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A real sobre faculdade
#1
A real sobre faculdade
(Por Bufalo Man)


[Image: HRRWHg9.jpg?1]



Minha época de faculdade foi um terror. A competição e a canalhice dos colegas é absurda. Como eu era o mais pobretão de todos, não tinha condições de acompanhar as baladinhas de 150 reais dos fodões.

Os professores eram TODOS canalhas, estúpidos, feministas que só tratam bem as gurias e só davam bolsas pra elas. Ensinavam mal, eram arrogantes e se achavam o 
máximo.
A vida de faculdade não existe, se não estudar destrói tua vida rodar em matérias, atrasa tua vida, prejudica tua futura carreira ao rebaixar o teu aproveitamento.

Mulheres geralmente dão pra caras com carros ou veteranos fodões e humilham os homens corretos de bem. Bonitões pegam a maioria das mulheres e os estudiosos são humilhados e destruídos. A faculdade é um ótimo ambiente pra mulher mas pra homem é terrível como falei acima.


Esse tópico faz parte do projeto Segunda das Relíquias perdidas.
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#2
Citação:Minha época de faculdade foi um terror. A competição e a canalhice dos colegas é absurda. Como eu era o mais pobretão de todos, não tinha condições de acompanhar as baladinhas de 150 reais dos fodões.

Acho que esse é o ponto, colega de faculdade passa, é COLEGA, companheiro, devemos ter bom trânsito e relacionamento, e com o filho de quenga fdp, presunçoso e deitão é burrice a gente exigir boa conduta destes, não só na faculdade como em outros ambientes, né?!

Agora, balada é balada, e pelo que sei quem está na faculdade tem a meta de estudar e conseguir diploma, o negócio é deixar os fodões nos seus esqueminhas e focar no que é importante.

Citação:Os professores eram TODOS canalhas, estúpidos, feministas que só tratam bem as gurias e só davam bolsas pra elas. Ensinavam mal, eram arrogantes e se achavam o máximo.

Eu me formei na área do humanas e o negócio é meio esquisito, e para ser sincero é necessário ser político no ambiente universitário, ter aquela intuição e expertise para 'colar com certos' e de repente conseguir entrar em um projeto legal.

Quanto aos professores o ambiente era uma verdadeira fogueira de vaidades, tinha alguns professores ruins, todavia na minha área de formação tive a oportunidade de estudar com gente fora de série.
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#3
Lendo esse tópico lembrei da minha época de faculdade... começo dos anos 90...
Pra mim foi uma época terrível. Foi dos 19 aos 22 anos.
Eu trabalhava num empreguinho merda. O salário era uma porcaria e não dava pra pagar a facul, prestação da moto (na realidade um consórcio) e gastos com comida e transporte, ou seja, vivia com um ou outro (facul e consórcio) atrasados. A jogada era pegar o dinheiro do décimo terceiro e férias pra pagar os atrasados. Moral da história: ano inteiro duro, sem grana pra nada.
O resultado é o que se possa imaginar: muito mal vestido, mal alimentado (por causa disso tinha um chassis de grilo, 1,74m e 57 kg) e invisível pra mulherada. Não havia tempo e muito menos dinheiro pra eu me cuidar. Saia de casa pro trampo antes das 7 da manhã e dificilmente chegava em casa antes da meia noite...
Como sempre tinha aqueles 5% de playboys endinheirados, carro do ano, não trabalhavam e tinham todo o tempo do mundo livre. Eles frequentavam as baladas mais tops da época de segunda a segunda, festas fodásticas e falavam o tempo todo de viagens ao litoral, nordeste e mesmo exterior. Além dos playboys locais, tinham vários que a família era do interior do Estado e bancavam apartamento enorme, carro e grana pra eles ficarem aqui na capital. Vida de sonho.
Quem entra nessa situação sabe: em poucos dias (às vezes horas) a mulherada já identifica os quebrados e os playboys. Os cafas se revezavam comendo as gostosas e medianas.
Eu era tão magrelo e tão quebrado que literalmente não cheguei a sequer ter alguma amiga. Mesmo porque eu era bem arisco, queria evitar ser explorado por alguma espertinha (tipo pedindo pra eu ajudar com algum trabalho, etc).
Minha conclusão logo de cara é que eu não tinha nenhuma carta pra jogar, então nem me meti a besta. Fiquei na minha. Não vou ficar aqui choramingando, faz parte.
Evidentemente não fiz amigos nessa época, só um ou outro aliado de ocasião que nos ajudávamos mutuamente nos estudos e trabalhos.
Mas tenho que admitir uma coisa: foi uma época tão dura, foi tão chato ver os caras literalmente vivendo a vida da época e eu naquela de mal ter a grana pra pegar as 5 conduções diárias pro trampo-facul-casa, que serviu pra me deixar com uma casca extra-grossa.
Você acaba ficando com uma vontade tão grande de ir pra frente, que se agarra com unhas e dentes nas oportunidades que aparecem.
Assim que pude investi pesado no meu chassis de grilo. Trampei muito e guardei grana ao máximo conseguindo casa própria e carro zero antes dos 30 anos.
Tenho uma quantidade enorme de roupas até hoje, talvez pelo trauma daquela época. Por causa disso fiquei muito individualista, com altas doses de egoísmo.
O engraçado: quanto mais fiquei egoísta, mais os outros me deram valor. Vai entender.
O conselho seria: Tá nessa situação? Então abaixa a cabeça e tenta correr pra frente sem olhar pros lados. O negócio é chegar no fim e pegar o diploma. Esquece de "viver a vida" nessa época, só vai se frustrar. Use o ódio pra ir pra frente. Não tem as cartas pro jogo ainda, então não jogue.
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#4
Eu fiz tantos cursos na vida, que eu aprendi uma coisa muito óbvia:
"faculdade é só um caralho de uma buceta de um curso!!!!"
.
Desculpem o palavreado, mas esse negócio não tem nada demais, aliás, a maioria dos cursos nem deveriam existir.
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#5
(25-10-2021, 03:49 PM)Berzerk Escreveu: Lendo esse tópico lembrei da minha época de faculdade... começo dos anos 90...
Pra mim foi uma época terrível. Foi dos 19 aos 22 anos.
Eu trabalhava num empreguinho merda. O salário era uma porcaria e não dava pra pagar a facul, prestação da moto (na realidade um consórcio) e gastos com comida e transporte, ou seja, vivia com um ou outro (facul e consórcio) atrasados. A jogada era pegar o dinheiro do décimo terceiro e férias pra pagar os atrasados. Moral da história: ano inteiro duro, sem grana pra nada.
O resultado é o que se possa imaginar: muito mal vestido, mal alimentado (por causa disso tinha um chassis de grilo, 1,74m e 57 kg) e invisível pra mulherada. Não havia tempo e muito menos dinheiro pra eu me cuidar. Saia de casa pro trampo antes das 7 da manhã e dificilmente chegava em casa antes da meia noite...
Como sempre tinha aqueles 5% de playboys endinheirados, carro do ano, não trabalhavam e tinham todo o tempo do mundo livre. Eles frequentavam as baladas mais tops da época de segunda a segunda, festas fodásticas e falavam o tempo todo de viagens ao litoral, nordeste e mesmo exterior. Além dos playboys locais, tinham vários que a família era do interior do Estado e bancavam apartamento enorme, carro e grana pra eles ficarem aqui na capital. Vida de sonho.
Quem entra nessa situação sabe: em poucos dias (às vezes horas) a mulherada já identifica os quebrados e os playboys. Os cafas se revezavam comendo as gostosas e medianas.
Eu era tão magrelo e tão quebrado que literalmente não cheguei a sequer ter alguma amiga. Mesmo porque eu era bem arisco, queria evitar ser explorado por alguma espertinha (tipo pedindo pra eu ajudar com algum trabalho, etc).
Minha conclusão logo de cara é que eu não tinha nenhuma carta pra jogar, então nem me meti a besta. Fiquei na minha. Não vou ficar aqui choramingando, faz parte.
Evidentemente não fiz amigos nessa época, só um ou outro aliado de ocasião que nos ajudávamos mutuamente nos estudos e trabalhos.
Mas tenho que admitir uma coisa: foi uma época tão dura, foi tão chato ver os caras literalmente vivendo a vida da época e eu naquela de mal ter a grana pra pegar as 5 conduções diárias pro trampo-facul-casa, que serviu pra me deixar com uma casca extra-grossa.
Você acaba ficando com uma vontade tão grande de ir pra frente, que se agarra com unhas e dentes nas oportunidades que aparecem.
Assim que pude investi pesado no meu chassis de grilo. Trampei muito e guardei grana ao máximo conseguindo casa própria e carro zero antes dos 30 anos.
Tenho uma quantidade enorme de roupas até hoje, talvez pelo trauma daquela época. Por causa disso fiquei muito individualista, com altas doses de egoísmo.
O engraçado: quanto mais fiquei egoísta, mais os outros me deram valor. Vai entender.
O conselho seria: Tá nessa situação? Então abaixa a cabeça e tenta correr pra frente sem olhar pros lados. O negócio é chegar no fim e pegar o diploma. Esquece de "viver a vida" nessa época, só vai se frustrar. Use o ódio pra ir pra frente. Não tem as cartas pro jogo ainda, então não jogue.
Muito bem resumida a rotina e o ponto de vista de quem cursa uma faculdade e não está favorecido financeiramente. Excelente abordagem e bonito desfecho. Todavia, não concordo com a utilização do ódio como mola propulsora. Proponho, ao invés disso, a determinação que vem de uma ambição positiva e da fé.
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#6
(01-11-2021, 02:57 PM)MacGyver Escreveu: Muito bem resumida a rotina e o ponto de vista de quem cursa uma faculdade e não está favorecido financeiramente. Excelente abordagem e bonito desfecho. Todavia, não concordo com a utilização do ódio como mola propulsora. Proponho, ao invés disso, a determinação que vem de uma ambição positiva e da fé.

Velho, eu sei que hoje em dia é muito "politicamente incorreto" falar que usou a força do ÓDIO e da REVOLTA pra ir pra frente. Mas era o que eu tinha disponível pra usar.
Isso me deu uma força incrível pra superar aqueles tempos. Hoje vivo uma vida abastada, mas naquela época os dias não tinham fim. 
Ninguém (nem mesmo seus pais) fica vendo a sua situação de nutrição precária e inadequada, mas fazem questão de fazer piadinhas do seu corpo pateticamente magro.
Era foda, as semanas se arrastavam. Fds e feriados que a galera se arrumava pra sair, eu tinha que aproveitar pra colocar o sono em dia. Isso dava uma sensação HORRÍVEL de estar perdendo a juventude que era ruim demais. 
Nunca fiz mal gratuito nem a uma mosca, mas também quem pisou no meu calo durante minha jornada levou o troco com juros e correção. Tive sim alguns inimigos que eu tive que derrotar no mundo corporativo. E tive também muitos "amigos" e mesmo parentes que eu tive que me afastar. Pessoas que se incomodam muito quando você começa a crescer. Com o tempo você vai aprendendo a identificar...
O que ficou daquela época foi o trauma com roupas (tenho uma quantidade absurda de peças, calçados, etc... até cuecas tenho umas 30 ou mais), uma desconfiança com todo mundo e a vontade de viver o mais intensamente possível. Andei tanto, mas TANTO de ônibus que cheguei a ter 4 carros e 2 motos uma época...
Enfim, não se guiem pelo meu exemplo de usar uma força ruim interna pra ir pra frente.
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#7
Faculdade para mim, que estou cursando hoje, é uma incrível oportunidade. Estudo na universidade federal aqui no nordeste cursando Ciências e Tecnologia e ano que vem farei mais 2 anos de Engenharia de computação na mesma universidade, aqui nós saímos com 2 bacharéis. Logo de cara comecei trabalhando na área de TI do departamento de matemática na universidade e ganhando uma miséria, porém por ter exercido um bom trabalho fui contratado pelo Instituto Tecnológico da faculdade para trabalhar como desenvolvedor FULLSTACK( que trabalha na porra toda, back-end, front-end, testes, menos infra) num Núcleo de pesquisas em medicamentos, fabricação de vacinas e etc, trabalho na área de TI desse Núcleo. Atualmente, estou ganhando super bem, fiz amizades com os professores, coordenadores e tudo mais do projeto. Tem diversas oportunidades para sair para fora do país, ganhei experiência, enfim... Aproveitei as oportunidades. Particular não sei como funciona, mas na federal? Nossa, o quanto aqui mudou minha vida...
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#8
Spoiler Revelar
@Berzerk

Lendo esse tópico lembrei da minha época de faculdade... começo dos anos 90...
Pra mim foi uma época terrível. Foi dos 19 aos 22 anos.
Eu trabalhava num empreguinho merda. O salário era uma porcaria e não dava pra pagar a facul, prestação da moto (na realidade um consórcio) e gastos com comida e transporte, ou seja, vivia com um ou outro (facul e consórcio) atrasados. A jogada era pegar o dinheiro do décimo terceiro e férias pra pagar os atrasados. Moral da história: ano inteiro duro, sem grana pra nada.
O resultado é o que se possa imaginar: muito mal vestido, mal alimentado (por causa disso tinha um chassis de grilo, 1,74m e 57 kg) e invisível pra mulherada. Não havia tempo e muito menos dinheiro pra eu me cuidar. Saia de casa pro trampo antes das 7 da manhã e dificilmente chegava em casa antes da meia noite...
Como sempre tinha aqueles 5% de playboys endinheirados, carro do ano, não trabalhavam e tinham todo o tempo do mundo livre. Eles frequentavam as baladas mais tops da época de segunda a segunda, festas fodásticas e falavam o tempo todo de viagens ao litoral, nordeste e mesmo exterior. Além dos playboys locais, tinham vários que a família era do interior do Estado e bancavam apartamento enorme, carro e grana pra eles ficarem aqui na capital. Vida de sonho.
Quem entra nessa situação sabe: em poucos dias (às vezes horas) a mulherada já identifica os quebrados e os playboys. Os cafas se revezavam comendo as gostosas e medianas.
Eu era tão magrelo e tão quebrado que literalmente não cheguei a sequer ter alguma amiga. Mesmo porque eu era bem arisco, queria evitar ser explorado por alguma espertinha (tipo pedindo pra eu ajudar com algum trabalho, etc).
Minha conclusão logo de cara é que eu não tinha nenhuma carta pra jogar, então nem me meti a besta. Fiquei na minha. Não vou ficar aqui choramingando, faz parte.
Evidentemente não fiz amigos nessa época, só um ou outro aliado de ocasião que nos ajudávamos mutuamente nos estudos e trabalhos.
Mas tenho que admitir uma coisa: foi uma época tão dura, foi tão chato ver os caras literalmente vivendo a vida da época e eu naquela de mal ter a grana pra pegar as 5 conduções diárias pro trampo-facul-casa, que serviu pra me deixar com uma casca extra-grossa.
Você acaba ficando com uma vontade tão grande de ir pra frente, que se agarra com unhas e dentes nas oportunidades que aparecem.
Assim que pude investi pesado no meu chassis de grilo. Trampei muito e guardei grana ao máximo conseguindo casa própria e carro zero antes dos 30 anos.
Tenho uma quantidade enorme de roupas até hoje, talvez pelo trauma daquela época. Por causa disso fiquei muito individualista, com altas doses de egoísmo.
O engraçado: quanto mais fiquei egoísta, mais os outros me deram valor. Vai entender.
O conselho seria: Tá nessa situação? Então abaixa a cabeça e tenta correr pra frente sem olhar pros lados. O negócio é chegar no fim e pegar o diploma. Esquece de "viver a vida" nessa época, só vai se frustrar. Use o ódio pra ir pra frente. Não tem as cartas pro jogo ainda, então não jogue.



História bem parecida com a minha, comprei algumas roupas quando comecei a faculdade e quando eu a terminei eu ainda usava várias delas, trabalhava num período e ia pra faculdade em outro. Chassi de grilo também. Eu ainda tinha certo "respeito" dos colegas por ser um dos melhores da turma durante todos os anos do curso, só tirava nota alta mesmo trabalhando em contra turno. Pra não dizer que não peguei mulher alguma por lá, dei umas bicotas em duas durante todo o curso, dura vida de quem pegava busão. Gargalhadaha.

Eu entrei bem consciente de onde era meu lugar, me agarrei na oportunidade de cursar e me dediquei integralmente aos estudos.

Acabei indo em algumas festas da faculdade, ao menos lá a galera curtia fazer festa barata na casa ou chácara de alguém, então era tranquilo. Dava pra se divertir gastando pouco. O negócio era sair da merda e ter uma boa profissão, o resto era dispensável.
Spoiler Revelar
"Facts don't care about your fellings!"

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#9
Hoje tem EAD muito mais barato e prático, tempos atrás diria para não fazer hoje para fazer somente se fosse EAD.

E não me venham falar de cursos eminentemente práticos.
"Há um amplo fosso de aleatoriedade e incerteza entre a criação de um grande romance – ou joia, ou cookies com pedaços de chocolate – e a presença de grandes pilhas desse romance – ou joia, ou sacos de biscoitos – nas vitrines de milhares de lojas. É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem." O andar do bêbado.
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#10
Na minha opinião, as faculdades que salvam ainda é Medicina e Direito, e ambas com ressalvas: a primeira está se sucateando aos poucos e a segunda somente para concurso. O resto, não é garantia, só depende unicamente do aluno.
Em meu trabalho, é decepcionante ver o nível intelectual dos estagiários universitários que são contratados: aluno quintanista de Engenharia que não sabe interpretar um gráfico ou fazer uma regressão linear, ou estudante de Contabilidade que não sabe as modalidades empresariais. Por incrível que parece, os estagiários de nível técnico mostram um rendimento muito melhor e geralmente são os efetivados, após o término do contrato.
"Escola? E o aprendizado com os próprios erros? A experiência te faz professor de si próprio".
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