20-11-2020, 10:29 PM
(19-11-2020, 10:38 PM)Carasumido Escreveu: "O caminho é criarmos associações voluntárias entre nós mesmos, com laços de unidade e cultura interna definida.
Tais associações devem garantir minimamente as nossas defesas, por intermédio do mútuo apoio. Seria interessante compô-la: ex-militares, atiradores profissionais e amadores, lutadores, estrategistas, técnicos das mais variadas áreas, hackers, especialistas em ti no geral, advogados e contadores tributaristas etc.
Somos nós por nós mesmos"
Penso que cada vez mais vai ser o caminho que vai restar. Estamos entrando em uma era de controle social intenso da mente das pessoas, através de tecnologia, midia e o que for. Não vai sobrar Estado nem nada para nos ajudar, até mesmo porque este parece estar sendo cada vez mais instrumentalizado por grupos integrados a um projeto de poder único. Vamos ter que nos defender
Milícias para-militares? Não vai rolar. Não tem como um agrupamento paralelo pequeno ter poder para sobrepujar um estado gigantesco. Com algumas canetadas te riscam um direito de ter uma arma, desobrdece e vai pro xilindró.
Acredito que a mudança tem que ser no sentido cultural, mudar a cabeça das pessoas, para poder lá na frente, daqui há 30-50 anos colher o resultado disso. Precisamos de think-tanks, mais estudos, intelectuais, novos métodos de educação. Aproveitar o pouco de liberdade de pensamento que ainda temos para poder transmitir esses valores pra quem vai fazer uso lá na frente.
As mannerbunds e grupos pequenos assim nos reddits, telegrams, são os grupos de resistência reais e os únicos possíveis. Talvez um dia sumam com a gente da face da internet com tanto shadowban e censura, que vamos ter que viver na darkweb. Só o conhecimento vai conseguir nos unir.
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Quanto ao texto:
Pura bobagem, nunca vi tamanha merda. Máquinas vão trabalhar no nosso lugar e a gente vai ter mais tempo livre? Transporte público dirigido por robôs e cada vez menos necessidade de posses? Talvez! Algumas coisas talvez fossem até interessantes! Mas esse não é o ponto que importa.
O que importa é: Quem sai ganhando com isso? Quem é que vai estar concentrando o poder nas mãos nesse cenário? Pode parecer tudo lindo e maravilhoso, mas é muito macabro e sombrio. Esse cenário ignora completamente a natureza humana e esquece que somos egoístas, invejosos, e tudo o mais. Vamos supor que consigam criar uma geração de bundas-mole assim: Uma mudança dessas não ocorre do dia pra noite. Mas se ela ocorrer, alguém vai ficar do mesmo jeito que está: Se não é o cidadão médio que vai sair no controle, alguém vai. Alguém vai nos controlar e vai ser pro interesse próprio dele, obviamente.
Antigamente um aldeão podia ter a vida fudida, mas ele sabia a que rei pagava impostos, podia ter a chance de cuspir-lhe a cara. Hoje quem nos domina está cada vez mais distante. As vezes é um CEO de uma grande corporação americana ou chinesa que controla as informações, que sabe mais de você do que você imagina. Ele fica numa torre de marfim inalcançável, muitas vezes você lhe ignora o nome. No dia que essa utopia se concretizar, alguns grupos de pessoas estarão num verdadeiro Monte Olimpo, como deuses inalcancáveis, em meio a uma névoa espessa, pois você não sabe mais quem está no domínio da sua vida.
Mais do que a morte das posses individuais, da privacidade, isso é a morte total do indivíduo. Ele simplesmente vai ser assimilado pela colmeia e liberdade de pensamento e opinião não vai fazer o menor sentido para esta pessoa. O sacrifício de tantas pessoas para conquistarmos direitos, liberdades, todo o pensamento filosófico herdado pelos milênios, tudo vai ser tudo jogado no lixo pois vamos ter uma casta tecnocrata dominante e uma grande maioria de tecno-bobocas que não sabem viver fora dessa bolha.
A mais perfeita das utopias não é nada mais do que o mais escancarado regime totalitário.
Citação:“Fortuna Perdida? Nada se perdeu... Coragem perdida?
Muito se perdeu... Honra perdida? Tudo se perdeu...”
(Provérbio Irlandês)

