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O Namoro (Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz)
#38
(02-01-2024, 08:02 PM)Minerim Escreveu: Não concordo com o discurso  em que as M$Ol são um ser depreciativo e digno de chacota pelo simples fato de ser M$OL. A questão  realmente se resume a duas coisas:

Victor Buceta @"victorbossuet" vc pode ser filho de M$OL ou até se relacionar com uma  tbm, na primeira opção vc não teve escolha, na segunda sua escolha dependerá do consentimento alheio tbm, que envolverá analise e valoração de personalidade, carater, humor, historia de vida etc

Parece que engoliu o discurso de censura e limitação feminista/comunista  rotulatorio e impositivo, está contaminado pelo temor do identitarismo coletivista, manipulatorio e controlador.

Inferir, deduzir, calcular, descrever etc  sobre hipoteses plausiveis de seletividade e discriminação  em interação relacional é mera abstração e exercicio da liberdade de pensamento, são  elementos de ponderação e analise para serem aplicados e valorados em interações individuais submetidos ao crivo subjetivo,  não são dogmas proibitivos e excludentes. As escolhas e preferências de todos os individuos podem ser objeto de critica, satira e sarcasmo. Mulheres expressam o tempo todo suas preferencias e opiniões de parceiros ideiais na internet e redes sociais, aqueles que se sentem rejeitados ou excluídos poderiam utilizar-se do mesmo argumento que o seu para tentar cala-las, argumentum ad coletivum identitarian, um estratagema pseudo juridico que fundamenta o autoritarismo, que deve ser repudiado para o bem das liberdades individuais da minoria, que são  todos os individuos.

Li tudo o que você falou, concordei com quase tudo, mas lamento dizer que não tem nada a ver com o que eu escrevi.

A frase que você transcreveu é conjunto mínimo de orações introdutórias que servem como premissa aberta para o desenvolvimento do texto onde cito exemplos de pessoas e discorro sobre o aspecto complexo da realidade e alerto sobre o perigo de transformar em dogma a máxima de que M$Ol é o demônio, pois o perigo é esquecer os problemas que vão desde a natureza do relacionamento até problemas mais abrangentes como a atuação estatal em um caso de um processo sobre sociedade socioafetiva.

Também discorro sobre o fato, um tanto esquecido de que há homens que sabem muito bem dos problemas e risco mas não estão em condições de conseguir algo muito diferente. O exemplo do conhecido de 40 anos, com 4 P.As, que ganha pouco, e que ainda quer entrar em um relacionamento. Boa sorte pra tentar ensinar um cara desses que não se pode ficar com M$OL e que ele deve achar uma virgem de 35 pra baixo pra se relacionar. A cena seria até ridícula.

E depreender do meu texto que estou falando que um cara não pode fazer piada com o que quer que seja extrapola em muito o escopo interpretativo.

Mas seu texto relevou um questão que considero bastante interessante ressaltar. O argumento de que se há mulheres sendo depreciativas sobre os homens, os homens podem fazer igual. É a famosa falácia de que se o vizinho fez, eu também posso fazer. Não é uma justificar moral nem ética. 

 Lembrando que não estou citando nenhum postagem sua em específico, apenas  citando a falácia que é comumente disseminada.

E tem uma questão que é importante ressaltar, saindo do conteúdo da resposta e falando de forma mais abrangente.

O homem tem  que entender que se ele se mede por padrões morais e éticos de pessoas promíscuas, de moral baixa e antiética, ele é só mais um iludido que não é melhor do que aquilo que critica. E é tão velho que está até na Bíblia, quando Jesus disse para tirar a trava do próprio olho antes de tentar falar do próximo.
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RE: O Namoro (Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz) - de eremita_urbano - 02-01-2024, 08:55 PM

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