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		<title><![CDATA[Fórum da Real - Legado Realista - Desenvolvimento Espiritual]]></title>
		<link>https://legadorealista.net/forum/</link>
		<description><![CDATA[Fórum da Real - Legado Realista - https://legadorealista.net/forum]]></description>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 01:29:42 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title><![CDATA[Tocar punheta assistindo pornografia é pecado?]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=7084</link>
			<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 20:07:54 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=7084</guid>
			<description><![CDATA[Vou bem direto ao ponto,<br />
<br />
a pergunta é essa do título do tópico.<br />
<br />
Estou numa nova fase da minha vida, e estou tentando seguir a palavra, e sinto que minha vida melhorou nos últimos dias.<br />
<br />
Mas segurar a libido é fogo... eu não aguento mais.<br />
<br />
Eu fico refletindo, já que o certo é arrumar uma esposa, não seria <span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u">zuado</span> eu me casar só para satisfazer meus desejos carnais? Eu não sinto vontade de constituir família agora, eu só quero ejacular mesmo.<br />
<br />
Sei que tem tópico de NO FAP aqui, mas a pergunta é outra. É pecado?<br />
<br />
Estou falando aqui de um pornô normal, sem nada bizarro.<br />
<br />
Me respondam com embasamento bíblico, por favor.<br />
<br />
edit: Fiz uma pesquisa sucinta e não há nada na Bíblia indicando que masturbação é fornicação. O que a Bíblia proíbe é a fornicação, que seria o sexo antes do casamento, certo?<br />
<br />
edit 2: Droga, provavelmente os envolvidos no filme pornográfico não são casados <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /> e se for só uma foto de uma mulher pelada, tipo playboy?<br />
<br />
edit 3: E se eu gerar a pornografia na IA? É uma parada que não existe no mundo físico kkkk<br />
<br />
edit 4: sei que ficou num tom humorístico, mas o tópico é sério.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Vou bem direto ao ponto,<br />
<br />
a pergunta é essa do título do tópico.<br />
<br />
Estou numa nova fase da minha vida, e estou tentando seguir a palavra, e sinto que minha vida melhorou nos últimos dias.<br />
<br />
Mas segurar a libido é fogo... eu não aguento mais.<br />
<br />
Eu fico refletindo, já que o certo é arrumar uma esposa, não seria <span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u">zuado</span> eu me casar só para satisfazer meus desejos carnais? Eu não sinto vontade de constituir família agora, eu só quero ejacular mesmo.<br />
<br />
Sei que tem tópico de NO FAP aqui, mas a pergunta é outra. É pecado?<br />
<br />
Estou falando aqui de um pornô normal, sem nada bizarro.<br />
<br />
Me respondam com embasamento bíblico, por favor.<br />
<br />
edit: Fiz uma pesquisa sucinta e não há nada na Bíblia indicando que masturbação é fornicação. O que a Bíblia proíbe é a fornicação, que seria o sexo antes do casamento, certo?<br />
<br />
edit 2: Droga, provavelmente os envolvidos no filme pornográfico não são casados <img src="https://legadorealista.net/forum/images/smilies/haha.png" alt="Gargalhada" title="Gargalhada" class="smilie smilie_37" /> e se for só uma foto de uma mulher pelada, tipo playboy?<br />
<br />
edit 3: E se eu gerar a pornografia na IA? É uma parada que não existe no mundo físico kkkk<br />
<br />
edit 4: sei que ficou num tom humorístico, mas o tópico é sério.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Discurso é a arma dos fracos]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=7003</link>
			<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 17:32:37 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=7003</guid>
			<description><![CDATA[O conteúdo do tópico é esse.<br />
<br />
Esta é minha última contribuição ao fórum. Acredito que o meu papel aqui já foi cumprido.<br />
<br />
Leiam os tópicos desses caras: @<a id="mention_2388" href="member.php?action=profile&amp;uid=2388" class="mentionme_mention" title="Patrulheiro's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Patrulheiro</strong></span></a>, @<a id="mention_4216" href="member.php?action=profile&amp;uid=4216" class="mentionme_mention" title="OneShot's profile"><span style="color: #333;"><strong>OneShot</strong></span></a>, @<a id="mention_24" href="member.php?action=profile&amp;uid=24" class="mentionme_mention" title="Awaken's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Awaken</strong></span></a>, @<a id="mention_675" href="member.php?action=profile&amp;uid=675" class="mentionme_mention" title="Héracles's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Héracles</strong></span></a>, @<a id="mention_2073" href="member.php?action=profile&amp;uid=2073" class="mentionme_mention" title="Trunks's profile"><span style="color: #666666;"><strong>Trunks</strong></span></a>.<br />
<br />
That's all folks.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[O conteúdo do tópico é esse.<br />
<br />
Esta é minha última contribuição ao fórum. Acredito que o meu papel aqui já foi cumprido.<br />
<br />
Leiam os tópicos desses caras: @<a id="mention_2388" href="member.php?action=profile&amp;uid=2388" class="mentionme_mention" title="Patrulheiro's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Patrulheiro</strong></span></a>, @<a id="mention_4216" href="member.php?action=profile&amp;uid=4216" class="mentionme_mention" title="OneShot's profile"><span style="color: #333;"><strong>OneShot</strong></span></a>, @<a id="mention_24" href="member.php?action=profile&amp;uid=24" class="mentionme_mention" title="Awaken's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Awaken</strong></span></a>, @<a id="mention_675" href="member.php?action=profile&amp;uid=675" class="mentionme_mention" title="Héracles's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Héracles</strong></span></a>, @<a id="mention_2073" href="member.php?action=profile&amp;uid=2073" class="mentionme_mention" title="Trunks's profile"><span style="color: #666666;"><strong>Trunks</strong></span></a>.<br />
<br />
That's all folks.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Temos um novo papa.]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6931</link>
			<pubDate>Thu, 08 May 2025 16:58:45 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6931</guid>
			<description><![CDATA[Desejo um abraço a todos os católicos do fórum.<br />
<br />
Que o próximo papa honre a Igreja e agregue. <br />
<br />
<br />
<br />
<img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifvg9CP6a0nzhhgasK01dYWZJxueLp0cWb50SFzDv6cbpgURoHZTm47MUkv7_3m0z8lB32NlXOVrES7D1KWxV0cCSVlD4JN7pU3qnxr6fO06vQxCuJEBDGrtfHYHgTBiOOY5DNj5EnWpo/s640/Retrato_del_Papa_Inocencio_X._Roma,_by_Diego_Vel%C3%A1zquez.jpg" alt="[Image: Retrato_del_Papa_Inocencio_X._Roma,_by_D...1zquez.jpg]" class="mycode_img" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Desejo um abraço a todos os católicos do fórum.<br />
<br />
Que o próximo papa honre a Igreja e agregue. <br />
<br />
<br />
<br />
<img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifvg9CP6a0nzhhgasK01dYWZJxueLp0cWb50SFzDv6cbpgURoHZTm47MUkv7_3m0z8lB32NlXOVrES7D1KWxV0cCSVlD4JN7pU3qnxr6fO06vQxCuJEBDGrtfHYHgTBiOOY5DNj5EnWpo/s640/Retrato_del_Papa_Inocencio_X._Roma,_by_Diego_Vel%C3%A1zquez.jpg" alt="[Image: Retrato_del_Papa_Inocencio_X._Roma,_by_D...1zquez.jpg]" class="mycode_img" />]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[STF manda recadinho para os homens e gera fúria nas redes sociais]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6916</link>
			<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 16:23:36 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6916</guid>
			<description><![CDATA[No último dia 8 de Março, o Supremo Tribunal Federal foi alvo de críticas da população após a postagem de um vídeo em suas redes sociais com a seguinte legenda:<br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont,;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Ah, como é difícil ser homem! Por isso, criamos um tutorial de como agir em certas situações, de forma que até uma criança de 6 anos entenderia. Repitam comigo: não pode beliscar, não chutar, mostrar a língua, não pode morder, não pode agredir nem dizer que vai matar a crush, muito menos matar de verdade - mesmo quando estiver chateado ou ofendido.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont,;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/omNSJ1QuPvo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --></span></span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[No último dia 8 de Março, o Supremo Tribunal Federal foi alvo de críticas da população após a postagem de um vídeo em suas redes sociais com a seguinte legenda:<br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont,;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Ah, como é difícil ser homem! Por isso, criamos um tutorial de como agir em certas situações, de forma que até uma criança de 6 anos entenderia. Repitam comigo: não pode beliscar, não chutar, mostrar a língua, não pode morder, não pode agredir nem dizer que vai matar a crush, muito menos matar de verdade - mesmo quando estiver chateado ou ofendido.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont,;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/omNSJ1QuPvo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed --></span></span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Como o Tigre abriu seu terceiro olho - Uma fábula de Jack Donovan]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6884</link>
			<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 14:20:51 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6884</guid>
			<description><![CDATA[Por Jack Donovan, traduzido pelo google tradutor. O Original está aqui: <a href="https://www.jack-donovan.com/sowilo/2024/07/07/how-the-tiger-opened-his-third-eye/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://www.jack-donovan.com/sowilo/2024...third-eye/</a><br />
<br />
Era uma vez, no extremo oriente, um tigre que vivia em uma selva ao lado de um antigo templo.<br />
<br />
Todos os dias, descansando na sombra listrada de uma folha de palmeira, o tigre observava os monges no templo enquanto eles cuidavam de seus negócios.<br />
<br />
Os monges varriam o chão do templo com vassouras de capim.<br />
<br />
Eles poliam as estátuas, oferecendo pequenas orações enquanto trabalhavam.<br />
<br />
Os monges acendiam velas e incenso que enchiam o ar do templo com fumaça perfumada.<br />
<br />
E então, depois de cantar uma palavra que significa "paz", os monges se sentavam para meditar com grande concentração por um longo tempo.<br />
<br />
O tigre semicerrou os olhos e bocejou, e suas grandes presas brilhavam ao sol de verão.<br />
<br />
Ele se perguntava o que os monges estavam pensando enquanto meditavam.<br />
<br />
Então, depois que os monges terminaram de meditar e prepararam seus jantares simples e sem carne de lentilhas e arroz, o tigre se aproximou do templo e ouviu os monges conversando.<br />
<br />
Um dos monges parecia estar no comando, e os outros monges o ouviam atentamente enquanto ele falava.<br />
<br />
O tigre notou que alguns estranhos de pele clara que usavam roupas incomuns chegaram para visitar os monges e ouvi-los falar.<br />
<br />
O monge que parecia estar no comando falou sobre a importância da paz e da não violência.<br />
<br />
Todos os monges assentiram silenciosamente, e os estranhos também.<br />
<br />
Então, ele falou sobre a iluminação.<br />
<br />
E todos os monges assentiram silenciosamente, e os estranhos também.<br />
<br />
E então, o monge mais importante disse algo de passagem sobre "abrir um terceiro olho".<br />
<br />
Todos os monges assentiram silenciosamente, mas os estranhos pareciam ficar muito animados.<br />
<br />
E o tigre também ficou muito animado.<br />
<br />
O tigre retornou à selva, pensando sobre a não violência e este terceiro olho.<br />
<br />
"Eu quero um terceiro olho", pensou o tigre.<br />
<br />
"Se eu tivesse um terceiro olho", pensou ele, "imagine o que eu poderia ver!"<br />
<br />
Mas então, algo ocorreu ao tigre que o perturbou.<br />
<br />
Todos esses monges eram pacíficos, comiam uma dieta baseada em vegetais e meditavam todos os dias por muitas horas, mas mesmo o monge mais importante tinha apenas dois olhos.<br />
<br />
O tigre balançou a cabeça.<br />
<br />
"Se esses monges trabalham tão duro todos os dias e ainda têm apenas dois olhos, como posso esperar que meu terceiro olho se abra?"<br />
<br />
E então, o tigre riu para si mesmo. A resposta era tão simples.<br />
<br />
"Os monges são apenas pessoas", percebeu o tigre, "mas eu sou um tigre, e os tigres são ótimos."<br />
<br />
Então foi naquele momento, quando o sol se pôs atrás do antigo templo, que o tigre começou sua meditação.<br />
<br />
Ele meditou a noite toda, e o luar lançou sombras listradas sobre ele através das folhas das palmeiras enquanto elas se moviam suavemente na brisa.<br />
<br />
Quando os monges se levantaram na manhã seguinte, o tigre ainda estava meditando.<br />
<br />
“Veja”, ele pensou, “eu já estou à frente deles.”<br />
<br />
O tigre meditou sobre a paz e a não violência, mas achou muito difícil meditar sobre a ausência de uma coisa.<br />
<br />
“O que é a paz”, ele se perguntou, “senão a ausência de violência?”<br />
<br />
“Que caráter a paz tem em si mesma?”<br />
<br />
“Parece que a paz é um espaço vazio ou uma pausa significativa — uma elipse…”<br />
<br />
“Agora estou ficando muito filosófico”, sorriu o tigre.<br />
<br />
“Preciso me esforçar mais.”<br />
<br />
Após muitas horas de meditação, o tigre sentiu sede e foi até um riacho.<br />
<br />
Ele bebeu sua porção de água e ouviu as conversas dos pássaros enquanto voavam de galho em galho acima dele, procurando insetos e vermes para matar e comer.<br />
<br />
"Selvagens de dois olhos", ele fungou. "Eles nunca alcançarão a iluminação."<br />
<br />
Mas naquele momento, ele viu um movimento rio abaixo enquanto a densa folhagem farfalhava.<br />
<br />
Um cervo malhado colocou a cabeça para fora, olhando ao redor para ver se era seguro beber um pouco de água.<br />
<br />
O tigre estava com fome, e ele lambeu os lábios.<br />
<br />
Normalmente, ele começaria a perseguir o cervo malhado — esperando o momento perfeito para atacar.<br />
<br />
Então ele cravaria os dentes em seu pescoço, enquanto o sangue espirrava em seu pelo, e esmagaria sua traqueia.<br />
<br />
Ele pressionaria o cervo para o chão com seu peso e o seguraria firmemente até que ele sucumbisse à escuridão.<br />
<br />
Então ele o arrastava para um local isolado e o rasgava, desenterrando seu fígado e rins quentes — todas as coisas boas, primeiro.<br />
<br />
"Nossa", suspirou o tigre, "pensar nisso está me deixando com muita fome. É melhor eu parar. Nunca alcançarei a iluminação dessa forma."<br />
<br />
Então o tigre se virou e caminhou para a selva até não conseguir mais ver o veado.<br />
<br />
Então ele tentou mastigar algumas folhas. Elas eram bem nojentas, mas ele continuou.<br />
<br />
"Eu só preciso me acostumar", decidiu o tigre.<br />
<br />
Ele tentou desenterrar algumas raízes de plantas porque tinha visto homens fazerem isso, mas as raízes estavam muito sujas e não tinham um gosto muito bom.<br />
<br />
Então, o tigre retornou ao seu lugar sob as folhas de palmeira e retomou sua meditação.<br />
<br />
Isso continuou por vários dias.<br />
<br />
Durante os intervalos de sua meditação, o tigre tentou comer todos os tipos de plantas.<br />
<br />
Ele se engasgou com várias gramas, folhas e até flores.<br />
<br />
Depois de observar os macacos, ele decidiu experimentar algumas bananas, e o tigre teve que admitir que bananas não eram ruins.<br />
<br />
Ainda assim, não importava quantas bananas ele comesse, o tigre continuava com fome.<br />
<br />
E ele começou a se sentir muito doente, muito cansado e muito fraco.<br />
<br />
E era muito difícil para o tigre se concentrar durante suas meditações.<br />
<br />
Então, uma tarde, enquanto ele estava se sentindo perfeitamente mal, o tigre teve uma ideia.<br />
<br />
"Os monges não comem grama e bananas", ele pensou, "eles comem arroz branco fofo!"<br />
<br />
"Talvez o arroz seja o segredo."<br />
<br />
"Eu sei onde o arroz cresce, mas não sei como fazê-lo fofo."<br />
<br />
"Eu deveria ir buscar um pouco do arroz fofo."<br />
<br />
O tigre tinha certeza de que essa era a solução.<br />
<br />
Então ele voltou para sua meditação e esperou até que os monges tivessem comido sua refeição.<br />
<br />
Depois que as estrelas apareceram no céu azul-escuro, o tigre rastejou em direção ao templo através das sombras lançadas pelo luar.<br />
<br />
Silencioso como um gatinho, ele entrou furtivamente na cozinha do templo e cuidadosamente vasculhou em busca de sobras de arroz.<br />
<br />
Ele encontrou alguns grãos de arroz fofo no chão, mas os monges tinham limpado suas panelas e tigelas.<br />
<br />
O tigre ficou muito chateado.<br />
<br />
Ele estava com TANTA fome.<br />
<br />
Nesse momento, ele ouviu um movimento do lado de fora da cozinha, e o tigre rapidamente se escondeu na sombra atrás da porta aberta.<br />
<br />
Um dos monges entrou, carregando uma lanterna para iluminar seu caminho.<br />
<br />
O monge olhou ao redor da sala.<br />
<br />
E foi naquele momento que a fome do tigre o venceu.<br />
<br />
Ele saltou das sombras e atacou o monge, que gritou e deixou cair sua lanterna, que se espatifou no chão.<br />
<br />
O tigre cravou os dentes no pescoço do monge e rasgou a pele.<br />
<br />
Sangue vermelho e quente jorrou do monge a cada batida de seu coração em pânico.<br />
<br />
O tigre sacudiu o monge violentamente e o esmagou no chão do templo.<br />
<br />
E enquanto o monge lutava para dar seus últimos suspiros, tossindo — o tigre RUGIA.<br />
<br />
O fogo da lamparina se espalhou e o crescente incêndio iluminou o cômodo com uma luz bruxuleante selvagem.<br />
<br />
Outros monges apareceram, gritaram e fugiram, mas o tigre ficou, empanturrando-se com a carne ainda em movimento do monge.<br />
<br />
O tigre faminto comeu e comeu e nunca se sentiu mais vivo e não estava arrependido ou triste porque, afinal, ele era um tigre.<br />
<br />
O tigre havia se esquecido de sua busca pela iluminação.<br />
<br />
Mas então, alguns homens da vila apareceram na porta da cozinha em chamas — e eles estavam armados com armas de fogo.<br />
<br />
Os homens gritaram, e um deles atirou no tigre, e uma bala atingiu seu ombro.<br />
<br />
"OWWWWWWWWWWWWWRRRRRRR", o tigre rugiu.<br />
<br />
O tigre pulou rapidamente e saiu correndo da cozinha pela outra porta.<br />
<br />
"Agora esses homens estão tentando ME matar!"<br />
<br />
O tigre correu de volta para a selva, para longe do templo em chamas. .<br />
<br />
Os homens o perseguiram, disparando suas armas.<br />
<br />
As balas atingiram as árvores e lançaram estilhaços de casca voando pelo tigre.<br />
<br />
Mas os tigres correm mais rápido que os homens, e o tigre desapareceu fundo, fundo, fundo na escuridão da selva.<br />
<br />
Exausto, mas sem mais fome, o tigre sentou-se para meditar mais uma vez.<br />
<br />
Seu ferimento ainda estava sangrando, mas não muito, e não doía muito.<br />
<br />
Mas o tigre estava frustrado e confuso.<br />
<br />
Um macaco desceu perto dele — mas fora de alcance.<br />
<br />
Ele olhou para o tigre e pareceu curioso ou possivelmente preocupado.<br />
<br />
Então o tigre contou ao macaco o que tinha acontecido.<br />
<br />
O tigre contou ao macaco como ele havia tentado meditar sobre a paz e a não violência como os monges, e como os monges se recusavam a comer carne, então ele também se recusou a comer carne, porque os monges pareciam muito sábios.<br />
<br />
O tigre disse ao macaco que estava tentando encontrar a iluminação, e o macaco revirou os olhos.<br />
<br />
O tigre resmungou e disse ao macaco: "Sabe, é estranho. Os monges pregam a não violência e é verdade que eles permaneceram pacíficos.<br />
<br />
Mas também é verdade, veja bem, que aqueles monges pacíficos não tiveram problemas em buscar os homens da aldeia para usar a violência contra mim."<br />
<br />
E, com isso, o macaco deu de ombros e voltou para a árvore.<br />
<br />
Algumas folhas caíram dos galhos acima, e os olhos cansados do tigre seguiram uma delas enquanto ela flutuava preguiçosamente até o chão.<br />
<br />
Quando ele olhou para cima novamente, a selva estava transformada.<br />
<br />
Tudo ao seu redor parecia um sonho — as profundezas eram incertas e a selva brilhava com luz prismática.<br />
<br />
O próprio ar parecia estar vivo.<br />
<br />
E foi então que o Grande Tigre se revelou.<br />
<br />
O Grande olhou para ele com mil olhos penetrantes e desdobrou mil patas.<br />
<br />
Ele era resplandecente em listras de todas as cores, e o Grande Tigre estava em todos os lugares ao mesmo tempo — lindo e assustador.<br />
<br />
O Grande rugiu em um rugido que veio de todos os lados, e o tigre podia sentir seus ossos chacoalharem dentro dele.<br />
<br />
E então, o Grande falou com ele calmamente em uma voz que parecia ter vindo do início dos tempos e se movido através do nosso tigre em direção ao fim distante e desconhecido de todas as coisas.<br />
<br />
O Grande disse:<br />
<br />
“Você não encontrará o que procura naquele templo em chamas.<br />
<br />
Os homens o perseguiram, disparando suas armas.<br />
<br />
As balas atingiram as árvores e lançaram estilhaços de casca voando perto do tigre.<br />
<br />
Mas os tigres correm mais rápido que os homens, e o tigre desapareceu fundo, fundo, fundo na escuridão da selva.<br />
<br />
Exausto, mas sem mais fome, o tigre sentou-se para meditar mais uma vez.<br />
<br />
Seu ferimento ainda sangrava, mas não muito, e não doía muito.<br />
<br />
Mas o tigre estava frustrado e confuso.<br />
<br />
Um macaco desceu perto dele — mas fora de alcance.<br />
<br />
Ele olhou para o tigre e pareceu curioso ou possivelmente preocupado.<br />
<br />
Então o tigre contou ao macaco o que tinha acontecido.<br />
<br />
O tigre contou ao macaco como ele havia tentado meditar sobre a paz e a não violência como os monges, e como os monges se recusavam a comer carne, então ele também se recusou a comer carne, porque os monges pareciam muito sábios.<br />
<br />
O tigre disse ao macaco que estava tentando encontrar a iluminação, e o macaco revirou os olhos.<br />
<br />
O tigre resmungou e disse ao macaco: "Sabe, é estranho. Os monges pregam a não violência e é verdade que eles permaneceram pacíficos.<br />
<br />
Mas também é verdade, veja bem, que aqueles monges pacíficos não tiveram problemas em buscar os homens da aldeia para usar a violência contra mim."<br />
<br />
E, com isso, o macaco deu de ombros e voltou a subir na árvore.<br />
<br />
Algumas folhas caíram dos galhos acima, e os olhos cansados do tigre seguiram uma delas enquanto ela flutuava preguiçosamente até o chão.<br />
<br />
Quando ele olhou para cima novamente, a selva estava transformada.<br />
<br />
Tudo ao seu redor parecia um sonho — as profundezas eram incertas e a selva brilhava com luz prismática.<br />
<br />
O próprio ar parecia estar vivo.<br />
<br />
E foi então que o Grande Tigre se revelou.<br />
<br />
O Grande olhou para ele com mil olhos penetrantes e desdobrou mil patas.<br />
<br />
Ele estava resplandecente em listras de todas as cores, e O Grande Tigre estava em todos os lugares ao mesmo tempo — lindo e assustador.<br />
<br />
O Grande rugiu em um rugido que veio de todos os lados, e o tigre podia sentir seus ossos chacoalharem dentro dele.<br />
<br />
E então, o Grande falou com ele calmamente em uma voz que parecia ter vindo do início dos tempos e se movido através do nosso tigre em direção ao fim distante e desconhecido de todas as coisas.<br />
<br />
O Grande disse:<br />
<br />
“Você não encontrará o que procura naquele templo em chamas.<br />
<br />
Aqueles monges vivem no erro.<br />
<br />
Eles são capazes de permanecer em paz apenas porque são protegidos pelos homens da aldeia.<br />
<br />
Eles podem parecer sábios, mas são filhotes delicados cuidados por uma mãe feroz.<br />
<br />
Vou lhe contar sobre violência.<br />
<br />
A violência é uma forma de energia — não pode ser criada nem destruída.<br />
<br />
Ela se move de uma criatura para outra, mudando de estado e forma, mas a paz — a verdadeira paz na vida — é uma ilusão.<br />
<br />
Um truque sussurrado do dragão.<br />
<br />
A única paz verdadeira vem na morte, e até a morte provê para os vivos, e a violência continua.<br />
<br />
O verme se alimenta da decadência da morte, engordando até que a pomba pacífica traz a morte de cima, arrancando-a do solo e engolindo-a inteira.<br />
<br />
E quando a águia avista a pomba, ela ataca como um raio — esmagando-a em suas garras.<br />
<br />
A grama selvagem extrai vida da morte e do desperdício, e os cervos se alimentam dessa grama.<br />
<br />
Mas, como você descobriu, tigres não se alimentam de grama.<br />
<br />
É papel dos tigres se alimentar de cervos.<br />
<br />
Veja, os monges em seu templo ensinam a paz, mas a realidade não mudou para acomodar sua ilusão.<br />
<br />
Eles descobriram que orações e incenso por si só não dissuadirão tigres famintos de comê-los.<br />
<br />
Os homens só podem manter os tigres longe ameaçando-os com violência.<br />
<br />
E o mundo dos homens funciona da mesma maneira.<br />
<br />
Os monges no templo rezam pela paz, mas a paz só é alcançada no mundo dos homens quando um grupo de homens se torna tão poderoso por meio da riqueza ou do valor que eles fazem regras contra a violência que só podem ser impostas pela ameaça de violência.<br />
<br />
Então a paz, na medida em que existe, é o produto da violência.<br />
<br />
A ameaça de violência é o padrão-ouro que garante que as leis serão obedecidas e que os tigres não invadirão os templos e as aldeias dos homens.<br />
<br />
A violência não é boa nem má. Ela simplesmente é.<br />
<br />
A violência é um oceano no qual se pode nadar ou se afogar.<br />
<br />
A violência não é um deus a ser adorado, mas uma realidade fundamental do universo, uma constante que se deve reconhecer e respeitar se se deseja alcançar a verdadeira iluminação.<br />
<br />
O tigre ouviu o Grande e contemplou Suas palavras de sabedoria...<br />
<br />
Ele respirou fundo e sentiu algo formigar no centro de sua testa.<br />
<br />
E então, como uma flor desabrochando para saudar o sol da manhã, o Terceiro Olho do tigre se abriu.<br />
<br />
E quando o Terceiro Olho do tigre se abriu, ele descobriu que podia ver o mundo como antes, mas com maior clareza e compreensão.<br />
<br />
Ele sentiu três palavras se formando entre seus lábios negros e sua língua farpada, e sussurrou:<br />
<br />
“A violência é dourada.”<br />
<br />
O tigre meditativo voltou a ficar de quatro, examinando a selva enquanto os primeiros raios de sol penetravam na névoa da manhã, e disse em voz alta - para ninguém em particular:<br />
<br />
“Eu me pergunto para onde foi aquele cervo.”<br />
<br />
E o tigre começou o seu dia. <br />
<br />
E esta, amigos, é a história de como o tigre abriu o seu Terceiro Olho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Por Jack Donovan, traduzido pelo google tradutor. O Original está aqui: <a href="https://www.jack-donovan.com/sowilo/2024/07/07/how-the-tiger-opened-his-third-eye/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://www.jack-donovan.com/sowilo/2024...third-eye/</a><br />
<br />
Era uma vez, no extremo oriente, um tigre que vivia em uma selva ao lado de um antigo templo.<br />
<br />
Todos os dias, descansando na sombra listrada de uma folha de palmeira, o tigre observava os monges no templo enquanto eles cuidavam de seus negócios.<br />
<br />
Os monges varriam o chão do templo com vassouras de capim.<br />
<br />
Eles poliam as estátuas, oferecendo pequenas orações enquanto trabalhavam.<br />
<br />
Os monges acendiam velas e incenso que enchiam o ar do templo com fumaça perfumada.<br />
<br />
E então, depois de cantar uma palavra que significa "paz", os monges se sentavam para meditar com grande concentração por um longo tempo.<br />
<br />
O tigre semicerrou os olhos e bocejou, e suas grandes presas brilhavam ao sol de verão.<br />
<br />
Ele se perguntava o que os monges estavam pensando enquanto meditavam.<br />
<br />
Então, depois que os monges terminaram de meditar e prepararam seus jantares simples e sem carne de lentilhas e arroz, o tigre se aproximou do templo e ouviu os monges conversando.<br />
<br />
Um dos monges parecia estar no comando, e os outros monges o ouviam atentamente enquanto ele falava.<br />
<br />
O tigre notou que alguns estranhos de pele clara que usavam roupas incomuns chegaram para visitar os monges e ouvi-los falar.<br />
<br />
O monge que parecia estar no comando falou sobre a importância da paz e da não violência.<br />
<br />
Todos os monges assentiram silenciosamente, e os estranhos também.<br />
<br />
Então, ele falou sobre a iluminação.<br />
<br />
E todos os monges assentiram silenciosamente, e os estranhos também.<br />
<br />
E então, o monge mais importante disse algo de passagem sobre "abrir um terceiro olho".<br />
<br />
Todos os monges assentiram silenciosamente, mas os estranhos pareciam ficar muito animados.<br />
<br />
E o tigre também ficou muito animado.<br />
<br />
O tigre retornou à selva, pensando sobre a não violência e este terceiro olho.<br />
<br />
"Eu quero um terceiro olho", pensou o tigre.<br />
<br />
"Se eu tivesse um terceiro olho", pensou ele, "imagine o que eu poderia ver!"<br />
<br />
Mas então, algo ocorreu ao tigre que o perturbou.<br />
<br />
Todos esses monges eram pacíficos, comiam uma dieta baseada em vegetais e meditavam todos os dias por muitas horas, mas mesmo o monge mais importante tinha apenas dois olhos.<br />
<br />
O tigre balançou a cabeça.<br />
<br />
"Se esses monges trabalham tão duro todos os dias e ainda têm apenas dois olhos, como posso esperar que meu terceiro olho se abra?"<br />
<br />
E então, o tigre riu para si mesmo. A resposta era tão simples.<br />
<br />
"Os monges são apenas pessoas", percebeu o tigre, "mas eu sou um tigre, e os tigres são ótimos."<br />
<br />
Então foi naquele momento, quando o sol se pôs atrás do antigo templo, que o tigre começou sua meditação.<br />
<br />
Ele meditou a noite toda, e o luar lançou sombras listradas sobre ele através das folhas das palmeiras enquanto elas se moviam suavemente na brisa.<br />
<br />
Quando os monges se levantaram na manhã seguinte, o tigre ainda estava meditando.<br />
<br />
“Veja”, ele pensou, “eu já estou à frente deles.”<br />
<br />
O tigre meditou sobre a paz e a não violência, mas achou muito difícil meditar sobre a ausência de uma coisa.<br />
<br />
“O que é a paz”, ele se perguntou, “senão a ausência de violência?”<br />
<br />
“Que caráter a paz tem em si mesma?”<br />
<br />
“Parece que a paz é um espaço vazio ou uma pausa significativa — uma elipse…”<br />
<br />
“Agora estou ficando muito filosófico”, sorriu o tigre.<br />
<br />
“Preciso me esforçar mais.”<br />
<br />
Após muitas horas de meditação, o tigre sentiu sede e foi até um riacho.<br />
<br />
Ele bebeu sua porção de água e ouviu as conversas dos pássaros enquanto voavam de galho em galho acima dele, procurando insetos e vermes para matar e comer.<br />
<br />
"Selvagens de dois olhos", ele fungou. "Eles nunca alcançarão a iluminação."<br />
<br />
Mas naquele momento, ele viu um movimento rio abaixo enquanto a densa folhagem farfalhava.<br />
<br />
Um cervo malhado colocou a cabeça para fora, olhando ao redor para ver se era seguro beber um pouco de água.<br />
<br />
O tigre estava com fome, e ele lambeu os lábios.<br />
<br />
Normalmente, ele começaria a perseguir o cervo malhado — esperando o momento perfeito para atacar.<br />
<br />
Então ele cravaria os dentes em seu pescoço, enquanto o sangue espirrava em seu pelo, e esmagaria sua traqueia.<br />
<br />
Ele pressionaria o cervo para o chão com seu peso e o seguraria firmemente até que ele sucumbisse à escuridão.<br />
<br />
Então ele o arrastava para um local isolado e o rasgava, desenterrando seu fígado e rins quentes — todas as coisas boas, primeiro.<br />
<br />
"Nossa", suspirou o tigre, "pensar nisso está me deixando com muita fome. É melhor eu parar. Nunca alcançarei a iluminação dessa forma."<br />
<br />
Então o tigre se virou e caminhou para a selva até não conseguir mais ver o veado.<br />
<br />
Então ele tentou mastigar algumas folhas. Elas eram bem nojentas, mas ele continuou.<br />
<br />
"Eu só preciso me acostumar", decidiu o tigre.<br />
<br />
Ele tentou desenterrar algumas raízes de plantas porque tinha visto homens fazerem isso, mas as raízes estavam muito sujas e não tinham um gosto muito bom.<br />
<br />
Então, o tigre retornou ao seu lugar sob as folhas de palmeira e retomou sua meditação.<br />
<br />
Isso continuou por vários dias.<br />
<br />
Durante os intervalos de sua meditação, o tigre tentou comer todos os tipos de plantas.<br />
<br />
Ele se engasgou com várias gramas, folhas e até flores.<br />
<br />
Depois de observar os macacos, ele decidiu experimentar algumas bananas, e o tigre teve que admitir que bananas não eram ruins.<br />
<br />
Ainda assim, não importava quantas bananas ele comesse, o tigre continuava com fome.<br />
<br />
E ele começou a se sentir muito doente, muito cansado e muito fraco.<br />
<br />
E era muito difícil para o tigre se concentrar durante suas meditações.<br />
<br />
Então, uma tarde, enquanto ele estava se sentindo perfeitamente mal, o tigre teve uma ideia.<br />
<br />
"Os monges não comem grama e bananas", ele pensou, "eles comem arroz branco fofo!"<br />
<br />
"Talvez o arroz seja o segredo."<br />
<br />
"Eu sei onde o arroz cresce, mas não sei como fazê-lo fofo."<br />
<br />
"Eu deveria ir buscar um pouco do arroz fofo."<br />
<br />
O tigre tinha certeza de que essa era a solução.<br />
<br />
Então ele voltou para sua meditação e esperou até que os monges tivessem comido sua refeição.<br />
<br />
Depois que as estrelas apareceram no céu azul-escuro, o tigre rastejou em direção ao templo através das sombras lançadas pelo luar.<br />
<br />
Silencioso como um gatinho, ele entrou furtivamente na cozinha do templo e cuidadosamente vasculhou em busca de sobras de arroz.<br />
<br />
Ele encontrou alguns grãos de arroz fofo no chão, mas os monges tinham limpado suas panelas e tigelas.<br />
<br />
O tigre ficou muito chateado.<br />
<br />
Ele estava com TANTA fome.<br />
<br />
Nesse momento, ele ouviu um movimento do lado de fora da cozinha, e o tigre rapidamente se escondeu na sombra atrás da porta aberta.<br />
<br />
Um dos monges entrou, carregando uma lanterna para iluminar seu caminho.<br />
<br />
O monge olhou ao redor da sala.<br />
<br />
E foi naquele momento que a fome do tigre o venceu.<br />
<br />
Ele saltou das sombras e atacou o monge, que gritou e deixou cair sua lanterna, que se espatifou no chão.<br />
<br />
O tigre cravou os dentes no pescoço do monge e rasgou a pele.<br />
<br />
Sangue vermelho e quente jorrou do monge a cada batida de seu coração em pânico.<br />
<br />
O tigre sacudiu o monge violentamente e o esmagou no chão do templo.<br />
<br />
E enquanto o monge lutava para dar seus últimos suspiros, tossindo — o tigre RUGIA.<br />
<br />
O fogo da lamparina se espalhou e o crescente incêndio iluminou o cômodo com uma luz bruxuleante selvagem.<br />
<br />
Outros monges apareceram, gritaram e fugiram, mas o tigre ficou, empanturrando-se com a carne ainda em movimento do monge.<br />
<br />
O tigre faminto comeu e comeu e nunca se sentiu mais vivo e não estava arrependido ou triste porque, afinal, ele era um tigre.<br />
<br />
O tigre havia se esquecido de sua busca pela iluminação.<br />
<br />
Mas então, alguns homens da vila apareceram na porta da cozinha em chamas — e eles estavam armados com armas de fogo.<br />
<br />
Os homens gritaram, e um deles atirou no tigre, e uma bala atingiu seu ombro.<br />
<br />
"OWWWWWWWWWWWWWRRRRRRR", o tigre rugiu.<br />
<br />
O tigre pulou rapidamente e saiu correndo da cozinha pela outra porta.<br />
<br />
"Agora esses homens estão tentando ME matar!"<br />
<br />
O tigre correu de volta para a selva, para longe do templo em chamas. .<br />
<br />
Os homens o perseguiram, disparando suas armas.<br />
<br />
As balas atingiram as árvores e lançaram estilhaços de casca voando pelo tigre.<br />
<br />
Mas os tigres correm mais rápido que os homens, e o tigre desapareceu fundo, fundo, fundo na escuridão da selva.<br />
<br />
Exausto, mas sem mais fome, o tigre sentou-se para meditar mais uma vez.<br />
<br />
Seu ferimento ainda estava sangrando, mas não muito, e não doía muito.<br />
<br />
Mas o tigre estava frustrado e confuso.<br />
<br />
Um macaco desceu perto dele — mas fora de alcance.<br />
<br />
Ele olhou para o tigre e pareceu curioso ou possivelmente preocupado.<br />
<br />
Então o tigre contou ao macaco o que tinha acontecido.<br />
<br />
O tigre contou ao macaco como ele havia tentado meditar sobre a paz e a não violência como os monges, e como os monges se recusavam a comer carne, então ele também se recusou a comer carne, porque os monges pareciam muito sábios.<br />
<br />
O tigre disse ao macaco que estava tentando encontrar a iluminação, e o macaco revirou os olhos.<br />
<br />
O tigre resmungou e disse ao macaco: "Sabe, é estranho. Os monges pregam a não violência e é verdade que eles permaneceram pacíficos.<br />
<br />
Mas também é verdade, veja bem, que aqueles monges pacíficos não tiveram problemas em buscar os homens da aldeia para usar a violência contra mim."<br />
<br />
E, com isso, o macaco deu de ombros e voltou para a árvore.<br />
<br />
Algumas folhas caíram dos galhos acima, e os olhos cansados do tigre seguiram uma delas enquanto ela flutuava preguiçosamente até o chão.<br />
<br />
Quando ele olhou para cima novamente, a selva estava transformada.<br />
<br />
Tudo ao seu redor parecia um sonho — as profundezas eram incertas e a selva brilhava com luz prismática.<br />
<br />
O próprio ar parecia estar vivo.<br />
<br />
E foi então que o Grande Tigre se revelou.<br />
<br />
O Grande olhou para ele com mil olhos penetrantes e desdobrou mil patas.<br />
<br />
Ele era resplandecente em listras de todas as cores, e o Grande Tigre estava em todos os lugares ao mesmo tempo — lindo e assustador.<br />
<br />
O Grande rugiu em um rugido que veio de todos os lados, e o tigre podia sentir seus ossos chacoalharem dentro dele.<br />
<br />
E então, o Grande falou com ele calmamente em uma voz que parecia ter vindo do início dos tempos e se movido através do nosso tigre em direção ao fim distante e desconhecido de todas as coisas.<br />
<br />
O Grande disse:<br />
<br />
“Você não encontrará o que procura naquele templo em chamas.<br />
<br />
Os homens o perseguiram, disparando suas armas.<br />
<br />
As balas atingiram as árvores e lançaram estilhaços de casca voando perto do tigre.<br />
<br />
Mas os tigres correm mais rápido que os homens, e o tigre desapareceu fundo, fundo, fundo na escuridão da selva.<br />
<br />
Exausto, mas sem mais fome, o tigre sentou-se para meditar mais uma vez.<br />
<br />
Seu ferimento ainda sangrava, mas não muito, e não doía muito.<br />
<br />
Mas o tigre estava frustrado e confuso.<br />
<br />
Um macaco desceu perto dele — mas fora de alcance.<br />
<br />
Ele olhou para o tigre e pareceu curioso ou possivelmente preocupado.<br />
<br />
Então o tigre contou ao macaco o que tinha acontecido.<br />
<br />
O tigre contou ao macaco como ele havia tentado meditar sobre a paz e a não violência como os monges, e como os monges se recusavam a comer carne, então ele também se recusou a comer carne, porque os monges pareciam muito sábios.<br />
<br />
O tigre disse ao macaco que estava tentando encontrar a iluminação, e o macaco revirou os olhos.<br />
<br />
O tigre resmungou e disse ao macaco: "Sabe, é estranho. Os monges pregam a não violência e é verdade que eles permaneceram pacíficos.<br />
<br />
Mas também é verdade, veja bem, que aqueles monges pacíficos não tiveram problemas em buscar os homens da aldeia para usar a violência contra mim."<br />
<br />
E, com isso, o macaco deu de ombros e voltou a subir na árvore.<br />
<br />
Algumas folhas caíram dos galhos acima, e os olhos cansados do tigre seguiram uma delas enquanto ela flutuava preguiçosamente até o chão.<br />
<br />
Quando ele olhou para cima novamente, a selva estava transformada.<br />
<br />
Tudo ao seu redor parecia um sonho — as profundezas eram incertas e a selva brilhava com luz prismática.<br />
<br />
O próprio ar parecia estar vivo.<br />
<br />
E foi então que o Grande Tigre se revelou.<br />
<br />
O Grande olhou para ele com mil olhos penetrantes e desdobrou mil patas.<br />
<br />
Ele estava resplandecente em listras de todas as cores, e O Grande Tigre estava em todos os lugares ao mesmo tempo — lindo e assustador.<br />
<br />
O Grande rugiu em um rugido que veio de todos os lados, e o tigre podia sentir seus ossos chacoalharem dentro dele.<br />
<br />
E então, o Grande falou com ele calmamente em uma voz que parecia ter vindo do início dos tempos e se movido através do nosso tigre em direção ao fim distante e desconhecido de todas as coisas.<br />
<br />
O Grande disse:<br />
<br />
“Você não encontrará o que procura naquele templo em chamas.<br />
<br />
Aqueles monges vivem no erro.<br />
<br />
Eles são capazes de permanecer em paz apenas porque são protegidos pelos homens da aldeia.<br />
<br />
Eles podem parecer sábios, mas são filhotes delicados cuidados por uma mãe feroz.<br />
<br />
Vou lhe contar sobre violência.<br />
<br />
A violência é uma forma de energia — não pode ser criada nem destruída.<br />
<br />
Ela se move de uma criatura para outra, mudando de estado e forma, mas a paz — a verdadeira paz na vida — é uma ilusão.<br />
<br />
Um truque sussurrado do dragão.<br />
<br />
A única paz verdadeira vem na morte, e até a morte provê para os vivos, e a violência continua.<br />
<br />
O verme se alimenta da decadência da morte, engordando até que a pomba pacífica traz a morte de cima, arrancando-a do solo e engolindo-a inteira.<br />
<br />
E quando a águia avista a pomba, ela ataca como um raio — esmagando-a em suas garras.<br />
<br />
A grama selvagem extrai vida da morte e do desperdício, e os cervos se alimentam dessa grama.<br />
<br />
Mas, como você descobriu, tigres não se alimentam de grama.<br />
<br />
É papel dos tigres se alimentar de cervos.<br />
<br />
Veja, os monges em seu templo ensinam a paz, mas a realidade não mudou para acomodar sua ilusão.<br />
<br />
Eles descobriram que orações e incenso por si só não dissuadirão tigres famintos de comê-los.<br />
<br />
Os homens só podem manter os tigres longe ameaçando-os com violência.<br />
<br />
E o mundo dos homens funciona da mesma maneira.<br />
<br />
Os monges no templo rezam pela paz, mas a paz só é alcançada no mundo dos homens quando um grupo de homens se torna tão poderoso por meio da riqueza ou do valor que eles fazem regras contra a violência que só podem ser impostas pela ameaça de violência.<br />
<br />
Então a paz, na medida em que existe, é o produto da violência.<br />
<br />
A ameaça de violência é o padrão-ouro que garante que as leis serão obedecidas e que os tigres não invadirão os templos e as aldeias dos homens.<br />
<br />
A violência não é boa nem má. Ela simplesmente é.<br />
<br />
A violência é um oceano no qual se pode nadar ou se afogar.<br />
<br />
A violência não é um deus a ser adorado, mas uma realidade fundamental do universo, uma constante que se deve reconhecer e respeitar se se deseja alcançar a verdadeira iluminação.<br />
<br />
O tigre ouviu o Grande e contemplou Suas palavras de sabedoria...<br />
<br />
Ele respirou fundo e sentiu algo formigar no centro de sua testa.<br />
<br />
E então, como uma flor desabrochando para saudar o sol da manhã, o Terceiro Olho do tigre se abriu.<br />
<br />
E quando o Terceiro Olho do tigre se abriu, ele descobriu que podia ver o mundo como antes, mas com maior clareza e compreensão.<br />
<br />
Ele sentiu três palavras se formando entre seus lábios negros e sua língua farpada, e sussurrou:<br />
<br />
“A violência é dourada.”<br />
<br />
O tigre meditativo voltou a ficar de quatro, examinando a selva enquanto os primeiros raios de sol penetravam na névoa da manhã, e disse em voz alta - para ninguém em particular:<br />
<br />
“Eu me pergunto para onde foi aquele cervo.”<br />
<br />
E o tigre começou o seu dia. <br />
<br />
E esta, amigos, é a história de como o tigre abriu o seu Terceiro Olho.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Por que Deus é apenas um]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6735</link>
			<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 17:24:12 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6735</guid>
			<description><![CDATA[Existe um clássico argumento ateísta, que diz o seguinte: Por que o Deus bíblico é verdadeiro e os outros deuses são falsos? Por que não acreditar nos outros deuses?<br />
<br />
Vamos lá. Primeiramente, iremos fazer algumas definições, para facilitar a argumentação posterior:<br />
-A bíblia é o único livro onde é presente o monoteísmo. As demais religiões são politeístas (Por exemplo, hindus, umbandistas, nórdicos e gregos. Todos esses são politeístas, e várias outras religiões são também.)<br />
<br />
Além disso, precisamos compreender algumas atributos de Deus:<br />
-Deus é perfeito, absoluto e infinito, ou seja, é completo por si mesmo. (Apocalipse 22:13 - Eu sou o Alfa e o Ômega, o inicio e o fim)<br />
<br />
Tendo em vista tais definições, agora iremos provar porque Deus é uno:<br />
-Em primeiro lugar, vamos tentar conceber a existência de mais de um deus. Supondo que existam dois deuses, então todos os dois são perfeitos, absolutos e infinitos, portanto completos por si mesmos, como foi descrito anteriormente. Sendo assim, então todos os atributos que um deus tem o outro tem de forma igual, visto que ambos são completos, e não lhe faltam nada, tem seus atributos infinitos e perfeitos. Assim, os dois deuses serão o mesmo ente, à medida que possuem os mesmos atributos. Para que sejam diferentes, um deveria ter algum atributo menor que o outro, e, por consequência, este não seria considerado um deus. Desse modo, prova-se que é inconcebível a possibilidade de haver mais de um deus.<br />
<br />
Conclusão: É impossível a veracidade do politeísmo.<br />
<br />
Referências: Suma teológica, de Tomás de Aquino<br />
<br />
*Isso é uma simplificação do argumento do teólogo e filósofo Tomás de Aquino. Caso queiram se aprofundar mais em tais argumentações, leiam seu livro que foi supracitado. Além desse, há diversos outros argumentos em favor do Deus Uno, porém achei esse argumento mais fácil de entender.<br />
*Esse argumento eu havia preparado para postar em um grupo bíblico que participo no telegram. Porém achei interessante posta-lo aqui também, pois há muitos cristãos no fórum. Usem esse argumento como forma de fortalecer e defender sua fé. <br />
<br />
Se vocês tiverem gostado, eu posso trazer aqui mais argumentos a favor da fé bíblica. Se houver algum erro de lógica me corrijam imediatamente. Obrigado por ler, Deus te abençoe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Existe um clássico argumento ateísta, que diz o seguinte: Por que o Deus bíblico é verdadeiro e os outros deuses são falsos? Por que não acreditar nos outros deuses?<br />
<br />
Vamos lá. Primeiramente, iremos fazer algumas definições, para facilitar a argumentação posterior:<br />
-A bíblia é o único livro onde é presente o monoteísmo. As demais religiões são politeístas (Por exemplo, hindus, umbandistas, nórdicos e gregos. Todos esses são politeístas, e várias outras religiões são também.)<br />
<br />
Além disso, precisamos compreender algumas atributos de Deus:<br />
-Deus é perfeito, absoluto e infinito, ou seja, é completo por si mesmo. (Apocalipse 22:13 - Eu sou o Alfa e o Ômega, o inicio e o fim)<br />
<br />
Tendo em vista tais definições, agora iremos provar porque Deus é uno:<br />
-Em primeiro lugar, vamos tentar conceber a existência de mais de um deus. Supondo que existam dois deuses, então todos os dois são perfeitos, absolutos e infinitos, portanto completos por si mesmos, como foi descrito anteriormente. Sendo assim, então todos os atributos que um deus tem o outro tem de forma igual, visto que ambos são completos, e não lhe faltam nada, tem seus atributos infinitos e perfeitos. Assim, os dois deuses serão o mesmo ente, à medida que possuem os mesmos atributos. Para que sejam diferentes, um deveria ter algum atributo menor que o outro, e, por consequência, este não seria considerado um deus. Desse modo, prova-se que é inconcebível a possibilidade de haver mais de um deus.<br />
<br />
Conclusão: É impossível a veracidade do politeísmo.<br />
<br />
Referências: Suma teológica, de Tomás de Aquino<br />
<br />
*Isso é uma simplificação do argumento do teólogo e filósofo Tomás de Aquino. Caso queiram se aprofundar mais em tais argumentações, leiam seu livro que foi supracitado. Além desse, há diversos outros argumentos em favor do Deus Uno, porém achei esse argumento mais fácil de entender.<br />
*Esse argumento eu havia preparado para postar em um grupo bíblico que participo no telegram. Porém achei interessante posta-lo aqui também, pois há muitos cristãos no fórum. Usem esse argumento como forma de fortalecer e defender sua fé. <br />
<br />
Se vocês tiverem gostado, eu posso trazer aqui mais argumentos a favor da fé bíblica. Se houver algum erro de lógica me corrijam imediatamente. Obrigado por ler, Deus te abençoe.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Alexandre Correa cita violência contra homens e lança pré-candidatura]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6702</link>
			<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 12:11:43 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6702</guid>
			<description><![CDATA[Tem meu voto certo.<br />
<br />
<br />
Pré-candidato a vereador de São Paulo, o ex-marido da apresentadora Ana Hickmann, Alexandre Correa (Avante), publicou nesta 6ª feira (21.jun.2024) um vídeo em seu perfil no Instagram em que fala sobre a “dificuldade” de notificar a violência doméstica contra homens. Ele afirmou que defenderá o tema em sua pré-campanha, oficializada em 8 de maio....<br />
<br />
<!-- start: video_youtube_embed --><br />
<iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/YjE42VzVDas" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<!-- end: video_youtube_embed -->]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Tem meu voto certo.<br />
<br />
<br />
Pré-candidato a vereador de São Paulo, o ex-marido da apresentadora Ana Hickmann, Alexandre Correa (Avante), publicou nesta 6ª feira (21.jun.2024) um vídeo em seu perfil no Instagram em que fala sobre a “dificuldade” de notificar a violência doméstica contra homens. Ele afirmou que defenderá o tema em sua pré-campanha, oficializada em 8 de maio....<br />
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Meditações sobre o Sermão da Montanha]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6693</link>
			<pubDate>Fri, 21 Jun 2024 11:25:27 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6693</guid>
			<description><![CDATA[<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O objetivo desse tópico é uma detida meditação sobre esse famoso sermão de Cristo, onde todos possam participar com suas contribuições.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Planejo transcrever um versículo, ou unidade de raciocínio, por vez e deixar as minhas impressões, abrindo a oportunidade para que os membros interessados também deixem seus registros. Acredito que ao final do texto teremos um grande material de contribuição mútua que servirá para todos. Utilizarei a clássica tradução do Pe Antonio Pereira de Figueiredo dos textos de Matheus 5, 6 e 7. Os membros estão livres para incluir outras traduções e textos externos adjuntos.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Cristo já havia iniciado seu ministério há algum tempo quando se deu este sermão. Seu Nome já tinha fama nas regiões da Galiléia, Jerusalém, Judéia, em toda a Síria e nos povos ao leste do rio Jordão. Analisando esse território, fiquei um tanto surpreso com a sua extensão pois nunca tinha parado para pensar nisso. A Síria não estava limitada ao território atual, mas a um espaço que incluia o centro-leste da Turquia, a Armênia e a Geórgia, até o Eufrates no atual Iraque. Ao sul, o limite natural é o deserto da arábia, onde Cristo passou seu tempo de preparaçã descrito literariamente como os 40 dias no deserto. A quantidade de pessoas que O conheciam era bastante considerável, e o povo que o seguia em busca de seus ensinos e curas era numeroso.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O monte onde Cristo sobe para ensinar está próximo a cidade moderna de Tiberiades, ao oeste das margens do Mar da Galiléia. É um monte baixo, de cerca de 50 metros de altura, mas de onde se pode avistar ampla faixa de terra. Esse contexto geográfico é bastante importante para a meditação que quero começar. O texto de Matheus inicia assim:</span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">“(1) E vendo Jesus a grande multidão do povo, subiu a um monte, e depois de se ter sentado, se chegaram para o pé dele os seus discípulos. (2) E ele abrindo a sua boca os ensinava dizendo:”</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A subida de Cristo a um monte baixo, de onde se podia ver grande quantidade de terra, é um símbolo da sua posição de autoridade, como um monarca, mas ao mesmo tempo de proximidade com o grande povo que o seguia. O “Deus que se fez homem” estava ali implicito. Ao assentar-se Cristo comunicava esta posição, pois os grandes mestres do mundo também ensinam sentados. Chegados aos seus pés estavam os discípulos, seus entes mais íntimos, submissos à sua autoridade. E na planície estava a multidão, receptiva aos ensinos, mas em busca principalmente de seus sinais mais prodigiosos.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Então essa imagem inicial já tem grande carga simbólica: Cristo assentado no alto do monte como monarca, um catedrático a ensinar com grande autoridade. Os discípulos dispostos aos seus pés, como os primeiros a receber os ensinamentos. O grande povo espalhado ao redor do monte, como aos pés dos discípulos, de quem receberia por extensão o ensino. Ali estava resumido o ministério de Cristo e como sua doutrina seria compreendida e transmitida ao longo dos séculos por vir, naquele que seria intitulado o Reino dos Céus.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Daí a grande importância do Sermão da Montanha, fonte de vida aqueles que o buscam e o observam.</span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O objetivo desse tópico é uma detida meditação sobre esse famoso sermão de Cristo, onde todos possam participar com suas contribuições.</span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Planejo transcrever um versículo, ou unidade de raciocínio, por vez e deixar as minhas impressões, abrindo a oportunidade para que os membros interessados também deixem seus registros. Acredito que ao final do texto teremos um grande material de contribuição mútua que servirá para todos. Utilizarei a clássica tradução do Pe Antonio Pereira de Figueiredo dos textos de Matheus 5, 6 e 7. Os membros estão livres para incluir outras traduções e textos externos adjuntos.</span></span><br />
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<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Cristo já havia iniciado seu ministério há algum tempo quando se deu este sermão. Seu Nome já tinha fama nas regiões da Galiléia, Jerusalém, Judéia, em toda a Síria e nos povos ao leste do rio Jordão. Analisando esse território, fiquei um tanto surpreso com a sua extensão pois nunca tinha parado para pensar nisso. A Síria não estava limitada ao território atual, mas a um espaço que incluia o centro-leste da Turquia, a Armênia e a Geórgia, até o Eufrates no atual Iraque. Ao sul, o limite natural é o deserto da arábia, onde Cristo passou seu tempo de preparaçã descrito literariamente como os 40 dias no deserto. A quantidade de pessoas que O conheciam era bastante considerável, e o povo que o seguia em busca de seus ensinos e curas era numeroso.</span></span><br />
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<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O monte onde Cristo sobe para ensinar está próximo a cidade moderna de Tiberiades, ao oeste das margens do Mar da Galiléia. É um monte baixo, de cerca de 50 metros de altura, mas de onde se pode avistar ampla faixa de terra. Esse contexto geográfico é bastante importante para a meditação que quero começar. O texto de Matheus inicia assim:</span></span><br />
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<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">“(1) E vendo Jesus a grande multidão do povo, subiu a um monte, e depois de se ter sentado, se chegaram para o pé dele os seus discípulos. (2) E ele abrindo a sua boca os ensinava dizendo:”</span></span></span><br />
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<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A subida de Cristo a um monte baixo, de onde se podia ver grande quantidade de terra, é um símbolo da sua posição de autoridade, como um monarca, mas ao mesmo tempo de proximidade com o grande povo que o seguia. O “Deus que se fez homem” estava ali implicito. Ao assentar-se Cristo comunicava esta posição, pois os grandes mestres do mundo também ensinam sentados. Chegados aos seus pés estavam os discípulos, seus entes mais íntimos, submissos à sua autoridade. E na planície estava a multidão, receptiva aos ensinos, mas em busca principalmente de seus sinais mais prodigiosos.</span></span><br />
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<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Então essa imagem inicial já tem grande carga simbólica: Cristo assentado no alto do monte como monarca, um catedrático a ensinar com grande autoridade. Os discípulos dispostos aos seus pés, como os primeiros a receber os ensinamentos. O grande povo espalhado ao redor do monte, como aos pés dos discípulos, de quem receberia por extensão o ensino. Ali estava resumido o ministério de Cristo e como sua doutrina seria compreendida e transmitida ao longo dos séculos por vir, naquele que seria intitulado o Reino dos Céus.</span></span><br />
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<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Daí a grande importância do Sermão da Montanha, fonte de vida aqueles que o buscam e o observam.</span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Reescrevendo trechos da bíblia com modernização, humor, realismo e psiquê.]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6688</link>
			<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 19:44:25 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6688</guid>
			<description><![CDATA[Estava digitando a resposta ao @<a id="mention_68" href="member.php?action=profile&amp;uid=68" class="mentionme_mention" title="Gorlami's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Gorlami</strong></span></a> sobre <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">elementos psicológicos</span> nos personagens da bíblia e decidi reescrever alguns trechos em tom de humor moderno e realista, incluindo a psicologia dos indivíduos.<br />
<br />
Minha intenção não é ofender ninguém, mas apenas "expor" o que deduzo teria sido escrito se aqueles personagens vivessem com elementos adaptados do tempo atual.<br />
<br />
Quem quiser reescrever alguma história ou fazer comentários, tá beleza!<br />
<br />
=-=<br />
<br />
<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">(Voz de narrador de livro).</span><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Sansão</span> se tornara criança diante da formosura de Dalila, ansiava estar próximo e pensava nela o tempo inteiro, idealizando sua beleza e atitudes como se fosse perfeita, tal qual uma criança endeusa e adora sua mãe.<br />
<br />
Cego de paixão, desejando agradar e ser aceito compartilhou o segredo de sua força: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Dalilah, o segredo do meu Shape é que tenho um trampo massa de segurança, tiro 10 salários todo mês, fico o dia todo na guarita só olhando câmeras, assim tenho tempo para academia, vídeos do Cariani, artes marciais e muito whey protein".</span><br />
<br />
No fundo de sua mente soava um pensamento de superioridade em relação aos Realitas da Papironet: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Levei Vantagi, me desenvolvi e sou um PUA fodão. Aqueles Realitas são tudo otário, kkkk"</span><br />
<br />
Após uns meses morando juntos, Dalilah, como toda mulher invejosa e ressentida do poder masculino, foi ao advogado e meteu-lhe uma falsa acusação de violência doméstica, com pedido indenizatório e pensão. Isso acabou com o nome limpo de Sansão, que perdeu emprego, força e ânimo, o derrotando na vida. <br />
<br />
De longe os Filisteus <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Equerditas</span>, como bons fracassados e invejosos, comemoraram com festas a derrota alheia de mais um hétero.<br />
<br />
=-=<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Adão</span>, com medo de perder Eva e ficar sozinho no paraíso, ao invés de terminar e colocá-la pra fora da cabana, se sentiu carente e com medo da solidão. Abriu uma cerveja, botou a música Pensando em minha amada do Chitãozinho e Xororó e aos poucos negava sua consciência que gritava insistentemente o que deveria ser feito.<br />
<br />
Ele se auto iludia: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"ela é diferente, só deu um vacilo, foi coisa de momento"</span>...<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"> "aqueles Realitas só falam merda, a minha mina é exceção sim"</span>. Então se deixou convencer por ela e comeu do fruto para participar do erro, prometendo que seria só daquela vez.<br />
<br />
Deus, achando seu filho um frouxo, disse que paraíso não é para matrixianos. O expulsou e mandou que buscasse o próprio sustento, mas manteve amizade por consideração.<br />
<br />
<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Meu filho, tu estragou a humanidade inteira, mas pelo menos ficará de aviso". "Pois é, Pai, vacilei, foi mal". "Foi mal nada, tu foi avisado, quis brincar de esconde-esconde, agora não tem desculpa não. Quem casa quer casa, pode meter o pé do paraíso". "Pai, sei que não tem volta, posso levar um cacho de banana e umas folhas de coqueiro pra me virar no começo? "Pode sim, filho, boa sorte e não esquece de levar Eva contigo".</span><br />
<br />
De lá saiu Adão com Eva lhe enchendo a paciência sem parar, dizendo coisas como <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Você devia ter insistido mais! Ele te criou, vocês eram amigos, nooossaa, não sei o que tinha na cabeça quando fui ficar contigo"! </span><br />
<br />
Adão apenas caminhava calado pensando na merda que tinha feito ao sair da casa de seu Pai. Agora só queria evitar brigas a todo custo para dormir cedo e trabalhar de manhã. Bem que meu pai avisou: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Quando comi o fruto me tornei escravo dele".</span><br />
<br />
Mais tarde, no bar celestial, Arcanjo Rafael batia na mesa conversando Gabriel: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Tá vendo que cara otário?! Ao invés de pedir outra esposa ficou igual uma bichinha "ahim, não posso ficar só, eu preciso dela". O cara se rebaixou, Gabriel! Se rebaixou! Descumpriu o mandamento do Pai. Ele avisou, o cara não quis escutar, tem mais é que se lascar mesmo!".</span><br />
<br />
=-=<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Davi </span>certa vez na varanda olhando a cidade, distraído pensando na vida, viu uma "Jovem Senhora" de corpo curvilíneo e longos cabelos compridos, ao invés de desviar o olhar e buscar algo de útil para fazer, ficou idealizando e imaginando todo tipo de luxúria que poderia ser cometida com a tal senhora.<br />
<br />
Mesmo descobrindo que era casada, continuou a alimentar tais pensamentos que cresceram, fortaleceram e se alimentaram do próprio Davi. Agora perdido, escravo e cego pelos desejos, estava tomado de cobiça pelo pastel de pelo alheio. Por causa de um olhar, Davi se tornou talarico apaixonado e depois assassino.<br />
<br />
Deus, que não gosta de olho grande e tampouco de gente errada pagando de certinha, revelou os acontecimentos ao seu profeta que foi puxar a orelha de Davi e ainda contou para humanidade inteira. 3 milênios depois ainda comentavam do seu vacilo na Papironet.<br />
<br />
=-=<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Salomão</span>, grande sábio afeito aos livros e seu reino, possuía um lado obscuro herdado de seu pai: era tarado, viciado e idolatrava o pastel de pelo como o ébrio busca o vinho. Sua sede de pasteis era tanta que comia sem parar, compulsivamente, mandando vir ao seu reino pasteis do mundo inteiro. Ele se esbaldava e quando não estava estudando ou orando, só pensava nesses deliciosos... quer dizer, malditos pasteis.<br />
<br />
Deus tentou avisá-lo e mandou homens vividos e experientes que lhe mandaram cartas por meio de um fórum de comunicação na <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Papironet</span>; mas Salomão fazia pouco caso, ria e debochava:<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"kkk, essa turma do Legado Realitas são mesmo uns bobos, esse negócio de namorar M&#36;ol não dá em nada, ela e o Enzo gostam de mim".</span><br />
<br />
De tanta idolatria Salomão se enfraqueceu e Deus permitiu que seus inimigos se levantassem para tomar seu reino. Então o Rei Estaditas lhe mandou 3 oficiais de justiça, descobriram suas economias, rendas e o fizeram partilhar tudo com suas amantes e filhos que tinham "direito" a status de esposa.<br />
<br />
A situação só não foi pior, pois Davi era muito amado por Deus e intercedeu pelo filho Salomão lá do paraíso, ficando algumas heranças sem ataque do Rei Estaditas.<br />
<br />
Novamente os Equerdistas Invejosos comemoram mais uma derrota do hétero opressor.<br />
<br />
Para eles quanto mais forte o Rei Estaditas e menos héteros no mundo, mais chances tem de mamar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Estava digitando a resposta ao @<a id="mention_68" href="member.php?action=profile&amp;uid=68" class="mentionme_mention" title="Gorlami's profile"><span style="color: #006400;"><strong>Gorlami</strong></span></a> sobre <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">elementos psicológicos</span> nos personagens da bíblia e decidi reescrever alguns trechos em tom de humor moderno e realista, incluindo a psicologia dos indivíduos.<br />
<br />
Minha intenção não é ofender ninguém, mas apenas "expor" o que deduzo teria sido escrito se aqueles personagens vivessem com elementos adaptados do tempo atual.<br />
<br />
Quem quiser reescrever alguma história ou fazer comentários, tá beleza!<br />
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<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">(Voz de narrador de livro).</span><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Sansão</span> se tornara criança diante da formosura de Dalila, ansiava estar próximo e pensava nela o tempo inteiro, idealizando sua beleza e atitudes como se fosse perfeita, tal qual uma criança endeusa e adora sua mãe.<br />
<br />
Cego de paixão, desejando agradar e ser aceito compartilhou o segredo de sua força: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Dalilah, o segredo do meu Shape é que tenho um trampo massa de segurança, tiro 10 salários todo mês, fico o dia todo na guarita só olhando câmeras, assim tenho tempo para academia, vídeos do Cariani, artes marciais e muito whey protein".</span><br />
<br />
No fundo de sua mente soava um pensamento de superioridade em relação aos Realitas da Papironet: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Levei Vantagi, me desenvolvi e sou um PUA fodão. Aqueles Realitas são tudo otário, kkkk"</span><br />
<br />
Após uns meses morando juntos, Dalilah, como toda mulher invejosa e ressentida do poder masculino, foi ao advogado e meteu-lhe uma falsa acusação de violência doméstica, com pedido indenizatório e pensão. Isso acabou com o nome limpo de Sansão, que perdeu emprego, força e ânimo, o derrotando na vida. <br />
<br />
De longe os Filisteus <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Equerditas</span>, como bons fracassados e invejosos, comemoraram com festas a derrota alheia de mais um hétero.<br />
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Adão</span>, com medo de perder Eva e ficar sozinho no paraíso, ao invés de terminar e colocá-la pra fora da cabana, se sentiu carente e com medo da solidão. Abriu uma cerveja, botou a música Pensando em minha amada do Chitãozinho e Xororó e aos poucos negava sua consciência que gritava insistentemente o que deveria ser feito.<br />
<br />
Ele se auto iludia: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"ela é diferente, só deu um vacilo, foi coisa de momento"</span>...<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"> "aqueles Realitas só falam merda, a minha mina é exceção sim"</span>. Então se deixou convencer por ela e comeu do fruto para participar do erro, prometendo que seria só daquela vez.<br />
<br />
Deus, achando seu filho um frouxo, disse que paraíso não é para matrixianos. O expulsou e mandou que buscasse o próprio sustento, mas manteve amizade por consideração.<br />
<br />
<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Meu filho, tu estragou a humanidade inteira, mas pelo menos ficará de aviso". "Pois é, Pai, vacilei, foi mal". "Foi mal nada, tu foi avisado, quis brincar de esconde-esconde, agora não tem desculpa não. Quem casa quer casa, pode meter o pé do paraíso". "Pai, sei que não tem volta, posso levar um cacho de banana e umas folhas de coqueiro pra me virar no começo? "Pode sim, filho, boa sorte e não esquece de levar Eva contigo".</span><br />
<br />
De lá saiu Adão com Eva lhe enchendo a paciência sem parar, dizendo coisas como <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Você devia ter insistido mais! Ele te criou, vocês eram amigos, nooossaa, não sei o que tinha na cabeça quando fui ficar contigo"! </span><br />
<br />
Adão apenas caminhava calado pensando na merda que tinha feito ao sair da casa de seu Pai. Agora só queria evitar brigas a todo custo para dormir cedo e trabalhar de manhã. Bem que meu pai avisou: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Quando comi o fruto me tornei escravo dele".</span><br />
<br />
Mais tarde, no bar celestial, Arcanjo Rafael batia na mesa conversando Gabriel: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Tá vendo que cara otário?! Ao invés de pedir outra esposa ficou igual uma bichinha "ahim, não posso ficar só, eu preciso dela". O cara se rebaixou, Gabriel! Se rebaixou! Descumpriu o mandamento do Pai. Ele avisou, o cara não quis escutar, tem mais é que se lascar mesmo!".</span><br />
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Davi </span>certa vez na varanda olhando a cidade, distraído pensando na vida, viu uma "Jovem Senhora" de corpo curvilíneo e longos cabelos compridos, ao invés de desviar o olhar e buscar algo de útil para fazer, ficou idealizando e imaginando todo tipo de luxúria que poderia ser cometida com a tal senhora.<br />
<br />
Mesmo descobrindo que era casada, continuou a alimentar tais pensamentos que cresceram, fortaleceram e se alimentaram do próprio Davi. Agora perdido, escravo e cego pelos desejos, estava tomado de cobiça pelo pastel de pelo alheio. Por causa de um olhar, Davi se tornou talarico apaixonado e depois assassino.<br />
<br />
Deus, que não gosta de olho grande e tampouco de gente errada pagando de certinha, revelou os acontecimentos ao seu profeta que foi puxar a orelha de Davi e ainda contou para humanidade inteira. 3 milênios depois ainda comentavam do seu vacilo na Papironet.<br />
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<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Salomão</span>, grande sábio afeito aos livros e seu reino, possuía um lado obscuro herdado de seu pai: era tarado, viciado e idolatrava o pastel de pelo como o ébrio busca o vinho. Sua sede de pasteis era tanta que comia sem parar, compulsivamente, mandando vir ao seu reino pasteis do mundo inteiro. Ele se esbaldava e quando não estava estudando ou orando, só pensava nesses deliciosos... quer dizer, malditos pasteis.<br />
<br />
Deus tentou avisá-lo e mandou homens vividos e experientes que lhe mandaram cartas por meio de um fórum de comunicação na <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Papironet</span>; mas Salomão fazia pouco caso, ria e debochava:<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"kkk, essa turma do Legado Realitas são mesmo uns bobos, esse negócio de namorar M&#36;ol não dá em nada, ela e o Enzo gostam de mim".</span><br />
<br />
De tanta idolatria Salomão se enfraqueceu e Deus permitiu que seus inimigos se levantassem para tomar seu reino. Então o Rei Estaditas lhe mandou 3 oficiais de justiça, descobriram suas economias, rendas e o fizeram partilhar tudo com suas amantes e filhos que tinham "direito" a status de esposa.<br />
<br />
A situação só não foi pior, pois Davi era muito amado por Deus e intercedeu pelo filho Salomão lá do paraíso, ficando algumas heranças sem ataque do Rei Estaditas.<br />
<br />
Novamente os Equerdistas Invejosos comemoram mais uma derrota do hétero opressor.<br />
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Para eles quanto mais forte o Rei Estaditas e menos héteros no mundo, mais chances tem de mamar.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A Real sobre a Gnose (Por Orlando Fedeli )]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6687</link>
			<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 00:26:56 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6687</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Com a queda do marxismo, o que já se manifestava aqui e acolá se irradiou por todo o nosso cético século XX: houve uma grande explosão de misticismo. Só se fala em horóscopos, tarot, hinduísmo, homeopatia, alquimia, ocultismo, esoterismo e todos os tipos de superstição se alastram. E até ateus marxistas passaram a exibir em seus carros o dísticos "eu creio em duendes".</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O fenômeno foi tão invasivo que a famosa revista internacional 30 Giorni começou a publicar repetidos artigos sobre o misticismo herético e sobre a Gnose. E o que era assunto de eruditos passou a ser tema amplamente divulgado e universalmente admitido (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(1)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Assim, torna-se hoje bem claro que razão cabia bem a <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Simone_P%C3%A9trement" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Simone Pétrement</a> que, ao analisar a literatura a partir do Romantismo, isto é, a partir da Revolução Francesa, concluiu: "<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">a julgar por nossa literatura, nós entramos numa idade gnóstica"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(2)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Erich Voegelin</span>, examinando os sistemas totalitários de nosso tempo - nazismo, fascismo, e comunismo - chega a conclusão de que eram sistemas gnósticos e os partidos que adotaram esses sistemas eram, na verdade, "ersatzs" da religião. Ele não hesita em colocar também a psicanálise e o progressismo no mesmo balaio da gnose:</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Dizendo movimentos gnósticos entendemos referir-nos a movimentos como o progressismo, o positivismo, o marxismo, a psicanálise, o comunismo, o fascismo e o nacional-socialismo (nazismo)"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(3)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">3</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Não falta mesmo quem veja na própria ciência moderna reflexos da gnose antiga. Por exemplo, Jacques Lacarrière chama Einstein, Planck e Heisemberg <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"ces gnostiques de notre temps"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(4)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">4</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Sem significar que endossemos as conclusões da obra, é interessante, entretanto, lembrar o best-seller de Fritjoff Capra - "O Tao da Física"-, que pretende ligar toda física moderna ao gnosticismo.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Poderíamos citar muitos outros autores. Para os limites de um artigo bastam-nos entretanto os fatos, esses eruditos e as revistas de divulgação cultural.</span></span><br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="color: #dd0000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">*  *  *</span></span></span></div>
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Quando se estuda a gnose entra-se num labirinto cheio de brumas, tentando descobrir segredos que permitirão chegar a um mistério. Não é de estranhar que o tema se preste a confusões.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">É pois necessário estabelecer distinções. E uma primeira é entre panteísmo e gnose. O próprio <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Dictionnaire de Théologie Catholique</span> de <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">A. Vacant</span> e <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">E. Mangenot </span>(<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(5)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">5</a>) cita, de cambulhada, doutrinas panteístas e gnósticas, sem distingui-las. Em seu elenco estão desde as religiões hinduístas, do Egito, China e Caldéia, passando por Heráclito e Parmênides juntos, pelo sufita Ibn Arabi, Campanela até Diderot, Kant, Novalis e os românticos.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Ora, o panteísmo é a doutrina que considera que tudo - inclusive a matéria - é Deus. A gnose, ao contrário, em quase todos os seus sistemas condena a matéria como obra maligna.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Simplificando um tanto o problema, cujos meandros não podem ser examinados nos limites deste artigo, pode-se dizer que o panteísmo representa uma corrente plutôt otimista, enquanto a gnose é pessimista (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(6)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O panteísmo é naturalista, monista e tende ao racionalismo.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">A gnose é dualista, anti- cósmica e anti-racionalista. Mas essa é uma distinção que deveria em alguns casos ser matizada, porque alguns sistemas gnósticos são ambivalentes, com relação ao mundo material, que é dialeticamente amado e odiado ao mesmo tempo (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(7)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a>). Por outro lado, há sistemas panteístas que admitem a transformação da matéria em espírito, ao fim da evolução (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(8)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">8</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Por exemplo, nota-se no sistema panteísta de Plotino uma clara tendência para gnose, embora esse autor neoplatônico tenha até escrito uma obra contra os gnósticos de seu tempo.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Conviria ainda dizer que o panteísmo é uma anti-câmara para a gnose, sistema reservado para espíritos mais tendentes ao misticismo orgulhoso do que ao sensualismo.</span></span><br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="color: #dd0000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">*  *  *</span></span></span></div>
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Para conceituar a gnose, poderíamos dizer que ela pretende ser <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"o conhecimento do incognoscível"</span>.</span></span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Evidentemente, essa conceituação revela uma contradição que é típica da gnose. Conhecer o incognoscível é uma contradição conceitual e lógica. Mas ocorre que a gnose repele a inteligência e a lógica como enganadoras. O verdadeiro conhecimento seria intuitivo, imediato e não discursivo e lógico.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Conhecer o incognoscível</span>, de fato, significa dar ao homem o conhecimento de Deus e do mal, coisas impossíveis de compreender. De fato não podemos compreender ou conhecer a própria essência de Deus que é ser infinito e transcendente, impossível de ser captado por nosso intelecto. Também não podemos entender o mal e o pecado: o mal enquanto ser não existe, e o mal moral não tem razão que o justifique.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Assim, a <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">gnose</span> pretende oferecer ao homem um conhecimento natural que o colocaria em posição de compreender - e portanto superar - a Deus, de compreender a mal, e, ademais, de conhecer sua natureza mais íntima, que seria divina.</span></span><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">A gnose é então a religião que oferece ao homem o conhecimento do bem e do mal.</span></span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Ora, sabe-se que a árvore do fruto proibido do Éden era exatamente a árvore do conhecimento ou ciência do bem e do mal (Gen. II,10). Assim, teria sido a gnose a tentação de Adão. Com efeito, a serpente prometeu a nossos primeiros pais que, se comessem o fruto proibido, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"seriam como deuses, conhecendo o bem e o mal"</span> (Gen., III,5). A tentação de Adão e Eva foi a de se tornarem deuses. Essa é a grande tentação do homem, que, levado pelo orgulho, como Lúcifer, não admite sua finitude, não aceita sua contingência.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Essa tentação é, de fato, uma revolta anti-metafísica. Ora, é esse um outro modo de conceituar a gnose: <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">uma revolta anti-metafísica</span>.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Se admitirmos essa interpretação da tentação adâmica, teremos que concluir existência uma continuidade da gnose na História. E é o que constatam os estudiosos: a gnose apresenta-se realmente como uma religião ora oculta, ora pública, mantendo porém unidade e continuidade no transcorrer da História.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><a href="https://it.wikipedia.org/wiki/Ladislao_Mittner" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Ladislao Mittner</a>, ao estudar o pietismo protestante, seita mística e gnóstica oriunda dos tratados de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jakob_B%C3%B6hme" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jacob Boehme</a> e fundada por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Jacob_Spener" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Spenner</a> liga essa seita a uma única grande corrente gnóstica existente na História.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Para representar a unidade do fenômeno religioso gnóstico, Mittner usa a imagem muito própria e muito cogente do rio cársico.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">No Carso, região calcárea da ex-Iugoslávia, há risos que de repente desaparecem na solo extremamente permeável de calcáreo e passam a correr subterraneamente, voltando a aparecer na superfície muitos quilômetros além. Rio cársico é aquele que aparece e desaparece, tornando-se ora visível ora oculto em seu percurso.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Mittner diz que "<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">é quase impossível distinguir o pietismo das muitas outras seitas religiosas da época. Filões singulares do movimento apresentam fenômenos cársicos: aparecem, desaparecem, e, de repente, reaparecem mais além, sem que a identidade do filão possa ser propriamente demostrada"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(9)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">9</a>).</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Assim é a gnose: na história, ela é um fenômeno religioso do tipo cársico.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Essa unidade histórica da gnose através dos tempos e civilizações é constatada por muitos autores. Dennis de Rougemont, por exemplo, escreve:</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Mais perto de nós que Platão e os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Druida" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">drúidas</a>, uma espécie de unidade mística do mundo indo-europeu se desenha como em filigrama no plano de fundo das heresias da Idade Média. Se nós abraçamos o domínio geográfico e histórico que vai da Índia à Bretanha, constatamos que uma religião aí se espalhou, para falar a verdade, de um modo subterrâneo, desde o século III de nossa era, sincretizando o conjunto dos mitos do Dia e da Noite tal como eles tinham sido elaborados inicialmente na Pérsia, depois nos segredos gnósticos e órficos e é a fé maniquéia"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(10)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">10</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Por sua vez, <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Henri_Marrou" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">H. I. Marrou</a> atesta:</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"(...) da fato, a gnose e seu dualismo pessimista exprimem umas das tendências mais profundas do espírito humano, uma das duas ou três opções fundamentais entre as quais o homem deve finalmente escolher. Claude Tresmontant mostrou bem a permanência da tentação gnóstica, sem cessar reaparecida, sob formas diversas no pensamento ocidental no curso de sua história nos Bogomilas e Cátaros da Idade Média, em Spinoza, Leibnitz, Fichte, Schelling, Hegel. Poder-se-ia continuar esta história além do romantismo alemão e até nossos dias: o destino de Simone Weil é particularmente muito significativo; foi bem o seu neo-gnosticismo que a deteve finalmente na soleira da Igreja e sua herança se reencontrava na obra histórica de sua amiga e discípula Simone de Pétrement"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(11)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">11</a>).</span></span><br />
<br />
<hr class="mycode_hr" />
<br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Notas:</span></span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"> </span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(1)</span> cfr. <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">30 Giorni</span> Ano VII, fev. 1992, pag.54, artigo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Lutero? Delírio Maniqueísta"</span>; ano V no.2, fev. 1990, pag.3. Nessa revista é citado o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_de_Lubac" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Cardeal de Lubac</a>, para quem a corrente espiritualista, mística e gnóstica da maçonaria prevalece na cultura atual.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(2)</span> Simone de Pètrement, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Le dualisme chez Platon, les gnostiques et les manichéens"</span>, PUF, Paris, 1947, pg.347</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(3)</span> Erich Voegelin, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"II mito del Mondo Nuovo"</span>, Rasconi Mildo, 1976, pág.16</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(4)</span> <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Jacques_Lacarri%C3%A8re" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jacques Lacarrière</a>, "<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Les Gnostiques"</span>, Gallimard, Paris, 1973, pág.78</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(5)</span> Paris, Lib. <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Letourzey et Assé</span>, 1932, verbete Pantheisme</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(6)</span> cfr. <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9-Jean_Festugi%C3%A8re" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">R.P. Festugère</a>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">La Revèlation d’Hermes Trimegiste</span>, Lib. Lecoffre J. Gabalda, Paris, 1954, 4 vols., especialmente o vol. III Les doctrines de l’âme págs. 73/83<br />
</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(7)</span> cfr. Robert M. Grant, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">La gnose et les origines chretiènnes</span>, Seuil, Paris, 1964, p.17</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(8)</span> cfr. <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Henri-Charles_Puech" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">H.C. Puech</a>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Position spirituelle et signification de Plotin, in En quête de la gnose</span>, 2vol., Gallimard, Paris, p. 74/75</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(9)</span> L. Mittner, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Storia della Letteratura Tedesca - Dall Pietismo al Romanticism</span>o, Einandi, Milão, 1964, p.40</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(10)</span> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Denis_de_Rougemont" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Dennis de Rougemont</a>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">L’amour et I’Occident</span>, Plon, Paris, 1939, p. 47</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(11)</span> <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Henri_Marrou" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">H. I. Marrou</a>, prefácio da edição francesa da obra de R.M. Grant, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">La gnose et les origines chretiènnes,</span> Seuil, Paris, 1964, p.8.</span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Com a queda do marxismo, o que já se manifestava aqui e acolá se irradiou por todo o nosso cético século XX: houve uma grande explosão de misticismo. Só se fala em horóscopos, tarot, hinduísmo, homeopatia, alquimia, ocultismo, esoterismo e todos os tipos de superstição se alastram. E até ateus marxistas passaram a exibir em seus carros o dísticos "eu creio em duendes".</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O fenômeno foi tão invasivo que a famosa revista internacional 30 Giorni começou a publicar repetidos artigos sobre o misticismo herético e sobre a Gnose. E o que era assunto de eruditos passou a ser tema amplamente divulgado e universalmente admitido (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(1)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Assim, torna-se hoje bem claro que razão cabia bem a <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Simone_P%C3%A9trement" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Simone Pétrement</a> que, ao analisar a literatura a partir do Romantismo, isto é, a partir da Revolução Francesa, concluiu: "<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">a julgar por nossa literatura, nós entramos numa idade gnóstica"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(2)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Erich Voegelin</span>, examinando os sistemas totalitários de nosso tempo - nazismo, fascismo, e comunismo - chega a conclusão de que eram sistemas gnósticos e os partidos que adotaram esses sistemas eram, na verdade, "ersatzs" da religião. Ele não hesita em colocar também a psicanálise e o progressismo no mesmo balaio da gnose:</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Dizendo movimentos gnósticos entendemos referir-nos a movimentos como o progressismo, o positivismo, o marxismo, a psicanálise, o comunismo, o fascismo e o nacional-socialismo (nazismo)"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(3)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">3</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Não falta mesmo quem veja na própria ciência moderna reflexos da gnose antiga. Por exemplo, Jacques Lacarrière chama Einstein, Planck e Heisemberg <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"ces gnostiques de notre temps"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(4)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">4</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Sem significar que endossemos as conclusões da obra, é interessante, entretanto, lembrar o best-seller de Fritjoff Capra - "O Tao da Física"-, que pretende ligar toda física moderna ao gnosticismo.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Poderíamos citar muitos outros autores. Para os limites de um artigo bastam-nos entretanto os fatos, esses eruditos e as revistas de divulgação cultural.</span></span><br />
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="color: #dd0000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">*  *  *</span></span></span></div>
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Quando se estuda a gnose entra-se num labirinto cheio de brumas, tentando descobrir segredos que permitirão chegar a um mistério. Não é de estranhar que o tema se preste a confusões.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">É pois necessário estabelecer distinções. E uma primeira é entre panteísmo e gnose. O próprio <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Dictionnaire de Théologie Catholique</span> de <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">A. Vacant</span> e <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">E. Mangenot </span>(<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(5)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">5</a>) cita, de cambulhada, doutrinas panteístas e gnósticas, sem distingui-las. Em seu elenco estão desde as religiões hinduístas, do Egito, China e Caldéia, passando por Heráclito e Parmênides juntos, pelo sufita Ibn Arabi, Campanela até Diderot, Kant, Novalis e os românticos.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Ora, o panteísmo é a doutrina que considera que tudo - inclusive a matéria - é Deus. A gnose, ao contrário, em quase todos os seus sistemas condena a matéria como obra maligna.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Simplificando um tanto o problema, cujos meandros não podem ser examinados nos limites deste artigo, pode-se dizer que o panteísmo representa uma corrente plutôt otimista, enquanto a gnose é pessimista (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(6)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O panteísmo é naturalista, monista e tende ao racionalismo.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">A gnose é dualista, anti- cósmica e anti-racionalista. Mas essa é uma distinção que deveria em alguns casos ser matizada, porque alguns sistemas gnósticos são ambivalentes, com relação ao mundo material, que é dialeticamente amado e odiado ao mesmo tempo (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(7)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a>). Por outro lado, há sistemas panteístas que admitem a transformação da matéria em espírito, ao fim da evolução (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(8)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">8</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Por exemplo, nota-se no sistema panteísta de Plotino uma clara tendência para gnose, embora esse autor neoplatônico tenha até escrito uma obra contra os gnósticos de seu tempo.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Conviria ainda dizer que o panteísmo é uma anti-câmara para a gnose, sistema reservado para espíritos mais tendentes ao misticismo orgulhoso do que ao sensualismo.</span></span><br />
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="color: #dd0000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">*  *  *</span></span></span></div>
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Para conceituar a gnose, poderíamos dizer que ela pretende ser <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"o conhecimento do incognoscível"</span>.</span></span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Evidentemente, essa conceituação revela uma contradição que é típica da gnose. Conhecer o incognoscível é uma contradição conceitual e lógica. Mas ocorre que a gnose repele a inteligência e a lógica como enganadoras. O verdadeiro conhecimento seria intuitivo, imediato e não discursivo e lógico.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Conhecer o incognoscível</span>, de fato, significa dar ao homem o conhecimento de Deus e do mal, coisas impossíveis de compreender. De fato não podemos compreender ou conhecer a própria essência de Deus que é ser infinito e transcendente, impossível de ser captado por nosso intelecto. Também não podemos entender o mal e o pecado: o mal enquanto ser não existe, e o mal moral não tem razão que o justifique.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Assim, a <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">gnose</span> pretende oferecer ao homem um conhecimento natural que o colocaria em posição de compreender - e portanto superar - a Deus, de compreender a mal, e, ademais, de conhecer sua natureza mais íntima, que seria divina.</span></span><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">A gnose é então a religião que oferece ao homem o conhecimento do bem e do mal.</span></span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Ora, sabe-se que a árvore do fruto proibido do Éden era exatamente a árvore do conhecimento ou ciência do bem e do mal (Gen. II,10). Assim, teria sido a gnose a tentação de Adão. Com efeito, a serpente prometeu a nossos primeiros pais que, se comessem o fruto proibido, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"seriam como deuses, conhecendo o bem e o mal"</span> (Gen., III,5). A tentação de Adão e Eva foi a de se tornarem deuses. Essa é a grande tentação do homem, que, levado pelo orgulho, como Lúcifer, não admite sua finitude, não aceita sua contingência.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Essa tentação é, de fato, uma revolta anti-metafísica. Ora, é esse um outro modo de conceituar a gnose: <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">uma revolta anti-metafísica</span>.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Se admitirmos essa interpretação da tentação adâmica, teremos que concluir existência uma continuidade da gnose na História. E é o que constatam os estudiosos: a gnose apresenta-se realmente como uma religião ora oculta, ora pública, mantendo porém unidade e continuidade no transcorrer da História.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><a href="https://it.wikipedia.org/wiki/Ladislao_Mittner" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Ladislao Mittner</a>, ao estudar o pietismo protestante, seita mística e gnóstica oriunda dos tratados de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jakob_B%C3%B6hme" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jacob Boehme</a> e fundada por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Jacob_Spener" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Spenner</a> liga essa seita a uma única grande corrente gnóstica existente na História.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Para representar a unidade do fenômeno religioso gnóstico, Mittner usa a imagem muito própria e muito cogente do rio cársico.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">No Carso, região calcárea da ex-Iugoslávia, há risos que de repente desaparecem na solo extremamente permeável de calcáreo e passam a correr subterraneamente, voltando a aparecer na superfície muitos quilômetros além. Rio cársico é aquele que aparece e desaparece, tornando-se ora visível ora oculto em seu percurso.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Mittner diz que "<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">é quase impossível distinguir o pietismo das muitas outras seitas religiosas da época. Filões singulares do movimento apresentam fenômenos cársicos: aparecem, desaparecem, e, de repente, reaparecem mais além, sem que a identidade do filão possa ser propriamente demostrada"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(9)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">9</a>).</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Assim é a gnose: na história, ela é um fenômeno religioso do tipo cársico.</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Essa unidade histórica da gnose através dos tempos e civilizações é constatada por muitos autores. Dennis de Rougemont, por exemplo, escreve:</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Mais perto de nós que Platão e os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Druida" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">drúidas</a>, uma espécie de unidade mística do mundo indo-europeu se desenha como em filigrama no plano de fundo das heresias da Idade Média. Se nós abraçamos o domínio geográfico e histórico que vai da Índia à Bretanha, constatamos que uma religião aí se espalhou, para falar a verdade, de um modo subterrâneo, desde o século III de nossa era, sincretizando o conjunto dos mitos do Dia e da Noite tal como eles tinham sido elaborados inicialmente na Pérsia, depois nos segredos gnósticos e órficos e é a fé maniquéia"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(10)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">10</a>).</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Por sua vez, <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Henri_Marrou" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">H. I. Marrou</a> atesta:</span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"(...) da fato, a gnose e seu dualismo pessimista exprimem umas das tendências mais profundas do espírito humano, uma das duas ou três opções fundamentais entre as quais o homem deve finalmente escolher. Claude Tresmontant mostrou bem a permanência da tentação gnóstica, sem cessar reaparecida, sob formas diversas no pensamento ocidental no curso de sua história nos Bogomilas e Cátaros da Idade Média, em Spinoza, Leibnitz, Fichte, Schelling, Hegel. Poder-se-ia continuar esta história além do romantismo alemão e até nossos dias: o destino de Simone Weil é particularmente muito significativo; foi bem o seu neo-gnosticismo que a deteve finalmente na soleira da Igreja e sua herança se reencontrava na obra histórica de sua amiga e discípula Simone de Pétrement"</span> (<a href="https://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/gnose/#(11)" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">11</a>).</span></span><br />
<br />
<hr class="mycode_hr" />
<br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Notas:</span></span></span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"> </span><br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(1)</span> cfr. <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">30 Giorni</span> Ano VII, fev. 1992, pag.54, artigo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Lutero? Delírio Maniqueísta"</span>; ano V no.2, fev. 1990, pag.3. Nessa revista é citado o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_de_Lubac" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Cardeal de Lubac</a>, para quem a corrente espiritualista, mística e gnóstica da maçonaria prevalece na cultura atual.</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(2)</span> Simone de Pètrement, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"Le dualisme chez Platon, les gnostiques et les manichéens"</span>, PUF, Paris, 1947, pg.347</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(3)</span> Erich Voegelin, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"II mito del Mondo Nuovo"</span>, Rasconi Mildo, 1976, pág.16</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(4)</span> <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Jacques_Lacarri%C3%A8re" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jacques Lacarrière</a>, "<span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Les Gnostiques"</span>, Gallimard, Paris, 1973, pág.78</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(5)</span> Paris, Lib. <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Letourzey et Assé</span>, 1932, verbete Pantheisme</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(6)</span> cfr. <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9-Jean_Festugi%C3%A8re" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">R.P. Festugère</a>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">La Revèlation d’Hermes Trimegiste</span>, Lib. Lecoffre J. Gabalda, Paris, 1954, 4 vols., especialmente o vol. III Les doctrines de l’âme págs. 73/83<br />
</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(7)</span> cfr. Robert M. Grant, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">La gnose et les origines chretiènnes</span>, Seuil, Paris, 1964, p.17</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(8)</span> cfr. <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Henri-Charles_Puech" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">H.C. Puech</a>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Position spirituelle et signification de Plotin, in En quête de la gnose</span>, 2vol., Gallimard, Paris, p. 74/75</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(9)</span> L. Mittner, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Storia della Letteratura Tedesca - Dall Pietismo al Romanticism</span>o, Einandi, Milão, 1964, p.40</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(10)</span> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Denis_de_Rougemont" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Dennis de Rougemont</a>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">L’amour et I’Occident</span>, Plon, Paris, 1939, p. 47</span></span><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">(11)</span> <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Henri_Marrou" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">H. I. Marrou</a>, prefácio da edição francesa da obra de R.M. Grant, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">La gnose et les origines chretiènnes,</span> Seuil, Paris, 1964, p.8.</span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Sobre Castidade]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6671</link>
			<pubDate>Sun, 26 May 2024 23:10:45 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6671</guid>
			<description><![CDATA[A Castidade é uma virtude ligada à virtude da temperança. Mas o que temperança? A temperança (em latim:<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"> temperantia</span> que provém do latim: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">temperare</span> "guardar o equilíbrio") é uma das quatro virtudes cardinais, caracterizada pelo domínio de si e pela moderação dos desejos. No caso, a Castidade é o hábito de moderar os apetites sensuais, os desejos, as paixões.<br />
<br />
Um homem casto, ele é casto VOLUNTARIAMENTE. O extremo da castidade é o celibato. Por isso que eu considero o termo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">incel (involuntary celibate)</span>, uma contradição em termos, pois o celibatário é casto, e portanto, não deseja mulher, mas isso é outro debate.<br />
<br />
Então, a castidade é um desapego com relação a mulheres e ao sexo.<br />
<br />
O apego aos prazeres venérios é o que leva à manginisse e à volta para a matrix. Por exemplo, observo muitos namorar apenas para manter uma "f... fixa". Aí eu pergunto, quantas humilhações e desgostos um homem aguenta num relacionamento apenas para manter uma "f... fixa"?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[A Castidade é uma virtude ligada à virtude da temperança. Mas o que temperança? A temperança (em latim:<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"> temperantia</span> que provém do latim: <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">temperare</span> "guardar o equilíbrio") é uma das quatro virtudes cardinais, caracterizada pelo domínio de si e pela moderação dos desejos. No caso, a Castidade é o hábito de moderar os apetites sensuais, os desejos, as paixões.<br />
<br />
Um homem casto, ele é casto VOLUNTARIAMENTE. O extremo da castidade é o celibato. Por isso que eu considero o termo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">incel (involuntary celibate)</span>, uma contradição em termos, pois o celibatário é casto, e portanto, não deseja mulher, mas isso é outro debate.<br />
<br />
Então, a castidade é um desapego com relação a mulheres e ao sexo.<br />
<br />
O apego aos prazeres venérios é o que leva à manginisse e à volta para a matrix. Por exemplo, observo muitos namorar apenas para manter uma "f... fixa". Aí eu pergunto, quantas humilhações e desgostos um homem aguenta num relacionamento apenas para manter uma "f... fixa"?]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Psicologia: MENOS Freud, MAIS Rudolf Allers]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6655</link>
			<pubDate>Fri, 17 May 2024 02:35:50 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6655</guid>
			<description><![CDATA[<span style="font-size: xx-large;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://catolicosribeiraopreto.com/psicanalise-e-religiao/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">PSICANÁLISE E RELIGIÃO</a></span></span><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Rudolf Allers </span>— <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">ou o “Anti-Freud”, como o chamou Louis Jugnet </span>—<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"> foi psicólogo eminente: discípulo direto de Freud, trabalhou mais de 13 anos com Alfred Adler, e exerceu considerável influência em figuras tais como Victor Frankl, que foi seu aluno. Católico, vienense, desde cedo manifestou oposição às idéias de Sigmund Freud, que considerava anticientíficas. Em 1940 publicou seu famoso trabalho “</span>The Successful Error— A Critical Study of Freudian Psychanalysis”, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">de onde tiramos o capítulo que se vai ler, e que constitui um pungente libelo contra os erros da psicanálise</span>.</span></span><br />
<br />
<img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/3/3f/Rudolf_Allers.jpg/220px-Rudolf_Allers.jpg" alt="[Image: 220px-Rudolf_Allers.jpg]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size">O naturalismo e o materialismo são, necessariamente antagônicos da religião. Uma atitude mental que introduz fatores imateriais e trans-mundanos, que sustenta uma noção como a de uma alma espiritual e que acredita na revelação, torna-se, para o espírito materialista, ininteligível, estranha e perigosa. Tal mentalidade é, verdadeiramente, o oposto do materialismo e, ao passo que as atitudes religiosas existem e permanecem eficazes na vida humana, o materialismo sente a sua posição ameaçada. Os defensores de uma explicação "científica" da realidade vêem na religião, ou um inimigo, ou, pelo menos, um estádio rudimentar da evolução, que tem de acabar por triunfar para assegurar o "progresso" definitivo da raça humana.</span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A psicanálise é profundamente materialista e não pode mesmo professar outra filosofia. A sua base é o materialismo. Se os sequazes de Freud abandonassem o seu credo materialista, ver-se-iam obrigados a deixar de ser psicanalistas. Há alguns que estão convencidos de que podem acreditar, ao mesmo tempo, na verdade da religião e na verdade da psicanálise, sem incorrerem em auto-contradição. Esses homens imaginam isso, ou porque não conhecem suficientemente uma coisa e outra, ou porque o seu espírito é de tal natureza que se acomoda às contradições, ou ainda talvez porque não são bastante críticos para se aperceberem de tais contradições.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Ninguém que penetre no espírito da psicanálise e, ao mesmo tempo, seja inteiramente conhecedor da essência da fé sobrenatural, pode acreditar que estas duas coisas sejam compatíveis. Já varias vezes foi declarado, tanto por autores católicos como protestantes, que a psicanálise é, basicamente anti-cristã. Não há maneira de se sair deste dilema: ou se acredita em Cristo ou na psicanálise. Os próprios sequazes de Freud não têm dúvidas a tal respeito. Para eles, a religião não significa mais do que uma manifestação particular do espírito humano, da mesma categoria que as práticas da magia, do totemismo ou da bruxaria. Sempre os psicanalistas procuraram provar que a religião é um produto de forças instintivas e da reação contra as mesmas.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Freud fala da religião como de uma "ilusão". Os ritos religiosos são assemelhados a práticas devidas à obsessão, ou identificados com as mesmas práticas. A religião é uma neurose dos grupos. Não vale a pena entrar em pormenores, porque todas as obras dos psicanalistas estão cheias de observações no mesmo sentido. Não há dúvida alguma de que a sua convicção é que a religião é um fato puramente psicológico, que é nociva e condicionada pelos mesmos fatores que condicionam a neurose nos indivíduos, e que, finalmente, para bem da humanidade, tem de ser abolida e substituída pelo reino da ciência. Era isso que Freud esperava; a "ilusão" devanecer-se-ia perante a luz da razão; a ciência substituiria a religião na cultura e na vida, e uma nova época de prosperidade reinaria, quando a ciência reinasse como senhor supremo. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Esta é a mentalidade dum homem que nasceu pouco depois dos meados do século passado, que se educou na era do materialismo, do "liberalismo" e das entusiásticas esperanças no futuro, e que foi incapaz de se libertar da escravatura daquelas impressões que lhe haviam ficado da sua adolescência. Hoje verificamos que a ciência faliu, não porque não seja uma das mais admiráveis realizações do homem ou porque se mostrasse incapaz de promover o progresso, mas unicamente porque lhe atribuíram a capacidade de realizar aquilo que, de fato, nunca poderá levar a cabo. Mas a fé otimista de Freud na ciência permaneceu inquebrantável durante mais de oito décadas de sua vida. E nós poderemos compreender a sua imutável atitude; mas o que não podemos compreender é como pessoas de uma geração posterior, que tinham obrigação de ver as coisas como elas são, podem ainda defender um credo como o cientificismo. Para pessoas desta mentalidade, a religião é apenas um fato, como muitos outros, na história da cultura humana. E essas pessoas não estão também preparadas para admitir qualquer diferença entre as religiões. O último livro de Freud é um exemplo frisante desta incapacidade de discernir certos pontos que são decisivos. Assim, ele não conhece absolutamente nada das enormes diferenças entre o monoteísmo judaico-cristão e a idéia pagã de um deus supremo. A sua concepção sobre o monoteísmo dos judeus, devida à sua aceitação da religião de Athon, a divindade do sol do Egito, mostra que não conhece a essência do verdadeiro monoteísmo, e também que não procura informar-se sobre coisas que ele mesmo era incapaz de conhecer devidamente<a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnote1_p7ssi1n" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Basta um conhecimento superficial da psicanálise para que qualquer pessoa possa ver o enorme golfo que separa a mentalidade cristã daquela que se encontra implicada na concepção freudiana acerca do homem. E é verdadeiramente impressionante ler num artigo de O. Pfister que os ensinamentos de Jesus Cristo nos Evangelhos apresentam grandes analogias com a teoria da psicanálise. Mas mesmo este autor, que, segundo parece, é protestante, reconhece que há também grandes dessemelhanças. E nós só temos a dizer que, de fato, as há. Outros teólogos protestantes, como, por exemplo, o Dr. Runestam, da Universidade de Upsala, pensam diferentemente; para esses, a psicanálise é profundamente contrária ao espírito do Cristianismo.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Uma filosofia que nega o livre arbítrio; que ignora a espiritualidade da alma; que, com um oco materialismo e sem qualquer tentativa de prova, identifica os fenômenos mentais e corporais; que não conhece outro fim senão o prazer; que se entrega a um confuso e obstinado subjetivismo e que se mostrou cega à verdadeira natureza da pessoa humana — não pode ter qualquer ponto comum com o pensamento cristão. É-lhe completamente oposta.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O antagonismo existente entre a mentalidade do freudismo, de um lado, e o espírito do Cristianismo de outro, é claramente percebido por aqueles que acreditam que a religião no mundo moderno deve ser suplantada pela psicologia, que o analista deve ocupar o lugar do sacerdote e que o homem encontrará alívio para os seus sofrimentos morais e respostas às suas dificuldades pessoais no consultório do psicanalista, em vez de encontrar esse mesmo alívio na confissão que faz a um padre católico. Tal idéia assenta sobre um errado conhecimento da religião e da psicanálise; ambas estas idéias estão deturpadas. Não há qualquer similaridade entre a confissão e a análise. A confissão é um sacramento. Os espíritos modernos não atentam senão aos fatores psicológicos que nela se encontram envolvidos, mas é preciso notar-se que mesmo esses fatores não são comparáveis. O penitente diz, na confissão, as coisas que sabe, narra os fatos de que se julga culpado e, eventualmente, expõe as dificuldades que o assaltam; tudo aquilo de que ele trata é "material consciente". O confessor nunca faz qualquer tentativa de explorar o inconsciente. A esperança e a boa vontade, um profundo conhecimento e, finalmente, a graça de Deus irão ajudar o penitente a dominar os seus hábitos pecaminosos, a evitar as recaídas, a fugir às tentações e a progredir no caminho da perfeição.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não sucede assim com o analista e o seu paciente. Neste caso, aquilo de que o paciente tem conhecimento pouco interessa; o que importa é o inconsciente. Nem um nem outro confiam na boa vontade, porque a vontade não passa de um epifenômeno, e o que é real está escondido nas profundezas do inconsciente. Não há qualquer sentimento de culpa pela infração de uma ou outra lei moral objetiva, ou pela rejeição de um valor moral, mas apenas uma constelação de tendências instintivas, o conflito entre o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">super-ego</span> e o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">id</span>, e assim por diante. o analista nunca poderá ocupar o lugar do sacerdote. A missão deste tem de ser desempenhada por ele e mais ninguém<a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnote2_t60qjo5" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não há necessidade de estarmos a pôr à prova a paciência do leitor, trazendo para aqui as idéias que os psicanalistas têm defendido pelo que diz respeito à religião. Todos ele têm falado muito sobre um assunto que apenas superficialmente conhecem e, além disso, confiam largamente nas suas concepções etnológicas que, como já vimos<a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnote3_3xbg1ti" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">3</a>, estão muito longe de ser dignas de crédito. As suas conclusões relativamente a práticas religiosas, aos ritos, à psicologia da fé e a outros assuntos semelhantes, muito dificilmente poderão ser tomadas a sério. Muitas dessas idéias são positivamente ridículas e mostram uma ignorância crassa.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Temos, porém, de enfrentar uma questão. Por que é que os psicanalistas têm um tão notável interesse pela religião? Há mais obras e artigos na literatura psicanalítica que tratam de problemas mais ou menos relacionados com a religião do que se pode imaginar. Parece que o espírito analítico está possuído de uma curiosa obsessão, e que se sente incapaz de se libertar dela. Não há dúvida de que a religião tem desempenhado um importante papel na história, e continua a influenciar mais a atitude geral da humanidade do que a própria ciência. a ciência, considerada como tal, dificilmente exercer qualquer influência; não é a própria ciência, mas a crença popular nela, que tem contribuído muito para formar a mentalidade de hoje. Ora, os psicanalistas não tratam de saber as razões por que o homem chega a acreditar na ciência de forma tão exagerada. Consideram como um postulado o homem ter de acreditar na ciência, mas procuram mostrar que qualquer outra crença, especialmente no sobrenatural, tem de ser explicada por razões psicológicas. A sua atitude é inegavelmente dúbia, devido à sua crença na ciência. Esses homens estão presos ao "cientificismo". Acreditam fervorosamente na ciência, como a panacéia por meio da qual a humanidade se há de erguer a um nível muito mais elevado. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Esta atitude tem certas raízes na história dos últimos sessenta ou cem anos. No próximo capítulo diremos algumas palavras sobre este fenômeno. Mas o fenômeno não explica a curiosa fascinação que a religião, e os problemas que lhe andam ligados, exercem aparentemente sobre o espírito psicanalítico. Deve haver algum fator mais diretamente ligado com a psicanálise e com a situação presente da civilização em geral. Fazer luz sobre este ponto é coisa que se torna ainda mais desejável, porque podemos assim alimentar a esperança de penetrarmos mais na natureza da psicologia freudiana, ou antes na antropologia freudiana, e, conseqüentemente, definirmos mais claramente a política que tem de ser observada por um católico no que diz respeito à psicanálise. Todo aquele que examine conscienciosamente a psicanálise e considere os fatos fornecidos por esta psicologia, no que diz respeito à sua própria natureza, só poderá chegar a uma conclusão. E tal conclusão há de ser expressa em termos muito breves: a psicanálise é uma heresia. Esta afirmação parecerá, talvez, surpreendente. Os cristãos podem ver-se tentados a rejeitá-la, porque não vêem nenhuma relação, ou qualquer terreno comum, entre a psicanálise e a sua fé. Uma heresia — dirão eles — é uma forma deturpada da verdadeira fé, que resulta de se desrespeitar ou desvirtuar qualquer dos artigos fundamentais. Mas, seguramente, a psicanálise nada tem de comum com a fé cristã. Não altera um artigo fundamental, como faz o Arianismo em relação à pessoa de Jesus Cristo, ou como faz o Protestantismo, em relação à natureza da Igreja, ou  como faz ainda o Pelagianismo, no que se refere ao papel da graça na salvação do homem. O analista, por sua vez, não levará a sério aquela afirmação. Entende ele que nada tem de ver com o Cristianismo, que as suas atividades são científicas e que a ciência é independente de toda a fé. Dirá que estuda religião apenas como um fato entre tantos outros que a história da humanidade apresenta. E acabará por afirmar que não pensa em negar ou alterar qualquer dos artigos da fé, porque, para ele, tais fatos nada significam senão uma forma particular da ignorância, uma superstição ou uma ilusão — e não se nega uma ilusão ou uma alucinação, mas apenas se trata de estudar a sua origem e curar o paciente.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não esperemos poder convencer o psicanalista, nem nunca ele se considerará um herético. Nenhum herético, através dos séculos que conta o Cristianismo, se considerou alguma vez como tal. O herético, ou pretende estar dentro da Igreja, mesmo que defenda opiniões que divergem largamente dos seus ensinamentos, ou declara que é ele o único representante da verdade e da fé inalterada, e que a Igreja abandonou o caminho do seu Fundador, caminho esse que ele procura descobrir de novo.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Mas esperamos poder convencer os católicos e, sem dúvida, todos aqueles que acreditam em Cristo como Salvador e Redentor da humanidade. Muito desejaríamos poder conseguir isso, não só porque a atitude dos cristãos, no que se refere à psicanálise, ficaria melhor definida e fundamentar-se-ia melhor do que num vago sentimento de relutância e de ofensa moral, mas também porque a psicanálise é apenas um exemplo, ou ilustração, embora bastante notável, de uma atitude mental que se desenvolveu a ponto de dominar a mentalidade geral no decorrer do último século. Essa atitude tornou-se então muito influente, embora as suas raízes remontem ao passado da cultura ocidental. Um melhor entendimento daquilo que a psicanálise é, e um melhor conhecimento da natureza do espírito que ela cria, habilitar-nos-ão a seguirmos com mais clareza os rastos desse mesmo espírito em outras manifestações do nosso mundo moderno.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O caráter herético da psicanálise tornar-se-á claramente visível quando tivermos posto a descoberto as suas raízes e inspecionado os seus antecedentes. Será isso a nossa tarefa no próximo capítulo. Aqui, apenas nos referimos ao bem conhecido fato de que as heresias, através dos séculos do Cristianismo, sempre sentiram a necessidade de afirmar, cada vez mais, os seus direitos. É como se os hereges sentissem a consciência culpada e, com o fim de a fazerem calar, se sentissem forçados a apregoar as suas supostas razões difamando a Igreja, contra a qual se levantavam. [...]</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Os católicos sabem também, não obstante se sentirem alarmados com a idéia de não serem modernos, que tudo aquilo que realmente contradiz os ensinamentos da sua fé não pode ser verdadeiro. Sabem, como coisa certa, que uma filosofia ou uma ciência que desrespeita concepções fundamentais do Catolicismo há-de acabar por desaparecer, por muito grande que seja o seu sucesso na hora presente. Sustento que a psicanálise é um enorme e perigoso erro. E o meu interesse é evitar que o maior número de pessoas possível — e, em primeiro lugar, tantos cristãos quanto possível — caiam nas garras de tal erro.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Há uma concepção fundamental na religião cristão que não é apenas desprezada mas, simplesmente, negada pela psicanálise. É a concepção do pecado. Em psicanálise não há pecado. A sua filosofia é decididamente determinista e a noção do pecado pressupõe o livre arbítrio. Também não há lugar para a noção de pecado neste sistema, porque o comportamento humano, de acordo com os princípios da antropologia freudiana, não depende das forças conscientes, mas sim de forças inconscientes. Isto é apenas uma conseqüência lógica do fato de que a psicanálise interpreta a consciência, não como o reconhecimento da conformidade ou não conformidade com as leis eternas da moral ou dos valores, mas como a expressão de um equilíbrio restabelecido, ou perturbado, de forças instintivas. A psicanálise vê necessariamente na consciência um mero fenômeno psicológico. Tal concepção da natureza humana não poderá exercer qualquer coisa que se assemelhe a responsabilidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Desnecessário será dizer que a psicanálise nada tem de ver com quaisquer noções que se refiram ao sobrenatural. Esta negativa completa do sobrenatural não é própria duma ciência empírica que, prudentemente, limita as suas investigações aos campos acessíveis à razão humana. O verdadeiro cientista tem grande respeito pelos fatos, não se pronuncia sobre as coisas, unicamente porque as não pode alcançar pelos seus métodos, e evita emitir juízos sobre assuntos cuja compreensão não está dentro dos poderes da fraca razão do homem. Mas o psicanalista vem dizer-nos que toda a crença no sobrenatural, seja na graça de Deus, como no próprio Deus, na eficácia dos sacramentos ou na imortalidade da alma, são tudo idéias que dimanam de fatores instintivos, que esta psicologia se orgulha de ter descoberto e privado assim da sua força impressiva. A psicanálise não vê diferença alguma entre a religião católica, os seus usos, ritos e sacramentos por um lado, e os mais primitivos e fantásticos costumes dos aborígines da Austrália ou da África central pelo outro. Dificilmente se encontrará um artigo de fé que não tenha sido submetido à análise, e que não tenha sido objeto de uma "explicação" psicanalítica. Estas chamadas explicações causariam abalo num espírito católico, se não fossem manifestamente baseadas numa absoluta incapacidade para compreender a doutrina que se pretende explicar. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Nos parágrafos anteriores apenas nos referimos às relações da psicanálise com a fé católica sem nada termos dito a respeito da moral católica. Vamos agora dizer alguma coisa sobre tal assunto.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A psicanálise, considerada como tal, nada tem a dizer sobre moral. Quer-se uma ciência, e as ciências podem fazer afirmações apenas sobre o que é, nunca sobre aquilo que devia ser. Esta é que é a verdadeira ciência. Mas não é próprio de verdadeiros cientistas o uso que eles atualmente fazem da ciência para propagar qualquer "reforma" da moral, ou para declararem que esta ou aquela atitude está, ou deixa de estar, de acordo com a moral. Tais afirmações feitas em nome da ciência são, sem dúvida, não a expressão de conclusões que os fatos impusessem ao espírito, mas a expressão de convicções que tem uma origem completamente diferente. A ciência apenas nos pode dizer os meios de que nos podemos servir para atingir algum fim, mas nada conhece acerca desses fins. A medicina não decreta que a saúde tem de ser conservada; apenas nos ensina como devemos proceder para a conservar. A expressão, tantas vezes ouvida, de "educação científica", ou significa que devemos aprender na ciência a melhor forma para realizarmos os nossos fins, ou não significa coisa alguma.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Todo aquele que acreditar que a ciência é capaz de fazer qualquer afirmação sobre a razão por que as pessoas têm de ser educadas não conhece coisa alguma sobre a verdadeira natureza da educação. E o mesmo sucede com a moral: "ética científica" é uma expressão sem sentido algum.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Mas mesmo o cientista é um ser humano e, como tal, não pode deixar de ter as suas convicções, os seus ideais e os seus desejos. É apenas natural, embora não seja justo, que ele procure, ainda que "inconscientemente", apresentar as suas idéias e ideais pessoais como se derivassem das ciências. As ciências que têm por objeto o homem não são as que estão especialmente arriscadas a estenderem-se para um campo onde não têm competência. Pelo fato de que a saúde é um bem naturalmente desejado pelo homem, a medicina facilmente chega a acreditar que os seus ensinamentos sobre medidas higiênicas são da mesma natureza dos preceitos morais. Pelo fato de que a psicologia conhece que um espírito funcionando normalmente é um valor desejado, o psicólogo julga-se autorizado a enunciar regras sobre educação. A psicologia médica está inda mais propensa a cometer este erro do que qualquer outra espécie de psicologia. O médico psicólogo observou muitíssimas vezes as desastrosas conseqüências que uma educação errada pode ter no desenvolvimento do caráter e da personalidade. Portanto, vem simplesmente declarar que este ou aquele método de educação "tem" de ser adotado. assim, mais necessário se torna examinar cuidadosamente o espírito de uma psicologia que se julga com o direito de impor à educação os seus métodos e alvos.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Educação é mais do que instrução; é, primariamente, a construção de uma personalidade moral. A ética e a educação estão, portanto, intimamente correlacionadas. E a educação não termina depois de se ter freqüentado uma escola superior ou um colégio: praticamente, a educação nunca termina. Somos educados pelos fatos, pelas influências do meio ambiente e pelas idéias, de forma que temos de nos educar a nós mesmos.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Uma psicologia nascida dum espírito decididamente anti-cristão não pode ser senão excessivamente perigosa. Mesmo que o psicanalista se esforce por evitar qualquer ofensa às idéias e sentimentos religiosos ou morais do paciente, não o poderá conseguir. O seu método, as suas interpretações, e toda a sua mentalidade são de uma natureza manifestamente hostil ao espírito cristão. Essa mentalidade dá-se a conhecer a todo o momento, e encontra-se implícita em cada uma das mais triviais observações. Ainda que o analista esteja resolvido a abster-se de toda a influência sobre a fé ou moral do paciente, a sua resolução será ineficaz, e ele não poderá deixar de transmitir a esse paciente o contágio de um espírito anti-cristão.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Há alguma coisa profundamente errada neste espírito, e o que está errado melhor se aperceberá, se considerarmos as idéias que a psicanálise professa a respeito do homem normal. A teoria de Freud era, e ainda o é em grande extensão, um processo para a cura de doentes nervosos. Todo o tratamento tem de ter como ponto de referência alguma idéia de normalidade, porque a obtenção dessa normalidade é o sinal característico de que o tratamento foi bem sucedido. Freud disse, mais do que uma vez, que um homem é normal quando está apto a trabalhar e a gozar a vida. Não há nada mais na concepção psicanalítica sobre a natureza normal do homem. Gozar implica, sem dúvida, a adaptação à realidade, desde que, não sendo assim, o desprazer seria maior do que o prazer.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Esta concepção foi estabelecida de novo, por exemplo, por Hendriks, que declara que a culminação do desenvolvido <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">ego</span> consiste em o indivíduo se tornar capaz de manter a sua existência, e assegurar uma satisfação adequada dos instintos libidinais e agressivos, num ambiente socializado de adultos. Estas definições são, como se está a ver, muito incompletas; os fatores morais são absolutamente ignorados ou, antes, estão incluídos na noção de ajustamento ao meio social. É um erro largamente divulgado o acreditar-se que a moral está limitada às relações com os nossos vizinhos: desprezam os deveres para com a própria pessoa, como desprezam os deveres para com Deus.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Daqui se segue que a psicanálise se mostra incapaz de avaliar devidamente certos fenômenos, como o sentimento de culpa ou a consciência. A consciência tem origem — observa um autor — numa identificação hostil. Vê-se que este autor não teve, no seu espírito, a mais rápida visão do fenômeno a que se refere. Outro diz-nos que o desejo de confessar o pecado cometido — não precisa de ser no confessionário, porque este desejo pertence à natureza humana — resulta de um impulso de revelação, que está relacionado com o "instinto parcial" do exibicionismo. E há ainda um terceiro autor que nos vem dizer que a necessidade da confissão está relacionada com o erotismo oral. Não será preciso multiplicar os exemplos. Os três já mencionados revelam uma ignorância de tudo quanto se refere a religião e a psicologia geral.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A concepção naturalista da natureza humana vem colorir todas as afirmações feitas sobre moral. Os verdadeiros mandamentos, as leis eternas, são coisas que não existem, de acordo com este ponto de vista. E tal mentalidade não pode senão ter uma influência altamente destrutiva sobre qualquer pessoa que esteja possuída de convicções diferentes. É possível que o tratamento psicanalítico de uma pessoa nessas condições venha a ser mal sucedido, se as convicções são suficientemente fortes, e se a diferença entre elas e as do analista se nota com clareza, ou poderá ainda suceder que esse tratamento tenha como resultado um gradual desmoronamento de tais convicções, devido à pressão contínua do espírito hostil do psicanalista.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O perigo de a moral não naturalista ser destruída pela análise, mesmo que o psicanalista não tenha intenção de o fazer, é sempre muito grande, porque a moralidade — ou amoralidade — do freudismo pode tornar-se uma forte tentação. O psicoterapeuta logo é encarado pelo paciente como pessoa de autoridade; chamem a isso transferência, se assim o quiserem, porque o nome pouco importa. Uma concepção da vida que apela para o lado instintivo do homem exerce sempre uma sedução natural e, quando tal sedução é fortalecida pela autoridade, poderá tornar-se irresistível.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não se pode dizer com verdade que os psicanalistas preconizem um relaxamento de costumes, mas é certo que eles concebem a moral por uma forma que é exatamente o oposto daquilo que um católico sabe que a lei moral implica. Isto refere-se em primeiro lugar à sexualidade, mas o mesmo sucede com qualquer outro aspecto do comportamento. E temos de chegar à conclusão de que o católico se deve abster de qualquer íntimo contato com as idéias freudianas. Se ele tiver dessas idéias inteiro conhecimento, será o primeiro a evitar tal contato; no caso contrário, é necessário pô-lo se sobreaviso.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Alguns adversários da psicanálise têm procurado acentuar a "imoralidade" da teoria e da sua atitude prática, no que diz respeito a certos problemas morais. o analista, dizem eles, é obrigado a defender pontos de vista incompatíveis com a moralidade cristã e, portanto, não pode deixar de ter uma influência destrutiva sobre o comportamento moral dos indivíduos e sobre as idéias morais do público. Este ponto precisa de uma elucidação.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A concepção que Freud e a sua escola formaram da natureza humana é, sem dúvida, muito diferente da concepção formada pela moral cristã e, principalmente, pela moral católica. O "princípio do prazer", mesmo depois da sua transformação em "princípio de realidade" não é a espécie de força motriz que a moral cristã supõe estar no fundamento do comportamento moral. A idéia de que a natureza humana está em ordem e "normal", desde que o indivíduo esteja apto para trabalhar e para gozar, não é idéia que possa ser aceitada pela ética católica. Estes aspectos da psicanálise são mais importantes, para responder à questão, do que a insistência de Freud sobre a sexualidade. Por muito errada que seja a noção de uma <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">libido</span> estendendo-se a tudo, não precisa de ser imoral.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O fato de que a psicanálise seja um sistema puramente naturalista e incapaz de avaliar a religião e o comportamento religioso em seu verdadeiro valor, é, sem dúvida, um sério inconveniente. Alguns analistas sustentam que não há necessidade de pôr em perigo as crenças religiosas de um indivíduo, desde que tais crenças não sejam o resultado de fatores patológicos ou um obstáculo para a recuperação da saúde mental. No entanto, será difícil ver como o analista, por muito que queira, evitará pôr em risco a atitude religiosa. Qualquer paciente, mesmo de inteligência média, não pode deixar de compreender que o espírito geral daquela teoria com a qual se relacionou durante o tratamento é completamente hostil às suas crenças religiosas. E pouco importa o fato de o paciente refletir ou deixar de refletir nisso.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O antagonismo entre a psicanálise e a moral católica, na medida em que tal antagonismo está implicado no sistema da filosofia e da psicologia de Freud, é uma coisa; o consciente eventual e a influência direta, aconselhando o paciente a agir contra os princípios da moral católica, é outra. Se se soubesse que muitos ou alguns psicanalistas aconselhavam os seus pacientes de forma que lhe sugerissem um comportamento contrário à moral, o perigo deste sistema tornar-se-ia, sem dúvida, muitíssimo grande.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Algumas das idéias sustentadas pelos psicanalistas são contrárias às concepções católicas, sem que sejam, no entanto, exclusivamente características do freudismo. Desnecessário será dizer que um analista, encontrando uma pessoa a braços com dificuldades domésticas, sem qualquer esperança e incapaz de continuar a vida com o marido ou com a esposa, acabará por lhe aconselhar a separação. Tal conselho poderá não ser mau, mas implica, na mente do analista, a idéia de que, depois da separação, essa pessoa poderá voltar a casar-se com alguém que lhe dê melhor vida. Esse conselho podia ter sido dado por qualquer médico não católico; as convicções que o originaram não são especificamente freudianas, pois pertencem a um conjunto de idéias comuns a todas aquelas pessoas que julgam possuir "um espírito liberal". O mesmo se pode dizer da sugestão para se procurar a satisfação sexual pré-matrimonial. Seria diferente, se se sugerisse a uma pessoa casada que, por qualquer motivo, procurasse relações sexuais extra-matrimoniais.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">É muito difícil saber qual é a atitude normal dos analistas no que se refere a tais problemas, bem como é também muito difícil ter a certeza de que certos relatos publicados são inteiramente dignos de crédito. O tratamento psicanalítico pode, em alguns casos, principalmente se não foi bem sucedido, deixar um ressentimento definido no ânimo do paciente, e esse estado mental poderá muito bem deturpar, mesmo sem qualquer intenção consciente de calúnia ou de prevaricação, a memória de coisas mencionadas durante as horas de análise. É corrente, em alguns tipos da personalidade nevrótica, um certo desrespeito pela verdade objetiva; por isso, os relatos que nos são fornecidos por doentes nervosos têm de ser olhados com muita precaução. Alguns psicanalistas podem ter professado uma atitude demasiadamente "liberal", no que diz respeito a certas leis morais, mas há ainda razão para perguntar se tal atitude resulta do fato de serem sequazes de Freud, ou se resulta da sua mentalidade geral. Não nos devemos esquecer de que muitas idéias, definidamente anti-católicas, no que se refere a moral, têm partido de pessoas que não eram psicanalistas. As opiniões defendidas pelos bolchevistas sobre o casamento, sobre relações sexuais etc., pelo menos na primeira fase do seu domínio, não dependem de qualquer influência exercida pelos psicanalistas. Não há dúvida de que os pontos de vista de Freud contribuíram para propagar as discussões sobre assuntos sexuais. A insistência com que ele se referiu à sexualidade, e as suas provas, aparentemente científicas, da importância fundamental dos fatores sexuais na natureza humana, fortaleceram a posição daqueles que dirigiam os seus ataques contra a moral cristã. Mas não se pode dizer que o próprio Freud pregasse diretamente uma moral anti-católica. No entanto, pregou-a implicitamente.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Tanto quanto os relatórios podem ser acreditados, fica-se, sem dúvida, com a impressão de que alguns psicanalistas não sentem qualquer relutância em aconselhar atos decididamente imorais, especialmente — e até exclusivamente — no que se refere ao comportamento sexual. Num congresso de psiquiatras franceses realizado há anos, o Dr. Genil-Perrin referiu-se a numerosos casos em que ele e outros intervieram, e em que era freqüente darem-se conselhos de tal natureza. Mas é impossível lançar mão de cifras dignas de crédito. Não podemos saber quantos psicanalistas teriam, eventualmente, procedido dessa forma, nem tampouco podemos saber quantas vezes eles se viram obrigados a fazê-lo. A única coisa de que podemos estar certos é que o sistema da psicanálise não contém fator algum que iniba o analista de se servir de tal expediente. E sabemos também que existe um grande número de relatórios que mencionam essa atitude por parte de alguns psicanalistas, mas sendo de presumir que nem todos eles são falsos ou exagerados. No entanto, a justiça pede que limitemos o nosso juízo a fatos que podem ser provados, e a única coisa que se pode provar é o antagonismo essencial que existe entre o espírito geral do freudismo e a mentalidade católica. Isto, contudo, seria suficiente para obrigar os católicos a evitarem, tanto quanto pudessem, o contato com a psicologia psicanalítica, e a evitarem qualquer situação que pudesse dar ao analista, mesmo contra a vontade da pessoa, ocasião de influir sobre as suas idéias.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A enumeração das proposições da escola de Freud que brigam incontestavelmente com a fé cristão podia ainda continuar por algum tempo. Julgamos, porém, que dissemos já o bastante. Nenhum católico poderá professar tais idéias — a idéia da religião como uma neurose obrigatória, a idéia de Deus como sendo a imagem do pai, e a idéia da comunhão remontar à refeição totemística etc. — idéias essas que não podem ser consideradas senão como falsas, para não dizermos sacrílegas. Mas há sempre uma objeção. Não será possível separar o método da sua inaceitável filosofia? Não poderemos nós, embora sejamos cristãos, usar o instrumento fornecido pela psicanálise? Não poderemos pôr de parte a concepção naturalista, as idéias descabidas sobre religião, a negação da liberdade, o papel exagerado atribuído aos instintos, e "batizar", digamos assim, a psicanálise, mais ou menos como se diz que Santo Agostinho "cristianizou" o Neo-Platonismo e S. Tomás "batizou" Aristóteles? Estes filósofos pagãos também ensinaram coisas que a filosofia cristã nunca pôde aceitar, mas ensinaram outras coisas que eram verdadeiras, ou que, pelo menos, com alguma modificação, podiam ser verdadeiras. Se a filosofia cristã tivesse procedido com a filosofia pagã como se deseja que o católico proceda para com a psicanálise, isso representaria uma enorme perda para a humanidade, e teria talvez obstado o desenvolvimento da verdadeira filosofia cristã. Que razão há, portanto, para tal radicalismo perante a psicanálise, radicalismo esse de que a Igreja nunca se sentiu possuída no passado?</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A resposta é, simplesmente, que tal analogia não pode existir. Tentamos mostrar, no capítulo oitavo, que se não pode separar a filosofia do método, e que aquele que adota o segundo tem, necessariamente, de perfilhar a primeira. Mas há outra razão para a intransigência que aqui consignamos. A psicanálise não está para o católico na mesma relação em que a filosofia pagã estava, nos primeiros séculos da cristandade, para com a filosofia católica. A psicanálise é mais semelhante ao Maniqueísmo, ou a qualquer outra das grandes heresias, do que à filosofia de Plotino ou de Aristóteles. E a Igreja nunca transigiu, por pouco que fosse, com qualquer heresia.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O espírito da psicanálise pode-se chamar, e com muita razão, espírito pagão, mas não é o paganismo dos tempos pré-cristãos; é o paganismo que surgiu quando a Cristandade já existia há séculos. E é um espírito completamente diferente. O paganismo dos velhos tempos morreu, pelo menos nos países de civilização ocidental, e não há possibilidade de o fazer reviver. Tal espírito não pode tornar a aparecer, porque as alterações que o pensamento humano sofreu, debaixo da influência de dois mil anos de Cristianismo, não podem voltar atrás. O neo-paganismo não é um regresso aos tempos de Platão ou de Sêneca: é, simplesmente, uma revolta.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Para compreender a natureza desse espírito, é necessário examinar a origem da psicanálise e as forças que contribuíram para o seu aparecimento. E teremos também de investigar as condições que tornaram possível o surpreendente sucesso das concepções freudianas. Desta maneira chegaremos — ao menos é essa a nossa esperança — a um melhor conhecimento da verdadeira natureza desta teoria.</span></div>
 <br />
<ol type="1" class="mycode_list">
</li>
<li><a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnoteref1_p7ssi1n" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1.</a> Freud adota, pelo que diz respeito à história da religião, o mesmo método que segue pelo que se refere à etnologia. Limita-se a escolher, numa abundante literatura, apenas algumas palavras que se adaptam às suas idéias preconcebidas. Assim, presta grande crédito a um livro, no qual se aventa a hipótese de que Moisés foi assassinado pelos judeus. Este trabalho foi rejeitado pelas autoridades no assunto, mas isso não impede que Freud se apoie sobre ele para os seus raciocínios. A sua teoria, de acordo com a sua maneira de pensar, não precisa de provas, pois é já de per si uma prova de todas as asserções nela contidas. Ora, isto não é maneira de proceder para um homem de ciência.Seria necessário que os psicanalistas prestassem atenção ao fato de as referências, ou testemunhos de Freud, serem tão infelizes. Sempre que escolhe um autor, trata-se de um indivíduo que não merece a consideração das autoridades do assunto em questão.<br />
</li>
<li><a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnoteref2_t60qjo5" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2.</a> Para melhor elucidação sobre essas questões, veja-se o meu artigo "Confessor e Alienista", Revista Eclesiástica, 1938, 99, 401.<br />
</li>
<li><a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnoteref3_3xbg1ti" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">3.</a> Allers refere-se ao capítulo 9 do livro em questão, chamado "A Psicanálise e a etnologia". [Nota da Editora]<br />
</li></ol>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="font-size: xx-large;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://catolicosribeiraopreto.com/psicanalise-e-religiao/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">PSICANÁLISE E RELIGIÃO</a></span></span><br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Rudolf Allers </span>— <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">ou o “Anti-Freud”, como o chamou Louis Jugnet </span>—<span style="font-style: italic;" class="mycode_i"> foi psicólogo eminente: discípulo direto de Freud, trabalhou mais de 13 anos com Alfred Adler, e exerceu considerável influência em figuras tais como Victor Frankl, que foi seu aluno. Católico, vienense, desde cedo manifestou oposição às idéias de Sigmund Freud, que considerava anticientíficas. Em 1940 publicou seu famoso trabalho “</span>The Successful Error— A Critical Study of Freudian Psychanalysis”, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">de onde tiramos o capítulo que se vai ler, e que constitui um pungente libelo contra os erros da psicanálise</span>.</span></span><br />
<br />
<img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/3/3f/Rudolf_Allers.jpg/220px-Rudolf_Allers.jpg" alt="[Image: 220px-Rudolf_Allers.jpg]" class="mycode_img" /><br />
<br />
<span style="font-size: small;" class="mycode_size">O naturalismo e o materialismo são, necessariamente antagônicos da religião. Uma atitude mental que introduz fatores imateriais e trans-mundanos, que sustenta uma noção como a de uma alma espiritual e que acredita na revelação, torna-se, para o espírito materialista, ininteligível, estranha e perigosa. Tal mentalidade é, verdadeiramente, o oposto do materialismo e, ao passo que as atitudes religiosas existem e permanecem eficazes na vida humana, o materialismo sente a sua posição ameaçada. Os defensores de uma explicação "científica" da realidade vêem na religião, ou um inimigo, ou, pelo menos, um estádio rudimentar da evolução, que tem de acabar por triunfar para assegurar o "progresso" definitivo da raça humana.</span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A psicanálise é profundamente materialista e não pode mesmo professar outra filosofia. A sua base é o materialismo. Se os sequazes de Freud abandonassem o seu credo materialista, ver-se-iam obrigados a deixar de ser psicanalistas. Há alguns que estão convencidos de que podem acreditar, ao mesmo tempo, na verdade da religião e na verdade da psicanálise, sem incorrerem em auto-contradição. Esses homens imaginam isso, ou porque não conhecem suficientemente uma coisa e outra, ou porque o seu espírito é de tal natureza que se acomoda às contradições, ou ainda talvez porque não são bastante críticos para se aperceberem de tais contradições.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Ninguém que penetre no espírito da psicanálise e, ao mesmo tempo, seja inteiramente conhecedor da essência da fé sobrenatural, pode acreditar que estas duas coisas sejam compatíveis. Já varias vezes foi declarado, tanto por autores católicos como protestantes, que a psicanálise é, basicamente anti-cristã. Não há maneira de se sair deste dilema: ou se acredita em Cristo ou na psicanálise. Os próprios sequazes de Freud não têm dúvidas a tal respeito. Para eles, a religião não significa mais do que uma manifestação particular do espírito humano, da mesma categoria que as práticas da magia, do totemismo ou da bruxaria. Sempre os psicanalistas procuraram provar que a religião é um produto de forças instintivas e da reação contra as mesmas.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Freud fala da religião como de uma "ilusão". Os ritos religiosos são assemelhados a práticas devidas à obsessão, ou identificados com as mesmas práticas. A religião é uma neurose dos grupos. Não vale a pena entrar em pormenores, porque todas as obras dos psicanalistas estão cheias de observações no mesmo sentido. Não há dúvida alguma de que a sua convicção é que a religião é um fato puramente psicológico, que é nociva e condicionada pelos mesmos fatores que condicionam a neurose nos indivíduos, e que, finalmente, para bem da humanidade, tem de ser abolida e substituída pelo reino da ciência. Era isso que Freud esperava; a "ilusão" devanecer-se-ia perante a luz da razão; a ciência substituiria a religião na cultura e na vida, e uma nova época de prosperidade reinaria, quando a ciência reinasse como senhor supremo. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Esta é a mentalidade dum homem que nasceu pouco depois dos meados do século passado, que se educou na era do materialismo, do "liberalismo" e das entusiásticas esperanças no futuro, e que foi incapaz de se libertar da escravatura daquelas impressões que lhe haviam ficado da sua adolescência. Hoje verificamos que a ciência faliu, não porque não seja uma das mais admiráveis realizações do homem ou porque se mostrasse incapaz de promover o progresso, mas unicamente porque lhe atribuíram a capacidade de realizar aquilo que, de fato, nunca poderá levar a cabo. Mas a fé otimista de Freud na ciência permaneceu inquebrantável durante mais de oito décadas de sua vida. E nós poderemos compreender a sua imutável atitude; mas o que não podemos compreender é como pessoas de uma geração posterior, que tinham obrigação de ver as coisas como elas são, podem ainda defender um credo como o cientificismo. Para pessoas desta mentalidade, a religião é apenas um fato, como muitos outros, na história da cultura humana. E essas pessoas não estão também preparadas para admitir qualquer diferença entre as religiões. O último livro de Freud é um exemplo frisante desta incapacidade de discernir certos pontos que são decisivos. Assim, ele não conhece absolutamente nada das enormes diferenças entre o monoteísmo judaico-cristão e a idéia pagã de um deus supremo. A sua concepção sobre o monoteísmo dos judeus, devida à sua aceitação da religião de Athon, a divindade do sol do Egito, mostra que não conhece a essência do verdadeiro monoteísmo, e também que não procura informar-se sobre coisas que ele mesmo era incapaz de conhecer devidamente<a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnote1_p7ssi1n" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a>.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Basta um conhecimento superficial da psicanálise para que qualquer pessoa possa ver o enorme golfo que separa a mentalidade cristã daquela que se encontra implicada na concepção freudiana acerca do homem. E é verdadeiramente impressionante ler num artigo de O. Pfister que os ensinamentos de Jesus Cristo nos Evangelhos apresentam grandes analogias com a teoria da psicanálise. Mas mesmo este autor, que, segundo parece, é protestante, reconhece que há também grandes dessemelhanças. E nós só temos a dizer que, de fato, as há. Outros teólogos protestantes, como, por exemplo, o Dr. Runestam, da Universidade de Upsala, pensam diferentemente; para esses, a psicanálise é profundamente contrária ao espírito do Cristianismo.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Uma filosofia que nega o livre arbítrio; que ignora a espiritualidade da alma; que, com um oco materialismo e sem qualquer tentativa de prova, identifica os fenômenos mentais e corporais; que não conhece outro fim senão o prazer; que se entrega a um confuso e obstinado subjetivismo e que se mostrou cega à verdadeira natureza da pessoa humana — não pode ter qualquer ponto comum com o pensamento cristão. É-lhe completamente oposta.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O antagonismo existente entre a mentalidade do freudismo, de um lado, e o espírito do Cristianismo de outro, é claramente percebido por aqueles que acreditam que a religião no mundo moderno deve ser suplantada pela psicologia, que o analista deve ocupar o lugar do sacerdote e que o homem encontrará alívio para os seus sofrimentos morais e respostas às suas dificuldades pessoais no consultório do psicanalista, em vez de encontrar esse mesmo alívio na confissão que faz a um padre católico. Tal idéia assenta sobre um errado conhecimento da religião e da psicanálise; ambas estas idéias estão deturpadas. Não há qualquer similaridade entre a confissão e a análise. A confissão é um sacramento. Os espíritos modernos não atentam senão aos fatores psicológicos que nela se encontram envolvidos, mas é preciso notar-se que mesmo esses fatores não são comparáveis. O penitente diz, na confissão, as coisas que sabe, narra os fatos de que se julga culpado e, eventualmente, expõe as dificuldades que o assaltam; tudo aquilo de que ele trata é "material consciente". O confessor nunca faz qualquer tentativa de explorar o inconsciente. A esperança e a boa vontade, um profundo conhecimento e, finalmente, a graça de Deus irão ajudar o penitente a dominar os seus hábitos pecaminosos, a evitar as recaídas, a fugir às tentações e a progredir no caminho da perfeição.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não sucede assim com o analista e o seu paciente. Neste caso, aquilo de que o paciente tem conhecimento pouco interessa; o que importa é o inconsciente. Nem um nem outro confiam na boa vontade, porque a vontade não passa de um epifenômeno, e o que é real está escondido nas profundezas do inconsciente. Não há qualquer sentimento de culpa pela infração de uma ou outra lei moral objetiva, ou pela rejeição de um valor moral, mas apenas uma constelação de tendências instintivas, o conflito entre o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">super-ego</span> e o <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">id</span>, e assim por diante. o analista nunca poderá ocupar o lugar do sacerdote. A missão deste tem de ser desempenhada por ele e mais ninguém<a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnote2_t60qjo5" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não há necessidade de estarmos a pôr à prova a paciência do leitor, trazendo para aqui as idéias que os psicanalistas têm defendido pelo que diz respeito à religião. Todos ele têm falado muito sobre um assunto que apenas superficialmente conhecem e, além disso, confiam largamente nas suas concepções etnológicas que, como já vimos<a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnote3_3xbg1ti" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">3</a>, estão muito longe de ser dignas de crédito. As suas conclusões relativamente a práticas religiosas, aos ritos, à psicologia da fé e a outros assuntos semelhantes, muito dificilmente poderão ser tomadas a sério. Muitas dessas idéias são positivamente ridículas e mostram uma ignorância crassa.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Temos, porém, de enfrentar uma questão. Por que é que os psicanalistas têm um tão notável interesse pela religião? Há mais obras e artigos na literatura psicanalítica que tratam de problemas mais ou menos relacionados com a religião do que se pode imaginar. Parece que o espírito analítico está possuído de uma curiosa obsessão, e que se sente incapaz de se libertar dela. Não há dúvida de que a religião tem desempenhado um importante papel na história, e continua a influenciar mais a atitude geral da humanidade do que a própria ciência. a ciência, considerada como tal, dificilmente exercer qualquer influência; não é a própria ciência, mas a crença popular nela, que tem contribuído muito para formar a mentalidade de hoje. Ora, os psicanalistas não tratam de saber as razões por que o homem chega a acreditar na ciência de forma tão exagerada. Consideram como um postulado o homem ter de acreditar na ciência, mas procuram mostrar que qualquer outra crença, especialmente no sobrenatural, tem de ser explicada por razões psicológicas. A sua atitude é inegavelmente dúbia, devido à sua crença na ciência. Esses homens estão presos ao "cientificismo". Acreditam fervorosamente na ciência, como a panacéia por meio da qual a humanidade se há de erguer a um nível muito mais elevado. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Esta atitude tem certas raízes na história dos últimos sessenta ou cem anos. No próximo capítulo diremos algumas palavras sobre este fenômeno. Mas o fenômeno não explica a curiosa fascinação que a religião, e os problemas que lhe andam ligados, exercem aparentemente sobre o espírito psicanalítico. Deve haver algum fator mais diretamente ligado com a psicanálise e com a situação presente da civilização em geral. Fazer luz sobre este ponto é coisa que se torna ainda mais desejável, porque podemos assim alimentar a esperança de penetrarmos mais na natureza da psicologia freudiana, ou antes na antropologia freudiana, e, conseqüentemente, definirmos mais claramente a política que tem de ser observada por um católico no que diz respeito à psicanálise. Todo aquele que examine conscienciosamente a psicanálise e considere os fatos fornecidos por esta psicologia, no que diz respeito à sua própria natureza, só poderá chegar a uma conclusão. E tal conclusão há de ser expressa em termos muito breves: a psicanálise é uma heresia. Esta afirmação parecerá, talvez, surpreendente. Os cristãos podem ver-se tentados a rejeitá-la, porque não vêem nenhuma relação, ou qualquer terreno comum, entre a psicanálise e a sua fé. Uma heresia — dirão eles — é uma forma deturpada da verdadeira fé, que resulta de se desrespeitar ou desvirtuar qualquer dos artigos fundamentais. Mas, seguramente, a psicanálise nada tem de comum com a fé cristã. Não altera um artigo fundamental, como faz o Arianismo em relação à pessoa de Jesus Cristo, ou como faz o Protestantismo, em relação à natureza da Igreja, ou  como faz ainda o Pelagianismo, no que se refere ao papel da graça na salvação do homem. O analista, por sua vez, não levará a sério aquela afirmação. Entende ele que nada tem de ver com o Cristianismo, que as suas atividades são científicas e que a ciência é independente de toda a fé. Dirá que estuda religião apenas como um fato entre tantos outros que a história da humanidade apresenta. E acabará por afirmar que não pensa em negar ou alterar qualquer dos artigos da fé, porque, para ele, tais fatos nada significam senão uma forma particular da ignorância, uma superstição ou uma ilusão — e não se nega uma ilusão ou uma alucinação, mas apenas se trata de estudar a sua origem e curar o paciente.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não esperemos poder convencer o psicanalista, nem nunca ele se considerará um herético. Nenhum herético, através dos séculos que conta o Cristianismo, se considerou alguma vez como tal. O herético, ou pretende estar dentro da Igreja, mesmo que defenda opiniões que divergem largamente dos seus ensinamentos, ou declara que é ele o único representante da verdade e da fé inalterada, e que a Igreja abandonou o caminho do seu Fundador, caminho esse que ele procura descobrir de novo.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Mas esperamos poder convencer os católicos e, sem dúvida, todos aqueles que acreditam em Cristo como Salvador e Redentor da humanidade. Muito desejaríamos poder conseguir isso, não só porque a atitude dos cristãos, no que se refere à psicanálise, ficaria melhor definida e fundamentar-se-ia melhor do que num vago sentimento de relutância e de ofensa moral, mas também porque a psicanálise é apenas um exemplo, ou ilustração, embora bastante notável, de uma atitude mental que se desenvolveu a ponto de dominar a mentalidade geral no decorrer do último século. Essa atitude tornou-se então muito influente, embora as suas raízes remontem ao passado da cultura ocidental. Um melhor entendimento daquilo que a psicanálise é, e um melhor conhecimento da natureza do espírito que ela cria, habilitar-nos-ão a seguirmos com mais clareza os rastos desse mesmo espírito em outras manifestações do nosso mundo moderno.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O caráter herético da psicanálise tornar-se-á claramente visível quando tivermos posto a descoberto as suas raízes e inspecionado os seus antecedentes. Será isso a nossa tarefa no próximo capítulo. Aqui, apenas nos referimos ao bem conhecido fato de que as heresias, através dos séculos do Cristianismo, sempre sentiram a necessidade de afirmar, cada vez mais, os seus direitos. É como se os hereges sentissem a consciência culpada e, com o fim de a fazerem calar, se sentissem forçados a apregoar as suas supostas razões difamando a Igreja, contra a qual se levantavam. [...]</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Os católicos sabem também, não obstante se sentirem alarmados com a idéia de não serem modernos, que tudo aquilo que realmente contradiz os ensinamentos da sua fé não pode ser verdadeiro. Sabem, como coisa certa, que uma filosofia ou uma ciência que desrespeita concepções fundamentais do Catolicismo há-de acabar por desaparecer, por muito grande que seja o seu sucesso na hora presente. Sustento que a psicanálise é um enorme e perigoso erro. E o meu interesse é evitar que o maior número de pessoas possível — e, em primeiro lugar, tantos cristãos quanto possível — caiam nas garras de tal erro.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Há uma concepção fundamental na religião cristão que não é apenas desprezada mas, simplesmente, negada pela psicanálise. É a concepção do pecado. Em psicanálise não há pecado. A sua filosofia é decididamente determinista e a noção do pecado pressupõe o livre arbítrio. Também não há lugar para a noção de pecado neste sistema, porque o comportamento humano, de acordo com os princípios da antropologia freudiana, não depende das forças conscientes, mas sim de forças inconscientes. Isto é apenas uma conseqüência lógica do fato de que a psicanálise interpreta a consciência, não como o reconhecimento da conformidade ou não conformidade com as leis eternas da moral ou dos valores, mas como a expressão de um equilíbrio restabelecido, ou perturbado, de forças instintivas. A psicanálise vê necessariamente na consciência um mero fenômeno psicológico. Tal concepção da natureza humana não poderá exercer qualquer coisa que se assemelhe a responsabilidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Desnecessário será dizer que a psicanálise nada tem de ver com quaisquer noções que se refiram ao sobrenatural. Esta negativa completa do sobrenatural não é própria duma ciência empírica que, prudentemente, limita as suas investigações aos campos acessíveis à razão humana. O verdadeiro cientista tem grande respeito pelos fatos, não se pronuncia sobre as coisas, unicamente porque as não pode alcançar pelos seus métodos, e evita emitir juízos sobre assuntos cuja compreensão não está dentro dos poderes da fraca razão do homem. Mas o psicanalista vem dizer-nos que toda a crença no sobrenatural, seja na graça de Deus, como no próprio Deus, na eficácia dos sacramentos ou na imortalidade da alma, são tudo idéias que dimanam de fatores instintivos, que esta psicologia se orgulha de ter descoberto e privado assim da sua força impressiva. A psicanálise não vê diferença alguma entre a religião católica, os seus usos, ritos e sacramentos por um lado, e os mais primitivos e fantásticos costumes dos aborígines da Austrália ou da África central pelo outro. Dificilmente se encontrará um artigo de fé que não tenha sido submetido à análise, e que não tenha sido objeto de uma "explicação" psicanalítica. Estas chamadas explicações causariam abalo num espírito católico, se não fossem manifestamente baseadas numa absoluta incapacidade para compreender a doutrina que se pretende explicar. </span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Nos parágrafos anteriores apenas nos referimos às relações da psicanálise com a fé católica sem nada termos dito a respeito da moral católica. Vamos agora dizer alguma coisa sobre tal assunto.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A psicanálise, considerada como tal, nada tem a dizer sobre moral. Quer-se uma ciência, e as ciências podem fazer afirmações apenas sobre o que é, nunca sobre aquilo que devia ser. Esta é que é a verdadeira ciência. Mas não é próprio de verdadeiros cientistas o uso que eles atualmente fazem da ciência para propagar qualquer "reforma" da moral, ou para declararem que esta ou aquela atitude está, ou deixa de estar, de acordo com a moral. Tais afirmações feitas em nome da ciência são, sem dúvida, não a expressão de conclusões que os fatos impusessem ao espírito, mas a expressão de convicções que tem uma origem completamente diferente. A ciência apenas nos pode dizer os meios de que nos podemos servir para atingir algum fim, mas nada conhece acerca desses fins. A medicina não decreta que a saúde tem de ser conservada; apenas nos ensina como devemos proceder para a conservar. A expressão, tantas vezes ouvida, de "educação científica", ou significa que devemos aprender na ciência a melhor forma para realizarmos os nossos fins, ou não significa coisa alguma.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Todo aquele que acreditar que a ciência é capaz de fazer qualquer afirmação sobre a razão por que as pessoas têm de ser educadas não conhece coisa alguma sobre a verdadeira natureza da educação. E o mesmo sucede com a moral: "ética científica" é uma expressão sem sentido algum.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Mas mesmo o cientista é um ser humano e, como tal, não pode deixar de ter as suas convicções, os seus ideais e os seus desejos. É apenas natural, embora não seja justo, que ele procure, ainda que "inconscientemente", apresentar as suas idéias e ideais pessoais como se derivassem das ciências. As ciências que têm por objeto o homem não são as que estão especialmente arriscadas a estenderem-se para um campo onde não têm competência. Pelo fato de que a saúde é um bem naturalmente desejado pelo homem, a medicina facilmente chega a acreditar que os seus ensinamentos sobre medidas higiênicas são da mesma natureza dos preceitos morais. Pelo fato de que a psicologia conhece que um espírito funcionando normalmente é um valor desejado, o psicólogo julga-se autorizado a enunciar regras sobre educação. A psicologia médica está inda mais propensa a cometer este erro do que qualquer outra espécie de psicologia. O médico psicólogo observou muitíssimas vezes as desastrosas conseqüências que uma educação errada pode ter no desenvolvimento do caráter e da personalidade. Portanto, vem simplesmente declarar que este ou aquele método de educação "tem" de ser adotado. assim, mais necessário se torna examinar cuidadosamente o espírito de uma psicologia que se julga com o direito de impor à educação os seus métodos e alvos.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Educação é mais do que instrução; é, primariamente, a construção de uma personalidade moral. A ética e a educação estão, portanto, intimamente correlacionadas. E a educação não termina depois de se ter freqüentado uma escola superior ou um colégio: praticamente, a educação nunca termina. Somos educados pelos fatos, pelas influências do meio ambiente e pelas idéias, de forma que temos de nos educar a nós mesmos.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Uma psicologia nascida dum espírito decididamente anti-cristão não pode ser senão excessivamente perigosa. Mesmo que o psicanalista se esforce por evitar qualquer ofensa às idéias e sentimentos religiosos ou morais do paciente, não o poderá conseguir. O seu método, as suas interpretações, e toda a sua mentalidade são de uma natureza manifestamente hostil ao espírito cristão. Essa mentalidade dá-se a conhecer a todo o momento, e encontra-se implícita em cada uma das mais triviais observações. Ainda que o analista esteja resolvido a abster-se de toda a influência sobre a fé ou moral do paciente, a sua resolução será ineficaz, e ele não poderá deixar de transmitir a esse paciente o contágio de um espírito anti-cristão.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Há alguma coisa profundamente errada neste espírito, e o que está errado melhor se aperceberá, se considerarmos as idéias que a psicanálise professa a respeito do homem normal. A teoria de Freud era, e ainda o é em grande extensão, um processo para a cura de doentes nervosos. Todo o tratamento tem de ter como ponto de referência alguma idéia de normalidade, porque a obtenção dessa normalidade é o sinal característico de que o tratamento foi bem sucedido. Freud disse, mais do que uma vez, que um homem é normal quando está apto a trabalhar e a gozar a vida. Não há nada mais na concepção psicanalítica sobre a natureza normal do homem. Gozar implica, sem dúvida, a adaptação à realidade, desde que, não sendo assim, o desprazer seria maior do que o prazer.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Esta concepção foi estabelecida de novo, por exemplo, por Hendriks, que declara que a culminação do desenvolvido <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">ego</span> consiste em o indivíduo se tornar capaz de manter a sua existência, e assegurar uma satisfação adequada dos instintos libidinais e agressivos, num ambiente socializado de adultos. Estas definições são, como se está a ver, muito incompletas; os fatores morais são absolutamente ignorados ou, antes, estão incluídos na noção de ajustamento ao meio social. É um erro largamente divulgado o acreditar-se que a moral está limitada às relações com os nossos vizinhos: desprezam os deveres para com a própria pessoa, como desprezam os deveres para com Deus.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Daqui se segue que a psicanálise se mostra incapaz de avaliar devidamente certos fenômenos, como o sentimento de culpa ou a consciência. A consciência tem origem — observa um autor — numa identificação hostil. Vê-se que este autor não teve, no seu espírito, a mais rápida visão do fenômeno a que se refere. Outro diz-nos que o desejo de confessar o pecado cometido — não precisa de ser no confessionário, porque este desejo pertence à natureza humana — resulta de um impulso de revelação, que está relacionado com o "instinto parcial" do exibicionismo. E há ainda um terceiro autor que nos vem dizer que a necessidade da confissão está relacionada com o erotismo oral. Não será preciso multiplicar os exemplos. Os três já mencionados revelam uma ignorância de tudo quanto se refere a religião e a psicologia geral.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A concepção naturalista da natureza humana vem colorir todas as afirmações feitas sobre moral. Os verdadeiros mandamentos, as leis eternas, são coisas que não existem, de acordo com este ponto de vista. E tal mentalidade não pode senão ter uma influência altamente destrutiva sobre qualquer pessoa que esteja possuída de convicções diferentes. É possível que o tratamento psicanalítico de uma pessoa nessas condições venha a ser mal sucedido, se as convicções são suficientemente fortes, e se a diferença entre elas e as do analista se nota com clareza, ou poderá ainda suceder que esse tratamento tenha como resultado um gradual desmoronamento de tais convicções, devido à pressão contínua do espírito hostil do psicanalista.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O perigo de a moral não naturalista ser destruída pela análise, mesmo que o psicanalista não tenha intenção de o fazer, é sempre muito grande, porque a moralidade — ou amoralidade — do freudismo pode tornar-se uma forte tentação. O psicoterapeuta logo é encarado pelo paciente como pessoa de autoridade; chamem a isso transferência, se assim o quiserem, porque o nome pouco importa. Uma concepção da vida que apela para o lado instintivo do homem exerce sempre uma sedução natural e, quando tal sedução é fortalecida pela autoridade, poderá tornar-se irresistível.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Não se pode dizer com verdade que os psicanalistas preconizem um relaxamento de costumes, mas é certo que eles concebem a moral por uma forma que é exatamente o oposto daquilo que um católico sabe que a lei moral implica. Isto refere-se em primeiro lugar à sexualidade, mas o mesmo sucede com qualquer outro aspecto do comportamento. E temos de chegar à conclusão de que o católico se deve abster de qualquer íntimo contato com as idéias freudianas. Se ele tiver dessas idéias inteiro conhecimento, será o primeiro a evitar tal contato; no caso contrário, é necessário pô-lo se sobreaviso.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Alguns adversários da psicanálise têm procurado acentuar a "imoralidade" da teoria e da sua atitude prática, no que diz respeito a certos problemas morais. o analista, dizem eles, é obrigado a defender pontos de vista incompatíveis com a moralidade cristã e, portanto, não pode deixar de ter uma influência destrutiva sobre o comportamento moral dos indivíduos e sobre as idéias morais do público. Este ponto precisa de uma elucidação.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A concepção que Freud e a sua escola formaram da natureza humana é, sem dúvida, muito diferente da concepção formada pela moral cristã e, principalmente, pela moral católica. O "princípio do prazer", mesmo depois da sua transformação em "princípio de realidade" não é a espécie de força motriz que a moral cristã supõe estar no fundamento do comportamento moral. A idéia de que a natureza humana está em ordem e "normal", desde que o indivíduo esteja apto para trabalhar e para gozar, não é idéia que possa ser aceitada pela ética católica. Estes aspectos da psicanálise são mais importantes, para responder à questão, do que a insistência de Freud sobre a sexualidade. Por muito errada que seja a noção de uma <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">libido</span> estendendo-se a tudo, não precisa de ser imoral.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O fato de que a psicanálise seja um sistema puramente naturalista e incapaz de avaliar a religião e o comportamento religioso em seu verdadeiro valor, é, sem dúvida, um sério inconveniente. Alguns analistas sustentam que não há necessidade de pôr em perigo as crenças religiosas de um indivíduo, desde que tais crenças não sejam o resultado de fatores patológicos ou um obstáculo para a recuperação da saúde mental. No entanto, será difícil ver como o analista, por muito que queira, evitará pôr em risco a atitude religiosa. Qualquer paciente, mesmo de inteligência média, não pode deixar de compreender que o espírito geral daquela teoria com a qual se relacionou durante o tratamento é completamente hostil às suas crenças religiosas. E pouco importa o fato de o paciente refletir ou deixar de refletir nisso.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O antagonismo entre a psicanálise e a moral católica, na medida em que tal antagonismo está implicado no sistema da filosofia e da psicologia de Freud, é uma coisa; o consciente eventual e a influência direta, aconselhando o paciente a agir contra os princípios da moral católica, é outra. Se se soubesse que muitos ou alguns psicanalistas aconselhavam os seus pacientes de forma que lhe sugerissem um comportamento contrário à moral, o perigo deste sistema tornar-se-ia, sem dúvida, muitíssimo grande.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Algumas das idéias sustentadas pelos psicanalistas são contrárias às concepções católicas, sem que sejam, no entanto, exclusivamente características do freudismo. Desnecessário será dizer que um analista, encontrando uma pessoa a braços com dificuldades domésticas, sem qualquer esperança e incapaz de continuar a vida com o marido ou com a esposa, acabará por lhe aconselhar a separação. Tal conselho poderá não ser mau, mas implica, na mente do analista, a idéia de que, depois da separação, essa pessoa poderá voltar a casar-se com alguém que lhe dê melhor vida. Esse conselho podia ter sido dado por qualquer médico não católico; as convicções que o originaram não são especificamente freudianas, pois pertencem a um conjunto de idéias comuns a todas aquelas pessoas que julgam possuir "um espírito liberal". O mesmo se pode dizer da sugestão para se procurar a satisfação sexual pré-matrimonial. Seria diferente, se se sugerisse a uma pessoa casada que, por qualquer motivo, procurasse relações sexuais extra-matrimoniais.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">É muito difícil saber qual é a atitude normal dos analistas no que se refere a tais problemas, bem como é também muito difícil ter a certeza de que certos relatos publicados são inteiramente dignos de crédito. O tratamento psicanalítico pode, em alguns casos, principalmente se não foi bem sucedido, deixar um ressentimento definido no ânimo do paciente, e esse estado mental poderá muito bem deturpar, mesmo sem qualquer intenção consciente de calúnia ou de prevaricação, a memória de coisas mencionadas durante as horas de análise. É corrente, em alguns tipos da personalidade nevrótica, um certo desrespeito pela verdade objetiva; por isso, os relatos que nos são fornecidos por doentes nervosos têm de ser olhados com muita precaução. Alguns psicanalistas podem ter professado uma atitude demasiadamente "liberal", no que diz respeito a certas leis morais, mas há ainda razão para perguntar se tal atitude resulta do fato de serem sequazes de Freud, ou se resulta da sua mentalidade geral. Não nos devemos esquecer de que muitas idéias, definidamente anti-católicas, no que se refere a moral, têm partido de pessoas que não eram psicanalistas. As opiniões defendidas pelos bolchevistas sobre o casamento, sobre relações sexuais etc., pelo menos na primeira fase do seu domínio, não dependem de qualquer influência exercida pelos psicanalistas. Não há dúvida de que os pontos de vista de Freud contribuíram para propagar as discussões sobre assuntos sexuais. A insistência com que ele se referiu à sexualidade, e as suas provas, aparentemente científicas, da importância fundamental dos fatores sexuais na natureza humana, fortaleceram a posição daqueles que dirigiam os seus ataques contra a moral cristã. Mas não se pode dizer que o próprio Freud pregasse diretamente uma moral anti-católica. No entanto, pregou-a implicitamente.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Tanto quanto os relatórios podem ser acreditados, fica-se, sem dúvida, com a impressão de que alguns psicanalistas não sentem qualquer relutância em aconselhar atos decididamente imorais, especialmente — e até exclusivamente — no que se refere ao comportamento sexual. Num congresso de psiquiatras franceses realizado há anos, o Dr. Genil-Perrin referiu-se a numerosos casos em que ele e outros intervieram, e em que era freqüente darem-se conselhos de tal natureza. Mas é impossível lançar mão de cifras dignas de crédito. Não podemos saber quantos psicanalistas teriam, eventualmente, procedido dessa forma, nem tampouco podemos saber quantas vezes eles se viram obrigados a fazê-lo. A única coisa de que podemos estar certos é que o sistema da psicanálise não contém fator algum que iniba o analista de se servir de tal expediente. E sabemos também que existe um grande número de relatórios que mencionam essa atitude por parte de alguns psicanalistas, mas sendo de presumir que nem todos eles são falsos ou exagerados. No entanto, a justiça pede que limitemos o nosso juízo a fatos que podem ser provados, e a única coisa que se pode provar é o antagonismo essencial que existe entre o espírito geral do freudismo e a mentalidade católica. Isto, contudo, seria suficiente para obrigar os católicos a evitarem, tanto quanto pudessem, o contato com a psicologia psicanalítica, e a evitarem qualquer situação que pudesse dar ao analista, mesmo contra a vontade da pessoa, ocasião de influir sobre as suas idéias.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A enumeração das proposições da escola de Freud que brigam incontestavelmente com a fé cristão podia ainda continuar por algum tempo. Julgamos, porém, que dissemos já o bastante. Nenhum católico poderá professar tais idéias — a idéia da religião como uma neurose obrigatória, a idéia de Deus como sendo a imagem do pai, e a idéia da comunhão remontar à refeição totemística etc. — idéias essas que não podem ser consideradas senão como falsas, para não dizermos sacrílegas. Mas há sempre uma objeção. Não será possível separar o método da sua inaceitável filosofia? Não poderemos nós, embora sejamos cristãos, usar o instrumento fornecido pela psicanálise? Não poderemos pôr de parte a concepção naturalista, as idéias descabidas sobre religião, a negação da liberdade, o papel exagerado atribuído aos instintos, e "batizar", digamos assim, a psicanálise, mais ou menos como se diz que Santo Agostinho "cristianizou" o Neo-Platonismo e S. Tomás "batizou" Aristóteles? Estes filósofos pagãos também ensinaram coisas que a filosofia cristã nunca pôde aceitar, mas ensinaram outras coisas que eram verdadeiras, ou que, pelo menos, com alguma modificação, podiam ser verdadeiras. Se a filosofia cristã tivesse procedido com a filosofia pagã como se deseja que o católico proceda para com a psicanálise, isso representaria uma enorme perda para a humanidade, e teria talvez obstado o desenvolvimento da verdadeira filosofia cristã. Que razão há, portanto, para tal radicalismo perante a psicanálise, radicalismo esse de que a Igreja nunca se sentiu possuída no passado?</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">A resposta é, simplesmente, que tal analogia não pode existir. Tentamos mostrar, no capítulo oitavo, que se não pode separar a filosofia do método, e que aquele que adota o segundo tem, necessariamente, de perfilhar a primeira. Mas há outra razão para a intransigência que aqui consignamos. A psicanálise não está para o católico na mesma relação em que a filosofia pagã estava, nos primeiros séculos da cristandade, para com a filosofia católica. A psicanálise é mais semelhante ao Maniqueísmo, ou a qualquer outra das grandes heresias, do que à filosofia de Plotino ou de Aristóteles. E a Igreja nunca transigiu, por pouco que fosse, com qualquer heresia.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">O espírito da psicanálise pode-se chamar, e com muita razão, espírito pagão, mas não é o paganismo dos tempos pré-cristãos; é o paganismo que surgiu quando a Cristandade já existia há séculos. E é um espírito completamente diferente. O paganismo dos velhos tempos morreu, pelo menos nos países de civilização ocidental, e não há possibilidade de o fazer reviver. Tal espírito não pode tornar a aparecer, porque as alterações que o pensamento humano sofreu, debaixo da influência de dois mil anos de Cristianismo, não podem voltar atrás. O neo-paganismo não é um regresso aos tempos de Platão ou de Sêneca: é, simplesmente, uma revolta.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"> </div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: small;" class="mycode_size">Para compreender a natureza desse espírito, é necessário examinar a origem da psicanálise e as forças que contribuíram para o seu aparecimento. E teremos também de investigar as condições que tornaram possível o surpreendente sucesso das concepções freudianas. Desta maneira chegaremos — ao menos é essa a nossa esperança — a um melhor conhecimento da verdadeira natureza desta teoria.</span></div>
 <br />
<ol type="1" class="mycode_list">
</li>
<li><a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnoteref1_p7ssi1n" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1.</a> Freud adota, pelo que diz respeito à história da religião, o mesmo método que segue pelo que se refere à etnologia. Limita-se a escolher, numa abundante literatura, apenas algumas palavras que se adaptam às suas idéias preconcebidas. Assim, presta grande crédito a um livro, no qual se aventa a hipótese de que Moisés foi assassinado pelos judeus. Este trabalho foi rejeitado pelas autoridades no assunto, mas isso não impede que Freud se apoie sobre ele para os seus raciocínios. A sua teoria, de acordo com a sua maneira de pensar, não precisa de provas, pois é já de per si uma prova de todas as asserções nela contidas. Ora, isto não é maneira de proceder para um homem de ciência.Seria necessário que os psicanalistas prestassem atenção ao fato de as referências, ou testemunhos de Freud, serem tão infelizes. Sempre que escolhe um autor, trata-se de um indivíduo que não merece a consideração das autoridades do assunto em questão.<br />
</li>
<li><a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnoteref2_t60qjo5" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2.</a> Para melhor elucidação sobre essas questões, veja-se o meu artigo "Confessor e Alienista", Revista Eclesiástica, 1938, 99, 401.<br />
</li>
<li><a href="https://www.permanencia.org.br/drupal/node/702#footnoteref3_3xbg1ti" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">3.</a> Allers refere-se ao capítulo 9 do livro em questão, chamado "A Psicanálise e a etnologia". [Nota da Editora]<br />
</li></ol>
]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Sobre o blog Gnosis (https://dwere.blogspot.com/)]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6477</link>
			<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 13:06:41 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6477</guid>
			<description><![CDATA[Olá confrades, primeiro post aqui. Nesse sentido, recentemente eu encontrei um blog que acredito ser de N. A, muito por conta dos mesmos assuntos gnósticos e espirituais que ele tratou nos seus livros, bem como blog amor dissidente (não só isso, mas a escrita, o jeito de abordar é muito semelhante). Diante disso, eu estou transcrevendo o site da msm forma que alguns membros fizeram com o blog amor dissidente. Gostaria de saber se algum confrade já fez isso, ou se podem recomendar algum programa que converte o blog em pdf, ou se alguém quiser ajudar, ficarei grato, afinal os assuntos que este site, bem como suas instruções são muito edificantes e produtivas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Olá confrades, primeiro post aqui. Nesse sentido, recentemente eu encontrei um blog que acredito ser de N. A, muito por conta dos mesmos assuntos gnósticos e espirituais que ele tratou nos seus livros, bem como blog amor dissidente (não só isso, mas a escrita, o jeito de abordar é muito semelhante). Diante disso, eu estou transcrevendo o site da msm forma que alguns membros fizeram com o blog amor dissidente. Gostaria de saber se algum confrade já fez isso, ou se podem recomendar algum programa que converte o blog em pdf, ou se alguém quiser ajudar, ficarei grato, afinal os assuntos que este site, bem como suas instruções são muito edificantes e produtivas.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Deus realmente matou 42 jovens por ofensa ao profeta Eliseu?]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6470</link>
			<pubDate>Mon, 05 Feb 2024 20:31:58 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6470</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Deus realmente matou 42 jovens por ofensa ao profeta Eliseu?</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">The Truth</span> em 9 de março de 2013.</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/GNsXTcBm" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/41/bf/GNsXTcBm_t.jpg" alt="[Image: GNsXTcBm_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O texto que relata o ocorrido com o profeta Eliseu, e 42 jovens que foram mortos por duas ursas (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/2KI.2.23-25.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:23-25</a>), é comumente usado pelos críticos de Deus para demonstrar como Deus é maligno, como mata por qualquer coisa banal, prazerosamente. Mas, como sempre, a leitura desse pessoal é bem superficial. Não analisam o texto, não fazem a mínima interpretação e não avaliam o que realmente o texto diz e, por isso, fazem juízo de valor errado e ainda influenciam muitos a fazer o mesmo. Por isso, irei analisar esse texto e mostrar se realmente Deus prazerosamente matou 42 jovens apenas porque chamaram Eliseu de calvo (careca).</span></div>
<br />
<br />
<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Ateus expondo sua visão infantil da bíblia</span></span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O texto apresenta alguns detalhes importantes a considerarmos antes de taxarmos Deus de injusto nesse caso: Eliseu estava em um caminho, fazendo uma viagem, sozinho: “Então, subiu dali a Betel; e, indo ele pelo caminho, uns rapazinhos saíram da cidade…” (<a href="https://www.apologeta.com.br/2-reis-2-23/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:23</a>). Observe que esses rapazinhos “saíram da cidade” no encalço do profeta Eliseu, que estava em uma estrada seguindo viagem. Interessante observar que a Bíblia cita que 42 deles foram mortos mais à frente. Ou seja, existia um grupo com mais de 42 jovens perseguindo o profeta Eliseu. A questão é: Para que finalidade um grupo tão grande de jovens se reúne para perseguir uma pessoa? Esperaram para abordar o profeta numa área mais deserta com que objetivo? Teriam eles boas intenções? Evidente que não!  Assim, vemos claramente que o profeta Eliseu estava correndo perigo e estava em grande desvantagem diante de um grupo de jovens mal intencionados que buscava fazer algum mal contra ele.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quando Eliseu foi abordado por esse grupo no caminho, provavelmente em uma área deserta e de mata – pois a Bíblia relata que as ursas saíram do meio de um bosque – o grupo o hostilizou dizendo o seguinte: “uns rapazinhos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo! Sobe, calvo” (<a href="https://www.apologeta.com.br/2-reis-2-23/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:23</a>). A expressão “sobe, calvo” não quer dizer apenas uma zombaria por Eliseu ser careca. A palavra “sobe” empregada por aquele grupo, zomba do ministério profético de Eliseu, fazendo uma comparação injusta com o profeta Elias que “subiu” ao céu em um redemoinho (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/2KI.2.11.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:11</a>). Em outras palavras, aqueles jovens estavam zombando da autoridade profética de Eliseu.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Diante desses fatos o profeta ficou acuado diante de um grande grupo de jovens mal intencionados que, além de estarem reunidos covardemente contra Ele, ainda colocaram em xeque sua autoridade profética dada por Deus. Diante disso, a única saída vista por Eliseu foi recorrer ao seu Senhor em oração. E é nesse momento que Deus intervém: “então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles. (2 Reis 2:23). A ofensiva dessas duas ursas conteve o ânimo maligno desse covarde grupo de jovens, que não conseguiu atentar contra a vida do profeta. Fica a pergunta: Se Deus não tivesse agido rapidamente, o que esse grupo poderia ter feito ao profeta? Deus foi injusto em defender um servo seu contra jovens mal intencionados?</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Assim, esses jovens não foram mortos por Deus porque chamaram Eliseu de calvo, mas como fruto de suas ações malignas e covardes diante de um servo de Deus. Assim, não houve injustiça alguma da parte de Deus.</span></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Deus realmente matou 42 jovens por ofensa ao profeta Eliseu?</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">The Truth</span> em 9 de março de 2013.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/GNsXTcBm" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/41/bf/GNsXTcBm_t.jpg" alt="[Image: GNsXTcBm_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O texto que relata o ocorrido com o profeta Eliseu, e 42 jovens que foram mortos por duas ursas (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/2KI.2.23-25.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:23-25</a>), é comumente usado pelos críticos de Deus para demonstrar como Deus é maligno, como mata por qualquer coisa banal, prazerosamente. Mas, como sempre, a leitura desse pessoal é bem superficial. Não analisam o texto, não fazem a mínima interpretação e não avaliam o que realmente o texto diz e, por isso, fazem juízo de valor errado e ainda influenciam muitos a fazer o mesmo. Por isso, irei analisar esse texto e mostrar se realmente Deus prazerosamente matou 42 jovens apenas porque chamaram Eliseu de calvo (careca).</span></div>
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<span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Ateus expondo sua visão infantil da bíblia</span></span><br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O texto apresenta alguns detalhes importantes a considerarmos antes de taxarmos Deus de injusto nesse caso: Eliseu estava em um caminho, fazendo uma viagem, sozinho: “Então, subiu dali a Betel; e, indo ele pelo caminho, uns rapazinhos saíram da cidade…” (<a href="https://www.apologeta.com.br/2-reis-2-23/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:23</a>). Observe que esses rapazinhos “saíram da cidade” no encalço do profeta Eliseu, que estava em uma estrada seguindo viagem. Interessante observar que a Bíblia cita que 42 deles foram mortos mais à frente. Ou seja, existia um grupo com mais de 42 jovens perseguindo o profeta Eliseu. A questão é: Para que finalidade um grupo tão grande de jovens se reúne para perseguir uma pessoa? Esperaram para abordar o profeta numa área mais deserta com que objetivo? Teriam eles boas intenções? Evidente que não!  Assim, vemos claramente que o profeta Eliseu estava correndo perigo e estava em grande desvantagem diante de um grupo de jovens mal intencionados que buscava fazer algum mal contra ele.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quando Eliseu foi abordado por esse grupo no caminho, provavelmente em uma área deserta e de mata – pois a Bíblia relata que as ursas saíram do meio de um bosque – o grupo o hostilizou dizendo o seguinte: “uns rapazinhos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo! Sobe, calvo” (<a href="https://www.apologeta.com.br/2-reis-2-23/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:23</a>). A expressão “sobe, calvo” não quer dizer apenas uma zombaria por Eliseu ser careca. A palavra “sobe” empregada por aquele grupo, zomba do ministério profético de Eliseu, fazendo uma comparação injusta com o profeta Elias que “subiu” ao céu em um redemoinho (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/2KI.2.11.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 Reis 2:11</a>). Em outras palavras, aqueles jovens estavam zombando da autoridade profética de Eliseu.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Diante desses fatos o profeta ficou acuado diante de um grande grupo de jovens mal intencionados que, além de estarem reunidos covardemente contra Ele, ainda colocaram em xeque sua autoridade profética dada por Deus. Diante disso, a única saída vista por Eliseu foi recorrer ao seu Senhor em oração. E é nesse momento que Deus intervém: “então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles. (2 Reis 2:23). A ofensiva dessas duas ursas conteve o ânimo maligno desse covarde grupo de jovens, que não conseguiu atentar contra a vida do profeta. Fica a pergunta: Se Deus não tivesse agido rapidamente, o que esse grupo poderia ter feito ao profeta? Deus foi injusto em defender um servo seu contra jovens mal intencionados?</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Assim, esses jovens não foram mortos por Deus porque chamaram Eliseu de calvo, mas como fruto de suas ações malignas e covardes diante de um servo de Deus. Assim, não houve injustiça alguma da parte de Deus.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Hierarquia dos Anjos]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6463</link>
			<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 02:40:44 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6463</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Hierarquia dos Anjos</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Destro</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/qQyGVTgU" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/d4/bd/qQyGVTgU_t.jpg" alt="[Image: qQyGVTgU_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">1-Arcanjo</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">2-Querubins</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">3-Serafins</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">4-Anjos</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A Bíblia nos cita nominalmente a existência de pelo menos quatro seres da esfera espiritual: anjos, arcanjos, querubins e serafins. Apesar de citá-los, não há um detalhamento tão grande a respeito deles. Mas, mesmo com poucas informações, podemos ter uma ideia razoável do que é cada um deles.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os anjos são citados na Bíblia como mensageiros e executores das ordens de Deus (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/GEN.16.10-12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Gênesis 16</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/GEN.16.10-12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/GEN.16.10-12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">10</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/DAN.6.22.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Daniel 6:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/DAN.6.22.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">22</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.103.20-21.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Salmos 103:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.103.20-21.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">20</a>). Os anjos são espíritos que servem a Deus e também aos servos de Deus (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.34.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Salmos 34:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.34.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a>). Vemos que Deus criou os anjos puros, mas uma parte deles preferiu rebelar-se contra Deus (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.6.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Judas 1:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.6.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6</a>). Em alguns textos os anjos são descritos com características semelhantes as humanas (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.20.12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">João 20:12</a>).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O arcanjo é citado na Bíblia como uma espécie de “Anjo-chefe”. A palavra arcanjo tem esse significado. Veja um verso bíblico sobre um dos arcanjos: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.9.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Judas 1:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.9.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">9</a>). O fato de esse arcanjo contender ou lutar diretamente contra o diabo mostra que é um ser dotado de grande poder e autoridade, e que exerce uma posição de destaque na esfera espiritual.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os querubins são citados na Bíblia como seres que têm asas e uma forma [semelhante] a humana (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/EXO.25.20.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Êxodo 25</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/EXO.25.20.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/EXO.25.20.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">20</a>). Em algumas passagens vemos querubins com forma de animais (<a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-41-18/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Ezequiel 41:</a><a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-41-18/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">18-19</a>). Em outras, temos querubins descritos em formas estranhas, mesclados com características de pessoas e animais. Por exemplo: Em <a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-1/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Ezequiel 1</a><a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-1/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:5-</a><a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-1/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">8</a>, esses seres tinham 4 rostos, 4 asas, mãos que saiam de debaixo das asas, etc. Esses seres estão sempre ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus (<a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Apocalipse%204%3A6-8&amp;version=NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Apocalipse 4</a><a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Apocalipse%204%3A6-8&amp;version=NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:</a><a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Apocalipse%204%3A6-8&amp;version=NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6-8</a>).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Só existem dois versículos na Bíblia mencionando os serafins: <a href="https://bkjfiel.com.br/isaias-6-2/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Isaías 6:</a><a href="https://bkjfiel.com.br/isaias-6-2/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>, <a href="https://bkjfiel.com.br/isaias-6-6/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6</a>. Nestes versos os serafins são descritos da seguinte forma: “cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava”. Da mesma forma que os querubins, os serafins sempre estão ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus .De forma resumida é isso que a Bíblia cita destes seres. São seres que, acima de tudo, estão à serviço do Reino de Deus. Certamente os conheceremos melhor quando estivermos na presença do Pai e deles.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Hierarquia dos Anjos</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Destro</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/qQyGVTgU" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/d4/bd/qQyGVTgU_t.jpg" alt="[Image: qQyGVTgU_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">1-Arcanjo</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">2-Querubins</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">3-Serafins</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">4-Anjos</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A Bíblia nos cita nominalmente a existência de pelo menos quatro seres da esfera espiritual: anjos, arcanjos, querubins e serafins. Apesar de citá-los, não há um detalhamento tão grande a respeito deles. Mas, mesmo com poucas informações, podemos ter uma ideia razoável do que é cada um deles.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os anjos são citados na Bíblia como mensageiros e executores das ordens de Deus (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/GEN.16.10-12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Gênesis 16</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/GEN.16.10-12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/GEN.16.10-12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">10</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/DAN.6.22.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Daniel 6:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/DAN.6.22.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">22</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.103.20-21.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Salmos 103:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.103.20-21.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">20</a>). Os anjos são espíritos que servem a Deus e também aos servos de Deus (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.34.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Salmos 34:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.34.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a>). Vemos que Deus criou os anjos puros, mas uma parte deles preferiu rebelar-se contra Deus (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.6.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Judas 1:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.6.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6</a>). Em alguns textos os anjos são descritos com características semelhantes as humanas (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.20.12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">João 20:12</a>).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O arcanjo é citado na Bíblia como uma espécie de “Anjo-chefe”. A palavra arcanjo tem esse significado. Veja um verso bíblico sobre um dos arcanjos: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.9.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Judas 1:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JUD.1.9.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">9</a>). O fato de esse arcanjo contender ou lutar diretamente contra o diabo mostra que é um ser dotado de grande poder e autoridade, e que exerce uma posição de destaque na esfera espiritual.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os querubins são citados na Bíblia como seres que têm asas e uma forma [semelhante] a humana (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/EXO.25.20.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Êxodo 25</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/EXO.25.20.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/EXO.25.20.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">20</a>). Em algumas passagens vemos querubins com forma de animais (<a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-41-18/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Ezequiel 41:</a><a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-41-18/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">18-19</a>). Em outras, temos querubins descritos em formas estranhas, mesclados com características de pessoas e animais. Por exemplo: Em <a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-1/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Ezequiel 1</a><a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-1/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:5-</a><a href="https://bkjfiel.com.br/ezequiel-1/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">8</a>, esses seres tinham 4 rostos, 4 asas, mãos que saiam de debaixo das asas, etc. Esses seres estão sempre ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus (<a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Apocalipse%204%3A6-8&amp;version=NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Apocalipse 4</a><a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Apocalipse%204%3A6-8&amp;version=NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">:</a><a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Apocalipse%204%3A6-8&amp;version=NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6-8</a>).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Só existem dois versículos na Bíblia mencionando os serafins: <a href="https://bkjfiel.com.br/isaias-6-2/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Isaías 6:</a><a href="https://bkjfiel.com.br/isaias-6-2/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>, <a href="https://bkjfiel.com.br/isaias-6-6/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">6</a>. Nestes versos os serafins são descritos da seguinte forma: “cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava”. Da mesma forma que os querubins, os serafins sempre estão ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus .De forma resumida é isso que a Bíblia cita destes seres. São seres que, acima de tudo, estão à serviço do Reino de Deus. Certamente os conheceremos melhor quando estivermos na presença do Pai e deles.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Cavalheirismo e Masculinidade Cristã]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6461</link>
			<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 02:25:19 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6461</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Cavalheirismo e Masculinidade Cristã</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Dahaka, do fórum Mundo Realista</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/jsEn5N3Q" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/dd/15/jsEn5N3Q_t.jpg" alt="[Image: jsEn5N3Q_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">“Os rapazes se tornam homens em uma comunidade de homens. Não há substituto para esse componente vital…”</span></span></span></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">(Texto resumido de Knighthood and Biblical Manhood, do autor Lou Whitworth, que por sua vez é condensado do livro de Robert Lewis).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">C. S. Lewis</span> escreveu sobre <span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">dois impulsos opostos que normalmente são encontrados em indivíduos diferentes – bravura e gentileza</span> – e que formam a síntese ideal na figura do cavaleiro medieval e seu código de cavalheirismo. Se uma dessas inclinações dominasse por completo, perder-se-ia o equilíbrio necessário para uma autêntica masculinidade cristã. Força e poder sem benevolência, por exemplo, resultariam em um homem bruto. Ternura e compaixão sem a firmeza masculina produziria um homem sem o fogo para liderar e inspirar os demais.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Manter o equilíbrio certo entre os impulsos de poder e agressão e a necessidade de ser gentil e compassivo é um desafio para os homens. Numa época de confusão de gêneros e confusão social-espiritual como a nossa, onde os violentos ameaçam a sociedade, são preciso diretrizes claras e modelos que possam inspirar os homens a canalizar sua agressividade para propósitos construtivos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A metáfora do cavaleiro medieval tem seu valor por estimular a imaginação, com seu código de honra e seu chamado à coragem. No ensaio de C. S. Lewis, “A Necessidade do Cavalheirismo”, ele descrevia o ideal medieval do cavalheiro como um paradoxo: esse ideal ensinava a humildade e tolerância aos grandes guerreiros e exigia coragem dos homens modestos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O cavalheirismo provê os homens com ideais nítidos – a visão de masculinidade, o código de conduta e uma causa transcendente – além de um processo de avanço de pajem a cavaleiro com cerimônias de celebração e validação.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">As cerimônias são importantes por marcar os eventos da jornada rumo à maturidade para que se tornem inesquecíveis. Depois de disciplinas físicas, mentais e religiosas elaboradas, sob as quais o pajem se submetia, nenhum cavaleiro tinha dúvida – “sou um cavalheiro?” – porque tal questão estava para sempre resolvida pelas cerimônias em presença de outros homens.</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Lewis escreveu “Uma das grandes tragédias da cultura ocidental de hoje é a ausência desse tipo de cerimônia… Eu não conseguiria descrever o impacto na alma de um jovem quando um momento importante de sua vida era para sempre tornado memorável e venerado através de uma cerimônia.”</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Há estágios naturais na vida de um jovem que se prestam para celebração: a puberdade, a graduação escolar e a maioridade. Esses estágios encontram equivalência nos estágios da vida de um cavalheiro: pajem (aprendiz de cavaleiro aos 13 anos), escudeiro (auxiliar de cavaleiro) e ordenação (quando o escudeiro se torna um cavaleiro).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os ideais do cavalheirismo compreendem a visão de masculinidade, o código de conduta e uma causa<span style="color: #333333;" class="mycode_color"> transcendente</span>. A visão de masculinidade rejeita a passividade, incentiva à coragem e à busca de grandes recompensas. Esse é um caminho ideal para direcionar a agressividade inata dos homens.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O código de conduta almeja as virtudes bíblicas de lealdade, graciosidade, humildade, pureza, serviço, liderança, honestidade, autodisciplina, excelência, integridade e perseverança. O cavalheiro dá valor ao trabalho e ao estudo, e, evitando a preguiça, solidifica sua ética de trabalho. Outro aspecto do cavalheiro é o de se dedicar à uma mulher. O código de cavalheirismo requer que todas as mulheres sejam tratadas com respeito e honra.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A causa transcendente é obedecer à vontade de Deus. Os homens desde cedo devem compreender a vida como algo inerentemente moral e compreender que há Deus, que sabe de tudo, recompensa o bem e pune o mal. Desde cedo devem aprender que há valores absolutos e que os mandamentos de Deus são libertadores e não coercitivos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Lewis declarava que “A verdadeira satisfação na vida é diretamente proporcional à obediência à Deus. Nesse contexto, os limites morais revelam uma nova perspectiva: se tornam benefícios e não encargos.”</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A vida de uma pessoa não é satisfatória se for vivida apenas para si mesma. Jesus afirmou que ao dar sua vida, você encontrará sua vida. Assim, dedicar sua vida à causa transcendente – Jesus – que é maior que sua própria pessoa, é o caminho para uma vida feliz e completa. A causa transcendente é verdadeiramente heroica – uma busca que exige bravura e sacrifício. É verdadeiramente atemporal – tem significância além do momento. E é supremamente importante – não fútil.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Depois de uma vida no estudo de culturas e civilizações antigas e modernas, a eminente e controversa antropóloga Margaret Mead fez a seguinte observação: “O problema central de toda sociedade é definir papéis apropriados para os homens.”</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O autor George Gilder teve inspiração similar quando declarou que “Sociedades sábias provêm amplos meios para os jovens rapazes se afirmarem sem afligir os outros.”</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os homens precisam de papéis apropriados que sejam considerados de valor e de inspiração para desempenhá-los. Isso é verdadeiro porque os homens são psicologicamente mais frágeis que as mulheres e sofrem mais com sua identidade do que as mulheres. Os homens, mais do que as mulheres, dependem da cultura. Por isso é que é importante ter uma visão cultural de masculinidade.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Na sociedade moderna ocidental, os rapazes realizam sua jornada à maturidade sem uma visão clara do que realmente seja a maturidade. Se eles ficam fora de controle, toda sociedade sofre. Ao declínio do cavalheirismo, que inspirava o “jogo limpo” e a esportividade, corresponde um aumento paralelo da atitude insultosa e de “ganhar a qualquer preço”. Onde não há visão, as pessoas perecem (<a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Prov%C3%A9rbios%2029%3A18-20&amp;version=ARC;NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Provérbios 29:18</a>).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Há um aspecto de tudo isso que precisa ser enfatizado. Para inspirar os jovens a se tornarem cavalheiros modernos, é necessária a companhia de homens devotos – a Távola Redonda. Como escreveu Robert Lewis em seu livro “Raising a Modern-Day Knight: A Father’s Role in Guiding His Son to Authentic Manhood”: <span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">“os rapazes se tornam homens em uma comunidade de homens. Não há substituto para esse componente vital… para seu filho se tornar um homem, a comunidade deve ser convocada. Se a presença do pai já é significativa, a presença de outros homens será ainda mais… e a comunidade dos homens resultará em uma amizade mais profunda que os solitários nunca experimentam e essa comunidade expandirá os recursos espirituais e morais de seu filho.”</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Segundo Christopher Chantrill<span style="color: #ff3333;" class="mycode_color"> estamos numa sociedade de adolescentes</span>. Desde os anos 60, a etapa de adolescência se estendeu para além dos 18 anos. Não há mais cerimônias que marcam a passagem para a idade adulta. Os jovens são educados apenas para a produtividade econômica. Os jovens são bombardeados com a ideia de que violência não resolve nada ao mesmo tempo que são bombardeados com a violência virtual na mídia.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Cavalheirismo e Masculinidade Cristã</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Dahaka, do fórum Mundo Realista</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/jsEn5N3Q" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/dd/15/jsEn5N3Q_t.jpg" alt="[Image: jsEn5N3Q_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">“Os rapazes se tornam homens em uma comunidade de homens. Não há substituto para esse componente vital…”</span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">(Texto resumido de Knighthood and Biblical Manhood, do autor Lou Whitworth, que por sua vez é condensado do livro de Robert Lewis).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">C. S. Lewis</span> escreveu sobre <span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">dois impulsos opostos que normalmente são encontrados em indivíduos diferentes – bravura e gentileza</span> – e que formam a síntese ideal na figura do cavaleiro medieval e seu código de cavalheirismo. Se uma dessas inclinações dominasse por completo, perder-se-ia o equilíbrio necessário para uma autêntica masculinidade cristã. Força e poder sem benevolência, por exemplo, resultariam em um homem bruto. Ternura e compaixão sem a firmeza masculina produziria um homem sem o fogo para liderar e inspirar os demais.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Manter o equilíbrio certo entre os impulsos de poder e agressão e a necessidade de ser gentil e compassivo é um desafio para os homens. Numa época de confusão de gêneros e confusão social-espiritual como a nossa, onde os violentos ameaçam a sociedade, são preciso diretrizes claras e modelos que possam inspirar os homens a canalizar sua agressividade para propósitos construtivos.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A metáfora do cavaleiro medieval tem seu valor por estimular a imaginação, com seu código de honra e seu chamado à coragem. No ensaio de C. S. Lewis, “A Necessidade do Cavalheirismo”, ele descrevia o ideal medieval do cavalheiro como um paradoxo: esse ideal ensinava a humildade e tolerância aos grandes guerreiros e exigia coragem dos homens modestos.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O cavalheirismo provê os homens com ideais nítidos – a visão de masculinidade, o código de conduta e uma causa transcendente – além de um processo de avanço de pajem a cavaleiro com cerimônias de celebração e validação.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">As cerimônias são importantes por marcar os eventos da jornada rumo à maturidade para que se tornem inesquecíveis. Depois de disciplinas físicas, mentais e religiosas elaboradas, sob as quais o pajem se submetia, nenhum cavaleiro tinha dúvida – “sou um cavalheiro?” – porque tal questão estava para sempre resolvida pelas cerimônias em presença de outros homens.</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Lewis escreveu “Uma das grandes tragédias da cultura ocidental de hoje é a ausência desse tipo de cerimônia… Eu não conseguiria descrever o impacto na alma de um jovem quando um momento importante de sua vida era para sempre tornado memorável e venerado através de uma cerimônia.”</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Há estágios naturais na vida de um jovem que se prestam para celebração: a puberdade, a graduação escolar e a maioridade. Esses estágios encontram equivalência nos estágios da vida de um cavalheiro: pajem (aprendiz de cavaleiro aos 13 anos), escudeiro (auxiliar de cavaleiro) e ordenação (quando o escudeiro se torna um cavaleiro).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os ideais do cavalheirismo compreendem a visão de masculinidade, o código de conduta e uma causa<span style="color: #333333;" class="mycode_color"> transcendente</span>. A visão de masculinidade rejeita a passividade, incentiva à coragem e à busca de grandes recompensas. Esse é um caminho ideal para direcionar a agressividade inata dos homens.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O código de conduta almeja as virtudes bíblicas de lealdade, graciosidade, humildade, pureza, serviço, liderança, honestidade, autodisciplina, excelência, integridade e perseverança. O cavalheiro dá valor ao trabalho e ao estudo, e, evitando a preguiça, solidifica sua ética de trabalho. Outro aspecto do cavalheiro é o de se dedicar à uma mulher. O código de cavalheirismo requer que todas as mulheres sejam tratadas com respeito e honra.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A causa transcendente é obedecer à vontade de Deus. Os homens desde cedo devem compreender a vida como algo inerentemente moral e compreender que há Deus, que sabe de tudo, recompensa o bem e pune o mal. Desde cedo devem aprender que há valores absolutos e que os mandamentos de Deus são libertadores e não coercitivos.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Lewis declarava que “A verdadeira satisfação na vida é diretamente proporcional à obediência à Deus. Nesse contexto, os limites morais revelam uma nova perspectiva: se tornam benefícios e não encargos.”</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A vida de uma pessoa não é satisfatória se for vivida apenas para si mesma. Jesus afirmou que ao dar sua vida, você encontrará sua vida. Assim, dedicar sua vida à causa transcendente – Jesus – que é maior que sua própria pessoa, é o caminho para uma vida feliz e completa. A causa transcendente é verdadeiramente heroica – uma busca que exige bravura e sacrifício. É verdadeiramente atemporal – tem significância além do momento. E é supremamente importante – não fútil.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Depois de uma vida no estudo de culturas e civilizações antigas e modernas, a eminente e controversa antropóloga Margaret Mead fez a seguinte observação: “O problema central de toda sociedade é definir papéis apropriados para os homens.”</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O autor George Gilder teve inspiração similar quando declarou que “Sociedades sábias provêm amplos meios para os jovens rapazes se afirmarem sem afligir os outros.”</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os homens precisam de papéis apropriados que sejam considerados de valor e de inspiração para desempenhá-los. Isso é verdadeiro porque os homens são psicologicamente mais frágeis que as mulheres e sofrem mais com sua identidade do que as mulheres. Os homens, mais do que as mulheres, dependem da cultura. Por isso é que é importante ter uma visão cultural de masculinidade.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Na sociedade moderna ocidental, os rapazes realizam sua jornada à maturidade sem uma visão clara do que realmente seja a maturidade. Se eles ficam fora de controle, toda sociedade sofre. Ao declínio do cavalheirismo, que inspirava o “jogo limpo” e a esportividade, corresponde um aumento paralelo da atitude insultosa e de “ganhar a qualquer preço”. Onde não há visão, as pessoas perecem (<a href="https://www.biblegateway.com/passage/?search=Prov%C3%A9rbios%2029%3A18-20&amp;version=ARC;NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Provérbios 29:18</a>).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Há um aspecto de tudo isso que precisa ser enfatizado. Para inspirar os jovens a se tornarem cavalheiros modernos, é necessária a companhia de homens devotos – a Távola Redonda. Como escreveu Robert Lewis em seu livro “Raising a Modern-Day Knight: A Father’s Role in Guiding His Son to Authentic Manhood”: <span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">“os rapazes se tornam homens em uma comunidade de homens. Não há substituto para esse componente vital… para seu filho se tornar um homem, a comunidade deve ser convocada. Se a presença do pai já é significativa, a presença de outros homens será ainda mais… e a comunidade dos homens resultará em uma amizade mais profunda que os solitários nunca experimentam e essa comunidade expandirá os recursos espirituais e morais de seu filho.”</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Segundo Christopher Chantrill<span style="color: #ff3333;" class="mycode_color"> estamos numa sociedade de adolescentes</span>. Desde os anos 60, a etapa de adolescência se estendeu para além dos 18 anos. Não há mais cerimônias que marcam a passagem para a idade adulta. Os jovens são educados apenas para a produtividade econômica. Os jovens são bombardeados com a ideia de que violência não resolve nada ao mesmo tempo que são bombardeados com a violência virtual na mídia.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Jesus e os pobres: nenhuma semelhança com o socialismo]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6459</link>
			<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 02:09:51 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6459</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Jesus e os pobres: nenhuma semelhança com o socialismo</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Major Lobo Honrado</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/QRgx8T8X" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/3d/98/QRgx8T8X_t.jpeg" alt="[Image: QRgx8T8X_t.jpeg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hoje a pobreza é quase tão comum quanto as doenças. Na época do ministério terreno de Jesus, essa realidade era muito mais forte. Nos Evangelhos, Jesus curava com muita frequência, principalmente os pobres. Contudo, mesmo encontrando multidões de pobres diariamente, ele só os alimentou em duas ocasiões específicas, não porque simplesmente eles eram pobres, porém porque nessas ocasiões as multidões vieram ouvir o Evangelho cedo de manhã e permaneceram com ele três dias inteiros ouvindo o Evangelho. As multidões passaram tanto tempo ouvindo a Palavra de Deus dos lábios de Jesus que ficou muito tarde, quase de noite, no terceiro dia para voltarem e se alimentarem, pois o lugar em que estavam era deserto e distante, longe de casas e lugares onde poderiam encontrar alimento.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Não há a menor dúvida de que se os adeptos do Evangelho social estivessem no lugar de Jesus, eles alimentariam os pobres já no primeiro dia e todos os dias, ou então utilizariam a maior parte de seu tempo não para proclamar e demonstrar o Evangelho do Reino de Deus, mas para pressionar as autoridades para cobrarem mais impostos para ajudar os pobres.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O Evangelho social dos evangélicos progressistas (ou esquerdistas, petistas, comunistas, socialistas, adeptos da teologia da libertação ou qualquer outro rótulo que eles utilizem) é tão convidativo quanto a visitação de um anjo de luz trazendo um evangelho cheio de propostas interessantes para os pobres. Mas assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo o que tem aparência angelical é de Deus.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Tal qual os evangélicos progressistas, a igreja primitiva tinha também uma preocupação obsessiva de ajudar todos os pobres da sociedade? A igreja primitiva tinha como principal missão pressionar o governo para “ajudar” todos os pobres? Não. A igreja primitiva não só não ajudava todos os pobres da sociedade, como também <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">era extremamente seletiva na assistência aos pobres que estavam em seu meio.</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quando a nação de Israel estava passando por uma crise geral de fome, Paulo mobilizou as igrejas de outros países para ajudar — não os pobres em geral da nação de Israel, mas somente as igrejas, que também estavam passando necessidade. <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">E mesmo nas igrejas, a ajuda não era dada a qualquer pessoa.</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A ajuda de Paulo era distribuída dentro das igrejas judias. E qual era o padrão que Paulo utilizava para ajudar quem era da igreja? Uma boa pista de como Paulo e as igrejas procediam na assistência aos pobres encontra-se no texto em que Paulo trata da questão das viúvas pobres nas igrejas. De acordo com Paulo, essas viúvas pobres só poderiam receber assistência material da igreja se tivessem demonstrado bom testemunho durante sua vida. Paulo recomenda a Timóteo, um dos pastores sob sua liderança:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">“Cuide das viúvas que não tenham ninguém para ajudá-las. Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, são eles que devem primeiro aprender a cumprir os seus deveres religiosos, cuidando da sua própria família. Assim eles pagarão o que receberam dos seus pais e avós, pois Deus gosta disso. A verdadeira viúva, aquela que não tem ninguém para cuidar dela, põe a sua esperança em Deus e ora, de dia e de noite, pedindo a ajuda dele. Porém a viúva que se entrega ao prazer está morta em vida. Timóteo, mande que as viúvas façam o que eu aconselho para que ninguém possa culpá-las de nada. Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não creem. Coloque na lista das viúvas somente a que tiver mais de sessenta anos e que tiver casado uma vez só. Ela deve ser conhecida como uma mulher que sempre praticou boas ações, criou bem os filhos, hospedou pessoas na sua casa, prestou serviços humildes aos que pertencem ao povo de Deus, ajudou os necessitados, enfim, fez todo tipo de coisas boas.” (1 Timóteo 5:3-10 NTLH, o destaque é meu.)</span></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Contudo, os evangélicos progressistas têm ambições muito mais elevadas para “ajudar” as viúvas e outros necessitados. Eles não querem simplesmente que as igrejas <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ajudem todos os pobres</span>. Eles querem que o governo faça isso. Na proposta deles, os nossos recursos, através de impostos, seriam redistribuídos pelo governo para atender às necessidades dos pobres, quer esses necessitados mereçam ou não. Se não é justo quem trabalhou não receber o que merece, também não é justo o imposto do trabalhador se escoar na assistência a pobres que vivem na imoralidade ou outros tipos de perversão. Afinal, ao contrário das pregações “proféticas” dos progressistas, a corrupção, o mal, a imoralidade e a perversão não são qualidades exclusivas dos ricos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A Bíblia é bem clara que todos são pecadores: ricos e pobres, pretos e brancos, etc. A Bíblia também é bem clara na orientação para a igreja de quem dos necessitados merece a assistência da igreja. A igreja tem o chamado de ajudar, sob a direção da Palavra de Deus, e <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">tem o chamado igual de fazer uma triagem de quem merece e não merece ajuda.</span> Só os pobres moralmente aptos são qualificados. Tal norma não era legalismo, mas medida prudente. Seu autor, o apóstolo Paulo, era um ardente combatente contra o legalismo, sempre condenando-o. Assim, quem tentasse julgar essa triagem necessária como legalismo estaria apenas fazendo julgamento precipitado e cruel da preciosa direção de Paulo à igreja em suas responsabilidades para com os necessitados.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Precisamos então aprender com Jesus a ter como principal preocupação levar os Evangelho aos pobres. E precisamos aprender com Paulo a ajudar os pobres com amor e prudência. É claro que essa tarefa só pode ser melhor realizada pela igreja. Por mais boa vontade que o governo tenha em cumprir tudo o que os progressistas desejam, a fria máquina governamental jamais saberia aplicar os princípios bíblicos, pois não pode substituir nem a Deus nem a igreja, embora lute incansavelmente para ocupar ambas as posições.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">Jesus e os pobres: nenhuma semelhança com o socialismo</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Major Lobo Honrado</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/QRgx8T8X" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/3d/98/QRgx8T8X_t.jpeg" alt="[Image: QRgx8T8X_t.jpeg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hoje a pobreza é quase tão comum quanto as doenças. Na época do ministério terreno de Jesus, essa realidade era muito mais forte. Nos Evangelhos, Jesus curava com muita frequência, principalmente os pobres. Contudo, mesmo encontrando multidões de pobres diariamente, ele só os alimentou em duas ocasiões específicas, não porque simplesmente eles eram pobres, porém porque nessas ocasiões as multidões vieram ouvir o Evangelho cedo de manhã e permaneceram com ele três dias inteiros ouvindo o Evangelho. As multidões passaram tanto tempo ouvindo a Palavra de Deus dos lábios de Jesus que ficou muito tarde, quase de noite, no terceiro dia para voltarem e se alimentarem, pois o lugar em que estavam era deserto e distante, longe de casas e lugares onde poderiam encontrar alimento.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Não há a menor dúvida de que se os adeptos do Evangelho social estivessem no lugar de Jesus, eles alimentariam os pobres já no primeiro dia e todos os dias, ou então utilizariam a maior parte de seu tempo não para proclamar e demonstrar o Evangelho do Reino de Deus, mas para pressionar as autoridades para cobrarem mais impostos para ajudar os pobres.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O Evangelho social dos evangélicos progressistas (ou esquerdistas, petistas, comunistas, socialistas, adeptos da teologia da libertação ou qualquer outro rótulo que eles utilizem) é tão convidativo quanto a visitação de um anjo de luz trazendo um evangelho cheio de propostas interessantes para os pobres. Mas assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo o que tem aparência angelical é de Deus.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Tal qual os evangélicos progressistas, a igreja primitiva tinha também uma preocupação obsessiva de ajudar todos os pobres da sociedade? A igreja primitiva tinha como principal missão pressionar o governo para “ajudar” todos os pobres? Não. A igreja primitiva não só não ajudava todos os pobres da sociedade, como também <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">era extremamente seletiva na assistência aos pobres que estavam em seu meio.</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quando a nação de Israel estava passando por uma crise geral de fome, Paulo mobilizou as igrejas de outros países para ajudar — não os pobres em geral da nação de Israel, mas somente as igrejas, que também estavam passando necessidade. <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">E mesmo nas igrejas, a ajuda não era dada a qualquer pessoa.</span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A ajuda de Paulo era distribuída dentro das igrejas judias. E qual era o padrão que Paulo utilizava para ajudar quem era da igreja? Uma boa pista de como Paulo e as igrejas procediam na assistência aos pobres encontra-se no texto em que Paulo trata da questão das viúvas pobres nas igrejas. De acordo com Paulo, essas viúvas pobres só poderiam receber assistência material da igreja se tivessem demonstrado bom testemunho durante sua vida. Paulo recomenda a Timóteo, um dos pastores sob sua liderança:</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="color: #3333ff;" class="mycode_color">“Cuide das viúvas que não tenham ninguém para ajudá-las. Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, são eles que devem primeiro aprender a cumprir os seus deveres religiosos, cuidando da sua própria família. Assim eles pagarão o que receberam dos seus pais e avós, pois Deus gosta disso. A verdadeira viúva, aquela que não tem ninguém para cuidar dela, põe a sua esperança em Deus e ora, de dia e de noite, pedindo a ajuda dele. Porém a viúva que se entrega ao prazer está morta em vida. Timóteo, mande que as viúvas façam o que eu aconselho para que ninguém possa culpá-las de nada. Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não creem. Coloque na lista das viúvas somente a que tiver mais de sessenta anos e que tiver casado uma vez só. Ela deve ser conhecida como uma mulher que sempre praticou boas ações, criou bem os filhos, hospedou pessoas na sua casa, prestou serviços humildes aos que pertencem ao povo de Deus, ajudou os necessitados, enfim, fez todo tipo de coisas boas.” (1 Timóteo 5:3-10 NTLH, o destaque é meu.)</span></span></span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Contudo, os evangélicos progressistas têm ambições muito mais elevadas para “ajudar” as viúvas e outros necessitados. Eles não querem simplesmente que as igrejas <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">ajudem todos os pobres</span>. Eles querem que o governo faça isso. Na proposta deles, os nossos recursos, através de impostos, seriam redistribuídos pelo governo para atender às necessidades dos pobres, quer esses necessitados mereçam ou não. Se não é justo quem trabalhou não receber o que merece, também não é justo o imposto do trabalhador se escoar na assistência a pobres que vivem na imoralidade ou outros tipos de perversão. Afinal, ao contrário das pregações “proféticas” dos progressistas, a corrupção, o mal, a imoralidade e a perversão não são qualidades exclusivas dos ricos.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A Bíblia é bem clara que todos são pecadores: ricos e pobres, pretos e brancos, etc. A Bíblia também é bem clara na orientação para a igreja de quem dos necessitados merece a assistência da igreja. A igreja tem o chamado de ajudar, sob a direção da Palavra de Deus, e <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">tem o chamado igual de fazer uma triagem de quem merece e não merece ajuda.</span> Só os pobres moralmente aptos são qualificados. Tal norma não era legalismo, mas medida prudente. Seu autor, o apóstolo Paulo, era um ardente combatente contra o legalismo, sempre condenando-o. Assim, quem tentasse julgar essa triagem necessária como legalismo estaria apenas fazendo julgamento precipitado e cruel da preciosa direção de Paulo à igreja em suas responsabilidades para com os necessitados.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Precisamos então aprender com Jesus a ter como principal preocupação levar os Evangelho aos pobres. E precisamos aprender com Paulo a ajudar os pobres com amor e prudência. É claro que essa tarefa só pode ser melhor realizada pela igreja. Por mais boa vontade que o governo tenha em cumprir tudo o que os progressistas desejam, a fria máquina governamental jamais saberia aplicar os princípios bíblicos, pois não pode substituir nem a Deus nem a igreja, embora lute incansavelmente para ocupar ambas as posições.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A entrada triunfal em Jerusalém - parte 2]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6457</link>
			<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 02:25:03 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6457</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">A entrada triunfal em Jerusalém - parte 2</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">O Puritano</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/j6E3KkUM" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/0c/d9/j6E3KkUM_t.jpg" alt="[Image: j6E3KkUM_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Leia a parte 1 <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6455" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">aqui</a>.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Para avaliar melhor o que acontece em seguida, é necessário entender algo sobre os sentimentos judaicos com relação a Roma. Em 63 a.C., as legiões romanas sob as ordens de Pompeu puseram termo ao estado judaico independente, ao conquistarem Jerusalém e derrubarem o rei. Embora Israel tivesse retornado do seu exílio na Babilônia centenas de anos antes, a era de ouro predita pelos profetas ainda não se materializara. Em vez disso, Israel labutava sob a ditadura militar opressiva de uma nação pagã. Os judeus se desgastavam debaixo do jugo da lei romana. Após 35 anos da morte de Jesus, os judeus estariam em rebelião total contra Roma, resultando finalmente na destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Nesse meio tempo, Israel era caldeirão de desassossego. Os judeus ansiavam por um libertador messiânico que restauraria a Israel de uma vez para sempre o trono de Davi e estabeleceria o Reino de Deus na terra.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os profetas do Antigo Testamento falaram da vinda desse rei davídico, e os judeus ansiavam pelo cumprimento das suas profecias. Durante seu ministério, Jesus evitou o pronunciamento público de que era o Messias prometido. Os estudiosos de Novo Testamento discutem longamente acerca do dito tema do “segredo messiânico” que perpassa o Evangelho de Marcos. Em Marcos, Jesus nunca diz publicamente que é o Messias, e, quando as pessoas o reconhecem como tal, como na grande confissão de Pedro em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.8.29.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 8:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.8.29.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">29</a> — “Tu és o Cristo” ou “Tu és o Messias” —, Jesus lhes ordena estritamente que não digam a ninguém sobre ele.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Agora, em <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 11</a>, com essa entrada triunfal em Jerusalém, tudo muda.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus estava impregnado do Antigo Testamento, conforme sabemos pela sua discussão com os escribas judeus. Ele conhecia e entendia das profecias do rei vindouro de Israel que restauraria o trono de Davi. Ele tinha de modo particular absorvido as profecias do livro de Zacarias. Zacarias falara de um pastor designado por Deus sobre o seu povo e, no capítulo 13, o profeta diz que o pastor será ferido e as ovelhas, dispersadas. Em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.14.27-31.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 14:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.14.27-31.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">27</a>, Jesus aplica essa profecia a si mesmo, quando diz aos discípulos que todos eles o abandonarão. Ele diz: “Todos vós desertareis, porque está escrito [citando <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/13" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Zacarias 13</a>]: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão”: Jesus está aplicando a si mesmo as profecias de Zacarias.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Portanto, o que Jesus está fazendo quando monta no filhote da jumenta e desce o monte das Oliveiras sobre ele até entrar em Jerusalém? Observem que esse é o único caso registrado nos evangelhos no qual Jesus andou montado em vez de caminhar (mesmo sendo apenas cerca de 3 quilômetros), e os peregrinos que vinham para a festa da Páscoa vinham normalmente a pé. Jesus, então, faz aqui algo singular. Mas o que isso significa? De que trata tudo isso? A resposta é que Jesus está cumprindo deliberadamente a profecia de Zacarias no <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/9" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">capítulo 9</a>, <a href="https://bkjfiel.com.br/zacarias-13-9/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">versículos 9-10</a>. Ouçam-na:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Alegra-te muito, ó filha de Sião;</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">exulta, ó filha de Jerusalém;</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">o teu rei vem a ti; ele é justo e traz a salvação;</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">ele é humilde e vem montado num jumento, num jumentinho, filho de jumenta.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Eu darei fim aos carros de Efraim, aos cavalos de Jerusalém,</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">e o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">e o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o Rio até as extremidades da terra.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus está deliberada e provocativamente afirmando que é o rei prometido de Israel, aquele que restabelecerá o trono de Davi. Seu modo de agir é como uma parábola viva, representada para revelar a sua verdadeira identidade. O segredo messiânico é agora notícia escancarada. A entrada triunfal mostra-nos a autoconsciência messiânica e quem ele considerava ser. Ele se identificou com o Pastor-Rei predito por Zacarias.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O ponto não passou despercebido pela multidão. As pessoas começaram a espalhar suas capas na estrada como um tapete vermelho para Jesus passar sobre elas montado no jumentinho, ação reminiscente da maneira como o povo espalhou suas capas no chão, em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/2KI.9.13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 </a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/2KI.9.13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Reis 9:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/2KI.9.13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">13</a>, quando Jeú foi ungido rei de Israel. Elas cortavam ramos de palmeiras e de outras árvores folhosas, como os judeus faziam em outros festivais e celebrações, e os espalharam no caminho de Jesus. Então, as pessoas, talvez se lembrando de como o cego Bartimeu em Jericó tinha clamado repetidamente por Jesus como “Filho de Davi”, passam agora a entoar as palavras de <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.118.25-26.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Salmos 118:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.118.25-26.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">25-26</a>: “Hosana! [ou Salva-nos, SENHOR!] Bendito seja o que vem em nome do SENHOR!”, e as outras respondiam: “Bendito é o reino vindouro do nosso pai Davi! Hosana nas alturas!”.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Pensem num anticlímax! Jesus não purifica o templo, não lidera a turba contra a fortaleza romana, nem mesmo faz um discurso inflamado. Ele apenas olha ao redor e vai embora! O que talvez explique por que ele não foi preso de imediato. A sua entrada triunfal na cidade não era algo que os romanos estavam esperando ou nem mesmo entendiam, e a procissão de Jesus provavelmente apenas se misturou com a multidão da Páscoa logo que eles alcançaram Jerusalém.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Mas que decepção para aqueles que tinham aclamado a sua entrada! Que tipo de Messias era esse? Que espécie de libertador é esse? Nos dias seguintes, Jesus purificou realmente o templo, mas não levantou um dedo contra os romanos. Em vez disso ele disse: “Dai a César o que é de César” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/12/17" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 12:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/12/17" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">17</a>). Quem precisa de um rei desses?</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Pela sexta-feira, as multidões estavam tão desencantadas com Jesus que o sacerdócio do templo, que tramara sua prisão e entrega aos romanos sob a pérfida acusação de se dizer “Rei dos judeus”, pôde fazê-las se voltarem contra ele. E agora elas bradavam não gritos de “Hosana!”, mas “Crucifica-o! Crucifica-o!”. E, por isso, Jesus foi levado à cruz para morrer, como ele sabia que teria de ser.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Que lição podemos tirar da narrativa da entrada triunfal de Jesus? Deixem-me mencionar duas. Primeira, constatamos o senhorio de Jesus. A crucificação de Jesus não foi acidente que caiu sobre ele inadvertidamente quando visitava Jerusalém. Antes, Jesus entendeu e abraçou o seu chamado para submeter-se a morte tão excruciante. De fato, ele provocou deliberadamente os eventos que levariam à sua execução. Ele entendeu que era o Pastor-Rei profetizado em Zacarias e assumiu abertamente esse papel na sua entrada triunfal em Jerusalém. Durante todo o processo, demonstrou a presciência dos eventos da sua paixão: o fato de encontrar o jumentinho, as providências para sua última refeição de Páscoa no salão superior da casa, a traição de Judas, a tripla negação de Pedro, a deserção dos discípulos, sua entrega aos gentios, seus açoites, humilhações e execução. Ele anunciou todas essas coisas antecipadamente, mostrando-se dessa maneira como o Senhor da história.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Há hoje uma teologia que está fazendo incursões na igreja cristã, chamada de “Teísmo Aberto”. Essa teologia sustenta que Deus não tem presciência nem é capaz de conhecer com antecipação os livres atos dos seres humanos e, portanto, só consegue adivinhar o futuro. Dizem que ele é um Deus que se arrisca, que joga com a sorte, e que às vezes perde. As predições da paixão, como as que analisamos hoje, mostram que o Teísmo Aberto está errado. Jesus sabia, e sabia com tantos detalhes que não poderia ter sido adivinhação, exatamente o que lhe aconteceria naquela semana em Jerusalém. O Teísmo Aberto, portanto, deprecia inevitavelmente a pessoa de Cristo. Vemos no relato da entrada triunfal a revelação do senso de senhorio de Jesus, à medida que ele dirige os eventos para os fins antecipadamente conhecidos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A segunda lição está relacionada com a primeira: Jesus nem sempre atende às nossas expectativas. Os judeus esperavam o rei que seria um grande líder militar como Davi, que lançaria fora o jugo de Roma e estabeleceria pela força o reino de Deus. Ao lermos algumas profecias do Antigo Testamento, podemos entender por que os judeus alimentavam essas expectativas; eles não deixavam de ter razão em hipótese alguma. Mas Jesus era radicalmente diferente das suas expectativas. Quando ele entrou montado em Jerusalém, ele não fez isso num cavalo, símbolo da batalha e o preferido dos conquistadores, como Pompeu havia feito. Ele não usou nem mesmo uma mula, o corcel dos reis judaicos, como o próprio Davi. Ao contrário, ele escolheu um jumentinho, um animal inferior, um animal de carga, como sua montaria real. Como Zacarias tinha profetizado, ele veio humildemente trazendo a paz. O Reino de Deus que ele pregou e inaugurou não era reino terreno, político, mas a lei de Deus no coração daqueles que o conhecem e o servem. Mas esse não era o reino que as pessoas esperavam nem queriam, e assim elas rejeitaram Jesus como seu Senhor.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">À medida que crescemos na nossa vida cristã, todos enfrentamos situações nas quais Deus não cumpre as nossas expectativas. Talvez ele não conceda à sua vida um parceiro com quem casar. Ou pode ser que você descubra que seu casamento não atendeu às suas expectativas. Ou talvez tenha sido preterido numa promoção ou posição realmente merecida. Ou talvez a doença ou a tragédia se abateu sobre a sua vida de maneira inesperada.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">E a tentação em todas essas situações é lançar fora aquilo que a fé cristã ensina e fazer as coisas ao seu modo. Casa-se com a pessoa incrédula que está apaixonada por você. Entra com uma ação de divórcio. Fica ressentido e amargo por causa das oportunidades perdidas. Desiste de confiar no amor de Deus por você e deixa de confiar nele. À medida que amadureço na fé cristã, vejo esse tipo de coisas acontecerem repetidamente na vida de amigos cristãos. Quando Deus não está à altura das nossas expectativas, então nos livramos dele e fazemos as coisas da maneira que nós entendemos que elas deveriam ser ou ficamos ressentidos com ele por não nos dar aquilo que queremos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O que quero dizer aqui é aquilo que a primeira lição nos ensina: Jesus é Senhor. Ele não tem nenhuma obrigação de viver à altura das nossas expectativas. Se a escolha dele é dar a você uma vida de sofrimento e dificuldades, de decepções e fracassos, ele é Senhor. Por isso, há muitos de nós que parecem pensar que, se Jesus não atende às nossas expectativas, então o rejeitaremos da mesma maneira como as multidões o rejeitaram. Mas Cristo é Senhor e não está obrigado a atender às nossas expectativas a respeito dele. Cristo jamais prometeu uma vida feliz aos seus seguidores. O discípulo não está acima do seu mestre, e o Mestre escolheu o caminho do Gólgota. Se vocês são chamados para trilhar a mesma vereda, essa é uma prerrogativa do Mestre.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O que estou dizendo é que devemos adequar as nossas expectativas àquilo que Deus decreta, não adequar Deus às nossas expectativas. Cristo é Senhor e ele sabe o que é melhor. Se tentarmos adequá-lo às nossas expectativas, àquilo que é aceitável para nós, ou se o rejeitarmos, então, essa é a vereda para a autodestruição. Não devemos ser como as pessoas de Jerusalém, que aclamaram Cristo como seu rei só até o ponto em que ele se ajustava à imagem que tinham de como deveria ser um rei. Antes, ao contrário, devemos reconhecê-lo verdadeiramente como nosso Rei, nosso Senhor, nosso Soberano, e receber de suas mãos tudo quanto ele decretar.</span></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">A entrada triunfal em Jerusalém - parte 2</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">O Puritano</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/j6E3KkUM" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/0c/d9/j6E3KkUM_t.jpg" alt="[Image: j6E3KkUM_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Leia a parte 1 <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6455" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">aqui</a>.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Para avaliar melhor o que acontece em seguida, é necessário entender algo sobre os sentimentos judaicos com relação a Roma. Em 63 a.C., as legiões romanas sob as ordens de Pompeu puseram termo ao estado judaico independente, ao conquistarem Jerusalém e derrubarem o rei. Embora Israel tivesse retornado do seu exílio na Babilônia centenas de anos antes, a era de ouro predita pelos profetas ainda não se materializara. Em vez disso, Israel labutava sob a ditadura militar opressiva de uma nação pagã. Os judeus se desgastavam debaixo do jugo da lei romana. Após 35 anos da morte de Jesus, os judeus estariam em rebelião total contra Roma, resultando finalmente na destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Nesse meio tempo, Israel era caldeirão de desassossego. Os judeus ansiavam por um libertador messiânico que restauraria a Israel de uma vez para sempre o trono de Davi e estabeleceria o Reino de Deus na terra.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os profetas do Antigo Testamento falaram da vinda desse rei davídico, e os judeus ansiavam pelo cumprimento das suas profecias. Durante seu ministério, Jesus evitou o pronunciamento público de que era o Messias prometido. Os estudiosos de Novo Testamento discutem longamente acerca do dito tema do “segredo messiânico” que perpassa o Evangelho de Marcos. Em Marcos, Jesus nunca diz publicamente que é o Messias, e, quando as pessoas o reconhecem como tal, como na grande confissão de Pedro em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.8.29.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 8:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.8.29.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">29</a> — “Tu és o Cristo” ou “Tu és o Messias” —, Jesus lhes ordena estritamente que não digam a ninguém sobre ele.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Agora, em <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 11</a>, com essa entrada triunfal em Jerusalém, tudo muda.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus estava impregnado do Antigo Testamento, conforme sabemos pela sua discussão com os escribas judeus. Ele conhecia e entendia das profecias do rei vindouro de Israel que restauraria o trono de Davi. Ele tinha de modo particular absorvido as profecias do livro de Zacarias. Zacarias falara de um pastor designado por Deus sobre o seu povo e, no capítulo 13, o profeta diz que o pastor será ferido e as ovelhas, dispersadas. Em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.14.27-31.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 14:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.14.27-31.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">27</a>, Jesus aplica essa profecia a si mesmo, quando diz aos discípulos que todos eles o abandonarão. Ele diz: “Todos vós desertareis, porque está escrito [citando <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/13" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Zacarias 13</a>]: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão”: Jesus está aplicando a si mesmo as profecias de Zacarias.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Portanto, o que Jesus está fazendo quando monta no filhote da jumenta e desce o monte das Oliveiras sobre ele até entrar em Jerusalém? Observem que esse é o único caso registrado nos evangelhos no qual Jesus andou montado em vez de caminhar (mesmo sendo apenas cerca de 3 quilômetros), e os peregrinos que vinham para a festa da Páscoa vinham normalmente a pé. Jesus, então, faz aqui algo singular. Mas o que isso significa? De que trata tudo isso? A resposta é que Jesus está cumprindo deliberadamente a profecia de Zacarias no <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/9" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">capítulo 9</a>, <a href="https://bkjfiel.com.br/zacarias-13-9/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">versículos 9-10</a>. Ouçam-na:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Alegra-te muito, ó filha de Sião;</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">exulta, ó filha de Jerusalém;</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">o teu rei vem a ti; ele é justo e traz a salvação;</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">ele é humilde e vem montado num jumento, num jumentinho, filho de jumenta.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Eu darei fim aos carros de Efraim, aos cavalos de Jerusalém,</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">e o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">e o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o Rio até as extremidades da terra.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus está deliberada e provocativamente afirmando que é o rei prometido de Israel, aquele que restabelecerá o trono de Davi. Seu modo de agir é como uma parábola viva, representada para revelar a sua verdadeira identidade. O segredo messiânico é agora notícia escancarada. A entrada triunfal mostra-nos a autoconsciência messiânica e quem ele considerava ser. Ele se identificou com o Pastor-Rei predito por Zacarias.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O ponto não passou despercebido pela multidão. As pessoas começaram a espalhar suas capas na estrada como um tapete vermelho para Jesus passar sobre elas montado no jumentinho, ação reminiscente da maneira como o povo espalhou suas capas no chão, em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/2KI.9.13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2 </a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/2KI.9.13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Reis 9:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/2KI.9.13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">13</a>, quando Jeú foi ungido rei de Israel. Elas cortavam ramos de palmeiras e de outras árvores folhosas, como os judeus faziam em outros festivais e celebrações, e os espalharam no caminho de Jesus. Então, as pessoas, talvez se lembrando de como o cego Bartimeu em Jericó tinha clamado repetidamente por Jesus como “Filho de Davi”, passam agora a entoar as palavras de <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.118.25-26.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Salmos 118:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/PSA.118.25-26.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">25-26</a>: “Hosana! [ou Salva-nos, SENHOR!] Bendito seja o que vem em nome do SENHOR!”, e as outras respondiam: “Bendito é o reino vindouro do nosso pai Davi! Hosana nas alturas!”.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Pensem num anticlímax! Jesus não purifica o templo, não lidera a turba contra a fortaleza romana, nem mesmo faz um discurso inflamado. Ele apenas olha ao redor e vai embora! O que talvez explique por que ele não foi preso de imediato. A sua entrada triunfal na cidade não era algo que os romanos estavam esperando ou nem mesmo entendiam, e a procissão de Jesus provavelmente apenas se misturou com a multidão da Páscoa logo que eles alcançaram Jerusalém.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Mas que decepção para aqueles que tinham aclamado a sua entrada! Que tipo de Messias era esse? Que espécie de libertador é esse? Nos dias seguintes, Jesus purificou realmente o templo, mas não levantou um dedo contra os romanos. Em vez disso ele disse: “Dai a César o que é de César” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/12/17" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 12:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/12/17" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">17</a>). Quem precisa de um rei desses?</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Pela sexta-feira, as multidões estavam tão desencantadas com Jesus que o sacerdócio do templo, que tramara sua prisão e entrega aos romanos sob a pérfida acusação de se dizer “Rei dos judeus”, pôde fazê-las se voltarem contra ele. E agora elas bradavam não gritos de “Hosana!”, mas “Crucifica-o! Crucifica-o!”. E, por isso, Jesus foi levado à cruz para morrer, como ele sabia que teria de ser.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Que lição podemos tirar da narrativa da entrada triunfal de Jesus? Deixem-me mencionar duas. Primeira, constatamos o senhorio de Jesus. A crucificação de Jesus não foi acidente que caiu sobre ele inadvertidamente quando visitava Jerusalém. Antes, Jesus entendeu e abraçou o seu chamado para submeter-se a morte tão excruciante. De fato, ele provocou deliberadamente os eventos que levariam à sua execução. Ele entendeu que era o Pastor-Rei profetizado em Zacarias e assumiu abertamente esse papel na sua entrada triunfal em Jerusalém. Durante todo o processo, demonstrou a presciência dos eventos da sua paixão: o fato de encontrar o jumentinho, as providências para sua última refeição de Páscoa no salão superior da casa, a traição de Judas, a tripla negação de Pedro, a deserção dos discípulos, sua entrega aos gentios, seus açoites, humilhações e execução. Ele anunciou todas essas coisas antecipadamente, mostrando-se dessa maneira como o Senhor da história.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Há hoje uma teologia que está fazendo incursões na igreja cristã, chamada de “Teísmo Aberto”. Essa teologia sustenta que Deus não tem presciência nem é capaz de conhecer com antecipação os livres atos dos seres humanos e, portanto, só consegue adivinhar o futuro. Dizem que ele é um Deus que se arrisca, que joga com a sorte, e que às vezes perde. As predições da paixão, como as que analisamos hoje, mostram que o Teísmo Aberto está errado. Jesus sabia, e sabia com tantos detalhes que não poderia ter sido adivinhação, exatamente o que lhe aconteceria naquela semana em Jerusalém. O Teísmo Aberto, portanto, deprecia inevitavelmente a pessoa de Cristo. Vemos no relato da entrada triunfal a revelação do senso de senhorio de Jesus, à medida que ele dirige os eventos para os fins antecipadamente conhecidos.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A segunda lição está relacionada com a primeira: Jesus nem sempre atende às nossas expectativas. Os judeus esperavam o rei que seria um grande líder militar como Davi, que lançaria fora o jugo de Roma e estabeleceria pela força o reino de Deus. Ao lermos algumas profecias do Antigo Testamento, podemos entender por que os judeus alimentavam essas expectativas; eles não deixavam de ter razão em hipótese alguma. Mas Jesus era radicalmente diferente das suas expectativas. Quando ele entrou montado em Jerusalém, ele não fez isso num cavalo, símbolo da batalha e o preferido dos conquistadores, como Pompeu havia feito. Ele não usou nem mesmo uma mula, o corcel dos reis judaicos, como o próprio Davi. Ao contrário, ele escolheu um jumentinho, um animal inferior, um animal de carga, como sua montaria real. Como Zacarias tinha profetizado, ele veio humildemente trazendo a paz. O Reino de Deus que ele pregou e inaugurou não era reino terreno, político, mas a lei de Deus no coração daqueles que o conhecem e o servem. Mas esse não era o reino que as pessoas esperavam nem queriam, e assim elas rejeitaram Jesus como seu Senhor.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">À medida que crescemos na nossa vida cristã, todos enfrentamos situações nas quais Deus não cumpre as nossas expectativas. Talvez ele não conceda à sua vida um parceiro com quem casar. Ou pode ser que você descubra que seu casamento não atendeu às suas expectativas. Ou talvez tenha sido preterido numa promoção ou posição realmente merecida. Ou talvez a doença ou a tragédia se abateu sobre a sua vida de maneira inesperada.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">E a tentação em todas essas situações é lançar fora aquilo que a fé cristã ensina e fazer as coisas ao seu modo. Casa-se com a pessoa incrédula que está apaixonada por você. Entra com uma ação de divórcio. Fica ressentido e amargo por causa das oportunidades perdidas. Desiste de confiar no amor de Deus por você e deixa de confiar nele. À medida que amadureço na fé cristã, vejo esse tipo de coisas acontecerem repetidamente na vida de amigos cristãos. Quando Deus não está à altura das nossas expectativas, então nos livramos dele e fazemos as coisas da maneira que nós entendemos que elas deveriam ser ou ficamos ressentidos com ele por não nos dar aquilo que queremos.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O que quero dizer aqui é aquilo que a primeira lição nos ensina: Jesus é Senhor. Ele não tem nenhuma obrigação de viver à altura das nossas expectativas. Se a escolha dele é dar a você uma vida de sofrimento e dificuldades, de decepções e fracassos, ele é Senhor. Por isso, há muitos de nós que parecem pensar que, se Jesus não atende às nossas expectativas, então o rejeitaremos da mesma maneira como as multidões o rejeitaram. Mas Cristo é Senhor e não está obrigado a atender às nossas expectativas a respeito dele. Cristo jamais prometeu uma vida feliz aos seus seguidores. O discípulo não está acima do seu mestre, e o Mestre escolheu o caminho do Gólgota. Se vocês são chamados para trilhar a mesma vereda, essa é uma prerrogativa do Mestre.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O que estou dizendo é que devemos adequar as nossas expectativas àquilo que Deus decreta, não adequar Deus às nossas expectativas. Cristo é Senhor e ele sabe o que é melhor. Se tentarmos adequá-lo às nossas expectativas, àquilo que é aceitável para nós, ou se o rejeitarmos, então, essa é a vereda para a autodestruição. Não devemos ser como as pessoas de Jerusalém, que aclamaram Cristo como seu rei só até o ponto em que ele se ajustava à imagem que tinham de como deveria ser um rei. Antes, ao contrário, devemos reconhecê-lo verdadeiramente como nosso Rei, nosso Senhor, nosso Soberano, e receber de suas mãos tudo quanto ele decretar.</span></div>
<br />
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A entrada triunfal em Jerusalém - parte 1]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6455</link>
			<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 01:58:54 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6455</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">A entrada triunfal em Jerusalém - parte 1</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">O Puritano</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/Onedbvzq" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/20/d1/Onedbvzq_t.jpg" alt="[Image: Onedbvzq_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Vamos falar do domingo de ramos, a entrada triunfal em Jerusalém. vou colocar o texto do amado irmão William Lane Craig, uma reflexão mostrando que nem sempre DEUS cumpre nossas expectativas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">William Lane Craig</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Celebramos hoje o dia denominado de “Domingo de Ramos”, dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, uma semana antes de sua crucificação e morte. Caso alguns de vocês estejam se perguntando por que é chamado de “Domingos de Ramos”, é porque, segundo o Evangelho de João, as multidões em Jerusalém saíram para aclamar Jesus levando ramos de palmeiras que usavam para acenar ou para espalhar no seu caminho.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Temos dois relatos independentes da entrada triunfal de Jesus, um no Evangelho de Marcos e outro no Evangelho de João. Falando historicamente, isso é muito importante, uma vez que uma das provas mais importantes da historicidade de um evento é a existência de relatos independentes do mesmo acontecimento. Conforme explica Marcus Borg, destacado especialista no NT: “A lógica é direta: se uma tradição aparece numa fonte antiga e em outra fonte independente, então, ela não somente é antiga, mas é também improvável ter sido forjada”.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Agora, é evidente que, como cristãos, cremos na inspiração do Novo Testamento por Deus e, por isso, sabemos, totalmente à parte das evidências históricas, que esses relatos não foram inventados. Ainda assim, é bom saber que, mesmo que os evangelhos sejam considerados como apenas documentos históricos comuns, eles passam nos testes de fidedignidade que os historiadores seculares usam. Isso pode fortalecer nossa confiança na sua verdade e nos fornecer uma maneira de transmitir a sua verdade aos nossos amigos não cristãos que ainda não creem na inspiração da Bíblia.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ora, no caso da entrada triunfal de Jesus, esse evento é relatado em uma das nossas fontes mais antigas, o Evangelho de Marcos, e de modo independente no Evangelho de João. Além disso, embora os relatos desse acontecimento encontrados nos Evangelhos de Mateus e Lucas sejam em grande medida dependentes de Marcos, muitos eruditos entendem que Mateus e Lucas tiveram também outras fontes independentes além de Marcos. Portanto, a defesa histórica a favor da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém é bastante sólida.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Embora os relatos de Marcos e João difiram em vários detalhes circunstanciais, eles concordam plenamente com o núcleo da história: no começo da semana final da sua vida, Jesus de Nazaré entrou em Jerusalém montado num jumentinho e foi aclamado pelas multidões que tinham vindo a Jerusalém para celebrar a festa anual da Páscoa com gritos de “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!”, pois esperavam a vinda do reino de Deus.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hoje, portanto, queremos concentrar nossa atenção no relato mais antigo desse evento, conforme se encontra no Evangelho de <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.11.1-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 11:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.11.1-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1-11</a>. Leiamos juntos essa passagem:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quando se aproximavam de Jerusalém, Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos e disse-lhes: Ide ao povoado que está adiante de vós, e logo que ali entrardes encontrareis um jumentinho amarrado, em que ninguém ainda montou. Soltai-o e trazei-o. E se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele, e logo o mandará de volta para cá. Eles foram e acharam o jumentinho amarrado a um portão, do lado de fora na rua, e o desamarraram. E alguns dos que ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis, soltando o jumentinho? Eles responderam como Jesus lhes havia mandado; e deixaram que o levassem. Então levaram o jumentinho a Jesus, lançaram sobre ele seus mantos, e Jesus o montou. Muitos também estenderam seus mantos pelo caminho, e outros, ramos que haviam cortado nos campos. E tanto os que iam à frente dele como os que o seguiam, exclamavam:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hosana!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Bendito o que vem em nome do Senhor!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hosana nas alturas!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo. Tendo observado tudo em redor, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Antes de examinarmos essa passagem de modo detalhado, vamos montar o cenário geográfica e cronologicamente. É a primavera do ano, período da grande festa da Páscoa em Jerusalém, durante o mês judaico de nisã, que corresponde ao princípio de abril em nosso calendário. A Páscoa sempre começa no 14º dia de nisã, que naquele ano caiu numa sexta-feira. Assim, os estudiosos, usando dados astronômicos, determinaram que a data da festa da Páscoa durante a qual Jesus foi crucificado ou foi 3 de abril de 30 d.C. ou 7 de abril de 33 d.C.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus e seus discípulos estão a caminho de Jerusalém para a festa da Páscoa, assim como vão também milhares de outros peregrinos. Eles acabaram de passar pela antiga cidade de Jericó, onde, segundo Marcos 10, Jesus curou o cego Bartimeu no caminho de saída da cidade. Jericó fica 2,7 quilômetros ao ocidente de Jerusalém. A estrada romana sobe de Jericó para o monte das Oliveiras, o qual, com a elevação aproximada de 790 metros, fica diretamente defronte do templo de Jerusalém, do outro lado do ribeiro de Cedrom (Fig. 1).</span></div>
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://imgbox.com/HUm7SLkn" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/f0/af/HUm7SLkn_t.jpg" alt="[Image: HUm7SLkn_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">A procissão triunfal de Jesus, de Betfagé e Betânia até Jerusalém. </span><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Fig. 1</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Peregrinos vindos da Galileia ao norte, de onde era Jesus, seguiam tipicamente essa estrada para Jerusalém e passavam pelos povoados de Betânia e Betfagé, mencionados por Marcos no versículo 1. Betânia fica na encosta sul do monte das Oliveiras, um tanto fora da estrada romana, ao passo que Betfagé se localizava provavelmente na encosta ocidental do monte das Oliveiras, logo do outro lado do ribeiro de Cedrom em Jerusalém; era praticamente uma extensão da própria Jerusalém.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ao ler o relato de Marcos, é possível perguntar-se por que esse evangelho menciona Betânia, já que Jesus não passaria realmente por ela no caminho para Jerusalém. Pode-se especular que seja o povoado inominado referido no versículo 2, onde os discípulos deverão encontrar o jumentinho. Mas isso faria a procissão triunfal de Jesus ter aproximadamente 3,2 quilômetros, o que é aparentemente uma distância longa demais para o povo espalhar ramos e vestes, do jeito que fizeram. Portanto, pareceria estranho Marcos mencionar Betânia.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Mas, ao ler o Evangelho de João, descobre-se um fato interessante: na verdade, Jesus e seus discípulos, no caminho para Jerusalém, passaram a noite em Betânia, onde residiam Maria e Marta, cujo irmão, Lázaro, Jesus tinha ressuscitado dos mortos. João relata: “Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. Ofereceram-lhe ali um jantar” (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 12.1-2</a>a). Tendo partido de Jericó naquela manhã, Jesus deve ter chegado a Betânia bem depois do meio-dia e desfrutou de um jantar com seus amigos. Foi durante esse jantar que Maria ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os cabelos. Curiosamente, Marcos também conhece esse incidente em Betânia, mas conta-o noutro contexto no <a href="https://bo.net.br/pt/ntlh/marcos/14/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">capítulo 14</a>. É interessante que, no capítulo 11, versículos <a href="https://bo.net.br/pt/ntlh/marcos/11/12/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12</a> e <a href="https://bo.net.br/pt/ntlh/marcos/11/19/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">19</a>, Marcos relata que Jesus não passou as noites em Jerusalém na sua última semana de vida, mas voltou para Betânia à noitinha todos os dias. Assim, a entrada triunfal não aconteceu no mesmo dia em que Jesus saiu de Jericó. João diz que Jesus passou um ou talvez dois dias em Betânia, e as multidões, ao saberem da sua chegada, já estavam saindo de Betânia para vê-lo.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Portanto, quando ocorreu de fato a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém? João informa que Jesus chegou a Betânia seis dias antes da Páscoa. De acordo com ele, a Páscoa foi comida na noite da sexta-feira. João afirma repetidamente que os líderes judeus queriam eliminar Jesus antes que começasse a refeição pascal (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.18.28.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 18:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.18.28.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">28</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JOB.19.14.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">19:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JOB.19.14.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">14</a>). De acordo com as normas judaicas, a imolação dos cordeiros da Páscoa no templo começava às três horas da tarde no 14º dia de nisã, e eles deveriam ser comidos depois que anoitecesse. Agora, prestem atenção a isto: na cronologia de João, Jesus morreu na cruz no momento exato em que os principais sacerdotes começaram a sacrificar os cordeiros da Páscoa no templo. Eles não entenderam que ao instigarem a crucificação de Jesus pelas mãos dos romanos estavam realmente oferecendo um sacrifício a Deus que, de uma vez por todas, acabaria com os sacrifícios de animais que eles estavam oferecendo no mesmo momento. Como escreveu Paulo em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/1CO.5.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 Coríntios 5:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/1CO.5.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a>: “Porque Cristo, nosso cordeiro da Páscoa, já foi sacrificado”.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Então, segundo o relato de João, Jesus morreu na hora dos sacrifícios da Páscoa, antes da refeição pascal. O problema aqui é que, de acordo com Marcos e os outros evangelhos, Jesus comeu a Páscoa com seus discípulos na noite anterior à sua crucificação. Em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.14.12-25.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 14:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.14.12-25.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12</a>, lemos: “No primeiro dia da festa dos Pães sem Fermento, quando sacrificavam o cordeiro pascal, seus discípulos lhe disseram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a refeição da Páscoa?”. E Jesus lhes deu instruções para prepararem a Páscoa na sala do andar superior da casa. Bem, João está de acordo que Cristo participou da Última Ceia com seus discípulos na quinta-feira à noite antes de ser traído e preso. Mas como poderia ser uma refeição pascal se os cordeiros só seriam imolados no templo a partir da três horas da tarde do próximo dia, como relata João?</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Já foram apresentadas várias soluções para esse enigma. Uma das mais plausíveis é que, em razão dos calendários concorrentes usados na Palestina do primeiro século, os sacrifícios podiam ser feitos em mais de um dia. Note-se que os fariseus e os habitantes da Galileia entendiam que os dias começavam no nascer do sol e terminavam no próximo nascer do sol. Mas os saduceus e os habitantes da Judeia entendiam que os dias começavam no pôr do sol e terminavam no próximo pôr do sol. Na era moderna, adotamos o que penso ser a convenção mais esquisita de que o dia começa no meio da noite à meia-noite e se estende até a próxima meia-noite. Bem, essa diferença na maneira de entender os dias destroça completamente a datação de certos eventos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Segundo a contagem galileia, 14 de nisã começa às 6h, no dia que denominamos quinta-feira. Para o calendário judaico, 14 de nisã só começa 12h mais tarde, aproximadamente às 18h, na nossa quinta-feira. Portanto, quando um morador da Galileia, seguindo as normas judaicas, imola o cordeiro pascal na tardinha de 14 de nisã, em que dia ele faz isso? Na quinta-feira. Mas quando um habitante da Judeia oferece o seu cordeiro em sacrifício na tarde de 14 de nisã, que dia é esse? Sexta-feira! Quando a noite cai, ele então come o cordeiro, segundo entendia a estrutura dos dias, em 15 de nisã. Assim, para atender as demandas das sensibilidades tanto dos fariseus da Galileia como dos saduceus da Judeia, o sacerdócio do templo fazia dois sacrifícios pascais, um na quinta-feira e outro na sexta-feira. Jesus, como galileu, e sabedor da sua prisão iminente, preferiu celebrar a Páscoa na quinta-feira à noite, ao passo que os principais sacerdotes e os escribas responsáveis pela prisão de Jesus seguiam o calendário judaico, conforme diz João. Embora não tenhamos evidências de que os sacrifícios pascais eram feitos nesses dois dias, essa solução é bem plausível. Durante o festival da Páscoa, a população de Jerusalém chegava a 125.000 pessoas. Seria logisticamente impossível para o sacerdócio do templo sacrificar cordeiros suficientes para tanta gente entre 15h e 18h de uma tarde. Tinham de ser sacrificados em mais de um dia, o que torna totalmente possível para Jesus e seus discípulos celebrarem a Páscoa na quinta-feira à noite, antes da sua prisão.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Assim, se contarmos retroativamente seis dias da data da Páscoa de João, teremos Jesus chegando a Betânia no sábado à noite, em 9 de nisã. Dependendo de seu tempo de permanência nesse povoado, ele entrou em Jerusalém ou no dia seguinte, no domingo, ou então na segunda-feira. I. H. Marshall, destacado especialista em Novo Testamento, apresenta esta reconstrução da última semana de Jesus:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Dia</span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Evento</span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Escritura</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sábado</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Chegada em Betânia</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.1-8.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 12:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.1-8.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Domingo</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A multidão veio ver Jesus</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.9-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 12:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.9-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">9-11</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Segunda-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Entrada triunfal</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/21/1-9" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:1-9</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.1.1-10" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 1:1-10</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.19.28-44.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 19:28-44</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Terça-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Figueira amaldiçoada</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.21.18-19.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:18-19</a>; <a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_12_13-17/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 12:13-14</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Purificação do templo</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.21.12-13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:12-13</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.11.15-17.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 11:15-17</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.19.45-46.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 19:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.19.45-46.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">45-46</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quarta-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Figueira murcha</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/1930/MAT.21.20-22.NVT" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:20-22</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11/20-26" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 11:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11/20-26" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">20-26</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Controvérsia no templo e</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_21_23/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:23</a>–<a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_15_33-39/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">33:</a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_15_33-39/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">39</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11/27-33" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 11:27</a>–<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/12/41-44" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12:44</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/20" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 20:1</a>–<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/1-4" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">21:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/1-4" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">4</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sermão do monte das Oliveiras</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_24_1-14/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 24:1</a>–<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/25/46" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">25:46</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.13.1-37.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 13:1-37</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/5-38" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 21:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/5-38" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">5-36</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quinta-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Última Ceia</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_26_20-30/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 26:20-30</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/14/17-26" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:17-26</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.22.14-30.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:14-30</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Traído e preso</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/26/47-56" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 26:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/26/47-56" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">47-56</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/14/43-52" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:43-52</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/LUK.22.47-53.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/LUK.22.47-53.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">47-53</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Julgado por Anás e Caifás</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.26.57-75.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 26:57-75</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.14.53-72.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:53-72</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/LUK.22.54-65" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:54-65</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/JHN.18.13-27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 18:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/JHN.18.13-27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">13-27</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sexta-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Julgado pelo Sinédrio</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 27:1</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/MRK.15.1" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 15:1</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.22.26-27.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:26</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Julgado por Pilatos e Herodes</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27/27-30" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 27:2-30</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.15.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 15:2-19</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.23.1-25.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 23:1-25</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Crucificado e sepultado</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 27:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">31-60</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/15" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 15:20-46</a>; <a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_23_26-56/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 23:26-54</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.19.16-42.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 19:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.19.16-42.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">16-42</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sábado</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Morto no túmulo</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Domingo</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ressurreto</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.28.1-15.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 28:1-15</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.16.1-8.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 16:1-8</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.24.1-35" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 24:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.24.1-35" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1-35</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Depois de montar o cenário, examinemos mais de perto a narrativa de Marcos. A primeira parte da história refere-se a Jesus conseguindo um asno em cima do qual entra na cidade. Uma vez que Jesus e seus discípulos estariam retornando à estrada romana vindos de Betânia, o vilarejo onde o asno está amarrado é provavelmente Betfagé. Jesus envia na frente dois de seus discípulos para trazer-lhe o jumentinho a fim de que ele pudesse descer montado o declive do monte das Oliveiras, atravessar o ribeiro de Cedrom e passar pela chamada Porta Dourada, no lado oriental do muro, para dentro do pátio do templo. Marcos não nos informa que tipo de asno era, mas sabemos que havia três tipos de animais equinos usados na Palestina: cavalos, burros e jumentos, que são animais híbridos, cruzamento de égua com burro. Os outros evangelhos nos dizem que Jesus escolheu um jumentinho. O jumento era robusto animal de carga usado amplamente para transportar fardos. Conforme veremos, a escolha de um jumentinho por Jesus é deliberada e significativa.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Na história de Marcos, Jesus demonstra uma presciência inquietante de eventos altamente particulares que os discípulos passariam ao buscar o jumentinho. E a explicação simplória que eles devem dar — “O Senhor precisa dele” — mostra a percepção de soberania e de autoridade que Jesus tinha. Talvez se pense que Jesus tinha simplesmente acertado previamente com os proprietários do jumentinho sem tê-lo dito aos discípulos. Mas isso parecer perder de vista a lição que Marcos está tentando ensinar aqui, ou seja, a presciência e o controle de Jesus sobre os eventos que culminariam em seus sofrimentos e morte. Marcos quer que vejamos que Jesus não é a vítima impotente de eventos que estão ficando fora de controle. Antes, ele continua a ser o soberano senhor de seu próprio destino quando escolheu sofrer a cruz.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Essa ênfase é ainda mais evidente em <a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_14_12-16/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 14:</a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_14_12-16/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12-16</a>, em que, em resposta à pergunta dos discípulos sobre a Páscoa, Jesus diz a dois deles:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem levando um jarro de água. Segui-o. Onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar: Onde está o meu aposento em que irei comer a refeição da Páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará uma grande sala mobiliada e pronta na parte de cima da casa; fazei ali os preparativos para nós. Os discípulos partiram e foram à cidade, onde acharam tudo como ele lhes dissera; e prepararam a Páscoa. (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.13.14-16.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.13.14-16.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">13-16</a>).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Parece ainda mais improvável que o encontro com um homem levando um jarro de água fosse arranjado previamente; antes, Marcos está mais uma vez ilustrando o conhecimento e a autoridade sobrenaturais de Jesus. Jesus está apresentando as credenciais de um verdadeiro profeta. Por exemplo, em <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1sm/10" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 </a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1sm/10" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Samuel 10</a>, ao ungir Saul como rei, Samuel lhe diz:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hoje, quando partires, encontrarás dois homens junto ao túmulo de Raquel [...] Eles te dirão: Acharam as jumentas que procuravas [...] Então passarás dali adiante e chegarás ao carvalho de Tabor, onde três homens [...] te encontrarão, um deles levando três cabritos, outro, três pães, e o outro, um recipiente de couro cheio de vinho. Eles te cumprimentarão e te darão dois pães [...] Depois chegarás [...] onde há um posto militar dos filisteus; ao entrares ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas descendo do monte, e na frente deles haverá alguns tocando saltérios, tambores, flautas e harpas. [...] O Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e terás manifestações proféticas [...] (<a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/1_samuel_10_1-7/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 </a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/1_samuel_10_1-7/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Sm 10:</a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/1_samuel_10_1-7/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2-6</a>).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/1SA.10.7.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 Samuel 10:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/1SA.10.7.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a> se diz que o cumprimento dessas predições feitas por Samuel para Samuel eram sinais de que Deus estava com ele. De maneira semelhante, as predições de Jesus são instruções e sinais para seus discípulos e para nós da soberania e do controle de Jesus sobre o seu próprio destino. Tratar essas predições como meras combinações naturais previamente acertadas, como o planejamento de alguém para viajar, é perder de vista as lições que Marcos quer nos ensinar.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os eventos da sua paixão ou sofrimentos não apanharam Jesus de surpresa. Na jornada da Galileia para Jerusalém, ele chamou os discípulos à parte e lhes disse:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios; irão zombar dele e cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo. Depois de três dias, ele ressuscitará. (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/10/33,34" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 10:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/10/33,34" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">33-34</a>).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">De fato, dizer que esses eventos não pegaram Jesus de surpresa é eufemismo. Pelo contrário, ele os provocou, como vemos na segunda parte da história de Marcos. Com a sua entrada triunfal em Jerusalém, Jesus pôs em andamento o processo que ao final da semana o esmagaria sob seu peso.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">CONTINUA...</span></div>
<br />
<br />
<span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">A entrada triunfal em Jerusalém - parte 1</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">O Puritano</span>.</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/Onedbvzq" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/20/d1/Onedbvzq_t.jpg" alt="[Image: Onedbvzq_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Vamos falar do domingo de ramos, a entrada triunfal em Jerusalém. vou colocar o texto do amado irmão William Lane Craig, uma reflexão mostrando que nem sempre DEUS cumpre nossas expectativas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">William Lane Craig</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Celebramos hoje o dia denominado de “Domingo de Ramos”, dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, uma semana antes de sua crucificação e morte. Caso alguns de vocês estejam se perguntando por que é chamado de “Domingos de Ramos”, é porque, segundo o Evangelho de João, as multidões em Jerusalém saíram para aclamar Jesus levando ramos de palmeiras que usavam para acenar ou para espalhar no seu caminho.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Temos dois relatos independentes da entrada triunfal de Jesus, um no Evangelho de Marcos e outro no Evangelho de João. Falando historicamente, isso é muito importante, uma vez que uma das provas mais importantes da historicidade de um evento é a existência de relatos independentes do mesmo acontecimento. Conforme explica Marcus Borg, destacado especialista no NT: “A lógica é direta: se uma tradição aparece numa fonte antiga e em outra fonte independente, então, ela não somente é antiga, mas é também improvável ter sido forjada”.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Agora, é evidente que, como cristãos, cremos na inspiração do Novo Testamento por Deus e, por isso, sabemos, totalmente à parte das evidências históricas, que esses relatos não foram inventados. Ainda assim, é bom saber que, mesmo que os evangelhos sejam considerados como apenas documentos históricos comuns, eles passam nos testes de fidedignidade que os historiadores seculares usam. Isso pode fortalecer nossa confiança na sua verdade e nos fornecer uma maneira de transmitir a sua verdade aos nossos amigos não cristãos que ainda não creem na inspiração da Bíblia.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ora, no caso da entrada triunfal de Jesus, esse evento é relatado em uma das nossas fontes mais antigas, o Evangelho de Marcos, e de modo independente no Evangelho de João. Além disso, embora os relatos desse acontecimento encontrados nos Evangelhos de Mateus e Lucas sejam em grande medida dependentes de Marcos, muitos eruditos entendem que Mateus e Lucas tiveram também outras fontes independentes além de Marcos. Portanto, a defesa histórica a favor da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém é bastante sólida.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Embora os relatos de Marcos e João difiram em vários detalhes circunstanciais, eles concordam plenamente com o núcleo da história: no começo da semana final da sua vida, Jesus de Nazaré entrou em Jerusalém montado num jumentinho e foi aclamado pelas multidões que tinham vindo a Jerusalém para celebrar a festa anual da Páscoa com gritos de “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!”, pois esperavam a vinda do reino de Deus.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hoje, portanto, queremos concentrar nossa atenção no relato mais antigo desse evento, conforme se encontra no Evangelho de <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.11.1-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 11:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.11.1-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1-11</a>. Leiamos juntos essa passagem:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quando se aproximavam de Jerusalém, Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos e disse-lhes: Ide ao povoado que está adiante de vós, e logo que ali entrardes encontrareis um jumentinho amarrado, em que ninguém ainda montou. Soltai-o e trazei-o. E se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele, e logo o mandará de volta para cá. Eles foram e acharam o jumentinho amarrado a um portão, do lado de fora na rua, e o desamarraram. E alguns dos que ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis, soltando o jumentinho? Eles responderam como Jesus lhes havia mandado; e deixaram que o levassem. Então levaram o jumentinho a Jesus, lançaram sobre ele seus mantos, e Jesus o montou. Muitos também estenderam seus mantos pelo caminho, e outros, ramos que haviam cortado nos campos. E tanto os que iam à frente dele como os que o seguiam, exclamavam:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hosana!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Bendito o que vem em nome do Senhor!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hosana nas alturas!</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo. Tendo observado tudo em redor, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Antes de examinarmos essa passagem de modo detalhado, vamos montar o cenário geográfica e cronologicamente. É a primavera do ano, período da grande festa da Páscoa em Jerusalém, durante o mês judaico de nisã, que corresponde ao princípio de abril em nosso calendário. A Páscoa sempre começa no 14º dia de nisã, que naquele ano caiu numa sexta-feira. Assim, os estudiosos, usando dados astronômicos, determinaram que a data da festa da Páscoa durante a qual Jesus foi crucificado ou foi 3 de abril de 30 d.C. ou 7 de abril de 33 d.C.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Jesus e seus discípulos estão a caminho de Jerusalém para a festa da Páscoa, assim como vão também milhares de outros peregrinos. Eles acabaram de passar pela antiga cidade de Jericó, onde, segundo Marcos 10, Jesus curou o cego Bartimeu no caminho de saída da cidade. Jericó fica 2,7 quilômetros ao ocidente de Jerusalém. A estrada romana sobe de Jericó para o monte das Oliveiras, o qual, com a elevação aproximada de 790 metros, fica diretamente defronte do templo de Jerusalém, do outro lado do ribeiro de Cedrom (Fig. 1).</span></div>
<br />
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://imgbox.com/HUm7SLkn" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/f0/af/HUm7SLkn_t.jpg" alt="[Image: HUm7SLkn_t.jpg]" class="mycode_img" /></a></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">A procissão triunfal de Jesus, de Betfagé e Betânia até Jerusalém. </span><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Fig. 1</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Peregrinos vindos da Galileia ao norte, de onde era Jesus, seguiam tipicamente essa estrada para Jerusalém e passavam pelos povoados de Betânia e Betfagé, mencionados por Marcos no versículo 1. Betânia fica na encosta sul do monte das Oliveiras, um tanto fora da estrada romana, ao passo que Betfagé se localizava provavelmente na encosta ocidental do monte das Oliveiras, logo do outro lado do ribeiro de Cedrom em Jerusalém; era praticamente uma extensão da própria Jerusalém.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ao ler o relato de Marcos, é possível perguntar-se por que esse evangelho menciona Betânia, já que Jesus não passaria realmente por ela no caminho para Jerusalém. Pode-se especular que seja o povoado inominado referido no versículo 2, onde os discípulos deverão encontrar o jumentinho. Mas isso faria a procissão triunfal de Jesus ter aproximadamente 3,2 quilômetros, o que é aparentemente uma distância longa demais para o povo espalhar ramos e vestes, do jeito que fizeram. Portanto, pareceria estranho Marcos mencionar Betânia.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Mas, ao ler o Evangelho de João, descobre-se um fato interessante: na verdade, Jesus e seus discípulos, no caminho para Jerusalém, passaram a noite em Betânia, onde residiam Maria e Marta, cujo irmão, Lázaro, Jesus tinha ressuscitado dos mortos. João relata: “Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. Ofereceram-lhe ali um jantar” (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 12.1-2</a>a). Tendo partido de Jericó naquela manhã, Jesus deve ter chegado a Betânia bem depois do meio-dia e desfrutou de um jantar com seus amigos. Foi durante esse jantar que Maria ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os cabelos. Curiosamente, Marcos também conhece esse incidente em Betânia, mas conta-o noutro contexto no <a href="https://bo.net.br/pt/ntlh/marcos/14/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">capítulo 14</a>. É interessante que, no capítulo 11, versículos <a href="https://bo.net.br/pt/ntlh/marcos/11/12/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12</a> e <a href="https://bo.net.br/pt/ntlh/marcos/11/19/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">19</a>, Marcos relata que Jesus não passou as noites em Jerusalém na sua última semana de vida, mas voltou para Betânia à noitinha todos os dias. Assim, a entrada triunfal não aconteceu no mesmo dia em que Jesus saiu de Jericó. João diz que Jesus passou um ou talvez dois dias em Betânia, e as multidões, ao saberem da sua chegada, já estavam saindo de Betânia para vê-lo.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Portanto, quando ocorreu de fato a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém? João informa que Jesus chegou a Betânia seis dias antes da Páscoa. De acordo com ele, a Páscoa foi comida na noite da sexta-feira. João afirma repetidamente que os líderes judeus queriam eliminar Jesus antes que começasse a refeição pascal (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.18.28.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 18:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.18.28.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">28</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JOB.19.14.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">19:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JOB.19.14.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">14</a>). De acordo com as normas judaicas, a imolação dos cordeiros da Páscoa no templo começava às três horas da tarde no 14º dia de nisã, e eles deveriam ser comidos depois que anoitecesse. Agora, prestem atenção a isto: na cronologia de João, Jesus morreu na cruz no momento exato em que os principais sacerdotes começaram a sacrificar os cordeiros da Páscoa no templo. Eles não entenderam que ao instigarem a crucificação de Jesus pelas mãos dos romanos estavam realmente oferecendo um sacrifício a Deus que, de uma vez por todas, acabaria com os sacrifícios de animais que eles estavam oferecendo no mesmo momento. Como escreveu Paulo em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/1CO.5.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 Coríntios 5:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/1CO.5.7.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a>: “Porque Cristo, nosso cordeiro da Páscoa, já foi sacrificado”.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Então, segundo o relato de João, Jesus morreu na hora dos sacrifícios da Páscoa, antes da refeição pascal. O problema aqui é que, de acordo com Marcos e os outros evangelhos, Jesus comeu a Páscoa com seus discípulos na noite anterior à sua crucificação. Em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.14.12-25.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 14:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.14.12-25.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12</a>, lemos: “No primeiro dia da festa dos Pães sem Fermento, quando sacrificavam o cordeiro pascal, seus discípulos lhe disseram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a refeição da Páscoa?”. E Jesus lhes deu instruções para prepararem a Páscoa na sala do andar superior da casa. Bem, João está de acordo que Cristo participou da Última Ceia com seus discípulos na quinta-feira à noite antes de ser traído e preso. Mas como poderia ser uma refeição pascal se os cordeiros só seriam imolados no templo a partir da três horas da tarde do próximo dia, como relata João?</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Já foram apresentadas várias soluções para esse enigma. Uma das mais plausíveis é que, em razão dos calendários concorrentes usados na Palestina do primeiro século, os sacrifícios podiam ser feitos em mais de um dia. Note-se que os fariseus e os habitantes da Galileia entendiam que os dias começavam no nascer do sol e terminavam no próximo nascer do sol. Mas os saduceus e os habitantes da Judeia entendiam que os dias começavam no pôr do sol e terminavam no próximo pôr do sol. Na era moderna, adotamos o que penso ser a convenção mais esquisita de que o dia começa no meio da noite à meia-noite e se estende até a próxima meia-noite. Bem, essa diferença na maneira de entender os dias destroça completamente a datação de certos eventos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Segundo a contagem galileia, 14 de nisã começa às 6h, no dia que denominamos quinta-feira. Para o calendário judaico, 14 de nisã só começa 12h mais tarde, aproximadamente às 18h, na nossa quinta-feira. Portanto, quando um morador da Galileia, seguindo as normas judaicas, imola o cordeiro pascal na tardinha de 14 de nisã, em que dia ele faz isso? Na quinta-feira. Mas quando um habitante da Judeia oferece o seu cordeiro em sacrifício na tarde de 14 de nisã, que dia é esse? Sexta-feira! Quando a noite cai, ele então come o cordeiro, segundo entendia a estrutura dos dias, em 15 de nisã. Assim, para atender as demandas das sensibilidades tanto dos fariseus da Galileia como dos saduceus da Judeia, o sacerdócio do templo fazia dois sacrifícios pascais, um na quinta-feira e outro na sexta-feira. Jesus, como galileu, e sabedor da sua prisão iminente, preferiu celebrar a Páscoa na quinta-feira à noite, ao passo que os principais sacerdotes e os escribas responsáveis pela prisão de Jesus seguiam o calendário judaico, conforme diz João. Embora não tenhamos evidências de que os sacrifícios pascais eram feitos nesses dois dias, essa solução é bem plausível. Durante o festival da Páscoa, a população de Jerusalém chegava a 125.000 pessoas. Seria logisticamente impossível para o sacerdócio do templo sacrificar cordeiros suficientes para tanta gente entre 15h e 18h de uma tarde. Tinham de ser sacrificados em mais de um dia, o que torna totalmente possível para Jesus e seus discípulos celebrarem a Páscoa na quinta-feira à noite, antes da sua prisão.</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Assim, se contarmos retroativamente seis dias da data da Páscoa de João, teremos Jesus chegando a Betânia no sábado à noite, em 9 de nisã. Dependendo de seu tempo de permanência nesse povoado, ele entrou em Jerusalém ou no dia seguinte, no domingo, ou então na segunda-feira. I. H. Marshall, destacado especialista em Novo Testamento, apresenta esta reconstrução da última semana de Jesus:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Dia</span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Evento</span></span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Escritura</span></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sábado</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Chegada em Betânia</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.1-8.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 12:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.1-8.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Domingo</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A multidão veio ver Jesus</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.9-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 12:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.12.9-11.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">9-11</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Segunda-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Entrada triunfal</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/21/1-9" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:1-9</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.1.1-10" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 1:1-10</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.19.28-44.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 19:28-44</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Terça-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Figueira amaldiçoada</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.21.18-19.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:18-19</a>; <a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_12_13-17/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 12:13-14</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Purificação do templo</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.21.12-13.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:12-13</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.11.15-17.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 11:15-17</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.19.45-46.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 19:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.19.45-46.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">45-46</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quarta-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Figueira murcha</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/1930/MAT.21.20-22.NVT" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:20-22</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11/20-26" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 11:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11/20-26" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">20-26</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Controvérsia no templo e</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_21_23/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 21:23</a>–<a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_15_33-39/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">33:</a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_15_33-39/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">39</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/11/27-33" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 11:27</a>–<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/12/41-44" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12:44</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/20" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 20:1</a>–<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/1-4" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">21:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/1-4" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">4</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sermão do monte das Oliveiras</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_24_1-14/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 24:1</a>–<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/25/46" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">25:46</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.13.1-37.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 13:1-37</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/5-38" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 21:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/21/5-38" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">5-36</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Quinta-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Última Ceia</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_26_20-30/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 26:20-30</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/14/17-26" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:17-26</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.22.14-30.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:14-30</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Traído e preso</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/26/47-56" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 26:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/26/47-56" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">47-56</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/14/43-52" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:43-52</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/LUK.22.47-53.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/LUK.22.47-53.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">47-53</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Julgado por Anás e Caifás</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.26.57-75.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 26:57-75</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.14.53-72.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:53-72</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/LUK.22.54-65" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:54-65</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/JHN.18.13-27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 18:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/JHN.18.13-27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">13-27</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sexta-feira</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Julgado pelo Sinédrio</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 27:1</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/compare/MRK.15.1" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 15:1</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.22.26-27.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 22:26</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Julgado por Pilatos e Herodes</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27/27-30" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 27:2-30</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/MRK.15.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 15:2-19</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.23.1-25.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 23:1-25</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Crucificado e sepultado</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 27:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/27" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">31-60</a>; <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/15" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 15:20-46</a>; <a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/lucas_23_26-56/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 23:26-54</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.19.16-42.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Jo 19:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/JHN.19.16-42.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">16-42</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Sábado</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Morto no túmulo</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Domingo</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ressurreto</span></div>
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size"><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MAT.28.1-15.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mt 28:1-15</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.16.1-8.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 16:1-8</a>; <a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.24.1-35" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Lc 24:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/LUK.24.1-35" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1-35</a></span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Depois de montar o cenário, examinemos mais de perto a narrativa de Marcos. A primeira parte da história refere-se a Jesus conseguindo um asno em cima do qual entra na cidade. Uma vez que Jesus e seus discípulos estariam retornando à estrada romana vindos de Betânia, o vilarejo onde o asno está amarrado é provavelmente Betfagé. Jesus envia na frente dois de seus discípulos para trazer-lhe o jumentinho a fim de que ele pudesse descer montado o declive do monte das Oliveiras, atravessar o ribeiro de Cedrom e passar pela chamada Porta Dourada, no lado oriental do muro, para dentro do pátio do templo. Marcos não nos informa que tipo de asno era, mas sabemos que havia três tipos de animais equinos usados na Palestina: cavalos, burros e jumentos, que são animais híbridos, cruzamento de égua com burro. Os outros evangelhos nos dizem que Jesus escolheu um jumentinho. O jumento era robusto animal de carga usado amplamente para transportar fardos. Conforme veremos, a escolha de um jumentinho por Jesus é deliberada e significativa.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Na história de Marcos, Jesus demonstra uma presciência inquietante de eventos altamente particulares que os discípulos passariam ao buscar o jumentinho. E a explicação simplória que eles devem dar — “O Senhor precisa dele” — mostra a percepção de soberania e de autoridade que Jesus tinha. Talvez se pense que Jesus tinha simplesmente acertado previamente com os proprietários do jumentinho sem tê-lo dito aos discípulos. Mas isso parecer perder de vista a lição que Marcos está tentando ensinar aqui, ou seja, a presciência e o controle de Jesus sobre os eventos que culminariam em seus sofrimentos e morte. Marcos quer que vejamos que Jesus não é a vítima impotente de eventos que estão ficando fora de controle. Antes, ele continua a ser o soberano senhor de seu próprio destino quando escolheu sofrer a cruz.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Essa ênfase é ainda mais evidente em <a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_14_12-16/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Marcos 14:</a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_14_12-16/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">12-16</a>, em que, em resposta à pergunta dos discípulos sobre a Páscoa, Jesus diz a dois deles:</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem levando um jarro de água. Segui-o. Onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar: Onde está o meu aposento em que irei comer a refeição da Páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará uma grande sala mobiliada e pronta na parte de cima da casa; fazei ali os preparativos para nós. Os discípulos partiram e foram à cidade, onde acharam tudo como ele lhes dissera; e prepararam a Páscoa. (<a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.13.14-16.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 14:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/211/MRK.13.14-16.NTLH" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">13-16</a>).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Parece ainda mais improvável que o encontro com um homem levando um jarro de água fosse arranjado previamente; antes, Marcos está mais uma vez ilustrando o conhecimento e a autoridade sobrenaturais de Jesus. Jesus está apresentando as credenciais de um verdadeiro profeta. Por exemplo, em <a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1sm/10" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 </a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1sm/10" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Samuel 10</a>, ao ungir Saul como rei, Samuel lhe diz:</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Hoje, quando partires, encontrarás dois homens junto ao túmulo de Raquel [...] Eles te dirão: Acharam as jumentas que procuravas [...] Então passarás dali adiante e chegarás ao carvalho de Tabor, onde três homens [...] te encontrarão, um deles levando três cabritos, outro, três pães, e o outro, um recipiente de couro cheio de vinho. Eles te cumprimentarão e te darão dois pães [...] Depois chegarás [...] onde há um posto militar dos filisteus; ao entrares ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas descendo do monte, e na frente deles haverá alguns tocando saltérios, tambores, flautas e harpas. [...] O Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e terás manifestações proféticas [...] (<a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/1_samuel_10_1-7/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 </a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/1_samuel_10_1-7/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Sm 10:</a><a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/1_samuel_10_1-7/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2-6</a>).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Em <a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/1SA.10.7.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1 Samuel 10:</a><a href="https://www.bible.com/pt/bible/129/1SA.10.7.NVI" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">7</a> se diz que o cumprimento dessas predições feitas por Samuel para Samuel eram sinais de que Deus estava com ele. De maneira semelhante, as predições de Jesus são instruções e sinais para seus discípulos e para nós da soberania e do controle de Jesus sobre o seu próprio destino. Tratar essas predições como meras combinações naturais previamente acertadas, como o planejamento de alguém para viajar, é perder de vista as lições que Marcos quer nos ensinar.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os eventos da sua paixão ou sofrimentos não apanharam Jesus de surpresa. Na jornada da Galileia para Jerusalém, ele chamou os discípulos à parte e lhes disse:</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios; irão zombar dele e cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo. Depois de três dias, ele ressuscitará. (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/10/33,34" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Mc 10:</a><a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/10/33,34" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">33-34</a>).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">De fato, dizer que esses eventos não pegaram Jesus de surpresa é eufemismo. Pelo contrário, ele os provocou, como vemos na segunda parte da história de Marcos. Com a sua entrada triunfal em Jerusalém, Jesus pôs em andamento o processo que ao final da semana o esmagaria sob seu peso.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">CONTINUA...</span></div>
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<span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[A História do Protestantismo - parte 3]]></title>
			<link>https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6448</link>
			<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 19:58:43 +0000</pubDate>
			<guid isPermaLink="false">https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6448</guid>
			<description><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">A História do Protestantismo - parte 3</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Major Lobo Honrado</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/XuS9iDVX" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/ab/37/XuS9iDVX_t.png" alt="[Image: XuS9iDVX_t.png]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
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<span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Leia aqui as partes <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6444" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a> e <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6446&amp;pid=109733#pid109733" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>. </span><br />
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Com o decorrer do século 17, alguns protestantes reformistas e luteranos começaram a se queixar do caráter da fé e da sua vida religiosa que surgia dos esforços que competiam para definir a ortodoxia. Esses críticos foram chamados de pietistas. O pietismo gerou uma grande quantidade de atividade prática incluindo atenção a questões sociais como educação, auxílio aos pobres, abolição da escravidão e temperança. O esperimento religioso inglês terminou quando a monarquia inglesa foi restaurada por Carlos II, em 1660 e a religião anglicana foi rapidamente restabelecida. Os protestantes fora da Igreja inglesa tornaram-se oficialmente conhecidos dessidentes e o Ato de Tolerência de 1689 permitiu seus cultos. O ressurgimento evangélico ocorreu em circunstâncias bem diferentes na Europa, na Grã-Betanha e nas colônias britâncias na América. Um historiador identificou quatro propriedades da religião evangélica. Primeiro, seu interesse na conversão ao cristianismo, baseado na crença de que vidas precisam ser mudadas. Segundo, a mensagem do Evangelho é expressa no esforço tanto pessoal como social. Terceiro, também há grande consideração pela Bíblia. E, finalmente, a visão evangélica da expiação enfatiza que não basta reverenciar Jesus como líder espiritual. Os evangélicos proclamam que Jesus foi um Salvador que foi sacrificado na cruz pelos pecados da humanidade.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Uma das formas mais importantes de evangélicos do século 18, foi o movimento metodista, fundado e liderado pelo anglicano João Wesley. O entendimento de Wesley da mensagem e da tarefa cristã, refletia em vários aspectos dos ideais do pietismo. O movimento de Wesley visava renovar as instituições existentes em vez de estabelecer uma nova instituição religiosa. Centrava-se nos leigos e pregava o crescimento na santidade, mais do que a correção teológica. “Para Wesley, o coração do cristianismo é o amor a Deus e o amor ao próximo. Sua preocupação principal não era com uma compreensão intelectual da fé, mas preocupava-se em viver a fé na vida das pessoas.” (Kenneth L. Carder – Bispo da Igreja Metodista – Igreja Metodista Unida – Espaço Episcopal Nashville). Mas em vários pontos Wesley foi além do que os pietistas tinham ido um século antes. Ele acreditava que todo ser humano tem um papel em sua salvação. Isso significava que ele opunha à doutrina da predestinação. Sobre a questão de se a graça de Deus é oferecida só a alguns ou a todos, Wesley entrou em discórdia com os calvinistas. “Pela sua crença na ‘graça divina universal, para todos e em todos’, citando as sua palavras, ele assim propagou a mensagem do amor redentor de Deus por todas as pessoas: juntou pessoas em pequenos grupos, educou-as na fé e então enviou pessoas para a América, para continuar aquele movimento. Ele não tinha intenção de iniciar uma nova igreja. Ele somente estava interessado em espalhar a santidade das Escrituras pela Terra.” (Kenneth L. Carder – Bispo da Igreja Metodista – Igreja Metodista Unida – Espaço Episcopal Nashville). “O quadro ‘Ofereça-lhes Cristo’ foi feito com tamanha pesquisa que é como se pudéssemos voltar ao final do século 18 e ver João Wesley enviando Tomás Coke para a América. A pesquisa é tão completa, que o Sol está na posição correta, às nuvens corresponde à época do ano, o nível da água está correto e, felizmente, o pintor pôde ir até a Inglaterra e examinar esta área específica. Assim ele pôde examinar, estudar e retratar as coisas com precisão.” (Katheryn Kimball).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Wesley organizou pequenos grupos por sexo e estado civil. Também desenvolveu uma organização de pastores para viajar entre as comunidades metodistas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">João Wesley morreu em 1791. Durante a sua vida, o movimento metodista permaneceu parte da Igreja Anglicana. Mas, após sua morte, aos poucos foi se tornando uma religião à parte.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Um culto protestante típico possui leitura da Bíblia, orações, sermão e canto de toda a congregação. Mas o que os protestantes cantam e como o fazem, mudou consideravelmente com o passar dos séculos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Durante o século 16, os primórdios do protestantismo: o canto geralmente envolvia canções métricas. Os primeiros protestantes só aceitavam orações contendo as próprias palavras de Deus. Assim, diziam que o saltério era o hinário cristão por excelência. Mas, embora a salmodia fornecesse hinos clássicos, como o Salmo 100, apenas algumas variações dos textos antigos podiam ser usadas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Wesley se impressionou com o poder da música de mover os ouvintes e de despertar suas emoções. E o movimento metodista aproveitou-se ao máximo dessa oportunidade. Ele recomendava a construção de capelas octagonais, pois a acústica delas era boa para pregar e cantar. João Wesley estava plenamente ciente de que música exagerada ou inapropriada poderia afastar as pessoas da intenção espiritual adequada. Assim, ele propôs que só canções e hinários autorizados deveriam ser utilizados em encontros metodistas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O irmão dele, Carlos, escreveu milhares de versos metodistas sobre uma ampla gama de assuntos. “Se você quiser saber de fato no que os metodistas crêem, descobrirá melhor lendo e ouvindo os hinos de Carlos Wesley do que de qualquer outro jeito, e a teologia que será cantada é uma teologia que terá impacto sobre a sociedade e as pessoas. Os hinos mais conhecidos talvez sejam familiares a todos os cristãos. ‘Hark! The Herald Angels Sing’. ‘Christ The Lord Is Risen Today’. ‘O for a Thousand Toungues to Sing’. ‘Love Divine, All Loves Excelling’. São do tipo de palavras, hinos e canções que penetram fundo na alma e essência das pessoas e da sociedade inteira.” (Kenneth L. Carder – Bispo da Igreja Metodista – Igreja Metodista Unida – Espaço Episcopal Nashville).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os hinos protestantes floresceram no século 19. Os hinos e canções apoiavam causa de organizações voluntárias, tais como sociedades missionárias e grupos de temperança. Hinos seriam adaptados a eventos como cultos de “reviva”. As convicções básicas de uma comunidade religiosa também podiam ser forçadas e lembradas pela música, que, por sua vez podia ser adaptada para diferentes ambientes.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A Igreja Anglicana dominava as primeiras colônias americanas na Virgínia do século 17. Como veremos mais tarde, o anglicanismo também dominaria as futuras colônias sulistas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Nas colônias centrais, povoados em Nova York e New Jersey eram reformistas ou presbiterianos escoceses-irlandeses. Os quakers estabeleceram-se na Pensilvânia. Tal mistura gerou mais diversidade religiosa nas colônias centrais do que nas outras colônias.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">As colônias puritanas no norte privilegiaram um meio-termo. Elas não eram nem sectárias nem episcopais. Mas um agregado de congregações individuais, cujos os membros comandavam a comunidade. Elas se estabeleceram na Nova Inglaterra visando a estabelecer um experimento sagrado que se tornaria uma luz para as nações.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A conversão ao puritanismo incluía uma série de estágios pelos quais as pessoas deveriam passar. Mas mal haviam começado e já surgiram os desafios e dissidência.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Roger Willians, um pastor puritano, opôs-se à mistura de autoridades civil e religiosa em sua colônia de Massachusetts. Willians foi banido, e iniciou a colônia de Rhode Isaland com uma base religiosa bastante diferente.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Anne Hutchinson acusou pastores de tornarem as obras humanas parte de um processo de conversão. Sua acusação penetrou fundo no coração da teologia puritana. Hutchinson foi julgada diante dos pastores e também foi banida.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Mais tarde, os quakers chegaram à colônia de Massachusetts para pregar sobre a obra do Espírito Santo e para defender a tolerância de crenças dissidentes. Eles também foram banidos. Alguns dos quakers banidos voltaram a Massachusetts e, na segunda prisão, foram encarcerados ou enforcados.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Em 1742, o pastor congregacional da Igreja de Northampton, Jonathan Edwards, escreveu sobre o que as pessoas chamavam de “um grande despertar nas colônias”. O despertar da América foi parecido com o europeu, mas foi tão trágico que Edwards começou a achar que Deus fazia algo especial na América. Uma renovação da religião agora se centrava na conversão daqueles fora da Igreja e na separação daqueles que ainda não tinham sido convertidos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Fortes opiniões sobre tais questões dividiram os presbiterianos entre a chamada “facção nova”, que defendia o despertar e sua oponente “facção antiga”. Este cisma presbiteriano persistiu por volta de 20 anos. No final, o Grande Despertar provou ser um dos movimentos mais influentes da História americana.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">No século 18, o sul dos EUA continha apenas as 4 colônias de Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do sul e Geórgia. Todas, menos a Virgínia, recentemente assentadas. Mas as tradições que se iniciaram no sul acabaram por causar grande impacto sobre o protestantismo dos EUA. Batistas e metodistas no sul chamavam-se de irmão e irmã, e incluíam escravos em suas famílias religiosas. Os sulistas se concentravam mais em questões de santidade pessoal frequentemente condenando danças e bebida. Eles tentavam reproduzir a instituição religiosa anglicana na que se tornaria conhecida como Igreja Episcopal nos EUA.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O novo estilo religioso dos despertares do século 18, transformou o convívio entre as raças negra e branca. Os evangélicos no Sul dos Estados Unidos em geral, acolhiam bem todos os tipos e condições de pessoas incluindo pastores negros, que viraram líderes de comunidades religiosas, principalmente batistas e metodistas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Muitos evangélicos eram contra a escravidão. Mas no início do século 19, o evangelismo branco recuou em suas posições antiescravagistas e o evangelismo negro seguiu por uma trilha distinta. “Em novembro de 1786, a ruptura mais drástica, com a igreja mãe, a Igreja Metodista de São Jorge, na Filadélfia; ocorreu quando Absalom Jones, William White e Richarde Allen tentaram ajoelhar e orar no altar. Os diáconos da igreja, que era predominantemente branca os retiraram fisicamente e a congregação, o segmento negro da congregação, sentiu-se ultrajado. E eles, de um modo bem dramático, se retiraram. Em decorrência disso, entre 1787 e 1791, uma Igreja, sob o nome de The First Church Mother Bethel, na Filadélfia, nascia.” (Rovert. D. Taylor, Jr. – Escritor, Historiador e Ministro de Música – Mother Liberty C.M.E. Church).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O novo estilo religioso do século 19 era cada vez mais baseado em valores democráticos. Algo que os metodistas e batistas possuíam em abundância. Em seus pastores, eles queriam entusiasmo mais que educação, e encorajavam a participação dos leigos em todos os aspectos da obra, incluindo a pregação.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os pastores itinerantes adaptaram-se bem à expansão da fronteira ocidental. E a ênfase metodista e batista no livre-arbítrio em vez de predestinação, encaixou-se ao espírito da nação.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Tal panorama se tornou a base para uma nova onde de “revivals” no primeiro terço do século 19. E energia espiritual dos “revivals”, espalharia novas denominações como a Igreja Presbiteriana de Cumberland e a Igreja Cristã ou Discípulos de Cristo. “O fenômeno que estava tomando o Kentucky naquela época foi o segundo grande despertar, em especial o grande “revival” em Cana Ridge, em agosto de 1801 e acabou por ser o mais climático e grandioso de todos os “revivals”. Havia pessoas de todas e de nenhuma convicção religiosa. Mas um fenômeno surgiu que ainda nos causa espanto hoje, como causava naquela época. As pessoas surpreendiam-se fazendo exercícios espirituais. Algumas rolavam no chão, algumas latiam como cães, algumas tinham grandes surtos de gargalhadas. É um mistério, mas quem pode explicar tudo que se relaciona com o Espírito? Porém, há um acordo e é o poder desse momento de transcender as divisões entre denominações. Presbiterianos ouvem metodistas, metodistas ouvem batistas. Que bom era estar em comunhão no mesmo espírito na adoração de Deus.” (Peter Morgan – Presidente da Sociedade Histórica dos Discípulos de Cristo).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Normalmente, mulheres não podiam se tornar líderes protestantes. Mas muitas participavam daquele entusiasmo, empregando-o a seu modo. Francês Willard organizou mulheres para apoiar a temperança. Algumas mulheres, como Jarena Lee, reivindicaram o direito de pregar.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A chamada Era Moderna tem sido caracterizada com termos sugestivos, tais como “liberal” e “democrática”. Foi a época do desenvolvimento de impérios industriais e complexos urbanos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A modernidade também foi caracterizada por ideias que incluem o capitalismo, o nacionalismo, o colonialismo e o darwinismo. Para os protestantes, a Era Moderna foi cheia de oportunidades e ansiedade. Protestantes liberais acreditavam que a fé religiosa é consistente com a crítica acadêmica. E que se pode descartar muito das velhas tradições, a fim de preservar a essência da mensagem cristã. Para os liberais, a pior coisa que os cristãos podiam fazer seria proteger ou isolar a Bíblia de seus críticos. Assim, para os protestantes liberais a Bíblia é um livro humano e histórico assim como a religião é um fenômeno humano.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O século 19 também testemunhou em ressurgimento conservador. E não apenas entre carolas (devotos) antiquados do tipo que interpretam literalmente os relatos da Criação no Gênese.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os liberais alegavam que o homem tem a capacidade de conhecer o desejo de Deus. Os conservadores argumentavam o contrário: que Deus só é conhecido por meio da revelação bíblica.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Textos bíblicos mencionam o chamado “fim dos tempos” e espera-se que Jesus Cristo volte em glória.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Pré-milenaristas acreditavam que nos aproximávamos desse milênio. Rejeitavam a esperança liberal nas possibilidades humanas na Terra. Eles alegavam que a volta de Cristo seria um cataclisma carregando os crentes para fora do mundo para estar com Deus. “E eu vi o céu aberto: apareceu um cavalo branco e o seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e combate com justiça.” (Se baseiam nesse versículo alguns pastores dessa linha teológica.).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Algumas visões milenaristas geraram novas religiões no século 19. A mais notável foram as igrejas adventistas que surgiram após um fazendeiro de Nova York, William Miller, prever que Cristo voltaria em 1844. Liberais e conservadores coexistiam sob a mesma denominação. Nos pontos extremos do debate, houve discussões notáveis incluindo cismas de denominações e até julgamentos de heresia. Mas tais conflitos não geraram grandes reajustes institucionais.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">No século 20, o movimento ecumênico remodelou o juízo cristão sobre outras religiões. A postura antiga de rejeitar e condenar religiões não-cristãs foi questionada. A mensagem evangélica tradicional de simplicidade e clareza centrada na confiabilidade na Bíblia e na Salvação em Jesus Cristo, atraiu muitos seguidores na metade final do século 20.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Da mesma forma que os protestantes conservadores apoiaram causas politicamente conservadoras, também protestantes liberais atuaram ativamente a favor de causas politicamente liberais. Questões como homossexualismo, aborto, política externa e ambientalismo tornaram-se polêmicas religiosas. Elas invocam poderosos ideais e compromissos religiosos, quando cristãos deparam-se com questões que inflamam a vida política moderna.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">“Protestante” é um termo amplo e flexível. Se indagarmos, poucos membros de igrejas protestantes se identificariam primeiro como “protestantes”.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Uma provável primeira descrição seria “cristão” ou nome de uma denominação específica ou adjetivos definidores, como “evangélico” ou “pentecostal”. Vários protestantes têm diferentes visões da natureza da igreja, do ministério, do culto e da autoridade religiosa. Eles celebram o batismo e a comunhão de modos diferentes e associam diferentes significados a esses dois sacramentos. E, apesar da diversidade das ideias protestantes ou da volatilidade que isso traz os compromissos fundamentais continuam a dar significado e vitalidade a essa grande e mundial expressão da religião cristã.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Espero que essa série tenha sido de edificação para o leitor. Que Deus Abençoe abundantemente a sua vida.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Um grande abraço em Cristo Jesus.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-size: x-large;" class="mycode_size">A História do Protestantismo - parte 3</span></span></span></span></div>
<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font">Postado por <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Major Lobo Honrado</span>.</span></span></div>
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<div style="text-align: center;" class="mycode_align"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><a href="https://imgbox.com/XuS9iDVX" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><img src="https://thumbs2.imgbox.com/ab/37/XuS9iDVX_t.png" alt="[Image: XuS9iDVX_t.png]" class="mycode_img" /></a></span></span></div>
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<span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Leia aqui as partes <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6444" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">1</a> e <a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=6446&amp;pid=109733#pid109733" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">2</a>. </span><br />
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Com o decorrer do século 17, alguns protestantes reformistas e luteranos começaram a se queixar do caráter da fé e da sua vida religiosa que surgia dos esforços que competiam para definir a ortodoxia. Esses críticos foram chamados de pietistas. O pietismo gerou uma grande quantidade de atividade prática incluindo atenção a questões sociais como educação, auxílio aos pobres, abolição da escravidão e temperança. O esperimento religioso inglês terminou quando a monarquia inglesa foi restaurada por Carlos II, em 1660 e a religião anglicana foi rapidamente restabelecida. Os protestantes fora da Igreja inglesa tornaram-se oficialmente conhecidos dessidentes e o Ato de Tolerência de 1689 permitiu seus cultos. O ressurgimento evangélico ocorreu em circunstâncias bem diferentes na Europa, na Grã-Betanha e nas colônias britâncias na América. Um historiador identificou quatro propriedades da religião evangélica. Primeiro, seu interesse na conversão ao cristianismo, baseado na crença de que vidas precisam ser mudadas. Segundo, a mensagem do Evangelho é expressa no esforço tanto pessoal como social. Terceiro, também há grande consideração pela Bíblia. E, finalmente, a visão evangélica da expiação enfatiza que não basta reverenciar Jesus como líder espiritual. Os evangélicos proclamam que Jesus foi um Salvador que foi sacrificado na cruz pelos pecados da humanidade.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Uma das formas mais importantes de evangélicos do século 18, foi o movimento metodista, fundado e liderado pelo anglicano João Wesley. O entendimento de Wesley da mensagem e da tarefa cristã, refletia em vários aspectos dos ideais do pietismo. O movimento de Wesley visava renovar as instituições existentes em vez de estabelecer uma nova instituição religiosa. Centrava-se nos leigos e pregava o crescimento na santidade, mais do que a correção teológica. “Para Wesley, o coração do cristianismo é o amor a Deus e o amor ao próximo. Sua preocupação principal não era com uma compreensão intelectual da fé, mas preocupava-se em viver a fé na vida das pessoas.” (Kenneth L. Carder – Bispo da Igreja Metodista – Igreja Metodista Unida – Espaço Episcopal Nashville). Mas em vários pontos Wesley foi além do que os pietistas tinham ido um século antes. Ele acreditava que todo ser humano tem um papel em sua salvação. Isso significava que ele opunha à doutrina da predestinação. Sobre a questão de se a graça de Deus é oferecida só a alguns ou a todos, Wesley entrou em discórdia com os calvinistas. “Pela sua crença na ‘graça divina universal, para todos e em todos’, citando as sua palavras, ele assim propagou a mensagem do amor redentor de Deus por todas as pessoas: juntou pessoas em pequenos grupos, educou-as na fé e então enviou pessoas para a América, para continuar aquele movimento. Ele não tinha intenção de iniciar uma nova igreja. Ele somente estava interessado em espalhar a santidade das Escrituras pela Terra.” (Kenneth L. Carder – Bispo da Igreja Metodista – Igreja Metodista Unida – Espaço Episcopal Nashville). “O quadro ‘Ofereça-lhes Cristo’ foi feito com tamanha pesquisa que é como se pudéssemos voltar ao final do século 18 e ver João Wesley enviando Tomás Coke para a América. A pesquisa é tão completa, que o Sol está na posição correta, às nuvens corresponde à época do ano, o nível da água está correto e, felizmente, o pintor pôde ir até a Inglaterra e examinar esta área específica. Assim ele pôde examinar, estudar e retratar as coisas com precisão.” (Katheryn Kimball).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Wesley organizou pequenos grupos por sexo e estado civil. Também desenvolveu uma organização de pastores para viajar entre as comunidades metodistas.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">João Wesley morreu em 1791. Durante a sua vida, o movimento metodista permaneceu parte da Igreja Anglicana. Mas, após sua morte, aos poucos foi se tornando uma religião à parte.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Um culto protestante típico possui leitura da Bíblia, orações, sermão e canto de toda a congregação. Mas o que os protestantes cantam e como o fazem, mudou consideravelmente com o passar dos séculos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Durante o século 16, os primórdios do protestantismo: o canto geralmente envolvia canções métricas. Os primeiros protestantes só aceitavam orações contendo as próprias palavras de Deus. Assim, diziam que o saltério era o hinário cristão por excelência. Mas, embora a salmodia fornecesse hinos clássicos, como o Salmo 100, apenas algumas variações dos textos antigos podiam ser usadas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Wesley se impressionou com o poder da música de mover os ouvintes e de despertar suas emoções. E o movimento metodista aproveitou-se ao máximo dessa oportunidade. Ele recomendava a construção de capelas octagonais, pois a acústica delas era boa para pregar e cantar. João Wesley estava plenamente ciente de que música exagerada ou inapropriada poderia afastar as pessoas da intenção espiritual adequada. Assim, ele propôs que só canções e hinários autorizados deveriam ser utilizados em encontros metodistas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O irmão dele, Carlos, escreveu milhares de versos metodistas sobre uma ampla gama de assuntos. “Se você quiser saber de fato no que os metodistas crêem, descobrirá melhor lendo e ouvindo os hinos de Carlos Wesley do que de qualquer outro jeito, e a teologia que será cantada é uma teologia que terá impacto sobre a sociedade e as pessoas. Os hinos mais conhecidos talvez sejam familiares a todos os cristãos. ‘Hark! The Herald Angels Sing’. ‘Christ The Lord Is Risen Today’. ‘O for a Thousand Toungues to Sing’. ‘Love Divine, All Loves Excelling’. São do tipo de palavras, hinos e canções que penetram fundo na alma e essência das pessoas e da sociedade inteira.” (Kenneth L. Carder – Bispo da Igreja Metodista – Igreja Metodista Unida – Espaço Episcopal Nashville).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os hinos protestantes floresceram no século 19. Os hinos e canções apoiavam causa de organizações voluntárias, tais como sociedades missionárias e grupos de temperança. Hinos seriam adaptados a eventos como cultos de “reviva”. As convicções básicas de uma comunidade religiosa também podiam ser forçadas e lembradas pela música, que, por sua vez podia ser adaptada para diferentes ambientes.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A Igreja Anglicana dominava as primeiras colônias americanas na Virgínia do século 17. Como veremos mais tarde, o anglicanismo também dominaria as futuras colônias sulistas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Nas colônias centrais, povoados em Nova York e New Jersey eram reformistas ou presbiterianos escoceses-irlandeses. Os quakers estabeleceram-se na Pensilvânia. Tal mistura gerou mais diversidade religiosa nas colônias centrais do que nas outras colônias.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">As colônias puritanas no norte privilegiaram um meio-termo. Elas não eram nem sectárias nem episcopais. Mas um agregado de congregações individuais, cujos os membros comandavam a comunidade. Elas se estabeleceram na Nova Inglaterra visando a estabelecer um experimento sagrado que se tornaria uma luz para as nações.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A conversão ao puritanismo incluía uma série de estágios pelos quais as pessoas deveriam passar. Mas mal haviam começado e já surgiram os desafios e dissidência.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Roger Willians, um pastor puritano, opôs-se à mistura de autoridades civil e religiosa em sua colônia de Massachusetts. Willians foi banido, e iniciou a colônia de Rhode Isaland com uma base religiosa bastante diferente.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Anne Hutchinson acusou pastores de tornarem as obras humanas parte de um processo de conversão. Sua acusação penetrou fundo no coração da teologia puritana. Hutchinson foi julgada diante dos pastores e também foi banida.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Mais tarde, os quakers chegaram à colônia de Massachusetts para pregar sobre a obra do Espírito Santo e para defender a tolerância de crenças dissidentes. Eles também foram banidos. Alguns dos quakers banidos voltaram a Massachusetts e, na segunda prisão, foram encarcerados ou enforcados.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Em 1742, o pastor congregacional da Igreja de Northampton, Jonathan Edwards, escreveu sobre o que as pessoas chamavam de “um grande despertar nas colônias”. O despertar da América foi parecido com o europeu, mas foi tão trágico que Edwards começou a achar que Deus fazia algo especial na América. Uma renovação da religião agora se centrava na conversão daqueles fora da Igreja e na separação daqueles que ainda não tinham sido convertidos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Fortes opiniões sobre tais questões dividiram os presbiterianos entre a chamada “facção nova”, que defendia o despertar e sua oponente “facção antiga”. Este cisma presbiteriano persistiu por volta de 20 anos. No final, o Grande Despertar provou ser um dos movimentos mais influentes da História americana.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">No século 18, o sul dos EUA continha apenas as 4 colônias de Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do sul e Geórgia. Todas, menos a Virgínia, recentemente assentadas. Mas as tradições que se iniciaram no sul acabaram por causar grande impacto sobre o protestantismo dos EUA. Batistas e metodistas no sul chamavam-se de irmão e irmã, e incluíam escravos em suas famílias religiosas. Os sulistas se concentravam mais em questões de santidade pessoal frequentemente condenando danças e bebida. Eles tentavam reproduzir a instituição religiosa anglicana na que se tornaria conhecida como Igreja Episcopal nos EUA.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O novo estilo religioso dos despertares do século 18, transformou o convívio entre as raças negra e branca. Os evangélicos no Sul dos Estados Unidos em geral, acolhiam bem todos os tipos e condições de pessoas incluindo pastores negros, que viraram líderes de comunidades religiosas, principalmente batistas e metodistas.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Muitos evangélicos eram contra a escravidão. Mas no início do século 19, o evangelismo branco recuou em suas posições antiescravagistas e o evangelismo negro seguiu por uma trilha distinta. “Em novembro de 1786, a ruptura mais drástica, com a igreja mãe, a Igreja Metodista de São Jorge, na Filadélfia; ocorreu quando Absalom Jones, William White e Richarde Allen tentaram ajoelhar e orar no altar. Os diáconos da igreja, que era predominantemente branca os retiraram fisicamente e a congregação, o segmento negro da congregação, sentiu-se ultrajado. E eles, de um modo bem dramático, se retiraram. Em decorrência disso, entre 1787 e 1791, uma Igreja, sob o nome de The First Church Mother Bethel, na Filadélfia, nascia.” (Rovert. D. Taylor, Jr. – Escritor, Historiador e Ministro de Música – Mother Liberty C.M.E. Church).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O novo estilo religioso do século 19 era cada vez mais baseado em valores democráticos. Algo que os metodistas e batistas possuíam em abundância. Em seus pastores, eles queriam entusiasmo mais que educação, e encorajavam a participação dos leigos em todos os aspectos da obra, incluindo a pregação.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os pastores itinerantes adaptaram-se bem à expansão da fronteira ocidental. E a ênfase metodista e batista no livre-arbítrio em vez de predestinação, encaixou-se ao espírito da nação.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Tal panorama se tornou a base para uma nova onde de “revivals” no primeiro terço do século 19. E energia espiritual dos “revivals”, espalharia novas denominações como a Igreja Presbiteriana de Cumberland e a Igreja Cristã ou Discípulos de Cristo. “O fenômeno que estava tomando o Kentucky naquela época foi o segundo grande despertar, em especial o grande “revival” em Cana Ridge, em agosto de 1801 e acabou por ser o mais climático e grandioso de todos os “revivals”. Havia pessoas de todas e de nenhuma convicção religiosa. Mas um fenômeno surgiu que ainda nos causa espanto hoje, como causava naquela época. As pessoas surpreendiam-se fazendo exercícios espirituais. Algumas rolavam no chão, algumas latiam como cães, algumas tinham grandes surtos de gargalhadas. É um mistério, mas quem pode explicar tudo que se relaciona com o Espírito? Porém, há um acordo e é o poder desse momento de transcender as divisões entre denominações. Presbiterianos ouvem metodistas, metodistas ouvem batistas. Que bom era estar em comunhão no mesmo espírito na adoração de Deus.” (Peter Morgan – Presidente da Sociedade Histórica dos Discípulos de Cristo).</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Normalmente, mulheres não podiam se tornar líderes protestantes. Mas muitas participavam daquele entusiasmo, empregando-o a seu modo. Francês Willard organizou mulheres para apoiar a temperança. Algumas mulheres, como Jarena Lee, reivindicaram o direito de pregar.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A chamada Era Moderna tem sido caracterizada com termos sugestivos, tais como “liberal” e “democrática”. Foi a época do desenvolvimento de impérios industriais e complexos urbanos.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">A modernidade também foi caracterizada por ideias que incluem o capitalismo, o nacionalismo, o colonialismo e o darwinismo. Para os protestantes, a Era Moderna foi cheia de oportunidades e ansiedade. Protestantes liberais acreditavam que a fé religiosa é consistente com a crítica acadêmica. E que se pode descartar muito das velhas tradições, a fim de preservar a essência da mensagem cristã. Para os liberais, a pior coisa que os cristãos podiam fazer seria proteger ou isolar a Bíblia de seus críticos. Assim, para os protestantes liberais a Bíblia é um livro humano e histórico assim como a religião é um fenômeno humano.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">O século 19 também testemunhou em ressurgimento conservador. E não apenas entre carolas (devotos) antiquados do tipo que interpretam literalmente os relatos da Criação no Gênese.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Os liberais alegavam que o homem tem a capacidade de conhecer o desejo de Deus. Os conservadores argumentavam o contrário: que Deus só é conhecido por meio da revelação bíblica.</span></div>
<br />
<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Textos bíblicos mencionam o chamado “fim dos tempos” e espera-se que Jesus Cristo volte em glória.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Pré-milenaristas acreditavam que nos aproximávamos desse milênio. Rejeitavam a esperança liberal nas possibilidades humanas na Terra. Eles alegavam que a volta de Cristo seria um cataclisma carregando os crentes para fora do mundo para estar com Deus. “E eu vi o céu aberto: apareceu um cavalo branco e o seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e combate com justiça.” (Se baseiam nesse versículo alguns pastores dessa linha teológica.).</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Algumas visões milenaristas geraram novas religiões no século 19. A mais notável foram as igrejas adventistas que surgiram após um fazendeiro de Nova York, William Miller, prever que Cristo voltaria em 1844. Liberais e conservadores coexistiam sob a mesma denominação. Nos pontos extremos do debate, houve discussões notáveis incluindo cismas de denominações e até julgamentos de heresia. Mas tais conflitos não geraram grandes reajustes institucionais.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">No século 20, o movimento ecumênico remodelou o juízo cristão sobre outras religiões. A postura antiga de rejeitar e condenar religiões não-cristãs foi questionada. A mensagem evangélica tradicional de simplicidade e clareza centrada na confiabilidade na Bíblia e na Salvação em Jesus Cristo, atraiu muitos seguidores na metade final do século 20.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Da mesma forma que os protestantes conservadores apoiaram causas politicamente conservadoras, também protestantes liberais atuaram ativamente a favor de causas politicamente liberais. Questões como homossexualismo, aborto, política externa e ambientalismo tornaram-se polêmicas religiosas. Elas invocam poderosos ideais e compromissos religiosos, quando cristãos deparam-se com questões que inflamam a vida política moderna.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">“Protestante” é um termo amplo e flexível. Se indagarmos, poucos membros de igrejas protestantes se identificariam primeiro como “protestantes”.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Uma provável primeira descrição seria “cristão” ou nome de uma denominação específica ou adjetivos definidores, como “evangélico” ou “pentecostal”. Vários protestantes têm diferentes visões da natureza da igreja, do ministério, do culto e da autoridade religiosa. Eles celebram o batismo e a comunhão de modos diferentes e associam diferentes significados a esses dois sacramentos. E, apesar da diversidade das ideias protestantes ou da volatilidade que isso traz os compromissos fundamentais continuam a dar significado e vitalidade a essa grande e mundial expressão da religião cristã.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Espero que essa série tenha sido de edificação para o leitor. Que Deus Abençoe abundantemente a sua vida.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-size: medium;" class="mycode_size">Um grande abraço em Cristo Jesus.</span></div>
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<div style="text-align: justify;" class="mycode_align"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Este texto faz parte do projeto: </span></span><span style="color: #bba017;" class="mycode_color"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><a href="https://legadorealista.net/forum/showthread.php?tid=3664&amp;pid=85109#pid85109" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #bba017;" class="mycode_color">Segunda das Relíquias Perdidas</span></a></span></span></span></span></span></span><span style="color: #333333;" class="mycode_color"><span style="font-family: Roboto, Verdana;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b"><span style="font-size: large;" class="mycode_size">.</span></span></span></span></span></span></div>]]></content:encoded>
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