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Evidências Bíblicas Científicas
#1
Evidências Bíblicas Científicas

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Queridos irmãos da real, eu sou um amante da ciência e um amante da bíblia, e por este motivo, criei este tópico com o intento de reunir as descobertas científicas que comprovem fatos narrados na bíblia e a veracidade da mesma.

Aos irmãos que intentem em contribuir, peço, humildemente, que não postem achismos, este tópico é apenas para evidências científicas sérias.

Se quiserem postar sobre arqueologia peço que utilizem este outro tópico: https://legadorealista.net/forum/showthr...p?tid=2314
Cuidai, para que isso que agora julgais ser ouro puro, não se vos demonstre ser metal vil.

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#2
O que é Complexidade Irredutível?

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De modo geral, a tese da Complexidade Irredutível afirma que há estruturas biológicas que não poderiam ter evoluído de um estado mais simples. Uma célula, por exemplo, é composta de centenas de máquinas moleculares complexas. Sem elas, a célula não funcionaria. Por isso, a célula é irredutivelmente complexa: ela não pode ter evoluído de um estado mais simples, porque não funcionaria em um estado mais simples, e a seleção natural só pode optar por características que já estejam funcionando. Behe define a complexidade irredutível em seu livro A Caixa Preta de Darwin como um sistema único composto de várias partes bem combinadas que interagem e que contribuem para a função básica do sistema, onde a remoção de qualquer das partes faz com que o sistema deixe de funcionar efetivamente

Michael Behe dá o exemplo de uma ratoeira, que costuma ter cinco partes: uma base de madeira para sustentar o dispositivo, um martelo metálico para atingir o camundongo, uma mola para acionar o martelo, uma lingueta para soltar a mola e uma barra metálica que prende o martelo. Sem uma dessas partes, o dispositivo é inútil. Portanto, uma ratoeira é irredutivelmente complexa.

Em biologia, Behe considera o flagelo bacteriano um sistema irredutivelmente complexo. O flagelo funciona como um propulsor que ajuda algumas bactérias a se moverem. Esse "propulsor" contém mais de 40 proteínas responsáveis por seu funcionamento — algumas agem como um motor, algumas como um estator e outras agem como uma bucha que guia o eixo de acionamento através da membrana bacteriana. Sem uma dessas 30 proteínas, o sistema inteiro entra em colapso.

A comunidade científica responde à complexidade irredutível dizendo que, embora seja verdade que a seleção natural só possa optar por características que já estejam em funcionamento, essas não têm que estar em sua forma atual. É possível que elas estivessem desempenhando outras funções quando foram escolhidas como vantajosas para sua função atual. No exemplo da ratoeira, alguns cientistas ressaltam que, se removermos a lingueta e a barra metálica, teremos um prendedor de gravata. Se removermos a mola, teremos uma argola de chaveiro.

Eles também alegam que a ciência já descobriu que um grupo de proteínas que compõe os flagelos bacterianos é usado por determinadas bactérias para uma função completamente diferente. Ele agiria como um tipo de "bomba molecular" na membrana bacteriana. O biólogo Kenneth Miller afirma: "A questão que a ciência há muito compreendeu é que as peças de máquinas ditas irredutivelmente complexas podem ter funções distintas, mas ainda assim úteis." Ele acrescenta: "A evolução gera máquinas bioquímicas complexas ao copiar, modificar e combinar proteínas previamente usadas para outras funções".

William Dembski nos explica que a presença de complexidade especificada em um sistema significa que ele não pode ter ocorrido por acaso e não é resultado de nenhuma lei natural que diga que ele deve ser do jeito que é. Um sistema biológico apresenta complexidade especificada se ele atender a três critérios: sua composição não é apenas o resultado de uma lei natural; sua composição é complexa; sua composição reflete uma "especificação ou padrão independentemente dado".

Para esclarecer, Dembski nos dá o exemplo da detecção de um sinal de rádio extraterrestre no filme "Contato". Os radioastrônomos em "Contato" detectam design em um sinal de rádio quando descobrem que seus pulsos refletem todos os números primos de 2 a 101, e apenas esses números. Não era consequência da necessidade - não há lei que exija que os sinais de rádio sejam transmitidos nesse padrão; era complexo - a série de sinais é longa; por isso, era improvável assumir aquela forma por acaso.

Além do que a série de sinais refletia um padrão objetivo - um padrão especificado em matemática, muito antes de os astrônomos receberem o sinal de rádio. Esse sinal tinha complexidade especificada, e Ellie Arroway e sua equipe entendem isso como prova de design inteligente. Segundo Dembski, um sistema biológico tem design óbvio se apresentar complexidade especificada. A comunidade científica considera esse argumento inerentemente falho. Ela ressalta que Dembski apresenta uma hipótese negativa: qualquer coisa que não seja "criada" por acaso ou por lei tem que ter um design. Mas os cientistas alegam que o acaso, a lei e o design não se excluem mutuamente, e não são as únicas possibilidades. Assim, não se pode aplicar o processo de eliminação. E, de qualquer modo, segundo eles, a ciência não aceita o processo de eliminação como prova de alguma coisa. O método científico requer uma hipótese positiva - não se pode provar uma coisa simplesmente negando outra.

Outra objeção ao método de Dembski para detectar o design é que ele parece precisar de conhecimentos prévios do padrão especificado. Se os radioastrônomos em "Contato" não conhecessem as leis naturais que governam os sinais de rádio e não reconhecessem números primos consecutivos como uma sequência matemática, eles nunca detectariam um padrão. Alguns cientistas alegam que, ao lidar com algo semelhante ao DNA, não há padrões externos reconhecíveis e, portanto, nenhuma forma de detectar se um padrão ocorre por acaso ou se foi "dado independentemente". O processo de Dembski para detectar o design pressupõe design.

Lei da conservação de informações

A lei de conservação de informações foi criada por William Dembski e envolve algumas equações matemáticas complexas e detalhadas. Em sua essência, essa lei afirma que a natureza não pode criar informações novas (por exemplo, as informações contidas no DNA); ela só pode trabalhar com as informações já existentes. Portanto, uma espécie mais complexa - que contenha mais informações - não pode ter evoluído de uma espécie menos complexa.

A comunidade científica, por sua vez, critica Dembski alegando que ele está reapresentando o argumento criacionista de que a teoria da evolução viola a segunda lei da termodinâmica, que afirma que há uma tendência na natureza para a redução da complexidade. Ela alega que há muito tempo a ciência entendeu que essa teoria aplica-se "só aos sistemas fechados, e os sistemas biológicos não são fechados".

A ratoeira de Behe, mencionada anteriormente, foi apenas uma simples ilustração, os seres vivos são bem mais complexos, pois, além de matéria prima, eles contêm informações. Uma ratoeira pode mudar de função (com ajuda de um ser inteligente), mas seres vivos irredutivelmente complexos não podem mudar a função de seus sistemas vitais e continuar vivendo. O importante não é se algo pode mudar de função, e sim a perda da vida. Varias outras respostas e argumentos de Behe podem ser vistos no link abaixo.

Nota: é claro que esta foi apenas uma breve introdução a este tema, a discussão entorno da complexidade irredutível envolve muito mais aspectos relevantes que podem ser apresentados numa próxima postagem.

[Image: RATOEIRA.jpg]

Ratoeira de Behe


(Fonte: http://www.trueorigin.org/behe05.php)
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#3
DNA Mitocondrial: viemos todos de uma mesma mulher


A Dra. Rebecca L. Cann, do Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, realizou uma pesquisa com o intuito de descobrir a origem da raça humana através do mtDNA (DNA Mitocondrial).[1] Rebecca e a equipe realizaram testes com 147 indivíduos, das cinco populações geográficas do nosso planeta, de todos os grupos de seres humanos, e concluiu que todos possuíam um mtDNA idêntico. Portanto, todos teriam uma mesma ancestral em comum: a Eva Mitocondrial. Alguns naturalistas, tentando se esquivar das implicações bíblicas que tal descoberta possui, afirmam que não houve apenas uma única mulher que deu origem a todos nós, mas um grupo formado por várias mulheres (e vários homens),[2] porém não é isso o que os estudos indicam; tal posicionamento parte de pressupostos metafísicos. Se a premissa desses naturalistas estivesse correta, a pesquisa mostraria que um determinado grupo de pessoas veio de uma única ancestral, outro grupo veio de outra ancestral, e assim por diante, mas os resultados mostram que todos viemos de uma única e mesma mulher. Não há razões suficientes, também, para se crer que a Eva Mitocondrial foi a única capaz de produzir uma linhagem direta até os dias atuais, em detrimento das “outras evas”.

Muitos cientistas evolucionistas também tentaram descobrir quando e onde a primeira mulher haveria surgido. A conclusão deles foi que ela era africana e surgiu há pelo menos 200 mil anos.[1, 3] Essa conclusão veio principalmente por meio de métodos baseados em datação radiométrica.

Contrariando tais suposições de muitos evolucionitas, um estudo feito pelos doutores Lawrence Loewe e Siegfried Sherer afirma que, se compararmos o tempo necessário para que as pequenas variações genéticas passassem a fazer parte do material genético de um grupo de indivíduos com o número dessas variações do mtDNA, chegaríamos à conclusão de que a primeira mulher teria surgido em algum tempo entre 6000-6500 anos atrás;[4] ou talvez até algum tempo a mais.

An Gibbons, escreve que “os investigadores calcularam que a ‘Eva mitocondrial’ – a mulher cujo mtDNA foi ancestral de todos os seres humanos – viveu entre 100.000 a 200.000 anos atrás, na África. Utilizando o novo relógio, ela teria uns meros 6.000 anos.”[5]

Implicações criacionistas

Segundo o relato bíblico sobre a criação da raça humana, todos nós teríamos vindo de uma única mulher: Eva (Gn 3:20). E durante muito tempo os cientistas evolucionistas ridicularizaram os cristãos por crerem que todos teríamos realmente vindo do primeiro casal criado por Deus. Sem bases sólidas, e com o desejo ardente de querer harmonizar a Bíblia com a ciência, muitos cristãos optaram por abraçar o dogma evolucionista e acabaram por deturpar o Gênesis, considerando-o nada mais que uma parábola, para não dizer “um mito”.

Alguns até mesmo argumentam que Adão e Eva não foram pessoas reais, mas apenas “imagens” que figuravam todos os homens e todas as mulheres que foram surgindo através da evolução que, para eles, foi supostamente ocasionada por Deus. Há argumentos que dizem que Adão não é um nome próprio, mas, sim, um substantivo que quer dizer “homem” ou “ser humano”.

Mas, mesmo que “Adão” tenha realmente um significado com a palavra “homem”, o próprio apóstolo Paulo ensinou que Adão era um nome próprio dado ao primeiro ser humano criado (não evoluído) por Deus. Ele diz aos coríntios: “O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente” (1Co 15:45). Ele também o compara ao senhor Jesus: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15:22). O evangelista Lucas também coloca Adão como sendo o primeiro na ancestralidade de Jesus (Lc 2:38); não há um só versículo que se refira ao primeiro casal como mera parábola ou mito.

Além disso, como vimos, temos bases científicas para afirmar que todos realmente viemos de uma única e mesma mulher (mtDNA). A verdade é que, quanto mais o tempo passa, mais a ciência revela caminhos que nos direcionam diretamente ao Gênesis, da forma como foi revelado e escrito.

E os dados a respeito de quando surgiu o primeiro mtDNA tornam as histórias de Adão e Eva ainda mais evidentes, pois se calcularmos as datas desde a criação de Adão e Eva até os dias atuais, teriam se passado cerca de 6.000 anos; porém, levando em consideração que as genealogias nem sempre estão completas (como no caso da genealogia de Jesus, descrita nos evangelhos), pode ser que esse tempo seja um pouco mais esticado, podendo chegar a aproximados 10.000 anos, por exemplo.

Uma geneticista em favor do primeiro casal

Utilizando-se dos dados fornecidos sobre o mtDNA, uma conceituada geneticista molecular promove palestras defendendo a existência histórica de Adão e Eva. Seu nome é Georgia Purdom, PhD em genética molecular pela Universidade de Ohio State, e seu mais recente trabalho, um documentário em DVD, chama-se “A Genética de Adão e Eva”.[6]

Purdom diz que “a genética mostra claramente que humanos e chimpanzés não compartilham um ancestral comum. Há muitas, muitas diferenças em seu DNA que minam completamente a possibilidade de ancestralidade compartilhada”.[6]

De fato, é inaceitável, do ponto de vista bíblico, a junção daquilo que dizem as Escrituras e o que afirma a visão de mundo naturalista e também a relativista. Não precisamos abraçar “fábulas engenhosamente inventadas” (2Pe 1:16), como disse o apóstolo Pedro. O que precisamos é aceitar o quanto antes que a Palavra de Deus foi divinamente inspirada (2Tm 3:16), e que é digna de toda aceitação, pois no fim das contas toda a criação revelará Deus e Suas obras (Rm 1:20).

(Gabriell Stevenson, Apologética 21)





Referências:


[1] Rebecca L. Cann et al., “Mitochondrial DNA and Human Evolution”, Nature, Vol. 325(6099), 1 January 1987, p. 31-36. <http://goo.gl/bKRFP8>
[2] AYALA, F., “Polimorfismos genéticos y evolución de los seres humanos modernos”, Jornadas sobre “Evolución molecular humana”, Museo de la Ciencia de la Fundación “La Caixa” (Barcelona, 24-25 de abril, 2001).
[3] Gibbons A. “Calibrating the Mitochondrial Clock.” Science. 1998;
279(5347): 28-29. <http://goo.gl/COaB4Q>
[4] Lawrence Loewe and Siegfried Sherer, “Mitochondrial Eve: The Plot Thickens”, Trends in Ecology e Evolution, Vol. 12, Issue 11, November 1997, p. 420-422.
[5] First International Workshop on Human Mitochondrial DNA, 25 to 28 October 1997, Washington, D.C. Reprinted with permission from Gibbons, Ann (1998). “Calibrating the Mitochondrial Clock”, Science 279: 28-29. Copyright 1998, American Association for the Advancement of Science. <http://goo.gl/7LA4ri>
[6] ARAGÃO, Jarbas. Gospel Prime. “Evidências confirmam existência de Adão e Eva”, diz geneticista, 2015. <https://goo.gl/LgM1Ov>
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#4
Epigenética, saúde, evolução e a Bíblia


Flavio Ahmed Soliz nasceu na Bolívia, em 1954, originário de uma família católica. A mãe faleceu quando ele era pequeno, acometida de cisticercose. Expulso da escola católica, foi matriculado pela irmã em uma escola adventista, o que representou uma guinada na vida dele. Na universidade, estudou dois anos de Física, mas uma missionária lhe disse que ele tinha mais que ver com Medicina e deveria mudar de curso. Ele aceitou o conselho e se formou pela Faculdade de Medicina de Montemorelos, no México. Lecionou bioquímica por quatro anos e foi trabalhar no setor de pediatria da Universidade de Colúmbia, em Nova York. Trabalhou também no setor de neonatologia da Universidade de Miami, como chefe de neonatologia do Miami Children Hospital, e foi professor de Pediatria na Universidade Internacional da Flórida. Pertence à Sociedade de Pesquisa Pediátrica dos Estados Unidos e é fundador da Sociedade Ibero-Americana de Neonatologia e do Bebê Sem Fronteiras, instituição cujo objetivo é reduzir a mortalidade infantil em regiões sem recursos. Casado com a pediatra Elza Vasconcellos, tem quatro filhos. Seus hobbies são nadar, trabalhar com carpintaria e ficar com os filhos. Confira a íntegra da entrevista concedida por ele ao jornalista Michelson Borges e que foi publicada originalmente na Revista Adventista.

Dr. Amed, como o meio ambiente muda o DNA sem causar mutações?

O DNA é uma espécie de computador; é como ter uma enciclopédia em cada célula. Temos seis bilhões de nucleotídeos no DNA, mas precisamos somente de 2% deles. Então, no DNA há lugares em que um estímulo pode “dizer”: você vai fazer parte dos olhos, e outro estímulo “diz”: você vai fazer parte do nariz.

Isso é o que se chama de “expressão”?

Sim. Por exemplo, se tirarmos uma célula da pele, ela será de pele; se tirarmos uma célula do olho, será do olho; e assim por diante. As células são diferentes em sua forma e função. Mas, se analisamos o DNA, ele é sempre o mesmo. O que acontece é que certas partes do DNA “dizem” o que vai ser coração, pele, osso, etc. Isso acontece porque há microambientes que controlam ou interferem no processo. Ambientes podem ser nutrição, químicos, estresse, e podem acionar interruptores para a saúde ou para a doença.

Como essas alterações se transferem para as gerações seguintes?

É interessante que a Bíblia mencionou isso há três mil anos. O terceiro mandamento diz: “Não terás outros deuses diante de mim”, e depois adverte: “Eu visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração.” Por muito tempo não sabíamos como explicar isso de maneira científica. Por exemplo, uma mulher submetida a forte estresse ou que seja fumante ocasionará danos à sua saúde. Essa é a primeira geração. Mas, se ela estiver esperando um bebê, os produtos químicos do cigarro também trarão consequências sobre o feto. E se já houver células germinativas nos testículos ou nos ovários, a nicotina ou qualquer outro tóxico afeta a mãe, a filha e o bebê, ou seja, três gerações.

A obesidade também pode estar relacionada com epigenética?

Nos Estados Unidos, estima-se que mais de 60% ou são obesos ou têm sobrepeso. E neste momento um terço da população do mundo tem sobrepeso ou é obesa. Há evidências de que, quando o pai ou a mãe ou os dois são obesos ou têm sobrepeso, vão passar esse risco aos filhos. Foi demonstrado que seus marcadores podem ser encontrados tanto nos óvulos quanto nos espermatozoides. E o mais surpreendente é que, em 1884, Ellen White mencionou isto: que se o apetite dos pais é exagerado ou eles são intemperantes, isso vai afetar seus descendentes. Por muito tempo esse texto não foi compreendido. Desde 1977 há estudos que comprovam o que ela disse. Em minha opinião, a Sra. White, há um século e meio, já conhecia os princípios de epigenética que estamos descobrindo nos últimos 15, 20 anos.

Como a obesidade causa mudanças em nível epigenético?

Vamos falar de alguns fatores pré-natais e pós-natais. Por exemplo, se a mãe fuma, isso causa constrição nos vasos sanguíneos que vão alimentar o bebê. À medida que cresce dentro do útero, o bebê não recebe toda a nutrição que deveria ter. O corpo dele está sendo programado para viver em um ambiente de privação. Quando essa criança nasce, os genes do seu corpo estão marcados para aproveitar toda a comida que lhe é dada. Esse é um evento pré-natal que predispõe à obesidade.

Quanto aos pós-natais, podemos mencionar, por exemplo, os plásticos nos quais há um produto químico chamado bisfenol A. Frascos de plástico, quando expostos ao sol, começam a soltar esse produto, que se parece com um hormônio que envia a mensagem de que a pessoa tem que comer, aumentando o depósito de gordura.

Outro exemplo é o da microbiota. Se o bebê nasce por cesárea, tem mais risco de obesidade do que o que nasce pelo parto vaginal. Por quê? Porque quando o bebê está saindo pelo canal vaginal ele tem contato com bacilos bons. Isso é algo que não sabíamos havia pouco tempo. E se esse bebê se alimenta com leite materno, ele recebe certa flora que vai favorecer essas bactérias positivas. Há estudos que mostram que quando o bebê não é alimentado com leite materno isso também pode predispô-lo à obesidade.

A microbiota pode ser modificada?

Pode, mas é muito difícil, às vezes. E mais: quando se dá antibiótico para crianças muito pequenas, isso ataca a flora. Há evidências de que antibióticos dados por muitos dias, durante o período de recém-nascido, podem levar à obesidade no futuro. As pesquisas também mostram algo interessante. A população dos anos 1950, nos Estados Unidos, é geralmente magra. A geração seguinte é um pouco mais gorda. Já a geração atual é mais obesa. Pesquisas feitas com ratas mostrou os efeitos de pesticidas como o DDT, muito utilizado nos anos 1950. É possível que estejamos sofrendo os efeitos agora. Ou seja, a obesidade é um problema geralmente multifatorial que agora estamos começando a entender melhor. Não estou seguro em dizer por que há indivíduos que durante toda sua vida sofrem com cinco, dez quilos a mais, enquanto há indivíduos que comem de tudo e nunca ganham peso. Dizemos que é questão de genética, mas não nos esqueçamos de que a genética é modulada pela epigenética.

Podemos reverter os efeitos da epigenética?

Graças a Deus, muitas marcações no genoma são reversíveis, ainda que não totalmente. Conheço um médico cirurgião vascular que tinha uma vida muito estressada, muito desregrada, que, quando soube que a dieta vegetariana é mais saudável, resolveu mudar e chegou aos cem anos. Ele operou até os 94 anos. Nosso destino não está definitivamente escrito nos genes. Se fosse assim não teríamos esperança.

Qual seria o fator mais importante atualmente, de acordo com as pesquisas: genética ou epigenética?

Os dois. Ou seja, o que estamos descobrindo agora é que os dois têm funções muito importantes. O que descobrimos é que nosso destino não está escrito em nossos genes. O ambiente e a epigenética têm um fator muito importante na saúde ou na enfermidade. Há alguns genes que têm predisposição ao câncer, mas há muitos cânceres que podem ser prevenidos ou modificados, e isso por fatores epigenéticos e estilo de vida.

Ellen White também fala em influências pré-natais...

E ela tinha toda a razão, mais uma vez. Experiências com ratas privadas de carinho materno demonstraram que os filhos e os netos dessas ratas eram agressivos. Os pesquisadores notaram diferenças nos receptores do cérebro. Os ratos estressados tinham menos receptores de glucocorticoides; estavam sempre em estado de alerta.

Outro exemplo: nos campos de concentração nazistas pessoas foram submetidas a estresse muito severo. Os filhos e netos dessas pessoas são mais nervosos, inquietos e têm mais problemas mentais, além de mais tendência à esquizofrenia.

Um último exemplo: os filhos de sobreviventes dos atentados de 11 de setembro de 2001 também sofreram os efeitos do estresse experimentado pelos pais.

Então, se algo negativo é transmitido aos descendentes, certamente também é transmitido algo positivo. Quando Ellen White fala que as tendências da mãe podem passar para os filhos, isso não é mais uma questão de fé, mas de evidência científica cada vez mais confirmada.

Como espécie, o que está acontecendo com a nossa genética.

Estamos piorando geneticamente. Cada geração tem passado para a seguinte pelo menos cem mutações que não existiam. Isso foi descoberto pelos evolucionistas. E eles pensavam que estávamos melhorando... Nas décadas de 40, 50, havia uma preocupação, um segredo guardado pelos geneticistas de população evolucionistas. Essas mutações que se transmitem de geração a geração são cumulativas. Por exemplo, eu passei cem mutações ao meu filho, meu pai também passou cem, então meu filho tem duzentas mutações que meu pai não tinha. As maiores autoridades de genética de populações dizem que os “homens das cavernas” eram geneticamente superiores ao homem atual. Claro que nós sabemos que a história é outra. Mas a ciência confirma o que a Bíblia diz: que os homens do passado eram superiores. Essa degeneração também é conhecida como entropia genética.

Se fizéssemos uma projeção para o futuro, quanto tempo a humanidade levaria para se degenerar completamente?

A atitude física e mental do homem está diminuindo de 1% a 3% por geração. A autoridade máxima de genética de população, quando deu sua palestra mais importante na Academia Nacional de Ciências, disse uma frase impressionante: em dez gerações em média a humanidade vai mudar de forma, de função e de neurobiologia. E o mais triste é que sabemos que não há medicina para parar isso.

Como Ellen White diz, se Adão não tivesse 20 vezes mais vitalidade que a humanidade atual, já teríamos nos extinguido, provavelmente.

Sim. É interessante que a senhora White disse que nossos ancestrais tinham 20 vezes mais intelecto e mais força do que temos hoje. Há alguns anos aceitávamos isso pela fé, não por evidência. Hoje temos a evidência disso.

Essa degeneração genética se deve ao estilo de vida hoje pior do que no passado, às agressões ambientais, ou já vem sendo observada muito tempo antes?

Muito tempo antes. Cada vez que a célula se divide (lembrando que temos seis bilhões de nucleotídeos) há um risco de erro. Temos uma máquina formidável que corrige os erros. Mas ela não é perfeita. Uma porcentagem escapa. Três nucleotídeos em cada replicação. É como a copiadora: a primeira cópia sai bem, mas quando se faz a cópia da cópia, a imagem vai deteriorando. O mesmo acontece com o genoma humano. Se adicionarmos o fator ambiente ruim, as coisas ficam piores.

Fale um pouco sobre a variabilidade genética humana.

Há três artigos que saíram na Science e na Nature em que se admite claramente que a variabilidade da espécie humana começou em uma explosão há cinco mil anos. Isso concorda com o modelo da criação recente e não com os milhões de anos do modelo evolutivo. Além disso, quando analisaram o DNA da mitocôndria feminina também tiveram uma surpresa. Segundo a teoria da evolução, o ser humano moderno, o Homo sapiens, aparece há 200 mil anos. Os criacionistas pensamos que ele “aparece” há seis mil anos. Agora conhecemos a taxa de mutação que passa de geração a geração. E graças ao DNA mitocondrial pode-se calcular quanta variação pode haver em 200 mil anos: mais ou menos 150 a 600 mil. Mas, quando vemos de forma experimental a variação que há nos humanos, é ao redor de 15 ou 20, e não de milhares. Ou seja, temos outra prova genética no DNA mitocondrial que apoia o modelo da criação.

Isso tem que ver com a Eva mitocondrial?

Também. Interessante que o modelo da Eva mitocondrial foi pensado para explicar a dispersão humana a partir da África. Eles começaram a ver a linhagem da mulher que passa justamente pelo DNA que vem da mitocôndria. Então, quando começaram a fazer essas pesquisas, eles estavam buscando encontrar mais de uma mulher como ancestral. É interessante que, quando fizeram a análise do DNA, os pesquisadores se deram conta de que todas as mulheres são muito similares e têm um ancestral comum. Agora dizem que esse ancestral apareceu muito tempo atrás. Mas esse modelo apoia a criação e o que disse Adão a Eva: “Tu serás a mãe das nações.”

Há outro detalhe importante. Na arca entraram com Noé sua esposa, os filhos e três jovens noras. Então deveria haver três tipos básicos de DNA mitocondrial. E é exatamente o que foi encontrado: três tipos principais de mitocôndria e desses tipos as subdivisões, o que também concorda com o relato bíblico.

Fonte: http://www.entrevistas.criacionismo.com....iblia.html
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#5
Adão cromossomial-Y

[Image: adam.jpg]

Em genética humana, o Adão cromossomal-Y – relativo ao cromossomo que determina o sexo masculino, passado de pai para filho – é definido como o ancestral comum mais recente de quem todas as pessoas vivas são descendentes por meio da linhagem paterna em sua árvore genealógica. A propósito, alguns de seus genes podem ser encontrados em toda a humanidade atual. Em 1995, a revista Science publicou os resultados de um estudo em que analisou um segmento do cromossomo Y humano a partir de 38 homens de diferentes grupos étnicos.[1] O segmento do cromossomo Y consistiu em 729 pares de bases. Para a surpresa dos pesquisadores, eles não encontraram nenhuma variação (polimorfismo). A conclusão foi a de que a raça humana deve ter experimentado um gargalo genético em algum momento no passado não muito distante. Uma pesquisa adicional foi feita, e foi determinado que cada homem vivo hoje, na verdade, descende de um único homem a quem os cientistas agora se referem como “Adão cromossomial-Y”.

Segundo um estudo da Escola de Medicina da Universidade Stanford (EUA) publicado na revista Science,[2] os novos dados contrariam estimativas anteriores, diminuindo a “idade” dos primeiros hominídeos. David Poznik, líder da pesquisa, explicou que eles conseguiram estimar a época em que o suposto ancestral comum paterno viveu. Por meio de sequenciamento dos cromossomos Y de homens que habitam diversas partes do mundo e de uma fórmula que calcula a mutação do cromossomo Y, foi possível estabelecer um relógio molecular mais confiável ao estimar que o ancestral comum tivesse vivido entre 120.000 e 156.000 anos atrás. Já a data para a origem da mulher seria entre 99.000 e 148.000 anos atrás.

Essa nova cronologia é um marco porque derruba a pesquisa anterior que sugeria que o mais recente antepassado do homem teria vivido há apenas 50.000 a 60.000 anos atrás.[3, 4] Além disso, mais uma vez confirma-se que houve um ancestral comum universal, de onde todas as linhagens humanas derivaram, independentemente da cor da pele.

Além disso, o resultado do estudo não desmente a origem de Adão e Eva como tendo ocorrido há cerca de 6.000 a 10.000 anos, pois esses estudos foram fundados sob um conjunto de pressupostos inválidos.[5] Por exemplo, em vez de medir diretamente taxas de mutação em várias etnias, os autores assumiram uma taxa constante dessas mutações nas etnias. Pesquisa publicada anteriormente mina essa suposição.[6]

Os autores também assumiram uma taxa constante de mudança através do tempo. No entanto, as mudanças ambientais associadas com o modelo catastrofista (vulcanismo intenso e emissões de CO2)[7-9] e possível deterioração radiométrica acelerada[10], por exemplo, podem ter afetado as taxas de variação no DNA. Além disso, nos 4.000 anos que decorreram aproximadamente desde o dilúvio, por que deveríamos supor que a taxa de mutação genética humana teria sido uniforme?

Ademais e, por fim, os autores calibraram seus dados moleculares para “datas” arqueológicas. Essas atribuições de idade dependem notoriamente de técnicas de datação radiométrica não confiáveis e, portanto, sendo consideradas validações não independentes para os dados moleculares.[7]

Não é difícil compreender que todos os cálculos do relógio molecular exigem que o observador especule sobre o passado, e os autores do estudo da Science selecionaram suposições baseadas em seu modelo de tempo evolutivo, resultando em um raciocínio circular. Claramente, as datas de 100.000 anos ou mais para o “Adão cromossomial-Y” não são suportadas sob escrutínio cuidadoso.

Principalmente se levarmos em conta os recentes estudos filogenéticos que nos permite inferir a partir de seus resultados a idade de origem do primeiro homem (ancestral Y) há cerca de 6.000 a 10.000 anos atrás. Trata-se da data estimada de detecção molecular da ancestralidade comum recente entre os indígenas siberianos e os nativos americanos que se deu por meio do fluxo de imigração e expansão que ocorreu na América do Norte, Central e do Sul após a rápida imigração a partir da região da Beringia [11, 12].

Se essa detecção molecular indica o tempo máximo pregresso de sua colonização nessas diferentes regiões, isso nos sugere que essa época de migração foi, portanto, o tempo em que os humanos eram de fato humanos em toda sua potencialidade, conforme diz o relato bíblico, a fim de que pudessem migrar e colonizar a terra após o Dilúvio. Caso contrário, por que eles não migraram antes para essas regiões, se eles supostamente já possuíam a capacidade de migração há dezenas de milhares de anos conforme prevê o modelo evolutivo "out-of-Africa"?

(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui)

Referências:
[1] Dorit RL, Akashi H, Gilbert W. Absence of polymorphism at the ZFY locus on the human Y chromosome. Science. 1995; 268:1183-1185.
[2] Poznik GD, et al. Sequencing Y Chromosomes Resolves Discrepancy in Time to Common Ancestor of Males Versus Females. Science. 2012;341(6145):562-565.
[3] Underhill PA, et al. Y chromosome sequence variation and the history of human populations. Nature Genetics 2000; 26:358-61.
[4] Ke Y, et al. African Origin of Modern Humans in East Asia: A Tale of 12,000 Y Chromosomes. Science. 2001; 292(5519):1151-3.
[5] Nathaniel T. Jeanson. Does 'Y-Chromosome Adam' Refute Genesis? Acts & Facts. 2013; 42 (11).
[6] Conrad, D. F. et al. Variation in genome-wide mutation rates within and between human families. Nature Genetics. 2011; 43(7):712–714.
[7] Vardiman, L., A. A. Snelling and E. F. Chaffin, eds. Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative. El Cajon, CA: Institute for Creation Research, and Chino Valley, AZ: Creation Research Society, 2005.
[8] Graven HD. Impact of fossil fuel emissions on atmospheric radiocarbon and various applications of radiocarbon over this century. Proc Natl Acad Sci U S A. 2015;112(31):9542-5.
[9] Pasquier-Cardin A, Allard P, Ferreira T, Hatte C, Coutinho R, Fontugne M, Jaudon M. Magma derived CO2 emmisions recorded in 14C and 13C content of plants growing in Furnas caldera, Azores. Journal of Volcanology and Geothermal Research 1999; 92: 195-207.
[10] Jenkins JH, et al. Additional experimental evidence for a solar influence on nuclear decay rates. Astroparticle Physics 2012; 37:81–88.
[11] Dulik MC, et al. Mitochondrial DNA and Y Chromosome Variation Provides Evidence for a Recent Common Ancestry between Native Americans and Indigenous Altaians. Am. J. Hum. Genet. 2012; 90:229–246.
[12] Battaglia V, et al. The First Peopling of South America: New Evidence from Y-Chromosome Haplogroup Q. PLoS ONE 2013; 8(8):e71390.
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#6
O mistério dos cromossomos “perdidos”

[Image: cromossomos.jpg]
A refutação de um mito

A ideia de que todas as formas de vida em torno de nós são descendentes de um ancestral comum não é nova. Para os neodarwinistas, a mais famosa evidência a favor da ancestralidade comum é molecular. Simplificando, a evolução prevê que os organismos estão mais estreitamente relacionados entre si em termos genéticos e utilizam como evidência o sequenciamento de genomas de espécies diferentes na tentativa de “provar” que esse é realmente o caso. Um caso, em especial, é a insistente e tediosa comparação da homologia (semelhança) de cromossomos de seres humanos com os de espécies de símios estreitamente relacionados. Humanos e grandes símios diferem em número de cromossomos – humanos possuem 23 pares (46, no total) de cromossomos, enquanto símios possuem 24 deles (48). A diferença entre o número de cromossomos nessas espécies é atribuída à hipótese do “modelo de fusão do cromossomo 2”. Esse tem sido o principal argumento para a explicação da evolução humana a partir de um ancestral comum com os chimpanzés, no qual os cromossomos 2A e 2B de um suposto ancestral comum símio teriam se fundido ponta-a-ponta (dos telômeros) em um passado distante, formando o atual cromossomo humano 2.

[Image: crom.png]
Fonte: Yunis e Prakash, 1982

Essa ideia foi inicialmente proposta por pesquisadores que exploraram técnicas de coloração e perceberam que humanos e chimpanzés compartilham padrões similares de marcação de bandas cromossômicas quando observados em um microscópio. Em 1982, por exemplo, um estudo publicado na revista Science apresentou uma imagem fotográfica (ao lado) altamente ampliada dos cromossomos dos seres humanos, chimpanzés, gorilas, orangotangos, alinhados em ordem.[1] Para os autores do estudo, os quatro cromossomos são notavelmente similares, mostrando uma “extensa homologia”. Mas é claro que a análise dos dados não pôde ser conclusiva.

Em 1991, os dados de outro estudo foram então usados como uma suposta prova para a alegada fusão dos cromossomos.[2] Os pesquisadores descobriram uma sequência de DNA com cerca de 800 bases de comprimento no cromossomo 2 humano. O problema é que essa sequência estava inesperadamente pequena em tamanho e extremamente degenerada. Além disso, essa nova sequência semelhante a uma fusão não era o que os pesquisadores estavam esperando encontrar, pois continha uma assinatura nunca vista, isto é, uma (suposta) fusão telômero-telômero e, se real, poderia ser o primeiro caso já documentado na natureza.

Em 2002, por sua vez, 614 mil bases de DNA localizadas ao redor dessa fusão foram totalmente sequenciadas, revelando que a sequência de fusão estava no meio de um gene até então classificado como pseudogene (considerado pelos evolucionistas como desprovido de função).[3, 4] A pesquisa também mostrou que os genes ao redor do local dessa fusão não existiam no cromossomo 2A ou 2B do chimpanzé – a suposta localização para a origem símia.

Segundo matéria publicada em página vinculada ao movimento do design inteligente, outro problema relacionado à suposta fusão do cromossomo está relacionado ao fato de que “o ancestral comum de humanos e primatas supostamente existiu há seis milhões de anos. O que evolucionistas dizem é que essa fusão cromossômica tenha ocorrido há recentes 50.000 anos. Sob esse ponto de vista, esse evento de fusão cromossômica não tem, portanto, nada a ver em nos tornar humanos em contraste com os primatas superiores. Claramente esse evento de fusão cromossômica está muitos milhões de anos distante de qualquer suposta ancestralidade com os primatas superiores.”[5, 6]

Mas deixando esse ponto acima de lado, concordo que a evidência sugere fortemente que o cromossomo humano 2 parece ser um produto de fusão. A propósito, não é incomum que os cromossomos se fundam, quando estão rompidos.[7] Incomum é a fusão sob a forma com a qual os neodarwinistas descrevem o processo que teria ocorrido, ou seja, uma fusão a partir de cromossomos intactos com a presença de telômeros. Para o bioquímico Dr. Fazale Rana, ex-cientista sênior em pesquisa e desenvolvimento na Procter & Gamble e atual vice-presidente da Reasons to Believe, os telômeros são projetados para impedir que os cromossomos se submetam à fusão com fragmentos cromossômicos.[7] Portanto, após uma reflexão cuidadosa, observamos que não há apoio para a noção de descendência comum, mas, sim, para a obra de um designer. Mesmo que o cromossomo humano 2 pareça surgir por meio de um evento de fusão, seria improvável que sua gênese fosse resultado de processos naturais não direcionados.

Para que isso realmente acontecesse, seria “preciso encontrar uma parceira que também tivesse um evento de fusão cromossômica idêntico. Mas a pesquisa de Valentine e Erwin implica que tais eventos seriam altamente improváveis de acontecer: ‘A possibilidade de dois indivíduos mutantes raros idênticos surgir em suficiente proximidade a fim de produzir descendentes parece demasiado pequena para se considerar como um evento evolutivo significativo’ (Erwin, D. H., e Valentine, J. W. “Hopeful monsters, transposons, and the Metazoan radiation”, Proc. Natl. Acad, Sci. USA, 81:5482-5483, Sep. 1984)”.

Em 2013, foi publicada uma pesquisa sobre o local da fusão alegado, revelando dados genéticos que desacreditam completamente as alegações evolucionistas.[8] A análise feita pelo geneticista Dr. Jeffrey Tomkins, diretor do departamento de ciências da vida do Institute for Creation research (ICR), confirmou que o local da fusão alegado está dentro de um gene chamado DDX11L2 no cromossomo humano 2. O curioso é que a sequência de fusão alegada contém uma característica funcional genética chamada local de ligação de “fator de transcrição”, que é localizado no primeiro intron (região não codificadora) do gene.[9] Fatores de transcrição são proteínas que ligam locais regulatórios dentro e ao redor dos genes para controlar suas funções, atuando como interruptores. O gene DDX11L2 tem três dessas áreas, uma das quais é codificada no local da fusão alegada.

Os cromossomos são moléculas de DNA de cadeia dupla e contêm genes nas duas cadeias codificados em direções opostas.[9] Devido ao gene DDX11L2 ser codificado na cadeia orientada reversamente, ele é lido na direção reversa. Então, a sequência de fusão alegada não é lida na direção avante tipicamente utilizada na literatura como evidência para uma fusão – ao contrário, ela é lida na direção reversa e codifica um interruptor regulatório chave.

O suposto local de fusão é atualmente uma parte-chave do gene DDX11L2. O gene em si mesmo é parte de um grupo complexo de genes RNA helicase DDX11L que produz longos RNAs regulatórios não codificantes.[9] Esses transcritos RNA DDX11L2 são produzidos em 255 tipos diferentes de células e tecidos humanos, destacando a função biológica onipresente do gene, ou seja, ao contrário do que pensavam os neodarwinistas ao chamá-lo de “pseudogene”, essa região do gene possui uma função específica: a de ser um segundo promotor (sequência de DNA que controla a produção da expressão gênica).

As fusões de cromossomos não seriam esperadas para formar a complexidade de múltiplos éxons e splicing alternativo dos transcritos de genes. Por isso, o autor afirma que genes funcionais como DDX11L2 não surgem pela fusão mítica dos telômeros. Essa evidência genética clara, de acordo com o autor, combinada com o fato de que o registro de uma região genômica de 614 kb em torno do suposto local de fusão apresenta falta de sintenia (correspondência gênica) com chimpanzé nos cromossomos 2A e 2B (suposta origem do local de fusão). Em suma, isso refuta completamente a alegação de que o cromossomo humano 2 é o resultado de uma fusão ancestral telomérica ponta-a-ponta.

Mas não pense que a controvérsia parou por aí. Desde 2013, ano em que o Dr. Tomkins publicou seu artigo, tem aparecido uma série de tentativas de refutação de sua pesquisa publicadas em vários blogs na internet. Para o Dr. Tomkins, embora nenhum desses esforços tenha refutado os fatos centrais que envolvem a negação da fusão, eles tentam minimizar ou questionar aspectos do cenário ou moldá-los para se ajustarem ao modelo evolucionário.[10] Porém, de lá pra cá, os dados que invalidam a hipótese de fusão do cromossomo 2 tornaram-se ainda mais convincentes com a adição de mais informações de bancos de dados (ENCODE e FANTOM) em relação ao local de fusão alegado.

Nota: Texto extraído do livro Teoria do Design Inteligente, de autoria do mestre em Ciências Everton Fernando Alves.

Como citar:
ALVES, Everton Fernando. O mistério dos cromossomos "perdidos". In:________. Teoria do Design Inteligente. Maringá: Editorial NUMARSCB, 2018, p.89-93.

Referências:
[1] Yunis JJ, Prakash O. The origin of man: a chromosomal pictorial legacy. Science. 1982; 215(4539):1525-1530. Disponível em: http://science.sciencemag.org/content/215/4539/1525
[2] Ijdo JW, et al. Origin of human chromosome 2: an ancestral telomere-telomere fusion. Proceedings of the National Academy of Sciences. 1991; 88(20):9051-9055.
[3] Fan, Y. et al. Genomic Structure and Evolution of the Ancestral Chromosome Fusion Site in 2q13-2q14.1 and Paralogous Regions on Other Human Chromosomes. Genome Research. 2002;12(11):1651-1662.
[4] Fan, Y. et al. Gene Content and Function of the Ancestral Chromosome Fusion Site in Human Chromosome 2q13-2q14.1 and Paralogous Regions. Genome Research. 2002;12(11):1663-1672.
[5] Luskin C. And the Miller Told His Tale: Ken Miller's Cold (Chromosomal) Fusion. Evolution News and Views (10/10/2005). Disponível em: http://www.evolutionnews.org/2005/10/and...01067.html
[6] Varki A, Altheide TK. Comparing the human and chimpanzee genomes: Searching for needles in a haystack. Genome Res. 2005. 15:1746-1758.
[7] Rana F. Chromosome 2: The Best Evidence for Evolution? Reasons to Believe, (01/06/2010). Disponível em: http://www.reasons.org/articles/chromoso...-evolution
[8] Tomkins JP. Alleged Human Chromosome 2 “Fusion Site” Encodes an Active DNA Binding Domain Inside a Complex and Highly Expressed Gene—Negating Fusion. Answers Research Journal 2013; 6: 367-375. Disponível em: https://assets.answersingenesis.org/doc/...fusion.pdf
[9] Tomkins JP. New Research Debunks Human Chromosome Fusion. Acts & Facts. 2013;42(12). Disponível em: http://www.icr.org/article/new-research-...hromosome/
[10] Tomkins FP. Debunking the Debunkers: A Response to Criticism and Obfuscation Regarding Refutation of the Human Chromosome 2 Fusion. Answers Research Journal  2017; 10:45–54. Disponível em: https://assets.answersingenesis.org/doc/...fusion.pdf
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#7
Dando continuidade aos textos do @Adão

ESTUDO REVELA QUE 90% DOS ANIMAIS SURGIRAM AO MESMO TEMPO

Uma nova pesquisa que envolve a análise de milhões de códigos de barra de DNA desmascarou muito do que sabemos hoje sobre a evolução das espécies. Em um imenso estudo genético, o pesquisador associado sênior Mark Stoeckle do Programa para o Ambiente Humano na Universidade Rockefeller e o geneticista David Thaler da Universidade de Basel descobriram que 90% de todos os animais da Terra surgiram ao mesmo tempo. Mais especificamente, eles descobriram que 9 em cada 10 espécies de animais no planeta surgiram ao mesmo tempo que os humanos, cerca de 100.000 a 200.000 anos atrás (segundo a cronologia evolutiva). “Essa conclusão é muito surpreendente e eu lutei contra ela o máximo que pude”, afirma Thaler.

Durante a última década, centenas de cientistas coletaram cerca de 5 milhões de códigos de barra de DNA de 100.000 espécies de animais em diferentes partes do globo. Stoeckle e Thaler analisaram essas 5 milhões de impressões genéticas para chegar a uma das descobertas mais surpreendentes sobre evolução até agora.

Existem dois tipos de DNA. A maioria das pessoas conhece o DNA nuclear. Esse é o DNA que contém o esquema genético para cada indivíduo único. É passado dos pais para os filhos. O genoma é feito de tipos de moléculas arranjados em pares. Existem 3 bilhões desses pares, que são usados então para formar milhares de genes.

O outro tipo de DNA, menos familiar, é encontrado na mitocôndria das células. A mitocôndria gera energia para a célula e contém 37 genes. Um desses é o gene COI, que é usado para criar códigos de barra de DNA. Todas as espécies têm um DNA mitocondrial muito similar, mas seu DNA é também suficientemente diferente para distinguir entre as espécies.

Paul Hebert, diretor do Instituto de Biodiversidade de Ontário, desenvolveu uma nova forma de identificar espécies estudando o gene COI.

Ao analisar o COI de 100.000 espécies, Stoeckle e Thaler chegaram à conclusão de que a maioria dos animais apareceu simultaneamente. Eles descobriram que a mutação neutra entre espécies não era tão variada quanto se esperava. A mutação neutra se refere a pequenas mudanças no DNA que ocorrem ao longo das gerações. Eles podem ser comparados aos anéis das árvores, já que podem informar qual a idade de certa espécie ou indivíduo.

Quanto a como isso deve ter acontecido, é incerto. Uma provável possibilidade é a ocorrência de um evento abrupto. Um trauma ambiental em larga escala pode ter erradicado a maioria das espécies da Terra.

“Vírus, eras glaciais, novos competidores bem-sucedidos, perda de presas – tudo isso pode causar períodos em que a população de um animal reduz bruscamente”, argumenta Jesse Ausubel, diretor do Programa para o Ambiente Humano. Tais momentos dão origem a mudanças genéticas generalizadas pelo planeta, causando o aparecimento de novas espécies. No entanto, a última vez que tal evento ocorreu foi há 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], quando um asteroide atingiu a Terra e (acredita-se) dizimou os dinossauros e metade de todas as outras espécies no planeta.

O estudo foi publicado no periódico Human Evolution Neste link

  [url=https://phe.rockefeller.edu/news/wp-content/uploads/2018/05/Stoeckle-Thaler-Final-reduced.pdf][/url]
Fonte: http://www.criacionismo.com.br/2018/06/e...imais.html
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#8
Obrigado pela contribuição, irmão.
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#9
Árvore genealógica com treze milhões de pessoas

Segundo reportagem do Fantástico exibida na edição do dia 22/7/2018, o professor israelense Yaniv Erlich conseguiu montar uma árvore genealógica com 13 milhões de pessoas. Tudo pela internet, da casa dele, em Tel Aviv. Ele reuniu informações de diversos bancos genéticos, nos quais pessoas compartilharam informações para saber mais sobre as suas origens. "Os dados foram compilados por geneticistas do mundo inteiro. Na internet, dá para conectar as árvores genealógicas se tiver algum parente em comum. E assim conseguimos criar árvores enormes”, explicou Yaniv. Os cientistas acreditam que, se voltarmos 75 gerações, vamos descobrir que todos os sete bilhões de humanos do planeta têm alguma ligação familiar. Vou repetir a última frase: "Os cientistas acreditam que, se voltarmos 75 gerações, vamos descobrir que todos os sete bilhões de humanos do planeta têm alguma ligação familiar."

Os dados foram compilados por geneticistas de todo o mundo e as árvores genealógicas foram conectadas pela internet. Assim se construiu uma árvore gigantesca com todos os dados. Segundo o professor Yaniv: "Todos somos meio primos."

Uma continha básica é multiplicarmos esses números para saber até onde chegamos. Para Heráclito, "a duração de uma geração é de trinta anos, espaço de tempo no qual o pai vê seu filho capaz de engendrar”. Na Bíblia encontramos informações de que o período de uma geração é de 40 anos. Esses limites seriam determinados pela duração da vida das pessoas da respectiva época ou população. A vida das dez gerações de Adão a Noé tinha em média a duração de mais de 850 anos cada uma (Gn 5:5-31; 9:29). Mas, depois de Noé, a duração da vida do ser humano diminuiu abruptamente. Por exemplo, Abraão viveu apenas 175 anos (Gn 25:7).

Atualmente, bem similar ao que ocorria no tempo de Moisés, as pessoas que vivem em condições favoráveis talvez atinjam a idade de 70 ou 80 anos. Vamos assumir um número médio de 50 anos para uma geração. Sendo assim, temos 3.900 anos (78 x 50). Dessa forma retornamos ao ano 1882 a.C. Por volta dessa época os hebreus deixaram a palestina e migraram para o Egito. O fato é que estamos chegando perto!

De acordo com Mateus 1:17, temos 42 gerações de Abraão até Jesus. Veja que são catorze gerações de Abraão até Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia e catorze do exílio na Babilônia até Cristo. Se considerarmos que de Noé até Abraão temos mais dez gerações (Gn 1:10-26), isso nos leva ao momento do dilúvio quando houve um funil genético na histórica da humanidade. Note que são 52 gerações, segundo a Bíblia, contanto do dilúvio em diante.

Na pesquisa do professor, a maioria das árvores é composta de descendentes europeus. Ainda falta muita informação de outros povos, mas à medida que os números são inseridos uma maior precisão das informações existe. Seria possível chegar perto da cronologia bíblica?

Agora puxando a sardinha para a nossa brasa, de fato isso é previsto no modelo criacionista. Todos somos descendentes de uma mesma família. Lá na base da árvore genealógica estão Adão e Eva criados por Deus, e depois disso você já conhece a história. Quem sabe se avançarmos um pouco no tempo poderemos dizer que todas as famílias da planeta descendem dos três filhos de Noé: Cam, Sem e Jafé.

Mas isso não é defendido apenas no contexto bíblico. Temos evidências de DNA mitocondrial de que isso é verdade. Através de análises e pesquisas desenvolvidas nas últimas décadas conseguimos descobrir que todos os seres humanos são descendentes de uma mesma mulher.

Claro que, na visão evolucionista, a Eva mitocondrial teria vivido entre 100 e 200 mil anos, na África. Essa "Eva africana símia" teria sido a única mulher que conseguiu produzir uma linhagem direta de descendentes.

A pesquisa do professor israelense mostra que a tecnologia pode nos auxiliar a resolver essa questão genética. E cada vez que olhamos o que está atrás da cortina percebemos que o relato bíblico é verdadeiro. Não temos como negar que as evidências nos levam a comprovar a historicidade de Gênesis e que estamos cada vez mais munidos de evidências de uma criação especial.

Convido você a ouvir o podcast "Origem em Revista", no qual entrevistamos a Dra. Rogéria Ventura, que é bióloga, doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutora em Biologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Ela também atua como professora do Departamento de Biomedicina das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Falamos sobre a Eva mitocondrial, que é o nome pelo qual é conhecido o mais recente ancestral comum feminino. Teríamos todos vindos de uma mesma mulher?

Alex Kretzschmar

Link do podcast: https://soundcloud.com/origememrevista/3...ia-ventura

Fonte: http://www.criacionismo.com.br/2018/07/a...es-de.html
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#10
O que é a Teoria do Design Inteligente?

Muitos têm perguntando: “Mas, afinal, o que é a TDI?” O Teoria do Design Inteligente (TDI) é uma teoria científica que emprega os métodos comumente usados por outras ciências históricas para concluir que muitas características do Universo e dos seres vivos são mais comumente explicadas por uma causa inteligente, não por um processo não guiado como a seleção natural. Os teóricos da TDI argumentam que o design pode ser inferido estudando-se as propriedades informacionais dos objetos naturais para determinar se eles portam o tipo de informação que, em nossa experiência, se originam de uma causa inteligente. A forma de informação que observamos é produzida por uma ação inteligente, e assim indica seguramente o design, que é geralmente verificado por características como a “complexidade especificada” ou a “informação complexa e especificada” (ICE). Um objeto ou evento é complexo se ele for improvável, e especificado se corresponder a algum padrão independente.

Ao contrário do que muitos supõem, o debate sobre o design inteligente é muito maior do que o debate sobre a teoria da evolução de Darwin. Isso porque muito da evidência científica a favor do design inteligente vem de áreas científicas que a teoria de Darwin sequer aborda. Na verdade, a evidência a favor do design inteligente vem de três áreas científicas importantes: Física e Cosmologia, a Química da Origem da Vida e a Bioquímica do Desenvolvimento de Complexidade Biológica.

Evidência a favor do Design Inteligente em Física e Cosmologia

O ajuste fino das leis da Física e da Química que permitem a existência de vida avançada é um exemplo de níveis extremamente altos de Informação Complexa Especificada na natureza. As leis do Universo são complexas porque são altamente improváveis. Os cosmólogos têm calculado que as probabilidades de um universo favorável à vida surgindo ao acaso são menores do que uma parte em 1010^123. Isso é dez elevado à potência de 10 com 123 zeros a seguir! As leis do Universo são especificadas correspondendo à banda estreita de parâmetros requeridos para a existência de vida avançada. Como o cosmólogo ateu Fred Hoyle observou, “uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um superintelecto brincou com a Física, bem como com a Química e a Biologia”. O Universo mesmo demonstra forte evidência de ter sido planejado intencionalmente.

Saiba mais lendo o artigo de Jay Richards, “Is there merit for ID in Cosmology, Physics, and Astronomy? Maybe, but most likely not”, e do Stephen Meyer, “Evidence of Design in Physics and Biology”.

Evidência a favor do Design Inteligente na Química da Origem da Vida

Bernd-Olaf Kuppers destacou no seu livro Information and the Origin of Life [Informação e a Origem da Vida] que “o problema da origem da vida é claramente basicamente equivalente ao problema da origem da informação biológica”. Como previamente destacado, o design inteligente começa com a observação de que agentes inteligentes geram grandes quantidades de informação complexa e especificada (ICE). Pesquisas sobre as células revelam grandes quantidades de informação bioquímica armazenadas em nosso DNA, na sequência dos nucleotídeos. Nenhuma lei física ou química dita a ordem das bases de nucleotídeos em nosso DNA, e as sequências são altamente improváveis e complexas. Além disso, as regiões codificadoras do DNA exibem disposições sequenciais das bases necessárias para produzir proteínas funcionais. Em outras palavras, elas são altamente especificadas no que diz respeito às exigências independentes da função e da síntese de proteínas. Assim, quase todos os biólogos moleculares agora reconhecem que as regiões codificadoras do DNA possuem um “conteúdo de informação” – onde o “conteúdo de informação” em um contexto biológico quer dizer exatamente “complexidade e especificidade”. Até o zoólogo ateu Richard Dawkins admite que “a biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas intencionalmente para um propósito”. Ateus como Dawkins creem que processos naturais não guiados fizeram todo “planejamento intencional”, mas o teórico do design inteligente Stephen C. Meyer destaca: “Em todos os casos onde sabemos que a origem causal do ‘conteúdo de alta informação’, a experiência tem demonstrado que o design inteligente desempenhou um papel causal.”

Saiba mais lendo os artigos de Stephen Meyer, “DNA and other designs”, ou “DNA and the origin of life”.

A evidência a favor do Design Inteligente no Desenvolvimento de Complexidade Bioquímica

O método científico é comumente descrito como sendo um processo de quatro etapas envolvendo observações, hipóteses, experimentos e conclusão. Nesse sentido, a TDI usa o método científico para afirmar que muitas características da vida são intencionalmente planejadas – não apenas a informação no DNA. Após iniciar com a observação de que os agentes inteligentes produzem informação complexa e especificada (ICE), os teóricos do design inteligente hipotetizam que, se um objeto natural foi intencionalmente planejado, ele conterá altos níveis de ICE. Então os cientistas realizam testes experimentais sobre os objetos naturais para determinar se eles contêm informação complexa e especificada. Uma forma de ICE facilmente testável é a complexidade irredutível, que pode ser testada e descoberta experimentalmente pela engenharia reversa de estruturas biológicas por meio de experimentos de silenciamento genético para determinar se eles requerem o funcionamento de todas as suas partes. Quando o trabalho experimental descobre complexidade irredutível em Biologia, eles concluem que tais estruturas foram planejadas intencionalmente.

Esse método tem sido usado para detectar complexidade irredutível em diversos sistemas bioquímicos, tais como o flagelo bacteriano. Além disso, quanto mais descobrimos sobre a célula, mais estamos aprendendo que ela funciona como uma fábrica em miniatura, repleta de motores, usinas elétricas, trituradores de lixo, pontos de identificação, corredores de transporte e, mais importante de tudo, CPUs. A maquinaria de processamento de informação central da célula opera em um código baseado em linguagem, composto de circuitos e máquinas irredutivelmente complexas: a quantidade inumerável de enzimas usadas no processo que converte a informação genética em proteínas no DNA, elas mesmas são criadas pelo processo que converte o DNA em proteínas. Muitos sistemas bioquímicos fundamentais não funcionarão, a menos que sua maquinaria básica esteja intacta. Assim, como que tal complexidade evoluiu por meio de um processo darwinista “cego” e “não dirigido”, por numerosas, sucessivas e pequeníssimas modificações? Desde que a linguagem celular exige um autor, e as máquinas microbiológicas requerem um maquinista, e os programas geneticamente codificados requerem um programador, um número crescente de cientistas pensa que a explicação mais extraordinária seja a do design inteligente.

Saiba mais lendo o artigo de Michael Behe: “Molecular machines: experimental support for the design inference”, ou de Stephen Meyer: “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang”.

(Dr. Marcos Eberlin é químico e dirige o Laboratório Thomsom, da UnicampWink

(Criacionismo)
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#11
Sistema imunológico: acaso ou design inteligente?


A origem do sistema imunológico é um tema polêmico que ganhou voz por meio da defesa do bioquímico Michael Behe. Para ele, “podemos olhar para o alto ou para baixo, em livros ou em revistas, mas o resultado é o mesmo. A literatura científica não tem respostas para a questão da origem do sistema imunológico”.[1: p. 138] Sabe-se que o sistema imunológico pode reconhecer microrganismos invasores, mobilizar rapidamente as células de defesa a fim de procurar e destruir esses invasores e manter uma memória imunológica a partir de cada defesa. Diante disso, são realmente intrigantes os seguintes questionamentos: “Como poderia o sistema imunológico de animais e plantas evoluir?” e “Qual a possibilidade da primeira de milhares infecções potenciais ter matado o primeiro organismo vivo, uma vez que as muitas instruções que direcionam o sistema imunológico de uma planta ou de um animal não tinham sido pré-programadas no sistema genético desse tal organismo quando ele apareceu pela primeira vez na Terra?” Isso certamente anularia qualquer melhoria genética rara que supostamente tenha se acumulado no sentido evolutivo.

A teoria do design inteligente (TDI) sugere que, para cada organismo ter sobrevivido, toda essa informação deve ter sido inserida lá desde o início. Para o cientista zoólogo Avrion Mitchison, “infelizmente, não podemos rastrear a maioria dos passos evolutivos que o sistema imunológico deu. Praticamente todos os desenvolvimentos cruciais parecem ter acontecido em um estágio inicial de evolução dos vertebrados, que é mal representado no registro fóssil e do qual poucas espécies sobrevivem. Mesmo os vertebrados existentes mais primitivos parecem reorganizar seus genes de receptores de antígeno e possuem células T e B separadas, bem como as moléculas de MHC. Assim, tem-se que o sistema imunológico surgiu totalmente armado”.[2: p. 138]

Os evolucionistas afirmam que as mutações, juntamente com a seleção natural evoluíram vários sistemas imunológicos existentes hoje em humanos, do simples para o sistema mais complexo.[3] No entanto, os vários sistemas imunes adaptativos no reino animal são todos igualmente complexos, mas com grandes descontinuidades entre eles. Os biólogos criacionistas Bergman e O’Sullivan, por sua vez, afirmam que é improvável que um evoluiu para outro.[3] Segundo eles, todos os organismos multicelulares têm um sistema imune inato elaborado, e muitos animais têm um dos dois braços conhecidos do sistema adaptativo que produz uma enorme diversidade de anticorpos para destruir agentes patogênicos específicos. Embora sejam muito diferentes, todos os sistemas imunes conhecidos são altamente eficazes em combater agentes patogênicos. Para os pesquisadores criacionistas, não existe evidência para a evolução do sistema imunológico, que parece ser irredutivelmente complexo.

Outro ponto da imunologia que tem sido questionado diz respeito à variação da cadeia leve de anticorpos que ocorre por meio da aceleração de mutações. Os evolucionistas acreditam que muitas das variações de anticorpos necessárias são produzidas quando um processo de cópia celular é abrandado, e que isso aponta para a evolução em ação.[4] Nesse modelo, os genes do anticorpo são copiados para o RNA, e uma enzima especial chamada “desaminase induzida por ativação” (DIA) estimula o arranjo combinatório apenas das sequências de bases que se tornarão a cadeia leve. Quando a transcrição é retardada - processo chamado de estagnação da transcrição do RNA -, troca-se apenas uma base de cada vez para múltiplas bases. Essa hipermutação causa a produção mais rápida de variações de anticorpos, aumentando assim seu potencial de combate à doença.

No entanto, biólogos criacionistas alegam que a capacidade de anticorpos para hipermutação como um processo biológico é bem concebida e proposital (mente inteligente), ao contrário do que os evolucionistas alegam.[3] Essa interpretação é corroborada pelas especificações do processo, cada uma das quais representa a informação de que a natureza por si só não possui nenhum mecanismo para evoluir o sistema imunológico. A estrutura tridimensional da enzima DIA, a alocação de mutações (alterações de bases de RNA) especificamente sobre as pontas dos anticorpos, e a alocação de genes de imunoglobulina em segmentos apropriados do genoma de forma que possam ser transcritas em conjunto são algumas das especificações necessárias para variações de anticorpo a fim de atingir eficazmente seus efeitos.

Para Bergman e O’Sullivan, a prova de que a imunidade adaptativa é um sistema irredutivelmente complexo é bastante simples em seres humanos.[3] Isso é demonstrado por doenças imunológicas, como a aids (perda de função em células T helper), agamaglobulinemia ligada ao X (XLA; uma deficiência de enzimas Bright e BTK, o que leva a uma incapacidade de produzir o nível necessário de imunoglobulinas protetoras) que pode levar ao desenvolvimento de infecções repetidas, e doenças autoimunes (uma falha em diferenciar o próprio do não próprio). Todos esses exemplos apoiam a conclusão de que a falha de uma única parte vital do sistema conduz a uma falha catastrófica de todo o sistema, o que é uma manifestação primária de complexidade irredutível.

A complexidade irredutível é definida por Michael Behe como “um sistema único composto de várias partes bem combinadas que interagem e que contribuem para a função básica do sistema, onde a remoção de qualquer das partes faz com que o sistema pare de funcionar”.[1: p. 39] Nesse sentido, em 2005, durante o julgamento do caso Kitzmiller vs. Dover, a fim de refutar a alegação de Behe, o biólogo evolucionista Kenneth Miller argumentou que se a cascata de coagulação do sangue funciona sem determinadas partes, então a coagulação do sangue não é irredutivelmente complexa.[5]

Entretanto, Behe nunca afirmou que todos os componentes da cascata de coagulação seriam necessários para que o sistema funcionasse corretamente. Para entender melhor a visão de Behe, é necessário conhecer algumas noções básicas sobre a cascata de coagulação. De forma geral, em vertebrados terrestres, existem duas vias diferentes pelas quais a cascata de coagulação pode ser iniciada − a via intrínseca e a via extrínseca, não podendo haver cruzamentos entre as duas vias. A fase final da cascata de coagulação só é alcançada após cada via atingir o fator X (ou fator de Stuart). Esses estágios finais da cascata são o que Behe chama de “além do garfo”. Em seu livro A Caixa Preta de Darwin, Behe declarou que seu argumento para a complexidade irredutível somente se aplicava na etapa “além do garfo”, em que as cascatas de coagulação do sangue, intrínsecas e extrínsecas, convergem.[6]

Segundo Behe, “deixando de lado o sistema antes da bifurcação na via, onde alguns detalhes são menos conhecidos, o sistema de coagulação do sangue se encaixa na definição de complexidade irredutível. [...] Os componentes do sistema (após a bifurcação da via) são fibrinogênio, protrombina, fator X (de Stuart) e proacelerina. [...] Na ausência de qualquer um dos componentes, o sangue não coagula e o sistema falha”.[6]

Miller também apontou o fato de que em 1969 foi descoberto que as baleias e os golfinhos não possuem o fator XII da cascata de coagulação (também chamado de fator Hageman). Além disso, a cascata de coagulação sanguínea no baiacu carece de fatores XI, XII e XIIA. Assim, foram retiradas as três partes que são conhecidas como o sistema de fase de contato - o fator XI, o fator XII e o fator que catalisa a conversão de 12 na forma ativa. Segundo Miller, embora essas três partes do sistema estejam faltando no peixe baiacu, os coágulos sanguíneos dele estão perfeitamente bem, indicando que a complexidade irredutível na cascata de coagulação de vertebrados não existe. Por outro lado, esse fato não refuta o argumento de Behe, apenas reforça que alguns vertebrados (como golfinhos ou peixes jawed) carecem de certos componentes envolvidos na via intrínseca (fatores XI, XII, e XIIA).[6]

Por exemplo, a via da cascata de coagulação sanguínea de peixes jawed tem uma diferença importante em relação à dos vertebrados terrestres, porque esse peixe não tem uma via intrínseca encontrada em vertebrados terrestres.[6] Isso não significa que o resto da cascata não seja irredutivelmente complexa, pois ambos podem ter um sistema de núcleo de peças que é irredutivelmente complexo. O “núcleo irredutível” é um conceito antigo dentro do pensamento do design definido por William Dembski e Jonathan Wells.

Durante o mesmo julgamento, foram apresentados também alguns estudos publicados entre 1996 e 2005 que supostamente refutariam a complexidade irredutível do sistema imunológico geral, reafirmando a explicação darwinista para a origem do sistema imunológico. No entanto, o microbiologista Don Ewert, que dirigiu o Instituto Wistar por 20 anos, após ler os artigos apresentados no julgamento, concluiu que o Dr. Behe estava certo em argumentar que esses documentos não fornecem uma explicação darwinista para a origem do sistema imunitário.[7] Segundo Don Ewert, fora utilizado o pressuposto da homologia como indício de uma relação de ancestralidade que, por si só, não é prova da relação evolutiva. Para ele, a estrutura dos locais de receptores de anticorpos que, em uma classe de proteínas - chamadas superfamília das imunoglobulinas – encontra-se distribuída em outras espécies, não pode ser usada como prova de que eles realmente evoluíram um do outro.

O Dr. Ewert diz que a afirmação dos evolucionistas sobre a origem do sistema imune adaptativo em vertebrados (um dos argumentos apresentados pelo Dr. Miller) é um grande problema.[7] Tem sido caracterizado como o “Big Bang” da imunologia, mas quando se olha para a complexidade desse sistema percebe-se que é praticamente inalcançável qualquer explicação evolutiva de colocá-los juntos nesse curto período de tempo, mesmo se você começar com alguns dos componentes já existentes em outras espécies. Para ele, a literatura de imunologia comparativa, juntamente com os achados de biologia de sistemas, fornece ampla evidência para o design inteligente.

Nota: Texto extraído do livro Teoria do Design Inteligente, de autoria do mestre em Ciências Everton Fernando Alves.

Como citar:
ALVES, Everton Fernando. Sistema imunológico: acaso ou design inteligente? In:________. Teoria do Design Inteligente. Maringá: Editorial NUMARSCB, 2018, p.94-99.

Referências:
[1] Behe MJ. Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution. New York: The free press, 1996.
[2] Mitchison A. “Will We Survive? As host and pathogen evolve together, will the immune system retain the upper hand?” Scientific American 1993; 269:136-44.
[3] Bergman J, O’Sullivan N. “Did immune system antibody diversity evolve?” Journal of Creation 2008; 22(2):92-96.
[4] Thomas B. “Antibody Variation Is Not Evolution.” The Institute for Creation Research. Disponível em: https://www.icr.org/article/4336/358. Acesso em: 26/3/2015.
[5] Luskin C. “Kenneth Miller, Michael Behe, and the Irreducible Complexity of the Blood Clotting Cascade Saga.” Evolution News & Views, 2010. Disponível em: http://www.discovery.org/a/14081. Acesso em: 26/3/2015.
[6] Luskin C. “How Kenneth Miller Used Smoke-and-Mirrors at Kitzmiller to Misrepresent Michael Behe on the Irreducible Complexity of the Blood-Clotting Cascade.” Evolution News & Views, 2009. Disponível em: http://www.discovery.org/a/8561. Acesso em: 26/3/2015.
[7] Luskin C. “Five Years Later, Evolutionary Immunology and other Icons ofKitzmiller v. Dover Not Holding Up Well.” Evolution News & Views, 2010. Disponível em: http://www.evolutionnews.org/2010/12/fiv...42001.html. Acesso em: 26/3/2015.
Cuidai, para que isso que agora julgais ser ouro puro, não se vos demonstre ser metal vil.

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