(27-06-2021, 11:36 PM)Guardião Escreveu: [Relato] Vitima da Ingratidão
(Por Renato)
"Meu primeiro emprego foi trabalhar de atendente no Mac Donald's. Era uma merda. Tinha que ficar escutando crianças melequentas cantando: "Dois hamburgues, alface, queijo, molho especial, cebola e pickles num pão com gergelim." E ficar sorrindo para elas. Além da limpeza da loja, cortar pão, descascar batata, lavar o recinto, ficar no caixa, etc. Era um Mac Escravo.
Tinha uma mulher bonitinha que eu conhecia que estava desempregada. Ela foi a minha casa chorando que estava com dificuldades. Aí eu me emocionei com a estória dela como um bom matrixiano. Conversei com o Supervisor do Mac e ele disse: "Assim que tiver uma vaga na loja eu falo para você." A vaga apareceu e fui comunicar a esta menina. Ela ficou toda feliz. Foi trabalhar comigo, no mesmo horário que eu. Ensinei a ela todo o serviço. Ela foi efetivada. Eu tinha feito uma boa ação. Eu trabalhava seis horas por dia de segunda a segunda das 14:00 as 20:00hrs com folgas intercaladas.
Com o passar do tempo a menina passou em administração em uma faculdade particular no horário da noite e conseguiu uma bolsa de estudos. Ela mudou o horário de trabalho para de manhã. Até aí tudo bem. Depois de um ano. Ela foi promovida a subgerente. Eu era o braço direito dela. Estava no mel. Até que ela chegou no cargo de gerente. Aí ela mudou. O poder subiu a cabeça dela. Ela começou a me dar patadas gratuitas e eu não entendia o por que daquela atitude. Ela era grossa com todos os outros funcionários, inclusive comigo."
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"Trabalhei mais dois anos sob pura tirania. Até que um dia eu não aguentei e briguei com ela. Joguei a verdade na cara dela. Que eu que tinha ajudado ela. Pra quê! A mulher foi tomada de um ódio avassalador. Ela urrava comigo. Não emitia nenhuma palavra, apenas grunhidos. E em uma bela tarde, o Supervisor chega perto de mim e me fala: "Renato, segunda-feira você passa no escritório central." Pronto. Estava demitido.
Chegando lá recebo um cheque pelos meus serviços e uma anotação de justa causa na minha carteira de trabalho. Aí foi uma batalha jurídica. Meu irmão me ajudou. A mulher entrou depois com uma queixa de injúria contra mim. Mas sem entrar em detalhes. Eu saí vitorioso. A justa causa foi retirado da minha carteira de trabalho e o processo de injúria foi arquivado.
Comecei a fazer um curso técnico em contabilidade no SENAC-MG. Depois do curso arrumei um emprego muito bom, ambiente agradável, limpo, pessoas educadas. Só que eu queria mais. E resolvi estudar para prestar vestibular para Ciências Contábeis. Passei no vestibular e hoje estou firme nos estudos. Quero melhorar de vida.
Baseado na minha própria história eu não ajudo mulher nenhuma. Pode ser a coitadinha que for. Contando a maior das calamidades. Eu aprendi a dar valor a mim mesmo e a minha vida. Eu sou importante. Desculpem o desabafo.
Comentário do Guardião: É complicado por todas as mulheres no meio balaio, adquiri a postura de não indicar ninguém para o meu ambiente de trabalho, independente de ser homem ou mulher. Existe uma regra que não está anotada em lugar algum mas percebo que todo setor de RH a segue: Geralmente quem indica um contratado é meio que co-responsável por toda a futura merda que essa pessoa causar, sobretudo se esta trabalhar no mesmo setor.