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[REFLEXÃO] Paixão
#1
Esse texto foi publicado no meu blog, a ideia principal e a linguagem não foram pensados pro fórum, lembre disso antes de vir falar besteira. 

Trouxe pra cá a pedido de alguns realistas. #Paz
____________________________________________________________

Antes de qualquer coisa vamos deixar claro: o que tratarei aqui é a paixão por alguma atividade, hobbie ou trabalho. Se você quer saber sobre paixão no sentido passional emotivo CLIQUE AQUI.


Hoje eu estava pesquisando alguns materiais para me ajudar nas aulas de violão popular que estou ministrando e me deparei com um artigo sobre bateristas. Vendo alguns deles tocar, suas performances, tive um insight – Paixão em fazer algo é algo bom ou ruim? – Sabe, tesão mesmo. Não sei se era o caso de todos eles, mas vamos falar aqui do Eloy Casagrande, atual baterista do Sepultura, também já tocou na banda Glória e na banda católica Iahweh.



MONSTRO!


Vendo a expressão e intensidade que ele usa pra golpear a batera é algo absurdo, e só quem manja sabe o quanto ele estuda e pratica pra chegar em um nível absurdo como aquele.

Expandindo para outras áreas, começo a lembrar em como é satisfatório observar as pessoas que se empolgam com o que fazem ou estudam, a paixão com a qual falam sobre o que fazem, enfim, vocês entenderam.

O que me faz pensar são experiências pessoais que tive durante a vida em questão de expectativa e empolgação.

Primeiro vamos falar dos invejosos astuciosos que não conseguem aturar a felicidade alheia e farão de tudo pra diminuir, anular a sua empolgação através de críticas e desfeitas. O caso fica mais grave quando se trata de alguém “superior” hierarquicamente ou de alguém que se estima.

Em seguida, temos a questão de que as expectativas, quando não atingidas, trazem um sentimento grave de desgosto, raiva, frustração e tristeza. É como comprar um Iphone pela internet, e quando receber, vir um Galaxy Pocket. Foi um exemplo idiota, mas serve pra ilustrar a situação.

Por outro lado, ser sempre frio com relação à tudo, evitar QUALQUER tipo de paixão me parece entediante. Retomando o exemplo do Eloy, não fosse pelo tesão que ele tem pela profissão, provavelmente não teria feito o que fez e chego onde chegou.

Deixo a questão aqui: a paixão, quando direcionada a atividades é problemática da mesma forma que a paixão pelas pessoas? Já que essa, comprovadamente, é uma merda.
Um homem com escolhas é um homem livre.
MEU BLOG - POST NOVO - Mudança de Nome
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#2
Deixo a questão aqui: a paixão, quando direcionada a atividades é problemática da mesma forma que a paixão pelas pessoas?

Oi Gorlami, eu acredito que não porque as chances de você ser assertivo quando suas paixões são direcionadas a atividades são muito maiores do que a paixão pelas pessoas.
Dependendo do grau de relacionamento que você tem com uma determinada pessoa você pode ir para o buraco se não se precaver.
"O mais forte espadachim não necessariamente é o que vence. É a velocidade! Velocidade da mão, a velocidade da mente." (Abade Faria).
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#3
Suas atividades/hobbies podem ser comercializáveis e tu pode lucrar com isso.
Paixão por mulher tu lucra o quê? Poha nenhuma.
 Os seus problemas não irão ser resolvidos se você começar a agir agora, mas se quiser que eles piorem, basta ficar parado.
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#4
(26-09-2019, 02:51 PM)Reddington Escreveu: Suas atividades/hobbies podem ser comercializáveis e tu pode lucrar com isso.
Paixão por mulher tu lucra o quê? Poha nenhuma.

Pensei exatamente a mesma coisa. Acredito que uma paixão por hobbies e atividades, além potencial de gerar algum lucro, geram um nível de satisfação pessoal muito maior por conta da evolução, principalmente espiritual, gerada. É algo totalmente íntimo e é algo construido inteiramente com nosso esforço e nós controlamos o significado de seus frutos.

Uma mulher jamais traria esse nível de satisfação pois vai depender dela esse juízo valorativo de nossas ações.


Excelente observação.
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#5
Isso me lembra o conceito de objetivo transpessoal.

Um homem precisa ter objetivos transpessoais para ir adiante. Hobbies, esportes, profissão, nação, estudos... São exemplos de temas cabíveis na perspectiva do objetivo transpessoal

MOORE e GILLETTE (Rei, Guerreiro, Mago, Amante, 1993) escrevem sobre o compromisso transpessoal dizendo: 

"sua lealdade é para com algo - uma causa, um deus, um povo, uma tarefa, uma nação - maior do que o indivíduo"

"A psique do homem que está tendo acesso adequadamente ao Guerreiro organiza-se em torno do seu compromisso central. Esse compromisso elimina uma boa parte das mesquinharias humanas. Viver à luz de ideais elevados e realidade espiritualizadas como (...) ou qualquer compromisso transpessoal digno, altera de tal forma o enfoque da vida de um homem que as disputas mesquinhas e as preocupações do Ego deixam de ter tanta importância"

"Essa devoção ao ideal ou meta transpessoal, a ponto mesmo de se anular, leva o homem a uma das outras características do Guerreiro. Ele é uma pessoa emocionalmente distante enquanto estiver com essa energia."

"a sua lealdade transpessoal relativiza de forma radiacl a importância de seus relacionamentos humanos. Isso transparece na atitude do Guerreiro quanto ao sexo. As mulheres, para ele, não são para se relacionar com elas, para ser íntimo delas, São para se divertir. É conhecida a canção 'Este é meu rifle e este é meu canhão. Este é para a luta e este é para a diversão".
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#6
Gorlami, como dizia Ayrton Senna, "somos feitos de emoções", acho impossível viver toda uma vida humana sem paixões, a não ser por algum problema de natureza psicológica, eu sou totalmente a favor do apaixonamento, a paixão é uma manifestação de um desejo e se esse desejo for transformado em vontade, você só tem a ganhar, está anos-luz de distância de alguém que vive na penumbra das incertezas, seria bom se cada ser humano descobrisse suas paixões logo nos primeiros anos de vida mas não faltará oportunidades de encontrá-la na posteridade, só que minha única ressalva é com relação a paixão no âmbito dos relacionamentos, não me parece rentável, é mesquinha e superficial diferentemente da paixão de algum hobby por exemplo.  

 Pra ilustrar, imagine um Ronaldo ou um Ronaldinho na época de infância, esses muleques com toda certeza eram apaixonados por futebol, essa paixão os possibilitaram praticar até a máxima exaustão, todos os fundamentos do futebol/futsal, por anos, e com muita prática e com uma pitada de sorte, conseguiram chegar ao ápice máximo do esporte, um ganhou o prêmio de melhor do mundo aos 20, o outro aos 25, mas esse ápice não perdurou por muitos anos como no caso de Messi e Cristiano Ronaldo, e o motivo? Falta de profissionalismo e comprometimento, a paixão lhe permite chegar onde poucos vão chegar, mas te manter por lá, aí a estória é outra, Ronaldo e Ronaldinho mudaram o enfoque de suas respectivas carreiras e isso acontece bastante com os craques brasileiros, não é falta de talento ou mesmo paixão, mas fazer aquilo que é necessário e não apenas o que se gosta, é uma virtude de poucos, virtudes superam talentos pródigos. 

 Apenas gostar do que faz é muito pouco para garantir o teu sucesso por tempo indefinido, agora mesclar essa vontade que vem da alma em conjunto com uma disciplina digna de guerreiros espartanos lhe colocará no topo por vários anos, o suficiente para você se desiludir dessa busca pela perfeição, mas não deixa de ser algo benéfico. A paixão é uma professora mas é bem difícil de entender o que ela quer explicar, o lance é encontrar a harmonia, eu me inspiro muito em Da Vinci e esse cara conseguiu esse feito, um homem de muitas paixões mas de imenso comprometimento, ainda somos o que fazemos repetidas vezes e o mínimo sinal de inconstância, é fatal.
 

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#7
Spoiler Revelar
(26-09-2019, 05:30 PM)Dr. Lecter Escreveu: MOORE e GILLETTE (Rei, Guerreiro, Mago, Amante, 1993) escrevem sobre o compromisso transpessoal dizendo: 

"sua lealdade é para com algo - uma causa, um deus, um povo, uma tarefa, uma nação - maior do que o indivíduo"

"A psique do homem que está tendo acesso adequadamente ao Guerreiro organiza-se em torno do seu compromisso central. Esse compromisso elimina uma boa parte das mesquinharias humanas. Viver à luz de ideais elevados e realidade espiritualizadas como (...) ou qualquer compromisso transpessoal digno, altera de tal forma o enfoque da vida de um homem que as disputas mesquinhas e as preocupações do Ego deixam de ter tanta importância"[/font]

"Essa devoção ao ideal ou meta transpessoal, a ponto mesmo de se anular, leva o homem a uma das outras características do Guerreiro. Ele é uma pessoa emocionalmente distante enquanto estiver com essa energia."

"a sua lealdade transpessoal relativiza de forma radiacl a importância de seus relacionamentos humanos. Isso transparece na atitude do Guerreiro quanto ao sexo. As mulheres, para ele, não são para se relacionar com elas, para ser íntimo delas, São para se divertir. É conhecida a canção 'Este é meu rifle e este é meu canhão. Este é para a luta e este é para a diversão"

Muito interessante e VERDADEIRA essa citação.

O jovem paspalho que chega aqui perguntando como "desapegar", como "ser menos psicologicamente dependente e emotivo", como "ter motivação", como "agir" e mais um sem fim de "comos", não entende e simplicidade dessa sentença: "meta transpessoal". Quando temos um objetivo no sentido de fazermos algo próprio que tenha como alicerce a nossa criatividade e empenho, nosso suor e sangue, ou seja, nossa energia visceral masculina, todas as outras coisas se tornam de certa forma efêmeras, inclusive as mulheres. É algo tão simples, tão básico mas que foi quase que completamente apagado consciente e inconsciente dos homens, que giram numa espiral de frustração pq não se permitem entender essa necessidade. Na verdade não tem coragem de encarar essa dura - porém libertadora - verdade. E esse mundo cosmopolita de lacração e de masculinidade tóxica reforça a mensagem que devemos esperar pelo melhor, ou que alguém com autoridade declarada por algum papel estúpido ou burocrata cretino ou alguma outra entidade governamental deva fazer algo pela gente, acreditamos que temos uma infinidade de "direitos" . Direitos nada mais são que um eufenismo para povão, gado, chimpas, massa de manobra, idiota útil, etc.  

Você HOMEM, não tem direitos, pare de esperar por eles. Você tem DEVERES. Dever de fazer alguma coisa com a sua energia, energia essa que é ativa (e não passiva como é a energia feminina). É seu dever, e de mais ninguém, ser a melhor versão de si mesmo, sem esperar o socorro. Nosso dever é "fecundar" a realidade com ação e sacrifício para que o progresso possa existir. Por isso a nossa natureza última é fálica, por isso somos rígidos no corpo e na mente. Porque só com rigidez vencemos as intempéries da natureza que sempre nos colocará a prova, justamente para, nos deixar mais rígidos. Essa é a ordem da vida.

Todos os caras perguntam como ter tal coisa, dizem o que querem, o que planejam, mas nenhum pergunta o que eu devo sacrificar e porque. Por isso essas gerações estão frustradas e fracassadas. E  não vamos longe, vejam a quantidade de caras que se julgam "realistas" chegam aqui sem saber o que fazer em situações banais e estupidamente ordinárias. Aquela orgulho austero e ao mesmo tempo humilde  de alguém que sabe que é corajoso e capaz foi perdido, porque os homens esqueceram que a essência da masculinidade é servir. Só vamos levar daqui as nossas ações, e nós enquanto homens só encontraremos significado na existência procedendo a algum desígnio oculto. Enquanto você ficar aí, fechado no seu próprio mundo esperando o socorro divino, só vai se afundar mais no desespero e frustração. 

Hoje ensinam os homens a serem emotivos (ou seja, passivos), a externalizarem essas emoções aos quatro ventos, a dizerem como se sentem e o que querem, mas não ensinam que a finalidade básica nossa é SERVIR a algum propósito e que devemos sim, sacrificar a nossa vida a isso.
"Compreendi o tormento cruciante do sobrevivente da guerra, a sensação de traição e covardia experimentada por aqueles que ainda se agarram à vida quando seus camaradas já dela se soltaram."  (Xeones para o rei Xerxes)

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#8
''Se quiser ser feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem às coisas.''

- Einstein

Pra mim essa frase ilustra bem minha opinião sobre o assunto. No meu entendimento, todas às paixões irão trazer consigo o sentimento de frustração em algum momento. Mas quando se trata de relações interpessoais, o prejuízo é grande e, dificilmente há construção de algo relevante. Mesmo assim, quando acontece, pode acabar não servindo de porcaria nenhuma.

Pra dar bons exemplos, Einstein se apaixonou pelo estudo da Física. Se decepcionou diversas vezes tentando confirmar a Teoria da Relatividade, mas ele era apaixonado por aquilo que fazia e hoje temos o resultado. Por outro lado, falando de relacionamentos, Sansão e Dalila deixa bem claro o exemplo sobre o que a paixão por uma pessoa pode fazer caso haja decepção.
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#9
A paixão por uma atividade deve anteceder a paixão por uma pessoa sempre. Explico com um exemplo comum. Já viram o cara que gosta de jogar seu futebol duas vezes por semana como se isso fosse uma religião? Aí o desgraçado começa a namorar e aos poucos a mulher vai tentando afastar o cara desse convívio que para ele é extremamente benéfico. O cara se mantem num relacionamento doentio querendo fazer coisas que gosta das quais é privado, engorda, se torna um zero a esquerda para a sociedade e, se termina o relacionamento, ou volta para as atividades que gostava ou fica deprimido por um longo período (tornando ainda mais difícil voltar para as atividades que antes praticava assiduamente).

Ou seja, meu primeiro argumento, a paixão por uma atividade deve anteceder a paixão amorosa, e a paixão amorosa em hipótese alguma pode fazer com que o homem deixe seus hobbies de lado.

Agora respondo propriamente a questão do tópico, e a resposta é: depende. Exemplificando novamente, eu trabalho na polícia militar, e a maioria das pessoas que acabam de entrar na instituição fazem exatamente como você exemplificou: compram um iphone e ganham um samsung obsoleto. As pessoas que entram na instituição têm dela uma imagem que não condiz com a realidade. De fato, a atividade exercida é uma das mais empolgantes que existe entre as profissões. Meter a porrada em bandido, pegar arma, droga, etc., é deveras prazeroso, contudo... Com o tempo começam a chegar os inquéritos policiais, os processos disciplinares, audiências na folga, punições que impedem a ascensão na hierarquia da instituição etc. E é aí que, mesmo fazendo o que ama, e vou deixar claro aqui uma coisa, MESMO FAZENDO O CERTO, você se decepciona e é obrigado a tirar o pé do acelerador para não acabar preso no quartel como se fosse um bandido. Aonde quero chegar? Essa atividade é um excelente passatempo e ajuda a esquecer as frustrações em outras áreas de relacionamento, entretanto, você não consegue trabalhar na sua capacidade máxima (o que é mais prazeroso) sem dor de cabeça.
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#10
Spoiler Revelar
(27-09-2019, 08:43 AM)Héracles Escreveu:
(26-09-2019, 05:30 PM)Dr. Lecter Escreveu: MOORE e GILLETTE (Rei, Guerreiro, Mago, Amante, 1993) escrevem sobre o compromisso transpessoal dizendo: 

"sua lealdade é para com algo - uma causa, um deus, um povo, uma tarefa, uma nação - maior do que o indivíduo"

"A psique do homem que está tendo acesso adequadamente ao Guerreiro organiza-se em torno do seu compromisso central. Esse compromisso elimina uma boa parte das mesquinharias humanas. Viver à luz de ideais elevados e realidade espiritualizadas como (...) ou qualquer compromisso transpessoal digno, altera de tal forma o enfoque da vida de um homem que as disputas mesquinhas e as preocupações do Ego deixam de ter tanta importância"[/font]

"Essa devoção ao ideal ou meta transpessoal, a ponto mesmo de se anular, leva o homem a uma das outras características do Guerreiro. Ele é uma pessoa emocionalmente distante enquanto estiver com essa energia."

"a sua lealdade transpessoal relativiza de forma radiacl a importância de seus relacionamentos humanos. Isso transparece na atitude do Guerreiro quanto ao sexo. As mulheres, para ele, não são para se relacionar com elas, para ser íntimo delas, São para se divertir. É conhecida a canção 'Este é meu rifle e este é meu canhão. Este é para a luta e este é para a diversão"


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Muito interessante e VERDADEIRA essa citação.

O jovem paspalho que chega aqui perguntando como "desapegar", como "ser menos psicologicamente dependente e emotivo", como "ter motivação", como "agir" e mais um sem fim de "comos", não entende e simplicidade dessa sentença: "meta transpessoal". Quando temos um objetivo no sentido de fazermos algo próprio que tenha como alicerce a nossa criatividade e empenho, nosso suor e sangue, ou seja, nossa energia visceral masculina, todas as outras coisas se tornam de certa forma efêmeras, inclusive as mulheres. É algo tão simples, tão básico mas que foi quase que completamente apagado consciente e inconsciente dos homens, que giram numa espiral de frustração pq não se permitem entender essa necessidade. Na verdade não tem coragem de encarar essa dura - porém libertadora - verdade. E esse mundo cosmopolita de lacração e de masculinidade tóxica reforça a mensagem que devemos esperar pelo melhor, ou que alguém com autoridade declarada por algum papel estúpido ou burocrata cretino ou alguma outra entidade governamental deva fazer algo pela gente, acreditamos que temos uma infinidade de "direitos" . Direitos nada mais são que um eufenismo para povão, gado, chimpas, massa de manobra, idiota útil, etc.  

Você HOMEM, não tem direitos, pare de esperar por eles. Você tem DEVERES. Dever de fazer alguma coisa com a sua energia, energia essa que é ativa (e não passiva como é a energia feminina). É seu dever, e de mais ninguém, ser a melhor versão de si mesmo, sem esperar o socorro. Nosso dever é "fecundar" a realidade com ação e sacrifício para que o progresso possa existir. Por isso a nossa natureza última é fálica, por isso somos rígidos no corpo e na mente. Porque só com rigidez vencemos as intempéries da natureza que sempre nos colocará a prova, justamente para, nos deixar mais rígidos. Essa é a ordem da vida.

Todos os caras perguntam como ter tal coisa, dizem o que querem, o que planejam, mas nenhum pergunta o que eu devo sacrificar e porque. Por isso essas gerações estão frustradas e fracassadas. E  não vamos longe, vejam a quantidade de caras que se julgam "realistas" chegam aqui sem saber o que fazer em situações banais e estupidamente ordinárias. Aquela orgulho austero e ao mesmo tempo humilde  de alguém que sabe que é corajoso e capaz foi perdido, porque os homens esqueceram que a essência da masculinidade é servir. Só vamos levar daqui as nossas ações, e nós enquanto homens só encontraremos significado na existência procedendo a algum desígnio oculto. Enquanto você ficar aí, fechado no seu próprio mundo esperando o socorro divino, só vai se afundar mais no desespero e frustração. 

Hoje ensinam os homens a serem emotivos (ou seja, passivos), a externalizarem essas emoções aos quatro ventos, a dizerem como se sentem e o que querem, mas não ensinam que a finalidade básica nossa é SERVIR a algum propósito e que devemos sim, sacrificar a nossa vida a isso.

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Pobre daquele que não sabe fazer nada, nunca vai ser útil para alguém ou alguma coisa e nunca encontrará um sentido na vida.
"Há um amplo fosso de aleatoriedade e incerteza entre a criação de um grande romance – ou joia, ou cookies com pedaços de chocolate – e a presença de grandes pilhas desse romance – ou joia, ou sacos de biscoitos – nas vitrines de milhares de lojas. É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem." O andar do bêbado.
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#11
(27-09-2019, 11:39 PM)Daredevil Escreveu: A paixão por uma atividade deve anteceder a paixão por uma pessoa sempre. Explico com um exemplo comum. Já viram o cara que gosta de jogar seu futebol duas vezes por semana como se isso fosse uma religião? Aí o desgraçado começa a namorar e aos poucos a mulher vai tentando afastar o cara desse convívio que para ele é extremamente benéfico. O cara se mantem num relacionamento doentio querendo fazer coisas que gosta das quais é privado, engorda, se torna um zero a esquerda para a sociedade e, se termina o relacionamento, ou volta para as atividades que gostava ou fica deprimido por um longo período (tornando ainda mais difícil voltar para as atividades que antes praticava assiduamente).

Ou seja, meu primeiro argumento, a paixão por uma atividade deve anteceder a paixão amorosa, e a paixão amorosa em hipótese alguma pode fazer com que o homem deixe seus hobbies de lado.

Agora respondo propriamente a questão do tópico, e a resposta é: depende. Exemplificando novamente, eu trabalho na polícia militar, e a maioria das pessoas que acabam de entrar na instituição fazem exatamente como você exemplificou: compram um iphone e ganham um samsung obsoleto. As pessoas que entram na instituição têm dela uma imagem que não condiz com a realidade. De fato, a atividade exercida é uma das mais empolgantes que existe entre as profissões. Meter a porrada em bandido, pegar arma, droga, etc., é deveras prazeroso, contudo... Com o tempo começam a chegar os inquéritos policiais, os processos disciplinares, audiências na folga, punições que impedem a ascensão na hierarquia da instituição etc. E é aí que, mesmo fazendo o que ama, e vou deixar claro aqui uma coisa, MESMO FAZENDO O CERTO, você se decepciona e é obrigado a tirar o pé do acelerador para não acabar preso no quartel como se fosse um bandido. Aonde quero chegar? Essa atividade é um excelente passatempo e ajuda a esquecer as frustrações em outras áreas de relacionamento, entretanto, você não consegue trabalhar na sua capacidade máxima (o que é mais prazeroso) sem dor de cabeça.

O objetivo transpessoal não pode vir desacompanhado do cuidado consigo mesmo, isto é, de um bem-estar físico e mental. Do contrário, você não está perseguindo um objetivo transpessoal, mas a sombra do objetivo

Vamos ao seu exemplo. Se o homem ingressa nas fileiras da PM e, vibrante, começa a cometer delitos em prol da causa (ex. torturar bandidos, apossar-se de apreensões - o famoso "espólio da guerra" - etc.); o que era objetivo transpessoal torna-se, na verdade, compulsão, sadismo. O que o move, na verdade, não são valores, é a ansiedade.
Responda-o
#12
O objetivo transpessoal não pode vir desacompanhado do cuidado consigo mesmo, isto é, de um bem-estar físico e mental. Do contrário, você não está perseguindo um objetivo transpessoal, mas a sombra do objetivo

Vamos ao seu exemplo. Se o homem ingressa nas fileiras da PM e, vibrante, começa a cometer delitos em prol da causa (ex. torturar bandidos, apossar-se de apreensões - o famoso "espólio da guerra" - etc.); o que era objetivo transpessoal torna-se, na verdade, compulsão, sadismo. O que o move, na verdade, não são valores, é a ansiedade.

Ruge


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#13
@Gorlami, agora com um pouquinho mais de tempo, conseguí escrever algo sobre seu texto, a qual eu já havia lido no seu blog e comentei contigo...

Essa questão da paixão que cada um tem, seja pelo seu trabalho, seu hobby, seus estudos e etc, está intrinsecamente ligada a vocação e julgo ser de suma importância observarmos e estimularmos isso, senão, nada faria sentido.

Tive a oportunidade de assistir tanto o Eloy, quanto outros músicos que realmente se entregam no que fazem, como por exemplo o Eduardo Ardanuy (...cuzão de primeira linha!), Faiska, Ozielzinho e etc na Expomusic em 2016 (...se não me falha a memória!) e concordo contigo sobre o nível de dedicação de cada um para chegar nesse patamar, movidos apenas por essa "paixão".

Infelizmente, cada um de nós já enfrentou ou enfrentará terceiros invejosos torcendo pelo azar, mas acredito piamente que são justamente essas pessoas que devam nos motivar a buscar o melhor sempre e jogando essa conversa para outro lado, arrisco dizer o quanto é sofrido quando por algum motivo qualquer, temos que interromper algo que está ligado a esta "paixão" intrínseca.

Um Abraço!
Responda-o


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