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[RELATO] Balada - Uma das maiores mentiras da Terra
Pior é gastar o dinheiro dos pais na balada
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(23-05-2019, 10:39 PM)PopoRoxo Escreveu: Pior é gastar o dinheiro dos pais na balada

Olha, quem tem pais endinheirados que fornecem bastante bufunfa pro filho ir curtir, e o cara vai todo "fodão" e até se dá bem, é melhor que o resto da humanidade que aperta as contas, junta todas as moedinhas, pra gastar uma puta grana numa balada e lá dentro ser um pobre coitado.
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(29-05-2018, 03:07 PM)Hombre de hielo Escreveu: Dizem que a mentira tem a perna curta:

Citação:gq.globo.com

Por que as baladas estão morrendo? Para os 'reis da noite', a culpa é (também) dos millenials

Com uma epidemia mundial de boates fechando as portas e os caretíssimos millennials trocando a balada pelo Netflix e pelo Spotify, a noite não é mais aquela criança. Os reis que a mantiveram viva nos últimos 40 anos dão seu diagnóstico à GQ. Haveria luz no fim da pista?

Em algum momento da pré-história, três coisas atraíam uma criatura para a boate:

1) exorcizar a dureza da vida dançando, como se não houvesse amanhã, ao som de uma música que você só descobriria graças aos bem-informados disc-jóqueis;

2) poder ficar bem louco tomando todas e tudo sem que ninguém chamasse uma ambulância;

3) a maior de todas elas: transar.

Mas, hoje, com o Spotify bombando e os aplicativos de encontros gerando matches em qualquer esquina, quem, afinal, precisa de uma boate? E nem fale de drogas: as novas gerações estão mais interessadas em suco verde e pedalar às 5h da manhã, além de acharem que, sim, pega mal cheirar uma linha no banheiro enquanto milhares de pessoas são assassinadas por causa da guerra contra o tráfico.

Atual rei da noite paulistana, Facundo Guerra, dono de nove casas noturnas, diz que tem repensado seus negócios. “O que a gente chamava de noite cinco anos atrás, hoje, é dia, com as sunset parties que acontecem até meia-noite no máximo. Ninguém mais fica dando teco até 3h da manhã, enchendo a cara. A nova galera não quer mais isso”, afirma.

A teoria de Facundo encontra respaldo num estudo da entidade Monitoring The Future, que acompanha o comportamento dos jovens nos Estados Unidos. Segundo ela, o uso de drogas sintéticas e de álcool por adolescentes às vésperas da maioridade chegou a seu nível mais baixo desde que a pesquisa foi iniciada, em 1975. Apenas 40% dos estudantes declararam ter ingerido algum tipo de bebida alcoólica. E noite à base de clorofila, será que dá pé?

Boates, baladas, nights e discotecas estão em vias de se tornar letras mortas no mundo todo. Segundo a Nightlife Association, mais de 10 mil bares e casas noturnas fecharam as portas nos Estados Unidos na última década; na Inglaterra, de baladas históricas como a Tramp, das 3.100 casas noturnas existentes em 2007, quase metade desapareceu. Basta dar uma voltinha por Paris, onde eu iniciei minha vida noturna, em clubes como o Les Bains Douches, o Queen e o Castel, para saber que a cidade luz passou a funcionar à base da luz do sol. Na última semana de moda, só o minúsculo clube Montana tinha um certo quórum de dancing animals.

Em são paulo, depois da febre da importação das megacasas noturnas estrangeiras, como a Pink Elephant e a Mokai, ninguém quer nem ouvir falar de balada. A pá de cal veio com a história do notório “rei do camarote”, uma figura que se gabava de torrar fortunas em garrafas jumbo de vodca com estrelinha na boca trazidas por belas garçonetes para seu curralzinho vip. O rapaz foi o último moicano da falsa bonança da era Lula, antes que o país mergulhasse em seu frangalho econômico. Com a crise, os emergentes, que imitavam seus pares russos nas boates do sul da França gastando desmedidamente em camarotes repletos de bebidas e mulheres, submergiram. O show-off do tempo dos BRICs é o novo brega.

No Rio, das 192 casas cadastradas com a atividade boate, apenas 70 têm inscrição municipal ativa, o que não quer dizer que estejam em funcionamento. No último ano, quatro das principais baladas da cidade, Nuth, Miroir, 021 e 00, disseram adeus à noite. Aliás, o fechamento da agradabilíssima 00, com seu espaço outdoor ao lado do Planetário da Gávea, teve ares de fechar a tampa do caixão.

Você pode dizer que é culpa da violência ou da crise, mas nem se estivéssemos nadando em dinheiro as boates como nós conhecíamos triunfariam a longo prazo. Tudo culpa da tal geração millennial, pessoas que atingiram a maioridade depois do ano 2000 e entraram na vida adulta com um celular em punho. Um dos primeiros a antever esse movimento foi o empresário Marcus Buaiz, que, em outubro de 2015, vendeu suas 12 casas noturnas, que chegaram a faturar, no ápice, R$ 70 milhões por ano. “Vi que a forma como os jovens saíam estava mudando. É uma garotada ultraconectada em redes sociais, que não se apega a hábitos, que não quer ir três noites por semana a uma mesma casa noturna. Ela é ligada aos eventos, e esses têm que ser muito diferentes uns dos outros para mobilizá-los”, diz ele. “As baladas foram derrotadas pelo suco verde, pelo Facebook e pelo Netflix.”

No Brasil, as baladas sertanejas são o filé do momento. “Nos meus últimos anos da noite, eu cheguei a investir nesse filão, mas o prazo de validade dele está vencendo também”, alerta Buaiz. “A galera prefere gastar nos megafestivais, com mais variedade e atrações, como o Villa Mix, e os gringos, como o Lollapalooza, o Glastonbury e o Coachella.”

Entre os motivos que os millennials alegam para terem abandonado as boates estão os preços das bebidas, as filas, o excesso de pretensão e rudeza dos funcionários, a incapacidade de conversar por causa da música alta e, pasmem, o medo de “perder a linha”, ser filmado e acabar humilhado nas redes sociais. Esse comportamento transformou a Geração Y na Geração “Yawn”, a geração bocejo.

“É impossível você realmente se divertir só se preocupando em ficar bonito nas redes sociais. Isso é um horror”, avisa a eterna rainha da noite Régine Choukroun, empresária belga que ganhou fama planetária no fim dos anos 1960 ao inventar o conceito de boate. “Fui a primeira a colocar um DJ para tocar num clube no lugar da orquestra, a colocar uma garrafa de champanhe na mesa e inventei a mesinha com um buraco no meio para servir de cinzeiro”, orgulha-se ela, que chegou a manter 20 casas de seu clube Régine’s abertas ao mesmo tempo em cidades como Paris, Nova York, Rio, Salvador e São Paulo.

Frequentavam o Régine’s potestades do jet-set, como o bilionário grego Aristóteles Onassis e sua amante, Maria Callas, estilistas do naipe de Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld, atrizes de Hollywood e todo mundo que contava nos anos 1970. “Imagine o que Onassis não faria se viessem pedir uma selfie. Ele faria a pessoa engolir o celular”, diverte-se ela, cética em relação ao futuro da noite.

“Não vai aparecer outro Régine’s. Era uma época de desafogo da repressão sexual, da invenção da pílula, ninguém mais tem esse fogo. E a noite tem que ter fogo.”
Ex-promoter do Studio 54, a peruana Carmen d’Alessio, que convenceu Bianca Jagger a entrar na boate em cima de um cavalo em 1977 e contratou um grupo de travestis para animar o aniversário de Giorgio Armani, reforça o coro. “A noite ficou velha, cinza e desinteressante. Hoje, prefiro um jantar ou ir à praia a fazer uma noitada. Eu quero é sol”, anuncia ela, habituée dos Carnavais do Rio. “Diziam que no Studio 54 era servida a melhor cocaína do mundo. Era uma época de experimentação, mas acabou. Os que sobreviveram praticam ioga e pilates. As pessoas estão procurando a energia do sol, a iluminação espiritual, no que fazem muito bem."

Mas a noite ainda encontra seus focos de resistência. Nos balneários turísticos, como Ibiza, Saint Tropez e Marbella, as boates estão no pacote de férias. Em Moscou, ainda é na balada que os grandes negócios são selados. Em Miami, emigrados da crise latino-americana ainda gastam a sola dos sapatos em novas casas noturnas nos bairros descolados de Downtown, Design District e Wynwood.

Em Nova York, existem bares, como o Spritzenhaus 33 e o South, no Brooklyn, que oferecem até cerveja sem glúten para atrair a geração neoalérgica. Em Londres, estrangeiros multimilionários – gregos, russos, indianos, árabes – mantêm vivos os clubes fechados apenas para sócios, como os excelentes Loulou’s  e The Arts Club. Mas esses não oferecem só a pista de dança; ela é apenas parte de um ambiente que reúne ótimas comida e bebida, bate-papos sobre arte contemporânea e a sensação de pertencer a uma casta cosmopolita. Uma coisa é certa: o melhor lugar para dançar ainda é Berlim, sempre na vanguarda do apocalipse.

Até no Rio, quem diria, o lendário Hippopotamus reabriu, com um simpaticíssimo rooftop, um excelente restaurante, boate e o slogan “Os bons tempos voltaram”, mesmo com as notícias desoladoras sobre a cidade. “Em mais de 40 anos de noite, já vivi todo tipo de crise. Nós batemos no fundo do poço, e está na hora de virar”, diz o rei da noite brasileira, Ricardo Amaral. “E para esses millennials, só digo uma coisa: o perfume, a troca de olhares, a mão na mão, a mão na coxa e um beijo repentino na pista de dança são insubstituíveis, nenhum aplicativo vai dar."

Prestes a abrir sua décima casa em São Paulo, o bar Arcos, no subsolo do Theatro Municipal, Facundo Guerra vai abrir mão da pista de dança. “Ela vai rolar onde for. A festa não precisa mais ser dentro da boate, pode ser num edifício abandonado, embaixo de uma ponte. O problema é que as estruturas estão obsoletas. As boates ficam seguindo o modelo dos anos 1980, e os restaurantes, o do século 16.”

Ele afirma que talvez tenha achado a fórmula para a sobrevivência do negócio: baladas super exclusivas. “O clube não morreu, mas deve ser fechado para assinantes. Por que não juntar gente com afinidade e, via crowdfunding, montar uma boate só para os doadores? Ou retomar os clubes de cavalheiros da década de 1920, em que cada um tinha a chave, mas com a tecnologia de hoje?”, pergunta. “Não precisa ser essa coisa esnobe e elitista, para escolhidos. Os escolhidos hoje são as trans, os ‘mano’, que sabem fazer o caldo, o malandro, o playboy. A mauriceia é chata pra caralho! Tenho preguiça de gente que tem dinheiro e acha que isso basta. Isso é que é velho.”

Caso as baladas realmente sejam extintas... querendo ou não, elas farão parte da História da humanidade...

Não cheguei a ler todo o estudo, mas o estudo (de novembro de 2006) fala sobre 2 bairros boêmios de Porto Alegre... Moinhos de Vento (mais exclusivo) e Cidade Baixa (mais popular). E falam de tal migração...

Quem desce de classe social (do Moinhos de Vento pra Cidade Baixa) é porque é renegado(a) na sua classe social!

Quem sobe (da Cidade Baixa pro Moinhos de Vento) é mulher atraente querendo achar um bom provedor.

Vou falar do meu exemplo pessoal... conheci uma mulher numa festa (bairro classe média) e pra minha surpresa, ela (feia de rosto) diz que é de um bairro nobre... mantemos contato fora dali... e chega um momento ela diz que sou interesseiro, sendo que ELA foi numa festa de classe média (que é bem provável que a maioria das pessoas sejam)... na época, passou batido, mas hoje sei que se ela fosse bonita, ela JAMAIS iria pra tal lugar e ficaria pelas bandas dos bairros nobres.

Tal estudo: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/hand...sequence=1
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(29-05-2018, 03:07 PM)Hombre de hielo Escreveu: Dizem que a mentira tem a perna curta:

Citação:gq.globo.com

Por que as baladas estão morrendo? Para os 'reis da noite', a culpa é (também) dos millenials

Com uma epidemia mundial de boates fechando as portas e os caretíssimos millennials trocando a balada pelo Netflix e pelo Spotify, a noite não é mais aquela criança. Os reis que a mantiveram viva nos últimos 40 anos dão seu diagnóstico à GQ. Haveria luz no fim da pista?

Em algum momento da pré-história, três coisas atraíam uma criatura para a boate:

1) exorcizar a dureza da vida dançando, como se não houvesse amanhã, ao som de uma música que você só descobriria graças aos bem-informados disc-jóqueis;

2) poder ficar bem louco tomando todas e tudo sem que ninguém chamasse uma ambulância;

3) a maior de todas elas: transar.

Mas, hoje, com o Spotify bombando e os aplicativos de encontros gerando matches em qualquer esquina, quem, afinal, precisa de uma boate? E nem fale de drogas: as novas gerações estão mais interessadas em suco verde e pedalar às 5h da manhã, além de acharem que, sim, pega mal cheirar uma linha no banheiro enquanto milhares de pessoas são assassinadas por causa da guerra contra o tráfico.

Atual rei da noite paulistana, Facundo Guerra, dono de nove casas noturnas, diz que tem repensado seus negócios. “O que a gente chamava de noite cinco anos atrás, hoje, é dia, com as sunset parties que acontecem até meia-noite no máximo. Ninguém mais fica dando teco até 3h da manhã, enchendo a cara. A nova galera não quer mais isso”, afirma.

A teoria de Facundo encontra respaldo num estudo da entidade Monitoring The Future, que acompanha o comportamento dos jovens nos Estados Unidos. Segundo ela, o uso de drogas sintéticas e de álcool por adolescentes às vésperas da maioridade chegou a seu nível mais baixo desde que a pesquisa foi iniciada, em 1975. Apenas 40% dos estudantes declararam ter ingerido algum tipo de bebida alcoólica. E noite à base de clorofila, será que dá pé?

Boates, baladas, nights e discotecas estão em vias de se tornar letras mortas no mundo todo. Segundo a Nightlife Association, mais de 10 mil bares e casas noturnas fecharam as portas nos Estados Unidos na última década; na Inglaterra, de baladas históricas como a Tramp, das 3.100 casas noturnas existentes em 2007, quase metade desapareceu. Basta dar uma voltinha por Paris, onde eu iniciei minha vida noturna, em clubes como o Les Bains Douches, o Queen e o Castel, para saber que a cidade luz passou a funcionar à base da luz do sol. Na última semana de moda, só o minúsculo clube Montana tinha um certo quórum de dancing animals.

Em são paulo, depois da febre da importação das megacasas noturnas estrangeiras, como a Pink Elephant e a Mokai, ninguém quer nem ouvir falar de balada. A pá de cal veio com a história do notório “rei do camarote”, uma figura que se gabava de torrar fortunas em garrafas jumbo de vodca com estrelinha na boca trazidas por belas garçonetes para seu curralzinho vip. O rapaz foi o último moicano da falsa bonança da era Lula, antes que o país mergulhasse em seu frangalho econômico. Com a crise, os emergentes, que imitavam seus pares russos nas boates do sul da França gastando desmedidamente em camarotes repletos de bebidas e mulheres, submergiram. O show-off do tempo dos BRICs é o novo brega.

No Rio, das 192 casas cadastradas com a atividade boate, apenas 70 têm inscrição municipal ativa, o que não quer dizer que estejam em funcionamento. No último ano, quatro das principais baladas da cidade, Nuth, Miroir, 021 e 00, disseram adeus à noite. Aliás, o fechamento da agradabilíssima 00, com seu espaço outdoor ao lado do Planetário da Gávea, teve ares de fechar a tampa do caixão.

Você pode dizer que é culpa da violência ou da crise, mas nem se estivéssemos nadando em dinheiro as boates como nós conhecíamos triunfariam a longo prazo. Tudo culpa da tal geração millennial, pessoas que atingiram a maioridade depois do ano 2000 e entraram na vida adulta com um celular em punho. Um dos primeiros a antever esse movimento foi o empresário Marcus Buaiz, que, em outubro de 2015, vendeu suas 12 casas noturnas, que chegaram a faturar, no ápice, R$ 70 milhões por ano. “Vi que a forma como os jovens saíam estava mudando. É uma garotada ultraconectada em redes sociais, que não se apega a hábitos, que não quer ir três noites por semana a uma mesma casa noturna. Ela é ligada aos eventos, e esses têm que ser muito diferentes uns dos outros para mobilizá-los”, diz ele. “As baladas foram derrotadas pelo suco verde, pelo Facebook e pelo Netflix.”

No Brasil, as baladas sertanejas são o filé do momento. “Nos meus últimos anos da noite, eu cheguei a investir nesse filão, mas o prazo de validade dele está vencendo também”, alerta Buaiz. “A galera prefere gastar nos megafestivais, com mais variedade e atrações, como o Villa Mix, e os gringos, como o Lollapalooza, o Glastonbury e o Coachella.”

Entre os motivos que os millennials alegam para terem abandonado as boates estão os preços das bebidas, as filas, o excesso de pretensão e rudeza dos funcionários, a incapacidade de conversar por causa da música alta e, pasmem, o medo de “perder a linha”, ser filmado e acabar humilhado nas redes sociais. Esse comportamento transformou a Geração Y na Geração “Yawn”, a geração bocejo.

“É impossível você realmente se divertir só se preocupando em ficar bonito nas redes sociais. Isso é um horror”, avisa a eterna rainha da noite Régine Choukroun, empresária belga que ganhou fama planetária no fim dos anos 1960 ao inventar o conceito de boate. “Fui a primeira a colocar um DJ para tocar num clube no lugar da orquestra, a colocar uma garrafa de champanhe na mesa e inventei a mesinha com um buraco no meio para servir de cinzeiro”, orgulha-se ela, que chegou a manter 20 casas de seu clube Régine’s abertas ao mesmo tempo em cidades como Paris, Nova York, Rio, Salvador e São Paulo.

Frequentavam o Régine’s potestades do jet-set, como o bilionário grego Aristóteles Onassis e sua amante, Maria Callas, estilistas do naipe de Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld, atrizes de Hollywood e todo mundo que contava nos anos 1970. “Imagine o que Onassis não faria se viessem pedir uma selfie. Ele faria a pessoa engolir o celular”, diverte-se ela, cética em relação ao futuro da noite.

“Não vai aparecer outro Régine’s. Era uma época de desafogo da repressão sexual, da invenção da pílula, ninguém mais tem esse fogo. E a noite tem que ter fogo.”
Ex-promoter do Studio 54, a peruana Carmen d’Alessio, que convenceu Bianca Jagger a entrar na boate em cima de um cavalo em 1977 e contratou um grupo de travestis para animar o aniversário de Giorgio Armani, reforça o coro. “A noite ficou velha, cinza e desinteressante. Hoje, prefiro um jantar ou ir à praia a fazer uma noitada. Eu quero é sol”, anuncia ela, habituée dos Carnavais do Rio. “Diziam que no Studio 54 era servida a melhor cocaína do mundo. Era uma época de experimentação, mas acabou. Os que sobreviveram praticam ioga e pilates. As pessoas estão procurando a energia do sol, a iluminação espiritual, no que fazem muito bem."

Mas a noite ainda encontra seus focos de resistência. Nos balneários turísticos, como Ibiza, Saint Tropez e Marbella, as boates estão no pacote de férias. Em Moscou, ainda é na balada que os grandes negócios são selados. Em Miami, emigrados da crise latino-americana ainda gastam a sola dos sapatos em novas casas noturnas nos bairros descolados de Downtown, Design District e Wynwood.

Em Nova York, existem bares, como o Spritzenhaus 33 e o South, no Brooklyn, que oferecem até cerveja sem glúten para atrair a geração neoalérgica. Em Londres, estrangeiros multimilionários – gregos, russos, indianos, árabes – mantêm vivos os clubes fechados apenas para sócios, como os excelentes Loulou’s  e The Arts Club. Mas esses não oferecem só a pista de dança; ela é apenas parte de um ambiente que reúne ótimas comida e bebida, bate-papos sobre arte contemporânea e a sensação de pertencer a uma casta cosmopolita. Uma coisa é certa: o melhor lugar para dançar ainda é Berlim, sempre na vanguarda do apocalipse.

Até no Rio, quem diria, o lendário Hippopotamus reabriu, com um simpaticíssimo rooftop, um excelente restaurante, boate e o slogan “Os bons tempos voltaram”, mesmo com as notícias desoladoras sobre a cidade. “Em mais de 40 anos de noite, já vivi todo tipo de crise. Nós batemos no fundo do poço, e está na hora de virar”, diz o rei da noite brasileira, Ricardo Amaral. “E para esses millennials, só digo uma coisa: o perfume, a troca de olhares, a mão na mão, a mão na coxa e um beijo repentino na pista de dança são insubstituíveis, nenhum aplicativo vai dar."

Prestes a abrir sua décima casa em São Paulo, o bar Arcos, no subsolo do Theatro Municipal, Facundo Guerra vai abrir mão da pista de dança. “Ela vai rolar onde for. A festa não precisa mais ser dentro da boate, pode ser num edifício abandonado, embaixo de uma ponte. O problema é que as estruturas estão obsoletas. As boates ficam seguindo o modelo dos anos 1980, e os restaurantes, o do século 16.”

Ele afirma que talvez tenha achado a fórmula para a sobrevivência do negócio: baladas super exclusivas. “O clube não morreu, mas deve ser fechado para assinantes. Por que não juntar gente com afinidade e, via crowdfunding, montar uma boate só para os doadores? Ou retomar os clubes de cavalheiros da década de 1920, em que cada um tinha a chave, mas com a tecnologia de hoje?”, pergunta. “Não precisa ser essa coisa esnobe e elitista, para escolhidos. Os escolhidos hoje são as trans, os ‘mano’, que sabem fazer o caldo, o malandro, o playboy. A mauriceia é chata pra caralho! Tenho preguiça de gente que tem dinheiro e acha que isso basta. Isso é que é velho.”

Aconteceu algo surreal comigo, esses tempos... estava percorrendo a avenida que era o epicentro das baladas... avisto o quarteirão onde ficava uma balada que ia direto (transversal dessa avenida que estava passando), lembrei que a fila, quase sempre, vinha até a metade do lado do quarteirão dessa avenida... vejo 2 caras de terno parados bem na esquina... e quando passo por eles, falam que a balada que se encontra no mesmo endereço nesse local que eu ia... só pagaria o que eu consumisse (entrada grátis).

Me lembro, que na minha Era balada, alguns momentos ficava triste porque mais tarde ou mais cedo envelheceria e ficaria chato se eu fosse pra uma balada...
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Acho que o auge das baladas já passou mesmo. A pior época (para os homens medianos) foi segunda metade dos anos 90 até a primeira década inteira dos anos 2000. Nesses anos muitos ainda acreditavam na fantasia de ir para as baladas "pra pegar mulher", gastavam muita grana pra entrar e beber e saiam sozinhos, bêbados e derrotados pra ir bater um punheta em casa...
Antes disso havia real chance de pegar uma mediana, mas deu bem pra notar nos anos 90 quando a coisa ficou praticamente impossível. A última que eu fui "atrás de mulher", por que um amigo insistiu muito e descolou entrada grátis, foi em 2004 aqui na Vila Olímpia. As GORDAS ESCROTAS estavam se fazendo de difíceis, kkkk... fiquei uns 40 minutos e saí correndo.
Já na década de 2010 as baladas praticamente sumiram, pois os caras "entenderam" que era perda de tempo, só estavam bancando a tríade mulheres-alfas-donodabalada e saindo bêbado de vodca caríssima e falsificada, sem mulher e sem dignidade. E sem o "patrocinador" as baladas começaram a sumir.

Se dependesse da tríade
- mulheres gastando pouco e com o ego nas alturas
- alfas pegando VÁRIAS mulheres numa noite só
- dono da balada LAVANDO A ÉGUA de ganhar dinheiro
Ia ter balada nos molde antigos ate HOJE.

O mediano de HOJE já sacou que se não descolar uma foda nas redes sociais, na balada é que não vai ser.

As mega festas sem dia fixo de hoje em dia investem mais no entretenimento mesmo, com grandes atrações, DJs, estrutura bacana, iluminação e palco fodástico. As pessoas vão mais pelo show mesmo e pra tomar bala, MD, doce, lança, etc. Foda-se se pegar mulher ou não... na realidade a maioria já leva uma mulher que tá comendo.

Nesse ponto acho que MELHOROU. Acabou a farra. Redes sociais, de um jeito ou de outro, acabarram com a FARSA.
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Houve sim, uma notável mudança de paradigma neste aspecto.

Eu vejo aqui pelo Rio de Janeiro que a galera parou de frequentar as 'baladas' em ambientes fechados e está preferindo o bom e velho isoporsão com o camelô na rua, beber latão de brahma semi-gelada a R$5,00 ou R$ 6,00 e voltar de Uber para casa.

Esse negócio de casas noturnas está em franca queda, embora ainda exista um público que goste de frequentar um happy hour Ratinho ou uma baladinha, manter uma casa de shows é uma tarefa para poucos.

Pense também que uma casa de show passa por N fiscalizações de vigilância sanitária, deve atender a normas de segurança contra tumultos, incêndios, os donos das casas de show respondem judicialmente a qualquer excesso que um segurança ou em qualquer falha de conduta em um porradeiro generalizado, resumindo: Manter uma casa de show tornou-se um verdadeiro estorvo tornando inviável a sua sobrevivência.

... Na outra ponta, a juventude porra louca se diverte nos bailes de favela com drogas liberadas 24/7, que ao contrário de uma casa de show legalizada, os donos da boca não se preocupam com lei do silêncio, com as normas de segurança, além de um vasto portfólio de gostosas loucas na droga e patricinhas doidas por aventuras com bandidos e quando há algum problema, quero ver quem é homem para reclamar com o dono do movimento.
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(19-02-2020, 12:19 PM)Fernando_R1 Escreveu: e está preferindo o bom e velho isoporsão com o camelô na rua, beber latão de brahma semi-gelada a R$5,00 ou R$ 6,00

É válido, mas agora levar isoporzão de casa é chinelagem.
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Casas de shows estão em queda mas os otários agora estão indo para os tais de PUB's. O indice de coçagem de cu no BR só aumenta.
Nos tornaremos indiferentes às opiniões dos outros quando, por nossa própria experiência, aprendermos com que desrespeito se fala em certas ocasiões de cada um de nós, assim que não houver motivo para receio, ou quando se crê que não o saberemos; mas, sobretudo, quando ouvirmos com que desdém meia dúzia de imbecis fala do homem mais distinto. Então compreenderemos que atribuir grande valor à opinião dos homens é honrá-los demasiado.

Arthur Schopenhauer, Aforismos para Sabedoria de Vida.
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upando para o contador.
[...]
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(19-02-2020, 12:19 PM)Fernando_R1 Escreveu: Houve sim, uma notável mudança de paradigma neste aspecto.

Eu vejo aqui pelo Rio de Janeiro que a galera parou de frequentar as 'baladas' em ambientes fechados e está preferindo o bom e velho isoporsão com o camelô na rua, beber latão de brahma semi-gelada a R$5,00 ou R$ 6,00 e voltar de Uber para casa.

Esse negócio de casas noturnas está em franca queda, embora ainda exista um público que goste de frequentar um happy hour Ratinho ou uma baladinha, manter uma casa de shows é uma tarefa para poucos.

Pense também que uma casa de show passa por N fiscalizações de vigilância sanitária, deve atender a normas de segurança contra tumultos, incêndios, os donos das casas de show respondem judicialmente a qualquer excesso que um segurança ou em qualquer falha de conduta em um porradeiro generalizado, resumindo: Manter uma casa de show tornou-se um verdadeiro estorvo tornando inviável a sua sobrevivência.

... Na outra ponta, a juventude porra louca se diverte nos bailes de favela com drogas liberadas 24/7, que ao contrário de uma casa de show legalizada, os donos da boca não se preocupam com lei do silêncio, com as normas de segurança, além de um vasto portfólio de gostosas loucas na droga e patricinhas doidas por aventuras com bandidos e quando há algum problema, quero ver quem é homem para reclamar com o dono do movimento.

Muito boa análise, camarada.
Aqui onde moro, o cenário é exatamente esse. Ainda há casas noturnas, mas o movimento atual é infinitamente menor do que antes, além de ser bem mais esporádico.

Aqui está na moda locais abertos com música, latinha e espeto. Com R$ 10,00 você consegue tomar três latinhas ou comer três espetos, ou dois espetos e uma latinha e vice-versa.
O que dá de jovem/universitário não está escrito.
Mas é o que está rolando atualmente.

Teve um gênio que tinha um estacionamento perto de uma faculdade particular. Adaptou o local, colocou música e tome-lhe espeto e latinha.
Ficou milionário, todo dia está lotado o negócio.

É tudo que jovem/universitário quer, beber, fazer farra e gastar pouco.
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Uma noite na 'Boate aZoom': balada à distância mostra opção de cena noturna no isolamento

https://g1.globo.com/pop-arte/musica/not...ento.ghtml
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Quero mais que todas as casas de show quebrem com força com o coronavirus!
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(19-02-2020, 11:26 AM)Berzerk Escreveu: Acho que o auge das baladas já passou mesmo. A pior época (para os homens medianos) foi segunda metade dos anos 90 até a primeira década inteira dos anos 2000. Nesses anos muitos ainda acreditavam na fantasia de ir para as baladas "pra pegar mulher", gastavam muita grana pra entrar e beber e saiam sozinhos, bêbados e derrotados pra ir bater um punheta em casa...
Antes disso havia real chance de pegar uma mediana, mas deu bem pra notar nos anos 90 quando a coisa ficou praticamente impossível. A última que eu fui "atrás de mulher", por que um amigo insistiu muito e descolou entrada grátis, foi em 2004 aqui na Vila Olímpia. As GORDAS ESCROTAS estavam se fazendo de difíceis, kkkk... fiquei uns 40 minutos e saí correndo.
Já na década de 2010 as baladas praticamente sumiram, pois os caras "entenderam" que era perda de tempo, só estavam bancando a tríade mulheres-alfas-donodabalada e saindo bêbado de vodca caríssima e falsificada, sem mulher e sem dignidade. E sem o "patrocinador" as baladas começaram a sumir.

Se dependesse da tríade
- mulheres gastando pouco e com o ego nas alturas
- alfas pegando VÁRIAS mulheres numa noite só
- dono da balada LAVANDO A ÉGUA de ganhar dinheiro
Ia ter balada nos molde antigos ate HOJE.

O mediano de HOJE já sacou que se não descolar uma foda nas redes sociais, na balada é que não vai ser.

As mega festas sem dia fixo de hoje em dia investem mais no entretenimento mesmo, com grandes atrações, DJs, estrutura bacana, iluminação e palco fodástico. As pessoas vão mais pelo show mesmo e pra tomar bala, MD, doce, lança, etc. Foda-se se pegar mulher ou não... na realidade a maioria já leva uma mulher que tá comendo.

Nesse ponto acho que MELHOROU. Acabou a farra. Redes sociais, de um jeito ou de outro, acabarram com a FARSA.

Realmente hoje em dia quase não vejo falarem que vão em baladas, o que mais ouço é sobre ir em Hookhas ( não sei escrever o nome dessa merda), barzinhos com música ao vivo, esses tais shows que vc mencionou, etc...

Os hábitos estão mudando e com esse corona eu acho que vai dar uma acelerada nesse processo.
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O mundo não é mais o mesmo, Charles. 

Eu já tentava adivinhar que cedo ou tarde as boates quebrariam, por causa do pessoal migrando para os forrós sertanojos universibostas, mas agora nem isso mais vamos ter. 

Por um tempo na cidade aqui o povo voltou a frequentar os barzinhos e fazer social neles, lugar que antes era considerado "de velho". Hoje em dia a moçada jovem se reunia em praças e lugares afastados, pra fumar suas drogas. Só que tudo isso acabou.

Não vou dizer que me orgulho, mas há alguns anos atrás já pude ir em boates, bares e festas interessantes. Hoje em dia só tava saindo pra bares reservados pra assistir jogo ou tomar uma, ou ir beber na casa dos amigos mesmo, festas eu larguei de mão tem um tempo.

A gente bem sabe que boate é puteiro de mulher, lugar de música ruim e bebida cara, mediana se achando muita merda e cheio de feminazi e gorda escrota e em boates de eletrônica mais "pura" (sem atazanção de funk lixo), cheia de veados das mais variadas espécies... 

Mas quem saia para esses eventos para resenhar com os amigos conseguia se divertir e desestressar, e sempre tinha história pra contar.

Agora esses negócios vão todos quebrar. Aguardo os próximos capitúlos.
Citação:“Fortuna Perdida? Nada se perdeu... Coragem perdida?
Muito se perdeu... Honra perdida? Tudo se perdeu...”

(Provérbio Irlandês)
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Balada é puteiro feminino.
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