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[REFLEXÃO] Seu Linguajar Reflete seu Círculo Social e a sua "Tribo"
#1
Você fala como falam ao seu redor, desde o nível "micro-social" (círculo de convivência cotidiana como familiar e amizades) ao nível "macro-social" (sotaque e coloquialismos exclusivos da sua região).

A sua forma de falar geralmente "denuncia" a região onde vive pelo sotaque, e o seu meio social, pelo vocabulário e linguajar. Nesse contexto há também camadas e nuances que distinguem e identificam até mesmo subculturas (nerds, funkeiros, habitantes de periferias ou do centro, religiosos etc), faixa etária, classes sociais e possível nível de erudição

Nas últimas décadas, com a internet e mídia musical, surgiu o fenômeno da assimilação proposital dos mais jovens ao linguajar e estilo predominante no cenário musical brasileiro, no caso, o funk e rap como expressão cultura do maloqueiro paulista-carioca. 

Muita gente (jovens) de outras regiões do Brasil tenta se assimilar e imitar a vestimenta e principalmente o sotaque e o linguajar do maloqueiro suburbano sudestino (paulista/carioca), sobretudo pela influência de artistas do funk no Youtube e conversas em plataformas de conversas online como Discord onde muitos jovens costumam conversar por horas em chamadas de voz no dia a dia.


Falando a partir de experiência própria, no Discord eu costumava conversar todas as noites em servidores com gente de todo o Brasil e percebia que muitas pessoas de outras regiões, principalmente do norte/nordeste, se esforçavam para falar igual paulista, tanto no sotaque como nas gírias e vocabulário. A meu ver isso, isso se dá pela influência midiática da música e TV vinda do sudeste, mas creio também ser fruto dum profundo sentimento de complexo vira-lata regional (sentimento de que a grama do vizinho é sempre mais verde, que tudo o que é de fora é melhor) e de baixa autoestima cultural.

O ponto principal que quero abordar depois dessa contextualização: além da vestimenta e linguagem corporal, as pessoas vão te avaliar pela sua forma de falar... Se você falar de modo mais formal e com um português mais correto, pode passar a impressão de alguém mais disciplinado, mais formal, mais educado e até com melhor condição financeira. Se falar com um linguajar de cantor de rap, cheio de gírias chulas e agressivas, muitos podem sentir um receio e até conferir os bolsos subconscientemente ao conversarem contigo, especialmente quem não costuma ouvir esse tipo de linguajar no seu cotidiano (considerando alguém daqui do sul onde a linguajar de maloqueiro não é falado pela maioria nem por ninguém dos mais velhos).

Não estou fazendo julgamento moral nem afirmando o que é certo ou errado, bonito ou feio ou que se deve falar assim ou assado. Percebo que as pessoas avaliam os outros com base na linguagem. É algo natural, automático, e não algo pensado.

A minha defesa aqui no âmbito do desenvolvimento pessoal é a importância da pessoa adotar o hábito de se portar e ter uma linguagem verbal mais formal e com português mais correto que equilibre um bom português com a linguagem informal e descontraída no contexto em que a pessoa está. A pessoa não precisa ser muito formal no dia a dia e fora do ambiente profissional, mas também não se pode criar um personagem que tenta emular um bom português se você não é habituado a falar de tal forma. Se você não se costuma a falar dum jeito, isso não soará natural quando você tenta falar dessa forma.

É extremamente cafona uma pessoa que fala de modo informal tentando imitar uma linguagem mais culta como também o caso inverso. Assim como pessoas de outras regiões tentam se assimilar ao linguajar periférico paulista em conversas cotidianas, você pode se habituar ao bom português se quiser falar com mais formalidade de modo natural.

Alguém pode então questionar: ao querer falar o português mais corretamente você também não está tentando se assimilar a uma outra forma de falar? De certo modo sim, mas aí estou me assimilando a um padrão de linguagem que traz mais respeito e autoridade, e não o oposto como acontece com linguajares do submundo. É uma escolha. Não estou dizendo que você deva adotar essa ou aquela maneira de se comunicar. O meu ponto de vista é que, no contexto social e do desenvolvimento pessoal, falar bem (mais corretamente) traz mais credibilidade de modo geral e até certo ponto muda como é visto. Principalmente se você pretende atuar na área comercial como vendedor ou, por exemplo, como professor de qualquer coisa.

Vale uma observação: assinalei o equilíbrio entre formalidade e linguagem cotidiana e também considerar o contexto porque me refiro ao falar o bom português como um hábito para melhorar a imagem pessoal e passar mais credibilidade no âmbito intelectual e profissional.

Porém tentar parecer certinho e perfeccionista também gera um efeito oposto. Ser certinho demais te faz parecer um esquisitão e perfeccionismo por via de regra costuma ser sintoma de insegurança, aí tentam compensar a insegurança em formalismo e perfeccionismo, cuidem para não cair dessa armadilha e não parecem esquisitões, por isso eu reforço: haja com equilíbrio de acordo com o contexto e tente fazer o bom português ser algo natural e não algo forçado e artificial.


Ao falar um bom português de modo natural e contextualizado, subentende-se que você é alguém mais dedicado, que costuma a ler e buscar aprender, que vive em um círculo social mais alto e que pode ser alguém com bom conhecimento em algo, mesmo que nada disso seja real.

Agora se quiser falar como falam os MCs do funk e nos presídios paulistas, como quem cresceu ouvindo rap com seus barbarismos e plebeísmos do "os cara foi, nóis faz..." ou "mano, tá ligado, tipo...", siga em frente... não reclame quando ninguém depositar confiança em você no quesito profissional. O mi-mi-mi woke tenta te empurrar goela abaixo que gíria de maloqueiro é lindo e "enriquece" a cultura. Isso só funciona nos devaneios wokes das teses acadêmicas escrito por militante feminista que ninguém nunca vai ler. O mundo não vai mudar para se encaixar nessa caixinha ideológica...

E uma segunda observação: de modo algum estou criticando ou desfazendo a linguagem regional e de culturas como a dos caipiras e sertanejos assim como de pessoas mais velhas e humildes que falam "errado". Na linguística moderna nem mesmo há a noção de certo ou errado na fala cotidiana. A gramática normativa é, na realidade, uma convenção formalista de padrão a ser seguido em documentos e escrita oficial. Quando questiono a forma de falar (como do linguajar maloqueiro), me refiro estritamente aos jovens que tiveram educação escolar, sabem a forma "correta" de falar e escrever, tem o seu próprio vocabulário regional, mas optam por falar igual malandro por vontade própria, influenciados pela modinha do momento.
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#2
Não conseguimos ver a alma, mas conseguimos ver o seu reflexo, existem várias vertentes sobre .
Uma que eu uso muito é
Palavras
Corpo
Relações
Ciclos e ambientes

Comece a observar e anotar isso e verá quem você é por dentro.
⁹ O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol


Eclesiastes 1:9
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#3
Sobre linguagem escrita Nietzsche fala sobre isso de uma forma bem interessante, ele diz que como escrevemos de uma forma linear , começo, meio e fim acreditamos que tudo na vida funciona dessa forma e é por isso que povos como japoneses e chineses escrevem invertido e na vertical e funcionam de outra forma no modo de pensar. Ex1

Ex2 outro exemplo bem legal deriva do filme de ficção a chegada onde os alienígenas falam em círculos pois eles vem a vida dessa forma, como se tudo acontecesse ao mesmo tempo.


Linguagem é algo muito interessante e faz total sentido sobre isso refletir no nosso ciclo social
⁹ O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol


Eclesiastes 1:9
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#4
(03-09-2026, 09:50 PM)Luiz Escreveu: Sobre linguagem escrita Nietzsche fala sobre isso de uma forma bem interessante,  ele diz que como escrevemos de uma forma linear , começo, meio e fim acreditamos que tudo na vida funciona dessa forma e é por isso que povos como japoneses e chineses escrevem invertido e na vertical e funcionam de outra forma no modo de pensar. Ex1

Ex2 outro exemplo bem legal deriva do filme de ficção  a chegada onde os alienígenas falam em círculos pois eles vem a vida dessa forma, como se tudo acontecesse ao mesmo tempo.


Linguagem é algo muito interessante e faz total sentido sobre isso refletir no nosso ciclo social

O Nietzsche também fala no aurora ou no gaia ciencia que a linguagem também revela os estados fisiologicos do escritor, se ele é um doente ou alguém saudável por exemplo. É por isso que ele critica os pessimistas, por terem uma escrita "doente" Gargalhada

Sobre essa questão linguística geral, é bastante interessante notar que atualmente as gramáticas fazem a distinção entre linguagem informal e a formal, e que não existe forma errada de falar, apenas formas "diferentes". Bom, de certa forma, a lingua é um organismo vivo, e várias linguagens surgiram desses usos diferentes da lingua, por exemplo nosso glorioso português é um derivado do latim, assim como várias outras linguas, pórem o portugues é a que mais se assemelha ao latim. 
Quando a lingua chega no povão, ela vai sofrer algumas mudanças pela volatilidade da comunicação verbal, então certas palavras vao sendo suprimidas, como por exemplo o você, que antes era vos merce, e agora até o você tornou-se "ce". E várias outras palavras também foram adicionadas, algumas até baseadas em dialetos indigenas. Mas, assim, no mundo ideal, a escola deveria ensinar as pessoas a linguagem formal, para evitar conflitos linguisticos e manter a linguagem mais homogenea e clara. Para mim a linguagem escrita deve ser predominantemente formal, e a falada pode ser informal a depender do contexto. Falar um "ce", ou um "tá" não mata ninguém, agora girias eu acho feio demais kkkkkkkkkk.
A maneira que uma pessoa fala diz muito respeito acerca da erudição desta. Logo, adquirir uma boa oratória, falar bem e rebuscadamente é algo que acontece naturalmente quando o individuo lê muitos livros, torna-se algo natural, que pessoa faz sem nem perceber muitas da vezes, eu mesmo melhorei muito minha comunicação depois que comecei a ler mais, e foi algo totalmente natural, sem forçar intelectualidade. Lembrem-se que falar bem não é apenas falar dificil, na maioria das vezes quem fala dificil quer enfeitar e mascarar ideias absurdas e incoerentes, a verdadeira boa linguagem é clara e simples, o raciocinio é coeso e coerente, e isso não se pode ser desenvolvido sem ler muito e conhecer muito bem as estruturas sintáticas e lexicais da lingua. É por isso que na educação classica a gramatica e a lógica eram inseparaveis, até porque elas estão muito interligadas e ambas possuem regras que devem ser seguidas. 
Quando o individuo tem uma linguagem pobre e não conhece a própria lingua, ele não consegue converter o pensamento abstrato e intuitivo em palavras concretas, a linguagem é justamente essa ponte entre o pensamento e as palavras. Pensem numa pedra maciça como se fosse o pensamento, a linguagem é o escultor que talha a pedra e converte-a em uma escultura, usando como ferramenta as palavras. Como hoje as pessoas perderam o hábito da leitura, e em grande parte a culpa disso é do sistema educacional, nós podemos perceber como as pessoas tem dificuldade de expressar ideias simples, e eu tenho uma teoria que as pessoas hoje só falam de assuntos banais porque não tem cultura para dissertar acerca de coisas mais profundas.

Então leiam, pelo amor de Deus, nós estamos emburrecendo coletivamente. Antigamente as pessoas aprendiam desde cedo lógica, filosofia e gramática na escola, e por conta disso tinhamos bons filosofos e escritores. Hoje as pessoa farmam aura... Yaoming
Torna-te quem tu és 
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#5
(04-09-2026, 11:42 AM)Wesley de Mileto Escreveu:
(03-09-2026, 09:50 PM)Luiz Escreveu: Sobre linguagem escrita Nietzsche fala sobre isso de uma forma bem interessante,  ele diz que como escrevemos de uma forma linear , começo, meio e fim acreditamos que tudo na vida funciona dessa forma e é por isso que povos como japoneses e chineses escrevem invertido e na vertical e funcionam de outra forma no modo de pensar. Ex1

Ex2 outro exemplo bem legal deriva do filme de ficção  a chegada onde os alienígenas falam em círculos pois eles vem a vida dessa forma, como se tudo acontecesse ao mesmo tempo.


Linguagem é algo muito interessante e faz total sentido sobre isso refletir no nosso ciclo social

O Nietzsche também fala no aurora ou no gaia ciencia que a linguagem também revela os estados fisiologicos do escritor, se ele é um doente ou alguém saudável por exemplo. É por isso que ele critica os pessimistas, por terem uma escrita "doente" Gargalhada

Sobre essa questão linguística geral, é bastante interessante notar que atualmente as gramáticas fazem a distinção entre linguagem informal e a formal, e que não existe forma errada de falar, apenas formas "diferentes". Bom, de certa forma, a lingua é um organismo vivo, e várias linguagens surgiram desses usos diferentes da lingua, por exemplo nosso glorioso português é um derivado do latim, assim como várias outras linguas, pórem o portugues é a que mais se assemelha ao latim. 
Quando a lingua chega no povão, ela vai sofrer algumas mudanças pela volatilidade da comunicação verbal, então certas palavras vao sendo suprimidas, como por exemplo o você, que antes era vos merce, e agora até o você tornou-se "ce". E várias outras palavras também foram adicionadas, algumas até baseadas em dialetos indigenas. Mas, assim, no mundo ideal, a escola deveria ensinar as pessoas a linguagem formal, para evitar conflitos linguisticos e manter a linguagem mais homogenea e clara. Para mim a linguagem escrita deve ser predominantemente formal, e a falada pode ser informal a depender do contexto. Falar um "ce", ou um "tá" não mata ninguém, agora girias eu acho feio demais kkkkkkkkkk.
A maneira que uma pessoa fala diz muito respeito acerca da erudição desta. Logo, adquirir uma boa oratória, falar bem e rebuscadamente é algo que acontece naturalmente quando o individuo lê muitos livros, torna-se algo natural, que pessoa faz sem nem perceber muitas da vezes, eu mesmo melhorei muito minha comunicação depois que comecei a ler mais, e foi algo totalmente natural, sem forçar intelectualidade. Lembrem-se que falar bem não é apenas falar dificil, na maioria das vezes quem fala dificil quer enfeitar e mascarar ideias absurdas e incoerentes, a verdadeira boa linguagem é clara e simples, o raciocinio é coeso e coerente, e isso não se pode ser desenvolvido sem ler muito e conhecer muito bem as estruturas sintáticas e lexicais da lingua. É por isso que na educação classica a gramatica e a lógica eram inseparaveis, até porque elas estão muito interligadas e ambas possuem regras que devem ser seguidas. 
Quando o individuo tem uma linguagem pobre e não conhece a própria lingua, ele não consegue converter o pensamento abstrato e intuitivo em palavras concretas, a linguagem é justamente essa ponte entre o pensamento e as palavras. Pensem numa pedra maciça como se fosse o pensamento, a linguagem é o escultor que talha a pedra e converte-a em uma escultura, usando como ferramenta as palavras. Como hoje as pessoas perderam o hábito da leitura, e em grande parte a culpa disso é do sistema educacional, nós podemos perceber como as pessoas tem dificuldade de expressar ideias simples, e eu tenho uma teoria que as pessoas hoje só falam de assuntos banais porque não tem cultura para dissertar acerca de coisas mais profundas.

Então leiam, pelo amor de Deus, nós estamos emburrecendo coletivamente. Antigamente as pessoas aprendiam desde cedo lógica, filosofia e gramática na escola, e por conta disso tinhamos bons filosofos e escritores. Hoje as pessoa farmam aura... Yaoming

Sim. Porém tenho algumas discordâncias. Dentre elas, que não é apenas culpa do sistema educacional. Creio que este tem certa culpa por causa do seu método antigo e obsoleto de enfiar quase 30 alunos numa sala, mandá-los ler e decorar assuntos, depois responder questões e serem avaliados por meio de provinhas. Entretanto esse método de ensino (sala de aula cheia, copiar e responder perguntas e avaliar com provas e aprovar ou reprovar com base nisso) sai bem mais barato para o Estado, por isso não modernizam e mantém essa forma arcaica de ensino.

Além disso, também acredito que a aprendizagem e a vontade de aprender partem principalmente do ensinado, do aluno. Se este não tem interesse e não vê objetivo em decorar regras gramaticais e matemáticas, não vai se interessar por algo que exige tanto esforço cognitivo. Também penso que a maior parte do povão não quer, nunca vai gostar de estudar e são poucos os iluminados que gostam disso. Notem, não estou falando de capacidade ou de "dom de nascença", mas do simples ato de gostar e se esforçar em aprender e dominar os estudos. Algo que qualquer pessoa com cognição normal consegue fazer. E a isso soma-se um método de ensino ruim que esgota qualquer interesse pelo estudo.

A segunda discordância é que a leitura por si só melhora a fala. A leitura ajuda e melhora principalmente o vocabulário. Mas apenas o ler passivamente não é suficiente. É preciso colocar em prática: usar palavras mais rebuscadas, variar o léxico e se habituar com a fala mais culta. É a mesma lógica de aprender um idioma estrangeiro: se você apenas ler, traduzir e buscar significados etc., uma hora você consegue ler e escrever no idioma, mas se for falar, não vai conseguir ou terá muita dificuldade. Por isso tem gente que passa anos "aprendendo" inglês lendo, assistindo etc, consegue ler relativamente bem, porém quando vai falar com alguém se atrapalha todo e mal consegue se expressar.

A mesmíssima lógica se aplica ao português culto, porque, nos fim das contas, o português culto é uma variante,
quase um dialeto em relação ao português do povão falado no dia a dia (principalmente se onde você mora costumam falar com muitas gírias e falam como "eles foi, nós trabalha...").
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#6
Cara, o principal problema não é nem educacional mesmo, é cultural. Conforme diz Freud, a educação vem da cultura, é nela que o individuo aprende primeiro e é nela que ele é constantemente educado. A escola é só um complemento dessa educação. De certa forma, todo ser humano deseja o conhecimento, como diz Aristoteles, pórem a cultura deve incentivá-lo a essa busca. O sistema educacional só vai dar as ferramentas para isso, por meio da gramática, lógica, retórica e aritmetica - educação classica. Lugares como grecia e alemanha produziram grandes pensadores e escritores porque tinham uma cultura muito rica, e o sistema educacional formava pensadores. O Brasil infelizmente nunca vai ser algo assim.
Quanto à falar melhor, ai entra a questão da oratória. É obvio que só ler passivamente não faz ninguém culto, é preciso concaternar as ideias, estabelecer ligações e ir criando suas próprias ideias. Outra coisa, ler qualquer coisa também não vai te fazer falar melhor, é preciso ler os classicos, e ir sempre lendo livros mais dificeis para se desafiar. Como você mesmo disse, é preciso praticar, mas ai é só uma questão de aperfeiçoamento, naturalmente ao ler muitas obras e meditar muito nelas, seu pensamento começa a rebuscar-se, e as palavras também, principalmente se você ler falando. Agora se o individuo quiser tornar-se um orador, melhorar sua retórica, deve praticar e saber usar as palavras e ideias - saber usar o pathos, falar com sentimento e entonação, e o logos, falar com lógica e coerencia. E isso realmente só se ganha com prática. O Olavo dizia que era sempre bom memorizar poemas para ficar mais culto, então acredito que declama-los muitas vezes seja uma ótima maneira de melhorar a comunicação. Isso se confirma principalmente porque na grecia antiga praticamente todo grego tinha os poemas de Homero decorados, até porque era uma tradição oral. Então penso que poemas, principalmente os classicos são muito bons para esse intento.
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