30-01-2017, 09:15 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 30-01-2017, 09:17 PM por Machado Annihilator.
Motivo: edito de um jeito e sai de outro
)
Sétimo trabalho: A Captura do Touro de Creta.
Conta a lenda que o touro de Creta emergiu do mar Egeu, enviado pelo deus do mar, Poseidon, a pedido de Minos, filho do rei Astério. Minos, cuja sucessão ao trono estava sendo contestada, pediu a Poseidon que intercedesse a seu favor, fazendo surgir das águas um sinal de sua legitimidade.
Poseidon impôs a Minos a condição de que o touro deveria ser depois sacrificado em seu nome. Minos, porém, admirado com a beleza do touro branco, misturou-os com outros do seu rebanho, e sacrificou um animal de menor valor. Esta desobediência provocou a ira de Poseidon, que castigou Minos, tornando o animal incrivelmente furioso.
(curiosidade:
Além disso, Poseidon pediu a Afrodite, deusa do amor, que fizesse com que Pasífae se apaixonasse pelo touro. Pasífae se disfarça dentro de uma vaca mecânica e copula com o touro, é dela que posteriormente nasceria o minotauro.
Hércules ainda não sabe disso, escrevo para satisfazer a curiosidade do leitor.)
Hércules consegue domar o touro.
O touro se relaciona com a nossa vontade sexual, devemos domá-la para assim sermos donos de nós mesmos. Lembrando que não devemos matá-la, pois a força do nosso “bicho” interior, ou seja; os nossos instintos, quando suprimidos voltam a nos atacar como forças inconscientes, que poderão deixar-nos loucos de uma hora para outra, incontroláveis.
Simbolicamente o Touro é um signo do zodíaco regido pelo elemento terra, significa enraizamento, relaciona-se com as coisas terrenas, com o primeiro chacra, sexo, comida, dinheiro, bens materiais. Esse mito se relaciona com a simbologia do que se chama “bicho”, um dos aspectos do nosso ser. Descontrolado e desequilibrado em relação aos nossos outros aspectos, fica agressivo, só pensa em sexo, comida, e mais nada. Pode também se manifestar como ganância extrema.
Como quando um jogador de futebol milionário faz tramóias para não pagar imposto, sendo que ele não precisa disso, já que é rico. Cuidado com a ganância, cuidado com a distração que o exagero sexual pode trazer, fazendo a pessoa pobre financeira e intelectualmente, pois só pensa em sexo.
Essa força (“bicho”) suprimida pode causar desequilíbrios, como por exemplo; um padre que não tem vocação para o celibato, então força a si mesmo, e repentinamente enlouquece e estupra criancinhas.
Para o nosso touro (“bicho”) se manter saudável, devemos fazer atividade física, sexo, comer coisas que gostamos; tudo conforme nossa filosofia de vida e com inteligência. Comer alimentos que não são saudáveis como bolo de chocolate e afins, demonstra um desequilíbrio, a pessoa não faz sexo, não faz atividade física, não faz alguma atividade que gosta, não tem prazer de viver, então o “bicho” fica maluco e desconta na comida, tentar fazer dieta assim é lutar contra a maré, cedo ou tarde você perderá.
Lembrando que carne é saudável o que não é saudável são enlatados, doces, enfim, produtos não naturais; índio não caça bolo de chocolate na floresta.
O que você deve fazer é equilibrar os aspectos do seu “bicho”, aspectos já citados no parágrafo anterior. Conhecer como você funciona, o que quer da vida, ter nas mãos seu próprio poder pessoal, ao fique seguindo regras impostas por teorias malucas.
Caso a pessoa, levada por uma filosofia que não condiz com sua natureza, consiga “matar” seu bicho, não fazendo sexo, não comendo aquilo que gosta, não fazendo atividade física, não fazendo aquilo que gosta, ela negará a vida. Uma pessoa assim decora teorias filosóficas, religiosas, e com o raciocínio as aplica, mas não é capaz de sentir a si mesmo, não se conhece, e por isso sabe como deve viver, pois é o sentimento, o senso que dá sentido na vida; uma pessoa assim, que “mata” o seu “bicho”, desenvolverá provavelmente depressão.
Oitavo trabalho: As Éguas de Diomedes.
Hércules tem a missão de capturar as éguas carnívoras de Diomedes, essas éguas comiam carne humana, e pariam cavalos ferozes que eram usados para a guerra. Hércules as guiou facilmente, as éguas o respeitaram, ele impunha respeito pelo seu olhar. Hércules pede para Abdero cuidar um pouco das éguas, mas ele é devorado por elas. Hércules leva as éguas para o Rei de Micenas, Euristeu.
Esse trabalho pode ser relacionado ao domínio do pensamento. As éguas mentais parem cavalos guerreiros (pensamentos destrutivos). Pare um dia para observar os pensamentos, eles podem ser negativos, destrutivos, causar intrigas, discussões, destruição, tanto para nós mesmos quanto para o nosso próximo. Através de idéias erradas e palavras erradas, causamos destruição. Nossa mente exerce um enorme poder em nossa vida, e devemos tomar as rédeas do nosso pensar (capturar as éguas).
Hércules pensou errado, não conseguiu ver a incompetência de Abdero/Abderis, quando entregou as éguas para ele, que acabou devorado por elas (Hércules defronta-se com os limites entre o “eu” e o “outro”). Nota-se que Abdero/Abderis também errou no seu pensar, pois não recusou a função, ou por não compreender sua incompetência para fazê-la ou por medo de decepcionar Hércules; ou seja, errou ou por falta de conhecer a si mesmo ou por vaidade; vontade de ser validado por outrem.
Pagamos em nossa própria natureza o preço das palavras incorretamente proferidas e das ações mal julgadas.
Também podemos interpretar esse trabalho da seguinte forma: Hércules se torna arrogante, e manda outro fazer sua função sem raciocinar sobre o que está fazendo; Abdero morre; isso mostra para Hércules que certas coisas nós é que devemos fazer, ninguém pode fazer nossa missão por nós, pois a missão é nossa, é para o nosso desenvolvimento, para a nossa experiência.
Nono trabalho: O Cinturão da Rainha Hipólita.
Hércules foi até Temíscira, reino das Amazonas, sua missão era pegar o cinturão de Rainha das Amazonas, Hipólita, cinturão dado à ela por seu pai, Ares (Deus da guerra), e simbolizava sua autoridade sobre as mulheres.
(Obs: Vale a pena ler esse mito por completo, acesse o link descrito no inicio da postagem, procure palavras com as teclas CTRL + F.)
Hipolita decide que por justiça o Cinturão será de Hércules. Hércules está frente a frente com Hipólita, atrás dela estão as amazonas, Hipólita vai entregar o cinturão para Hércules, quando uma amazona grita que Hércules quer seqüestrar a rainha! Todas gritam a vão para atacá-lo, a rainha diz para pararem, mas sua voz é abafada em meio a tantos gritos, Hércules toma o cinturão da mão da rainha e grita que ela é traidora, e com sua clava dá um golpe, arremessando a rainha longe, que cai imóvel.
Na fuga, Hércules percebe que nas suas mãos além do cinturão tem um pergaminho, nele está escrito uma declaração das amazonas dizendo que Hércules era merecedor do cinturão; Hércules vê na praia um pavão, e como não existe pavão naquela região, percebe que ele e Hipólita foram traídos por Hera.
Depois de um tempo, Hércules percebe que tróia através de uma fogueira pede ajuda para as amazonas, que tristes pela perda de sua rainha, ficam imóveis. Hércules ajuda tróia em nome das Amazonas.
Precisamos ter moderação com uso de nossa força, não era necessário matar Hipólita, Hércules poderia só empurrá-la.
Esse mito também ensina sobre a inveja que as mulheres disfuncionais e confusas sentem do homem, transformando-o na mente delas em inimigo. Quando voltam a ter dentro delas a sanidade, entendem que cada sexo tem uma habilidade, as habilidades femininas se relacionam com o aspecto yin, enquanto as masculinas com o aspecto yang, os homens devem guiar e proteger as mulheres, pois é assim que a natureza funciona. A mulher deve dar amor aos seus filhos, pois ela tem uma capacidade perceptiva superior.
O ser humano quando doente, acha que sabe mais que a natureza, então inventa teorias sobre uma sociedade ideal, mas isso não existe, não é real, o ser humano não sabe mais que a natureza e não sabe o que está fazendo. As mulheres no seu íntimo, de forma inconsciente, buscam no homem características masculinas, de liderança e de proteção, quando um homem é contaminado com a ideologia feminista, ele se torna fraco, feminino então só atrairá feministas mentalmente doentes, não terá relacionamentos saudáveis; diminuirá seu poder de atrair mulheres saudáveis. Pois as mulheres observarão que ele é fraco e feminino.
Hércules vai ajudar tróia, por consideração à rainha Hipólita, isso nos mostra a consideração e o respeito que devemos ter, a honra, o brio, a masculinidade, o senso de responsabilidade.
Décimo Trabalho: Os bois de Gerião.
Hércules Matou o gigante Gerião, monstro de três corpos, seis braços e seis asas, e tomou-lhe os bois que se achavam guardados por um cão de duas cabeças, e um dragão de sete.e pega o rebanho de bois.
Simbolicamente Hércules tem que levar o rebanho para terra sagrada, deverá invocar ajuda de Hélio (Deus sol), senhor da luz, da consciência, que nós só encontramos dentro de nós mesmos. Alguns bois fogem, os bois simbolizam nossos conceitos, as vezes alguns conceitos nos prendem e nos atrapalham, e nossa evolução exige que nos desprendamos de alguns deles, para evoluirmos e andarmos em direção ao nosso objetivo.
Algumas crenças nos atrapalham e devemos nos livrar delas, por exemplo, se você acha que o dinheiro é pecaminoso, isso vai dificultar o seu enriquecimento.
Os bois eram guiados por Gerião, que tinha três cabeças, significando uma mente dividida, sem uma definição, ora vai para um lado, ora para outro; simboliza a confusão. Quando Hércules lidera os bois, eles agora são guiados por um único mestre, uma única mente, não estão mais em estado de confusão, pois Hércules está consciente.
Podemos relacionar esse mito com uma parte do BHAGAVAD GITA, onde havia uma batalha (que simboliza uma batalha dentro de nós mesmos) entre o povo Pandava e Kaurava. Na batalha o guerreiro Arjuna, de repente se depara com os próprios parentes, descobre que terá que lutar contra os seus próprios parentes. O que significa que até os elementos que eu gosto, às vezes eu tenho que abandonar para ter uma experiência mais ampla, para ir além, para ter uma realização, embora no primeiro momento isso possa parecer difícil.
Estou em uma caixa, eu não consigo me mexer direito, eu não consigo expressar tudo que eu sou, mas eu estou bem, expandir isso significa uma perda, embora para um bem maior. No primeiro momento vai ser o medo que vai nos travar. Nesse processo todo, algo se perde, e essa perda é importante, pois eu posso tentar satisfazer todas essas cabeças (três cabeças de Gerião), mas isso vai me impedir de ter profundidade, de chegar ao centro de mim mesmo.
Todo dia temos problemas no trabalho, na família, nisso, naquilo, e eu vou vivendo as experiências de forma muito dividida. Agora eu sou empregado, agora eu sou filho, agora eu sou pai, agora eu sou autodidata, agora sou irmão, agora sou liderado, agora sou líder, as experiências de vida vão ficando divididas. Então a pessoa pode entrar na “ilusão da autoimagem”, ela pensa no trabalho, “eu tenho que seguir as normas da empresa, mas eu não concordo com elas, se fosse eu que criasse as normas, eu faria completamente diferente, então me comportaria de forma totalmente diferente; em casa eu sou de um jeito, com os amigos de outro, no trabalho de outro jeito, afinal quem sou eu?”
Isso tudo é uma grande ilusão, pois cada lugar e cada atividade requer um comportamento adequado para sua eficiência. Além disso a autoimagem é algo totalmente desnecessário, é perda de tempo pensar “quem sou eu?” Só podemos saber quem somos se tivermos um início, um meio e um fim, pois o homem muda de segundo a segundo, ele é ao mesmo tempo escultor e escultura, o “eu” de ontem é diferente do “eu” de hoje, só tem como dizer quem foi uma pessoa na hora de sua morte.
Assim poderemos dizer que fulano teve uma infância assim, fez isso e aquilo na vida adulta, e na velhice isso e aquilo, e pensava de tal jeito, esse é fulano, antes disso essa definição é impossível, vai fazer uma confusão desnecessária, fazendo a pessoa perder tempo. A autoimagem é algo volátil, quantas vezes você se sentiu “o cara” e no mesmo dia ou no dia seguinte se sentiu “um merda”? Se a autoimagem é algo que muda toda hora, não é necessário perder o tempo com ela, pois ela vai mudar mesmo.
Existem coisas na vida que são passageiras mesmo, a própria vida se encarrega de levar. É como na guerra do BHAGAVAD GITA, Krishna falou algo assim: “Sim, você pode guerrear contra os seus inimigos os Kauravas, pois tudo que é verdadeiro não morre.” Ou seja, aquilo que faz parte do que realmente somos, isso não vai se perder, outras coisas, outras máscaras, a vida mesmo vai nos levar. No caso a guerra do BHAGAVAD GITA, simboliza uma guerra interna, na nossa mente e coração.
É como a pessoa que se identifica com sua beleza, “eu sou belo/bela” e enquanto o tempo vai passando, essa pessoa vai sofrer por perceber que essa beleza já não é como era antes, sente como se estivesse perdendo algo de si mesmo. Precisamos nos amar, ter brio, não a nada de errado em fazer academia em cuidar do corpo, em ter brio por se sentir forte. Mas devemos ser desapegados. Krishna fala que só o que não é seu é que pode ser levado. Tem algo que é seu, e isso não pode ser levado, a grande questão é descobrir o que é.
Esse mito também pode ser interpretado através do confronto entre a mente disfuncional e o “corpo” (bicho, animalidade, instintos naturais). A mente disfuncional faz a pessoa entrar em um espiral de racionalização ineficiente, ela pensa, pensa, pensa, e não chega a nenhuma conclusão; uma pessoa muito aérea, muito elemento ar. Para resolver esse problema devesse prestar atenção no elemento terra, o elemento concretizador da realidade, ou seja, o “corpo”.
No exemplo citado (Gerião) a mente aprisionaria o “corpo” com um excesso de racionalização, ou seja, o “corpo” não agiria, pois a mente ficaria pensando eternamente sem concretizar nada. Para dar fim a esse dilema, devemos soltar o “corpo”, deixando-o livre para agir.
O “corpo” é movimento, deixe ele livre para se movimentar, ele faz tudo sozinho de forma automática, anda de bicicleta, na rua, vai para casa, tudo sozinho, sem pensar; trepa. Por exemplo; você sabe que o bolo acabou, então começa a racionalizar sobre um assunto, fica com fome, o corpo automaticamente vai na geladeira para comer o bolo, então fecha a porta da geladeira, pois o bolo acabou. Você se distrai com algo na TV, volta para a racionalização de antes, de repente o “corpo” abre automaticamente novamente a geladeira e você ri de si mesmo, pois já sabia faz tempo que o bolo tinha acabado.
Fuja do excesso de racionalização, deixe o movimento, do “corpo” livre, é só se movimentar, isso é importante na hora do sexo, pois muita gente racionaliza até na hora de trepar. Solte o movimento do corpo. Excesso de racionalização paralisa a vida da pessoa.
Décimo Primeiro Trabalho: As Maçãs de Ouro das Hespérides.
O seu décimo primeiro trabalho foi colher os pomos de ouro do Jardim das Hespérides, após matar o dragão de cem cabeças que os guardava. O dragão foi morto por Atlas, a pedido de Hércules, e durante o trabalho, ele sustentou o céu nos ombros no lugar do titã.
Hércules luta contra o dragão e sempre que está quase ganhando o dragão cai no chão e se recupera novamente. Hércules percebe que só pode matar o dragão se ergue-lo da terra, mantendo-o no ar. Muitas vezes o elemento concreto nos impede de termos uma visão mais profunda de nós mesmos, existem propagandas alimentando nosso desejo de comprar de ter coisas, e muitas vezes nos preocupamos mais com isso do que com a nossa felicidade. No mundo moderno existe um conflito entre poder X felicidade, onde as pessoas buscam poder e status através de bens materiais, mas não estão preocupadas em ser felizes. Realmente, lá dentro de você, você se preocupa em ser feliz? Você faz disso uma meta na sua vida?
“Depois que eu tiver isso ou aquilo, daí sim, eu me preocupo em ser feliz”, Isso é uma ilusão, os bens materiais podem satisfazer suas necessidades básicas, mas nenhum objeto pode te fazer feliz, a felicidade é um exercício que se pratica todo o dia, use sua capacidade para ser o mais feliz que você pode, hoje! Também não se iluda em ser 100% feliz o tempo todo, a vida é feita de altos e baixos, mas o que eu chamo de felicidade seria um “alto e baixo” saudável, um sentimento de deter cumprido, de honrar suas obrigações, “altos e baixos” extremos são classificados como transtorno bipolar.
Devemos nos elevar um pouco e sair da terra, para alcançarmos visões mais elevadas.
Hércules precisa da ajuda de Atlas para pegar as maçãs de ouro, e para libertar Atlas, Hércules segura o peso do mundo em suas costas por um tempo, nesse momento é que Hércules pode sentir o peso do mundo. Isso é sinal de sabedoria, aquele que agüenta as dificuldades da vida, sem fugir. Agora Hércules sente a dor da humanidade, não para se tornar mais fraco, mas para tornar consciente de aspectos que antes eram inconscientes, e com isso tornar-se mais forte.
Décimo Segundo Trabalho: O Cão Cérbero.
O último trabalho consistiu em trazer do mundo dos mortos o seu guardião, o cão Cérbero. Hades autorizou-o a levar Cérbero para o cimo da Terra sob a condição de conseguir dominá-lo sem usar as suas armas. Hércules lutou com ele só com a força dos seus braços, quase o sufocou, dominando-o. Depois levou-o a Euristeu, que, com medo, ordenou-lhe que o devolvesse.
Hércules tem que ir para o mundo de Hades para trazer o Cão Cérbero, porém só os mortos entram no mundo inferior, ele teria que voltar vivo, seria mais ou menos isso: “Agora você vai ter que morrer e vai ter que voltar”. Hércules agora pode transitar pelos dois mundos, o mundo de Hades pode ser interpretado como o inconsciente humano, e agora Hércules tem acesso a este inconsciente e pode transitar por ele, ligando o consciente e o inconsciente, o que mostra grande sabedoria.
O sucesso não é nada além do que um passo, o esforço para dar o primeiro e o último passo é o mesmo, o passo que eu tenho que dar agora é o mais difícil, mas também é o mais fácil, pois é o único que eu posso dar no momento, o sucesso depende de um passo, porém de passos sucessivos, pois tudo é feito em etapas.
Conta a lenda que o touro de Creta emergiu do mar Egeu, enviado pelo deus do mar, Poseidon, a pedido de Minos, filho do rei Astério. Minos, cuja sucessão ao trono estava sendo contestada, pediu a Poseidon que intercedesse a seu favor, fazendo surgir das águas um sinal de sua legitimidade.
Poseidon impôs a Minos a condição de que o touro deveria ser depois sacrificado em seu nome. Minos, porém, admirado com a beleza do touro branco, misturou-os com outros do seu rebanho, e sacrificou um animal de menor valor. Esta desobediência provocou a ira de Poseidon, que castigou Minos, tornando o animal incrivelmente furioso.
(curiosidade:
Além disso, Poseidon pediu a Afrodite, deusa do amor, que fizesse com que Pasífae se apaixonasse pelo touro. Pasífae se disfarça dentro de uma vaca mecânica e copula com o touro, é dela que posteriormente nasceria o minotauro.
Hércules ainda não sabe disso, escrevo para satisfazer a curiosidade do leitor.)
Hércules consegue domar o touro.
O touro se relaciona com a nossa vontade sexual, devemos domá-la para assim sermos donos de nós mesmos. Lembrando que não devemos matá-la, pois a força do nosso “bicho” interior, ou seja; os nossos instintos, quando suprimidos voltam a nos atacar como forças inconscientes, que poderão deixar-nos loucos de uma hora para outra, incontroláveis.
Simbolicamente o Touro é um signo do zodíaco regido pelo elemento terra, significa enraizamento, relaciona-se com as coisas terrenas, com o primeiro chacra, sexo, comida, dinheiro, bens materiais. Esse mito se relaciona com a simbologia do que se chama “bicho”, um dos aspectos do nosso ser. Descontrolado e desequilibrado em relação aos nossos outros aspectos, fica agressivo, só pensa em sexo, comida, e mais nada. Pode também se manifestar como ganância extrema.
Como quando um jogador de futebol milionário faz tramóias para não pagar imposto, sendo que ele não precisa disso, já que é rico. Cuidado com a ganância, cuidado com a distração que o exagero sexual pode trazer, fazendo a pessoa pobre financeira e intelectualmente, pois só pensa em sexo.
Essa força (“bicho”) suprimida pode causar desequilíbrios, como por exemplo; um padre que não tem vocação para o celibato, então força a si mesmo, e repentinamente enlouquece e estupra criancinhas.
Para o nosso touro (“bicho”) se manter saudável, devemos fazer atividade física, sexo, comer coisas que gostamos; tudo conforme nossa filosofia de vida e com inteligência. Comer alimentos que não são saudáveis como bolo de chocolate e afins, demonstra um desequilíbrio, a pessoa não faz sexo, não faz atividade física, não faz alguma atividade que gosta, não tem prazer de viver, então o “bicho” fica maluco e desconta na comida, tentar fazer dieta assim é lutar contra a maré, cedo ou tarde você perderá.
Lembrando que carne é saudável o que não é saudável são enlatados, doces, enfim, produtos não naturais; índio não caça bolo de chocolate na floresta.
O que você deve fazer é equilibrar os aspectos do seu “bicho”, aspectos já citados no parágrafo anterior. Conhecer como você funciona, o que quer da vida, ter nas mãos seu próprio poder pessoal, ao fique seguindo regras impostas por teorias malucas.
Caso a pessoa, levada por uma filosofia que não condiz com sua natureza, consiga “matar” seu bicho, não fazendo sexo, não comendo aquilo que gosta, não fazendo atividade física, não fazendo aquilo que gosta, ela negará a vida. Uma pessoa assim decora teorias filosóficas, religiosas, e com o raciocínio as aplica, mas não é capaz de sentir a si mesmo, não se conhece, e por isso sabe como deve viver, pois é o sentimento, o senso que dá sentido na vida; uma pessoa assim, que “mata” o seu “bicho”, desenvolverá provavelmente depressão.
Oitavo trabalho: As Éguas de Diomedes.
Hércules tem a missão de capturar as éguas carnívoras de Diomedes, essas éguas comiam carne humana, e pariam cavalos ferozes que eram usados para a guerra. Hércules as guiou facilmente, as éguas o respeitaram, ele impunha respeito pelo seu olhar. Hércules pede para Abdero cuidar um pouco das éguas, mas ele é devorado por elas. Hércules leva as éguas para o Rei de Micenas, Euristeu.
Esse trabalho pode ser relacionado ao domínio do pensamento. As éguas mentais parem cavalos guerreiros (pensamentos destrutivos). Pare um dia para observar os pensamentos, eles podem ser negativos, destrutivos, causar intrigas, discussões, destruição, tanto para nós mesmos quanto para o nosso próximo. Através de idéias erradas e palavras erradas, causamos destruição. Nossa mente exerce um enorme poder em nossa vida, e devemos tomar as rédeas do nosso pensar (capturar as éguas).
Hércules pensou errado, não conseguiu ver a incompetência de Abdero/Abderis, quando entregou as éguas para ele, que acabou devorado por elas (Hércules defronta-se com os limites entre o “eu” e o “outro”). Nota-se que Abdero/Abderis também errou no seu pensar, pois não recusou a função, ou por não compreender sua incompetência para fazê-la ou por medo de decepcionar Hércules; ou seja, errou ou por falta de conhecer a si mesmo ou por vaidade; vontade de ser validado por outrem.
Pagamos em nossa própria natureza o preço das palavras incorretamente proferidas e das ações mal julgadas.
Também podemos interpretar esse trabalho da seguinte forma: Hércules se torna arrogante, e manda outro fazer sua função sem raciocinar sobre o que está fazendo; Abdero morre; isso mostra para Hércules que certas coisas nós é que devemos fazer, ninguém pode fazer nossa missão por nós, pois a missão é nossa, é para o nosso desenvolvimento, para a nossa experiência.
Nono trabalho: O Cinturão da Rainha Hipólita.
Hércules foi até Temíscira, reino das Amazonas, sua missão era pegar o cinturão de Rainha das Amazonas, Hipólita, cinturão dado à ela por seu pai, Ares (Deus da guerra), e simbolizava sua autoridade sobre as mulheres.
(Obs: Vale a pena ler esse mito por completo, acesse o link descrito no inicio da postagem, procure palavras com as teclas CTRL + F.)
Hipolita decide que por justiça o Cinturão será de Hércules. Hércules está frente a frente com Hipólita, atrás dela estão as amazonas, Hipólita vai entregar o cinturão para Hércules, quando uma amazona grita que Hércules quer seqüestrar a rainha! Todas gritam a vão para atacá-lo, a rainha diz para pararem, mas sua voz é abafada em meio a tantos gritos, Hércules toma o cinturão da mão da rainha e grita que ela é traidora, e com sua clava dá um golpe, arremessando a rainha longe, que cai imóvel.
Na fuga, Hércules percebe que nas suas mãos além do cinturão tem um pergaminho, nele está escrito uma declaração das amazonas dizendo que Hércules era merecedor do cinturão; Hércules vê na praia um pavão, e como não existe pavão naquela região, percebe que ele e Hipólita foram traídos por Hera.
Depois de um tempo, Hércules percebe que tróia através de uma fogueira pede ajuda para as amazonas, que tristes pela perda de sua rainha, ficam imóveis. Hércules ajuda tróia em nome das Amazonas.
Precisamos ter moderação com uso de nossa força, não era necessário matar Hipólita, Hércules poderia só empurrá-la.
Esse mito também ensina sobre a inveja que as mulheres disfuncionais e confusas sentem do homem, transformando-o na mente delas em inimigo. Quando voltam a ter dentro delas a sanidade, entendem que cada sexo tem uma habilidade, as habilidades femininas se relacionam com o aspecto yin, enquanto as masculinas com o aspecto yang, os homens devem guiar e proteger as mulheres, pois é assim que a natureza funciona. A mulher deve dar amor aos seus filhos, pois ela tem uma capacidade perceptiva superior.
O ser humano quando doente, acha que sabe mais que a natureza, então inventa teorias sobre uma sociedade ideal, mas isso não existe, não é real, o ser humano não sabe mais que a natureza e não sabe o que está fazendo. As mulheres no seu íntimo, de forma inconsciente, buscam no homem características masculinas, de liderança e de proteção, quando um homem é contaminado com a ideologia feminista, ele se torna fraco, feminino então só atrairá feministas mentalmente doentes, não terá relacionamentos saudáveis; diminuirá seu poder de atrair mulheres saudáveis. Pois as mulheres observarão que ele é fraco e feminino.
Hércules vai ajudar tróia, por consideração à rainha Hipólita, isso nos mostra a consideração e o respeito que devemos ter, a honra, o brio, a masculinidade, o senso de responsabilidade.
Décimo Trabalho: Os bois de Gerião.
Hércules Matou o gigante Gerião, monstro de três corpos, seis braços e seis asas, e tomou-lhe os bois que se achavam guardados por um cão de duas cabeças, e um dragão de sete.e pega o rebanho de bois.
Simbolicamente Hércules tem que levar o rebanho para terra sagrada, deverá invocar ajuda de Hélio (Deus sol), senhor da luz, da consciência, que nós só encontramos dentro de nós mesmos. Alguns bois fogem, os bois simbolizam nossos conceitos, as vezes alguns conceitos nos prendem e nos atrapalham, e nossa evolução exige que nos desprendamos de alguns deles, para evoluirmos e andarmos em direção ao nosso objetivo.
Algumas crenças nos atrapalham e devemos nos livrar delas, por exemplo, se você acha que o dinheiro é pecaminoso, isso vai dificultar o seu enriquecimento.
Os bois eram guiados por Gerião, que tinha três cabeças, significando uma mente dividida, sem uma definição, ora vai para um lado, ora para outro; simboliza a confusão. Quando Hércules lidera os bois, eles agora são guiados por um único mestre, uma única mente, não estão mais em estado de confusão, pois Hércules está consciente.
Podemos relacionar esse mito com uma parte do BHAGAVAD GITA, onde havia uma batalha (que simboliza uma batalha dentro de nós mesmos) entre o povo Pandava e Kaurava. Na batalha o guerreiro Arjuna, de repente se depara com os próprios parentes, descobre que terá que lutar contra os seus próprios parentes. O que significa que até os elementos que eu gosto, às vezes eu tenho que abandonar para ter uma experiência mais ampla, para ir além, para ter uma realização, embora no primeiro momento isso possa parecer difícil.
Estou em uma caixa, eu não consigo me mexer direito, eu não consigo expressar tudo que eu sou, mas eu estou bem, expandir isso significa uma perda, embora para um bem maior. No primeiro momento vai ser o medo que vai nos travar. Nesse processo todo, algo se perde, e essa perda é importante, pois eu posso tentar satisfazer todas essas cabeças (três cabeças de Gerião), mas isso vai me impedir de ter profundidade, de chegar ao centro de mim mesmo.
Todo dia temos problemas no trabalho, na família, nisso, naquilo, e eu vou vivendo as experiências de forma muito dividida. Agora eu sou empregado, agora eu sou filho, agora eu sou pai, agora eu sou autodidata, agora sou irmão, agora sou liderado, agora sou líder, as experiências de vida vão ficando divididas. Então a pessoa pode entrar na “ilusão da autoimagem”, ela pensa no trabalho, “eu tenho que seguir as normas da empresa, mas eu não concordo com elas, se fosse eu que criasse as normas, eu faria completamente diferente, então me comportaria de forma totalmente diferente; em casa eu sou de um jeito, com os amigos de outro, no trabalho de outro jeito, afinal quem sou eu?”
Isso tudo é uma grande ilusão, pois cada lugar e cada atividade requer um comportamento adequado para sua eficiência. Além disso a autoimagem é algo totalmente desnecessário, é perda de tempo pensar “quem sou eu?” Só podemos saber quem somos se tivermos um início, um meio e um fim, pois o homem muda de segundo a segundo, ele é ao mesmo tempo escultor e escultura, o “eu” de ontem é diferente do “eu” de hoje, só tem como dizer quem foi uma pessoa na hora de sua morte.
Assim poderemos dizer que fulano teve uma infância assim, fez isso e aquilo na vida adulta, e na velhice isso e aquilo, e pensava de tal jeito, esse é fulano, antes disso essa definição é impossível, vai fazer uma confusão desnecessária, fazendo a pessoa perder tempo. A autoimagem é algo volátil, quantas vezes você se sentiu “o cara” e no mesmo dia ou no dia seguinte se sentiu “um merda”? Se a autoimagem é algo que muda toda hora, não é necessário perder o tempo com ela, pois ela vai mudar mesmo.
Existem coisas na vida que são passageiras mesmo, a própria vida se encarrega de levar. É como na guerra do BHAGAVAD GITA, Krishna falou algo assim: “Sim, você pode guerrear contra os seus inimigos os Kauravas, pois tudo que é verdadeiro não morre.” Ou seja, aquilo que faz parte do que realmente somos, isso não vai se perder, outras coisas, outras máscaras, a vida mesmo vai nos levar. No caso a guerra do BHAGAVAD GITA, simboliza uma guerra interna, na nossa mente e coração.
É como a pessoa que se identifica com sua beleza, “eu sou belo/bela” e enquanto o tempo vai passando, essa pessoa vai sofrer por perceber que essa beleza já não é como era antes, sente como se estivesse perdendo algo de si mesmo. Precisamos nos amar, ter brio, não a nada de errado em fazer academia em cuidar do corpo, em ter brio por se sentir forte. Mas devemos ser desapegados. Krishna fala que só o que não é seu é que pode ser levado. Tem algo que é seu, e isso não pode ser levado, a grande questão é descobrir o que é.
Esse mito também pode ser interpretado através do confronto entre a mente disfuncional e o “corpo” (bicho, animalidade, instintos naturais). A mente disfuncional faz a pessoa entrar em um espiral de racionalização ineficiente, ela pensa, pensa, pensa, e não chega a nenhuma conclusão; uma pessoa muito aérea, muito elemento ar. Para resolver esse problema devesse prestar atenção no elemento terra, o elemento concretizador da realidade, ou seja, o “corpo”.
No exemplo citado (Gerião) a mente aprisionaria o “corpo” com um excesso de racionalização, ou seja, o “corpo” não agiria, pois a mente ficaria pensando eternamente sem concretizar nada. Para dar fim a esse dilema, devemos soltar o “corpo”, deixando-o livre para agir.
O “corpo” é movimento, deixe ele livre para se movimentar, ele faz tudo sozinho de forma automática, anda de bicicleta, na rua, vai para casa, tudo sozinho, sem pensar; trepa. Por exemplo; você sabe que o bolo acabou, então começa a racionalizar sobre um assunto, fica com fome, o corpo automaticamente vai na geladeira para comer o bolo, então fecha a porta da geladeira, pois o bolo acabou. Você se distrai com algo na TV, volta para a racionalização de antes, de repente o “corpo” abre automaticamente novamente a geladeira e você ri de si mesmo, pois já sabia faz tempo que o bolo tinha acabado.
Fuja do excesso de racionalização, deixe o movimento, do “corpo” livre, é só se movimentar, isso é importante na hora do sexo, pois muita gente racionaliza até na hora de trepar. Solte o movimento do corpo. Excesso de racionalização paralisa a vida da pessoa.
Décimo Primeiro Trabalho: As Maçãs de Ouro das Hespérides.
O seu décimo primeiro trabalho foi colher os pomos de ouro do Jardim das Hespérides, após matar o dragão de cem cabeças que os guardava. O dragão foi morto por Atlas, a pedido de Hércules, e durante o trabalho, ele sustentou o céu nos ombros no lugar do titã.
Hércules luta contra o dragão e sempre que está quase ganhando o dragão cai no chão e se recupera novamente. Hércules percebe que só pode matar o dragão se ergue-lo da terra, mantendo-o no ar. Muitas vezes o elemento concreto nos impede de termos uma visão mais profunda de nós mesmos, existem propagandas alimentando nosso desejo de comprar de ter coisas, e muitas vezes nos preocupamos mais com isso do que com a nossa felicidade. No mundo moderno existe um conflito entre poder X felicidade, onde as pessoas buscam poder e status através de bens materiais, mas não estão preocupadas em ser felizes. Realmente, lá dentro de você, você se preocupa em ser feliz? Você faz disso uma meta na sua vida?
“Depois que eu tiver isso ou aquilo, daí sim, eu me preocupo em ser feliz”, Isso é uma ilusão, os bens materiais podem satisfazer suas necessidades básicas, mas nenhum objeto pode te fazer feliz, a felicidade é um exercício que se pratica todo o dia, use sua capacidade para ser o mais feliz que você pode, hoje! Também não se iluda em ser 100% feliz o tempo todo, a vida é feita de altos e baixos, mas o que eu chamo de felicidade seria um “alto e baixo” saudável, um sentimento de deter cumprido, de honrar suas obrigações, “altos e baixos” extremos são classificados como transtorno bipolar.
Devemos nos elevar um pouco e sair da terra, para alcançarmos visões mais elevadas.
Hércules precisa da ajuda de Atlas para pegar as maçãs de ouro, e para libertar Atlas, Hércules segura o peso do mundo em suas costas por um tempo, nesse momento é que Hércules pode sentir o peso do mundo. Isso é sinal de sabedoria, aquele que agüenta as dificuldades da vida, sem fugir. Agora Hércules sente a dor da humanidade, não para se tornar mais fraco, mas para tornar consciente de aspectos que antes eram inconscientes, e com isso tornar-se mais forte.
Décimo Segundo Trabalho: O Cão Cérbero.
O último trabalho consistiu em trazer do mundo dos mortos o seu guardião, o cão Cérbero. Hades autorizou-o a levar Cérbero para o cimo da Terra sob a condição de conseguir dominá-lo sem usar as suas armas. Hércules lutou com ele só com a força dos seus braços, quase o sufocou, dominando-o. Depois levou-o a Euristeu, que, com medo, ordenou-lhe que o devolvesse.
Hércules tem que ir para o mundo de Hades para trazer o Cão Cérbero, porém só os mortos entram no mundo inferior, ele teria que voltar vivo, seria mais ou menos isso: “Agora você vai ter que morrer e vai ter que voltar”. Hércules agora pode transitar pelos dois mundos, o mundo de Hades pode ser interpretado como o inconsciente humano, e agora Hércules tem acesso a este inconsciente e pode transitar por ele, ligando o consciente e o inconsciente, o que mostra grande sabedoria.
O sucesso não é nada além do que um passo, o esforço para dar o primeiro e o último passo é o mesmo, o passo que eu tenho que dar agora é o mais difícil, mas também é o mais fácil, pois é o único que eu posso dar no momento, o sucesso depende de um passo, porém de passos sucessivos, pois tudo é feito em etapas.
David Goggins. A lei da semeadura não falha. A única coisa que a vida exige de nós é coragem. Somos prisioneiros dos nossos instintos e emoções e jamais seremos homens livres. A natureza se prepara para algo ainda pior.
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