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A história de Vanessa
#1
Salve salve confraria!

Irmãos, existe um blog de um cara assumidamente realista chamado SEU MADRUGA (http://seumadrugainvestimentos.blogspot.com). Recomendo que leiam pois o cara é fera e ensina altos macetes de economia, bem legal o conteúdo dele.

Ele relatou a história da Vanessa, uma mulher extremamente fútil e irresponsável. Gostaria de compartilhar os 3 textos contando a história da Vanessa para que fiquemos de olho aberto: Fujam das Vanessas!

Crônicas da matrix financeira: Vanessa, a assessora
Convivo com bastante gente que tem entre 25 e 30 anos, e essa é uma faixa etária bem propícia para observar como a corrida dos ratos/matrix financeira se desenvolve e domina a vida das pessoas.

O caso que contarei hoje envolve pessoa de meu convívio que se jogou sem o menor pudor na matrix financeira, desfrutando de todos os prazeres de curto prazo que a gastança descomedida tem a oferecer.

Sem mais delongas, vamos ao primeiro post da série "Crônicas da matrix financeira":


Vanessa, a assessora

Vanessa se formou em direito e se deparou com um mercado de trabalho saturadíssimo, com milhares de advogados dispostos a aceitar qualquer esmola para conseguir um cliente.

Concurso público também não era uma opção imediata para Vanessa, afinal, há milhares de bacharéis em direito se digladiando por vagas em todo e qualquer concurso que aparece pela frente.


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Quantidade de pessoas que se formam em direito no Brasil todos os dias

Depois de dois anos trabalhando em um escritório de advocacia que lhe pagava míseros R$ 1.600/mês, Vanessa tirou uma bela carta da manga: foi até o Tribunal, se encontrou com o Desembargador para o qual ela estagiou durante os tempos de faculdade e implorou por um cargo comissionado.

E não é que deu certo? Alguns dias após o fatídico encontro com o Desembargador, Vanessa já ostentava em seu perfil do Facebook a sua função de "Assessora Jurídica de Nível Superior", um cargo comissionado no Tribunal que, segundo fiquei sabendo, paga algo entre R$ 7 e R$ 8 mil.



Deslumbrada com seu novo poder aquisitivo, Vanessa decidiu que precisava de vestes mais condignas com sua nova função, razão pela qual se encheu de camisas da Les Chemises, Dudalina, Lacoste, maquiagem cara e sabe-se lá mais o quê.

Decidiu também que uma Assessora Jurídica de Nível Superior não deveria ficar andando por aí de ônibus, e por isso fez um financiamento e adquiriu um Onix 0km completo, com todos os tipos de acessórios e firulas imagináveis e inimagináveis.


[Image: 20140516133153341516o.jpg]
Agora sim. 

Com uma remuneração digna de respeito, Vanessa decidiu dar mais um passo rumo à independência pessoal e, aos 26 anos, saiu da casa dos pais e alugou um apartamento de dois quartos num bairro boêmio aqui da cidade, fazendo uma obra aqui e outra ali para deixar o apê "com a sua cara".

Além de ostentar o cargo de "Assessora Jurídica de Nível Superior", seu perfil do Facebook passou a ser preenchido com selfies tiradas dentro de seu novo carro, selfies na frente do espelho mostrando o "look do dia", selfies em Búzios no feriadão, em Arraial no fim de semana ma-ra-vi-lho-so com as amigas, foto de pratos elegantes com cortes de carnes argentinas, e por aí vai.

Ela se esforçava para mostrar ao mundo que se deu bem na vida, e o mundo respondia com curtidas, seguidas e comentários genéricos.


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"Look do dia" (foto aleatória tirada do Google Imagens)

No meio de 2016, Vanessa, a prima dela (que por acaso é minha namorada) e eu estávamos em um bar, quando a jovem Assessora soltou a trágica notícia: seu chefe, o Desembargador, tirou licença para tratar de um câncer.

Felizmente o câncer foi descoberto em estágio inicial, e mais felizmente ainda o magistrado estava combatendo a doença em um renomado hospital paulista, então não havia motivo para entrar em pânico, disse Vanessa.

Eu respondi que realmente não era motivo para pânico, mas que ela poderia começar a guardar dinheiro, pois nunca se sabe o dia de amanhã, ainda mais em se tratando de câncer, e uma eventual morte do Desembargador significaria que ela seria exonerada de seu amado cargo de Assessora.

Vanessa ficou claramente ofendida quando mencionei a possibilidade de perder o emprego, e começou a listar seus atributos profissionais que lhe tornam insubstituível na estrutura do Tribunal.

Na visão distorcida de uma menina que realmente acha que seu trabalho é o mais importante do universo, o Poder Judiciário implodiria e mergulharia em caos caso ela fosse exonerada.

[Image: disa.jpg]
Como reajo toda vez que alguém se diz insubstituível

Alguns meses depois disso o Desembargador faleceu, sendo substituído por um outro magistrado recém-promovido. O novo Desembargador mandou exonerar a grande maioria dos assessores que integravam o gabinete do falecido, e dentre os demitidos se encontrava Vanessa.

Vanessa foi para o olho da rua sem fazer jus a direitos trabalhistas como seguro-desemprego ou FGTS + multa, pois seu cargo é de livre nomeação e exoneração, sem qualquer vínculo de emprego.

Como tentativa de garantir um ganha pão, Vanessa distribuiu seu currículo para todos os Desembargadores do Tribunal, para o Ministério Público e para a Assembleia Legislativa, uma estratégia que posteriormente se revelou inútil, pois ninguém mais lhe procurou.

Como a fonte de renda secou e não havia perspectiva de melhora, Vanessa teve que desocupar o apartamento que alugava, pagando multa pela desocupação antecipada e voltando a morar com os pais.

Além disso, não tinha mais bufunfa para honrar com o financiamento do carro, e por isso seu pai assumiu tal despesa.

[Image: carolinaprint.jpg]
O bom e velho "pai"trocínio

Para não ficar feio perante a sociedade, Vanessa diz que, após a morte do Desembargador, recebeu outras ofertas de trabalho, mas resolveu recusá-las para se dedicar aos concursos públicos. É mentira.

Hoje nossa ex-assessora se diz concurseira, depende 100% dos pais, vive reclamando para a minha namorada que não tem dinheiro para nada e diz que pretende fazer mestrado na Europa, muito embora todo mundo na família saiba que ela não tem a menor condição financeira de estudar no exterior.

Alguns dias atrás minha namorada trouxe Vanessa para visitar meu recém-adquirido apartamento, e a ex-assessora soltou um "nossa, que apê pequeno, não sei se conseguiria morar aqui não".

Essa crítica entrou por um ouvido e saiu pelo outro, pois pequena é a mente da pessoa que passa 13 meses ganhando R$ 7 mil por mês e não consegue construir absolutamente nada de positivo, muito pelo contrário, tem que recorrer ao pai para pagar o saldo devedor remanescente do financiamento do passivo ambulante.

Que essa história sirva de motivação para que entremos em 2017 ainda mais focados na nossa busca pela independência financeira.

Acredito que este será o último post do ano, então desejo a todos feliz natal e próspero ano novo!

Aquele abraço!

Crônicas da Matrix Financeira: 
Vanessa, a advogada


Assim que foi pro olho da rua e viu sua vida de "jovem de sucesso" desmoronar, Vanessa voltou a morar com os pais e assumiu o rótulo de concurseira. 


Como eu tive a oportunidade de mencionar no post "Crianças de 30 anos", estudar para concurso é uma atividade válida, mas o que não falta por aí é vagabundo se autodenominando concurseiro para esconder da sociedade o fato de que não faz nada de produtivo o dia todo.


[Image: van.jpg]

Vanessa estudando para concursos



Vanessa não precisou fingir por muito tempo que era concurseira, pois logo no começo de 2017 conseguiu um trabalho como advogada em um escritório de advocacia gigante, desses que tem centenas de advogados e cuida de milhares de processos defendendo empresas de telefonia. 


Esse trabalho não era tão "glorioso" quanto o cargo comissionado que ela outrora ocupou, pois a remuneração era baixa (menos de R$ 1.800,00/mês) e a carga horária era alta (44 horas semanais), algo bastante comum no super prostituído mundo da advocacia.

Nem por isso Vanessa perdeu a pose, e recheou seu Facebook com selfies dentro do carro a caminho do trabalho, selfies no escritório pela manhã sempre com um copo da Starbucks estrategicamente posicionado para mostrar ao mundo como ela é cosmopolita.

Dentro e fora das redes sociais, a imagem que Vanessa queria passar era de advogada de sucesso. Enchia o peito para dizer que era chefe de uma equipe, postava fotos para mostrar que trabalhava até tarde da noite, postava foto presenteando a "equipe" com chocolate para mostrar que era uma boa chefe e por aí vai.


[Image: bus8.jpg]

Já que a vida de servidora pública do alto escalão não deu certo, Vanessa assumiu a identidade de business woman cosmopolita

Quem conhece os bastidores sabe bem que a vida que Vanessa projetava para os outros era uma mentira.

Seu salário era pífio, suas horas extras aconteciam contra sua vontade, a "equipe" que ela comandava consistia em um estagiário, o cargo de "chefe" que ela usava para se referir a si própria era puro delírio, e sua situação financeira era de semi-dependência dos pais (ela bancava gasolina, seguro do carro e vida social, enquanto os pais bancavam moradia, alimentação, plano de saúde, financiamento do carro e basicamente todo o resto).

Ainda assim, o importante para Vanessa era manter a pose de "pessoa que tem tudo sob o controle" e de "profissional insubstituível", então publicamente ela agia como se adorasse aquilo tudo.

O trabalho de escravogada durou até agora, e no começo da semana passada ela foi dispensada do escritório em que trabalhava, por algum motivo que eu não sei qual é.

Para agravar a situação, Vanessa foi dispensada sem direito a nenhuma verba trabalhista pois ela estava contratada como advogada associada, que é uma figura que consegue ter menos direito trabalhista que um boliviano em regime de semi-escravidão.

Com a súbita dispensa e sem dinheiro no bolso, Vanessa confessou para a prima dela (vulgo minha namorada) que tem uma dívida de R$ 14 mil no cartão de crédito, que ela vinha refinanciado no crédito rotativo pagando sempre o mínimo todo santo mês, e que agora ela está pagando parcelado.

Como Vanessa não queria que seus pais descobrissem que essa dívida existe, ela pediu dinheiro emprestado à minha namorada para que conseguisse continuar pagando as parcelas.

A Madruguete quis minha opinião sobre o assunto e eu fiz uma longa exposição que pode ser resumida em "não empresta senão vai dar merda", e felizmente ela me escutou, então provavelmente Vanessa vai acabar jogando mais essa despesa nas costas dos pais.

O curioso é que, mesmo demitida e tendo acabado de mendigar dinheiro emprestado para pagar uma dívida de 14 mil joesleys, ontem mesmo Vanessa orgulhosamente compartilhou para a sua prima que estava comprando roupas e, quando descobriu que havia um desconto de 10% para compras acima de R$ 200,00, levou uma bermuda a mais, alcançou os R$ 200,00 e obteve o desconto em questão.


[Image: vn.jpg]

Parabéns pela economia, campeã.

Vou esperar o tempo passar e quanto tiver mais assunto escreverei a parte 3 dessa história. Pelo andar da carruagem, não vejo um futuro dos mais brilhantes para essa menina, rs.

Aquele abraço!



Crônicas da Matrix Financeira: 
Vanessa, a europeia


Depois de ser mandada embora do escritório de advocacia e se ver novamente desempregada, Vanessa não estava muito otimista com o seu futuro em terras brasileiras.


A partir de então ela resolveu viver fora do país, preferencialmente em algum lugar que valorizasse uma jovem de enorme potencial como ela, e traçou o seguinte plano de imigração: 


1) Vender o carro, embolsar a grana e ter capital o suficiente para se bancar por alguns meses fora do país.

2) Ser aprovada no mestrado de alguma universidade europeia (parece difícil mas não é, tem muita universidade no velho mundo oferecendo mestrados em inglês e com o coração aberto para receber brasileiros dispostos a pagar mensalidade). 

3) Mudar para o país em que fará o mestrado.

4) Cursar o mestrado ao mesmo tempo em que tenta arranjar emprego.

5) Após conseguir emprego e estabilidade financeira, ficar na Europa para todo o sempre.

[Image: old.jpg]
Ah, o velho mundo!

Com o dinheiro da venda do carro no bolso e devidamente aprovada em um mestrado na Espanha, Vanessa começou a planejar a sua mudança do terceiro mundo para o primeiro.

Ela pegou o avião rumo à Espanha certa de que o Brasil não lhe ofereceu as oportunidades profissionais que merecia, sem em nenhum momento cogitar que talvez sua incapacidade de se sustentar seja culpa exclusivamente sua, e não uma conspiração nacional contra o seu enorme talento.

[Image: A330-200-1024.jpg]
hashtag partiu espanha

Em terras espanholas Vanessa passou a morar no quartinho de uma pensão, frequentar as aulas do mestrado e compulsivamente postar fotos de sua nova vida nas redes sociais.

Apesar de já ter gasto uma parte relevante do dinheiro da venda do carro com passagem aérea, mensalidade do mestrado e adiantamento do aluguel do quartinho, Vanessa não resistiu à tentação de fazer uma viagem à Bélgica, postando dezenas de fotos de Bruxelas e Bruges em suas redes sociais.

[Image: ryan.jpg]
"Vou ali na Bélgica rapidinho, a passagem está só € 69 (+ € 23 da franquia da bagagem, + € 120 euros de deslocamento pra chegar e sair dos aeroportos no cu do mundo em que a Ryan Air opera)". 

De volta à Espanha, Vanessa lembrou que sua grana não duraria para sempre e percebeu que chegou a hora de colocar em prática a parte mais importante de seu plano: arranjar emprego

Se ela realmente se esforçou pra arranjar emprego eu não sei, afinal, eu não estava na Espanha pra ficar monitorando a vida dela.

Mas o fato é que ela não conseguiu trabalho algum, o que muito provavelmente tem a ver com o fato de que ela não fala espanhol direito e a Espanha está longe de ser o melhor lugar do mundo para quem busca emprego.

[Image: desemprego_espanha_reuters.jpg]
Vai lá arranjar emprego em um dos países com mais desempregados na Europa
O desemprego de Vanessa foi se prolongando no tempo e, como consequência, o dinheiro da venda do carro foi diminuindo.

Com menos de um semestre na Espanha o dinheiro de Vanessa se encontrava no volume morto - só tinha o necessário para comprar a passagem de volta ao Brasil -, e ela passou novamente a depender de dinheiro enviado pelos pais.

Para os pais de Vanessa, sustentá-la no Brasil era fácil. O mesmo não se pode dizer em relação a bancar a filha na Europa, tendo que pagar aluguel, mensalidade de mestrado, alimentação e outras coisas mais.

Vendo que não iam dar conta do recado, os pais de Vanessa lhe disseram que ela deveria arranjar um emprego o quanto antes, do contrário teria que retornar ao Brasil.


Percebendo que sua aventura europeia não ia ter final feliz, Vanessa deixou a dignidade de lado e lançou uma campanha, no Facebook e Instagram, pedindo a colaboração de seus amigos e familiares para ajudar a financiar o seu mestrado na Espanha, mediante transferência de dinheiro para a sua conta bancária, tendo como meta o montante de R$ 25 mil, quantia que seria suficiente para bancar os meses em que ainda tinha que ficar na Europa para cumprir as aulas presenciais do mestrado.

Ao perceber que mendigar nas redes sociais não seria o suficiente, Vanessa partiu para a encheção de saco "corpo a corpo", mandando mensagens individuais para cada um de seus amigos e familiares no WhatsApp explicando a sua situação e indicando a conta bancária para que lhe transferissem dinheiro.


Não me considero amigo de Vanessa, nem sou familiar. Sou apenas namorado da prima dela, um mero "agregado", e mesmo assim recebi mensagem da mendiga europeia no WhatsApp, pedindo contribuição para financiar seus estudos e afirmando que o quartinho dela na Espanha estaria de portas abertas para todo mundo que contribuísse. 


[Image: holomisa.jpg]

Minha reação quando recebi a mendigagem de Vanessa no WhatsApp



Comovida com a situação financeira da patricinha, a família de Vanessa se mobilizou em massa para ajudar, inclusive fazendo um "listão" no WhatsApp com o nome de todos os familiares, e ao lado do nome a quantia que cada pessoa doou. 


Doeu na minha alma ver que "Madruga" estava naquele listão, e ao lado do meu nome havia um zero bem redondo indicando que eu não havia doado nada até aquele momento, mas que todos esperavam que eu doasse, sob pena de ficar com o filme queimado perante a família de Vanessa, que por acaso também é a família da minha namorada.


Me amarraram direitinho nesse sofisticado esquema de esmola baseado no constrangimento público, e em nome da paz social transferi R$ 100,00 para a conta de Vanessa e procurei esquecer desse assunto.


[Image: Dinheiro-jogado-fora.jpg]

Adeus, cem reais


Somente de doações de familiares, em especial graças às tias ricas, Vanessa arrecadou R$ 4,2 mil.

Provavelmente ela arrecadou mais do que isso, já que também recebeu doação de amigos, ex-colegas de trabalho e homens aleatórios que acham que doar dinheiro neste momento poderá garantir uma fornicação no futuro.

Depois de tanto esforço coletivo, Vanessa postou uma mensagem nas redes sociais dizendo que não conseguiu arrecadar os R$ 25 mil necessários para concluir o mestrado, que retornaria ao Brasil dentro de duas semanas e que mal podia esperar para ver todas as pessoas queridas.

A mensagem de Vanessa acerca da desistência do mestrado e de seu imediato retorno ao Brasil deixou no ar uma dúvida relevante: o que vai acontecer com o dinheiro arrecadado

Ora, se ela fez toda uma campanha para juntar bufunfa com o objetivo de continuar no mestrado, e no fim das contas ela não vai continuar no mestrado e retornará imediatamente ao Brasil, deveria devolver o dinheiro aos doadores, não é mesmo?

Só que não foi isso que aconteceu.




Vanessa não fez absolutamente nenhuma menção à destinação que daria ao dinheiro doado pelos financiadores do mestrado, situação que aliás permanece até a presente data.

De volta ao Brasil, tive a oportunidade de encontrar Vanessa na festa que a família dela fez para recepcioná-la.

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Bem vinda de volta e parabéns por conquistar um mestrado incompleto
Na festa em questão, minha namorada veio até mim, apontou discretamente para o celular que Vanessa tinha em mãos e sussurrou: "pra você que não para de reclamar que Vanessa roubou seus cem reais, olha ali o que ela comprou com o seu dinheiro".

Eu não sou nenhum especialista em smartphone, mas pelo que a Madruguete me disse, Vanessa tinha em mãos um Samsung Galaxy S8 Plus comprado uma semana antes de retornar ao Brasil.

Pelo que pesquisei, aqui no bananal o celular em questão não sai por menos de R$ 3,3 mil, então sim, tudo indica que Vanessa transformou o dinheiro que todo mundo doou para financiar seus estudos em um smartphone de primeira linha.

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Minha reação tentando ganhar a vida honestamente com meu celular de quinta categoria no bolso enquanto a bandida ostenta um Samsung Galaxy S8 Plus
Sabe quando um mendigo te aborda na rua pedindo dinheiro pra comprar comida, mas você sente que ele quer comprar cachaça ou crack? Pra mim Vanessa fez uma picaretagem parecida, pois pediu dinheiro pra "financiar estudos" e usou pra comprar celular antes de retornar ao Brasil. 


Seja como for, o fato é que ela já está de volta ao nosso querido país, novamente morando com os pais e vivendo de mesada enquanto procura emprego e reclama que "não tá fácil".

A não ser que "mestrado incompleto" anotado no currículo sirva para alguma coisa, sua aventura europeia foi o mais puro desperdício de tempo e dinheiro, isso sem mencionar a queimação de filme, pois certamente não fui o único que senti que Vanessa foi desonesta e roubou todo mundo.

Ainda estou pensando se vale a pena constranger Vanessa e exigir meus cem joesleys de volta, mas por ora acho que não vale a pena. Se vocês acharem que vale a pena comprar essa briga, me digam aí que eu posso rever meu posicionamento.

Aquele abraço!
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#2
Quantos anos será que a vanessa já tem?

Essa mulher ainda vai cair muito na vida se continuar seguindo esse modo de vida.

Pior que tem muita gente soberba mesmo em faculdade, ainda mais em direito, vendi, e vou voltar a vender doces na faculdade, todos te recebem de boa, e até com um sorriso no rosto, o pessoal de direito te recebe com um olhar frio, como se você fosse um nada.

Tem gente que só vai aprender a respeitar os outros quando passar fome, e olhe lá...
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#3
Essa não tem a cabeça no lugar mesmo!
Vai ficar encostada nos pais para sempre.
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#4
Que relato sensacional (me referindo ao enredo).

Eu não daria um centavo meu a nenhuma estelionatária, caguei para o que os parentes dela iriam pensar. Se fosse eu, homem, pedindo ajuda iriam me achincalhar (com razão). Mas enfim, fiquei surpreso que a Vanessa não usou o xerecard pra manter o status, ainda mais na Europa, é um ponto a ser observado.
Um homem com escolhas é um homem livre.
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#5
A Vanessa é a síntese 'mulher moderna', sem mais!

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#6
(13-06-2018, 07:57 AM)Gorlami Escreveu: Que relato sensacional (me referindo ao enredo).

Eu não daria um centavo meu a nenhuma estelionatária, caguei para o que os parentes dela iriam pensar. Se fosse eu, homem, pedindo ajuda iriam me achincalhar (com razão). Mas enfim, fiquei surpreso que a Vanessa não usou o xerecard pra manter o status, ainda mais na Europa, é um ponto a ser observado.

Rapaz, eu entendo o lado do cara, acho que se eu fosse constrangido dessa maneira, doaria também

(13-06-2018, 07:53 AM)NiDeW Escreveu: Essa não tem a cabeça no lugar mesmo!
Vai ficar encostada nos pais para sempre.

Ou no macho que escolher segurar o rojão
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#7
É bom ler essas histórias para não seguir o exemplo. 
Quando ela recebia 1,8 mil e era semi sustentada pelos pais já estava com gastos acima da média, tem gente que recebe 1 salário minimo e consegue se sustentar sozinho tendo poucos gastos. 

No lugar do cara que doou 100 reais eu não teria doado nada e não ligaria para família nenhuma. Não costumo ajudar mulher profissionalmente nem financeiramente, prefiro ajudar outro homem porque a mulher tem a opção de casar com um macho que a sustente se tudo der merda no final. Mas o homem não tem quem o sustente, fora que ajudar mulher financeiramente ou profissionalmente contribui para o feminismo. 

O grande erro dessa Vanessa é a vontade de aparecer nas redes sociais, o ego. 

Dessa história da Europa, existe a possibilidade de alguém levar dinheiro suficiente para montar um pequeno negócio na Europa como por exemplo um carrinho de pipoca, lanches que possui baixo custo para iniciar e conseguir se manter com isso? Igual um imigrante da Síria veio para o Brasil e já estava vendendo quibes no carrinho enquanto um monte de brasileiro tudo desempregado pela falta de cabeça para fazer isso. Será que tem essa possibilidade de montar um pequeno ou micro negócio em outro país para se manter sem depender de emprego?
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#8
Eu marmitava a Vanessa de boa, do jeito que ela gosta de gastar dinheiro, quem sabe até compraria umas roupas, sapatos, perfumes e relógios pra mim... rs
"Homem Marmito"® is trademark of Marmito Man Corporation ™
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#9
Aposto que a Vanessa é feminista pós moderna, emponderadx, lacradora rsrs
Um homem com escolhas é um homem livre.
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#10
(13-06-2018, 01:59 PM)Gorlami Escreveu: Aposto que a Vanessa é feminista pós moderna, emponderadx, lacradora rsrs

2

Só de ser advogada já dá pra se esperar esse tipo de merda.
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#11
Big Grin

O sujeito  para namorar uma dessa terá que desembolsar mês 2 a 4 k fora o turismo eventual e gastronômico para ela postar nas redes sociais.

Esse é o tipico perfil da mulher de aluguel ou das gingers br que caçam emoções financeiras ou financiadas, até iria fazer um texto, mas creio que a síntese aqui exposta seja suficiente.

Eu marmitava a Vanessa de boa, do jeito que ela gosta de gastar dinheiro, quem sabe até compraria umas roupas, sapatos, perfumes e relógios pra mim... rs

Homem marmito uma mulher dessa irá medi-lo da cabeças aos pés e especular seus ganhos financeiros, rentabilidade  e potencial capacidade utilitária que você poderá oferecer, caso ela não saiba nada sobre você, no caso de ser uma caçadora de app. Essa aí é sniffer $$$$ e se você não tiver o que ela quer, ficará enojada em 5 s, não tem negócio.

Tem muita mulher querendo ter ascensão social da noite pro dia, os centros urbanos brasileiros concentram muitas desse perfil, bralzacas chiques e corporativas no precipicio do embarangamento, elas se dizem empoderadas e resolvidas e são seletivas $$$$$$$$. Ela é fina chique e merdiana, acha que tem cultura também pq viajou, por isso quem quiser tem que pagar mais viu e bota mais nisso, Yaoming exibe etiqueta e elegância, viaja para vários lugares e o bom observador verá que ela não tem renda compatível com o estilo de vida ostentação, num empreguinho merdiano,  esse é o pulo do gato. Muitas dessa afirmam : o namoro mais longo que eu tive não durou 1 ano...elas quebram os caras $$$$$, o sujeito não aguenta a extorsão, cú doce e ameaças.

Mulheres com esse perfil são moscas de ricos e bem sucedidos, começam na juventude sendo marmita de playboy na balada, tentam dar o pulo maior que a perna, mais dia menos dia são rejeitadas pela família do abastado cabaço; depois vão ser marmita de casados, chefes, e caras com independência financeira e obviamente tudo isso antes dos 30, tempo é loteria hipergâmica. Já na zona da meia idade feminina 28 34 anos, estão blefando no all in para ver se arranjam no minimo um $$$$$$$ bom provedor, funcionam assim. Quem será digno de tal beleza e conteúdo da deidade que se expõe, uma jóia pura, rara e cara. Sleepy  Tem muita mulher que pensa que é vinho quando não passa de um vinagre, ou vinho estragado.
Facepalm
Só Jesus salva, vá e não peques mais...
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#12
@Minerim foi preciso, essa é a mulher totalmente utilitarista até nas últimas pregas.
David Goggins. A lei da semeadura não falha. A única coisa que a vida exige de nós é coragem. Somos prisioneiros dos nossos instintos e emoções e jamais seremos homens livres. A natureza se prepara para algo ainda pior.
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#13
No meio do relato só eu que achei que a Vanessa iria acabar se prostituindo na Espanha?
Responda-o
#14
Esse texto tem jeito de fan-fic, mas na real poderia ser algo como uma parábola, ou seja, uma história não necessariamente baseada em fatos que aconteceram. Mas que servem, com seus elementos [personagem, coadjuvantes, enredos], para ilustrar uma verdade [ou uma real, nesse caso].

Então tem-se a lição de que nossa Vanessa, tal como os Enzos, são o arquétipo daquilo que o realista deve evitar a fim de conservar sua paz de espírito, e portanto, seu desenvolvimento.
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#15
Se é fanfic ou não, conheço várias Vanessas, a maioria nunca vai aprender.
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#16
Não acho que seja fanfic, mas só mais um dia nesse mundo manginante. O que achei interessante é o autor, mesmo sabendo das artimanhas da Vanessa ter dado R$ 100 pra ela. Isso oferece um insight poderoso sobre porque tais pessoas deitam e rolam em cima de pobres coitados. Só tocando o foda-se vamos deixar de sermos explorados, não basta ter o conhecimento.
  • Sem a visão de um objetivo um homem não pode gerir a sua própria vida, e muito menos a vida dos outros.
Leia: Nuvem de Giz
Responda-o
#17
Nada além de mais uma modernete inútil com síndrome do "floquinho de neve especial". A "cinderela" necessita manter seu narcisismo em evidência, tentando a todo custo manter uma imagem de um suposto sucesso, nessa liquidez esquizofrênica a qual chama de redes sociais. E o problema é que os pais querendo ser bonzinhos, ajudando e auxiliando prontamente esse tipo de parasita, estão alimentando a caldeira do inferno que no momento está encoberta por uma utopia colorida regada a gadgets e mantimentos temporários.

É só os véios morrerem, a paspalha embarangar, e acabou-se o "carpe diem". Não terá nem a chance de fazer programas velados pra ter algum lucro..., talvez até encontre um Salva putas de terceira divisão, mas no geral vai sobrar o kit Rivotril+gato+Estrada para o suicídio.

Acompanho de perto o caso de uma "Vanessa" aqui...Da mesma forma, os pais escorando, corrigindo as cagadas e passando a mão na cabeça. A diferença é que essa provavelmente ja tá envolvida no ramo dos narcóticos, e posteriormente poderá ir pra uma cova sem marcação, cortesia de algum nóia.
"IT'S ALL ABOUT WORKING BODY, MIND AND SOUL" 

"Todo mundo tem um plano....Até tomar o primeiro soco"  M. Tyson
Responda-o
#18
(13-06-2018, 08:38 PM)Kowalski Escreveu: Se é fanfic ou não, conheço várias Vanessas, a maioria nunca vai aprender.

2

Lendo a desfecho da história lembrei de algumas pessoas que eu conheço.

É impressionante como as pessoas acham que as coisas vão durar para sempre, como a Vanessa ganhando o salário de 7 mil, gastando tudo o que ganhava sem se preocupar com o amanhã, achando que ficaria lá mesmo se trocasse a chefia, como se alguém se importasse com ela que era da chefia anterior mais do que indicar alguém de confiança para o cargo. Tem gente que acha que vale muito mais do que realmente vale, tem muita carroça se achando Ferrari por aí. 

Nesta parte do meu relato eu constatei a mesma coisa. Os filhos e netos do multimilionário viviam como se a fortuna dele fosse durar pra sempre e o idoso nunca fosse morrer. Não queriam aprender a administrar o império e não se importavam que o idoso cuidasse de tudo sozinho, os administradores das empresas sabiam mais que qualquer um da família, o cenário perfeito para dar confusão e de muito dinheiro sumir em caso de morte do idoso. E mesmo que eles pegassem os negócios para administrar, é provável que levariam a falência em poucos meses (como fizeram com um dos negócios). E nenhum deles estava interessado em aprender como as coisas funcionavam com o idoso, só estavam preocupados em gastar o dinheiro o máximo que podiam e em ficar pedindo mais.

Poucos se tocam que tudo nessa vida passa e que tem que ter uma reserva de emergência e estar preparado para o pior com um plano B sempre na manga.

Toda a família de uma ex-namorada minha também viviam orbitando em torno da idosa da vô dela e da sua pensão gorda. Eram filhos, netos e bisnetos que moravam na casa dela, ela construiu quartos pra todo mundo, eles não trabalhavam, ou faziam pequenos bicos pra dizer que estavam tentando algo, e que "estudavam" para concurso a anos, ou melhor, décadas, mas ninguém passava em nada e ninguém via eles estudando pra valer. Era neta que tinha filho nas vadiagens da vida e deixava lá pra idosa cuidar, porque não tinha condições de criar a criança, era gente pedindo dinheiro emprestado toda hora, ela pagando escola de netos e bisnetos. Tirando a minha ex, que estudava que nem uma louca e passou em uma federal, quase ninguém mais estava  preocupado em estudar, se especializar para conseguir um emprego, é como se achassem que a velha fosse imortal e que a pensão dela sustentaria todos para sempre. Ou melhor, eles se recusavam a pensar sobre isso, e preferiam viver o presente sem preocupações com o futuro. Eu até comentava que no dia que a idosa morrer, todo mundo ali vai passar fome porque não tem como se sustentar. 

Conheço mais alguns nessa situação de não se preocupar em ter uma reserva de emergência e em se preparar para ser independente o mais rápido possível, se sentem tranquilos e seguros enquanto tem alguém para prover tudo pra eles. E conheço mais alguns que a fase boa acabou e estão agora comendo o pão que o diabo amassou, passando verdadeiros apuros, morando de favor e em sub-empregos.

Se seguissem os 10 mandamentos do Diamante, e enquanto isso estudassem para um concurso ou para se especializar e conseguir um emprego melhor, não teria tanta gente aí passando fome, mendigando e em sub-empregos porque não souberam aproveitar a fase boa da vida antes que acabasse.

O engraçado do tópico é justamente que a mulher tenta passar imagens falsas nas redes sociais de bem sucedida e realizada na vida não importando o aperto que estava passando. Eu não sei como eles postam os apertos que estão passando porque já tem alguns anos que não uso mais facebook. Mas não duvido nada que no facebook esses mesmos amigos devem estar felizes, ricos, bem sucedidos e fazendo muitas festas conforme manda o script da máscara de aparências.

Ernane, editei algumas coisas no seu post, como por exemplo, arrumando as fotos que estavam bem desconfiguradas. Quem tiver dúvidas sobre como postar textos de blogs corretamente, é só enviar uma MP para o @Diamante que ele explica como fazer.
“A maior necessidade do mundo é a de homens — homens que se não comprem nem se vendam; homens que, no íntimo de seu coração, sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” Educação, Pág 57.
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#19
- Cavaleiros 1 e 2 da pobreza estão fortes em Vanessa.

- Vários podem achar que é um fanfic, mas, não acho que é. Por que já trabalhei em órgão público e já vi várias pessoas com um comportamento parecido com o de Vanessa. Cargo Comissionado é um perigo, a pessoa que entrar, já ponha em mente que é algo extremamente temporário. De uma hora para outra (literalmente) você estará na rua. Onde eu trabalhava como terceirizado apelidamos de a Dança das Cadeiras ou Roda Gigante (uma hora a pessoa que está por baixo pode está por cima e vice versa, até que chegará uma hora de sair da mesma).

- Vanessa é tipico daquelas pessoas que perdem tudo, mas, não pode perder a pose. É semelhante a vários comportamentos de muitos Brasileiros, quando começam a melhorar um pouco de vida, já querem começar a ostentar.

- Sobre esse lance de doação, quem doa não tem o direito de pedir o dinheiro de volta, a doação é feita de livre e espontânea vontade. O que farão com o dinheiro, são outros 500.
- Você! Já pagou seu imposto hoje?
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#20
(13-06-2018, 07:15 PM)Machado Annihilator Escreveu: @Minerim foi preciso, essa é a mulher totalmente utilitarista até nas últimas pregas.

2 no @Minerim
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