbicas e misântropas que pregam a violência contra o sexo oposto. A criminalização do machismo seria o primeiro passo para a criminalização do feminismo pois ambos são "ismos" de gênero que representam a auto-determinação dos sexos. Tentar impedir a afirmação dos valores masculinos é tentar acabar com a auto- determinação dos machos-hetero enquanto grupo social, ou seja, é praticar heterofobia.

O machismo saudável e esclarecido não pode ser confundido com o fanatismo machistóide que prega a violência contra a mulher, a submissão pela força, a violação do livre arbítrio etc. Convém lembrar que a lei brasileira, pelo que me consta, não criminaliza o machismo mas sim o preconceito por sexo contra ambos os gêneros. Na sociedade ocidental atual há imenso preconceito contra os machos-hetero. Atualmente, trava-se uma guerra de extermínio contra os machões, os quais são considerados maus, violentos e perigosos por natureza. De um lado, contra os machos, estão as mulheres, os homens ginólatras, as lésbicas, os gays, a opinião pública, os meios de comunicação e a lei.

Do outro lado, estão os machões, praticamente sozinhos, tentando se defender e se afirmar enquanto grupo social diferenciado. O desrespeito à diferença é imenso. Em nome de uma suposta igualdade, a meu ver violentadora, desrespeita-se o direito à opção de se ser aquilo que se escolhe. Entendo que uma sociedade laica deve ser pluralista, respeitar o direito à diferença e não impor a homogeneização de concepções e idiossincrassias. Tentar obrigar, por meio da força, uma pessoa a adotar uma visão de mundo contrária às suas convicções, sejam elas machistas ou feministas, é, a meu ver, o pior dos crimes.

O machismo e o feminismo passam a ser criminosos somente quando extrapolam a esfera da opinião pessoal e tentam impor suas visões às outras pessoas por meio da força e da intimidação. Mas então a questão não é mais a visão das pessoas em si mas sim o ato de oprimir o pensamento alheio.

Por que ele não critica a maldade masculina?

Porque a maldade masculina é demasiadamente evidente para que precise ser criticada. Os homens não são tão hábeis quanto as mulheres na dissimulação da maldade, motivo pelo qual a mesma está sempre à vista de todos e sobre isso foram escritos milhões de livros. Todos sabemos que os homens não prestam e comem quase tudo o que aparece na frente. A maldade masculina foi denunciada em milhões de livros.

Por que então perder o tempo dizendo aquilo que todos já sabem? No amor, os homens parecem ser menos espertos do que as mulheres e são dotados de menor inteligência emocional, caindo sempre nas mesmas armadilhas. As artimanhas femininas os vitimam porque são muito bem camufladas no sentimentalismo.

Para Nessahan Alita, as mulheres teriam algo de bom a oferecer aos homens?

Sim. Em sua visão, o que elas tem de bom a nos oferecer é justamente aquilo que costumam nos recusar ou administrar em migalhas: o amor, o sexo, o carinho e a certeza de fidelidade. Os atributos femininos acima tornam a vida masculina agradável e sem eles a mesma se torna insuportável. As espertinhas sabem disso e então nos premiam apenas com doses mínimas, de acordo com cada situação, tipo de relação amorosa mantida, perfil de homem e mulher etc. Sendo muito raro que um homem os obtenha em sua plenitude. A natureza fez os machos desesperados pelos atributos das fêmeas apontados acima.

Sem elas nós enlouquecemos e não somos capazes de viver. Elas, ao contrário, são meio indiferentes a nós. Jamais um homem macho hetero autêntico imaginou um mundo sem mulheres, ao contrário delas que frequentemente dizem que não precisam de nós para nada. Paradoxalmente, a dependência emocional masculina pelo feminino impede o homem de desfrutar as delícias dos tesouros das mulheres. Logo, temos que nos tornar emocionalmente independentes do fascínio feminino para utilizar em nosso favor a atração que sentimos, isto é, de uma maneira que não seja destrutiva.

Por que em seus livros aparece a palavra "vadia"?

Por que para ele toda pessoa que brinca com os sentimentos alheios de forma irresponsável e egoísta é uma pessoa vadia, isto é, uma pessoa desocupada, não importando se seja homem ou mulher. Em seu sentido correto, a palavra "vadia" significa "uma pessoa desocupada que anda para lá e para cá, sem ter o que fazer". E o que é uma pessoa irresponsável senão uma desocupada? Nessahan Alita considera as mulheres inferiores aos homens? Depende do aspecto considerado.

Ele considera que as mulheres são superiores aos homens em alguns aspectos e inferiores em outros. São portanto, parcialmente diferentes e parcialmente idênticas aos homens, bem como parcialmente superiores e parcialmente inferiores. No que se refere à diferença, elas são superiores em intuição, inteligência emocional e na capacidade de detalhar fatos de forma abrangente. Por outro lado, os homens as superam na inteligência lógico-racional e na capacidade de serem imparciais e concentrados na análise.

No final das contas, para Nessahan, as mulheres sempre conseguiram, ao longo da história, vencer a força muscular e o poderoso intelecto do homem com suas aptidões emocionais, cognitivas e físicas específicas. Vale ressaltar que, em sua visão, a intuição e a inteligência emocional são habilidades cognitivas superiores ao intelecto. Entretanto, ele critica as mulheres por utilizarem tais atributos superiores quase exclusivamente com a finalidade egoísta de serem amadas unilateralmente (sem devolver amor em troca) ao invés de utilizá-los para a construção de um mundo melhor no campo dos relacionamentos amorosos.

Nessahan Alita prega o domínio do homem sobre a mulher?

Não. Nessahan prega justamente o contrário: a renúncia completa ao domínio de outra pessoa. Ele prega o domínio do homem sobre si mesmo. O homem deve renunciar totalmente ao domínio sobre a mulher, aceitá-la tal como é e conferir-lhe em sua vida o papel que lhe cabe por vocação. O domínio sobre si mesmo implica em domínio sobre os sentimentos e pensamentos.

Sua visão é a de que o homem não deve jamais permitir que a mulher invada seu psiquismo para controlar seus sentimentos e pensamentos. Ele entende que as mulheres manipulam os sentimentos e pensamentos dos homens a seu bel prazer, enlouquecendo-os com diferentes formas de paixão: ódio, amor, vergonha, pequenez, medo, raiva etc. Elas sempre preferem o confronto emocional ao confronto lógico-racional.

É, portanto, um dever e um direito legítimo do homem defender-se expulsando de si mesmo tais valores negativos, debilitantes, subjetivantes e prejudiciais. 

Nessahan Alita nega a existência do desejo sexual feminino?

Não. Esta é outra mentira muito propagada pelos seus detratores. O que ele afirma em seus livros é que o desejo feminino é menos intenso do que o masculino. Somente um analfabeto desprovido da capacidade de interpretação confundiria as duas coisas. A ausência de desejo difere totalmente da menor intensidade do desejo. As duas coisas são distintas e ele afirma somente a segunda.

Segundo sua visão, não existe uma aliança dos machos para reprimir o desejo feminino. A desculpa da repressão não é mais do que uma artimanha feminista para tentar justificar a natural falta de desejo nas fêmeas jogando a culpa no homem. Para cada homem que tenta reprimir a sexualidade feminina (pais, maridos e irmãos), há centenas que tentam estimulá-la em tempo integral.

A tentativa de estimulação da sexualidade feminina pelos machos humanóides é tão grande que ultrapassa os limites do tolerável e assume muitas vezes feições violentas. Ainda que muitas mulheres se sintam inibidas por tais tentativas de incitá-las ao sexo, esta inibição parte delas e não dos homens. Não se pode qualificar esta tendência masculina como repressora pelo simples fato da mesma ser justamente o contrário.

A palavra "repressão" não se enquadra em casos de estimulação intensa e arbitrária. Isso pode ser tudo, menos repressão.

Suas idéias são originais?

Não. Seus livros são simplesmente um compêndio sintético de outros autores que influenciaram o seu pensamento, sendo os principais: Schopenhauer, Kant, Nietszche, Platão, Maquiavel e Martin van Creveld. Há ainda as influências dos autores que fundamentam sua concepção religiosa de mundo e de ser humano: Eliphas Lévi, Rudolf Steiner e a maioria dos autores do ocultismo e esoterismo gnóstico-teosófico-rosacruz. Se alguém não gosta do que ele escreve, que vá se entender com esses autores.

Por que suas críticas são tão duras, pesadas e ácidas?

Porque é necessário enfatizar aquilo que costuma passar desapercebido por ser demasiadamente dissimulado e sutil. De todas as maneiras, suas críticas não são mais incisivas do que as realizadas por muitas escritoras feministas, algumas das quais chegaram a idealizar um mundo sem homens. Suas críticas não são motivadas por revolta, ódio ou frustração, como sempre supõem as pessoas de pouco entendimento, mas sim pela necessidade de dizer a verdade de forma crua, clara e direta.

De todas as maneiras, somente se sentem aludidas por suas críticas aquelas cuja carapuça lhes serve. Há muitas mulheres que concordam com ele pois amam seus maridos, filhos, irmãos, pais e parentes, sentindo a necessidade de compreendê-los e protegê-los da destruição emocional.

O que pensa Nessahan Alita sobre homens que agridem fisicamente as mulheres?

Ele entende que tais homens são emocionalmente fracos. Em seus livros, está bem claro que a recomendação aos homens é que resistam às provocações e não batam nelas MESMO QUE ELAS QUEIRAM. Somente um analfabeto poderia afirmar que ele diz o contrário.

Por que algumas mulheres o odeiam tão mortalmente?

Por que se enquadram no perfil de espertinha pilantra que ele descreve, se sentem aludidas e desmascaradas. Aquelas que se enquadram entre as excessões são justamente as que o apoiam.

Nessahan Alita está contra as mulheres?

Não, está contra a mesquinharia no campo amoroso. Infelizmente a maioria das mulheres dos dias atuais corresponde ao perfil de "espertinha" que ele descreve, tornando o amor verdadeiro impossível. Mas há excessões. Seus livros apenas descrevem um perfil que ele considera dominante nesse momento histórico.

Nessahan Alita condena o amor?

Depende do significado atribuído a esta palavra. Se por amor entendermos a paixão luxuriosa (amor sexual) ou a paixão romântica (amor emocional) a resposta é: SIM, ele o condena de forma total, explícita, radical e definitiva. Se por amor entendermos o sentimento de bem querer desinteressado e lúcido (amor consciente), a resposta é: NÃO, ele não condena esta forma de amor.

O paixão sexual e a paixão romântica não passam de desejo e emoção exagerados e mais nada, um lixo. A verdadeira felicidade está na tranquilidade, na ausência total de desejos e sentimentos e não na loucura das emoções caóticas, como sempre supõem as mulheres.

Quem é o seu público-alvo?

O público-alvo de Nessahan Alita são os homens adultos, maiores de dezoito anos.

Crítica não é misoginia. Seria Nessahan Alita misógino?

Não. Ele é simplesmente um crítico de alguns comportamentos femininos nas relações amorosas. Ele critica o comportamento feminino especificamente no campo dos relacionamentos. Os ignorantes que não diferenciam a crítica da aversão supõem sempre que ambas são indissociáveis. Segundo esta visão absurda, não seria possível criticar-se algo que se aprecia mas somente aquilo que se detesta.

Obviamente isso é ridículo. Criticar é apontar erros e defeitos para que os mesmos possam ser corrigidos. Os homens que criticam as mulheres são justamente os que mais as apreciam. Os indignados e insatisfeitos com as condições humanas atuais, incluindo as da mulher moderna, são justamente os mais críticos. É ilógico e absurdo supor teimosamente que uma pessoa odeia algo somente porque a critica.

Se isso fosse verdade, então as mães não deveriam criticar os seus filhos quando eles cometem burradas, já que os amam. Somente amantes do acriticismo defendem tais idéias absurdas. Se N. Alita fosse misógino, estaria pregando o extermínio do feminino em todos os seus aspectos, coisa que ele não faz, nunca fez e nunca fará. Nessahan considera a misoginia tão estúpida quanto a ginolatria (adoração fascinada à mulher, típica de capachos). Sua proposta é a independência emocional masculina em relação ao feminino.

Tanto a adoração quanto à aversão passional são consideradas estados negativos, prejudiciais e indicadores de fraqueza. O comportamento feminino não está acima da crítica. Ao criticarem os machões e machistas, as mulheres nos autorizam moralmente a criticá-las também. A lei brasileira garante a liberdade de expressão e não criminaliza opiniões e críticas desfavoráveis. Ninguém é obrigado a elogiar tudo o que existe e nem a concordar com tudo o que as mulheres fazem no amor.
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