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TÓPICO DA FEB
#1
Conforme prometido vou iniciar a partir daqui meu compêndio de relatos sobre a participação da F.E.B na 2ª guerra mundial, isto praticamente não entra em linha de conta para os mais jovens, alguns sequer sabem o que significou a F.E.B.

Convém destacar que a história da participação do Brasil na guerra é pautada de inverdades ou imprecisões nas seguintes vertentes:

- As que ridicularizam o papel das nossa Força Expedicionária: O que não é uma verdade: Todo cenário de combate possui suas características próprias: A primeira grande coisa que a F.E.B se deparou foi com o afinamento na doutrina militar americana no que tange a formação de comando ternária, no âmbito operacional tivemos uma situação de combates geralmente em terrenos montanhosos e também tivemos uma fase de combates de inverno, que é coisa jamais experimentada pelo combatente, tendo que se adaptar no 'peito e na raça' ... Isso é um grandessíssimo mérito do combatente brasileiro.

A Força Aérea Brasileira, por exemplo atuou com o P47 Thunderbolt que na época não era o avião de combate mais moderno do inventário americano, o adestramento consistia em simulações de escolta de bombardeiros de média altitude (o p51 era mais ágil e tinha teto operacional maior), mas o grupo da FAB sediado em Pisa, foi incumbido de um tipo de muito mais complexo que eram as missões de ataque ao solo, a FA.B. tinha missão de sufocar a logísitica de abastecimento inimigas, carros, armazéns, trens, tudo isso deveria ser alvejado e neutralizado. Mesmo não participando de duelos ar-ar contra caças alemães ou italianos, só o fato de descer com um P47 a quase 500km/h e tirar do solo a menos de 40 metros do chão é algo sinistro por si só. Depois detalharei mais sobre a FAB.

- Outra visão que romantiza a participação dos Pracinhas, de certo que alguns tinham temor pelos brasileiros, corria a lenda de que os nossos soldados torturavam os inimigos na 'peixeira', de certo que a logística alemã era deficitária e que o moral do combatente alemão já estava bem combalido naquela fase da guerra, ainda assim as tropas brasileiras foram responsáveis pela prisão de 20.573 homens, sendo 894 oficiais e 2 comandantes sendo o grosso dessa tropa o da experimentada 148ª Divisão de Infantaria da Wermacht.

Este intrincado ambiente de tensão da guerra surgiram histórias macabras, conversei com um combatente em cadeira de rodas, com uma das pernas amputadas cujo relato é de cortar o coração: Ele disse que foi enviado por um Oficial jovem para investigar uma posição em uma vila que provavelmente continha soldados alemães, só que o pelotão formado para este fim continha três pardioleiros e dois encarregados de cozinha que por ordem de um Oficial irresponsável enviou uma equipe sem experiência de reconhecimento em uma área de minas ... Resultado: um soldado amputado e um Cabo cego pelos menos estilhaços da fatídica mina terrestre.

Não vou entrar em méritos políticos da questão, para mim, o que basta é manter viva a medida do possível a memória destes homens honrados.


Dados e feitos históricos


A F.E.B (Força Expedicionária Brasileira) Nome dado à força militar brasileira constituída em 9 de agosto de 1943 para lutar na Europa ao lado dos países Aliados, contra os países do Eixo, na Segunda Guerra Mundial. Integrada inicialmente por uma divisão de infantaria, a FEB acabou por abranger todas as tropas brasileiras envolvidas no conflito. Adotou como lema "A cobra está fumando", em resposta àqueles que consideravam ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra.

Símbolo da F.E.B

[Image: ljvC2cZ.png]


Símbolo da Força Aérea Brasileira:

[img][Image: IhhSCPl.png]http://[/img]

Particularmente, não conheço badge mais engraçado e irreverente que este, pelo que me consta o avestruz foi "homenagem" a capacidade do Staff e pilotos e Oficiais comerem todos os tipos de comida no Rancho, daí a alusão ao avestruz.

A estruturação da FEB propriamente dita teve início com o envio de oficiais brasileiros aos Estados Unidos, para treinamento. Tratava-se de familiarizá-los com os métodos e táticas militares empregadas pelas tropas norte-americanas, substituindo os franceses, já ultrapassados, que ainda predominavam. Esses oficiais permaneceram por três meses na Escola de Comando e Estado-Maior de Fort Leavenworth.

No final de 1943 decidiu-se o destino da FEB: o teatro de operações do Mediterrâneo. Os poucos meses decorridos até o início do embarque das tropas foram gastos com planejamento das Acampamento de soldados do 2° Escalão da FEB, 1944/1945. Itália. ações e treinamento. Finalmente na noite de 30 de junho, embarcou o 1º Escalão da FEB, composto por cerca de cinco mil homens e chefiado pelo general Zenóbio da Costa. Junto com eles, o general Mascarenhas de Morais e alguns oficiais de seu estado-maior. Em setembro, foi a vez do 2º e 3º Escalões, comandados respectivamente pelos generais Osvaldo Cordeiro de Farias e Olímpio Falconière da Cunha. Até fevereiro de 1945, dois outros escalões chegariam à Itália, juntamente com um contingente de cerca de 400 homens da Força Aérea Brasileira (FAB), estes comandados pelo major-aviador Nero Moura. Ao todo, a FEB contou com um efetivo de um pouco mais de 25 mil homens, sendo 15.000 de corpo de combate e 10.000 de suporte em geral.

Mapa do teatro de operações na Itália.
[img=800x600][Image: lBBPmaN.jpg][/img]

That's all folks
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#2
Total respeito pelos pracinhas!

Sobre o símbolo da cobra fumando - "A frase que dizia que seria mais fácil uma cobra fumar cachimbo do que o Brasil participar da guerra foi muito repetida antes do país enviar 25 mil pracinhas para lutar ao lado dos Aliados contra o nazismo e o fascismo, durante a Segunda Guerra Mundial. Foi a partir daí que surgiu o símbolo da FEB, a cobra fumando cachimbo."

Enquanto estive no E.B., pude aprender alguns detalhes sobre a história militar brasileira. Antes da WW2, o e.b. seguia a doutrina militar francesa, a mudança se deu ao fato de que o entendimento dos combates se transformou, graças à wehrmacht. Até então a guerra se dava por combates sem mobilidade (trincheiras), com as táticas inovadoras do Reich, principalmente a blitzkrieg, os demais integrantes dos aliados se viram obrigados a desenvolver novas doutrinas militares. Nós herdamos a doutrina americana (que seguimos até hoje).

Sugiro ao confrade que traga a história do Sgt. Max Wolf Filho. Aqui em Curitiba todos os batalhões possuem algum pavilhão homenageando esse herói. Também é interessante a história dos 3 heróis brasileiros, que a banda Sabaton homenageou em uma música:





A quem possa interessar, existe um filme brasileiro que se passa durante a WW2. Não é muito bom, mas recomendo pelo esforço.

[Image: 250px-Estrada47.jpg]

Um homem com escolhas é um homem livre.
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#3
@Gorlami

Assim que puder eu vou alimentando o tópico com transcrições, dos meus materiais, vídeos, relatos, etc
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#4
Acompanhando!!!

                Passei, vi e, ao contrário deles, venci.
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#5
Interessante! Vi/Ouvi a versão das FEB da segunda guerra na versão ridicularizada na qual mencionou, acredito que seja a mais conhecida.

Vi isso no canal do Eduardo Bueno, canal famoso, no qual ele ridicularizou totalmente essa ação. Ao ver que era um maldito esquerdopata, saí na hora.

Uma sugestão que quero deixar para um futuro tópico, é sobre a invasão das FARC no território brasileiro, ainda no tempo do Collor. Achei isso em um comentário do youtube.
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#6
@Batoré

Por isso mesmo quero evitar entrar nessas coisas de análise político-social dos conflitos e quero focar nos feitos, nos relatos e nas curiosidades.

Engraçado é que nossos correspondentes de guerra como o Joel Silveira e o Rubem Braga NUNCA problematizaram questões como o recrutamento de negros ou a escolha de alojamentos e ração de guerra, ao contrário: Quem está na guerra não tem tempo para problematizar, ora porra!

Comecei a me interessar pelos conflitos bélicos, ler e pesquisar a ponto de ir a bibliotecas militares para saber mais sobre determinados assuntos, mesmo na época do Orkut o debate era imaturo demais;

Na verdade não tinha saco para escrever e o debate inútil e enfadonho ia me desgastando, já estava cansado de escrever dezenas de linhas de textos para refutar mitos ridículos de narrativas falseadas da história que grande parcela da população absorve sem ao menos contestar.

Por isso fui para o estudo de equipamentos militares para fugir destas problematizações inúteis e emburrecedoras.
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#7
Tópico muito interessante. Vou estar acompanhando para aprender mais.
“A honra, a integridade e a verdade precisam ser guardadas, custe o que custar ao próprio eu.” Obreiros Evangélicos, pág. 447
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#8
@Gorlami

Missão dada é missão para ser cumprida, vou trazer uns textos compilados sobre o Max Wolf, só não vou fazer isso de imediato, pois onde eu estou não tenho um PC em casa, se eu demorar, me dá um desconto, pois estou meio enferrujado e sem tempo para caçar este material específico que está em outro local. Yaoming
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#9
(05-02-2019, 03:42 PM)Fernando_R1 Escreveu: @Gorlami

Missão dada é missão para ser cumprida, vou trazer uns textos compilados sobre o Max Wolf, só não vou fazer isso de imediato, pois onde eu estou não tenho um PC em casa, se eu demorar, me dá um desconto, pois estou meio enferrujado e sem tempo para caçar este material específico que está em outro local. Yaoming

Sem pressão, inclusive, agradeço por trazer essa história. Acho que o pessoal vai curtir.

Existem exemplos de homens honrados na histohis brasileira, infelizmente o mainstream deixa esses homens de lado pra falar de vagabundos e pedaços de carne ambulantes.

Um homem com escolhas é um homem livre.
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#10
Artigo do DAN sobre eles. Vale a leitura.

http://www.defesaaereanaval.com.br/forca...na-italia/
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#11
A guerra produz grandes heróis, homens comuns que em momentos difíceis, superam com obstinação as condições mais adversas. Um desses verdadeiros heróis nacionais fardados é o Sargento Max WolffFilho, ícone da Força Expedicionária Brasileira (FEB), cuja data de nascimento é celebrada em 29 de julho.

[Image: VJpnD3D.jpg]

O culto aos grandes vultos militares nacionais é uma característica das Forças Armadas do Brasil. Relembrar a trajetória desses personagens é a ponte entre o passado e o presente de Instituições seculares como o Exército Brasileiro, o que ajuda a explicar em grande parte sua trajetória retilínea em 369 anos de história, a coesão de seus efetivos e o reconhecimento do público nas pesquisas de confiabilidade.

O Sgt Max Wolf Filho nasceu em Rio Negro (PR), no ano de 1911. Membro de uma família simples, foi auxiliar na torrefação de café de seu pai e escriturário numa companhia que explorava a navegação do Rio Iguaçu, antes de ingressar na vida militar. Participou da Revolução de 1930 e combateu na Revolução Constitucionalista de 1932. Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1944, alistou-se voluntariamente para compor a FEB, criada para lutar nos campos de batalha da Europa. No Rio de Janeiro, Max Wolf serviu na Polícia Militar do Distrito Federal, vale lembrar que o Rio de Janeiro era a capital federal que compreendia o Estado da Guanabara.

Mais de sete décadas após o sacrifício pela Pátria, o Sgt Max Wolff Filho continua reverenciado. Seu nome batiza organizações militares como o 20º Batalhão de Infantaria Blindado, em Curitiba (PR), e também é patrono a Escola de Sargento das Armas, em Três Corações (MG). Justas referências a um militar que serve de exemplo às futuras gerações.

O Sgt. Wolf, destacou-se por sua bravura no decorrer da guerra, tornando-se conhecido pelo seu destemor, intrepidez e abnegação. Apresentava-se sempre como voluntário para missões, não importando seu grau de perigo e dificuldade. Suas façanhas eram proclamadas pelas partes de combate e pelos correspondentes de guerra brasileiros e estrangeiros que também o admiravam. Sua coragem invulgar e seu excepcional senso de responsabilidade foram de fundamental importância para o êxito das incursões de patrulhas nos territórios ainda com presença do inimigo. Na conquista de Montese foi um destacado combatente. Sempre à frente do seu grupo aniquilou várias posições inimigas, contribuindo significativamente para aquela que foi uma das mais importantes e dramáticas vitórias da FEB. Participou também de todas as ações de seu Batalhão no ataque de 12 de dezembro de 1944 ao Monte Castelo.

A última missão deste bravo ocorreu em 12 de abril de 1945 nas imediações de Montese. O Sgt. Wolf foi voluntário para comandar uma patrulha de reconhecimento na região de Monte Forte e Biscaia, na chamada “terra de ninguém”. A patrulha foi constituída por 19 militares que se haviam destacado por competência e bravura em combates anteriores. Partiram por volta do meio-dia de Monteporte, passaram por Maiorani e prosseguiram. As casas em ruínas representavam um grande perigo, pois invariavelmente eram utilizadas como abrigo pelos alemães. E foi justamente isso que aconteceu. Abrigado em uma das casas em ruínas, o inimigo deixou que a patrulha brasileira chegasse bem perto, até quando não podiam mais errar. Eram 13:15 h do dia 12 abril de 1945 quando uma rajada de metralhadora cortou o peito de Wolf, que caiu ao solo morto. O soldado Alfredo da Silva que correu em seu socorro foi também atingido mortalmente e tombou ao lado de Wolf.

Quando os padioleiros foram até a "terra de ninguém" recolher os corpos e os feridos, os soldados alemães os receberam com rajadas impiedosas. Muitos dos homens que voltaram tinha os olhos rasos de água .O sargento estava morto.No estreito compartimento onde Wolf guardava seus pertences, estavam condecoração que o general Truscott colocara em seu peito, poucos dias antes, a citação elogiosa do general Mascarenhas e o retrato da filhinha de olhos vivos e brilhantes como do pai.Tudo, agora ,muito vago.Este foi um dos dias mais tristes para o batalhão. Perdeu-se um bravo¨.O corpo do Sargento Wolf ficou mais três dias no campo de batalha, até que com a tomada de MONTESE e a liberação da ¨terra de ninguém¨ os padioleiros conseguiram resgatar seu corpo.

Roda uma historia ao meu ver falsa de que o corpo do Max Wolf jamais teria sido encontrado, o que não é verdade, o corpo do Sgt. Wolf foi resgatado posteriormente, foi enterrado em Pistóia e depois transladado ao Monumento aos Mortos na 2ª Guerra no Rio de Janeiro.

Existe uma mística criada na figura do Sgt. Wolf, na verdade as pessoas próximas a ele, destacavam-o como um homem de ímpeto, mas longe de ser um sargento irresponsável, o termo geral dentro dos veteranos que conviveram com o Sgt. Wolf no 11ºRI davam conta de um homem corajoso e de grande ímpeto, não um maluco como em algumas narrativas ao meu ver depreciativas.

Certa feita, conversei com um veterano, o Cb. Ademir Lourenço, um Cearense simpatíssímo e na época muito lúcido, do próprio 11º que confirma que Wolf era um obstinado não tem nada a ver com a narrativa dele ser um louco suicida, segundo suas palavras do Cb. Ademir: Wolf era da turma que já tinha experiência em operações de polícia, corria atrás de bandidos e ladrões no Rio de Janeiro, mesmo não havendo esta coisa de grupos armados de fuzis, os policiais sempre eram os caras com mais traquejo e malandragens no combate, sempre eram os mais requisitados na patrulhas.

No bom livro escrito pelo Ten. Bertoldo Klas denominado A verdade sobre Abaeteia, peguei algumas citações interessantes acerca da figura do Max Wolf, olha que interessante: algumas histórias davam conta de que o Sgt. Wolf estava muito deprimido e sofrendo por amor, disse que Sargento se arriscava muito em suas missões, apesar de ser muito cuidadoso e preocupado com a segurança dos seus comandados disse também que a missão em que o sargento morreu era uma missão de alto risco devido as circunstâncias do horário e da geografia do terreno a ser patrulhado.

Algumas narrativas destacam a personalidade forte do Sgt. Wolf, em Os Soldados Alemães de Vargas”, Dennison de Oliveira, faz alusão a um comportamento de tendência suicida, o que teria levado o famoso herói da FEB a ser abatido em patrulha.

Leonércio Soares, em Verdades e vergonhas da Força Expedicionária Brasileira, teria transcrito estas palavras do próprio Max Wolff:
“Na verdade, sempre andei caçando perigos… e vim à guerra à procura da morte, como já confidenciei a você. Depois que me vi abandonado pela mulher que amava, a vida perdeu todo o interesse para mim. No posto de comando do Batalhão eu me encontrava, praticamente, sem função; daí eu tive que inventar alguma coisa… e o que estou fazendo… é aliviar vocês de tantas patrulhas… das missões mais arriscadas!”
João Germano Andrade Pontes, CMT da Seção de Morteiros da Cia de Petrechos Pesados do 1º Batalhão do 11º RI, que apoiou a derradeira patrulha de Wolff, diz que, neste caso, “faltaram-lhe as precauções para cumprir a missão. Ele saiu à frente do seu Pelotão e, quando abordou a elevação, foi metralhado e morto, ali mesmo”.

Octávio Pereira da Costa, oficial da Seção de Inteligência do mesmo Batalhão, “também associa o perfil psicológico problemático de Wolff com sua bravura”. Dizia ele:
“Havia problemas familiares não só em relação à mãe, que o levava a não considerar o pai como tal, porque ele não tinha procedido bem com relação a ela, fazendo-o transferir esse drama de família para o alemão. Ele os atacava com garra, havendo, creio eu, correlação com sua vida pessoal. Quanto ao seu matrimônio, também, existia algo. A impressão que me passava é que, além de ser um extraordinário combatente, um soldado exemplar, ele se comportava, por motivações outras, quase como um suicida.”

Segundo o Sd Oudinot Willadino, do 3º Batalhão do 6º RI, comentava-se, “em tom de brincadeira, claro, que o Max queria morrer, que ele era temerário”, referindo-se a esta última patrulha, em plena luz do dia. Segundo o Manual do Curso Básico de NPOR, de 1995, as patrulhas de reconhecimento devem ser realizadas, preferencialmente, de noite, de modo a diminuir os riscos. Conforme o Sd Florisvaldo Pereira, Wolff tinha “muita cautela conosco e pouca com ele mesmo”.

O Tenente Iporan, CMT de outra patrulha, retraiu seu grupo quando teve contato com o inimigo na Cota 747, pois havia estabelecido contato com o inimigo, objetivo de ambas as patrulhas. O Cel. Almeida compara as duas patrulhas: “O reconhecimento comandado pelo Tenente Iporan, tendo podido ser conduzido mais cautelosamente, livre da exibição teatral dada a WolfF”
A atitude de Max colocou não só o seu grupo em risco, agora sem comando e tomada, segundo Octávio, pela “doidice santa de seus liderados” e sob fogo da artilharia alemã, como todo o pelotão esteve na iminência de ser destruído ou capturado.

Grifos meus:
- Usar dessas conjecturas de que o Sgt. Wolf era louco, ou suicida é de uma atroz crueldade com um homem que não pode se defender
- Leonércio e e Dennison Oliveira escreveram respectivamente Verdades e vergonhas da Força Expedicionária Brasileira e Os Soldados Alemães de Vargas, o primeiro autor o Leonércio serviu na F.E.B, era sim um homem articulado, apesar de citar o que ele chama de uma campanha ainda que heróica, construída de forma irresponsável por parte dos comandantes, mesmo tendo uma grandissíssima quantidadesde dados e relatos interessantes do front, o livro perde seu tempo com uma porrada de lamentações e vitimismos inúteis;
- De certo que o Brasil não tinha experiência militar em conflitos e grandes gerenciamentos de tropas, todavia os Americanos, Ingleses e Alemães cometeram dezenas de erros, alguns deles até banais;
- No caso do Soldados Alemães de Vargas o autor lança uma boa pesquisa sobre brasileiros de origem alemã que serviram no Exército Alemão, o problema é o uso de clichês bocós da ligação dos Integralistas com o Nazismo, sendo estes dois livros as principais fontes revisionistas sobre a F.E.B;
- Já ouvi narrativas tão bizarras sobre o Max Wolf, em uma das comunidades do Orkut, um cidadão chegou a dizer que o Wolf era de família boêmia e que devia favores a famílias tradicionais do Rio de Janeiro, que seria ligado a contravenção (wut) ... É cada uma que só Jesus na causa.
- Eu prefiro as narrativas do Joel Silveira e do Rubem Braga, são narrativas vicerais e sem firulas;
- Essa conversa de que patrulhas só deveriam ser lançadas a noite é pura balela, como não havia o perigo da Luftwaffe nos céus, com as devidas precauções as patrulhas podem sim ser lançadas de dia, patrulhas a noite  podem ser igualmente inúteis;

Desculpem por não colocar fotos e outras imagens, conforme o tópico for se desenrolando eu vou escrevendo mais coisas, podem havere outros erros de digitação, conforme for vendo eu vou corrigindo aos poucos.

Fontes:
http://www.portalfeb.com.br/
http://www.defesanet.com.br/ecos/noticia...riotismo-/
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#12
Aproveitando o tópico, deixo um dos canais que acompanho no youtube.



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#13
História de perseverança e superação do Danilo Marques 






Spoiler Revelar
[Image: mito25-gibi.jpg]


Condecorações:


Cruz de Sangue
Cruz da Aviação "fita A"
Air Medal com 4 palmas (EUA);
Campanha da Itália;
Presidential Unit Citation (EUA)

O cara foi Guerreiro.

Fonte: http://www.abra-pc.com.br/index.php/publ...moura.html
Pedi, e vos será concedido; buscai, e encontrareis; batei, e a porta será aberta para vós.
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#14
@Seth Gecko

Esse relato do Danilo, tem no livro Senta a Pua do Rui Moreira Lima, teve outro aviador que chegou a ir para um Stalag Luft, que era um campo de prisioneiros de aviadores de guerra capturados pelo Exercito Alemão, vou buscar o nome dele.
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#15
(14-02-2019, 01:13 PM)Fernando_R1 Escreveu: @Seth Gecko

Esse relato do Danilo, tem no livro Senta a Pua do Rui Moreira Lima, teve outro aviador que chegou a ir para um Stalag Luft, que era um campo de prisioneiros de aviadores de guerra capturados pelo Exercito Alemão, vou buscar o nome dele.

Se puder confrade poste alguma coisa sobre ele.

Eu só conhecia a história do Max muito por alto. Infelizmente herói pra grande mídia e jogador de futebol e funkeiro
Pedi, e vos será concedido; buscai, e encontrareis; batei, e a porta será aberta para vós.
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#16

[Image: ?hl=pt-br]

Confrade @Fernando_R1 Se souber sobre este ocorrido, e der para relatar, será honra conhecer um pouco mais.

https://www.instagram.com/p/BuMFlxXBSLA/?hl=pt-br

Não  estou conseguindo colocar a imagem então  estou disponibilizando o link.

Confrade @Fernando_R1 Se souber sobre este ocorrido, e der para relatar, será honra conhecer um pouco mais.

                Passei, vi e, ao contrário deles, venci.
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#17
@Bastardo

Vou para casa daqui a pouco e vou trabalhar na atualização do tópico Delícia

Sim! Ontem foi aniversário da tomada de Monte Castelo,
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#18
Relato transcrito na íntegra do Livro Senta a Pua, do Rui Moreira Lima (grifos meus entre []) , livro fantástico, e ao meu ver a melhor transcrição do cotidiano do 1º Grupo de Aviação de Caça na 2ª guerra;

MALANDRO RUÇO

Quando três negros americanos pararam em frente ao seu jipe, ele percebeu o que lhe esperava. Era comum , durante a 2ª Grande Guerra na Itália, soldados soldados americanos tomarem de  seus camaradas aliados, em verdadeiros assaltos , jipes, caminhões ou qualquer outra viatura, usando-as durante o seu período de folga. Depois abandonavam os veículos e seguiam para a linha de frente [ ... para quem diz que o SÓ o BR é ladrão, taí a resposta]

Carlos Nogueira Teixeira, Cabo do 1º Grupo de Caça, mais conhecido como Malandro Ruço, vinha rodando seu jipe por uma pequena vila de Pisa, quando foi obrigado a dar carona para aqueles 3 crioulos mal encarados que vinham da frente de combate. Ao entrarem no jipe, um deles põs o cano da 45 na testa do Teixeira e ordenou que ele descesse: "Get off, young man and you live long."

Malandro Ruço parou a viatura e, com muita presença de espírito, começou a gesticular e a falar o que sabia de Inglês e Italiano "I have siginorinas and good vino. How about that?". Os crioulos acharam interessante a idéia e toparam que ele os levassem ao local ode beberiam o "vino" e encontrariam as "signorinas". Teixeira pegou no volante e saiu sem destino maquinando como sair desta enrascada sinistra.

De repente, aumentou a velocidade e freou bruscamente em uma curva, capotando o jipe próximo ao muro de um velho casarão. Rápido, sacou uma peixeira amolada e dominou um dos negros, tocando a lãmina levemente em sua garganta. [BR é foda! ... hu3hu3hu3]

- Daí em diante foi moleza, Comandante. Desarmei os "laurindos", amarrei o três e os levei ao posto da Military Police em Pisa. Lembro que o MP de serviço, baixou o pau neles, dando -lhes ainda um molho de 24 horas de xadrez. O chefe do MP de serviço perguntou como eu fiz para dominá-los e levar os larápios-soldados, se eu estava sem arma. Eu não ia dar a dica da peixeira fácil para os caras.

Conforme relata o Ruy Moreira Lima, este tipo de abordagem aconteceu outras duas vezes contra integrantes do 1º Grupo de Caça, um outro motorista caiu na armadilha de dar carona a um outro soldado vestido de uniforme americano, entregou o jipe ao assaltante e ainda levou uns 'pescotapas', é que ele não teve a mesma sagacidade do 'Malandro Ruço'. O outro foi o Moura Dias, um dos responsáveis pelo staff do grupo, quando ele viu soldados de uma divisão pára-quedista sediada em Florença cercando sua caminhonete, ele acelerou e arremeteu contra eles, ainda teve seu carro atingido por um tiro, ficando o projétil alojado no para-lamas da caminhonete.
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#19
A coisa era bruta lá. Os soldados americanos sacaneando os aliados. Dessa eu não sabia.
“A honra, a integridade e a verdade precisam ser guardadas, custe o que custar ao próprio eu.” Obreiros Evangélicos, pág. 447
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#20
@Libertador

Até que uma Luger P08 não seria de todo ruim, muitos quando voltaram para casa levaram as suas escondidas, são "espólios de guerra".

Agora, assaltando os colegas aliados eu não teria essa coragem.
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