Avaliação do Tópico:
  • 0 Voto(s) - 0 em Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
[REFLEXÃO] Transformação Digital
#1
Na noite de ontem, após o término da minha jornada de trabalho, estava debatendo com um colega de profissão na sala dos professores sobre o comportamento dos nossos alunos, colegas de trabalho,  sobre o uso exacerbado de tecnologia e de que modo isso acarretará daqui a poucos anos. Pela manhã de hoje, recebo um e-mail deste meu colega professor com um link a qual gostaria de compartilhar com todos sobre uma matéria correlata do qual falávamos no dia anterior.

-x-

Transformação digital: estamos obesos de informações e famintos de significados

(A transformação digital nos trouxe novos comportamentos, hábitos e possibilidades de escolhas. Hoje vivemos uma era de explosão informacional e déficit de atenção)

Ontem estava na missa e tinha um jovem na minha frente, aparentemente 18 a 19 anos, que demonstrava profunda impaciência e desatenção ao momento. Talvez ele estivesse ali por contragosto, porém, o comportamento dele, por mais que eu tentasse prestar atenção na celebração, já estava me incomodando demasiadamente.
O jovem em questão mexia no celular, balançava a perna, levantava, sentava, olhava para os lados e não se concentrava em uma única ação. Ele podia naquele momento se concentrar na missa ou simplesmente em seu Iphone X de última geração. O fato é que ele (Geração Z) e várias outras pessoas estão com déficit de atenção em detrimento do volume de informação existente.

O excesso de informação que somos impactados diariamente nos torna mais acelerados, impacientes e acredite, desatenciosos. Nosso cérebro não foi criado para este volume informacional que somos impactados diariamente. De acordo com a revista Forbes, o volume de dados criado nos últimos dois anos é maior do que a quantidade produzida em toda a história da humanidade. Atualmente, o número de dados armazenados na internet vem crescendo mais rápido do que nunca e tudo indica que até 2020 cerca de 1,7 megabyte de novas informações serão criadas por segundo para cada uma das pessoas no planeta. A cada segundo nós criamos um novo dado. Um exemplo disso é que, só no Google, a humanidade faz cerca de 40.000 consultas por segundo, o que significa 3,5 bilhões de buscas por dia e 1,2 trilhão por ano.

Todos esses dados e informações, repito - não temos capacidade cognitiva de armazenar, decodificar e utilizar assertivamente. Estamos passando, como sempre digo a uma grande amiga especialista em Transformação Digital, por uma disfunção narcotizante: a informação que deveria ser uma função, acaba por se tornar uma disfunção da comunicação. De acordo com os sociólogos americanos Merton e Lazarsfeld o acúmulo de informação serve para "narcotizar" o cidadão em vez de estimulá-lo.

De acordo com Thiago Ávila, conselheiro consultivo da Open Knowledge Brasil, nas perspectivas atuais, 67% da oferta de dados em 2020 poderão ser inúteis para reuso e apoio à construção do conhecimento e subsidiar a tomada de decisão.

Para finalizar, outro fenômeno social oriundo do excesso de informações e opções é o paradoxo das escolhas, título do livro do professor de Teoria Social da Universidade de Swarthmore, Barry Schwartz, que nos fala que todo este excesso também pode reduzir a felicidade uma vez que nos sentimos culpados com possíveis escolhas. A Revista Época Negócios publicou recentemente uma reportagem onde mostra que de acordo com o mesmo sociólogo, podemos entrar nos seguintes estados:
  • Paralisia de análise: As pessoas passam mais tempo analisando as opções quando elas são muitas.
  • Arrependimento antecipado: São tantas opções que nenhuma parece perfeita.
  • Arrependimento pós-decisão: Quando uma pessoa faz determinada escolha, ela muitas vezes se arrepende da decisão, já que a experiência pode não ter sido tão boa quanto se o a escolha fosse outra
  • Expectativas escaladas: Quanto mais opções existem, maiores são as expectativas. E com expectativas grandes, aumentam as chances de decepção.
E aí? O que fazer? Meu conselho é simples: equilibre-se! Faça uma curadoria pessoal de temas e páginas que realmente são relevantes, se imponha horas e tempos para consumir seus conteúdos e principalmente – se desconecte com frequência.

Existe vida real fora do mundo digital.


-x-

Um Abraço Fraterno!
"Fiat justitia, et pereat mundus..."
Responda-o
#2
Ótimo texto, camarada.

Essa explosão e excesso de informações rápidas podem ser prejudiciais, de fato. Todo um futuro, uma carreira, pode estar em jogo por conta disso.
A maioria esmagadora das pessoas passam mais tempo em mídias e redes sociais do que fazendo coisas agregadoras.

E quanto maior a imersão nesse mundo, mais as sequelas citadas aparecem.

Um dos maiores colaterais é a falta de concentração, foco e o não término de praticamente todas as tarefas que o indivíduo precisa executar, seja nos estudos, no âmbito profissional ou nas relações interpessoais.

Internet é algo maravilhoso, a capacidade de se buscar uma informação necessária com tamanha agilidade é algo surreal. Mas, como em tudo na vida, há os que se beneficiem e os que se prejudicam.

Eu estava no segundo pelotão, aos poucos estou conseguindo sair da manada.

Muito bom o texto!

edite***: esqueci de mencionar um exemplo que engloba todos os estados citados: Netflix.
Essa plataforma é boa para dar uma relaxada, assistir um ou outro filme ou série, mas quase todo mundo que usa, entra nesses estados aí:

> paralisia de análise: as pessoas passam mais tempo escolhendo do que assistindo (já vi minha mãe ficar um tempo absurdo escolhendo filme, aí ficou em dúvida do que assistir e no final desligou a televisão KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK [ri demais lembrando disso]);
> arrependimento antecipado: o catálogo de atrativos é tão imenso que nada é tão bom o suficiente;
> arrependimento pós decisão: acontece todas as vezes, já que "eu poderia ter escolhido algo melhor do que essa merda..."
> expectativas escaladas: mesma coisa do estado passado.

Isso corrobora a boa informação trazida pelo texto!
Mateus 21:22
Responda-o
#3
Não vejo problema no excesso de informações, e sim na falta de critérios que a pessoa faz ao buscar por elas. Em outras palavras: Preza por informações inúteis que, obviamente, não agregarão em nada.

Por fim, cria-se toda uma geração de preguiçosos intelectuais. Vide as redes sociais.
Responda-o
#4
olha que essa publicaçao é de 2019, imagina agora

eu sempre tentei ser ao maximo desagepagado de celular, ate que eu tenho tempo programado nos meus aplicativos de quanto tempo posso usar por dia

mas o que me incomoda, sao as pessoas ao redor nao saem do celular nem para ter uma conversa

esse final de semana foi engraçado, sai com uma garota, que ela nao saia por nada do celular

ficava mandando tudo para a mae dela, tirando foto e mandando audio

só faltou filmar a gente transar e mandar pra mae dela

pq logo depois q transamos, ja foi direto para o celular

ta foda, nao sei onde esse mundo vai parar

geraçao de pessoas ansiosas, e nao estao satisfeito com nada

o que irrita é que voce sai com uma pessoa assim, até acabo ficando mal por ver essas coisas acontecerem
Quanto mais você estuda você mesmo, quanto mais você entende quem você é, mais confiante se tornará em sua capacidade de fazer seja lá o que você está fazendo
Responda-o


Pular fórum:


Usuários visualizando este tópico: 1 Visitante(s)