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HIV: Compartilhe sua experiência
#41
A única DST que um amigo meu  trollface  pegou (gonorreia) foi adquirida de uma ex-vizinha, bem sucedida (bancária), que estava recém-divorciada.

Gata, gostosa (DEMAIS) e com bom nível de educação formal. Assim que ela saiu do condomínio e meu amigo confirmou seu estado civil (divorciada), ele iniciou uma ofensiva agressivíssima, pois sempre a achou deliciosa, observando-a nas adjacências do prédio. Marcaram um vinho e, na data, ele a buscou de Über... Foi de lá para o apt. Na hora de comer, nem cogitou usar capote para defenestrar aquela genitália linda. Pensou: recentemente separada, carente, papo de que o cara seria a 1ª experiência pós-casamento... Cascata! 

20 dias depois ele relata alguns sintomas que, de pronto, foram diagnosticados como DST.

Adendo: há surto reconhecido oficialmente pelo SUS de sífilis e outras mazelas. TODO CUIDADO É POUCO!
Responda-o
#42
https://oglobo.globo.com/sociedade/casos...l-23476707

De 2007 a 2017, os diagnósticos cresceram sete vezes, na casa de 657%(entre mulheres idosas).

Deveriam fazer uma pesquisa relacionando esse aumento constatado aos carniceiros do tinder/badoo que comem as véias sem capa. Libertinagem dominou o mundo mesmo, nem na mais tenra idade tem escapatória. As véias não gostam de transar com capote.

Antes a maioria era composta por homens gays, mas a mulherada começou a liberar o anel de couro ai deu no que deu. Não existe mais padrão, tem tudo quanto é tipo de gente com a doença.

Ainda bem que sempre fui um apreciador de buceta e não de cús.
Responda-o
#43
Quero acrescentar ao tópico algumas informações, para que os confrades não deixem de transar.

Em relação ao HIV, considerando que um dos parceiros esteja sabidamente infectado e outro não, as chances de transmissão do vírus são as seguintes:

Recebendo sexo anal: 138 em 10.000 (acredito que não seja o caso aqui no fórum)
Recebendo sexo vaginal: 8 em 10.000 (impossível)

Fazendo sexo anal: 11 em 10.000
Fazendo sexo vaginal: 4 em 10.000

Isso tudo para o sexo SEM CAMISINHA, ou seja, pela média, se você comer sem camisinha uma mulher que você sabe que tem HIV, seriam necessárias 2.500 relações pra 1 contágio certo.

Existem outras estatísticas, com chances ainda mais baixas, quando não se sabe se a outra pessoa possui ou não HIV.

O HIV fica em maior concentração no sangue, em concentração mais baixa no esperma, mais baixa ainda na secreção vaginal, e praticamente não é encontrado na saliva. Ou seja, para beijar, cuspir, chupar, compartilhar "brinquedos", o risco existe mas é praticamente zero. Há apenas um caso registrado de transmissão entre duas lésbicas, em 2014. 

Mas, essas estatísticas genéricas não levam em conta a carga viral do portador de HIV, nem a situação imunológica da pessoa sem HIV.

Na prática, pra passar ou pegar HIV pela boca, é necessário que hajam feridas abertas e sangue. Pegar chupando buceta, só se a mulher estiver com a carga viral muito alta, e você estiver com a boca machucada, além do seu sistema imunológico baixo.

Existem pessoas que respondem muito bem ao tratamento com o coquetel do HIV. Nelas, a carga viral torna-se indetectável por exames de contagem viral, embora os anticorpos e a soropositividade continuem. As últimas pesquisas mostram que as pessoas com carga viral indetectável não estão transmitindo o vírus:

http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/di...nsmissivel

Então, ainda que algumas cópias do vírus consigam passar para o seu corpo, o seu sistema imunológico normal deve dar conta. Para manter o sistema imunológico competente, é recomendável:
  • dormir o suficiente
  • alimentar-se bem, evitando viver à base de comida industrializada/processada
  • incluir alimentos imunomoduladores na dieta
  • fazer exercícios.

Se esse vírus fosse altamente contagioso, como o da gripe, marmitadores, marmitados e marmitadas estariam todos ferrados.

O uso/abuso de cigarro, álcool e drogas deprime o sistema imunológico, além de na hora do sexo, aumentar a chance das pessoas deixarem de usar, ou colocarem incorretamente o preservativo, facilitando acidentes como arrebentar ou sair.

E o uso de lubrificante no sexo anal ou vaginal diminui as microlesões que aumentam a chance de transmitir o vírus.

Se um dia você transar sem camisinha com uma garota e em até 72 horas ficar sabendo que ela é portadora de HIV, existe a PEP - Profilaxia Pós Exposição:

http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-ger...cao-ao-hiv

Mas, se de 7 a 21 dias após uma transa você começa a apresentar os sintomas da infecção primária, que são febre alta persistente, suores noturnos, diarréia e manchas no corpo...

É necessário esperar os 30 dias da janela imunológica (produção de anticorpos e conversão para soropositividade) para que você possa realizar o primeiro teste, o teste rápido.

Aí você pode procurar o sistema público. Em alguns lugares é feito na hora, em outros é necessário agendar. Mas sempre há a entrevista pois eles precisam te inserir na estatística. Faz o teste rápido com saliva ou gota de sangue, e uma amostra é enviada para um laboratório do governo, cujo resultado volta geralmente em 30 dias.

Se desejar fazer o teste em um laboratório particular, alguns exigirão o pedido médico, para o que você deverá ter passado antes por uma consulta. Outros não. Nesses você apenas pede os exames, paga e pronto. O exame de HIV I+II está na faixa dos 100 reais.

Se não quiser passar pelo constrangimento de fazer o teste por aí, pode-se comprar também um teste rápido de saliva ou gota de sangue que é vendido em farmácias e pela internet. Se estiver muito neurótico e for comprar pela internet, já compre 2 unidades para aproveitar o frete. Assim você repete posteriormente para ter certeza e ficar desencanado.

Em relação às outras doenças, o sexo oral é realmente e infelizmente perigoso.

Existe vacina contra as Hepatites A (até os 5 anos) e B (49 anos):

http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/mi...hepatite-b

Existe vacina contra o HPV, que no homem causa verrugas genitais e em ambos os sexos está sendo associado a alguns tipos de câncer. Na rede pública para 9 a 14 anos. Creio estar disponível na rede particular, para quem já ultrapassou essa idade.

Em relação ao herpes, estão já testando uma vacina que além de imunizar, interrompeu os surtos nos que já eram portadores do vírus.

https://panoramafarmaceutico.com.br/2018...inco-anos/

A sífilis está aumentando no Brasil, mas ainda se cura com penicilina G benzatina, vulgo benzetacil.

A gonorréia também está aumentando, inclusive os casos de gonorréia oral. O problema é que estão aparecendo algumas cepas resistentes a antibióticos comuns.

A DST mais comum, clamídia, que no homem causa uretrite, e na mulher passa despercebida na genitália, podendo causar a DIP - doença inflamatória pélvica. Tratável com antibióticos.

E a candidíase, que se trata com pomadas e geralmente fluconazol. Mais comum nas mulheres, por causa da anatomia fechada e úmida da vagina. Nos homens, com maior propensão a quem tem o problema da fimose. No mais, só fazer a higiene direitinho e botar o bicho pra tomar sol de vez em quando, pra matar os fungos.

No contexto realista, recomendo fazer uma bateria de exames logo após iniciar um relacionamento (namoro). E guarde, ou mostre pra parceira, se preferir. O ideal é que ela faça também.

Uma semana após eu ter tomado o PNB da ex-namorada, marquei uma consulta, refiz todos os exames e deixei guardado. Nunca a traí e tenho a consciência tranquila. Mas, se daqui uns meses ela vier atrás de mim contando história triste e alegando alguma coisa, estarei garantido. Contra modernete, todo cuidado é pouco.
Responda-o
#44
Essas chances de transmissão do vírus não estão erradas não, @SoulReaver ?

Estão muito baixas, e há muita gente contaminada.

Bom, pelo menos os casos que conheci de homens infectados eram porque foram usuários de drogas injetáveis.
Responda-o
#45
(13-11-2019, 07:53 AM)Stumm Escreveu: Essas chances de transmissão do vírus não estão erradas não, @SoulReaver ?
Estão muito baixas, e há muita gente contaminada.
Bom, pelo menos os casos que conheci de homens infectados eram porque foram usuários de drogas injetáveis.

Boa noite, os números estão corretos, são estatísticas divulgadas pelo CDC dos Estados Unidos.

Peço que me desculpem, pois há um engano na interpretação. Vou explicar.

No caso do sexo anal desprotegido, o homem que introduz o pênis tem 8 chances em 10.000 de pegar HIV. Na verdade corresponde a uma probabilidade de 0,08%. E no caso do sexo vaginal desprotegido, a chance é de 4 em 10.000 de pegar HIV, ou seja uma probabilidade de 0,04%.

Ou seja, existe sim a probabilidade de ocorrer em uma única relação. Mas é baixa. 

Isso pode acontecer devido aos outros fatores, que não são tabulados. Se a mulher estiver com uma carga viral muito alta, se houverem lesões ou muitas microlesões nos genitais de ambos, se uma quantidade substancial de vírus passar de um para outro, e se o sistema imunológico da pessoa sem a doença não der conta dessa quantidade inicial.

Então é como um acidente aéreo. Vários fatores precisam ocorrer conjuntamente para que a transmissão ocorra.

Vou copiar um trecho de uma análise muito boa sobre o HIV:

Quando se discute o potencial de infecção pelo HIV, é importante primeiro estabelecer os quatro critérios que obrigatoriamente têm que acontecer para que ocorra uma infecção:


1 - Deve haver presença de fluidos corporais em que o HIV pode existir, como sêmen, sangue, fluidos vaginais ou leite materno. O HIV não é capaz de sobreviver quando exposto ao ar ou em partes do corpo de alta acidez (como o estômago e a bexiga).

2 - Deve existir uma rota de transmissão, como certos atos sexuais (penetração vaginal ou anal, principalmente), compartilhamento de seringas, exposição profissional ou transmissão de mãe para filho (via leite materno).

3 - Deve haver uma maneira do vírus alcançar células vulneráveis dentro do corpo, seja por meio de rompimentos ou penetração da pele, absorção por mucosas vulneráveis, ou as duas coisas. Arranhões, ralamentos ou espetadas na pele, em geral, não oferecem rotas amplas para a entrada do HIV. O HIV é incapaz de penetrar a pele intacta.

4 - Os fluídos têm que possuir quantidades suficientemente altas do vírus. Essa é a razão por que saliva, suor e lágrimas não transmitem o HIV: a quantidade de vírus nesses fluídos é insuficiente para que ocorra a infecção.

Como na imensa maioria das vezes o contato com fluidos corporais derramados ou descartados não satisfazem todas essas condições, a probabilidade de infecção por essas vias é considerada baixa a desprezível.

Mesmo em circunstâncias em que um indivíduo entra em contato com uma seringa descartada – algo que é considerado bem mais arriscado para infecção – a maioria das pesquisas sugere que o risco de transmissão é quase zero. Uma análise ampla de estatísticas realizada na Austrália em 2003 não foi capaz de encontrar um caso sequer de transmissão de HIV ou hepatite C como resultado do contato com uma agulha descartada.

Condições para que o HIV possa sobreviver fora do corpo humano:

Para que o HIV seja capaz de sobreviver fora do corpo humano por mais que alguns minutos é necessário que ocorram as seguintes condições:

1 - Temperaturas frias, abaixo de 4° Celsius, são consideradas ideais para que o HIV sobreviva em seringas, onde é mais fácil que se mantenha os níveis de umidade apropriados. Em compensação, o HIV não aprecia a temperatura ambiente (20° C), e sua viabilidade é muito reduzida quando se alcança a temperatura corporal (37° C) ou mais.

2 - O pH ideal para o HIV é entre 7 e 8 – o nível ideal é 7.1. Qualquer pH acima ou abaixo desses níveis é considerado impróprio para sua sobrevivência. Essa é a razão por que o HIV tem mais dificuldade para sobreviver em certas mucosas como as vias nasais e o tecido vaginal de mulheres saudáveis, e também não prospera em fezes, urina ou vômito.

3 - O HIV é capaz de sobreviver em sangue ressecado em temperatura ambiente por até seis dias, mas a maioria das pesquisas já demonstrou que a concentração do vírus em sangue ressecado é quase universalmente baixa.

4 - O HIV sobrevive por mais tempo quando não é exposto a luz ultravioleta (UV). A luz ultravioleta degrada os lipídios que formam a capa exterior do HIV, fazendo com que ele se torne incapaz de se prender a outras células, e também degrada o material genético de que o HIV necessita para se replicar.

Uma situação comum de ocorrer após uma transa, mesmo protegida, é aparecer um dos sintomas, e a pessoa associar isso a uma DST. E começar a somatizar, auto-sugestionar os outros sintomas. Comigo aconteceu de numa fase de comportamento desapegado aparecer umas manchas avermelhadas e em relevo no corpo todo. Então passei a transpirar e achar toda hora que estava com febre. Por causa da ansiedade apareceu a diarréia também, durante a a janela de 30 dias necessária para fazer o teste. No fim, estava tudo Ok e eu fui diagnosticado com pitiríase:

Doença eruptiva benigna que acomete a pele, sendo uma desordem comum em pessoas saudáveis, principalmente crianças e adultos jovens. É mais comum na primavera e outono, nos climas temperados. Contudo, pode ser mais frequente no verão em algumas outras regiões. Suas causas ainda não foram completamente elucidadas, mas há alguns elementos de sua epidemiologia e imunologia que sugerem a possibilidade que possa se desencadear graças a agentes infecciosos. Desses, a mais suspeita é a origem viral. Há ainda a possibilidade de aparecer após o uso de algumas vacinas (BCG, HPV e difteria), bem como de medicações (ácido acetilsalicílico, barbitúricos, bismuto, captopril, clonidina, ouro, imatinib, isotretinoína, cetotifeno, levamisol, metronidazol, omeprazol, D-peniclamina e terbinafina, entre outras).

Ela se apresenta como uma erupção papuloescamosa aguda, autolimitada (com uma duração média de 6 a 8 semanas). Nesta doença, a erupção tem curso lento. Na apresentação mais comum, começa com uma lesão maior, chamada de medalhão. Em poucos dias, ocorrem erupções sequenciais de outras lesões semelhantes, menores, de crescimento centrífugo (que tende a se afastar do centro).   A erupção secundária ocorre por volta de duas semanas, persiste aparecendo por mais 15 dias e clareia, lentamente, por outras duas semanas.

Não existe prevenção nem cura. É como uma doença alérgica, auto-imune. A dermatologista deu uma pomada pra amenizar a coceira, e sumiu tudo depois de 1 mês... E ocorre uma vez na vida somente e nunca mais volta.

E eu, que já era hipocondríaco, fiquei mais.
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#46
O HIV foi descoberto acho que na segunda metade dos anos 80,mas certamente já era  mais antigo a essa década.Então,tem algum indício de o HIV ser de séculos atrás?Parece pouco provável uma Doença tão perigosa ter aparecido século passado.
Responda-o
#47
De fato, pesquisas genéticas indicam que o HIV resultou de uma mutação do vírus SIV no início do século XX:

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndr...ida#Origem

Pesquisadores identificam origem da disseminação do vírus HIV
Linhagem do vírus da Aids teria emergido na República Democrática do Congo na década de 1920

https://revistapesquisa.fapesp.br/2014/1...virus-hiv/

Existem as teorias da conspiração dizendo que foi um vírus criado em laboratório. Mas de tempos em tempos estamos às voltas com gripes causadas por cepas de vírus influenza que sofrem mutação e passam de aves e suínos para os humanos.

Afinal, bactérias e vírus também vão evoluindo, sofrendo mutações e se adaptando a várias espécies. Desviando um pouco do tópico, apenas para ilustrar:

Considerando que 40 milhões de pessoas vivem com o HIV hoje, em 7,7 bilhões isso corresponde a 0,5% da população. Para os amantes de gatos, sinto informar que existe também a AIDS felina, causada por um vírus chamado FIV (da família do HIV e SIV), que estima-se estar acometendo cerca de 5% da população de gatos no mundo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aids_felina_(fiv)
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