13-09-2016, 07:57 PM
Cara, eu sei que tudo parece conflitante pra você, mas é você quem faz a sua vida, você não tem que construir a vida para ela, nem para a sua religião, você deve criar para você e um dos bons frutos é um bom relacionamento.
A "Real" que não é uma instituição, não é uma religião e nem pretende ser nada ditatorial, pelo menos ao meu ponto de vista, não quer que você seja um cara "metedor de real", um cara que sai por aí pagando de revoltado, falando que não precisa de ninguém, nem nada do tipo, pelo contrário, a função da Real é te orientar para que de acordo com suas próprias decisões (não as decisões da real, ninguém aqui toma decisões por você), você consiga alcançar bons relacionamentos, boa qualidade de vida e se dê bem, seja lá como for...
Meu relato, sua ajuda.
Minha ex namorada é filha de "pastor", o cara tem lá sua pose de "reverendo", mas quando o cara vive pra Deus e ao mesmo tempo pra uma família e seu sustento, aí as coisas ficam bem ruins, ele não era bom exemplo, os filhos o criticavam, a mulher o criticava (só não explano as coisas aqui por que fica feio), mas eram coisas bem ruins.
Obs: O cara é fundador de denominação, sem muito estudo, e que é facilmente batido por qualquer seminarista católico/ortodoxo/anglicano/luterano ou qualquer outro que siga os fundamentos básicos do estudo para se alcançar a condição de MESTRE.
Ele não foi o primeiro sogro protestante que eu tive, quando eu era da Igreja Presbiteriana, namorei brevemente uma garota da Igreja Batista, e como todos que entendem um pouco de diferenças teológicas bizarras que os protestantes impõem entre suas igrejas, os Batistas e os Presbiterianos tem uma rixa histórica graças ao alguns sacramentos como o Batismo. Esse meu sogro me alugava grande parte do tempo a tentar me convencer a ser da Igreja Batista e que eu não era batizado porque eu fui batizado quando criança e porque eu não fui imerso na água, já eu meio bobão na época, perdia meu tempo tentando validar a doutrina do batismo infantil e a aspersão.
Inutilidades da minha vida, parte 1. Perdi tempos que se eu demonstrasse firmeza, bom senso e soubesse cortar essa discordância pelas beiradas para que o assunto morresse, eu passaria mais tempo aproveitando a filha dele. (Que não era nada ortodoxa com a doutrina do sexo antes do casamento, sabe como é, né?)
Meu segundo sogro protestante, esse, o fundador de igreja já não tinha moral nenhuma dentro de casa, tomava esculacho de todo mundo, era um cara pouco zeloso com o lar, tentava fazer tudo por conta própria e só fazia cagada, não administrava os filhos, a mulher ficava constantemente insatisfeita por ter casado com um cara que não terminava projeto nenhum que começava e os que tinha iniciado ele fazia besteira e acabava com tudo, isso fora outras paradas que não vale a pena contar.
Minha namorada NÃO IA À IGREJA, nem eu. Eu larguei a presbiteriana um pouco antes de começar a namorar, tanto por causa do excesso de cansaço por causa da intensa dedicação a estudo e trabalho, mas principalmente por causa das incongruências que eu sempre via acontecendo que estavam distanciando a igreja daquela a qual eu fui criado desde a infância, mas ela não ia justamente por ter ficado rebelde com o pai e não suportar ver ele no púlpito falando para os outros aquilo que ele mesmo não era presente.
Nós nunca procuramos voltar à igreja nenhuma nos 4 anos de namoro, eu fui o primeiro a tomar a iniciativa porque sempre me interessei por história da igreja, mas como eu fui doutrinado desde pequeno a odiar a Igreja Católica, eu era "proibido" intelectualmente de estudar qualquer um que tivesse o prefixo Santo(a) na frente, simplesmente porque não se admitia que se consultasse qualquer coisa dos "idólatras" católicos, e que a Bíblia era o único livro que eu deveria ler. (e os livros feitos por pastores, claro)
Meu erro foi tentar convencer minha namorada, isso gerou discussões, ela ficava irritada comigo porque ela também foi criada para odiar a Santa Igreja, então ela falava as maiores blasfêmias e besteiras teológicas possíveis, tanto em relação a Igreja, o ataque aos santos e principalmente à Nossa Senhora, falando inclusive a grande besteira "esse negócio de Maria é coisa do diabo". Discutimos tanto, mas tanto que isso ficou na cabeça dela, e pra provar que ela tava certa, o que ela fez? Chamou a mãe que também não ia à igreja nenhuma, para começar a frequentar os viúvos de John Wesley, e claro, eu fui convidado também.
Nessa, o jogo virou, não era mais eu que estava fazendo um "esforço" (eu falo esforço, mas era um assunto que pipocava lá uma vez ou outra em um mês ou no outro não, mas era sempre quando surgia o assunto religião), não para ela se converter ao catolicismo, mas para ela compreender o caminho que eu tava seguindo (porque lógico, ela ficou preocupada), mas se tornou um motivo pra ela tentar me converter à igreja Wesleyanna... o que foi um verdadeiro desastre, porque eu não ia na igreja dela, e sempre quando eu falava que tava assistindo uma homilia, lendo sobre algum Santo, assistindo algum filme sobre a vida de alguém, a história da igreja ou qualquer outra coisa que fosse fora daquilo do que a igreja Wesleyanna considera certo, ela se transformava novamente naquele ser possesso para repetir todo aquele discurso que todo protestante repete sempre, mas que se você aprofundar para os ramos da história Bíblica, a pessoa não sabe responder porque não estudou isso.
Aí nós tínhamos uma vida sexual ativa que foi interrompida por causa da igreja, que vem todo aquele lance de não pode, depois vieram as pessoas botando pra trás, o pastor falando que era jugo desigual namorar católico, enfim, uma infinidade de bosta que só pode vir de gente sem conhecimento. E fora que eu não ia na igreja dela, e quando eu a convidava pra assistir uma missa, ela falava que não ia na igreja de idólatra, eu por minha vez retrucava que não ia na igreja de herege e assim foi... entre tudo isso esse foi um dos agravantes, mesmo que seja só um deles, para o término do meu relacionamento.
Bota isso na sua cabeça: Nem todo o protestante é ignorante! Temos aqui vários hereges de família como o grande Ragnarok Cafastor que é um cara inteligente pra caralho, estudioso, não está com a Santa Igreja Católica, mas tu não vê o cara saindo por aí falando merda, falando que é "coisa do diabo", e outras asneiras, mas o cara é da turma da batina e estola... então já é outro nível, não espere muito que sua namorada vá ter um cunho teológico bem formado, as igrejas mudaram muito!!! E MUITO!!
Eu fui criado a nata de Bíblia, nós aprendíamos cantigas que falavam de Bíblia, nós aprendíamos histórias repetidamente e de forma diferente toda semana, desde criança sobre Jesus, sobre os personagens bíblicos e sobre Deus, nós tomávamos "suco de teologia" desde pequenos na Presbiteriana, hoje eu garanto que essa geração da sua faixa etária não entende é porra nenhuma, e posso afirmar que é uma das mais despreparadas de fundamentos desde que Lutero começou a transformar o templo em sala de aula. (Claro com o advento da imprensa).
Você não precisa convencer sua namorada a virar católica, ela não precisa convencer você a virar protestante, tudo começa com respeito e se você ver que a ignorância sobrepõe a isso, cara, sai fora. Você não está perdendo nada.
Vá no culto com ela, chame ela para ir na missa, ela vai te explicar os porquês dela e você vai explicar os seus, se ela questionar, não entre em méritos de comparação e nem tente rabuscar discussão teológica, apenas fale o mínimo, mude de assunto ou deixe claro que você pode explicar aquilo desde que não vire uma briga religiosa pra ver quem está certo.
Boa caminhada, confrade.
A "Real" que não é uma instituição, não é uma religião e nem pretende ser nada ditatorial, pelo menos ao meu ponto de vista, não quer que você seja um cara "metedor de real", um cara que sai por aí pagando de revoltado, falando que não precisa de ninguém, nem nada do tipo, pelo contrário, a função da Real é te orientar para que de acordo com suas próprias decisões (não as decisões da real, ninguém aqui toma decisões por você), você consiga alcançar bons relacionamentos, boa qualidade de vida e se dê bem, seja lá como for...
Meu relato, sua ajuda.
Minha ex namorada é filha de "pastor", o cara tem lá sua pose de "reverendo", mas quando o cara vive pra Deus e ao mesmo tempo pra uma família e seu sustento, aí as coisas ficam bem ruins, ele não era bom exemplo, os filhos o criticavam, a mulher o criticava (só não explano as coisas aqui por que fica feio), mas eram coisas bem ruins.
Obs: O cara é fundador de denominação, sem muito estudo, e que é facilmente batido por qualquer seminarista católico/ortodoxo/anglicano/luterano ou qualquer outro que siga os fundamentos básicos do estudo para se alcançar a condição de MESTRE.
Ele não foi o primeiro sogro protestante que eu tive, quando eu era da Igreja Presbiteriana, namorei brevemente uma garota da Igreja Batista, e como todos que entendem um pouco de diferenças teológicas bizarras que os protestantes impõem entre suas igrejas, os Batistas e os Presbiterianos tem uma rixa histórica graças ao alguns sacramentos como o Batismo. Esse meu sogro me alugava grande parte do tempo a tentar me convencer a ser da Igreja Batista e que eu não era batizado porque eu fui batizado quando criança e porque eu não fui imerso na água, já eu meio bobão na época, perdia meu tempo tentando validar a doutrina do batismo infantil e a aspersão.
Inutilidades da minha vida, parte 1. Perdi tempos que se eu demonstrasse firmeza, bom senso e soubesse cortar essa discordância pelas beiradas para que o assunto morresse, eu passaria mais tempo aproveitando a filha dele. (Que não era nada ortodoxa com a doutrina do sexo antes do casamento, sabe como é, né?)
Meu segundo sogro protestante, esse, o fundador de igreja já não tinha moral nenhuma dentro de casa, tomava esculacho de todo mundo, era um cara pouco zeloso com o lar, tentava fazer tudo por conta própria e só fazia cagada, não administrava os filhos, a mulher ficava constantemente insatisfeita por ter casado com um cara que não terminava projeto nenhum que começava e os que tinha iniciado ele fazia besteira e acabava com tudo, isso fora outras paradas que não vale a pena contar.
Minha namorada NÃO IA À IGREJA, nem eu. Eu larguei a presbiteriana um pouco antes de começar a namorar, tanto por causa do excesso de cansaço por causa da intensa dedicação a estudo e trabalho, mas principalmente por causa das incongruências que eu sempre via acontecendo que estavam distanciando a igreja daquela a qual eu fui criado desde a infância, mas ela não ia justamente por ter ficado rebelde com o pai e não suportar ver ele no púlpito falando para os outros aquilo que ele mesmo não era presente.
Nós nunca procuramos voltar à igreja nenhuma nos 4 anos de namoro, eu fui o primeiro a tomar a iniciativa porque sempre me interessei por história da igreja, mas como eu fui doutrinado desde pequeno a odiar a Igreja Católica, eu era "proibido" intelectualmente de estudar qualquer um que tivesse o prefixo Santo(a) na frente, simplesmente porque não se admitia que se consultasse qualquer coisa dos "idólatras" católicos, e que a Bíblia era o único livro que eu deveria ler. (e os livros feitos por pastores, claro)
Meu erro foi tentar convencer minha namorada, isso gerou discussões, ela ficava irritada comigo porque ela também foi criada para odiar a Santa Igreja, então ela falava as maiores blasfêmias e besteiras teológicas possíveis, tanto em relação a Igreja, o ataque aos santos e principalmente à Nossa Senhora, falando inclusive a grande besteira "esse negócio de Maria é coisa do diabo". Discutimos tanto, mas tanto que isso ficou na cabeça dela, e pra provar que ela tava certa, o que ela fez? Chamou a mãe que também não ia à igreja nenhuma, para começar a frequentar os viúvos de John Wesley, e claro, eu fui convidado também.
Nessa, o jogo virou, não era mais eu que estava fazendo um "esforço" (eu falo esforço, mas era um assunto que pipocava lá uma vez ou outra em um mês ou no outro não, mas era sempre quando surgia o assunto religião), não para ela se converter ao catolicismo, mas para ela compreender o caminho que eu tava seguindo (porque lógico, ela ficou preocupada), mas se tornou um motivo pra ela tentar me converter à igreja Wesleyanna... o que foi um verdadeiro desastre, porque eu não ia na igreja dela, e sempre quando eu falava que tava assistindo uma homilia, lendo sobre algum Santo, assistindo algum filme sobre a vida de alguém, a história da igreja ou qualquer outra coisa que fosse fora daquilo do que a igreja Wesleyanna considera certo, ela se transformava novamente naquele ser possesso para repetir todo aquele discurso que todo protestante repete sempre, mas que se você aprofundar para os ramos da história Bíblica, a pessoa não sabe responder porque não estudou isso.
Aí nós tínhamos uma vida sexual ativa que foi interrompida por causa da igreja, que vem todo aquele lance de não pode, depois vieram as pessoas botando pra trás, o pastor falando que era jugo desigual namorar católico, enfim, uma infinidade de bosta que só pode vir de gente sem conhecimento. E fora que eu não ia na igreja dela, e quando eu a convidava pra assistir uma missa, ela falava que não ia na igreja de idólatra, eu por minha vez retrucava que não ia na igreja de herege e assim foi... entre tudo isso esse foi um dos agravantes, mesmo que seja só um deles, para o término do meu relacionamento.
Bota isso na sua cabeça: Nem todo o protestante é ignorante! Temos aqui vários hereges de família como o grande Ragnarok Cafastor que é um cara inteligente pra caralho, estudioso, não está com a Santa Igreja Católica, mas tu não vê o cara saindo por aí falando merda, falando que é "coisa do diabo", e outras asneiras, mas o cara é da turma da batina e estola... então já é outro nível, não espere muito que sua namorada vá ter um cunho teológico bem formado, as igrejas mudaram muito!!! E MUITO!!
Eu fui criado a nata de Bíblia, nós aprendíamos cantigas que falavam de Bíblia, nós aprendíamos histórias repetidamente e de forma diferente toda semana, desde criança sobre Jesus, sobre os personagens bíblicos e sobre Deus, nós tomávamos "suco de teologia" desde pequenos na Presbiteriana, hoje eu garanto que essa geração da sua faixa etária não entende é porra nenhuma, e posso afirmar que é uma das mais despreparadas de fundamentos desde que Lutero começou a transformar o templo em sala de aula. (Claro com o advento da imprensa).
Você não precisa convencer sua namorada a virar católica, ela não precisa convencer você a virar protestante, tudo começa com respeito e se você ver que a ignorância sobrepõe a isso, cara, sai fora. Você não está perdendo nada.
Vá no culto com ela, chame ela para ir na missa, ela vai te explicar os porquês dela e você vai explicar os seus, se ela questionar, não entre em méritos de comparação e nem tente rabuscar discussão teológica, apenas fale o mínimo, mude de assunto ou deixe claro que você pode explicar aquilo desde que não vire uma briga religiosa pra ver quem está certo.
Boa caminhada, confrade.
The absence of virtue is claimed by despair
