25-08-2017, 10:18 AM
Penso que o homem historicamente comete o erro de endeusar a mulher, pelo fato de ela ter o sexo. Não apenas porque o sujeito quer ter uma chance de relacionamento, mas também porque teme criticar a fêmea e, com isso, perder qualquer oportunidade de aproximação.
Veja que esse mecanismo psicológico é uma verdadeira fábrica de manginas.
A minha mãe mesmo sempre dizia: "não faça com as irmãs dos outros o que vc não quer que façam com a sua". E assim muitos de nós somos doutrinados, desde pequenos, a sermos educados, polidos, gentis com as mulheres; o que não é errado, só não pode descambar para a subserviência (física e emocional), que engloba justamente o endeusamento e o certo "temor reverencial" diante das moças.
As coisas pioraram quando a mulher passou a trabalhar fora de casa. Não ignoro o fato de que, em certa medida, isso foi benéfico, por representar a afirmação delas; e também porque realmente há sujeitos que abandonam as famílias, fazendo com que a mulher precise sustentar a casa, o que torna o trabalho fora uma necessidade. Mas, quando a mulher ganha esse espaço profissional, ela conquista (ou deve conquistar) mais autonomia, e isso não raras vezes intimida o homem. A ponto de surgir a polêmica sobre se a mulher deve ou não ganhar mais do que o homem.
Já posso afirmar que o título do tópico é perfeito.
Retomando o raciocínio, passamos a temer as mulheres: a) porque endeusamos o sexo maravilhoso que elas detêm; ou b) porque criticá-las nos tiraria qualquer chance de termos acesso ao, nas palavras do Doutrinador, pastel de pelo tão especial.
Vem a época moderna e vemos ganhar força a primeira hipótese, a partir das redes sociais, com uma horda de escravocetas postando elogios às fotos das mulheres, com seus tradicionais bicos de cu e decotes-bunda à mostra. Mesmo quando elas não recorrem a esses expedientes, os manginas continuam elogiando, agradecendo por elas os terem adicionado, chamando em chat (quando têm coragem), etc. Ou seja, o medo masculino persiste.
E, ao mesmo tempo em que o que vou denominar de "temor vagino-reverencial" persiste e aumenta, a necessidade de as mulheres realmente nos conquistarem, realmente se mostrarem/tornarem interessantes, só decai. O resultado disso é que somos como cães babando por bifes, que se resumem a meros pedaços de carne neste açougue social de cada dia. É triste. E muitas vezes o "cão" se contenta ou com um bife velho e solado (coroas, barangas) ou com um já mastigado (M$ol). Nos reduzimos a isto.
A dinâmica do medo masculino é a da afirmação estéril da fêmea. Uma valorização vazia, simplista, calcada na importância exacerbada que se dá a uma simples vagina. Em nome do calor e da umidade de um buraco, há sujeitos que jogam a própria dignidade na lata do lixo sem pensar.
Somos tachados de machistas, misóginos, estupradores e afins, porque rompemos esse ciclo vicioso ao abrirmos nossos olhos. Enfim passamos a exigir mulheres que sejam minimamente decentes, que tenham algo além da buceta pra oferecer; focamos em nosso desenvolvimento pessoal e crescemos. Isso as incomoda, e ao mesmo tempo as pode encantar, afinal não deixa de ser um tipo de poder; e é disso mesmo que elas gostam. Penso que justamente por isso é verdadeiro dizer que mulher vem, que mulher é consequência.
O homem deve se valorizar e buscar se melhorar. Não com o objetivo de conseguir mulheres, mas por ele mesmo. Essa é a cura para o temor vagino-reverencial, uma doença que nos é inoculada desde pequenos.
Veja que esse mecanismo psicológico é uma verdadeira fábrica de manginas.
A minha mãe mesmo sempre dizia: "não faça com as irmãs dos outros o que vc não quer que façam com a sua". E assim muitos de nós somos doutrinados, desde pequenos, a sermos educados, polidos, gentis com as mulheres; o que não é errado, só não pode descambar para a subserviência (física e emocional), que engloba justamente o endeusamento e o certo "temor reverencial" diante das moças.
As coisas pioraram quando a mulher passou a trabalhar fora de casa. Não ignoro o fato de que, em certa medida, isso foi benéfico, por representar a afirmação delas; e também porque realmente há sujeitos que abandonam as famílias, fazendo com que a mulher precise sustentar a casa, o que torna o trabalho fora uma necessidade. Mas, quando a mulher ganha esse espaço profissional, ela conquista (ou deve conquistar) mais autonomia, e isso não raras vezes intimida o homem. A ponto de surgir a polêmica sobre se a mulher deve ou não ganhar mais do que o homem.
Já posso afirmar que o título do tópico é perfeito.
Retomando o raciocínio, passamos a temer as mulheres: a) porque endeusamos o sexo maravilhoso que elas detêm; ou b) porque criticá-las nos tiraria qualquer chance de termos acesso ao, nas palavras do Doutrinador, pastel de pelo tão especial.
Vem a época moderna e vemos ganhar força a primeira hipótese, a partir das redes sociais, com uma horda de escravocetas postando elogios às fotos das mulheres, com seus tradicionais bicos de cu e decotes-bunda à mostra. Mesmo quando elas não recorrem a esses expedientes, os manginas continuam elogiando, agradecendo por elas os terem adicionado, chamando em chat (quando têm coragem), etc. Ou seja, o medo masculino persiste.
E, ao mesmo tempo em que o que vou denominar de "temor vagino-reverencial" persiste e aumenta, a necessidade de as mulheres realmente nos conquistarem, realmente se mostrarem/tornarem interessantes, só decai. O resultado disso é que somos como cães babando por bifes, que se resumem a meros pedaços de carne neste açougue social de cada dia. É triste. E muitas vezes o "cão" se contenta ou com um bife velho e solado (coroas, barangas) ou com um já mastigado (M$ol). Nos reduzimos a isto.
A dinâmica do medo masculino é a da afirmação estéril da fêmea. Uma valorização vazia, simplista, calcada na importância exacerbada que se dá a uma simples vagina. Em nome do calor e da umidade de um buraco, há sujeitos que jogam a própria dignidade na lata do lixo sem pensar.
Somos tachados de machistas, misóginos, estupradores e afins, porque rompemos esse ciclo vicioso ao abrirmos nossos olhos. Enfim passamos a exigir mulheres que sejam minimamente decentes, que tenham algo além da buceta pra oferecer; focamos em nosso desenvolvimento pessoal e crescemos. Isso as incomoda, e ao mesmo tempo as pode encantar, afinal não deixa de ser um tipo de poder; e é disso mesmo que elas gostam. Penso que justamente por isso é verdadeiro dizer que mulher vem, que mulher é consequência.
O homem deve se valorizar e buscar se melhorar. Não com o objetivo de conseguir mulheres, mas por ele mesmo. Essa é a cura para o temor vagino-reverencial, uma doença que nos é inoculada desde pequenos.
"Primeiro vêm os sorrisos, depois as mentiras; por último, o tiroteio" - Roland de Gilead
