04-04-2026, 08:59 PM
(Esta publicação foi modificada pela última vez: 04-04-2026, 09:07 PM por The Return.)
Estou quase terminando A Genealogia da Moral, de Friedrich Nietzsche*.
A leitura desse livro e de Assim Falava Zaratustra foi um gatilho para que eu voltasse a me tornar ateu.
Essa escolha vem da percepção de que uma hiperinteligência não nos assiste nem criou o universo.
Deus é uma narrativa criada pela nossa consciência coletiva a fim de nos proteger e garantir a sobrevivência.
Pelo menos é assim que eu vejo neste momento. Já frequentei a igreja e participei de grupos de estudos bíblicos,
e agora vejo que isso não faz mais sentido para mim, mas respeito quem vá. Ainda respeito muito a figura de Jesus Cristo,
mas não mais o enxergo como sendo Deus.
Também vou me distanciar de uma visão materialista do mundo, na qual seríamos apenas feitos de átomos, ou de que o
ser humano não possui uma parte espiritual e transcendental. Eu ainda acredito em anjos da guarda e coisas do tipo.
Atualmente, acredito em reencarnação; afinal, nós não poderíamos desperdiçar o conhecimento que obtemos nesta vida.
Sobre o livro, concordo com Nietzsche em sua crítica às ideias ascéticas, mas com ressalvas quanto ao jejum, que, parece-me,
destrava instintos animais e traz benefícios reais ao praticante. Sobre a ligação entre as palavras “bondade” e “nobreza” e a posterior
assimilação de que o “ruim” é visto como ações de plebeus, faz todo sentido. Os vassalos passam a ser vistos como ruins, e os senhores como bons.
A respeito da parte em que Nietzsche analisa como surge o sentimento de culpa, meu gatilho ateu começou a se ativar.
A ausência de um Deus para nos julgar, ou julgar toda a nossa história, torna a vida menos dramática e mais banal.
----------------------------------
Edit: Não pretendo trazer a tona a discussão sobre ateismo, apenas trazendo minha experiência pra vocês.
A leitura desse livro e de Assim Falava Zaratustra foi um gatilho para que eu voltasse a me tornar ateu.
Essa escolha vem da percepção de que uma hiperinteligência não nos assiste nem criou o universo.
Deus é uma narrativa criada pela nossa consciência coletiva a fim de nos proteger e garantir a sobrevivência.
Pelo menos é assim que eu vejo neste momento. Já frequentei a igreja e participei de grupos de estudos bíblicos,
e agora vejo que isso não faz mais sentido para mim, mas respeito quem vá. Ainda respeito muito a figura de Jesus Cristo,
mas não mais o enxergo como sendo Deus.
Também vou me distanciar de uma visão materialista do mundo, na qual seríamos apenas feitos de átomos, ou de que o
ser humano não possui uma parte espiritual e transcendental. Eu ainda acredito em anjos da guarda e coisas do tipo.
Atualmente, acredito em reencarnação; afinal, nós não poderíamos desperdiçar o conhecimento que obtemos nesta vida.
Sobre o livro, concordo com Nietzsche em sua crítica às ideias ascéticas, mas com ressalvas quanto ao jejum, que, parece-me,
destrava instintos animais e traz benefícios reais ao praticante. Sobre a ligação entre as palavras “bondade” e “nobreza” e a posterior
assimilação de que o “ruim” é visto como ações de plebeus, faz todo sentido. Os vassalos passam a ser vistos como ruins, e os senhores como bons.
A respeito da parte em que Nietzsche analisa como surge o sentimento de culpa, meu gatilho ateu começou a se ativar.
A ausência de um Deus para nos julgar, ou julgar toda a nossa história, torna a vida menos dramática e mais banal.
----------------------------------
Edit: Não pretendo trazer a tona a discussão sobre ateismo, apenas trazendo minha experiência pra vocês.
