10-11-2023, 01:17 PM
(10-11-2023, 11:35 AM)Berzerk Escreveu:(09-11-2023, 08:14 PM)smith away Escreveu: Reflexo de um país de terceiro mundo é isso aí. Quanto mais pobre, mais as pessoas se vendem. Por isso que a esmagadora maioria dos presidiários são traficantezinhos de droga que foram pro crime por causa de grana.
Não sei se é impressão minha, mas eu nunca vi o povo brasileiro tão mal de grana e triste quanto hoje em dia.
Não concordo com essa de pobreza não. Acho que tá mais pra normalização da prostituição na mídia e cultura progressista mesmo. Faz tempo que a Globo coloca putas como heroínas nas novelas... Juste-se a isso o consumismo das redes sociais e tá aí a merda feita.
Mesma coisa botar a culpa na pobreza pro cara ser marginal. Tá mais pra escolha pessoal mesmo. O cara (e a puta) querem as coisas mas não querem trabalhar.
Não sei sua idade, mas vivi o final dos anos 80 e começo dos 90, com hiperinflação. Aquela época era uma pobreza fudida, mas a moralidade (não sei outra palavra pra isso) era muito maior que hoje. As meninas tinham PAVOR de serem confundidas com prostitutas, que eram excluídas de convivência mesmo. Impensável naquela época uma amiga puta sair normal com a mulherada, conversar, conviver, viajar junto, etc.
Hoje em dia até inventam nomes bacaninhas pra tirar o peso da prostituição: agora são "sugar babies"...
Teve a fase da puta que vai pra fora e é explorada, do book rosa, passou pela fase das sugar babies, parece que agora tá na fase das putas virtuais... qual será a próxima "heroína oprimida pelo sistema"? Um tr4ns?
No mais, além de normalização, tem a questão de ter uma certa glamourização da parada também. Todas as putas da ficção são bem sucedidas, "independentes" (com todos as aspas nesse termo), empoderadas, levam uma vida de luxo, etc. Isso por alguns anos na cabeça (desmiolada e sem presença familiar na maioria das vezes) vai enraizando na cabeça das "novinhas". E se você não enxerga essas "heroínas fortes que levaram muito pau, engoliram muita coisa e levaram muita coisa pelas costas com um sorriso no rosto "
, você é um macheetos retrógrado etc.Sobre a questão de escolha... Tinha uma novinha que "saí" algumas vezes quando era solteiro e que certa vez me disse com todas as letras que entrou pra vida de fazer programa simplesmente pelo "luxo" e não precisar ficar pedindo $ pro pai.
"Eu quero ir pra um show, comprar uma bolsa, faço meu $ e não dependo de ninguém".
Eu comi filha de juiz federal, criada a leite com pera e ovomaltino , moradora de AP de milhão, por 200 conto. Aquele tipo de guria que você olhava numa balada e nunca desconfiaria que se venderia por tão pouco.

Quem é mais antigo e lembra da época que surgiu o lance das "porta potties"? Pra quem não sabe, são minas que vão pra dubai levar cagada e outras paradas escatológicas, mas o que importa pra elas é o glamour, as fotos e a grana que entra.
Esse tipo de gente entra no negócio (e vai baixando o nível) não por falta de grana, sempre é pelo luxo mesmo.
Aí volta de novo no ponto que levantei, das consequências psicológicas e espirituais que esse tipo de coisa traz e que ninguém pensa antes de entrar na putaria, mas aí é uma outra discussão.
