Qual o inimigo afinal?
É capaz que alguns de nós talvez não tenhamos, afinal, tantos problemas condenáveis assim, vivemos sem vícios e com honestidade, mas sem muita grandeza, mas mesmo assim uma vida mais ou menos, muito inferior à nossa condição de desenvolvimento. É como se houvesse um fosso enorme entre o sucesso absoluto e o fracasso, ao invés de uma progressão gradual. O que quero focar aqui é no motivo da existência desse fosso.
Vamos trabalhar com uma hipótese aqui. Como já falei antes tem algo que só nós podemos nos responsabilizarmos, mas também nem todo mundo consegue se valer da arte de tacar o foda-se e ligar para o que os outros pensam e daí ficam muito atrelados às condições externas a si.
A presa e o predador, ou... Quem que manda nas coisas?
" 'Sobrevivência do mais apto' é apenas uma bela mentira que eles lhe dizem. Uma mentira para fazer as pessoas fracas acreditarem que se eles tentarem o seu melhor, eles podem sair por cima. A verdade é que não são os fracos que são devorados. Não se trata de força, mas de números."
Bleach, vol. 54. Riruka Dokugamine em "Pray for Predators 2"
Alguém conhece aqui a metáfora do elefante preso na corda? Existem variações dela, mas a lição de moral que fica nela que o elefante não arrebenta uma reles cordinha por que não sabe a força que tem. Na verdade, essa fábula é a essência de todo o masculinismo. Somos castrados socialmente desde cedo para não reconhecermos nossa força, nosso ímpeto masculino, nossa vontade de potência.