01-08-2018, 11:42 AM
Falando especificamente da advocacia, enxergo dois grupos bem distintos: o dos profissionais com mais tempo de carreira - e/ou que conseguem mais resultados com "networking" -, e se dedicam mais a vender serviços e a administrar, e o dos profissionais que produzem, mas não vendem - inclusive porque estão ocupados produzindo. Essa realidade não se vê somente nos grandes escritórios (sobretudo aqueles que atuam na recuperação de créditos bancários), mas também em muitos escritórios pequenos, com menos profissionais ativos.
O sonho de praticamente todo advogado mais "velho" é conseguir alguém que produza de maneira competente, e, assim, poder vender serviços sem precisar desenvolvê-los. Mas mercado é mercado. Achar um lugar para trabalhar, nessas bases, com uma remuneração que você considere bacana, é um lance de sorte, por mais competente que você seja.
Dependendo da área de atuação do escritório em que você consiga entrar, mesmo que seu foco seja somente produzir, isso pode abrir boas possibilidades, e até mesmo pagar bem. Por outro lado, começar do zero hoje em dia é praticamente certeza de quebrar a cara. Sem ser por indicação, dificilmente você consegue clientes - seja em quantidade ou em potencial financeiro - que consigam garantir uma renda mínima pra não ficar no vermelho.
Como outros confrades já disseram nesse tópico, as faculdades despejam milhares de bacharéis no mercado, todo ano. E, a meu ver, a concorrência desse pessoal que está chegando é com eles mesmos, e não com os advogados já estabelecidos. Eles concorrerão por cargos públicos ou por vagas de emprego em escritórios, mas dificilmente conseguirão atrair para si clientes que possuem profissionais mais experientes à disposição.
Pra fechar, bis no confrade @Daredevil. Se for pra "querer pra já", esquece. O ônibus está lotado, e ninguém vai te deixar sentar na janelinha. Além de compromisso com a faculdade - e, depois, com o exercício da profissão -, a paciência é essencial. Tem que estar disposto a ralar muito nos primeiros anos. Com competência, alguma sorte (é o mais difícil, porque isso é muito aleatório) e boas escolhas, tem como atingir um bom nível de satisfação na profissão... até porque muita gente para no caminho.
O sonho de praticamente todo advogado mais "velho" é conseguir alguém que produza de maneira competente, e, assim, poder vender serviços sem precisar desenvolvê-los. Mas mercado é mercado. Achar um lugar para trabalhar, nessas bases, com uma remuneração que você considere bacana, é um lance de sorte, por mais competente que você seja.
Dependendo da área de atuação do escritório em que você consiga entrar, mesmo que seu foco seja somente produzir, isso pode abrir boas possibilidades, e até mesmo pagar bem. Por outro lado, começar do zero hoje em dia é praticamente certeza de quebrar a cara. Sem ser por indicação, dificilmente você consegue clientes - seja em quantidade ou em potencial financeiro - que consigam garantir uma renda mínima pra não ficar no vermelho.
Como outros confrades já disseram nesse tópico, as faculdades despejam milhares de bacharéis no mercado, todo ano. E, a meu ver, a concorrência desse pessoal que está chegando é com eles mesmos, e não com os advogados já estabelecidos. Eles concorrerão por cargos públicos ou por vagas de emprego em escritórios, mas dificilmente conseguirão atrair para si clientes que possuem profissionais mais experientes à disposição.
Pra fechar, bis no confrade @Daredevil. Se for pra "querer pra já", esquece. O ônibus está lotado, e ninguém vai te deixar sentar na janelinha. Além de compromisso com a faculdade - e, depois, com o exercício da profissão -, a paciência é essencial. Tem que estar disposto a ralar muito nos primeiros anos. Com competência, alguma sorte (é o mais difícil, porque isso é muito aleatório) e boas escolhas, tem como atingir um bom nível de satisfação na profissão... até porque muita gente para no caminho.
Leão que anda com gatinho toma leite no pires.
