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Proteção de bens no relacionamento
#21
A maioria acaba não casando com separação de bens.
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#22
Jamais case, nunca mesmo. Não há benefício NENHUM nisso, nenhum. É um suicídio social e moral hoje em dia. Alto risco pra nada.
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#23
"ELAS PREFEREM A RUA

O casamento perdeu o sentido nos dias atuais.

A mulher moderna parece detestar o lar, sentir aversão pelo esposo e abominar a idéia de viver para a família.

O sexo no casamento se tornou péssimo. O “outro” passou a ser mais interessante e atrativo que o marido.

O príncipe encantado não está dentro de casa, não é o próprio marido, é alguém de fora: um amante, um amigo de trabalho, um artista de novela ou de cinema. O que a mulher moderna possui de melhor é oferecido a esse “outro”, não ao marido.

Ao invés de namorar com o esposo, a mulher moderna prefere fazer compras em shoppings, sair com amigas, trabalhar e viajar sozinha.

Por que um homem irá se casar, se sua esposa o detestará? Com que finalidade irá se amarrar e ser fiel, se as pessoas que estão fora da relação serão mais valorizadas que ele?

A regra, nos dias atuais, é que as esposas não suportem muito os seus maridos. Não é à toa que as iniciativas de separação partem das mulheres, na maioria dos casos.

O motivo disso tudo é simples: a mulher não gosta muito do homem, pois gosta mais de si mesma, enquanto o homem gosta desesperadamente da mulher, mas geralmente demonstra o seu amor de forma desastrada.

A relativa indiferença da fêmea pelo macho está no cerne da tendência poligâmica masculina, embora não seja a única causa. Buscamos várias, na tentativa, eternamente frustrante, de suprir uma falta que nunca se extingue. Schopenhauer pergunta: “Onde é que existiram monogâmicos verdadeiros?”. De fato, monogâmicos verdadeiros são quase inexistentes.

Como somos desesperados pelo feminino, resulta então que o buscamos incessantemente, sob várias formas. Já elas, como são meio alheias a nós, são menos promíscuas. Não é que elas sejam mais fiéis ou virtuosas, o que acontece é que elas se contentam com uma quantidade menor de parceiros, pois não colocam o sexo no centro de suas vidas. As ninfomaníacas que correm desesperadas atrás de centenas de homens estão, na verdade, doentes, e são tão anormais quanto os homens que não gostam de mulheres. O padrão feminino comum é gostar pouco de homem e isso tem que ser aceito, pois é uma característica natural, inclusive em outras espécies.  Diz-se, no Oriente, que as mulheres são de oito a dez vezes mais controladas sexualmente que os homens. Os homens que se revoltam contra tais fatos estão entrando em choque com a realidade.

O verdadeiro sentido do casamento seria encontrado no Matrimônio Perfeito. Mas como isso seria possível enquanto a mulher preferisse tudo, menos o que está dentro de sua casa?  E como a mulher poderia preferir o lar, se o esposo não compreendesse a natureza feminina de forma realista e não soubesse como tornar a vida interessante?

A vida moderna é diametralmente oposta ao Matrimônio Perfeito e totalmente favorável à promiscuidade, ao adultério e à poligamia/poliandria. Todas as forças atualmente nos arrastam para isso. As estruturas sociais e familiares estão montadas para impedir o desenvolvimento amoroso das almas.

O encontro espiritual de duas almas através do amor torna-se impossível se a mulher detestar seu marido e valorizar mais o que está fora, seja o trabalho, as amigas, o estudo, a carreira ou o que seja. A mente feminina foi condicionada (por quem será?) para sabotar sua própria felicidade no amor. O egoísmo sentimental as manipula e as arrasta, brutalmente, para o abandono, para a infelicidade e para a solidão."

Nessahan Alita, 20 de dezembro de 2010 - Blog Amor Dissidente.
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#24
Eu creio que os amigos estão parcialmente informados, não refuto nada do que foi dito até aqui, mas venho trazer luz e esclarecimento a questão, estou em um relacionamento a 3 anos e em breve isso deverá se tornar um casamento, estou ciente de todas as canalhices femininas e masculinas e porque diabos vou me casar então ?

Irei me casar por causa dos filhos que terei com essa mulher, até então meu relacionamento esta longe de ser perfeito e minha companheira longe de ser uma santa, isso eu admito porque se a algo que eu combata com todas as minhas forças é a conversa de mulher exceção, se escolhi minha companheira foi mais pela lógica do menos pior do que pela lógica do “essa é para casar” ou a “parceira perfeita”.

A pergunta que eu faço aos que querem ser pais é, como vocês pretendem ser presentes, passarem seus valores fora de um casamento? Na minha humilde opinião não concebo ter filhos para serem criados por outro macho ou terem valores diferentes do que os da minha família, na minha visão a mulher é um pedágio caro, inconveniente, porém necessário para se ter filhos, e reforço a ideia de que a mulher dentro do casamento.

Não concebo casamento como uma coisa para sempre no estilo filme, para mim, na pior das hipóteses terei de amargurar até a maioridade dos meus filhos para então seguir meu caminho com solteiro, isso é, se o casamento for pelo ralo mesmo, espero que meu casamento seja equilibrado, casamento perfeito, romantismo e idealizações eu deixo para os mais empolgados.

Sobre a questão dos bens, vamos lá, se você não esta casado e morre, como vai ficaram seus filhos? Se por acaso morrer e sua esposa não tiver acesso nenhum a nada seu, ou suas contas forem completamente inacessíveis esse dinheiro vai chegar a algum destino? o que eu quero ressaltar aqui é a importância de se fazer uma engenharia financeira eficiente.

Algumas soluções, abrir conta em paraísos fiscais e enviar o dinheiro para lá, a legislação de transição de bens no exterior não é rígida como a do Brasil, isso inclui a possibilidade de tirar aquele filho problema da sua herança e coisas do tipo, isso inclui pensar em investimentos pessoais e intransferíveis como previdência privada e etc, não quero me alongar muito nesse assunto mais são pequenas sugestões.
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“A verdade é clara como água de rocha, como liquor de quem não tem meningite séptica.”

"Sou um homem normal, que come, gosta de mulher e usa o vaso sanitário."

"Sua excelência, já discuti com ele certa feita ao vivo, não tem o mínimo de arrumação intracromossomial específica para dirigir o país."

"Não adianta termos ilusões: o mundo é assim, os países não se relacionam por amizade, é por interesse. Vamos ser realistas, vamos emergir da infância."

"Não sou doce, sou amargo."

Enéas Carneiro

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#25
(21-12-2018, 12:14 PM)Reddington Escreveu: Jamais case, nunca mesmo. Não há benefício NENHUM nisso, nenhum. É um suicídio social e moral hoje em dia. Alto risco pra nada.

O Ultimo realista que dizia isso não só casou, como não está mais conosco. Yaoming
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"Facts don't care about your fellings!"

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#26
(21-12-2018, 01:14 PM)Ares Escreveu: Eu creio que os amigos estão parcialmente informados, não refuto nada do que foi dito até aqui, mas venho trazer luz e esclarecimento a questão, estou em um relacionamento a 3 anos e em breve isso deverá se tornar um casamento, estou ciente de todas as canalhices femininas e masculinas e porque diabos vou me casar então ?

Irei me casar por causa dos filhos que terei com essa mulher, até então meu relacionamento esta longe de ser perfeito e minha companheira longe de ser uma santa, isso eu admito porque se a algo que eu combata com todas as minhas forças é a conversa de mulher exceção, se escolhi minha companheira foi mais pela lógica do menos pior do que pela lógica do “essa é para casar” ou a “parceira perfeita”.

A pergunta que eu faço aos que querem ser pais é, como vocês pretendem ser presentes, passarem seus valores fora de um casamento? Na minha humilde opinião não concebo ter filhos para serem criados por outro macho ou terem valores diferentes do que os da minha família, na minha visão a mulher é um pedágio caro, inconveniente, porém necessário para se ter filhos, e reforço a ideia de que a mulher dentro do casamento.

Não concebo casamento como uma coisa para sempre no estilo filme, para mim, na pior das hipóteses terei de amargurar até a maioridade dos meus filhos para então seguir meu caminho com solteiro, isso é, se o casamento for pelo ralo mesmo, espero que meu casamento seja equilibrado, casamento perfeito, romantismo e idealizações eu deixo para os mais empolgados.

Sobre a questão dos bens, vamos lá, se você não esta casado e morre, como vai ficaram seus filhos? Se por acaso morrer e sua esposa não tiver acesso nenhum a nada seu, ou suas contas forem completamente inacessíveis esse dinheiro vai chegar a algum destino? o que eu quero ressaltar aqui é a importância de se fazer uma engenharia financeira eficiente.

Algumas soluções, abrir conta em paraísos fiscais e enviar o dinheiro para lá, a legislação de transição de bens no exterior não é rígida como a do Brasil, isso inclui a possibilidade de tirar aquele filho problema da sua herança e coisas do tipo, isso inclui pensar em investimentos pessoais e intransferíveis como previdência privada e etc, não quero me alongar muito nesse assunto mais são pequenas sugestões.

Você quer ter um filho, mas não suporta as aporrinhações de uma mulher, muito menos quer se casar e correr o risco de ser DEPENADO por ela? Seus "pobrema se acabaransi", chegou a revolucionária:

[Image: chocadeira-juli-70-ovos-com-ovoscopio-ch...017-F.webp]
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"Facts don't care about your fellings!"

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#27
Nobre, se você for herdeiro de alguma fortuna ou algum bilionário, deverá se preocupar com blindagem patrimonial... não só com relação a sua futura ex- esposa, mas com Governo, terceiros que vão inventar motivos para te processar. Falo por mim, homem médio... os maiores tombos e prejuízos que um homem pode ter no relacionamento virão em forma de dívida imobiliária, passeios, roupas para você ficar legal e impressionar sua namorada etc. Emfim, a vaidade e a carência vão te levar a fazer gastos inúteis. No mais, se você já está com pé atrás... fuja.
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#28
Diz um antigo provérbio: "o combinado não sai caro".
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#29
A melhor forma de proteger os bens é escondê-los, só falar que mora de aluguel. Uma possível descoberta... é só não se relacionar 'seriamente'. Querer o poder de atração dos bens todo mundo quer, mas dividir não!

Quem com tanto fogo fere, com o fogo um dia será ferido...

https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/...eiro-39224
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#30
Quem me salvou foi um advogado. Me direcionou direitinho ANTES de eu me separar, me preparei pra não perder o que eu tinha.
Se eu fosse depender de conselhos de família, amigos, colegas, curiosos, etc eu tava FUDIDO.
Se está entrando em relacionamento amoroso mais sério (para quem não sabe, não precisa casar pra ter que dividir os bens com a mulher, morou junto poucos meses já tá lascado), sempre consulte um advogado. ANTES.
E outra: o que eu passei 20 anos atrás não tem nada a ver com hoje, as leis mudam muito no BR. Deve ter piorado algumas coisas e melhorado outras... o ADV está sempre atualizado com essas merdas.
O meu advogado na época trabalhou dentro do seguinte conceito: "se vc não tem nada, não perde nada". É o máximo que vou escrever sobre o que ele me orientou...
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#31
(13-07-2020, 12:48 PM)Berzerk Escreveu: Quem me salvou foi um advogado. Me direcionou direitinho ANTES de eu me separar, me preparei pra não perder o que eu tinha.
Se eu fosse depender de conselhos de família, amigos, colegas, curiosos, etc eu tava FUDIDO.
Se está entrando em relacionamento amoroso mais sério (para quem não sabe, não precisa casar pra ter que dividir os bens com a mulher, morou junto poucos meses já tá lascado), sempre consulte um advogado. ANTES.
E outra: o que eu passei 20 anos atrás não tem nada a ver com hoje, as leis mudam muito no BR. Deve ter piorado algumas coisas e melhorado outras... o ADV está sempre atualizado com essas merdas.
O meu advogado na época trabalhou dentro do seguinte conceito: "se vc não tem nada, não perde nada". É o máximo que vou escrever sobre o que ele me orientou...

Vai morar junto: celebra união estável com separação de bens.

Vai casar: escolha o regime da separação de bens.

E não seja um desorganizado, mantenha o inventário das suas coisas. Evite adquirir bens em condomínio (dividir a compra de um carrro, por ex.), mas se comprar algo em sociedade, deixe especificado em escritura ou contrato, para não haver confusão patrimonial.
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#32
Creio que o primeiro passo nisso é não viver de ilusões. É preciso escolher bem e mesmo escolhendo bem é preciso ter ciência de que erros são possíveis e também as pessoas podem "mudar" ou te enganar.

Em segundo lugar é preciso ter conhecimento. Saber jurídico (e outros, como saúde, finanças etc) em nossa sociedade é fundamental e não basta fazer faculdade péssima, é necessário aprender de fato. E não vale dizer que não tem tempo, quem pode ficar de conversinha em Whatsapp, perdendo tempo com notícias inúteis (a maioria), joguinhos, redes sociais, pornografia ou qualquer outra coisa pode se educar de maneira ótima, basta querer.

Isso é importante porque não adianta fazer um super contrato (se tiver sorte de achar algum profissional para isso e pagar o que vale) e depois ser mal representado em uma eventual ação. A maior parte dos casos de caras se ferrando que vejo não são apenas pelas nossas leis ou judiciário (que são ambos um lixo), mas também porque o cara é um lascado que fica na mão de advogado ruim ou preguiçoso e não consegue aferir/impor qualidade no serviço. Ora, sou formado em direito e isso ajuda. Porém não sou formado medicina e também não fico na mão de médico, a internet está aí com informações suficientes para tudo isso, inclusive com livros técnicos para baixar de graça. Se não teve uma boa educação básica, com interpretação de texto e os carambas: na internet tem material pra isso também, se vira.

No meu caso a primeira coisa é que não escolhi qualquer uma que tenha passado na mão de outros, acho isso importante, porque se você está com uma mulher que rodou por aí ela já sabe que seu valor sexual tem preço e vai te exigir pagamento por isso direta ou indiretamente.

Depois de 5 anos de namoro resolvemos conviver em união estável, com tudo predeterminado. Não vamos ter filhos ela tem pavor, já até fiz vasectomia. Antes celebramos em escritura pública um contrato de união estável com separação absoluta de bens detalhando em minúcias tudo (depois eu posto um esboço aqui), o que inclui dizer por exemplo que os móveis da casa comprados por ambos são dos dois o mesmo ocorrendo com bens de maior monta como veículos e imóveis, desde que estejam no nome dos dois, ou seja, todo o resto são bens individuais inclusive presentes recebidos, PCs, jóias, investimentos, imóveis...  

Isso é auxiliado por um balanco financeiro doméstico mensal que registramos por e-mail e transações bancárias (cada um com a sua), então fica fácil saber o que foi dividido e o que não foi, mesmo em pequenas coisas domésticas. Acho importante registrar também que isso só é viável por que dividimos tudo 50/50 para a manutenção de casa e comprar de móveis, salvo itens pessoais como, por exemplo, meu notebook e o dela que cada um compra o seu.

E isso é assim mesmo eu ganhando atualmente quase 10x mais que ela, não banco nada de coisas do dia a dia sozinho apenas presentes e coisas especiais que ela também faz para mim, talvez ela faça até um pouco mais de gastos com meus presentes na média. Se o cara banca mais, mesmo que proporcional, aí já merece tomar uma mordida na separação mesmo e sem reclamar.

Tudo só é possível pois sou extremamente frugal e vivo só com algo em torno de R$ 2.500,00 a R$ 3.500,00 mensais, o que por sorte me ajudou a encontrar uma mulher que está pouco ligando para o meu patrimônio (e nem sabe muito quanto é) e na verdade quando nos conhecemos há 10 anos eu ganhava menos que meio salário mínimo (exatos R$ 300,00 em março de 2010).

De todo modo, não adianta tudo isso e casar com uma psicopata, pois cada vez mais casamento e união estável estão semelhantes e nos dois gerará pensão e ela ficará com uma parte substancial do seu patrimônio em caso de morte (e como menos de 10% dos homicídios no Brasil são resolvidos, já sabe né).

Por fim, mesmo com tudo isso, não acho união estável/casamento muito grande coisa, nem que achei ou que existe mulher exceção. É muito bom para dividir as despesas, tem algum companheirismo (sou muito antissocial e me sinto bem sozinho, então não consigo valorar muito bem este aspecto), a qualidade do sexo é boa, mas a frequência e, principalmente variabilidade deixam demais a desejar, pois sou totalmente fiel. Amo minha esposa, mas em caso de eventual separação não seria o fim do mundo e se ocorrer não volto a ser relacionamentos sólidos jamais (namoro, união estável ou casamento que pra mim são quase a mesma coisa).
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#33
Segue o modelo. No casamento isso deve constar no regime de bens. Custou apenas o valor do registro da escritura pública (R$ 100).

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ESCRITURA PÚBLICA DE COMPARECIMENTO E DECLARAÇÃO QUE FAZEM: X e Y, NA FORMA ABAIXO DECLARADA:-
 
S A I B A M todos quantos esta pública escritura virem que, DATA, nesta  Serventia Notarial, Município e Comarca de ZZZZZ, perante mim, Tabelião, compareceram como outorgantes declarantes, X e Y, reconhecidos como os próprios por mim, Tabelião e das testemunhas, pelos documentos que me foram apresentados do que dou fé. E, perante mim e pelos outorgantes declarantes e nos melhores termos de direito, sem induzimento, coação ou sugestão de quem quer que seja, vem declarar o seguinte: Que convivem como se fossem marido e mulher desde DATA até a presente data; e, desta união não tiveram filhos, vivendo na mesma residência, mantendo relações afetivas e ajudando-se mutuamente com a finalidade de constituir família. Pelos outorgantes/conviventes me foi dito que: Cláusula Primeira: por e tendo em consideração os convênio mútuos, promessas e atos a serem executados por cada parte a seguir, as partes concordam livremente com todos os termos e condições deste contrato; Cláusula Segunda: os conviventes declaram que vivem em União estável, de forma pública, continua, duradoura e com objetivo de constituição desde DATA; Cláusula Terceira: pertencem a ambos os conviventes todos os bens móveis que compõem o a mobília do imóvel onde os contratantes fizerem domicílio; Cláusula Quarta: o regime de bens adotados pelos conviventes será o de separação absoluta, sendo que todos os bens adquiridos onerosamente e os bens particulares, móveis ou imóveis adquiridos/herdados por cada um dos acordantes, e que estejam em nome de apenas um dos conviventes não se comunicarão em caso de separação; I. Só se comunicarão em caso de separação os bens em nome de ambos os acordantes e demais direitos legalmente previstos. Parágrafo Único: os bens móveis constantes da mobília da residência do casal serão divididos em partes iguais; são considerados bens particulares para fins do presente contrato aqueles que, por valor afetivo ou uso pessoal e intransferível, componham o patrimônio individual dos conviventes como computadores, joias entre outros objetos pessoais. Cláusula Quinta: os conviventes, reciprocamente, concordam e se obrigam a ter a União Estável que aqui se estipula respaldada na lealdade, fidelidade, respeito e assistência mútua; Cláusula Sexta: fica estabelecido que, em caso de infidelidade comprovada de um dos conviventes, a parte infiel se comprometerá a indenizar o seu companheiro na quantia de R$ () corrigidos monetariamente conforme a data do ocorrido. O valor estabelecido ainda estará, em caso de inadimplência, sujeito aos juros legais, conforme o Código Tributário Nacional, art. 161, §1°, podendo ainda este valor, ser executado judicialmente e recair sobre qualquer bem individual do convivente infiel; Clausula Sétima: salvo disposição em contrário no presente acordo, cada parte pode dispor da propriedade registrada em nome próprio de qualquer forma; Disposições finais, Cláusula Oitava será extinto o presente acordo por: I. Resilição bilateral mediante declaração por escrito; II. casamento, mediante realização de acordo sob novos termos; III. separação por período superior a seis meses; IV. morte de um dos conviventes, sendo direito de ambos o reconhecimento das disposições e direitos legais provenientes da União Estável, regulados o Código Civil de 2002 e pela Lei 9.278/1996; Cláusula Nona: este acordo inclui o completo entendimento e acordo entre as partes; Cláusula Décima: o presente acordo terá vigência por prazo indeterminado; Cláusula Décima Primeira: o presente acordo permanecerá em vigor até a renúncia expressa por escrito de comum acordo entre as partes, podendo os seus termos serem modificados ou aditados, por escrito, conforme a vontade e anuência conjunta dos conviventes em novo registro no Cartório de Título e Documentos desta Comarca. Declaramos ainda que fazemos esta pública escritura de Comparecimento e Declaração por ser expressão da verdade, sujeitando-nos as penalidades previstas em Lei.

A jurisprudência reconhece tranquilamente, lembrando que isso deve ser feito ANTES do início da união estável, senão aplica-se o regime comum que é a separação parcial de bens:

https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprud...s?ref=serp

https://stj.jusbrasil.com.br/jurispruden...9?ref=serp

Importante destacar que não evita pensão para:

1) os filhos: essa é quase impossível escapar em qualquer hipótese e muito provavelmente a mulher vai viver com uma parte disso também.

2) a ex: é mais rara, normalmente quem é condenado a pagar é o cara que já banca um padrão de vida para a mulher acima do que ela conseguiria sozinha. Ela deve comprovar a necessidade para viver de modo compatível com a sua condição social (art. 1694 c/c art. 1.704, do Código Civil) e que o outro pode bancar isso.
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#34
[quote pid='88709' dateline='1594703012']
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Mr. MikeCreio que o primeiro passo nisso é não viver de ilusões. É preciso escolher bem e mesmo escolhendo bem é preciso ter ciência de que erros são possíveis e também as pessoas podem "mudar" ou te enganar.

Em segundo lugar é preciso ter conhecimento. Saber jurídico (e outros, como saúde, finanças etc) em nossa sociedade é fundamental e não basta fazer faculdade péssima, é necessário aprender de fato. E não vale dizer que não tem tempo, quem pode ficar de conversinha em Whatsapp, perdendo tempo com notícias inúteis (a maioria), joguinhos, redes sociais, pornografia ou qualquer outra coisa pode se educar de maneira ótima, basta querer.

Isso é importante porque não adianta fazer um super contrato (se tiver sorte de achar algum profissional para isso e pagar o que vale) e depois ser mal representado em uma eventual ação. A maior parte dos casos de caras se ferrando que vejo não são apenas pelas nossas leis ou judiciário (que são ambos um lixo), mas também porque o cara é um lascado que fica na mão de advogado ruim ou preguiçoso e não consegue aferir/impor qualidade no serviço. Ora, sou formado em direito e isso ajuda. Porém não sou formado medicina e também não fico na mão de médico, a internet está aí com informações suficientes para tudo isso, inclusive com livros técnicos para baixar de graça. Se não teve uma boa educação básica, com interpretação de texto e os carambas: na internet tem material pra isso também, se vira.

No meu caso a primeira coisa é que não escolhi qualquer uma que tenha passado na mão de outros, acho isso importante, porque se você está com uma mulher que rodou por aí ela já sabe que seu valor sexual tem preço e vai te exigir pagamento por isso direta ou indiretamente.

Depois de 5 anos de namoro resolvemos conviver em união estável, com tudo predeterminado. Não vamos ter filhos ela tem pavor, já até fiz vasectomia. Antes celebramos em escritura pública um contrato de união estável com separação absoluta de bens detalhando em minúcias tudo (depois eu posto um esboço aqui), o que inclui dizer por exemplo que os móveis da casa comprados por ambos são dos dois o mesmo ocorrendo com bens de maior monta como veículos e imóveis, desde que estejam no nome dos dois, ou seja, todo o resto são bens individuais inclusive presentes recebidos, PCs, jóias, investimentos, imóveis...  

Isso é auxiliado por um balanco financeiro doméstico mensal que registramos por e-mail e transações bancárias (cada um com a sua), então fica fácil saber o que foi dividido e o que não foi, mesmo em pequenas coisas domésticas. Acho importante registrar também que isso só é viável por que dividimos tudo 50/50 para a manutenção de casa e comprar de móveis, salvo itens pessoais como, por exemplo, meu notebook e o dela que cada um compra o seu.

E isso é assim mesmo eu ganhando atualmente quase 10x mais que ela, não banco nada de coisas do dia a dia sozinho apenas presentes e coisas especiais que ela também faz para mim, talvez ela faça até um pouco mais de gastos com meus presentes na média. Se o cara banca mais, mesmo que proporcional, aí já merece tomar uma mordida na separação mesmo e sem reclamar.

Tudo só é possível pois sou extremamente frugal e vivo só com algo em torno de R$ 2.500,00 a R$ 3.500,00 mensais, o que por sorte me ajudou a encontrar uma mulher que está pouco ligando para o meu patrimônio (e nem sabe muito quanto é) e na verdade quando nos conhecemos há 10 anos eu ganhava menos que meio salário mínimo (exatos R$ 300,00 em março de 2010).

De todo modo, não adianta tudo isso e casar com uma psicopata, pois cada vez mais casamento e união estável estão semelhantes e nos dois gerará pensão e ela ficará com uma parte substancial do seu patrimônio em caso de morte (e como menos de 10% dos homicídios no Brasil são resolvidos, já sabe né).

Por fim, mesmo com tudo isso, não acho união estável/casamento muito grande coisa, nem que achei ou que existe mulher exceção. É muito bom para dividir as despesas, tem algum companheirismo (sou muito antissocial e me sinto bem sozinho, então não consigo valorar muito bem este aspecto), a qualidade do sexo é boa, mas a frequência e, principalmente variabilidade deixam demais a desejar, pois sou totalmente fiel. Amo minha esposa, mas em caso de eventual separação não seria o fim do mundo e se ocorrer não volto a ser relacionamentos sólidos jamais (namoro, união estável ou casamento que pra mim são quase a mesma coisa).
[/quote]

Avaliando os amigos casados que me rodeiam, concluo que só há alguma vantagem (questionável), nessa condição, para aqueles cuja esposa lhes eleva a qualidade de vida - patrimonialmente falando. São caras que, sem a respectiva esposa, não teriam o mesmo padrão de residência, carro, viagens etc. 

Daí entra esse aspecto que o confrade anuncia, que casamento é"muito bom para dividir as despesas".

E parece-me que o tal "companheirismo" pressupõe essa sociedade financeira eficaz (e, de alguma maneira, equânime).

Dinheiro é muito importante para a vida atual. Psicologicamente se diz que o dinheiro é prazer negativo. "Negativo" porque ele te tira de uma situação de não-prazer (falta de dinheiro) e te concede o prazer subjacente às comodidades que o dinheiro oferece.

Então, presumo que a chave para um casamento (ou UE) viável é a simbiose financeira.

A grande maioria dos casamentos repercutem em baixa qualidade e frequência do sexo. Aliás, o casamento representa, para o homem, a abstenção sagrada da liberdade sexual. Dois grandes amigos meus hoje relatam a necessidade de implorar ou de escrever uma prosa romanesca para obter sexo de suas esposas.

Portanto, se o sexo é deficitário e o companheira de jornada pressupõe uma boa simbiose financeira, defendo que o casamento há de ser visto, sobretudo, como uma sociedade patrimonial.  

Agora, pergunto ao confrade, a sua companheira nunca ponderou, mesmo indiretamente, contra a divisão 50/50 das contas, em razão do contraste remuneratório do casal?
Responda-o
#35
(14-07-2020, 08:31 PM)Dr. Lecter Escreveu:
Agora, pergunto ao confrade, a sua companheira nunca ponderou, mesmo indiretamente, contra a divisão 50/50 das contas, em razão do contraste remuneratório do casal?

Ótimas considerações com as quais eu concordo.

Quanto à pergunta:


Mais recentemente de uns 3-4 anos pra cá minha remuneração subiu muito (e não tem como ela não saber pois trabalho no serviço público e eles publicam o valor detalhado na internet), mesmo assim poupo 80-90% então ela tem condições de manter o mesmo padrão facilmente. 

Quando eu dou uma fraquejada na divisão dos serviços domésticos ela fala que como dividimos as despesas meio a meio eu tenho que fazer também a minha parte e sugere de dividirmos empregada ou diarista e só. Ela nunca falou que eu teria que pagar a mais, mas disse para eu imaginar como eu me sentiria se ela pagasse só 30-40% da conta de água, luz etc... e eu concordo. Chamamos diarista esporadicamente e ela divide, mas acho que não precisa e sai caro - 1x por semana dá 600 reais por mês, por exemplo. 

Eu poderia entrar em mil detalhes aqui, como de eu ter bastante carinho apesar de ser muito desapegado; dela saber o que penso do relacionamento homem-mulher desde sempre (inclusive da minha aversão ao casamento mesmo atualmente - ela concorda no geral também com as ideais realistas e, apesar de não estar 100% imune, odeia feminismo); de minhas críticas quanto à frequência sexual e minhas ponderações quanto a falta de variação (e quando digo variação é mulheres diferentes mesmo que considero o pior e mais grave revés do meu relacionamento e sinto falta - porém na média considero o sexo em um relacionamento estável de muito melhor qualidade), entretanto desviaria muito do cerne do tópico.
Responda-o
#36
(14-07-2020, 09:42 PM)Mr. Mike Escreveu:
Spoiler Revelar
Mr. Mike


Ótimas considerações com as quais eu concordo.

Quanto à pergunta:


Mais recentemente de uns 3-4 anos pra cá minha remuneração subiu muito (e não tem como ela não saber pois trabalho no serviço público e eles publicam o valor detalhado na internet), mesmo assim poupo 80-90% então ela tem condições de manter o mesmo padrão facilmente. 

Quando eu dou uma fraquejada na divisão dos serviços domésticos ela fala que como dividimos as despesas meio a meio eu tenho que fazer também a minha parte e sugere de dividirmos empregada ou diarista e só. Ela nunca falou que eu teria que pagar a mais, mas disse para eu imaginar como eu me sentiria se ela pagasse só 30-40% da conta de água, luz etc... e eu concordo. Chamamos diarista esporadicamente e ela divide, mas acho que não precisa e sai caro - 1x por semana dá 600 reais por mês, por exemplo. 

Eu poderia entrar em mil detalhes aqui, como de eu ter bastante carinho apesar de ser muito desapegado; dela saber o que penso do relacionamento homem-mulher desde sempre (inclusive da minha aversão ao casamento mesmo atualmente - ela concorda no geral também com as ideais realistas e, apesar de não estar 100% imune, odeia feminismo); de minhas críticas quanto à frequência sexual e minhas ponderações quanto a falta de variação (e quando digo variação é mulheres diferentes mesmo que considero o pior e mais grave revés do meu relacionamento e sinto falta - porém na média considero o sexo em um relacionamento estável de muito melhor qualidade), entretanto desviaria muito do cerne do tópico.

Excelentes ponderações, @Mr. Mike

Elogio a economia familiar que você aplicou no seu casamento. É um cenário em que eu, particularmente, vou me inspirar, embora minha namorada hoje tenha a pretensão de ganhar E GASTAR muito dinheiro. 

Elogio, em destaque, a frugalidade... Excepcionando viagens (curto conhecer o globo, as diferentes culturas e fazer trekkings), eu gostaria de manter um padrão de vida alinhado a 20, 30% dos meus ganhos.



No atual relacionamento, eu arduamente tento manter o pacto de fidelidade, mas compartilho a opinião de que a monogamia é ultrajante

No mais, obrigado por compartilhar sua história, foi bem enriquecedora. 
Responda-o


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